o olá está no ar mais uma edição do plantão unesp coupe 19 e hoje nós vamos falar sobre a educação especial em tempos de pandemia quais os desafios e os protocolos mais adequados para garantir que as pessoas com deficiência tenham de fato uma educação inclusiva e de qualidade mesmo em home office mesmo à distância mesmo em um momento em que as escolas estão fechadas para falar sobre esse tema está aqui com a gente o rodrigo mendes ele é fundador do instituto que leva o nome dele e que tem como missão colaborar para que as pessoas
com deficiência tenham de fato uma educação de qualidade na escola comum rodrigo muito obrigado pela sua presença aqui com a gente olá bom dia obrigado você júlio um prazer participar dessa conversa sobre um tema que envolve tanto a dúvida e que a gente precisa conjuntamente pensar em diretrizes com certeza e também está com a gente a professora vera capellini do departamento de educação da unesp em bauru ela é presidente da comissão permanente de inclusão e acessibilidade da nossa universidade professor a velhinha mais uma vez obrigado pela sua presença é um prazer estar aqui e conversar
com rodrigo de um tema tão importante e júlio muito obrigada pelo convite e fundamental essa discussão nesse momento e com certeza a gente começa então com o rodrigo que tem né um instituto que leva o nome dele a fundador do instituto rodrigo mendes eu queria que você falasse rodrigo para quem não conhece o instituto é o que ele é quando ele foi criado com quais objetivos a formular melhor a gente ir acabou de completar 25 anos de existência então a gente trabalha para que nenhuma criança ou adolescente fique de fora da escola em virtude de
uma deficiência e como é que a gente faz isso em que lugar identificando boas práticas de educação inclusiva ao redor do mundo e oferecendo referências para quem tá na sala de aula a gente faz isso por meio de um portal chamado de graça quem não conhece endereço diversa.org.br então lá por exemplo o professor que tá sentindo inseguro encontra na plataforma caso os relatos artigos quer dizer centenas de exemplos de atividades de aulas de materiais que podem ser bastante úteis para quem precisa criar sua proposta pedagógica e no diversa a pessoa também tem acesso a documentários
que a gente produziu nos estados unidos na frança na dinamarca na argentina a operação receituário isso existe em uma educação mais ampliar o repertório professores quer dizer a variedade de cores que estão na sua paleta de tinta para que eles criem as suas aulas e sejam protagonistas o nosso segundo e situação é formação de educadores não é um dos nossos cursos por exemplo é voltado para professores do ensino médio eu me lembro a vez eu tava internacional professora e ela disse inclusão ensino fundamental é mais tranquila agora a coisa complica quando chega no ensino médio
e de fato o desafio cresce bastante ensino médio que a então muito pautado provas de ingresso ao ensino superior para o vestibular mas a gente tem conseguido grandes resultados também nesse curso de cada professor que participa precisa fazer um diagnóstico da sua escola e criar um projeto de intervenção teve um caso de uma escola de campinas e vamos alguns ainda não tinha sido alfabetizado ele era surdo e participaram do curso o diretor ea intérprete de libras na escola que fizeram trabalho interdisciplinar intensivo e seis meses conseguiram alfabetizar o guilherme que hoje tem planos e entrar
na faculdade então a gente tá aí à disposição para outros educadores a gente não temos impactante participar dos nossos cursos mais 100 mil professores e todos os estados brasileiros a questão é beneficiando centenas de milhares de alunos a gente está super feliz com é mesmo que o nosso presente 25 anos e chegar no brasil inteiro na e depois que iria divulgar o final eu falo mais e algumas oportunidades para quem tá assistir pode deixar vamos lembrar de divulgar sim para o rodrigo professora vera para te colocar então na conversa também pra gente continuar no tema
da escola o rubi escolar básica fundamental ensino médio e etim você tem como é mais linha de pesquisa educação especial e que diagnóstico quais desafios você tem percebido impressionantes mais aí de quatro meses de escolas fechadas na educação especial em casa é bom que quais os desafios que os pais os educadores e os próprios alunos eles têm enfrentado neste momento o bom é a primeiramente nós constatamos a algo que a ciência já nos revelava que é que o brasil ele é muito grande muito diverso e isso para nós a gente não vê como um problema
a gente vê como uma característica da nossa cultura essa diversidade portanto a gente nós observamos que diferentes estados secretarias estaduais e municipais têm adotado orientações até forma diferente e práticas diferentes mas o que é comum e que é fundamental que a gente não pode perder de vista júlio e para todos os que estão ouvindo não podemos pensar educação especial na perspectiva da educação inclusiva como apartada da educação olhar para o cenário de educação especial nesta perspectiva precisamos olhar para a educação como um todo a educação escolar como um direito fundamental e nesse sentido o que
que nós a pm que o próprio conselho nacional da educação é revelou para nós um desconhecimento sobre a educação especial na modalidade transversal que acaba aprovando um parecer que foi sim modificado isso é importante porque pesquisadores da área estão na estamos atento a esse tema é colocando como alunos da educação especial né público-alvo da educação especial que não seria necessário voltar as aulas colocando não é uma discriminação no sentido negativo né da palavra e o que a gente precisa garantir oportunidades então eu tenho que dizer que foi louvável que houve a modificação por pressão sim
social atenta essas questões então o que a gente já observa é que questões que já eram postas no cotidiano da educação básica ela só e agora é se tornaram explícita então desde a desigualdade social que é um um elemento porte para pensar na educação inclusiva quando a gente pensa nos nas tecnologias que favorecem a inclusão desses alunos é nós também observamos a importância da parceria do professor de educação especial é do professor de classe comum esse é outro item eu tenho conversado já tem pesquisas em andamento sobre isso é que os professores da educação comum
nunca sentiram tanta falta ou é puderam por meio de mídias como nós estamos hoje se aproximar de professores de educação especial porque de fato a responsabilidade do aluno da classe comum é da escola é importante do professor de classe comum e agora às vezes aquele professor que só atuava no contraturno está tendo a cidade de reuniões pensar sobre cada aluno então eu diria júlia acho que para aquecer nossa conversa que o principal diagnóstico aqui nós tivemos é educação especial na perspectiva da educação inclusiva não pode ser pensada apartada da educação e segundo cada aluno é
singular então eu não posso ter uma prescrição única formatada para todos porque cada aluno é singular e precisa ser considerado com a sua singularidade e potencialidades o rodrigo até pensando nestas nestes desafios né que a professora também citou ainda a educação especial em tempos nas escolas fechadas meu marido foi até por isso que vocês dançaram aí uma espécie de manual relatório em que um dia muito bacana com muitas informações para ajudar neste momento eu queria que você parasse um pouquinho então deste material é o quais foram as motivações que levaram vocês a publicado é quais
os principais a lei recomendações mais básicas que vocês estão para a espectadores neste momento da educação especial então júlio essa é uma pesquisa que explorou três fontes de referência para alugar uma rede de 50 especialistas em educação inclusiva ao redor do mundo com que a gente vem falando aí já há algum tempo tá se o lugar os organismos internacionais merecendo destaque a onu as suas agências a organização mundial de saúde ea o cd e por fim para os ministérios da educação de 23 o importante agora é esse aqui apesar da quantidade expressiva na existe uma
concentração desses países do hemisfério norte da oceania até a data de corte da pesquisa outras regiões a não tinham publicado seus protocolos rapidamente citando né quem são os países onde há como soltou os documentos da alemanha austrália áustria canadá china coreia do sul dinamarca escócia espanha estados unidos frança inglaterra irlanda do norte itália japão jordânia noruega nova zelândia país de gales portugal singapura taiwan e uruguai que foi o único representante da américa latina e chamou encontrando bastante material pesquisa tá disponível para download na home do nosso site que é rm de rodrigo mendes ponto org.br
então fazer uma simples né a gente avisou do comércio em três capítulos e fala sobre o amplo conjunto de direitos que são ser garantidos para as pessoas com deficiência em que envolve não só a educação mas também a saúde a informação segundo capítulo ele fala sobre as considerações acerca da educação no período de isolamento e aí aparecem como destaque questões relacionadas à manutenção do vínculo entre escolas e famílias e um acompanhamento próximo de cada aluno nesse sentido nas educadores e profissionais de apoio de um gestor estavam precisam continuar a trabalhar juntos buscam alternativas para conhecer
a distância incorpore múltiplas estratégias pedagógicas a flexibilização de atividades e acessibilidade dos conteúdos e no terceiro capítulo a gente apresenta as recomendações trazidas aí para os protocolos internacionais sobre a reabertura das escolas e rapidamente falar que esse assunto que está sendo muito ter mandado a gente tem sido o secretário então após subir três eixos desse tópico é de volta às aulas primeiro a critérios de retorno ou seja quem é que pode quem é que não pode retornar para as aulas presenciais uma pesquisa aponta que uma diversidade de posições ao redor do mundo na nova zelândia
apresenta todos deveriam voltar ao mesmo tempo enquanto que na dinamarca e cingapura os alunos com deficiência devemos pelos últimos a sair do isolamento ou a nossa diretriz a partir do que a gente considera alinhado com a comissão da onu é aqui apesar de certas crianças e adolescentes com deficiência pertenceria agrodisco da comid o laudo médico deficiência por si só ele não deve ser aceito como justificativa para que os estudantes sejam deixados em casa aquele dia é fundamental deixar e não é um existe uma relação automática entre deficiência e risco para análise precisa ser feita caso
a caso e a decisão para desenvolver a as escolas igrejas e as famílias né e se o aluno precisar de um cuidado ódio tanto que ter ido mas enfim ou qualquer outro profissional né essa pessoa também precisa ser considerada a corretora então resumindo não deve voltar para escola somente os alunos professores de profissionais que tiverem sintomas da doença o que tiverem familiares sintomáticos lógica a gente ainda não sabe quando vai ser seguro é tornar mas quando as autoridades decidiram que chegou o momento a momento tá todo mundo quanto ao eixo de questões sanitárias a pesquisa
apresenta as pessoas medidas de higiene qui me ensinou adotadas além de lavagem frequente das mãos é fonseca considerado os procedimentos de limpeza das superfícies dos equipamentos olá a todos meu grande pensa nos dois com deficiência que tem alguma dificuldade né a gente só planejar alguma forma de apoio para esse também poder lavar as mãos e além disso cadeira de rodas bengalas em planos enfim os equipamentos só não está na lista dos itens que passam por procedimentos de higiene falou sobre máscaras é tem uma questão mais específica para esse público né o uso de máscaras prejudica
a socialização de alunos com deficiência auditiva não só aqueles que fazem leitura labial mas também para quem se comunica por meio de libras então nesses casos uma possível solução é adotar o uso de máscaras transparentes e preferência em toda a escola indo pro terceiro e último eixo da que fala sobre distanciamento ao ms considera essa medida com uma principal estratégia para conter a disseminação do coronavírus e nesse território as principais reclamações são o lamento de horários de entrada para infecções e redução do tamanho das turmas quando a gente pensa na nesse público é os os
profissionais de apoio que eu citei não tá contabilizados nessa nessa nova dimensão nesse novo tamanho de turma para que a distância entre cada um a sugerida pelas unidades de saúde ser já respeitar muito lindo acho que a pesquisa leva a gente a perceber que políticas públicas voltadas à educação de pessoas com deficiência durante a pandemia precisão precisão lembrar aqui independentemente da complexidade do aumento a preservação do direito à educação deve ser a presença prioritária para a criação de qualquer medida gestores públicos diretores e educadores têm o papel de cuidar para que os estudantes não sejam
excluídos desmotivados ou e me abandone as escolas da isso é responsabilidade de todos nós prevenir para que não haja consequência discriminatórias e de aprofundamento das desigualdades então é isso esse é um esforço coletivo mas não pode perder de vista esse note da garantia do convívio e dos homens dos estudantes professora mary quiser comentar então também esse assunto né da retomada como que você ver esse momento correr e também já falar um pouquinho dos programas educacionais a distância em home office que a variação que dá pra gente fazer no estado de são paulo até agora eles
tem funcionado então são acessíveis as atividades sim complementando o que o rodrigo colocou esse momento que nós estávamos que nós estamos passando nós não somos mais os mesmos os alunos não são mais os mesmos então com ou sem deficiência todos estamos sendo sendo afetados então quando a gente pensa primeiramente numa uma volta e eu diria que as políticas públicas devem ter muito cuidado porque diferente de alguns países cujas turmas como o rodrigo colocou são de 20 vinte e poucos alunos no brasil a gente tem muitas diferenças tem desde turmas com 40 tem desde turma com
20 nós temos escolas que não tem água encanada aí quando a gente fala da questão da dos protocolos de segurança né de higiene então quanto que precisa ter cuidado com as políticas públicas de não ignorar esse direito e levar em conta procedimentos que garantam estas condições e não dizer que porque eu não tenho essas condições tal criança não voltaria então eu penso que isso é fundamental e é uma luta que já existia então eu não gosto de ser pessimista de achar que tudo tá ruim porque não é verdade a gente sabe que nós já avançamos
sim o acesso garantiu tá oi e a meta quatro né que tá lá no nosso plano de educação é garantir a qualidade então precisa se pensar mas eu teria muita cautela com base na ciência eu teria muita cautela se de fato nós temos estrutura condição no sentido tanto dos professores quanto de equipe quanto de apoio para retornarmos a curto prazo por outro lado eu diria que pensando no que a gente tem feito né e que qual é a minha visão sobre o quanto as crianças de modo geral com licença independência tem acessado o material que
tem sido produzido a proposta e emergencial né do ensino remoto seja na educação básica até as condições né de ensino superior eu diria que no ensino superior especificamente pensando na unesp e na usp ea unicamp na univesp na nós trabalhamos com centro paula souza as instituições públicas a lista durante esse período a gente sentido uma preocupação fizemos quatro oficinas ao longo do percurso pra discutir essa temática trabalhamos muito próximo dos coordenadores para que os alunos continuar as entendo acessibilidade garantida e de certo modo no ensino superior o aluno já têm mais autonomia mas eu defendo
que na formação da graduação inicial a gente tem sentido muito porque sobretudo as universidades públicas não tinha essa cultura de já utilizar ferramentas que estão disponíveis agora na modalidade remota emergencial na educação básica eu tenho conversado com professores da prefeitura de são paulo que é um dos maiores sistemas né público do mundo conversado com professores daqui da região e a gente encontra é contrassensos né no sentido desde aquele aluno que não está conseguindo acessar e aqueles que professores tem levado na casa atividades tem orientado a família tem mãe que de fato nesse momento precisam ser
acolhida porque historicamente nós sabemos o quanto que é a família conta no sentido do cuidado como suporte dos profissionais de reabilitação educação é um direito mas a gente sabe que tem as terapias que tem o contraturno quando a gente pensa no atendimento educacional especializado e esses momentos para família eram possibilitados inclusive a reorganização das atividades da rotina diária de uma família imagine agora com a pandemia que tá tudo lá mães que trabalham mais que estão acompanhando as atividades então a gente precisa acolher e não significa que a gente tem que ignorar o conteúdo do currículo
nesse período mas eu eu diria que é um momento oportuno para gente pensar na relevância do que o currículo eu trabalho com esses alunos esse momento que as crianças estão vivendo professores têm tido dificuldade em conviver com esse período nós estamos em luto luto coletivo né então eu acredito que se por um lado a gente tem muito o que fazer que cuidar por outro os sistemas de ensino têm revelado que tem tido uma proximação de professores da educação especial dos professores de classe comum e tem o constantemente recebido relatos de professores de educação especial que
criou o grupo com as famílias pelo whatsapp e que tem tentado fazer uma escuta atenta a familiares nesse período da pandemia então eu acho que eu diria que inicialmente é isso aí a gente tem até pouco tempo para pensar tudo que teria teríamos por compartilhar mas eu diria que a gente não pode reduzir e privado direito do acesso ao currículo mas a gente tem que levar em consideração que esse momento não é quantidade de conteúdo mas é qualidade nascer nas relações e na mediação pedagógica e você rodrigo como que você tem avaliado a esses programas
educacionais da educação especial no estado de são paulo e já também puxando algumas informações daí do material de vocês relacionado por exemplo questões socioeconômicas como isso também tem impactado essas práticas no dia a dia das famílias a educação especial dentro de casa né acesso à internet por exemplo que não é algo tão simples para todas as famílias fazer como que você vence palaio é somando ao que a vera falou assim várias regiões do brasil a gente tem aí observado mais em placa capacidade de mobilização dos territórios a partir das lideranças aqui na rede municipal de
são paulo por exemplo foi muito impressionante a é porque assim tá de organizou imprimindo os livros de atividades fazer uma gigantesca força-tarefa para que o cadastro dos estudantes possuir atualizado e contou até com uma chamada pública e depois enviando os materiais para as casas alguns pelo correio e para que ninguém ficasse desprovido as escolas fizeram marchetagem minuciosa entrando em contato com cada família para pagando ti para verificar né se todos tinham recebido em certas regiões foram usados até carros de som em veículos que os como fazer venda de produtos para essa espécie de mobilização ativa
achei muito bacana o relato de alguns professores tiveram associativa de filmar as salas de aula vazias para enviar para os alunos de forma que ele percebesse que não eram os únicos que estavam em casa naquele dia que não estavam sendo excluído o que deveriam fazer também as atividades que eles estavam recebendo hoje acaba de publicar um artigo acho que vale mencionar uma na espera muito inspiradora da secretaria de educação de serra grande do norte saindo de são paulo do outra região na cidade do interior a chamada serra grande do norte né lá eles optaram por
usar a rádio da cidade chamada rádio princesa da serra e para que os professores conseguir se manter o contato com os alunos que amanhã dele não tinham acesso à internet na região rural o programa ganhou o nome de educação na quarentena é transmitido todos os dias fazendo com que o rádio a pilha volte a ser uma tecnologia relevante no âmbito da educação eu fui ler sobre a história dessa nessa modalidade e descobri que o rio grande do norte foi o berço das primeiras escolas radiofônicas e durante a segunda guerra mundial quando a cidade de natal
foi escolhida para ser é base militar dos estados unidos óbvio o rádio é uma uma mídia que têm limitações na como por exemplo não é acessível a estudantes com deficiência mas acho que serão muda um metro o brilho dessa iniciativa a professora vera e você como tem visto essas questões socioeconômicas impactando na educação especial dentro das casas e sabe que muitos pais muitas mães precisaram de repente do dobrar o trabalho para poder dar conta desse momento então essas crianças dessas adolescentes nem sempre estão totalmente acompanhadas por pais ou educadores ali como que você teve todas
essas dificuldades sim eu vejo júlio que esse é o momento que nós precisamos pesquisadores gestores públicos termos de fato clareza que educação especial na perspectiva da educação inclusiva ea educação como um todo para gente torná-la mais inclusiva requer políticas públicas tanto de valorização dos profissionais da educação quanto de condições de infraestrutura condições de formação para que de fato a gente possa atingir a qualidade da educação no país e eu tenho observado oi mia as desigualdades sociais pensando até na exclusão digital né das questões espirituais elas ficaram escancaradas ainda que pessoas possam ter no brasil mais
celulares até que habitantes a gente tem que ter clareza que isto não é igual para todos e que não numa educação em pleno século 21 e considerando que a tecnologia contribui para diminuir as barreiras né ela favorece acessibilidade de pessoas com deficiência nós precisamos colocar em pauta como pauta número um pauta zero desse país condições de acessibilidade para todo e qualquer estudante e eu não estou falando de substituir educação presencial na educação básica por modalidade remota mas eu estou dizendo que estas ferramentas favorecem a educação e portanto os alunos poder precisam ter acesso então e
se ter políticas públicas para isso como nós vivemos um período que é trágico né de pandemia é a gente tem trabalhado com o lado da solidariedade então por exemplo aqui em bauru nós fizemos uma campanha que iniciou na unesp que é de dor e um celular em boas condições um notebook e esses equipamentos estão sendo levados e doados para crianças comendo com vulnerabilidade social nas escolas públicas a usp em contrapartida quando viu essa campanha é somou-se agregou-se a nossa e está fazendo uma agora para os alunos que receberam o equipamento né um celular a internet
também para que possa chegar a ele então júlio eu vejo que é um momento é de constatações que nós já tínhamos mas que elas ficaram evidentes e que são necessários sem sombra de dúvida e eficaz públicas para gente minimizar estas desigualdades existentes e elas interferem por sobremaneira no desempenho dos alunos e na atuação dos professores nas escolas certamente com sobre essas iniciativas aí são o que nos ajudam a manter um pouco a esperança é neste momento o rodrigo está tá falando aqui de um modo mais geral da educação especial né mas a gente sabe que
o tipo e as habilidades da deficiência impactam também nesta questão da sensibilidade da qualidade do ensino dentro das casas e esse é um dos tópicos que vocês acordam no material de vocês queria que você falasse um pouquinho sobre esse assunto e é de fato a gente colocou pensa acessibilidade né tem tem vários para brasília dentes opção se considerarmos a gente precisa olhar por exemplo documentos lá documentos são enviados para os alunos a gente tem formas de tornar esses documentos acessíveis ela sentido de uma pessoa sairá conseguir ter acesso por meio de um leitor de tela
por exemplo audiovisuais a gente tem três recursos de acessibilidade é que são necessários para esse tipo de material na janela de aguentar ti fazer idosos na linguagem de libras a gente tem as legendas e áudio descrição e a gente tem uma série de cuidados com a própria plataforma aonde está sendo a disponibilizado os materiais é eu acho interessante que tem sido notória a aceleração da aprendizagem das equipes das em conta o uso da tecnologia né logo no começo isolamento me lembro de uma coordenadora pedagógica dizendo que esse momento acabou sendo uma uma grande chance para
aqui os educadores se apropriasse em conhecer-se mais a fundo as ferramentas que estavam disponíveis na escola mas parece que não estava ainda sendo utilizadas eu fui até consultar uma pesquisa sobre o uso de tecnologias nas escolas publicada no ano passado pela cetip de alguns dados chamaram a atenção apenas 14 por cento naquele momento das escolas públicas urbanas disponha de plataformas voltadas para o ensino a distância 24 por cento dos professores ainda não usavam a tecnologia como ferramenta de educação e setenta e nove porcento dos professores sim tinham dificuldade em usar a tecnologia atividades pedagógicas por
falta de conhecimento específico na sua essa temática e agora praticamente posso dizer que praticamente todos os relatos que a gente tem recebido menciona o uso de facebook instagram whatsapp passar virótica o carro-chefe sim ou grosso ferramenta net de comunicação em alguns casos também o google classroom a microsoft disponibilizou gratuitamente o time da rede de são paulo estão de fato parece que as equipes ampliaram significativamente seu conhecimento e sua criatividade no uso dessas ferramentas o professor aberto gente está encaminhando aí mais pro final queria que você falasse um pouquinho mais então essa questão do ensino superior
você já falou aí de como que tem ocorrido nessa as capacitações e também faz um pouquinho do auxílio que as pesquisas podem não futuro próximo aí trazer de de novas soluções para essa questão do ensino a distância o bros entre cada um usa um termo na educação especial sim eu penso que esse momento inclusive aproximou nós estamos com uma ação coordenada pela secretária célia leão da secretaria da pessoa com deficiência de são paulo ela convidou as instituições de ensino superior públicas não só para falar do lançamento de uma base de dados sobre a pessoa com
deficiência mas também de chamar a responsabilidade que as instituições públicas pudessem refletir sobre como vinham desenvolvendo a inclusão no ensino superior garantindo acessibilidade e eu tivesse era o momento da gente pensar então não consigo constituímos um grupo de trabalho que vem se encontrando consequência a cada 15 dias para discutir a inclusão no ensino superior desde a identificação no vestibular pensando que uma pessoa no vestibular precisa ter um vestibular acessível e depois quando ele adentrar nas universidades né nas instituições de ensino nós acreditamos que são três frentes uma frente a uma frente política de mudança de
cultura tanto que é muito fresquinho ao nesp no ano de 2020 em fevereiro pouquinho antes da pandemia lançou uma portaria instituindo a política de acessibilidade e inclusão na unesp ou seja a grande oportunidade de marcar é uma posição posicionamento ético filosófico de valorização do que já está prevista na e para além disso então ué político-cultural né nesse sentido um segundo eixo que eu penso que é fundamental é o de garantir acessibilidade e aí desde a acessibilidade pensando nas barreiras arquitetônicas na pedagógica na comunicacional na é fundamental que se a gente não tem mapear o que
está inacessível para fazer um projeto para tornar acessível e uma terceira frente que é fundamental é a formação dos docentes porque nós sabemos hoje que desde o conceito de trabalhar com a o vocabulário mais adequado e o vocabulário atual reconhecido é é fundamental e nós ainda temos colegas que foram formados em contextos que não trabalhava com essa temática então a gente se a gente acaba ouvindo no meio acadêmico do ensino superior posições por exemplo é de um colega vou pegar como exemplo da engenharia ou até do jornalismo falando conceitos que já foram superados como o
deficiente ou se sentindo associando por exemplo deficiência assistencialismo a uma visão é de que ele é o coitadinho tudo no diminutivo não agora é o momento a ciência já tem evidência suficiente que inclusão é benéfico para toda e qualquer pessoa modifica aquele que convive com a pessoa com deficiência e garante o direito do que tenha deficiência então eu diria fechando né a minha fala que já passou da hora das instituições de ensino superior assumirmos que muitas vezes não é fácil que nós que não conhecemos mas é hora de planejar uma inclusão de fato acessível inclusiva
para olá pessoas e com certeza rodrigo para você também fazer o seu fechamento e divulgar né o que você gostaria de divulgar e relacionado ao instituto rodrigo mês perigoso falação que você imagina aí o futuro da educação especial posso pandemia o que valores que boas iniciativas gente pode levar para o futuro ou conta os aspectos de ensino-aprendizado aspectos pedagógicos no momento do retorno vai ser imprescindível grama avaliação diagnóstica né sobre qual foi a defasagem qual foi a perda dos alunos neste período de isolamento e também um acompanhamento sobre a frequência atividade para que a gente
possa tomar ações a gente busca ativa para o grande a grande questão vai ser o risco de evasão escolar a gente isso jovem acontecer já vinha acontecendo no ensino médio por exemplo mas agora com todas a segurança é um dos maiores riscos incorporou o policiamento então eu queria agradecer os apoiadores da divulgação dessa dessa nossa pesquisa a todos pela educação a fundação lemann a fundação volkswagen é inscrito crédito ici instituto península instituto unibanco e itaú social iniciasse quero reforçar esse convite que eu fiz pessoas conhecerem o diversa né esse esse nosso grande acervo de boas
práticas para e também a gente fez que pode fazer um lançamento de um livro pela fundação santillana editora moderna chama educação inclusiva na prática e quiser um livro gratuito para download tá lá na roma e da fundação santillana do para terminar quero deixar aqui o nosso reconhecimento mais uma vez ao esforço determinação e essa incrível resiliência que os nossos professores gestores e demais profissionais e vem demonstrando em todas as partes do brasil acho que nem a pandemia e nem a polarização que tomou conta do nosso país podem ser justificativas para a gente abrir mão do
sonho de toda criança brasileira frequente a escola seja acolhida seja desafiada e tenha a chance de alcançar o seu melhor como ser humano é com certeza uma missão que vocês instituto levam à risca aí né rodrigo eu agradeço demais essa participação novamente com a gente e rodrigo associação brasileira de pesquisadores em educação especial então também na nossa página é nós indicamos o material produzido na pesquisa realizada e o e quando júlio convidou para esse bate-papo eu fiquei muito feliz que a gente já poder ter essa interação então eu também gostaria de dizer que é é
uma bandeira nossa né dos pesquisadores dessa área garantir que cada criança e adolescente e adulto que foi excluído ao longo da história tenha de papa sua inclusão aprendizagem e que possa potencializar o desenvolvimento humano que bom para o próximo te conhecer quero deixar um abraço para os amigos de bauru barulho mas tipo visita bastante tempo a gente tem uma parceria de longa data o ativismo uma coleção de produtos sou bastante amigo de bar e assim queria uma história em bauru a fica fica aqui a nossa gratidão tocando a divulgação do instituto nessa nesse programa aí
um abraço para você júlio vamos lá muito obrigado rodrigo pela participação professor aberta também muito obrigado pelas suas contribuições novamente com a tv eu que agradeço a oportunidade da tv sessão é ser tão sensível e trazer temáticas como essas tão importantes para os ouvidos com certeza a gente fica por aqui então e mais uma edição do plantão neste convite 19 mas continue ligado na programação da tv unesp até mais é