Olá sejam bem-vindos aqui à nossa sexta aula no objeto de dislexia e agora a gente vai falar um pouquinho sobre outras formas de intervenção além das estratégias pedagógicas mais padrão ali que a gente tem para fazer para ajudar esse aluno com dislexia tá o primeiro ponto que a gente tem que pensar que a gente tem que lembrar é que não existe Fórmula Mágica quando a gente tá falando de necessidades educacionais especiais e aí seja ela qual for tô falando de dislexia tô falando de TDH deficiência intelectual altas habilidades autismo não tem Fórmula Mágica não dá
para dizer isso aqui vai funcionar com todo mundo a gente tem estratégias que a gente vê e Evidências de que funcionam melhor pra maioria mas a maioria não quer dizer que vai funcionar com todos né então a gente tenta estimular da melhor forma possível a criança para que eh ela tenha acesso a outras formas aí de aprendizagem a outras áreas de estímulo e otimize o processo de aprendizagem e formal que ela tem que adquirir aí tá eh e o que que é importante a gente trabalhar né O que que a gente pode trabalhar quais são
essas outras áreas que existem para além né do que a gente tem no livrinho ali né do do padrão que tem para ser ensinado quando a gente tá falando de criança pequena mesmo que seja primeiro segundo ano ali é muito mais fácil a a gente incluir estratégias lúdicas dentro do processo de aprendizagem depois que eles pegam determinada idade ali por quarto quinto ano eles já começam alguns a se achar adul sinhos demais para brincar mas ainda assim a criança gosta de brincar e o adolescente também tá não se enganem eles querem aí ter a postura
de né eu eu já superei isso eu sou muito maduro muito adulto mas toda vez que a gente inclui uma coisa mais lúdica um jogo uma estratégia uma música os adolescentes eles se beneficiam e curtem tanto quanto as crianças Tá então vamos pensar um pouquinho em estratégias e experiências lúdicas que a gente pode incluir na sala de aula né e no ambiente escolar de maneira geral primeira delas é trabalhar com movimento Como que eu consigo movimentar a criança para trabalhar ali comigo né Eh eu vou falar né vou colocar todas as crianças ali Tô na
aula de matemática vou falar um número né né Se for ímpar ela tem que ficar em pé se for para ela tem que abaixar tipo um morto vivo de matemática assim para que ela trabalhe aí a consciência fonológica a atenção e o corpo ao mesmo tempo né trabalhar com música já falei um pouquinho de música Mas eu particularmente acho que música é uma coisa que é muito deixada de lado na escola e que deveria inclusive ser parte do currículo ali porque a musicalização de maneira geral ela faz uma estimulação Global nessa criança ela vai trabalhar
a parte auditiva ela vai trabalhar a parte motora ela vai trabalhar articulação ela vai trabalhar atenção né então a música é um estímulo muito completo para trabalhar com a criança né trabalhar com histórias né então deixar as as questões aí que a criança tem que lhe dar eh que ela precisa aprender de maneira mais lúdica né então se eu em vez de eu passar o conteúdo simplesmente pela forma dele eu colocar ele dentro de um contexto de uma historinha né ou contar a história dos números ou contar sei lá a história do assento fcon flexo
para que isso fique eh mais lúdico pra criança ela vai memorizar com mais facilidade porque é mais interessante ela vai conseguir né prestar mais atenção nesse momento mais lúdico aí de aprendizagem né jogos eu vou falar de jogos um pouquinho mais para frente eu vou voltar nesse ponto porque jogos a gente tem percebido que tem funcionado muito na questão da estimulação de aprendizagem mas agora a gente vai falar um pouquinho da estimulação multisensorial que que é essa estimulação multisensorial que que são as atividades multissensoriais né Elas são deixa eu vir para cá Acho que fica
melhor eh elas favorecem a integração e a palavra integração é muito importante aqui tá de informação em várias rotas e rota eu tô falando de Rota neural tá favorecendo a integração na memória a longo prazo o que que isso quer dizer quando eu estimulo vários sentidos ao mesmo tempo fazendo uma única atividade eu tô dando mais possibilidades pro cérebro de consolidar aquela aprendizagem Se eu por exemplo eh tô trabalhando só falando com o aluno ele tá só me escutando tô trabalhando só auditivo mas se eu trabalho por exemplo auditivo junto com o motor junto com
o olfato né junto com com o paladar junto com o tátil da criança motricidade eu vou est expandindo indo a possibilidade daquela criança memorizar aquilo e eh facilitando para que ela consolide aquela aprendizagem mais rápido tá como que se aplica aí né Essa questão multisensorial que que esse método de ensino multisensorial ele quer trabalhar com alunos independente do tipo de aprendizagem tá para que eles tenham uma forma mais adequada de acessar essa informação então o método multissensorial ele Não é só para criança com transtorno de aprendizagem né ele vai ser adequado para todas as crianças
nesse processo de aprendizagem né porque além dele deixar o processo mais lúdico de maneira geral quando eu coloco outros sentidos eu tenho mais possibilidade de brincadeira por exemplo eh eu ajudo a criança a compreender melhor a informação Então se por exemplo eu vou eh estudar história com a criança né então eu vou contar lá para ela a história do descobrimento do Brasil para que ela aprenda como é que foi Então se em vez de eu ficar contando falando para ela eu fizer assim Fizer todo mundo colocar uma venda por exemplo e fizer uma sonoplastia para
contar a história Ah porque os portugueses vieram nas Caravelas aí tem o som do mar o som do vento no fundo aí eu vou contando como que aconteceu como que eles chegaram que eles estavam procurando as índias aí eu coloco uma música Ali que remeta ao continente indiano e a questão ali da das especiarias que era o que eles estavam procurando aí eles chegaram e a eles encontraram indígenas aí eu coloco um outro som que remeta a isso ou eu coloco eh um cheiro ali da das especiarias um cheiro de canela paraa criança Eh expandi
esses sentidos dela na hora de eh de escutar e eu tiro o visual que é o que a gente mais usa ela vai est expandindo essa estratégia para outras áreas né eu trabalhar com o movimento para ela prestar atenção né eu fazer por exemplo né a gente pode aí já vai até para uma ideia mais de teatro e tudo mais mas fazer a criança é expressar ou dançar aquilo que ela tá aprendendo tudo mais trabalhar vários sentidos ao mesmo tempo é muito importante para que ela consiga ter mais estratégias para aquisição né trabalhar com modelagem
a gente meio que mata a massinha de modelar quando as crianças entram no ensino fundamental e massinha argila Tudo Que ela possa construir e compor com as próprias mãos vai fazer com que ela se engaje mais nesse processo né então se eu tô ensinando para ela ali por exemplo sobre o corpo humano né sobre o sistema digestivo e Ela Monta assim por exemplo um aluno vai montar a boca de argila o outro vai montar o estômago o outro vai montar o intestino né E daí eles vão juntar isso no final para que o sistema digestivo
tenha sido construído de massinha do que seja né Elas estão trabalhando com essas outras áreas e depois a gente vai contar o que a área de cada um que construiu qual é a função dela como que ela trabalha né então a gente pode expandir essas estratégias estimulando vários sentidos da criança ao mesmo tempo né trabalhar com a visão eh eu acho que é a parte mais fácil né porque a gente trabalhar com com imagens e tudo mais eu acho que vai mais dentro do do instinto de trabalho Talvez né mas o reconhecimento tátil por exemplo
é uma coisa que a gente ignora completamente assim na no no fundamental né da criança trabalhar essa estereognosia que é a identificação pelo Tato sem est olhando para alguma coisa né então por exemplo eu tô na aula de ciências e eu vou trabalhar com o com os animais de Que animal que a gente vai falar hoje né Cada cada criança vai ter que falar sobre um animal eu pego um saquinho com várias miniaturas de animais e eu faço a criança Pôr a mão no saquinho e identificar o animal que ela vai falar sem ela tá
vendo aquele animal né então eu consigo fazer várias pequenas estratégias diferentes e a gente daí também tem programas de estimulação multissensorial maiores que também podem ser estudados mas mesmo que não se tem acesso a isso com a criatividade e essa integração a gente consegue trabalhar várias estratégias para expandir com a criança essas possibilidades de intervenção né trabalhar a conceituação de outras formas eu quero que essa criança consolide conceito eu quero que ela entenda as coisas né então Eh eu preciso que ela tendo o conceito de mamífero por exemplo o que que diferencia um mamífero de
um réptil né eu eu posso trabalhar essa consolidação de conceito com a criança né Eh levando ela numa fazendinha para ver os animais que mamam né ou construindo pegando bichinhos dando mamadeira pros bichinhos de plástico mesmo né colocando eles para serem amamentados pelas pelas mamães de plástico ali mostrando que o tato é diferente por exemplo mamíferos T pelo os répteis não tem pelos né então deixar com que ele sinta o tato do pelo do mamífero da Ali da escama do do couro do réptil no caso né para que ele veja essa diferença tátil também que
ele se lembre com mais facilidade quanto mais eh vias de entrada a gente dá para uma mesma informação mais fácil vai ser a criança resgatar essa informação na hora que ela precisar tá e consequentemente a memória dela vai ser consolidada com mais facilidade né E aí especificamente no caso da criança com o transtorno de aprendizagem Isso vai ser benéfico para ela porque lembram que as áreas de ativação são diferentes no cérebro com dislexia do que num cérebro típico Então se por exemplo eu tô ensinando uma coisa e eu preciso de mais do que só aqui
o hemisfério esquerdo daí lá o hemisfério direito e parietal e o cpital eh e eu dou outras possibilidades para ela eu trabalho também o temporal eu trabalho mais estimulação de córtex motor primário ou de lobo olfativo né porque o olfato ele processado em outra área eu vou expandindo esse acesso aí sensorial para ela eu tenho mais ativações e mais estímulo em outras áreas para ajudar ela a consolidar e talvez até para ela otimizar esse processo de raciocínio para que ela não faça tanta volta né porque ela tá fazendo uma volta para acessar eh o a
via de conhecimento que os outros estão acessando às vezes eu dou outra possibilidade para ela ela cria uma via um pouco mais rápida e consolida isso de uma forma mais fácil né Por exemplo tem gente que se beneficia muito estudando eh criando músicas pro estudo né Elas conseguem Lembrar Mais se elas deixam melodioso aquele processo do que só uma leitura ali eh num tom monótono por exemplo tá eh e isso é expansão de de estratégia aí multisensorial também tá outra estratégia que funciona muito a além da estimulação da intervenção multissensorial no contexto escolar é a
gamificação que é o introduzir os jogos e a Mecânica dos jogos no contexto Educacional não necessariamente o jogo em si né um jogo de tabuleiro um jogo de videogame mas usar a ideia do jogo da mecânica do jogo né das dinâmicas e tudo mais no eh contexto Educacional no contexto profissional para trabalhar com motivação e engajamento para ensinar de maneira lúdica então por exemplo o que que é uma estrutura de jogo O que é uma mecânica de jogo né o jogo de cartas tem uma mecânica eu posso mudar a forma do jogo mas a mecânica
da carta é a mesma xadrez é uma mecânica de jogo né os jogos de tabuleiro que tem o peão e pino E você tem que andar com os pininhos ISO uma mecânica de jogo agora dentro dessa mecânica eu posso introduzir várias coisas né eu posso trabalhar um jogo de tabuleiro onde as metas sejam metas de aprendizagem eu posso trabalhar um jogo de cartas onde esse jogo de cartas tenha instruções gramaticais por exemplo e eu posso gamificar o processo e de aprendizagem como um todo por exemplo eu consegui conquistar eh aprender a escrever essa palavra de
maneira correta então eu subo um pontinho no meu ranking né essa gamificação também tem a ver com a questão de competitividade com a questão de ranqueamento com a questão de engajamento né então Toda vez que você deixa esse processo de aprendizagem mais mais gamificado a criança tende a se engajar melhor nesse processo né Qual que é o benefício disso né ele vai tornar o processo de aprendizagem da criança mais leve e mais divertido para ela né a criança gosta de jogar ela gosta de brincar se ela sentir que a aprendizagem está sendo um jogo ela
vai tender a se engajar muito mais do que só percebendo Como uma obrigação né aquela aquela frase clássica de de pais né só único obrigação é estudar você tem que estudar né e não deixar isso de um jeito palatável pra criança né isso acaba sendo mais aversivo do que qualquer outra coisa os pais falam na intenção de não tô te dando nenhuma obrigação você só tem que ir bem na escola do tipo tô tirando a carga de você aqui mas pra criança isso fica mais pesado do que leve né então a ideia de gamificar torna
a coisa um pouco mais leve pra criança né e fomenta a proatividade no processo individual aí do estudo eu quero me engajar mais para que eu consiga alcançar mais conquistas para que eu consiga desbloquear conteúdos novos para que eu consiga adquirir mais pontos ali que eu colete mais estrelas né Aí dependendo da Estratégia que vai ser utilizada né ela incentiva aí né esse engajamento e a motivação de maneira geral não só individualmente mas também do senso coletivo aí tá E ela incentiva por meio do reforçamento Positivo tá é importante quando a gente tá pensando em
gamificação no contexto escolar Principalmente quando a gente tá falando das crianças menores é a questão de trabalhar o o a gamificação com o reforçamento positivo o que que isso quer dizer né quer dizer que a ideia de gamificar é assim caso a criança alcance determinada coisa ela vai ser aí bonificada digamos ela ganhou uma estrelinha ela ganhou um pontinho mas se ela não alcançar ela não vai perder nada ela vai continuar no mesmo processo né porque que aí quando a gente acrescenta só o ganho sem colocar uma perda nisso você não tá tornando esse processo
tão aversivo Ah eu não consegui essa semana eu perdi os meus pontos do ranking né ou eu fui eh fui excluído de uma atividade que todo mundo vai fazer né quando você dá essa conotação de perda você tá perdendo o reforço positivo e o reforço Positivo né a gente vê com os estudos e tudo mais que é o que funciona melhor na consolidação de comportamentos das crianças né e o hábito de estudo ele é um comportamento então quanto mais a gente conseguir trabalhar por meio do reforço positivo esse comportamento da criança melhor tá E ela
vai otimizar a eficiência do processo de aprendizagem quando eu tenho uma criança mais engajada uma criança mais motivada eu perco Muito menos tempo repetindo porque a criança tá prestando atenção em mim né então eu vou ganhar esse tempo aí para talvez expandir com uma coisa mais interessante para utilizar outras estratégias porque as crianças estão motivadas e a motivação otimiza o tempo de aprendizagem aí né Mesmo que eu precise repetir aquele conteúdo né Eu tenho um tempo sobrando ali para isso por quê Porque eu consegui com que as crianças todas prestassem atenção nesse processo tá e
eu acho importante a gente pensar aí a guinifica de uma forma que a gente não eh principalmente falando de crianças pequenas com os mais velhos aí depende muito da idade mas quando a gente tá falando de crianças pequenas é importante pensar a guinifica aí como algo que não pode colocá-las num comparativo aversivo né Por exemplo eu faço um ranking em sala de aula e eu ponho o fulaninho lá no topo e o ciclan lá como último né O que tá lá como último mesmo que ele não tenha perdido nada mesmo que a gente tenha trabalhado
com reforço positivo e ele ficou com o zero ali né não ficou negativo nem nada disso ele só Ficou zerado vai fazer com que ele se sinta muito inferior às outras crianças né então Eh fazer um ranqueamento Global aí da sala vai ser prejudicial pra criança Talvez seja mais adequado por exemplo colocar eh o jogador da semana né o jogador da semana é aquela uma criança que conseguiu mais pontos mas todas as outras não estão sendo rankeadas nesse processo vai funcionar do mesmo jeito que o auxiliar de classe Quem que é o auxiliar de classe
do dia quem que é auxiliar de classe da semana né então tentar não colocar esse comparativo na na gamificação para que o reforço positivo não perca a efetividade dele ali por conta dessa carga emocional Principalmente nos pequenininhos porque eles não têm tanta abstração para entender o processo entender que eles não estão perdendo por não terem ganhado né então precisa ser feito adequadamente e para além obviamente a gente tem os próprios jogos né jogos que já são estruturados mesmo e os jogos eles funcionam muito bem para estimulação em sala de aula e como um reforço né
Eh eu posso por exemplo fazer eh o Ten o cara a cara né que é aquele jogo que você identifica as pessoas eu posso fazer um cara a Carara de animais eu posso fazer um cara a Carara com as crianças da sala de aula né E ensinar para elas a identificarem características umas das outras e tudo mais né Eh e colocar isso de uma forma mais leve e mais engajada pra criança para que ela se sinta parte desse processo né RPG é uma outra coisa que tem funcionado bastante porque trabalha muito essa imaginação e essa
memória da criança né então a gente tem visto que os jogos para além só da gamificação do processo tem sido muito benéficos nesse processo de estimulação de aprendizagem das crianças né Tem estudos bem sólidos que T mostrado isso pra gente nos últimos anos aí então eh a gente enaltecer aí a gamificação e colocar os jogos dentro do contexto de aprendizagem é muito benéfico pra criança né Eh e a gente precisa desmistificar essa ideia de que quando a gente tá deixando a criança brincar a gente tá tirando a aprendizagem dela muito pelo contrário ela brincando ela
aprende com muito mais facilidade né Eh e também isso de a criança não tem escolha e tudo mais a gente precisa respeitar a criança também né de só impor pra criança como a gente quer que funcione Ah é óbvio que é muito mais fácil pra gente como adulto não precisa pensar muito sentar lá ler o livro explicar pra criança e ela que se vire com a aprendizagem mas a criança funciona diferente de um adulto na universidade né nem na universidade eu acho isso muito adequado mas quando a gente tá falando de crianças pequenas elas precisam
sentir eh esse engajamento e essa troca né elas elas são muito afetivas elas gostam de participar elas gostam de se sentir escutadas né então fazer elas serem parte do processo não só impor conteúdo para elas vai ser muito benéfico pra aprendizagem de todas as crianças não só das Crianças com dislexia mas as crianças com dislexia vão se beneficiar muito também por terem essas estratégias alternativas aí no processo de aprendizagem tá então é a nossa aula fica por aqui eu vejo vocês no próximo vídeo tchau tchau