Anunciar o seu produto vai ficar 12% mais caro em 2026. O alcance orgânico despencou 10 vezes nos últimos 10 anos. A inteligência artificial nos mecanismos de buscas fez o CTR da primeira posição orgânica do Google cair em 60%.
[música] Enquanto isso, criadores disputam a atenção do público em um mercado cada vez mais concorrido. Esses são só alguns dos pontos que fizeram muita gente acreditar que a gente tá chegando ao fim do mercado digital. O fim do marketing digital brasileiro.
Quem ganhou dinheiro com essa parada ganhou. Quem não ganhou não ganha mais. >> Mercado digital está entrando em um colapso.
>> Mas na contramão dessa onda, o Só se fala nisso de hoje vai te provar com dados internos aqui da Hotmart, que na verdade esse pode ser um dos anos mais lucrativos da história do mercado digital. E o mais [música] importante, a gente vai revelar as novas táticas de marketing que realmente vão te trazer retorno e vantagem competitiva em 2026. [música] Nem o mercado digital, em seu sentido mais amplo, nem o mercado de infoprodutos estão perto do fim.
Na verdade, esse é um ecossistema que ao longo dos anos já teve vários fins e vários recomeços. Em 2013, Érico Rocha trazia pro Brasil a fórmula do lançamento, um movimento que gerou uma grande mudança no [música] mercado, que antes era composto basicamente por blogs e afiliados, e que agora contava com um método replicável [música] e extremamente eficaz. Entre 2014 e 2015 se popularizou o lançamento perpétuo que ajudou muitos produtores a escalarem seus negócios digitais.
Em 2020, veio o grande boom. >> Olá, boa noite. Confirmado o primeiro caso de coronavírus [música] no Brasil.
A Organização Mundial da Saúde classificou a disseminação da doença causada pelo novo coronavírus como uma pandemia. fechado, apenas as atividades essenciais em funcionamento. >> Essa história você provavelmente já [música] conhece.
Com todo mundo em casa, o consumo de conteúdo audiovisual explodiu, [música] atingindo taxas de tempo de tela nunca antes vistas. Isso, é claro, beneficiou o mercado de infoprodutos, que passou a investir [música] massivamente em produtos em vídeo e criação de comunidades. Mas não foi só isso.
[música] As grandes empresas ainda não anunciavam tanto no digital, em que resultava em um preço de tráfego pago, acessível e muita, muita oferta. Não à toa, para muitos, esse período é lembrado como auge do mercado de infloprodutos, mas toda grande festa tem a sua ressaca e [música] ela chegou em 2022. Dois anos depois, a vida voltou ao normal ou novo normal e o tempo médio de tela das pessoas naturalmente diminuiu.
E talvez seja aqui que more a confusão, porque apesar disso o mercado não diminuiu, pelo contrário, ele seguiu crescendo. Dados projetam o mercado de 480 bilhões de dólares até 2027 [música] para Creator Economy e de 800 bilhões de dólares pro mercado de educação online até [música] 2013. O mercado de cursos livres segue crescendo acima de 20% no ano.
Alguns dos dados aqui da Hotmart também provam esse crescimento. Em 2025, 40% mais pessoas fizeram a sua primeira venda na plataforma. [música] A gente teve também um aumento de 30% nas compras realizadas e 20% de crescimento no número de produtores que faturam mais de R$ 10 milhões deais anos.
Foi o ano que mais pessoas saíram de 1 para 10 milhões de faturamento [música] desde 2016. E aqui uma comparação importante, as placas black, aquelas que a Hotmart entrega [música] como um prêmio pros produtores que atingem o faturamento anual a partir de R 1 milhãoais. [música] Em 2020, no Audi do digital, a Hotmart entregou R42 dessas placas, [música] enquanto em 2025, vivendo o suposto fim do digital e do mercado de infoprodutos, a gente entregou 1722 placas, mais do que o dobro.
Os dados não mentem, o mercado [música] tá muito longe de acabar. Inclusive o JP Rezende de um dos fundadores aqui da Hotmart, publicou uma aula com esses e outros dados no canal dele. O material tá muito rico e se você quiser aprofundar ainda mais nesse assunto depois desse vídeo, a gente vai deixar o link aqui na descrição.
O que acontece é que surgiram novos desafios e algumas coisas de fato ficaram mais difíceis, principalmente o alcance orgânico. E quanto mais difícil é gerar tráfego orgânico, mais competição vai ter no tráfego pago. Afinal, mais produtores estão colocando dinheiro para aparecer.
Isso sem contar o aumento do mercado endereçado. Seus clientes não estão te encontrando como costumavam fazer. 26% das pesquisas do Google agora terminam em um clique, já que o próprio Gemini te entrega a informação sem que você precise entrar em um site.
E é aqui que entra a nossa primeira tática para 2026. Diversifique sua fonte de tráfego. Durante anos, praticamente toda a pesquisa era feita pelo Google, mas agora a pesquisa tá acontecendo em todos os lugares.
Instagram, YouTube, TikTok, chattin. Para ter uma ideia, o Instagram recebe mais de 6 bilhões de pesquisas por dia, enquanto o YouTube mais de 3 bilhões. Os clientes estão pesquisando inúmeras plataformas e por isso você deve estar em pelo menos duas, mas não de qualquer forma.
Para cada plataforma, você precisa ter um conteúdo embalado e formatado para todos os mecanismos de descoberta e todas as camadas de informação do seu conteúdo. Por exemplo, quando você for escrever o seu roteiro, as legendas, a descrição do vídeo e até mesmo os letterings como esses, busque utilizar [música] sempre suas palavras chaves, porque é exatamente assim que as plataformas entendem qual é o real assunto do seu conteúdo. As pessoas agora elas pesquisam por frases completas e os algoritmos leem todas as camadas do seu conteúdo.
Quanto mais o seu conteúdo tiver alinhado com a forma como as pessoas estão pesquisando, mais você vai aparecer. Outra coisa que ajuda bastante é criar outros conteúdos em torno do mesmo tema. Assim, as plataformas começam a mapear você como autoridade e te indicar nos mecanismos de descobertas, inclusive como das IAS, como chat GPT.
Tática dois, atenção à sazonalidade. Vale lembrar que 2026 vai ter dois grandes eventos que roubam [música] a atenção do público. A Copa do Mundo no meio do ano e as eleições presidenciais em outubro.
A gente puxou isso aqui da nossa própria base de dados, tá? Em dias de jogos do Brasil, o faturamento médio cai por volta [música] de 35%, muito por conta da atenção do público tá mais dispersa. E um efeito semelhante acontece no período eleitoral, uma queda média de 10%.
[música] O custo do lead também deve aumentar nesses períodos. Nas Copas do Mundo de 2018 e 2022, o CPM global subiu, chegando a dobrar em alguns nichos, [música] porque marcas gigantes inflacionam o mercado. Nas eleições, o mesmo movimento.
[música] Troque apenas grandes empresas por partidos e candidatos e veículos de mídia. Um relatório apontou que nos 15 primeiros dias de campanha das eleições de 2022, [música] o CPM saltou de R$ 5,3 para R$ 96,71, [música] um aumento de 100%. Nossa recomendação: seja prudente nesses períodos.
Evite fazer [música] movimentos mais arriscados, justamente porque você tem mais chances de ter um resultado pior. Como alternativa, você pode focar em campanhas de perpétuo ou de recompra. Tática três, capture leads onde eles estão.
Redes sociais como o Instagram, Facebook e LinkedIn tem como [música] principal objetivo manter o seu usuário o maior tempo possível dentro delas. E quando você manda um lead para uma land page, essas plataformas reduzem sua distribuição, [música] ainda que você use CTAs como o link na bio e por consequência os seus custos com anúncios aumentam. O que você precisa fazer já a partir de hoje é manter todo o processo de captura de leads dentro da plataforma.
Ferramentas como por exemplo, são perfeitas para isso. Quando alguém comenta a palavra-chave, o software automaticamente envia uma DM para esse usuário e você consegue capturar todas as informações que desejar sem eles saírem do Instagram. Isso [música] torna o processo mais fluído, melhora as métricas de interação que o algoritmo reconhece e gera prospects mais qualificados porque você tá acompanhando ações reais dos usuários, não só informações básicas de cadastro.
Tática quatro, aumente o LTV. Se tá mais desafiador [música] prospectar novos clientes, nada melhor do que vender mais pros clientes que você já tem, não é? E aí entra o lifetime value, que nada mais é que o valor total que um cliente gera pra sua empresa durante todo o relacionamento [música] comercial.
Em outras palavras, quanto dinheiro esse cliente vai gastar com você desde a primeira compra até parar [música] de comprar? Se antes o mercado viveu uma era transacional, onde você adquiria um cliente, entregava um produto e partia para outro cliente, agora a gente vive a era dos negócios relacionais. Você vai ter que desenvolver o seu [música] cliente dentro de um ecossistema de produtos.
Vai ser a sua tarefa desenvolver esse relacionamento e [música] ajudar o seu cliente a encontrar o seu próximo produto, um produto que faça sentido na sua jornada. Se antes principais alavancas de crescimento [música] eram tráfego e conversão, agora ela passa a ser o NPS, uma métrica que mede a satisfação [música] e a lealdade dos clientes através de perguntas simples, como de z0 a 10, o quanto você recomendaria o nosso produto para um amigo ou colega? Após que você já respondeu uma pergunta dessas.
Os respondentes são classificados em três grupos. Primeiro, os promotores, notas de 9 a 10, que são entusiastas da marca. Os neutros de s a oit são satisfeitos, [música] mas não engajados.
E os detratores de zero a seis insatisfeitos, que podem prejudicar a reputação. Se você tem muitos clientes promotores, eles provavelmente vão comprar de novo com você. De acordo com a base de dados aqui da Hotmart, clientes têm um valor gasto médio três vezes maior quando o produto tem um NPS promotor.
E ter um portfólio de produtos para oferecer pro cliente é essencial. Produtores que têm mais de cinco produtos faturam em média 60% mais do que produtores que oferecem menos de cinco produtos. E se a gente comparar o faturamento médio de produtores [música] com mais de 10 produtos com aqueles que tm menos de cinco, essa diferença cresce ainda mais, 280%.
[música] Dica cinco, otimize seus lançamentos. Outras ferramentas que você deve utilizar para otimizar os seus ganhos [música] em 2026 são o trio upell, downsell, crossell. Próximo do fechamento de carrinho, você pode oferecer produtos mais baratos para aquelas pessoas que se [música] interessaram pelo seu produto principal, mas que por algum motivo não conseguiram realizar a compra naquele [música] momento.
Muito provavelmente uma boa parte desse público vai se interessar por esse novo produto e essa estratégia pode, inclusive pagar os seus investimentos em tráfego em um ano [música] que a meta já anunciou um aumento de 12% nas taxas. A partir daqui, você pode também complementar sua oferta [música] com crossell de produtos parceiros e desenvolver um portfólio para recompra recorrente. Tática 6 colabs.
Em 2025, vender em grupo deixou de ser exceção [música] e virou estratégia, que mudou a forma como digital entende algumas coisas, como colaboração, audiência [música] e scala. Essa é uma palavra que se popularizou na moda e na música. Na essência, o colab é colaboração.
Marcas, artistas ou produtores se unem para somar forças, ampliar alcance e criar algo que sozinhos talvez não conseguissem entregar. E se antes isso era costume nas lojas e nos palcos, agora acontece nas [música] páginas de checkout. Coleb passa a ser estratégia que junta três ativos que hoje valem mais do que qualquer desconto: audiência, autoridade [música] e atenção.
O que faz com que o público se sinta diante de algo muito maior, uma oportunidade única. Quando dois ou mais produtores se unem, eles passam a compartilhar o custo de tráfego, dividem as tarefas operacionais e de suporte e combinam as bases de audiência. Em vez de disputar espaço nos anúncios, eles constróem um único evento, uma única narrativa, uma oferta principal com diferentes pontos de entrada pro mesmo funil.
Essas alianças, principalmente aquelas que fundem universos distintos para criar uma oferta, fazem com que as marcas compartilhem comunidades e canais de aquisição. Em 2025, naquela que se tornou a maior Black Friday [música] da história, a gente viu nichos de finanças vendendo com nichos de idioma, desenvolvimento pessoal com marketing digital e por aí vai. O importante aqui é que sejam universos distintos, mas que se complementem de alguma forma.
A sétima tática é a produção de conteúdo original, que tem se tornado cada vez mais essencial. Antes, as redes sociais entregavam conteúdo de forma cronológica e direta pros seus seguidores. Hoje, os algoritmos priorizam o interesse do usuário, mesmo de quem não segue, resultando em um feed mais personalizado, mas menos previsível.
Por um lado, isso é bom, porque furar a bolha viralizando o vídeo ficou relativamente mais fácil. É só a gente ver quantos criadores pequenos têm conseguido [música] resultados expressivos quando o assunto é visualizações. Por outro lado, com tanta concorrência, até mesmo os seus seguidores podem não ver os seus conteúdos se ele não tiver com um bom engajamento.
Não é incomum ver criadores com milhões de [música] seguidores, com poucos likes, comentários e interações. O desafio tá em geral uma comunidade que tenha desejo e conexão. E aí entra a necessidade de ter um conteúdo diferente, que gere valor pr as pessoas e que tenha uma abordagem única, aquilo que vai te diferenciar entre todos os vídeos que rolam pelo feed.
Em resumo, isso significa encontrar o seu formato criativo. Ao encontrar o formato que te diferencia, é importante que você repita esse formato com frequência. Além de criar uma identidade que rapidamente te conecta com o público, as pessoas [música] que te seguiram por esses vídeos vão saber exatamente o que encontrar no seu perfil.
[música] Isso ajuda muito no engajamento. Um bom caminho para encontrar o seu formato criativo é produzir os seus conteúdos dentro da famosa proporção 7030, onde você foca 70% do seu esforço em conteúdo comprovado, ou [música] seja, aquilo que hoje já é o que mais te dá resultado, e 30% para testar novos formatos, como reals, TikToks, carrosséis. Nesse processo, você pode buscar referências, [música] modular e testar até descobrir o que de fato funciona pro seu público.
Outra forma de se destacar na produção de [música] conteúdos que tá em alta em 2026 são os conteúdos longos e profundos, como esse aqui. Em um mundo cada vez mais saturado de conteúdos [música] curtos e cheios de dopamina, o YouTube tem se destacado para quem oferece desenvolvimento de raciocínio, [música] contexto e explicações que constróem autoridade a partir da atenção intencional. Mais de 1 bilhão de horas de vídeo foram assistidas todos os dias no YouTube em 2025 e a tendência para 2026 é crescer ainda mais.
E apesar da gente estar falando de vídeos mais longos, não estamos falando necessariamente [música] de vídeos mais trabalhados. As pessoas estão buscando profundidade, [música] não produções holidianas, né? E é por isso que o vídeo ao vivo tá explodindo.
YouTube relata que quase 30% dos usuários [música] assistem pelo menos uma live por semana. Trata-se de gerar valor, ensinar algo, [música] tirar dúvidas, tá presente com a sua audiência. São poucas as marcas e produtores que já fazem isso no Brasil.
E esse é definitivamente um [música] oceano para ser explorado. E olha que legal, o YouTube já gera automaticamente cortes horizontais e verticais das suas lives. Uma excelente oportunidade de transformar tudo isso em shorts, resiks, garantindo uma estratégia multiplataforma.
Inclusive, se você quer entender melhor como produzir para diferentes canais, o primeiro episódio do sócio falar nisso trouxe um manual estratégico completo para você diversificar os seus conteúdos e vender muito em 2026. A gente se vê no próximo vídeo com assunto que tiver mexendo com o mercado digital. Afinal, se só se falar nisso, a gente te explica.
Até mais.