Ana, o seu nome e a sua atividade. >> Ana Maria Zanha e sou voluntária na biblioteca da Casa Museu Anast Gonçalves. Eh, >> pronto, tá.
>> Ana Maria, né? >> Ana Maria. >> Ana Maria.
OK. Então, atenção. Agora >> bem, Ana, então fale-nos, por favor, com o que é a biblioteca do Dr Nastácio Gonçalves e da casa museu?
Pronto. A a biblioteca da Casa Museu é uma biblioteca, pronto, com livros relativamente recentes. O fundo do Dr Anastácio é realmente a biblioteca pessoal dele, portanto a biblioteca que ele constituiu durante toda a sua vida e que foi um fundo que ficou fechado precisamente quando ele faleceu em 1965.
A biblioteca reflete imenso sobre ele. nós temos através da biblioteca tentado conhecer o leitor e o homem e e concluímos que ele era um uma pessoa de uma cultura extrema com diversificação enorme de temas e, portanto, toda a parte de catalogação foi feita dividido nos temas que são imensos, medicina, eh catálogos de arte, história, literatura portuguesa, literatura ura estrangeira, eh, catálogos de leiliras imensos e catálogos de história de arte, porque ele consultava tudo isso para poder comprar as peças que fizeram a coleção dele. E, e portanto o interesse dele era sempre documentar-se muito bem para poder comprar as suas peças para além das viagens imensas que ele fez, sempre com o intuito de ser de um viajante colecionador.
E, portanto, não há dúvida nenhuma que a biblioteca reflete o homem. E isso é que tem sido estudado. E vemos que ele realmente era uma pessoa que lia imenso.
Os livros não estão livros fechados, os livros estão manuseados, os catálogos estão manuseados e e com dedicatórias, com escritos, com apontamentos dele relativamente a peças que ele queria ver, de museus que ele queria conhecer. Portanto, era realmente eh é fácil através da biblioteca nós chegarmos à conclusão eh enfim da figura extraordinária que era o Dr Anastácio, além de médico, era um interessadíssimo na música, eh com reuniões com os seus eh leiloeiros semanalmente a discutir e a ver o que ia comprar. E e tudo isso está refletido na na biblioteca dele.
>> E e a biblioteca tem eh mais ou menos a que totalidade de volumes é que encontramos na biblioteca e só portugueses ou também estrangeiros? Pronto, pode agora el eh relativamente hum eh a biblioteca doutora Anastácio tem cerca de 3600 e tal títulos, pronto, divididos nos vários temas que eu acabei de de referir. Eh, tem e em grande quantidade tudo o que é catálogos realmente de de leloeiras, de história da arte, como tem efetivamente literatura.
eh literatura portuguesa, sobretudo, embora tenha uma diversidade grande de literatura estrangeira, sobretudo francês, embora tenha livros também em alemão, inglês, mas muito francês. E e relativamente aos catálogos, tem em inglês, tem em francês, tem em alemão, em todas as línguas, que ele no fim dominava dominava tudo isso para poder precisamente atingir os objetivos dele, que era estudar. e e e portanto tem realmente eh relativamente também catálogos relativamente à parte de posto temáticos de escultura, de pintura, eh já mesmo catálogo, relativamente às viagens que ele fazia, tem imensa eh eh catálogos de viagens, todas as viagens que fez.
E entretanto com no temos a parte do espólio documental em que estão é o apoio de tudo aquilo que ele fez através de dos dos catalogozinhos, dos folhetes que tem das viagens eh de todos o era muito descritivo. escreveu o diário de viagem, eh, fez duas viagens à volta do mundo, uma delas documentadíssima e e entretanto ia tomando sempre apontamentos daquilo que ia havendo nos vários museus e nos vários sítios onde ia. E e portanto tem sido fascinante este estudo da biblioteca dele e de pronto do homem que ele no fim era, não é?
E sei também que o Dr também também tinha assinatura de revistas tanto estrangeiras como como portuguesas, não é? Por isso há uma periodicidade de pois ele tem imensas revistas da parte médica. Tem tem imensas revistas da da parte médica.
Eh, depois tem e agora tudo o que é a história de Portugal, eh, das das cidades, das vilas, ele tem realmente eh eh imensos imensas eh digamos assinaturas, mesmo que se vê que pronto, porque são os números todos vêm e têm realmente uma quantidade enorme desses desse tipo. Pronto, para além, como eu referi já das leiloeiras que tem realmente uma quantidade enorme de varas Christis, Sotbis, depois muitas também de todos aqueles e com quem ele leilo e com quem ele realmente tinha depois toda a parte porque ele e foi adquirindo a sua coleção, mas sempre através de pessoas que lhe iam que ele que dizia o que queria e l iam procurando o que ele queria. Pronto.
E depois tudo isso tá documentado através dos leil das pronto dos catálogos dele em várias línguas. Ele tinha realmente uma estudava imenso e e pronto, e via-se que tinha interesse em perceber aquilo que estava a ler até na língua mãe, não é? Portanto, >> e e assim numa numa num uma frase curta, como é o que é como é que a a Ana caracteriza a biblioteca pessoal do Dr Anastácio Gonçalves?
e gostava que começasse assim a biblioteca pessoal do Dr Anácson Gonçalves eh para uma frase eh completa. >> A biblioteca pessoal do do Dr Anaço Gonçalves, pela dimensão de obras que tem, eh é realmente um desafio para para se poder, h realmente arcar tudo aquilo que tinha. Entretanto, houve tem sido foi catalogada de forma a poder e neste momento tá é possível consultar através do site de museus e monumentos e, portanto, pessoa pode ir consultar e ver algum livro que queira, pode vir à biblioteca pedir para poder consultá-lo.
Pronto, embora realmente neste momento terá sempre ser marcada, não é? Portanto, não há um espaço ainda para as pessoas poderem consultar local, podem consultar localmente, mas com uma breve marcação. E pronto, é difícil falar com sobre uma biblioteca tão tão tão >> tão >> tão tão tão extensa, não é?
E tão diversificada. Sobretudo mostra a cultura imensa que ele tinha e o gosto que tinha por qualquer tema. Ele interessava-se por tudo, não é?
Eh, eh, Ana, pode dizer só a biblioteca mostra a cultura que em vez de dizer ele, dizer o Dr Anastácio Gonçalves para para podermos destacar no início da >> Pronto. Eh, portanto, a biblioteca realmente e eh é o exemplo no fim vivo de de da cultura do Dr. Anastácio Gonçalves dos do interesse que ele tinha por qualquer tema e aprofundá-lo, que via-se que há coisas que ele se procurava, tentava depois adquirir livros que estavam relacionados com o tema que ele queria realmente a aprofundar melhor e e portanto é um homem realmente que não há dúvida nenhuma, que que foi de com certeza uma pessoa que marcou a sua época no ponto de vista além de como médico, como realmente ponto de vista cultural.
Muito bem, Ana. Tá ótimo. Sim.
Queres? >> Posso só fazer uma? >> Sim.
>> E >> diga, diga. Eu >> Ana, e tendo em conta que que naquela época a posição de conhecimento era basicamente a partir dos livros e da e dos periódicos das revistas. Eh, de que forma é que a biblioteca do do Dr Estados Gonçalves espalha aquilo que ele era?
É, e é preciso pensar uma coisa. Doutora Estados Gonçalves foi uma pessoa com uma formação de origem eh grande. Quer dizer, ele teve no colégio São Fiel, que era onde que naquela altura Instituto Estuía, mas dos melhores colégios que havia.
Eh, e portanto teve uma formação logo aí à partida, uma cultura e toda um criar de de curiosidade, de gosto por saber que nós sabemos, quer dizer, que realmente os judías eh implementam sempre. Hh depois seguiu, teve em Coimbra, eh, no colégio, eh, no no Liceu de Coimbra, onde realmente teve toda aquela aquela época e enfim, com um bocado conturbada do de do daqueles da a crise académica de 1917. Portanto, ele viveu também intensamente sempre essa vida académica.
Curiosamente, ele viveu intensamente, eh, e depois tinha todo um, eu acho que ele tinha espalha na, na, na, na biblioteca também o republicano dele, porque ele efetivamente h era uma pessoa com preocupações eh realmente sociais grandes eh e que toda a vida ele teve essa maneira de estar com os seus próprios doentes. Quer dizer, e além de que no ponto de vista de como republicano que era, curiosamente ele tem imensos livros e imensos eh documentação relativamente, pronto, àquela primeira república, aquele todo aquele espírito, mas curiosamente sendo um agnóstico e sendo ele ele procurava qualquer coisa porque encontramos várias referências de livros eh que é estranho ele querer quer saber. Eu acho que ele que andava a querer saber mais qualquer coisa e a querer encontrar qualquer coisa.
E a própria coleção dele reflete em toda a parte de de de alfaias no sentido litúrgicas, que realmente ele tinha um cuidado poderia não ser normal, dadas as ideias dele e políticas. E, portanto, eu penso que ele realmente, não há dúvida nenhuma, que foi um homem. E eu acho que ele, eu acho que quanto mais nós o vamos conhecendo, mais o admiramos, porque vemos que ele efetivamente, quer humanamente, quer culturalmente, eh, quer tem todo o gosto e o carinho que pôs na coleção que ele constituiu, eh, e que a biblioteca dá essa ideia de tudo aquilo foi feito com muito cuidado.
A, até porque as primeiras fichas da biblioteca dele, ele pensamos que até ele próprio à máquina escrevia, porque temos fichas em cartão que ele que ele começou ele próprio catalogado, depois aquilo foi crescendo e deve ter tido alguém que o ajudou se era impossível, não é, ele fazer sozinho. E e portanto tudo isso mostra que ele em tudo o que se empenhava ele ia a fundo. Mais algum?
Mais alguma coisa mesmo? Não, pode ser.