A gente avisou aqui em Deu já sabe, os personagens de A tão invadindo a internet. Vira e mexe. Você já deve estar vendo por aí uma dessas personalidades sintéticas aparecer em um dos vídeos.
E aqui tem dois tipos deles. O primeiro são as personagens 100% feitas por inteligência artificial, criadas do zero e que só existem por meio dessa tecnologia. O outro tipo são humanos que usam inteligência artificial para assumir uma outra personalidade.
No primeiro caso, a gente tem a modelo espanhola Aitana. É até estranho a gente falar que uma máquina é de um país, mas a Itana é tão famosa que ela até já chegou a participar de um concurso de Miss de A. E no segundo grupo a gente tem o Will Smith Baiano, que a gente também já falou aqui em Deltt, que é uma personagem do influenciador baiano Nao Barreto.
>> E mais recentemente a gente teve uma personagem de a que virou uma verdadeira polêmica no mundo político, que é a dona Maria. Já conhece, Elton? Ela é uma mulher que emula, né, as características de uma mulher negra e tem feito barulho porque ela vive falando mal das políticas do governo Lula e do PT.
>> Agora pensa aqui comigo. Você já viu esse povo todo indignado assim quando toca música pesada em todo canto desse Brasil? É baile, é rádio, é criança ouvindo?
E cadê Manchete Internacional? Cadê esse povo falando de misogenia? Não tem.
É silêncio. >> É, mas hoje a gente vai entregar o segredo por trás da Aitana, do Naaio Barreto, que tem o personagem o Smith Baiano e também da dona Maria. A gente vai entregar o segredo de todo mundo, porque tá todo mundo usando ferramenta de inteligência artificial para assumir essas personagens sintéticas.
E assim, a gente vai dar um passo a passo aqui e é muito simples construir isso, mas antes de mostrar o tutorial, eu preciso dizer que você precisa de alguns ingredientes para essa receita. Você vai precisar de duas ferramentas que você já conhece, muito provavelmente e de uma terceira que ainda não é tão popular no Brasil. As duas primeiras são o Chatt da OpenI e o Gemini do Google, ambas amplamente usadas aqui no Brasil.
E a terceira é o maiá do Alibaba, que ainda não é tão popular entre os usuários mais comuns, mas os pesquisadores já usam ela como se fossem concorrentes dessas outras IAs das empresas norte-americanas. Além disso, é claro, você vai precisar de um vídeo seu, porque a personalidade da de ela precisa replicar os movimentos feitos por um humano. Vamos lá.
Primeiro você vai lá no chat GPT e pede para ele criar uma descrição de um personagem. Eu pedi para ser um sucoreano porque o John Numbo B do BTS foi eleito o homem mais sexy do mundo, sabia, Diego? E se é para me substituir, tem que ser um cara bonitão.
Aí depois a gente vai lá no Gemini e usa essa descrição como um prompt para criar o personagem. A ideia aqui é usar os poderes do Nano Banana, mas uma alternativa é o Seed Dram da Bite Dance também. serve.
E se a imagem criada mostrar um personagem de lado, pede pro Geminai refinar a foto para ele ficar de frente, como se ele tivesse de frente pra câmera. Vai ser importante depois. Agora a gente vai na que é a Iá do Alibaba.
Não é nada de outro mundo, viu, gente? Ó, parece qualquer chatbot de A que você já viu, ó. Ó, na barra aqui do lado, aqui na caixinha de texto, tem os ícones vídeo, imagem e avatar.
Você vai escolher o Avatar e depois você vai escolher o Cartex Swap. Quem manja de inglês já sabe por, quer dizer troca de personagem. Agora você vai precisar escolher um vídeo em que faz movimentos e a foto do personagem que você criou com quem você vai trocar de lugar.
Detalhe, o vídeo precisa ter até 15 segundos e a imagem não pode ser maior de 5 megas. É por isso que eu vou deixar o meu bonitão de lado e vou pegar outra foto, porque a foto dele tem 8 MB, mas eu também vou escolher um cara boa pinta. Agora é esperar.
E como isso pode demorar, a gente encurtou o processo. Bom, Diogo, sem mais delongas, eu vou mostrar para você primeiro o vídeo que eu gravei e na sequência o resultado dele. Primeiro vamos ao vídeo que eu gravei.
Esse é um vídeo gravado por um ser humano, mas que em breve vai se tornar outra coisa completamente diferente, porque no meu lugar vai aparecer um ser feito de a. Quer ver só? E agora, Diogo, o Welton versão sulcoreana.
Dá uma olhada. Esse é um vídeo gravado por um ser humano, mas que em breve vai se tornar outra coisa completamente diferente, porque no meu lugar vai aparecer um ser feito. Você viu que deu uma cortadinha ali no final porque eu tive que encurtar o vídeo para caber em 15 segundos, porque senão a ferramenta não processa.
Mas deu para notar que pode ter imperfeições, como por exemplo, não sei se você viu, mas a mão da do Welton versão coreana, ela em alguns momentos faz com que o dedo suma e no fundo a iá do do Alibaba, ela simplesmente acabou com as prateleiras e pare e parece que essas essas esses elementos eles ficaram achatados. Além disso, tinha uma flâmula ali atrás de mim que a Iá simplesmente resolveu acabar com ela. Mas de todo modo, é bastante impressionante o que que a CIA consegue fazer, >> não?
Super impressionante. E pensando assim que a gente dessas e de geração de imagem, de vídeo, a gente tá na primeira, talvez segunda geração. Vamos pensar daqui do tr anos no ritmo que isso tem avançado.
É uma muito assustadora, né? até a o impacto que vai ter pra sociedade nessa questão de criação de mí sintética, porque a gente consegue usar para coisas super legais, para entretenimento, mas também tem alguns riscos envolvidos nisso. >> Aí você toca em pontos importantes, mas vamos por partes.
Primeiro, quais são os pontos negativos desse tipo de conteúdo? >> A gente vai ter a chamada o efeito deep fake, né? Então, porque quando a gente tá falando dessa criação de conteúdos e mídia sintética, a gente pode criar qualquer realidade.
E a gente fala, né, a metáfora que eu uso é como aá como uma caixinha de multiversos, né? Então, quem é do mundo Marvel sabe, né? Então, você consegue criar uma realidade que nunca existiu, mas que poderia existir em outro mundo.
E isso é muito significativo esse momento que a gente tá vivendo, principalmente, por exemplo, em ano eleitoral. Então, o que vai ter de criação de conteúdos políticos usando deep fake acaba sendo muito assustador. Isso tem diferentes impactos, né?
Então, um impacto social e político num primeiro, acho que de imediato, que é você, por exemplo, fazer pessoas, políticos, candidatos, se comportando, dizendo coisas que eles nunca disseram. Acho que esse é um primeiro ponto. Tem um segundo ponto que é econômico, ou seja, pessoas que agora começam a vender a sua imagem para que isso seja reproduzido.
Recentemente a gente teve o caso daquele influenciador que italiano, né, que vendeu a sua alma para basicamente que agora qualquer um pode criar, reproduzir os seus movimentos, a sua existência no mundo digital. tem um elemento econômico nesse sentido também. Só que claro, a gente tem coisas que são a favor, por exemplo, para sátira, paraa criação de materiais didáticos, isso acaba sendo muito importante.
Então, eu acho que a gente tem que olhar não pra tecnologia, mas pro uso, né? Então, é um uso que tem como um objetivo algo positivo ou é um uso que tem como objetivo a manipulação? Aí é um caso ruim e a gente precisa criar técnicas e formas de combatê-lo.
>> Antes de seguir, eu vou dar dois exemplos de uso positivo. O primeiro deles é no audiovisual. Tem muita gente usando deep fake para criar imagens de atores.
Quando o ator não pode, sabe quando já terminou todas as filmagens e o Wagner Moura não tá mais no Brasil porque ele tá no Alasca fazendo outro filme? Se ele der autorização, podem replicar o rosto dele para fazer uma cenazinha, coisa curta e tal, não sei o quê. A outra situação é usar deep fake para treinar a própria inteligência artificial.
A gente sabe que a inteligência artificial precisa de grandes volumes de dados para conhecer o nosso mundo, mas para algumas situações, esses esse volume de dados simplesmente não existe. E eu vou dar um exemplo aqui. Tem uma empresa de Goiás que ela é líder em uso de IA para calcular o seguro de carros.
A pessoa bateu o carro, tira uma foto, ela entende onde foi a batida, qual que é o impacto, como pode afetar o carro e já calcula quanto que a seguradora tem que pagar. Mas e se o carro for o primeiro dele a ser batido? não tem informação nenhuma a respeito.
Então, o que fazem é treinar aquela IA com várias várias versões sintéticas daquele carro batido de diversas formas para fazer ele entender como aquele veículo que tem poucas unidades correndo na rua pode ser avariado. Mas uma coisa que nos chamou atenção é que o pulo do gato do nosso tutorial é feito por uma IA chinesa e algo que não estaria disponível nas IA das Bigtechs americanas. Por que que nas IAs chinesas é possível fazer o que nas IAs americanas não dá para fazer?
Essa é uma pergunta muito relevante. Muita gente faz essa esse questionamento porque hoje a competição entre Estados Unidos e China vem acirrando muito, mas tem duas áreas que a China domina, que é robótica, como a gente já conversou aqui, mas também a IA de criação de imagens e vídeos, né? As melhores, as mais utilizadas são as chinesas.
E aí existem duas principais hipóteses em relação a isso. Primeiro é o próprio modelo dos chineses, que são muito bons para isso. Segundo é a questão da fonte de dados.
E aí tem duas principais características. A primeiras é o acesso aos dados de conteúdos, porque na China eles produzem muito conteúdo de imagem e vídeo e isso acaba sendo utilizado por essas empresas para treinar esses modelos. Então, por exemplo, quando a gente fala do Sidse, que é uma das principais plataformas que faz vídeo em alta resolução, que aquele vídeo que se é muito difícil você achar erros, ela é de quem?
Ela é da Byte Dance. E a Bite Dance é dona de quem? De TikTok.
E o TikTok, o conteúdo é puramente vídeo, né? Tanto o TikTok no resto do mundo quanto do Win na China. Mas você também tem a Tencent, que é uma empresa que sempre foi ligada ao audiovisual, porque é uma empresa da área de games.
Então tem todo um ecossistema que ajuda nessa produção de conteúdos que são multimídia, principalmente imagens e vídeos. Esse é o primeiro ponto. O segundo ponto é que aí tem uma questão que também se questiona, que é o não ligar muito para direitos autorais, né?
E inclusive esse é um problema que o Sidens vem passando, que é essa inteligência artificial do do da Bite Dance da do TikTok, porque eles estão para lançar uma ferramenta que aí a gente vai trazer aqui de Tit porque é muito legal que é o Cance e editor que seria um como se fosse um grande editor já com imagens e vídeos. E eles não lançaram ainda porque eles estão sofrendo uma série de eh processos, por exemplo, da Disney, de diferentes produtores de conteúdos. E o que eles estão fazendo agora ajuste é como é que eu faço agora para minha IA num geral Mickey, sabe?
porque eu não quero ser processado. Então tem esses esses dois critérios que são importantes pra China se colocar aí como as e as mais avançadas na área de imagem e vídeo.