[Música] Olá querido aluno eu sou o professor João Carlos e discutiremos agora a unidade 5 da disciplina de arte musicalização aplicadas à educação Tá bom então pega lá seu livro para que a gente possa começar como você pode ver constatar aí a unidade 5 nós trabalharemos um Panorama da história da música muito parecido com que nós fizemos na unidade quatro que é olhar alguns aspectos fundamentais da história da música e evidente que nós não conseguiremos discutir todos os movimentos todas as tendências tudo aquilo que acontece na música mas olhar para alguns momentos algumas civilizações e
alguns períodos que potencializaram o desenvolvimento da música da teoria musical e claro que culminaram para nós na no grande momento que nós temos de uma multiplicidade uma diversidade tanto musical como de técnicas como de teoria Tá bom então para que a gente inicie o nosso estudo e que isso faça eh Produza para nós bons bons frutos começamos ali com o pensamento de Augusto Curi educar é semear com sabedoria e colher com paciência então entendendo que todos nós eh somos e seremos professores a ideia de que é necessário que enquanto eu estou na sala de aula
eu tenha essa consciência que muito dos frutos que vão ser colhidos no futuro eu não vou ver né e que há uma natural eh maturação ou um tempo para que isso ocorra então Eh muitas vezes isso pode até causar um certo desânimo para o professor porque há um trabalho há um esforço e que os frutos que vão ser colhidos muitas vezes não acontece naquele ano ou no ano seguinte ou é um processo de maturação um pouco mais longo Tá bom mas evidentemente como Augusto C nos lembra isso eh requer um pouco de paciência para que
nós entendamos que todo o processo formativo do Aluno por aquele que está passando em nossas mãos é um processo longo né ninguém entra pronto no na no ensino fundamental ou na educação infantil e realmente 1 2 anos já termina tudo então é um processo de Ensino Fundamental anos iniciais educação infantil Ensino Fundamental iniciais anos finais ensino médio que nos leva depois a uma graduação e claro que tudo isso faz parte dessa construção formativa Educacional Tá bom então o nosso primeiro tópico é discutir um pouco sobre o ser humano e a música O que é legal
e eu já comentei isso com vocês na unidade quro é que o som já era comum ou era algo eh entendido pelo homem mais primitivo mas a música não Então a primeira coisa que a gente tem que entender que quando eu falo em som e música eles não são sinônimos naturalmente um está próximo do campo eh do outro mas eu posso produzir um som aqui mas isso não quer dizer que isso é uma música Então dentro do universo do som eu posso ter a composição de uma música e o que que é legal que a
gente Entenda eu posso produzir um som com ritmo Mas isso não quer dizer que esse som ritmado também é uma música por que que eu falo isso porque o homem primitivo no sentido genérico de homem e mulher eh ele tinha noção de ritmo ele tinha noção do som mas ele não tinha noção da música que que isso quer dizer que ele sabia que o seu próprio corpo né pensando em especial ali na voz eh ele conseguia produzir sons diferentes usando as suas mãos as suas as suas pernas batendo em outros materiais ele conseguia produzir sons
ele entendia a ideia de ritmo de que poderia haver uma produção constante ou no mesmo compasso né que a foi falar no mesmo momento que os sons acontecem mas naturalmente ele não tinha noção da música O que é legal para nós e eu comentei isso com vocês na unidade quatro que os homens primitivos usavam o ritmo para caçar a ideia de você sincronizar a caça né com uma linguagem muito ainda deficiente com eh uma desenvolvimento cognitivo ainda muito pequeno eh então eles usavam tanto o som como a ideia de ritmo para sincronizar a caça de
um grande animal para sincronizar um grande movimento então a produção de um som que fosse repetido sempre no mesmo ritmo que indicasse avançar que indicasse recuar ou que indicasse espera era produzido pelo homem primitivo o que mostra para nós que isso faz parte não só da do conceito biológico do ser humano do do instrumento vocal que o homem e a mulher tem mas também dessa desse momento em que o homem começa a perceber que ele pode utilizar isso a seu favor disse também lá na unidade 4 a gente vai reforçar isso aqui que é nesse
instante que o homem já utilizando os poucos materiais que ele tinha ele começa a perceber que soprando dentro de um osso oco produzzi um certo tipo de som se esse osso tinha algum furo produzia-se outro tipo de som e essas diferenças de timbres essas diferenças sonoras começam a causar uma estranheza ou instigar esse ser humano dessa época o que vai levar a produção de alguns instrumentos que nós vamos chamar de instrumentos musicais Olha que bacana então quando eu percebo que esse ser humano já começa a ter a noção de som e de ritmo nós entendemos
que ele está a um passo de Pouco a Pouco paulatinamente eh desenvolver a música que é algo talvez tão comum que já envolve para nós a melodia que já envolve também o ritmo que também envolve o som mas que está dentro de uma criação harmônica melódica que requer para nós uma composição muito mais elaborada e não apenas fazer o estalo de dedos dentro de um ritmo tá bom que isso mostra para nós que o primeiro passo é essa necessidade de usar o som de conhecer esse som e usar isso dentro de um ritmo dentro de
um compasso é algo que se torna um instrumento natural e comum e usual do homem primitivo e que vai desenvolver a curiosidade para que ele possa eh trabalhar com outros aspectos sobre a Musicalidade Então para que a gente entenda isso então quando a gente olha lá Acompanha comigo no slide os povos primitivos e as primeiras civilizações letradas tinham o sentido do Ritmo antes do som pois a noção consciente de compasso andar CAV Lar movimentos repetidos é anterior à utilização racional do som Então olha que bacana mostra que quando nós eh olhamos para para esse homem
para essa mulher primitiva então esses conceitos que não eram utilizados a favor da criação de uma música mas já eram conceitos eh utilizados utilizados perdão concretos compondo para nós nessa ideia de que paulatinamente você vai ter a instigação para que esse homem da pré-história Produza um som que vai ser muito mais próximo ou se aproximando daquilo que nós chamamos da música bom primeira coisa que a gente olha na história da evolução humana é que pouco a pouco o ser humano foi desenvolvendo e utilizando a o seu as suas cordas vocais o seu aparelho fundador para
que ele produzisse também diversos sons e claro Olha que curioso Já fosse desenvolvendo uma linguagem não uma linguagem com código tão estrito tão eh eficiente como nós temos hoje como as línguas Racionais né Eh mas naturalmente algo alguns grunido Alguns sons que já representassem pra época uma tentativa de comunicação de uma linguagem que envolveria naturalmente a parte pictórica a parte gestual E claro também a parte sonora O que conduz esse primeiro passo de evolução E aí claro essa descoberta que alguns materiais produzem alguns tipos de sons que podem ser trabalhados são mais graves são mais
Agudos são com uma extensão maior são com uma extensão menor e isso tudo Claro dentro do da da da ideia básica de uma de um teste de uma iniciativa empírica onde você bate e o som vai saindo e aí você tem uma noção de tipos de som que vão sendo produzidos pelos diversos materiais existentes que eles tinham ali então quando a gente olha para cá para esse Panorama você percebe que a ideia de você eh desenvolver esse som para que ele se torne uma sonoridade algo que você domine e não faça por acaso ou não
faça de uma forma imperceptível mas que aquilo tenha sentido isso passa então para um condicionamento de que esse homem primitivo buscou desenvolver esse som desenvolver instrumentos que fossem algo que os auxiliasse E aí a gente liga de novo mais uma vez naquela primeira discussão da unidade um que nesse momento onde o homem tá desenvolvendo um instrumento que não é para Cao não é pra sua subsistência Mas é pro lazer comprova novamente a ideia de que nós todos temos a necessidade de arte nós temos a necessidade da fruição do Prazer do gozo E aí claro fica
eh muito fácil da gente notar que se havia ali poucos recursos se havia ali pouco conhecimento e talvez as funções básicas poderiam ser resumidas a alimentação e a reprodução você criar algum instrumento que fosse um instrumento de sopro ou um instrumento eh de tambor não traria ali nenhum grande benefício para nenhuma dessas ações O que leva a entender que há um aspecto também de fruição que há um aspecto aí de prazer de descoberta de intuição de criatividade que faz parte desse primeiro momento da confecção de alguns instrumentos rudimentares E aí novamente a gente percebe que
aquela discussão que nós tivemos lá na unidade um ela se torna palpável e concreta entendendo que esse homem primitivo instintivo ainda rudimentar já vê no seu dia na sua no seu momento no seu contexto histórico uma necessidade de um momento de prazer um momento de relaxamento um momento de descoberta que não é ligado a algo extremamente útil ou aquilo que ele vai utilizar somente para suas necessidades básicas e fundamentais certo Então olha lá o indivíduo primitivo descobriu com o tempo em seu corpo vários instrumentos sonoros a garganta a boca de dedos Palmas produzindo assim melodias
com o passar do tempo os instrumentos construídos apareceram naturalmente os tambores a lira a flauta e as trombetas nós podemos dividir esses instrumentos em quatro grandes grupos que são os instrumentos mais rudimentares quando a gente percebe olhando voltando aí para 3 A 4.000 anos eh da história do homem primitivo tá bom o primeiro como vocês têm ali sãoos o idiófonos que eram feitos só de um material então de madeira tá ou que era feito de pedra Então você pegava um material com uma tábua de madeira e aí ele servia como um instrumento para que você
batesse para que você eh conseguisse ali extrair um som de quando ele instalasse mas era de um só material os instrumentos que eram membranos ou seja instrumentos de percussão com a pele esticada Talvez o exemplo que nós temos até hoje é muito comum é o tambor Então essa ideia de que a pele dos animais era muito utilizado por eles como como vestimenta como a forma de se resguardar D tanto das intempéries do tempo mas também e de um ataque de algum animal eh a ideia de que quanto mais esticado né ele vai produzir ali uma
sonoridade então a produção de tambores rudimentares essa ideia que hoje a gente brinca né com com o próprio copo cheio de água que a gente passa na borda dele vai produzindo notas musicais diferentes a ideia do dos tambores com a boca quanto mais você estica isso entra para nós os instrumentos os membranos os instrumentos cordófonos que eram instrumentos de cordas como hoje nós temos comumente né o violão o violino assim por diante só que curiosamente eles eram feitos com as tripas dos animais que eram aquilo o material que eles tinham que poderia produzir né sendo
esticado como se fosse um fio um som que vai dar origem para nós futuramente num tempo muito mais à frente pras liras pras arpas que é muito utilizado nesse esse período antigo e os instrumentos aerófonos que eram instrumentos de sopro que a gente como eu já dei Exemplo né o mais comum eram ossos ossos que eram vazados que você já tinha ali como se fosse uma flauta produzida né que depois também vai ser utilizado elementos como madeira vão ser utilizados eh algum outro recurso na composição desses instrumentos como as próprias con e assim por diante
então algo que você poderia soprar e sair um som né e evidentemente vai desenvolvendo esse som O que é legal que a gente olha isso aqui quando nós estamos pensando no homem da pré-história ou em nós nós entendemos que esse desenvolvimento de instrumentos membranos cordófonos Ou aerófonos eles são presentes até hoje então é um conceito que começa a ser desenvolvido 3000 anos atrás mas que quando nós olhamos pra nossa civilização apesar de muita tecnologia de muitos instrumentos tecnológicos ainda estão presentes Então você encontra muita facilidade um violão você encontra um tambor uma bateria você encontra
uma flauta desde instrumentos mais requintados a instrumentos simples feitos de plástico até alguns instrumentos infantis que reproduzem essa ideia contribu para que a gente olhe e entenda que a história da humanidade ela sempre foi permeada tá por essa identidade com o som com a sonoridade com o ritmo e que vai desembocar para nós naquilo que nós vamos chamar de melodia que já é uma sonoridade dentro de um ritmo e já produzindo para nós uma cadeia de constância sonora que vai chegar para nós tá nessa composição iica que aí a gente vai chamar de música tá
bom muito bem e a música diferente da história da arte tem uma situação pontual por quando nós olhamos pra história da música do ocidente Você tem uma curiosidade que os registros ou os primeiros registros que nós temos da teoria musical tá desenvolvido sobre as notas musicais sobre alguma Harmonia Musical elas vêm do oriente em especial na China 2500 anos atrás onde você tem as primeiras teorias onde eles começaram a discutir cinco notas musicais escalas com cinco notas musicais isso vai ter uma grande influência depois com eh no Japão né quando o Japão tem um período
que invade a China eles vão incorporar essa teoria musical há alguns estudos que vão levar ao desenvolvimento de 12 notas musicais ou 12 diferentes Produções musicais e é lá na China no Oriente junto com o Japão que nós temos registros mais sólidos sobre a teoria musical e esse começo experimento da produção de alguns instrumentos que desenvolvessem eh sonoridades diferentes e aí a gente chega olhando um pouco pra história da música no Ocidente que ela vai eh naturalmente caminhar junto com a história do Egito da Grécia que que é legal que a gente Observe os gregos
eh entendendo que a música ou a teoria musical tava muito associada à matemática né hoje você eh vai lembrar que você estudou na física lá no ensino médio comprimento de onda né então comprimento de onda tá muito ligado à ideia das notas musicais né notas graves notas mais agudas como comprimento de onda menor então nós sabemos hoje a fácil que a gente Explique isso que a sonoridade as notas musicais elas estão muito ligadas a essa noção matemática da física e os gregos de uma forma indireta trabalharam essa composição da teoria musical com muita influência em
especial das teorias que vieram do oriente e desenvolveram isso junto à matemática junto à filosofia só que curiosamente eh tudo isso estava muito atrelado a uma cultura pagã né naturalmente não é era a cultura Cristã que quando a gente olha o domínio do império romano e quando o imperador romano de Roma né Constantino adota a religião cristã como a religião oficial e oficializa o cristianismo você tem ali no finalzinho da queda do império romano do oriente eh em especial no século V A igreja católica unificando essa produção artística que antes era unificada e foi unificada
durante tanto tempo né ou consolidada pelo império romano o que que acontece acontece então uma destruição né entendendo que era uma arte profana que não era uma arte voltada pra religião cristã uma destruição de diversos materiais diversos eh instrumentos teóricos sobre a música claro que isso também afeta a arte as artes visuais mas muitas das artes visuais muitas esculturas muitas pinturas são eh São salvadas ou resguardadas é pela própria igreja e a própria igreja né Eh tem um repertório muito grande um acero muito grande dessa produção Então se a gente tem eh nesse período da
idade média né do século V ao século XV é um período de uma grande intransigência religiosa Você nota que na música Isso foi um pouco mais profundo entendendo que muito dos acessos registrados da música foram Queimados ou destruídos o que chega e nesse período e do oriente ou que chega ali da produção da Grécia Antiga tá muito vinculado a esses pensamentos matemáticos filosóficos então que não diziam diretamente sobre toda a escala musical sobre toda a teoria musical por que que eu falo isso porque naturalmente mesmo que você eh destrua ou queime os livros que falavam
sobre a teoria a produção da música Nesse Oriente mais distante de a dois 1500 anos atrás ou quando a gente pensa na Grécia pensando ali em 1500 anos anos atrás e assim por diante nós temos eh a ideia de que as práticas musicais elas continuam né então Eh os artistas os músicos continuam fazendo suas práticas naturalmente algumas vão ser eh mais Eh rechaçadas mas o que é legal que a gente entenda que quando a gente olha paraa música nesse período de desenvolvimento você entende Opa passei Errado deixa voltar você entende que a música no Ocidente
que ela oriunda dessas teorias desenvolvidas em especial na China ela passa por um período de cerceamento eh designada pela igreja católica O que nos dá uma ideia bacana que a igreja permitiu e desenvolveu durante muito tempo o entendimento de que a música deveria valorizar o instrumento Divino que era a voz então quando quando a gente olha pra música no ocidente em especial no século V 6to e Vio Você tem o canto gregoriano né o canto que era basicamente uma melodia muito simples né Eh dentro de uma Constância harmônica e normalmente com apenas um tom que
era desenvolvido eh sem nenhum instrumento e que o grande instrumento dado pela divindade era a voz então ele era simplesmente cantado você tem a a introdução de alguns instrumentos de corda que vão ser incorporados ao longo de poucos séculos quando nós chegamos a ler perto do século X a música sacra ela começa a receber a influência de alguns instrumentos eh mais Profanos ou não tão comuns tidos Ali pela igreja católica como os grandes órgãos como alguns instrumentos de sopro que vão sendo incorporados à música sacra e Clara quando nós estamos muito próximos do século X
Pro século XV que é aquele período de transição em especial quando a gente olha paraa Itália ali no século XI com a a mistura cultural com o desenvolvimento da nova arte que vai desembocar no Renascimento no século XV nesse desdobramento dessa efervescência cultural que volta paraa arte clássica ou greco-romana havia então a falta desse subsídio né desse desse substrato trato teórico que desce essa evolução que ocorre muito rapidamente as artes plásticas mas que na música Ela vai caminhando mais devagar pela necessidade de você não só construir e desenvolver novos instrumentos mas também a ideia de
você harmonizá-los né é a partir do século XV quando a gente olha para música ocidental nós vamos ter a composição das orquestras aquilo que já vai sendo Paula amente desenvolvida ali no século X quando a gente tem a introdução e de alguns instrumentos na música sacra como eu falei para vocês pro órgão a flauta os instrumentos eh que a gente vai ter de de de corda e que vão sendo articulados para que eles componham Lembrando que nessa época não havia né A luz elétrica não havia a caixa de som então a ideia de que quantos
instrumentos são necessários de corda quantos instrumentos de sopro quantos instrumentos que eu vou ter eh de tambor que vão compor e harmonizar dentro de um aspecto ou de um de um lugar que vai reproduzir um som equilibrado né já que eu não tenho essa equalização digital das mesas né de som e assim por diante da parte elétrica Olha que legal então você tem lá no século XV o início da música que nós chamamos a música clássica dos grandes compositores e ainda muitos ligados à igreja católica ou a música sacra também ligados a essa revolução eh
da da da da da da reforma protestante proposta por por por Lério depois Calvino e assim por diante mas também el alicerçada pela contra reforma católica que resgata e quer Eh reestruturar os seus valores eh diante da sociedade Que bacana a gente olhando para isso entender que com o renascimento cultural nós temos a o desvinculo da música da obrigação de ser uma música sacra que perdurou praticamente do século V ao século X e que vai se presenciando aos poucos até o renascimento do século XV e que vai ter para nós quando nós olhamos paraa história
eh da Europa Ocidental eh nessa música clássica a sua grande consolidação de novos instrumentos de Nova novas composições que vão sendo alicerçadas por grandes nomes e da música né que vão chegar para nós em betoven em moar que a gente vai ter Sebastian B que vão trazendo mesmo sem chambá dentro de uma de uma de uma construção de uma música sacra né protestante Você tem uma diversidade que vai compondo para nós uma música que nós chamamos hoje olhando do Século XXI para o século X ao século XVII da música clássica e da música erudita O
que leva num próximo passo quando a gente olha a história da música olhando pro século XIX a consolidação da música profana e não no sentido aqui sempre tomar um cuidado né não de adoração a a ao demônio ou algo parecido mas uma música que não estava a serviço da religião cristã Tá bom então o profana é sempre utilizado Nesse contexto uma consolidação no século X dessa música profana que inclui Olha que curioso tá bom a ideia do Regente da música de alguém que vai reger essa orquestra e também a incorporação no século XIX da voz
né então se as orquestras inicialmente elas eram só instrumentais a ideia dessa composição da voz e que depois a gente vai ter a a consolidação disso nas grandes óperas essa ideia de você instrumentalizar e resgatar do gênero dramático do teatro essa fusão entre uma peça musical e evidentemente quando a gente olha para aquilo que era o teatro e a gente pode pensar mais modernamente no século XX isso pode chegar para nós por meio dos musicais né que você tem essa profusão mais dinâmica mais de uma composição maior de uma peça teatral ainda com a orquestra
trocando ali junto com com essa apresentação teatral Olha que interessante É nesse momento que eu olho pra música do ocidente e percebo que o século XX vai compor para nós um elemento Talvez para nós muito comum que é a eletricidade que é a música elétrica não mais só a música acústica com o advento então dos instrumentos elétricos dos instrumentos que causam maior barulho maior som mas que podem ser equalizados podem ser regulados nós temos a segunda metade do século XXX uma revolução não só das distorções desses sons mas a composição de uma música Quase que
100% eletrônica que vai chegar para nós finalzinho do século XX nas últimas décadas 1970 80 e 90 a composição da música eletrônica que é algo para o século XX tão comum mas se nós olharmos historicamente tão recente né se a gente pensar na história da eletricidade da música eh com a essa composição eletrônica ela é muito recente para nós tá E aí nós chegamos na música do Brasil o que que é legal que a gente olhe pra música do Brasil e reflita com calma que os nossos nativos que aqui estavam já tinham sua raiz cultural
tinham suas Produções musicais já tinham seus instrumentos mesmo rudimentares e que quando há o processo de colonização isso é abafado por muito tempo nós temos junto desse processo eh de colonização o infelizmente né Eh a questão da escravidão ou seja diversas tribos africanas são eh invadidas e nós trazemos para cá uma quantidade imensa de escravos de origem do continente africano e que essas diferentes tribos também trazem para nós a sua matriz cultural e musical e que quando a gente olha nesse período da colonização século X século XVI século XIX nós temos uma música produzida por
uma elite muito pequena que era uma elite portuguesa oriunda da coroa e uma cultura popular ainda eh sendo incorporada pelas matrizes africanas por aqueles que estavam aqui por todos os rituais que eles propiciavam e também pelos nossos indígenas muitos deles já aculturados no o processo de catequização E também como aconteceu com os escravos que estiveram O que é legal que você note que durante o período do Brasil colônia basicamente o que se praticou aqui oficialmente é uma reprodução da música portuguesa europeia tá bom vinda da tradição do colonizador evidentemente com músicos com os poucos músicos
que foram aqui mais ou menos eh articulados ou formado com alguns músicos portugueses mas muito pouca coisa foi desenvolvida e foi anotada tá você tem pouquíssimo registro sobre a música produzida no Brasil nesse séculos 1 XVI há muito pouca coisa o que nós notamos a partir do momento que o Brasil se torna independente né E nós vamos comemorar eh né 200 anos o ano que vem a sobre a independência do Brasil que acontece em 1820 22 isso nos dá uma dimensão eh estrutural de que a partir do século XIX o Brasil se Torn independente ele
começa a configurar ou apresentar uma migena que já era comum mas também na música Então você vai ter algumas tradições musicais efervescendo ou aparecendo o que vai ficar muito mais claro no final do século XIX com alguns ritmos com alguns instrumentos que vão sendo eh organizados tanto de matriz africana quanto os tambores berimbal como também as flautas eh e os instrumentos de sopro dos índios e também os de corda com os instrumentos clássicos da cultura Europeia o que chega para nós é que quando Nós entramos no século XX aí sim nós conseguimos entender que aquele
movimento moderno do modernismo português perdão Modernismo brasileiro né nesse rompimento da semana de 1922 é o momento também que a nossa música que começava a ter os primeiros passos de fortalecimento do Resgate cultural das raízes indígenas das raízes africanas e tentando se desvincular da colônia perdão da Matriz né que era Portugal e começa aqui você ter tanto autores compositores como Vil Lobos que apresentam para nós uma obra gigantesca dentro do conceito de uma orquestra né de uma composição para uma orquestra des de alguns instrumentos que se começam a popularizar como o violão e a própria
viola que se tornam comuns que aparecem depois para nós né na obra de Lima Barreto quando a gente olha lá trist fil de Policarpo Quaresma Policarpo Quaresma queria tocar violão porque era um instrumento típico Brasileiro depois a descobre que a origem não era brasileira mas que representava a cultura Já começamos a ser as primeiras manifestações né naquilo que vai ser a música eh do samba canção que futuramente vai evoluir para nós aquilo que nós vamos chamar do Samba e depois vai ser para nós o desenvolvimento dessa mistura que vai dar origem à Bossa Nova no
século na segunda metade do século XX aqui no Brasil nós vamos ter os movimentos que vão entrar ali para nós né com os grandes instrumentos de sopro em especial com a flauta que vão ser muito envolvidos e atrelados ao violão aqui de uma forma popular no Brasil tá eh Pixinguinha vai ser um grande exemplo que a gente tem isso nós temos nesse período né tant A Bossa Nova uma questão de um regime militar assumindo o controle e dando ao movimento eh tropicalista grande forç que em especial movimento de protesto você vai ter a grande evolução
do movimento da Jovem Guarda e quase que uma uma símile daquilo que foi o movimento Juventude americana nos Estados Unidos você tem paulatinamente movimentos que vão representar esse cotidiano da Juventude da Boemia dentro da música brasileira que vai ter ali na década de 70 paraa década de 80 a ruptura com o movimento que vai iniciar em especial nos Estados Unidos mas chega aqui o Brasil com o movimento do rock do folk que vai dar também uma visão a um grande grande estamento da música popular Que estava nas regiões mais escusas do país que futuramente vai
ser chamado de música sertanejo ou música do sertanejo você tem na década de 80 a configuração de algumas alguns grupos né que vão utilizar com frequência a a música eletrônica ou esses recursos eletrônicos já numa produção muito mais consistente e você vê ao longo do final da década do do século XX das décadas de 80 90 e aí os anos 2000 eh a consolidação de alguns estilos musicais como a gente vai ter o pagode no Brasil como a gente vai ter O Aché music como nós vamos ter a música sertaneja naturalmente você vai ter alguns
segmentos que vão se desdobrando e vão sendo valorizados que chega para nós no século XX com uma multiplicidade com essa missena de instrumentos de cultura e de estilos e que produz uma variedade eh única na música Universal e representa aqui essa diversidade dentro do dentro do Brasil quando a gente olha pra escola e olha todas essas possibilidades que a música tem em especial de levar mús calização a gente tem que pensar nas cantigas e nas brincadeiras de roda que são músicas que são canções que resgatam uma tradição cultural que resgata um vínculo não só com
o presente mas com o passado e que juntam essa tradição H atividades a brincadeiras a uma promoção de interações que a criança pode fazer a partir daquela brincadeira a partir daquela música onde ela vai conhecer não só noção de ritmo não só a noção do Som Mas essa noção da harmonia da melodia com uma letra e uma brincadeira por isso O que é legal que a gente acompanha aqui o que Gaspar diz essas brincadeiras são feitas formando grupos de crianças geralmente mão dadas que cantam as letras da canção que tem suas próprias características geralmente ligadas
à cultura daquele local também são conhecidas como cirandas que representam os costumes as crenças cotidianas das pessoas a fauna a flora culinária dentre outros aspectos de lugar que que o Gaspar tá querendo falar que nós crescemos ouvindo essas músicas essas cantigas eh que vão falar sobre às vezes uma tradição Regional sobre uma lenda da cidade que vão contar uma história para nós e que junto com esse Resgate musical junto com esse Resgate histórico com essa tradição propicia aquilo que a bncc enfatiza e que nós comentamos bastante ali na unidade dois que é olhando pra educação
infantil A ideia de você ter as interações da brincadeira então eu vou trabalhar a parte motora a parte contextual a parte histórica da dessa dessa cantiga de roda eu vou trabalhar as interações porque eu vou brincar nessa cantiga de roda com uma outra pessoa com o meu amigo que está à esquerda com amigo que está à direita eu posso trabalhar também a questão do Ritmo e naturalmente você traz tudo isso dentro de uma fantasia lúdica resgatando um contexto histórico uma tradição e claro quando você olha para isso você tem o aspecto das interações entre esse
lado emocional esse lado de relacionamento entre as crianças e que também projeta para nós o lado da grande brincadeira do grande jogo lúdico que é favorecido por meio disso ó e muitas vezes a gente perde essa noção das cantigas de roda e das brincadeiras musicais e e isso fica muito restrito lá educação infantilo fundamental Mas isso é algo que pode ser feito é constantemente ao longo de toda educação básica né claro você pode pegar cantigas mais mais Eh mais mais como poderia falar assim mais não mais adultas mas mais sobres para trabalhar no ensino médio
aquelas com caráter mais profundo para que a gente possa trazer essa brincadeira também então essa ideia de que você Valorize uma cultura local uma música uma tradição aquilo que tem uma repercussão bacana aquele contexto escolar e que você consegue trabalhar cognição a história a cultura mas consegue trabalhar o aspecto motor o aspecto físico o desenvolvimento dessa criança desse adolescente e também todo esse relacionamento social e emocional que ele pode ter com aqueles que estão envolta tá bom Por isso que a gente eh entende que é fundamental que As cantigas de roda as brincadeiras de roda
sejam valorizadas e sejam promovidas no ambiente escolar então o que que o Gaspar diz para nós As cantigas possuem uma letra fácil de memorizar sendo formada por rimas repetições que prendem atenção das crianças de modo que estimula a imaginação e a memória da criança ou seja é algo que valoriza o entendimento da aspecto motor do aspecto rítmico do aspecto da cognição mas claro dentro de um jogo lúdico que favorece a aprendizagem da criança tá nesse sentido quando a gente olha para Esse instrumento de musicalização que é contar uma história contar uma lenda contar uma tradição
por meio da música de uma brincadeira você tá unindo os dois universos o universo as interações e brincadeiras exigidos lá pela bncc os dois grandes eixos mas também Esse aspecto formativo pedagógico acadêmico que é o resgate da tradição O Resgate de lendas O Resgate de toda essa herança cultural que pode ser Regional macr Regional ou nacional que vai ser incorporado aquela experiência que a criança está vivendo Tá bom então é muito bacana que nós olhemos para o aspecto da musicalização das cantigas como uma vivência não só de algo que tem a ver né com o
conhecimento teórico técnico do instrumento ou das notas musicais mas também uma vivência sensorial né o experimentar brincando o experimentar cantando o experimentar tocando há aí essa relação sinérgica entre como a gente viu lá na proposta da Ana ma Barbosa de que o aluno precisa entender o contexto teórico o contexto técnico e evidentemente colocar a mão na massa no caso da musicalização ele precisa produzir os instrumentos e trabalhar com os instrumentos e brincar com os instrumentos ele precisa ouvir a letra entender a letra da música e cantar a letra da música Então todo esse processo da
musicalização pode ser eh desenvolvido por meio de Uma cantiga de robod Tá bom então para que a gente possa finalizar o último poema do Mário Quintana para que a gente eh Pense um pouquinho nessa temática que ele traz para nós que é um poema sobre envelhecer antes todos os caminhos iam agora todos os caminhos vê a casa é acolhedora os livros poucos e eu mesmo preparo o chá para os Fantasmas então a ideia clássica que a gente tem né quando a gente é criança a gente quer logo ter 10 15 20 30 40 anos então
a gente chega a 50 60 anos e fala puxa como era bom ter 15 como era bom ter 10 anos como era bom ter 5 anos né ou seja antes todos os caminhos iam agora todos os caminhos vêm então aquilo que era belo aquilo que era apenas um universo descoberta se torna ali Uma expectativa do fim das coisas que estão chegando tá bom Tá bom então para que a gente entenda que o caminho da musicalização na escola em especial na educação infantil e no ensino fundamental é um caminho de descobertas um caminho de encontros de
experiências que os nossos alunos os nossos educandos precisam vivenciar o aspecto cognitivo teórico né no aspecto prático da técnica e evidentemente da Facção de pôr a mão na massa da experiência tá bom finalizamos Então a nossa última unidade do livro da disciplina arte e musicalização aplicada em educação aquele abraço e bons estudos [Música]