Como parar de procrastinar e se transformar numa fazedora, numa máquina de vencer, num foguete, num jato. É isso que você vai aprender hoje. Eu sei, você não é preguiçosa.
O preguiçoso, ele não quer fazer, ele não se importa. O procrastinador ele não consegue fazer, ele se importa, ele se preocupa, mas ele simplesmente não consegue fazer o que precisa ser feito. Não do jeito que a gente gostaria, não com a antecedência que a gente gostaria, não com a profundidade dedicação que a gente gostaria, não com o prazer que a gente gostaria de sentir ao executar o que precisa ser feito.
O procrastinador tem uma lacuna entre a intenção e a ação. Eu sei como é e eu tenho lugar de fala nesse assunto, porque como uma diagnosticada com TDH, se teve uma coisa que eu tive que vencer na minha vida, essa coisa foi a procrastinação. Se você já me conhece, sabe que meu nome do meio é fazedora.
Inclusive, eu tenho essa tatuagem aqui. Esse é um dos meus maiores bordões. O mundo é dos fazedores.
Se você não me conhece, agora você tá sabendo. Eu sou uma pessoa hoje reconhecida pela minha produtividade, pela minha mão na massa, por não ter tempo ruim, resolver os BO que aparecem e conquistar resultados de tudo que eu me proponho a fazer. Só que eu não assim, pelo contrário, não foram poucas as vezes que eu deixei projetos importantes paraa última hora e eu tive que virar à noite para entregá-los na minha época de CLT.
Foi a pior época da minha vida. Além de ser diagnosticada com TDAH, quando e ainda não era nem moda esse assunto, eu tava com a seguinte realidade: salário baixo, tinha acabado de me mudar de Santa Catarina para São Paulo, tava vindo para cá para trabalhar. Então, morava no centro de São Paulo, pegava metrô, pegava ônibus todo dia, era primeiro a chegar no escritório, é, queria crescer na vida, então eu não falava não para ninguém, eu era quase que uma estagiária, eu era assistente, tá?
Eu abraçava muito mais trabalho do que eu realmente conseguiria fazer em 8 horas por dia. Então eu também era a primeira a chegar e a última a sair do escritório. Nem de final de semana eu parava.
Isso me levou a dois burnouts com direito a passeio de ambulância da UTI pro hospital. Crise de pânico, crise de ansiedade, 2 anos de antidepressivo, muitos métodos de terapia diferentes, insônia, remete para dormir, remédio para acordar e as outras áreas da vida. Então, é melhor a gente nem falar, era uma bagunça total, namoro péssimo, um abismo puxa o outro.
Em resumo, a minha vida há alguns anos era um caos. Por que que eu tô te falando isso? Por três motivos.
Primeiro, para você saber que você não precisa ter nascido uma pessoa produtiva e fazedora. Existe conserto, porque eu vivi esse conserto na minha vida. Segundo motivo, porque talvez você não saiba o tamanho do problema que é essa palavrinha chamada procrastinação.
Você acha que é um negocinho normal, inocente, ou que te incomoda um pouquinho, mas que depois você conserta ele, né? Só que esse assunto ele é como se fosse uma teia de aranha. Quanto mais você demora para desembolar, pior vai ficar esse nó.
E essa teia de aranha, ela é a sua vida e ela engloba todas as áreas da sua vida. A sua procrastinação, ao contrário do que talvez você pensa, não interfere só à sua conta bancária, mas piora a qualidade das suas emoções, a qualidade dos seus pensamentos, piora a sua mente e com isso piora todas as áreas da sua vida. E terceiro motivo, você entender que precisa de uma mudança radical, assim como eu decidi lá atrás.
Tem gente que me acompanha desde 2018, quando eu comecei a produzir conteúdo pra internet, e tem gente que tá chegando aqui agora. Mas independentemente disso, uma coisa eu te digo, se a gente tivesse aqui do meu lado a Betina de 2018, vocês nem acreditariam nas mudanças que eu vivi desde então. E como essas mudanças foram radicalmente responsáveis por muitos resultados positivos em todas as áreas da minha vida, desde produtividade até autoestima, sono, tudo isso, tá?
Eu não sou uma pessoa só com boa conta bancária, eu sou uma pessoa com plenitude em todas as áreas da vida. A aula de hoje, portanto, é um convite para uma mudança radical na tua vida. Porque uma vez que você entender por que a procrastinação acontece e qual a ligação dela com outros abismos, você vai saber também como resolver tudo isso.
Eu não vou ser longa, eu não vou ser complexa, eu não vou ser extremamente técnica na explicação, mas eu preciso que você entenda as conexões entre um assunto e outro e a gravidade do problema, porque talvez tenham várias coisas na sua vida que você tá normalizando e a gente precisa parar de normalizar coisas que são comuns numa sociedade doente. Comecemos, portanto, do princípio. Por que raios a gente procrastina direto e reto?
Porque o nosso corpo ele é muito inteligente. Tudo que a gente condiciona ele uma, duas, três vezes, ele cria conexões neurais que vão se tornando vícios químicos. Se uma pessoa que você ama te mandar uma mensagem falando e aí você só lê assim com a tela bloqueada, né?
Me liga urgente. O seu corpo ele já gela, o coração ele já acelera, você já fica preocupada ou preocupado. A gente não consegue pensar em outra coisa.
a gente não consegue mais focar naquilo que a gente estava fazendo. Esse é um exemplo de vício químico. Seu corpo já se condicionou que ao receber uma mensagem que aparenta uma notícia ruim, o vício químico dele é já começar a fazer você sentir de fato os sintomas físicos.
Não tá só na cabeça. A cabeça já manda comandos e você de fato sente sintomas reais do que pode estar por vir. Isso acontece tanto pro lado positivo quanto pro negativo.
Por exemplo, um exemplo positivo. Você clica e compra uma passagem de avião para uma viagem de férias e você já começa a ficar feliz antes mesmo de você tá dentro daquele avião. Não é assim?
Quando a gente compra passagem, a gente já não fica sorrindo, feliz, empolgada, o corpo já reage assim, né? Quando você tá feliz, você não consegue ficar assim quietinha, você já fica empolgada, já quer dançar, já quer pular. O nosso corpo ele é muito inteligente e como ele já sabe que algumas coisas que a gente faz nos geram emoções negativas, ele já criou essas conexões neurais, ele já criou um vício vício químico de fuga, que é a tal da procrastinação.
Ninguém procrastina para fazer algo que ama, que gera prazer. Por se você me acompanha, por que que você acha que eu decidi que a primeira coisa da minha agenda todos os dias é o ipismo? é ir paraa Ípica, é encontrar o meu cavalo, porque é o que me faz levantar da cama mais rápido.
Se eu deixasse isso por último no dia e eu fosse, tivesse como primeiro compromisso ir pro escritório, com certeza eu demoraria muito mais tempo, enrolaria muito mais para sair da cama. A gente procrastina para evitar emoções, sensações e resultados negativos. Você procrastina um trabalho porque você já sabe que vai ser trabalhoso, você já sabe que vai ser demorado, você já sabe que vai ser mais chato do que ver TV ou ficar no TikTok.
A gente procrastina para evitar sensações negativas. Você procrastina de mandar aquela mensagem para aquela pessoa porque você não quer lidar com uma reação negativa dela. A gente procrastina de demitir um funcionário porque a gente não quer lidar ou com a vergonha de ter que fazer isso, de faltar palavra, ou então a gente vai ficar com dó da de pensar, né, no que que a pessoa vai sentir, se ela vai se sentir fracassada.
a gente sente dó, vergonha, medo, enfim, tudo são emoções negativas que a gente busca evitar. A gente procrastina de ir pra academia porque sabe que o peso vai tá pesado, você sabe que você vai suar, sabe que vai ser difícil. A gente procrastina de fazer dieta porque comer coisas gostosas é muito mais prazeroso do que comer uma maçã ou um frango sem graça com batata doce.
Então, primeiro fato, portanto, procrastinadores são pessoas viciadas. Mas viciado no que, Betina? Se procrastinar é um vício químico que você já condicionou o seu corpo, a recompensa tem nome e ela se chama dopamina.
Dopamina, você com certeza já ouviu falar da dita cuja. Dopamina é um neurotransmissor e hormônio produzido no nosso cérebro que regula a sensação de prazer, recompensa e motivação. Dopamina é o que o seu cérebro libera quando você fecha o computador sexta-feira, 6 da tarde e aí você ou vai paraa casa ou você tá na sua casa, você vai até a cozinha, abre aquele vinho, abre aquela cerveja.
Dopamina é o que o seu cérebro libera quando você abraça uma pessoa que você ama ou quando você tá em casa e o seu marido chega e você já sabe que vocês vão ter momentos legais. Dopamina é o que o seu cérebro libera quando você tá indo comer um doce ou uma comida que você ama muito, quando você cancela um programa chato para ficar uma hora mais na cama de manhã. Dopamina é o que o seu cérebro libera quando ele sabe que o que tá por vir é algo que você gosta de fazer.
Dopamina é a parte do seu cérebro, portanto, que libera a sensação de prazer. Ele não libera dopamina ao pensar que você tem um post no Instagram para escrever ou um e-mail para enviar ou um projeto para se dedicar. Essa é a situação de estress que ele quer evitar.
Então ele procrastina essa situação e ao postergar essa situação ele libera dopamina porque ele sabe que você não vai gostar de passar por aquilo e que agora que você tá procrastinando, você vai ter algo mais confortável e prazeroso. E nesse momento, o que que acontece? Você tá reforçando o seu vício de buscar por dopamina e evitar esforço do trabalho, tornando o seu modus operando, o seu piloto automático cada dia mais prejudicial para uma vida de sucesso que a gente sabe que é construída com atitude de mão na massa, no que é importante, não no que é urgente ou não no que é confortável.
Qual que é o problema da dopamina e por que que a gente tá sendo chamado de geração dopamina? Por que que isso tem tudo a ver com nós também sermos a geração da ansiedade, da depressão, das dependências, dos vícios? Para te explicar de forma bem visual, eu quero que você imagine, para te explicar porque que um abismo puxa o outro, eu quero que você imagine uma balança, tá?
Uma balança em que a gente tem de um lado prazer e de outro lado a gente tem sofrimento. Quando não tem nada nessa balança, ela fica equilibrada. E aqui entra um outro conceito importante, o da homeostase, que é a tendência de qualquer sistema vivo buscar pela estabilidade, assim como uma balança, tá?
O natural dela é ela estar estável, ela busca equilibrar os pesos das duas pontas. Ou seja, quando a gente coloca muita coisa que sobe eh muita coisa nessa balança do lado da nossa dopamina, do lado da do nosso prazer, o nosso corpo, que é um sistema vivo, ele vai naturalmente buscar o equilíbrio e colocar mecanismos reguladores para trabalhar como se fossem pesos puxando esse lado aqui para baixo, que é o lado do sofrimento. Só que a dopamina ela é viciante.
Pra você ter ideia, quando a gente come um chocolate ou açúcar em geral, a dose de dopamina extra liberada pelo nosso cérebro, ela sobe em média 55%. Sexo, por exemplo, o orgasmo sobe em 100% em relação ao nosso nível basal, a nossa naturalidade. A nicotina sobe em 150%, a cocaína 225%, a anfetamina 1000%, é assim que nasce a dependência.
Se você tá colocando muito peso aqui e o seu corpo tá produzindo muito, tá regulando muito pro lado do sofrimento, imagina como se tivessem, é, tem um livro que eu li que fala sobre isso, que é a geração dopamina. Ela fala: "Imagina que tivessem gremlins puxando esse lado aqui para baixo. Ele tá sempre puxando o lado do sofrimento.
Você já bebeu muito numa noite e no dia seguinte você sofreu aquela ressaca? A ressaca, que a gente chama de ressaca moral, ela não vem só de você ter feito alguma coisa ruim, ai bebi muito e falei o que não devia. Não, às vezes você bebeu muito, você se divertiu, você não fez nada de errado, mas no dia seguinte ainda assim você acorda e e sente uma deinha.
Isso é químico. É porque você eh gerou um pico, colocou muita força desse lado da balança, aí no dia seguinte esse lado da balança saiu, soltou. Só que o seu corpo produziu tanta, tanto grem, gremilin aqui para puxar pro equilíbrio que pum, esse lado vai cair.
E aí você tem o sofrimento, você tem a depressão, você tem os sentimentos ruins, as emoções negativas. Então, quanto mais dopamina a gente coloca, maior é o rebote. É o que a gente chama de abstinência, fazendo com que uma pessoa altamente dependente, que ela não queira mais consumir os vícios dela por prazer, mas simplesmente por sair para sair do sofrimento.
Por quê? Porque o nosso corpo ele vai se acostumando com as drogas. E drogas, gente, eu não tô falando aqui só de droga como cocaína, como anfetamina.
Eu tô falando de tudo que gera esse pico de dopamina. pode ser o açúcar, pode ser o celular, tudo isso o nosso corpo ele vai se acostumando. E aí o prazer na segunda vez, na terceira vez, ele já não é mais o mesmo.
A primeira vez que a gente faz algo que libera dopamina na gente, sempre vai ser a mais legal de todas. A primeira vez que você vai na montanha russa, se você sai da montanha russa achando ela incrível e entra na fila de novo, vai pela segunda vez, não vai ser igual a primeira. A primeira vez comendo uma comida gostosa, depois você volta no mesmo restaurante, pede o mesmo prato, fala assim: "Nossa, parece que hoje não ficou tão bom".
O primeiro gole da cerveja geladinha na sexta-feira, a primeira vez que você usa uma droga, comprar uma roupa nova é muito mais legal do que usar a mesma roupa, só que pela terceira vez. E aí, meu bem, você já viu, né? O resultado é o seguinte: vício em dopamina, né?
e aversão a tudo aquilo que a gente já sabe que vai nos gerar emoções negativas, geralmente as coisas importantes que precisam ser feitas, mas que a gente procrastina. U é Betina. Então eu entendi que existe a dopamina e que ela é o que faz nos faz sentir prazer.
Então, uma vida sem procrastinação é uma vida que eu não tenho prazer, é uma vida que eu só vou fazer tudo que precisa ser feito, só vou trabalhar eh só esforço e zero prazer? Não. Existe um segundo conceito muito importante que é o da dopamina cara e da dopamina barata.
Dopamina barata é a são aquelas coisas que dão uma descarga de dopamina mais rápida e por isso ela é mais viciante e é a que faz mais mal pro nosso sistema, obviamente, pra nossa vida. E existe a dopamina cara, é uma dopamina mais devagar, ela é mais duradoura, ela é saudável, tá? Para você entender, dopamina barata, açúcar, álcool, joguinho de celular, compra, pornografia, vídeos rápidos nas redes sociais, cigarro, dopamina, cara, exercício físico, estudo, uma boa leitura, alcançar objetivos importantes, caminhar, ver o pôr do sol, uma conversa boa e profunda com uma pessoa inteligente.
Quando a gente tá nesse talo da dependência da da dopamina, a gente tá sempre em busca de uma droga mais forte, porque você tá pondo mais peso na balança, o teu corpo tá produzindo mais sofrimento. Então é um ciclo vicioso de fato. E você só vai querer buscar, o seu piloto automático, ele vai sempre buscar pela dopamina mais barata, comer mais besteira, mexer ainda mais nas redes sociais, experimentar uma droguinha nova, né?
porque aquela que você tava usando já não tem mais o mesmo prazer e sempre buscar por algo mais forte. Então, este é o ciclo vicioso. E agora que a gente entendeu por que a gente procrastina, porque a gente tá viciado em dopamina, a gente pode passar pra parte mais importante, como de fato mudar esse vício químico do nosso corpo?
Em primeiro lugar, é importante que você saiba que a depender do nível de vício que você já tá vivendo, ele já te domina mais do que você mesma. Então não basta você falar assim: "Ah, agora chega, eu vou reduzir o tempo que eu uso de celular de 10 horas diárias para 5 horas diárias. Nessa dependência, você ainda está sob controle.
Você vai ver que vai ser difícil, mas você vai conseguir. Agora, tem níveis de vícios que a pessoa nem se conta que ela tá viciada, ela nem quer a mudança. Eu outro dia eu tava conversando com um amigo meu que trabalha, ele tem um projeto muito legal de escolas, ele trabalha com educação cristã e é uma empresa sem fins lucrativos, enfim, é um trabalho muito lindo.
E ele viaja o Brasil inteiro e ele estuda muito as crianças, ele estuda muito educação. e ele estava falando sobre como o problema de porno eh vício em pornografia infantil tá alastrado nas casas, nas famílias brasileiras. E os estudos mostram que quando o nível de vício ele já é muito grande, quando a dependência é muito grande, você tem que cortar o mal na raiz.
Não existe ir desmamando daquele vício, você tem que cortar. E nesse corte a piora, ela ela vai piorar muito no curto prazo para depois começar a melhorar. Então uma pessoa altamente viciada, ela não vai sentir os prazeres desse jejum, desse detox logo no curto prazo.
Piora, na verdade, no curto prazo piora para no futuro as coisas melhorarem. Então, crianças, quando os pais decidem tirar esse tirar o celular, deixar elas sem acesso à pornografia, essas crianças elas se até debatem de tanto nervosismo. É feio de ver, é muito mais grave do que parece.
Então, dependendo do nível de vício, as pessoas elas vão precisar de ajuda. E aí eu sei que aqui a quantidade de pessoas, o maior público que tá assistindo essa aula não vão ser pessoas viciadas em drogas, não vão ser pessoas viciadas em álcool, não vão ser pessoas com esses altos níveis de dependência. E muitas vezes o maior perigo tá justamente nessa coisa que é mais lícita, né?
Que é mais comum na sociedade. Adultos viciados em remédio, porque é normal estar precisando tomar remédio para dormir. É normal ser viciado em doce.
Na verdade, você acredita que você é uma pessoa que ama açúcar. Você nem quer, você nem sabe que na verdade você tá viciado em açúcar. E se você fizer um corte e se você passar 30 dias sem o açúcar, você vai normalizar tudo isso e você vai passar a ser uma pessoa que você vai falar assim: "Nossa, eu não era tão fã de açúcar assim.
Na verdade, eu só estava viciado. Coca-Cola, açúcar, álcool. A gente também normaliza o beber socialmente.
Só que se você não consegue passar um final de semana sem abrir um vinho, sem abrir uma cerveja, sem tomar um drink, isso na verdade é um vício. O mesmo vale para as redes sociais. Se pensar em passar 24 horas sem o celular, é uma coisa que você não fala assim: "Ah, tranquilo".
Não, você fala assim: "Nossa, será? Preciso me preparar? " E aí nas primeiras horas você já sofre, você é viciado, viciada em tela.
E o problema não tá só no hoje, o problema tá no que está por vir. Porque quanto mais você alimenta esse vício, como você já entendeu, mais o seu corpo vai produzir o outro lado da balança, que vai te levar pro sofrimento. E aí, cada vez mais você vai precisar de mais tempo no celular, você vai precisar de mais doce, você vai precisar de mais álcool, você vai precisar de mais pornografia, você vai precisar de mais daquilo que está regulando e na verdade não tá mais nem te dando prazer, mas está te fazendo querer resolver aquilo que tá te fazendo mal, que é o sofrimento, que é a ansiedade.
Muitas vezes a gente encontra vícios para esconder realidades negativas. Você entra no celular, você inventa uma reunião, você tá trabalhando muito para evitar tá em casa, porque outra área da sua vida tá mal sucedida, a sua família está perdida. Então você prefere falar que você tem muito trabalho do que ficar em casa e resolver os boss da sua família, dos seus filhos, do seu relacionamento.
Então, a primeira fase para você deixar de ser uma procrastinadora é o que ficou conhecido como mindfulness. Mas na verdade é simplesmente você ganhar consciência de que isso existe, isso tá acontecendo e você passar a se observar. O mindfulness nada mais é do que você começar a observar como que o seu cérebro funciona, começar a observar os seus pensamentos sem julgamento, você começar a se perceber e lembrar que na verdade não existe nenhum julgador ao seu redor.
é você com você mesma entender aquilo que tá te fazendo mal, entender aquilo que você tá normalizando, mas na verdade não é normal, é só comum numa sociedade doente você entender que o seu sono não tá na melhor qualidade, você entender que muitas vezes você só tá com o hábito de toda hora ficar desbloqueando o celular, entrando no WhatsApp, entrando no Instagram ou em outra rede social. Obrigada, Lai. para você ver se tem alguma coisa nova ali.
Isso é uma coisa que eu tenho que me policiar muito. Eu tenho mania, vício de abrir o celular, entrar no WhatsApp, ir pro Instagram, beleza? Aí eu fecho.
10 segundos depois eu faço a mesma coisa. Existia necessidade para isso? Não.
Isso era trabalho, não. Isso era importante? Não é um vício, só que eu já tenho consciência de que eu preciso me vigiar nesse aspecto.
Então, primeiro ponto para você deixar de ser procrastinadora é você entender a lista das principais dopaminas baratas, as principais coisas que o ser humano ele tem tendência a se viciar e você fazer uma análise muito honesta de quais são esses aspectos que você pode estar viciado de fato. Nunca tive problema com alcoolismo, mas eu já fui viciada em abrir um vinho à noite sozinha em casa. Eu já fui viciada.
Eu achava normal. Eu achava, na verdade, anormal na minha vida passar um final de semana sem tomar pelo menos um drink, sem tomar pelo menos uma taça de vinho. Ou quando eu começo a comer um doce, eu percebo que é só eu comer um doce numa segunda-feira, que na terça-feira eu sinto mais vontade ainda de um doce.
Na quarta-feira eu quero um doce novamente. Agora, se eu passar uma semana inteira sem comer doce, eu meio que esqueço que o doce existe. Então, primeiro ponto é se autoanalise.
Olha a lista das dopaminas baratas, mais viciantes, mais comuns do ser humano. E seja muito honesta com você mesma. Será que eu tenho uma tendência para isso aqui?
E como se fazer essa pergunta? Como fazer essa autoanálise? Faça a pergunta para você mesma.
Se eu tiver que passar 30 dias sem comer doce para mim, de boa eu tomar essa decisão. Se você tá 100% de acordo, faça isso. Ah, não.
Eu eu respondi que de boa eu consigo ficar 30 dias sem álcool, mas não quero fazer. Então é porque provavelmente você tem alguma dependência, por mais que seja mínima, você tem alguma dependência nesse aspecto. Se você me falasse, Betina fica sem vinho por 30 dias há algum tempo atrás, eu ia falar assim, eu consigo, mas eu não quero.
Agora, se hoje eu for fazer isso, para mim é 100% tranquilo. Só que talvez daqui um mês não seja. E aí entra um um aspecto importante também.
Isso é uma é uma vigia constante. Não é que uma vez você se livrou da dependência por dopamina que aí pronto, nunca mais você vai ter. Não, é uma vigia.
Eu tô sempre me analisando quanto tempo eu passei no celular essa semana, quanto que eu bebi festa, quanto que eu bebi no último mês, quanto que eu comi de açúcar. Porque é claro que você não precisa excluir 100% as coisas da sua vida, mas essas coisas elas não podem te dominar. Essas coisas elas não podem atrapalhar uma vida saudável, uma vida normal.
Uma vida normal, ela tem alimentação saudável, sono saudável. Você dorme profundamente, você dorme assim que você deita na cama. Não é normal demorar 30, 60, du minutos, né?
2 horas para conseguir dormir. Não é normal você ficar acordando durante a noite. Não é normal você acordar cansada.
Não é normal você só se sentir acordei depois de tomar um café. Café, álcool, açúcar são coisas que passam despercebidas na vida de alguém, na rotina de alguém. Rede social também, celular também é um instrumento comum na sociedade atual.
Então, o maior perigo são essas coisas lícitas que na verdade não convém. Isso até é bíblico, né? Tá em Coríntios.
Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém. Então, em resumo, primeira fase, eu vou fazer um diagnóstico. Eu vou passar a me observar, eu vou praticar o mindfulness, eu observar a minha própria mente.
Segunda etapa, tomar decisões. Decisões drásticas. O o quanto mais dependente você tiver, mais drástico tem que ser.
Quanto mais ameno, quanto mais você sentir que você tem poder da situação, era só uma questão de que você tava vivendo num piloto automático, mas que agora que você entendeu o quanto isso é preocupante, o quanto isso é uma bola de neve negativa, aí você vai tomar decisões um pouco menos radicais, mas ainda assim decisões de mudança. decisões que eu queria te dar de ideia do que que você pode fazer a partir de agora para melhorar a química do seu corpo, a química do seu cérebro, reduzir o tempo, a quantidade de horas por dia do seu celular. O brasileiro, tem alguns estudos que mudam esse número, mas o brasileiro fica em segundo lugar de horas por dia nas redes sociais, no mundo, perdendo só paraa África do Sul, tá?
Nesse estudo eles falam que a gente fica em média 10 horas por dia no celular. Tem outro estudo que fala que é 5:30, tá? Ai, Betina, mas eu trabalho com a internet.
Ai, Betina, mas você vive postando, você trabalha com seu celular. Sim, não é só sobre as horas que você passa, mas é o que que eu estou fazendo quando eu estou na tela. Eu, Betina, tenho o hábito de entrar na rede social só para postar.
Eu não consumo muito conteúdo das outras pessoas. Eu entro, faço meus stories e saio. Quando eu observei que eu estava passando muito tempo na rede social, eu tomei algumas decisões.
Eu parei de seguir todo mundo. Hoje em dia eu só sigo os meus próprios negócios, os meus as minhas empresas, justamente para não ficar presa na vida dos outros. Teve uma época que eu percebi que eu estava viciada em compra, comprar roupa pela internet, pelo Instagram, ficava vendo um monte de loja e ficava comprando.
Parei de seguir também. Então, quantas horas por dia você fica no celular e o que você faz no seu celular? Você tá lá para trabalhar ou você tá se enganando com a o argumento de que o celular é um instrumento de trabalho, mas na verdade você sabe, você só tá procurando dopamina barata e procrastinando, olhando as redes sociais dos outros.
Quais coisas você pode fazer para evitar isso? Além de reduzir o tempo que você fica na tela, parar de seguir os perfis que você tá mais viciada, colocar um tempo limite no seu celular, colocar um aviso que vai bloquear a rede, a rede social. Tem muitos celulares que fazem isso, o iPhone faz isso, enfim, você vai precisar agora tomar decisões.
Outra decisão, quais atividades você vai inserir na sua vida que produzem dopamina cara, dopamina de qualidade? Você vai adicionar 20 minutos de leitura, quer ver? Eu toda hora, gente, eu não sou contra remédio, tá?
Eu tenho um posicionamento muito forte com remédios que psiquiatras recomendam de ansiedade, de insônia, tudo isso. Já tomei muito esses remédios e eu vi que eu usava esses remédios como uma muleta. Eu não fazia o que era natural, o que era saudável.
E aí eu ia lá e tomava o remédio. Por exemplo, quer ver? Um monte de gente toma remédio para dormir, mas se eu pergunta o que que essa pessoa faz antes de dormir, ela não vai ler um livro, ela tá no celular.
Se você simplesmente, antes de começar a tomar o remédio ou você hoje já toma remédio, experimenta trocar, desliga o celular 2 horas antes da hora que você costuma ir pra cama e ao deitar na cama abre um livro. Gente, a leitura ela induz o sono. É impossível você fazer isso.
Impossível não, né? muito forte essa palavra, mas a probabilidade de você resolver várias questões de insônia, de ansiedade, com aquilo que é natural e não precisar recorrer ao remédio, que na verdade só vai piorar a química do seu corpo, essa probabilidade é muito grande. Foi isso que eu fiz na minha vida.
Ao acordar, se a primeira coisa que você faz é engolir um café, o dia que você não tomar o café, você vai ter o rebote, você vai se sentir um lixo e você vai precisar de cada vez mais café para estar no seu estado normal de funcionamento, no seu estado normal de ânimo, de energia. Quando você acorda, você deveria ficar pelo menos uma hora sem olhar pro celular, você deveria tomar 500 ml de água e só depois de comer alguma coisa que você deveria ingerir o café. Mas quando a gente tá muito viciado, a gente já acorda, a primeira coisa que a gente pensa é: "Quero um café.
Preciso de um café para acordar. Não tem nada mais comum do que essa fala e nada mais anormal também. Então, decida quais atividades de dopamina de qualidade você vai adicionar no seu dia a dia.
Pode ser um esporte, pode ser um novo hobby, pintura, crochê, cerâmica, qualquer coisa que você adicionar que você vai esquecer isso aqui, você vai deixar isso aqui de lado e você vai praticar ou pela manhã ou à noite. Coisas que te façam levantar da cama, coisas que te façam à noite ir desacelerando, porque isso aqui só acelera a nossa cabeça. Isso aqui é maravilhoso se usado como um instrumento de geração de prosperidade, um instrumento de você, assim como eu vou te ensinar nas aulas gratuitas que você se inscreveu, se você usar isso aqui para ter mais liberdade, se você usar isso aqui para impactar positivamente a vida de mais pessoas, então isso aqui é uma faca de dois gumes, você que escolhe como que você vai usar.
Outra decisão importante, qual o vício de todos que eu mencionei aqui, ou talvez eu nem tenha mencionado, mas você vai saber qual é. Qual é o seu maior vício de todos? Escolha cortar ele pela raiz.
Monte um plano para isso. Saiba que se esse vício ele está muito acentuado na sua vida, se você tá muito dependente, você vai precisar de uma rede de apoio. Você vai precisar comunicar isso para outras pessoas para elas te ajudarem.
Você vai precisar de mudanças drásticas. E você precisa se conscientizar de que no curto prazo vai ser muito mais difícil do que continuar consumindo esse seu vício. Mas no longo prazo você vai se tornar uma pessoa liberta.
Você vai perceber que a vida ela é muito melhor sem vício, sem essa balança do sofrimento e do prazer com um peso demasiado. Você vai perceber, você vai conhecer os sentimentos, as emoções de incluir dopaminas caras na sua vida. Essas dopaminas caras, o efeito delas é muito diferente das dopaminas baratas.
Uma dopamina cara, ela te traz paz, ela te traz plenitude, ela te traz um prazer que não te dá vergonha de estar sentindo aquele prazer. A dopamina barata, ela dá um prazer tão imediato, tão rápido, tão pontual, que é capaz de 10 minutos depois você sentir culpa daquele prazer que você teve. Dopamina, cara, nunca vai te trazer culpa.
Você ter um esporte nunca vai te trazer culpa. Você ter um hobby edificante, um hobby saudável, nunca vai te trazer culpa. Então, decida qual vício você vai excluir de forma radical da sua vida.
Monte um plano para isso. Outras questões importantes para você se livrar da procrastinação e você se tornar uma pessoa fazedora, ter um maior objetivo na sua vida numa fase atual ou num ano. A gente tem muito essa ideia de qual é o maior objetivo do seu ano, né?
Qual que é a palavra do ano? Isso não foi inventado, isso não foi criado por bobeira. Isso tem eh fundamento científico.
Quando a gente foca em uma coisa principal e quando a gente sabe para onde a gente tá indo, a motivação para se livrar do que te impede de fazer aquilo é muito maior. E quando você tem clareza de para onde você quer ir, você consegue construir um plano com metas específicas que vão avaliar o seu desempenho ao longo do caminho. Por exemplo, eu tenho o objetivo em 2025 de, isso é verdade, agora contando pra vocês, tá?
Eu entrei em 2025 que eu decidi que o maior objetivo do meu ano era espiritualidade, era aproximar o meu relacionamento com Deus. OK? Isso é o meu objetivo.
Agora, quais são as metas que eu me coloquei para que eu pudesse chegar no fim do ano e não falar assim: "Nossa, eu tinha esse objetivo, mas eu nem vi o tempo passar, não. Eu tenho metas que eu vou, eu consigo ir acompanhando o pace, o ritmo desse objetivo, do cumprimento desse objetivo. Tem que orar toda a noite, tem que ir à igreja todo domingo, tem que fazer uma escola bíblica, que foi o que eu criei com a Kelly, né, uma amiga minha.
A gente vai criar um projeto, a gente vai eh disseminar o evangelho de forma ativa, vai fazer o caderno de oração. São coisas tangíveis que eu consigo medir para que o objetivo ele não seja uma surpresa. Nossa, conquistei.
Nem sabia que eu tinha conquistado isso porque eu nem fiz nada em direção a isso. Não, a gente precisa ter clareza de quais são os nossos objetivos macro para que a gente consiga construir metas em relação a isso. E quando a gente atinge esse objetivo macro, gente, é quando a química do nosso corpo, a dopamina cara, quando a gente atinge metas que estão alinhadas com aquilo que é importante na nossa vida, com aquilo que é edificante, com aquilo que torna a nossa vida ou nós mesmos uma pessoa melhor, essa liberação de química é a melhor possível que você sente, porque você sabe que o que você conquistou foi com base em muita dedicação e aquilo te faz uma pessoa melhor.
aquilo deixa a sua vida melhor. Então você só vai criando uma vida com mais plenitude, mais felicidade, mais esse sentimento de preenchimento. Então, qual o seu maior objetivo do ano?
Se você não teve, se você não escolheu, tá tudo bem, a gente não tá em janeiro, a gente não tá no dia primeiro de janeiro, mas ainda dá tempo de você fazer isso e só vai te fazer bem fazer isso. Quais são as metas para medir o avanço do seu objetivo em todas as áreas da vida? Esse ano eu também decidi.
Eu era uma pessoa que procrastinava muito no esporte. Eu era uma pessoa que procrastinava muito na parte da saúde da minha vida. Eu era tão obsecada só pelo trabalho lá atrás, alguns anos, que a saúde era uma coisa que eu nem me importava.
Tomar remédio era normal e fazer exercício, ir pra academia era uma coisa que eu tinha picos. Eu só ia quando tava muito motivada. Eu fazia 8,80.
Quando abandonava, abandonava total. ficava dois, três meses sem pisar na academia. Decidi que eu queria mudar isso.
Eu sa, eu me conscientizei, comecei a estudar muito sobre esse assunto e entendi que o esporte ele é muito importante pra química do nosso corpo. Não é só uma questão física de estar com os gominhos, né? Não é só uma questão estética.
É uma questão de você melhorar a sua qualidade de vida, você já sabe disso. Só que eu tinha uma grande dificuldade. Então, esse ano eu decidi, eu tinha dificuldade especialmente com a musculação, tá?
os esportes, kite surfia, tudo isso eu sempre gostei, mas musculação, que é uma coisa muito importante, eu detestava. Esse ano de 2025 eu decidi que eu queria ser uma pessoa constante na academia, beleza? Objetivo setado, que que eu coloquei?
uma meta. Então, até o fim do ano, eu tenho que ter feito 208 treinos de musculação. Isso dá mais ou menos quatro treinos de musculação por semana, 17 treinos por mês.
Quando eu tenho essa meta pequenininha, eu consigo eh acompanhar o desenvolvimento, acompanhar o quanto eu tô seguindo dessa meta, desse objetivo. Então, se numa semana eu fui viajar, eu não consegui treinar, não tinha academia naquele hotel, eu sei que na semana seguinte eu vou ter que fazer um ou dois treinos a mais. E com isso eu vou mantendo um ritmo para no fim chegar em dezembro e não falar assim: "Nossa, olha, não fui na academia esse ano, nossa, o tempo passou e eu nem vi".
Também não vai acontecer o contrário, né? o a surpresa positiva. Nossa, nem tinha decidido que eu queria isso, mas eu fui pra academia todo dia.
Olha como meu corpo tá incrível, como minha vida tá incrível, como eu tô super saudável. Não, a gente precisa de objetivos e a gente precisa de metas. Uma coisa para te ajudar no cumprimento dessas metas, não deixe que a sua recompensa ela só venha no final do ano quando você vai olhar que você cumpriu com seu objetivo grandioso.
Estabeleça mini prêmios. se recompense ao longo do caminho. Então, se durante a semana você passou, vamos supor que você tá viciado em celular e você decidiu que você vai cortar pela metade as horas do seu dia que você passa no seu celular, você sabe que a primeira semana vai ser muito difícil, você já sabe que a semana seguinte vai ser muito mais fácil do que a primeira semana.
Então você pode colocar um mini prêmio para você mesma, para você mesmo no final de semana, assim que você chegar de segunda até sexta, conseguiu reduzir, conseguiu cumprir com a sua meta, que que você pode fazer na sexta à noite para se premiar por isso? Porque aí você vai tá treinando o seu corpo a entender que aquilo traz resultado positivo na sua vida. Você vai est liberando dopamina enquanto você faz algo importante, enquanto você faz algo edificante.
Direto eu faço isso comigo. Eu tenho uma semana que eu sei que eu vou trabalhar mais. Eu sei que ela está com mais compromissos do que o normal.
Eu já coloco que sexta-feira à noite ou sábado eu vou fazer um programa que eu gosto muito, porque isso me dá motivação para naquele curto prazo que vai ser mais difícil eu conseguir cumprir com o que precisa ser feito. Então estabeleça mini prêmios, recompensas, pode ser mensais, pode ser semanais, pode ser à medida que você conquiste um objetivo que você gostaria na sua vida. Então, a segunda fase, gente, é a fase de decisões.
Eu tomo decisões e eu monto planos com números metrificáveis, com objetivos que eu consigo ter clareza de como que eu vou alcançá-los, como que eu não vou ter alcançá-los para que eu tenha como medir o meu progresso. E a terceira questão é uma questão de agenda. A terceira etapa, mas não menos importante, é a hora da organização.
Tomei decisões. Definir para onde eu tô indo, definir o que eu quero, definir qual vício eu vou cortar. Como que eu vou me organizar para facilitar o atingimento desse objetivo?
Como que eu vou tirar as distrações? Em primeiro lugar, tem uma agenda, tá? Uma pessoa procrastinadora, na maioria das vezes, é uma pessoa que não tem uma agenda em que ela realmente anota tudo que precisa ser feito naquele dia, ela simplesmente vai vivendo de forma bagunçada.
A organização, ela é uma premissa para uma vida fazedora, para uma vida de realizações. É você literalmente ter um compromisso de colocar na sua agenda tudo que precisa ser feito e fazer um acompanhamento constante. Eu, gente, entro na minha agenda umas 20 vezes por dia.
Eu vou ticando aos poucos. Fiz uma coisa, tiquei. Fiz outra coisa, tiquei.
Nossa, me demorei um pouquinho mais de tempo para fazer isso do que eu esperava. Eu reorganizo a agenda no mesmo dia. Eu sou muito organizada com agenda.
Outra questão da organização, parei para tem alguma coisa que eu sei que eu tô querendo procrastinar porque eu sei que vai ser trabalhosa. Beleza? Vou organizar não só a agenda, mas o cenário para que isso aconteça.
Tenho que escrever essa aula, por exemplo, quando eu parei e falei assim: "Eu preciso eh organizar, montar uma aula sobre procrastinação para os inscritos no plano B. " OK? Sentei, comecei a organizar, tirei o celular de perto, nem entra na sala, nem entra no quarto, eu deixo em outro cômodo, ponho o meu fone de ouvido, coloco no YouTube uma música de concentração.
Muitas vezes, quando eu tô escrevendo, eu tiro o próprio computador do Wi-Fi. escrevo sem Wi-Fi para não ficar pulando as notificações, para eu não ficar me distraindo, para literalmente eu conseguir focar naquilo que precisa ser feito. Para uma pessoa procrastinadora, para uma pessoa com dificuldade de atenção, de foco, as distrações elas são o pior inimigo.
Então você precisa organizar a casa para conseguir focar de fato. Uma coisa importante nesse processo todo é que você seja muito real com o seu plano. Não dá pra gente criar planos impossíveis do tipo, não, agora eu entendi que eu preciso ler, eu preciso estudar, eu preciso de um hobby e eu preciso passar menos tempo no celular, ok?
Então eu vou ler um livro até o final de semana, vou ler um livro por semana. você sabe que você não vai conseguir cumprir isso. E existe um grande problema em a gente montar planos que não são sustentáveis a longo prazo.
Toda vez que você coloca um objetivo na sua vida, que você não cumpre ele, que você abandona ele, começa uma dieta e no segundo dia você já abandona, você tá reforçando a sua autoimagem pro lado negativo. Que que é autoimagem? É a sua percepção sobre você mesma.
Toda vez que você se coloca um objetivo que você não cumpre, você tá se contando a história de que você é uma pessoa descompromissada. E isso é muito ruim, porque a gente tende a agir conforme a nossa autoimagem. Se eu me vejo como uma pessoa procrastinadora e não como uma pessoa fazedora, a minha tendência natural é cada vez procrastinar mais.
Então, monte planos, tome decisões, a não ser que você esteja naquele vício drástico, que você precisa de uma mudança radical. Se for uma mudança mais preciso melhorar o meu estilo de vida, monte um plano real em que você sabe que você vai ser vai ser desafiador, mas ele é sustentável a longo prazo. Faz muito mais sentido a cada 30 dias, uma vez no mês, você fazer um detox de 24 horas do seu celular e aí você regular a sua dopamina.
Pesquise sobre esse assunto, inclusive o detox de dopamina, do que você que hoje passa 8 horas por dia no celular, falar que a partir de agora você só vai usar uma hora. Você já sabe que você vai falhar nesse plano. Se você tá passando 8 horas por dia no celular, experimenta começar com reduzir para 5 horas.
Se observe mais, lembra da primeira fase? Se observar com o que que você tá fazendo no seu celular que tá mais viciante, tira só isso. Monte um plano sustentável a longo prazo.
E é assim que você vai cada vez virar mais o nariz pras dopaminas baratas. Você não vai nem mais ter vontade daquilo e passar a brilhar o olho quando você vê uma dopamina cara. Quando você vê um esporte, quando você vê uma academia, hoje em dia eu amo fazer musculação.
Era uma coisa que eu achava que eu se não nasci com esse gosto. Eu odeio academia. Eu já falei que eu odiava a academia.
Hoje em dia eu amo. Por quê? Porque eu entendi o funcionamento do meu corpo.
Eu entendi como domar o meu corpo e eu treinei ele na repetição, na meta, novo hábito a gostar de dopaminas mais caras, porque no longo prazo eu comecei a sentir o efeito dessas coisas positivas na minha vida. Então, a gente começa num processo de consciência, tanto de como o funcionamento do corpo humano acontece, como eu parar para observar a minha própria vida, parar para observar o que que eu estou procurando de de dopamina barata e como que eu posso adicionar mais dopamina cara na minha vida. Depois decisões e depois organização de agenda, de ambiente, de montagem de um plano que é sustentável no longo prazo.
E é assim que você vai deixar de ser uma pessoa procrastinadora para se tornar uma pessoa fazedora. Tudo que você se propõe a fazer, você vai lá e você executa com muita organização, com muita clareza do o que que isso vai me trazer de bom na minha vida. Eu quero isso pra minha vida.
Cada dia que passa a gente tá se aproximando de um acontecimento que vai ser muito positivo na sua vida. Nos dias 2, 3 e 4 de junho, a gente vai ter três aulas que se você focar, se você se organizar para estar 100% presentes nessas aulas, vão mudar absolutamente tudo na sua vida. A gente vai falar de como ter uma vida mais próspera, fazer mais dinheiro, como ter uma vida com mais liberdade, como ter uma vida de mais propósito.
Foi isso que eu construí na minha vida e é isso que eu vou te entregar no plano B. Então, começa a se organizar, começa a já fazer as alterações, as decisões, as mudanças necessárias para que nesses dias, a partir do dia 2 de junho, você esteja comigo comprometida com a construção da sua melhor versão. Você é totalmente responsável por isso e eu preciso que você seja fazedora pra gente fazer isso juntas.
Então, organize-se.