Olá pessoal tudo bem com vocês sejam bem-vindos a mais uma aula do curso de práticas pedagógicas para estudantes com deficiência na educação de jovens e adultos da renaf eh da disciplina né Educação de Jovens e Adultos históricos e sujeitos e eu sou professora Neila Sou professora do IF Baiano Campus Serrinha e estou né neste curso atuando junto ao Campus Guanambi sejam todos bem-vindos bem-vindas Fiquem à vontade pra gente Poder discutir nessa segunda aula eh uma temática tão relevante tão importante para reflexão né sobre a educação de jovens e adultos prioritariamente na compreensão né nossa como
professores eh de que sujeitos são esses de que lugares a gente fala né de quais perspectivas eh a gente conduz né o nosso trabalho na educação de jovens e Vou antes de começar as as discussões né fazer minha audiodescrição eu sou uma mulher negra tenho cabelo crespo eh hoje Estou utilizando um batom rosa utilizo óculos de aro Azul eh estou vestida com uma roupa eh salmão e bege né E as minhas costas tem uma parede também de cor bege então sejam né mais uma vez bem-vindos e bem-vindas e vamos começar Então a nossa discussão na
nossa última aula nós falamos um pouco sobre eh o lugar da Educação de Jovens e Adultos como modalidade Pensando nos seus aspectos legais nos seus aspectos históricos e Nos seus aspectos políticos hoje nós vamos olhar paraa Educação de Jovens e Adultos também como modalidade Mas a partir dos seus sujeitos e das suas demandas formativas e pra gente poder ter o mesmo ponto de partida eh na nossa última aula nós falamos sobre esse cenário político né e o cenário legal e pra gente fazer né uma memória lembrando que quando a gente tá falando da Educação de
Jovens e Adultos como Modalidade a gente tá falando eh a partir da Constituição de 1988 e partindo da Constituição de 1988 além da EJA né a gente tem uma ampliação no campo dos direitos no campo da Cidadania que é eh a também a educação né especial também a educação do campo também a educação para quilombolas né que são se constituíram como modalidades mas que também está no campo do direito da educação o que que todas essas áreas né que que todos esses Espaços de construção de direitos tem em comum a gente costuma né refletir e
pensar Eh que que tá que que tá né tanto na EJA como na educação de jovens como na educação especial eh como eh na educação do campo quais são o que que nos que que nos une né além desse aspecto da diversidade são os seus sujeitos e é muito importante que a gente pense né quem são esses sujeitos onde eles se encontram eh de que maneira né eles se relacionam com esse ambiente Escolar e com a questão do direito à educação e para que a gente possa né pensar nesses sujeitos pensar eh no lugar né
O que que a gente já sabe sobre esses sujeitos da Educação de Jovens e Adultos eh antes da gente falar né sobre essas características todos nós estamos vendo aí na tela eu creio que é importante que a gente discuta eh sistematicamente e que a gente compreenda também de forma teórica e de Forma eh consistente Por que que a gente escolheu utilizar aqui né nessa discussão eh utilizar o termo sujeitos né a gente costuma ouvir quando fala em educação de público alvo de clientela né mas aqui na educação de jovens e adultos Nós escolhemos utilizar o
termo sujeitos nossa fonte é freiriana né Nós bebemos em Freire mas nós queremos entender o lugar né dessas pessoas desses jovens desses adultos desses idosos como pessoas que têm protagonismo e portanto São sujeitos da sua da sua própria história são sujeitos das suas eh demandas sociais das suas demandas afetivas então compreendemos eh essas pessoas que circulam nas nossas salas de aula como sujeitos porque tem voz ativa tem voz vibrante E essas pessoas têm eh capacidade né e condições de demandar a sua própria vida então nós partimos desse lugar de entender como sujeitos né então olhando
para essa perspectiva Quem são né o que nós sabemos sobre eles Então nós olhamos pros sujeitos da educação de jovens e adultos e nós vemos homens e mulheres e se a gente olha Eh no recorte etário nós vamos ter mais homens eh jovens e mais mulheres mais adultas e idosas né mas há uma presença né desses homens e mulheres e aí se a gente faz essa relação desses homens e mulheres presentes na EJA nós observamos que eles vêm prioritariamente do campo e das periferias urbanas então o lugar desse sujeito também é um lugar que Disputa
né a ausência de direitos sociais então a a eles não foi negado apenas né o direito à educação a eles foi negado também o direito à saúde também foi negado o direito à moradia também muitas vezes é negado o direito à justiça né então a gente tá falando de um conjunto de pessoas de sujeitos que são empobrecidos eh e o que que isso significa né a gente tá falando de um de um corte social né de um conjunto de de de sujeitos de Pessoas que tiver que não tiveram acesso aos bens sociais produzidos né com
construídos eh socialmente construídos historicamente né então acompanhados dessa ausência da educação também está a ausência de de boas de boas práticas né com relação ao trabalho tá também ausente eh o acesso por exemplo ao ensino superior o acesso a profissões consideradas né de status Então essa é uma marca da Educação de Jovens e Adultos a questão do empobrecimento né Porque porque quando geralmente o sujeito não tinha direito à educação ele não tem direito só à educação né ele tem direito ele também não tem garanti dos seus outros direitos sociais e aí eh também acho que
é importante a gente marcar um recorte racial né se a gente tá pensando na educação de jovens e adultos principalmente aqui no Nordeste né Eh também no sudeste né a presença de negros e negras é muito grande né E por Que que a gente olha esse recorte social esse recorte racial e ele é importante pra gente refletir sobre isso porque esse recorte racial também dá uma dimensão eh de como a nossa sociedade compreende o lugar desses sujeitos né então se a gente olhar né paraas pras nossas periferias urbanas pro nosso campo eh se a gente
olhar quem são as as pessoas que não têm acesso né a a direitos básicos como saúde eh como moradia a gente também vai fazer esse Recorte que ele é eh social né da classe social Então quem é que não tem direito são os pobres e quem são em sua grande maioria os pobres da sociedade brasileira são os negros né então na EJA como a gente vai encontrar pobres a gente também vai encontrar os negros né E essas pessoas também têm marcado na sua trajetória na sua Constituição de vida eh o trabalho né e é importantíssimo
que a gente pense na na educação de jovens e adultos para além Né da da da Educação Básica se a gente pensar assim né o recorte da formação para o trabalho porque esses esses sujeitos eles têm o trabalho como marca de vida inclusive para muitos deles o abandono a à escola o processo de exclusão da escola ele se deu em razão dessa disputa no mundo do trabalho né nesse nessa busca de um lugar no mundo do trabalho e por isso esses sujeitos abandonaram muitas vezes a escola né E aqui é uma marca também da educação
dos Jovens e Adultos é algo que a gente já tem discutido há algum tempo é a presença das pessoas com deficiência e aqui a gente fala né inclusive do lugar da gente pensar essa formação nesse curso né então depois da Constituição de 88 e aí a gente vai ver aqui ao longo do curso também esses Marcos históricos ilegais da Educação Especial inclusiva né mas quando a gente olha pra garantia do direito à educação do sujeitos a gente Fala né da constituição federal de 1988 então é nessa Constituição e depois né nas outras leis da inclusão
e na na própria LDB né em outras diretrizes é que a gente vai falar do lugar da educação para os sujeitos com deficiência então quando a gente tá falando de educação para os adultos né que foi negado o espaço escolar né a presença na na escola eh quando crianças é na EJA que esses sujeitos Retornam né para esse espaço escolar é na EJA que Esses sujeitos Retornam em busca de um processo de qualificação de um processo de formação inclusive de um processo de inserção social né então a gente eh é uma marca da Educação de
Jovens e Adultos a presença dos jovens e adultos com deficiência né então pra gente eh olhar para esse cenário né Nós estamos falando no Brasil né nossa EJA ela se constitui de jovens adultos e idosos né é o que a gente inicialmente pensa né Com relação à presença desses sujeitos Nas nossas salas de aula e aí professor ar ele vai dizer né pra gente também compreender né esse recorte que ele se dá não apenas na questão etária mas Mas ele também se dá na questão racial ele se dá também na questão eh de classe social
né de classe ele se dá também na questão Econômica E aí professor Rio vai dizer né que quem são esses sujeitos quem são essas pessoas né são compreendidos por negros mulheres campesinos pobres e marginalizados que Foram excluídos da escola e que com a universalização da educação estão ocupando esses espaços escolares e observem que ele usa expressão marginalizados exatamente para poder marcar para nós esse espaço desses sujeitos que estão a margem da sociedade ou seja estão fora né da inclusão na nossa sociedade e isso é importante pra gente pensar porque assim quando a gente olha para
aquele pensem aí né nos nos estudantes que vocês conhecem da Educação de Jovens e Adultos pensem nos seus alunos quando a gente olha para para eles e para elas eh a gente enxerga alguém que está estava plenamente incluído na nossa sociedade a gente olha para aquele sujeito e compreende que ele né ele ou ela teve acesso a esses bens sociais teve acesso né a uma educação de qualidade e que por outros motivos se afastou da escola não né na maioria das vezes né em sua grande maioria a gente tá falando desses sujeitos né que foram
Marginalizados que foram excluídos e que observam né Retornam paraa escola em busca desse processo de fato de formação e de qualificação né E aí pra gente pensar eh a partir desse com dessa perspectiva e trazer para o nosso cotidiano e trazer para o nosso eh dia a dia né para o que a gente está vivendo hoje nas turmas de EJA nós não podemos eh esquecer que nosso país vivenciou nos últimos anos né duas grandes reformas tanto a reforma trabalhista como a Reforma da Previdência né né e após isso a pandemia do covid-19 eh aprofundaram um
distanciamento desses sujeitos das nossas escolas por quê Porque o nosso aluno é aquele trabalhador da construção civil o nosso aluno é aquele eh que trabalha despachando o lanche na lanchonete né trabalha lá como como caixa trabalha na limpeza trabalha né esse é o nosso aluno da Eja Esse é o aluno que vem para noss salas e foram exatamente esses trabalhadores e Trabalhadoras esses jovens adultos e idosos que foram atingidos diretamente no período da pandemia né que perderam seus empregos que tiveram acesso a pouco apoio né tanto econômico como como social dos do nosso governo como
também a reforma da Previdência que obriga né que amplia esse tempo de trabalho dos nossos sujeitos mas acompanhado da reforma trabalhista pior as condições deab trabalho e a piora dessas condições de trabalho afasta O Estudante da escola Por que Neila a gente consegue dizer isso porque sem o direito à alimentação à saúde à moradia o sujeito não vai abrir mão do seu trabalho para poder voltar pra escola e fo E é exatamente isso que os os nossos indicadores né eles têm demonstrado aí nos últimos anos eh é o afastamento do jovem e adulto idoso da
escola né Por quê Porque ele precisa cada vez mais estar voltado né para esse ambiente de trabalho então esse esse é um fator que a que prejudica A permanência né dos nossos estudantes nas nossas salas de aula de e e aqui é importante que a gente Observe é importante que a gente Pense também eh que esse é um processo né que ele se dá né Esse foi um processo que ele se deu ao longo né desses últimos anos e que foi acompanhado né da diminuição do fechamento de escolas de Educação de Jovens e Adultos de
fechamento de vagas em instituições né como a nossa que oferta educação de jovens e adultos e Outras instituições né de educação pública então o fato né da do número de alunos ter se ter diminuído ao longo desses anos também vai rebatendo na diminuição da oferta de vaga para que eles esses sujeitos consigam né retornar escola e se escolarizar daqui a pouquinho a gente vai falar um pouco mais né sobre esses dados mas é importante que a gente não perca de vista né que esses sujeitos Eles foram mais uma vez né afastados pelas Condições objetivas de
vida eles se afastaram do ambiente escolar porque eles não têm condições objetivas de permanecer né E aí quando a gente vai falar da e a gente tá falando né da formação eh de jovens adultos idosos reparem que no nosso país né quando a gente tá falando de Educação de Jovens e Adultos a gente não tá falando por exemplo de uma perspectiva eh de formação para além da escolarização né pelo menos não aqui a gente não tá Falando sobre isso mas prioritariamente por qu esse jovem e adulto da nossa escola e ainda mais aquele que não
frequenta escola ele ainda não conseguiu o seu direito básico a educação se garantindo né E isso eh e diz para nós da importância e da relevância da modalidade ainda se olhada a partir desse lugar da oferta obrigatória da presença né Da Da Da ampliação de vagas da reabertura de escolas paraa manutenção e para eh Garantir o direito básico a nossa população que é o direito à educação né E aí quando a gente olha para quem é o adulto na nossa sociedade a gente acaba tendo algumas ideias né a gente acaba acaba tendo algumas eh leituras
de quem é este adulto né E observem como isso é importante pra gente poder Pensar por quê o adulto em nossa sociedade ele é compreendido como um sujeito A quem cabe a produção Econômica a reprodução da espécie e a direção da sociedade né Então como adultos nós somos responsáveis né pelo cuidado eh das Gerações mais novas eh pela produção e o desenvolvimento e desempenho econômico eh tanto da nossa família tanto da nossa realidade como também do nosso país E além disso se espera que o adulto seja capaz de tomar as decisões né que vão eh
direcionar a nossa sociedade e por isso né a gente olha para esse Sujeito como um sujeito completo né que construir uma trajetória que já tem suas Responsabilidades e portanto eh nosso olhar sobre o adulto tá muito baseado naquilo que a gente tem como como eh ser humano ideal né que nenhum de nós é mas assim aquele que já passou pela fase né da da formação que tem que construir o seu lugar né Eh na produção Econômica que tem que ter um acesso e e precisa produzir economicamente ou seja tem que trabalhar tem que comercializar né
tem que comprar e vender principalmente na sociedade né que tem essa base Cap com a Base capitalista né que é o que nos sustenta que é o que sustenta a nossa sociedade essa base capitalista então né o adulto ele é visto como esse ser né E também responsável pela reprodução né para manter a espécie humana né Eh naqu no nosso planeta Além disso né o ser adulto exerce a função de direção na sociedade através do trabalho então é uma marca da nossa sociedade né que parte do princípio que o adulto é o ser que trabalha
então a gente falava sobre Isso né Na outra aula e é bom que a gente Pense nisso também agora é que dessa perspectiva nós estamos fazendo uma educação de trabalhadores que estudam porque a nossa sociedade entende que o adulto né que estuda ele tem em primeiro lugar o trabalho como como princípio né como base da sua vida e então a função social do adulto tá relacionada ao trabalho Portanto o adulto que tá na nossa escola é aquele adulto que Trabalha ou que tem alguma relação com o mundo do trabalho porque assim minha gente vamos pensar
um pouquinho né ah PR mas o nem todos os meus alunos da EA trabalho né Mas se a gente observar eles TM uma relação com o mundo do trabalho o sujeito desempregado ele tem uma relação com o mundo do trabalho só que é uma relação do não trabalho da negação do trabalho né o sujeito que tá desempregado em busca de uma ocupação eh nesse mundo do trabalho Eh Ou vamos Dizer assim né aquele sujeito que desempregado não não conseguiu né fazer um bico e tal ele ele vai em busca ele vive essa relação com o
mundo do trabalho a partir do não trabalho e aqui é importante a gente pensar também né que o nosso estudante cência ele também olha pra escola como adulto e percebe esse não lugar né aquele que não trabalha aquele que não teve né uma formação anterior e que tem condições eh ali de de né ter Condições mas assim é que de acordo com aquilo que as empresas de aquilo que de acordo com aquilo que as instituições estabelecem então se ele não tem uma formação uma qualificação ele não consegue né adentrar o mundo do trabalho e aí
esse sujeito ainda assim né ele é visto ele tem essa relação com mundo do trabalho e ele é visto como um alguém que está na na nessa situação de não trabalho né então é importante a gente olhar também essa educação da de adultos Né como um espaço que forma para o trabalho e não necessariamente eh esse essa formação para o trabalho ela não tá vinculada a uma formação profissional né Principalmente se a gente olha pro Ensino Médio por exemplo um dos objetivos do ensino médio é a formação para o trabalho e o que seria essa
formação para o trabalho né é a compreensão de como as relações econômicas eh e de trabalho ela se dão na nossa sociedade a importância do Trabalho na vida do ser humano e na vida de sociedade então assim é para além de uma formação profissional então todos os sujeitos né que Retornam à escola eh eles têm entre né Tem diversos objetivos mas muitos deles eh Retornam em razão desse espaço o mundo do trabalho seja ele né Para poder melhorar as condições de de trabalho ou para poder adentrar né nesse mundo do trabalho e aí também né
a a gente é importante a gente entender que junto com essa carga né Desse Trabalhador nosso que estuda está a responsabilidade sobre as crianças né E aí como a gente já falou essa garantia da existência humana portanto a gente tem ao mesmo tempo né um ser que está em processo de formação da sua escolarização um sujeito que tem uma relação com o mundo do trabalho e que também é responsável né pela pelo cuidado das Gerações eh mais novas né eh e aí é importante a gente pensar em um fenômeno né que tem Acontecido muito presente
nas nossas turmas de EJA que é a questão dos jovens né E principalmente a gente tem um nome para isso né na educação jovens e adultos que a gente chama de juvenilização né a eja tem passado por um processo de juvenilização o que que isso significa né como que a gente que que a gente sabe o que que a gente consegue pensar sobre a presença dos jovens né nas nossas escolas nas nossas turmas de e e aqui eu Eu vou eu vou e volto tá eh primeiro a gente pensar né que essa presença do jovens
eh Ela também tem né essa relação de que a gente não tá falando de uma geração que é única que tem as mesmas características que tem as mesmas intencionalidades que tem que são do mesmo tipo né tem as não é quando a gente fala em jovens a gente tá falando na verdade quando a gente fala de juventude a gente tá falando na verdade De juventudes né no plural a gente não tem um coletivo único de sujeitos que a gente se que enquadre ali né na questão da da da Juventude então entendendo esse lugar das juventudes
a gente entende de que existe uma relação tensa e conflituosa vivida pelo jovem aluno da escola né que a gente chama de regular diante dos aspectos disciplinares e pedagógicos então a a gente já tem eh pesquisas por exemplo que falam sobre ensino médio e que apontam da geração Neném a gente deve né saber um pouco sobre isso também que a gente tem nessa Juventude uma grande parte da população jovem que não trabalha nem estuda né que é a geração neném então essa geração neném ela se depara né com o espaço escolar com um espaço que
não faz sentido e portanto né tem uma relação conflituosa com a escola e desafia né tanto seus aspectos disciplinares como também nos aspectos pedagógicos mas aqui eu quero trazer uma questão que que eu Acredito que é muito importante né é a gente pensar eh que a presença da juventude na escola né na nessa escola que a gente tá tá chamando aí né de regular aquela que como a nossa legislação diz para os sujeitos que estão na idade própria né quando a gente pensa nessa escola eh e aí por exemplo nosso pne e quem acompanha as
metas do pne também vai saber a gente consegue ter uma entrada quase que universalizada no ensino fundamental né a gente tem aí Uma variação entre 98 99% eh das crianças que conseguem ingressar na escola mas quando a gente chega né para o final do do Ensino Fundamental e o início do ensino médio a gente tem uma baixa presença né tanto dos Adolescentes dos jovens eh nessa fase né da escolarização para a conclusão da sua da sua escolarização básica E isso fala muito né Desse fracasso da nossa escola pública brasileira que eh ao não dar conta
dessas demandas formativas da Juventude né Cada dia mais exclui ele do espaço escolar né exclui e a gente ouve é aquela famosa história que a gente conhece né ah o aluno é indisciplinado durante o dia deixa ele fazer 15 anos para poder colocar ele nas turmas de EJ à noite então são sujeitos que já chegam né na educação de jovens e adultos de forma estigmatizada são sujeitos que já chegam né nesse processo formativo de forma Marginal né né fora fora da escola né fora do da daquilo que a escola Espera né que eles desenvolvam então
o que que a gente vai ter né é uma juventude que muitas vezes não vê o sentido na escola não compreende né Eh qual o lugar do conhecimento da Educação no seu cotidiano e que a própria escola é um fator de exclusão né para esses jovens que chegam na EJA né E quando eles chegam eh na educação de jovens e adultos ultos né eles trazem essas visões atitudes e posturas que acabam estigmatizando né Acaba rotulando Esse Estudante como problema e esse processo né de juntar essa Juventude essas juventudes que que são expulsas da escola né
a gente olha muito assim hoje a gente vê um processo de fato de exclusão os jovens são excluídos do seu processo de escolarização em razão desse fracasso que ele veio né eh construindo aí colecionando vou dizer assim né com relação aos seus espaços na escola pública e aí em razão disso eles chega né na Eixa esse processo com essa esse rótulo né de estudantes problemas e aí a gente tem né A grande questão desse fenômeno que é como a nossa EJA brasileira né ela lida com a presença de tantos jovens juntos né Eh em conjunto
com esses adultos que estão ali no seu processo de eh escolarização né E aí a professora Marila expósito ela vai dizer né que essa questão dos jovens né Essa questão das juventudes ela encerra intrinsecamente uma atenção que não se Resolve né Ela é ao mesmo tempo um momento no ciclo de vida né desses estudantes desses sujeitos concebido a partir dos seus recortes socioculturais e modos de sensor na estrutura social Então esse jovem está ao mesmo tempo né sendo excluído desse espaço escolar buscando construir sua identidade como ser né humano no mundo e também tentando né
lidar com essas pressões lidar com essas condições que socioeconômicas né que são impostas a juventude Brasileira Hoje e aqui eu acho que é importante a gente pensar que quando a gente tá falando desse fenômeno da juvenilização e desses jovens eles também são na sua grande de maioria negros na sua grande maioria das periferias urbanas e do campo eles são em sua grande maioria né trabalhadores também T essa relação do Mundo do Trabalho principalmente da negação do trabalho né então são jovens que muitas vezes abandonam a escola na expectativa de trabalhar mas que de fato Né
eles eles são eles não são aceitos pelo mundo do trabalho eles não são acolhidos E aí eles voltam né para pra escola eh ou ficam nesse tensionamento do não trabalho né então Todas aquelas características que a gente falou no começo né Elas estão ali né abarcadas aí entre os nossos jovens né e os nossos adultos que frequentam a nossa escola e aqui eu queria trazer algumas questões que eu acho que é muito importante é como a escola vê né como é que a escola Então vê esses adultos né na educação e aí a professora eh
Marta Oliveira ela vai dizer que a concepção da Educação do jovem e do adulto presente na legislação que que é a nossa né está centrada em uma perspectiva essencialista do ser humano que os compreende como seres acabados e prontos e aqui é uma questão importante né enquanto vê a criança como ser em desenvolvimento e em tempo de aprendizagem é por isso que os nossos documentos é por isso que a nossa Legislação ela fala da educação básica para crianças como na idade própria né então assim por isso que a gente fala de ensino regular educação regular
para os as crianças né para as crianças e os adolescentes por quê Porque essa é a visão que a gente tem né como a gente dizia antes Essa é a visão que a gente tem sobre o que é o adulto o adulto é aquele que já viveu a experiência que já tem os conhecimentos ele é um ser eh Pronto né E aí inclusive é a nossa Expectativa muitas vezes quando a gente chega na sala de aula de EJA né a gente quer que o nosso aluno tenha né um comportamento tem uma atitude eh de quem
tá pronto para receber o conhecimento que tá pronto né para poder aprender quando na verdade né E aí a gente já partindo também de Freire né fazendo uma contraposição ao que tá aí na maioria dos nossos documentos Inclusive a gente né fica procurando como falar da educação de jovens e adultos e da Educação básica para criança sem fazer essa relação com a idade própria né porque se a gente a própria nossa própria Constituição que é pautada nessa perspectiva de uma educação né que pode acontecer a qualquer tempo eh para os nossos sujeitos da Eja eh
por dizer então que pras crianças essa educação acontece na idade própria então não existe uma idade própria e a outra idade em própria ficam os nossos questionamentos né mas é pra gente Pensar um pouco né que essa visão de que o adulto é um sujeito que já tá pronto é um sujeito que já tá né formado que já teve as suas experiências eh portanto né a gente olha para esses adultos dessa forma né E aí o que que a gente observa que a nossa escola ela possui uma visão essencialista né do ser humano compreendendo a
criança como ser em desenvolvimento enquanto adulto é visto como ser completo né Isso significa que a essência humana já está dada Determinada antes do ser humano existir né Então essa lógica né de que a gente chega um determinado a gente vai passando pelas fases e chega um determinado ponto que a gente tá pronto né né também é uma perspectiva determinista né No entanto E aí Freire vai ajudar a gente né também a pensar sobre isso a educação de jovens e adultos contrapõe essa lógica em uma perspectiva existencialista em que educação é fundamental pro Desenvolvimento do
ser enquanto humano então Freire vai nos dizer né que nós somos os seres do inacabamento portanto qualquer tempo né É Tempo da gente construir as aprendizagens da gente ter acesso a conhecimento e portanto esse conhecimento vai se espalhar né vai est aí ao longo de toda a nossa vida então não existe apenas né uma idade em que o sujeito tá disposto a aprender porque nós somos os seres do inacabamento né Nós não temos eh não Temos ponto final né enquanto ex existir vida vai existir também né a nossa capacidade de aprender e aí eh creio
que são que partindo dessa perspectiva né Eh que a gente entende que o ser humano é um ser inacabado eh mas que ele como adulto construir uma trajetória né algumas questões eu trouxe aqui pra gente pensar que eu acho que são fundamentais para nós porque somos professores da Educação do Jovens e Adultos né E aí pra gente olhar né paraa Nossa realidade olhar paraas nossas práticas né primeiro que o sujeito da Eja é um cidadão capaz né então assim não é não é aquela lógica de logo se ele é adulto se ele eh tem família
ele tá pronto né não precisa de mais nenhum conhecimento mas ao contrário é a gente olhar que esse sujeito mesmo o analfabeto mesmo aquele que está 10 anos fora da escola mesmo aquele que nunca frequentou né como adulto ele é um cidadão capaz muitos deles né e Delas eh São Mães de família são pais de família trabalham criam seus filhos né Então o conhecimento escolar que a ele foi negado faz uma falta inclusive nesse aspecto social e socioeconômico mas ele é um sujeito que sobrevive fora da escola portanto os conhecimentos que a gente traz para
esse sujeito são mais um conhecimento importantíssimo socialmente construído relevantes mas esse sujeito tem uma vida ele construiu cultura ele constrói Cultura né Ele criou seus filhos tem uma família Ou seja é um cidadão que eh eh completo né Ele é completo mas que vai em busca desse processo né de formação de aperfeiçoamento de de de de est né Em Busca aí da melhoria da sua da sua sua vida e das suas condições e de trabalho e de conhecimento né É É inacabado nesse sentido mas ao mesmo tempo é um ser humano né então é importante
a gente pensar isso como professores quando a gente olha pro nosso aluno né Ele tá em Busca do conhecimento naquele espaço escolar mas ele é um sujeito que existe né Ele é um sujeito que produz ele e ela são sujeitos que criam né como a gente eh falou antes criam seus filhos né sustentam suas famílias então é um sujeito de verdade né não é um sujeito ideal não é um sujeito idealizado o outro eh é que o nosso aluno né adulto ele não é uma criança crescida não é uma criança crescida então ele não aprende
como uma criança né E aí a gente rebate Mais uma vez né nas nossas grandes preocupações em que muitas vezes os nossos professores na EJA adaptam né apenas materiais que são utilizados em outras turmas com as crianças para poder ser utilizado lá e por que que a gente precisa olhar dessa forma né exatamente foi o que a gente disse antes se a gente tá falando de pessoas que são capazes de viver de sobreviver nessa sociedade que a gente tem que produzem que criam filhos então O processo de aprendizagem desse sujeito não pode partir do zero
não pode partir uma perspectiva de quem não tem experiência né então o que que diferencia pra gente poder pensar fora dessa lógica né nosso estudante não é uma criança crescida por quê Porque ele tem experiência de vida ele conhece como as coisas acontecem né eles têm acesso ao dos conhecimentos e por fim né é esse olhar de que o adulto é um ser em desenvolvimento em formação incompleta Né e é esse o princípio da gente acreditar que a gente precisa de uma EJA de qualidade que a gente precisa trabalhar os conhecimentos na escola que a
gente precisa oportunizar os nossos alunos conhecer outros espaços outras lógicas outras linguagens porque são sujeitos na da incompletude né é como Nós seres humanos ou seja Eles não estão encerrados nas experiências que eles já construíram e a escola precisa continuar estimulando né esse conhecimento Estimulando esse processo de formação e aqui né Eh pra gente pensar també né A partir dessa perspectiva do nosso estudante com deficiência ele também tem esse processo né de construção do conhecimento e que é um conhecimento que também é incompleto mas que está em busca né do seu processo de formação e
também não é uma criança crescida né então tem as experiências também tem as suas as lógicas tem a maneira de lidar né com todas as relações que ele foi Construindo e estabelecendo na sua vida então isso é importante a gente pensar nesse sujeito adulto né que foi muitas vezes marginalizado fora da escola mas ele traz outras experiências né E essas experiências constroem junto com o conhecimento científico as aprendizagens no espaço escolar né então são questões fundamentais para nós pensarmos como professores e aqui eu queria trazer uma questão que quando a gente fala de EJA quando
a gente fala sobre sujeitos da Educação jovens e adultos a gente precisa pensar nesse grande conjunto né de sujeitos que existem no nosso nosso país que são os analfabetos né então quem são esses analfabetos onde eles estão né Como qual é a lógica de onde de onde parte né Essa lógica do lugar do analfabeto na sociedade então historicamente né construiu-se a ideia do analfabeto como uma pessoa ignorante né então olha-se para o analfabeto como aquele que é inculto que é incapaz que Não tem acesso à educação escolar E aí vocês vão assistir nessa nessa atividade
né da da dessa aula um vídeo eh vidas entrelaçadas na EJA e lá tem uma fazendo um spoiler né lá tem uma uma fala né de uma senhora hora que ela diz assim quando eu não sabia ler é como um um uma pessoa cega né que que não é capaz de enxergar né E ela coloca Eh desculpa é uma pessoa eh que vê e não é capaz de enxergar por quê Porque ela vê e não consegue compreender né então esse Olhar a nossa sociedade tem sobre os analfabetos como aqueles que são incapazes como aqueles que
são ignorantes né que não têm condições eh de de tomar as decisões na sua vida porque nós vivemos numa sociedade letr nós vivemos numa sociedade que para a gente poder comunicar para a gente poder trabalhar pra gente poder né Eh comercializar enfim a gente precisa da Leitura escrita né da leitura da escrita e aí eu convido vocês a a junto comigo Analisar criticamente esse lugar né da pessoa ignorante incapaz em culta a partir e de alguns dados né primeiro a gente oberva esse reporte né no nosso país Esses são os dados de 200022 né do
penar 2022 nós olhamos aí a taa de analfabetismo que ela tá concentrada né em sua grande maioria nas pessoas que têm 60 anos ou mais né O que que isso nos indica que são pessoas diantes da nossa Constituição né diantes da Garantia do direito Universal educação e portanto são essas pessoas que perderam né que foram expulsas da escola que foram ignoradas pelo Estado a época né e a gente viu isso na última aula e que portanto não tiveram acesso à sua escolarização nem naquela idade dita apropriada e também continuam sem ter acesso à escola né
nessa sociedade que nós vivemos principalmente porque a gente tem feito não tem feito esse movimento né social não tem feito Movimento político de garantir o direito básico a educação desses sujeitos né e a gente olha aí eh que entre os homens e as mulheres né a maior taxa de analfabetismo de 60 anos ou mais ainda é feminina e há um Record que é importante histórico né a gente também conhece que a grande parte da população em que o analfabetismo se concentra no nosso país é aqui na região nordeste e a gente consegue compreender fazendo essa
leitura com recorte político com recorte Econômico de perceber como a região Nordeste né ela foi relegada no que di respeito à formação eh a processos né de construção da sua população eh e inclusive A negação desse direito à educação e aí a gente olha né quando a gente Olha esses dados por isso que a gente vai vai conformando né vai entendendo aquilo que a gente vai lendo observando os nossos estudantes e os dados também aparecem aí e vão confirmar né as nossas eh nosso olhar observem que No recorte de raça né A maioria tanto dos
mais jovens quanto dos mais novos dos mais velhos né dos mais idosos Se concentra na população preta ou parda né então a maioria dos analfabetos é são pretos ou são pardos né e onde estão né Quem são Eh esses sujeitos e onde eles estão E aí a gente falando tanto desse lugar eh geográfico né do Nordeste eh A grande maioria desses analfabetos são eh adultos 60 anos ou mais né idosos e Prioritariamente da população negra né preta ou parda e aqui eu eu creio que é importante né que a gente Observe da dessa demanda né
que a gente tem da Educação de Jovens e que ela continua se confirmando né na nossa sociedade observem que nesse nesse gráfico né tá aí destacado que 53,1 da população brasileira concluiu a sua escolarização básica né então um pouco mais da metade da população brasileira né de 25 ou anos ou mais Concluiu né a educação básica isso significa minha gente que quase metade da população brasileira outra metade de 25 anos ou mais são potenciais estudantes da educação de jovens e adultos que que isso significa significa que a gente ainda tá muito longe de garantir ao
jovem e adulto brasileiro a educação básica né que ele conclua aqueles anos mínimos que tá estabelecido na nossa legislação que é né a a conclusão do ensino fundamental e do Ensino médio né então isso é muito importante da gente pensar porque essa fala né de que não existe demanda da Educação de Jovens e Adultos os próprios dados né que a gente que as nossas agências de investigação de pesquisa apresentam eh eles confrontam essa ideia ou seja quase metade da população brasileira a partir de 25 anos Não concluiu essa escolarização portanto nosso estado o estado brasileiro
está em dívida com quase metade da população Brasileira de 25 anos ou mais que não conseguiu ter acesso a seu eh direito básico né da educação e aqui né pensando também eh Onde estão os nossos estudantes né sujeitos da Eja com deficiência eu queria trazer né se idado para nós ele é alarmante né olhar o a grande eh população brasileira esse dado aqui também é estarrecedor né esse dado aqui também nos confronta né com essa realidade se a gente olhar esse é um dado de 2019 tá gente nível de instrução De pessoas com sem deficiência
de 18 anos ou mais as pessoas sem deficiência se esse dado pra gente ele é difícil da gente entender né pessoa sem deficiência 30% né da 30,9 das pessoas com 18 anos ou mais não concluíram eh um Ensino Fundamental incompleto e olhe como esse dade é chocante para as pessoas com deficiência né 67,6 dos dos adultos dos jovens e adultos com 18 anos ou mais não Conseguiram concluir as pessoas com deficiência não conseguiram concluir eh o mínimo né que é aprender a lei e escrever e concluir o ensino fundamental completo Então esse é um dado
pra gente pensar que esse jeito com deficiência essa pessoa com deficiência ela é sujeito da Educação de Jovens e Adultos ela é parte constituinte da modalidade ela é Eh vamos dizer assim ela está no perfil da Educação de Jovens e Adultos portanto é fundamental que a gente pense Né em quem são como chegam e eles estão também naqueles recortes né que a gente apresentou tanto no recorte racial também no recorte socioeconômico também na sua origem né se é do Campo se tá na periferia Urbana então o nosso estudante com deficiência também faz parte desse recorte
né A grande maioria deles também faz parte desse recorte da Educação de Jovens e Adultos né E aí pensando nesses sujeitos né que nós reconhecemos na esses Sujeitos na educação de jovens e adultos eh quais são essas demandas formativas né pensando no sujeito pobre pensando no sujeito negro na mulher negra no homem negro pensando dos nossos estudantes com deficiência Quais são as demandas né que eles trazem que eles apresentam e que nós precisamos pensar como professores né como educadores desse sujeitos E aí pra gente pensar nessas demandas é fundamental que a gente compreenda eh como
esses sujeito se Afastam né E como eles se afastaram da escola e Eles continuam se afastando né da da da escola eh primeiro o grande eh problema e aí faz uma relação Direta com o que a gente falava antes né das reformas trabalhistas da Previdência da covid-19 da ausência de uma política de fato pública de Educação de Jovens e Adultos no Brasil que são as dificuldades objetivas de frequentar o espaço escolar eh transporte escolar material escolar eh alguém que Cuide desses filhos né que quem tem filhos a questão da alimentação que ainda afasta muitos estudantes
da escola né se ele não tem condição de fazer eh suas refeições de estar presente de comprar fá de pegar o transporte escolar muitas vezes ele deixa de frequentar né ele e ela deixa de frequentar Então essas dificuldades objetivas são impecilhos né Para que o estudante de fato permaneça n na escola Além disso né a gente precisa olhar a nossa escola de EJA pensando nesses sujeitos que muitas vezes a nossa escola é um espaço de reprodução do fracasso tanto escolar como social que esses alunos vivenciaram e trouxeram E olha que isso aqui é importante a
gente pensar porque quando a gente olha principalmente aqueles sujeitos que estão afastados da escola né há 10 anos há 15 anos e eles chega e encontra uma escola que reproduz os mesmos motivos que fizeram ele se afastar né lá atrás então ele prefere Manter-se fora da escola então esse é um cuidado que a gente precisa pensar né Que escola é essa Quais são as experiências que os nossos jovens e adultos tem no espaço escolar eh como a gente compreende né que também eh Isso tá muito presente né o nosso estudante que chega em algum momento
ele foi reprovado em algum momento ele abandonou a escola e precisou retomar né esse espaço então isso para ele também representa um processo de fracasso como A gente lida como a gente acolhe né se não há uma preocupação Nossa enquanto escola de acolher esses sujeitos a gente continua reproduzindo esses espaços e isso eh essas situações e isso vai cada dia mais afastá-lo do ambiente escolar n eh e aí a gente tem aliado a isso e esse essa condição da escola muitas vezes de EJA Principalmente quando a gente compartilha a escola que não é só de
EJA com outras modalidades com outros estudantes muitas vezes a escola se Transforma num espaço de isolamento social é a turma de EJA que é colocada lá na última sala no último bloco na sala que não tem cadeira suficiente na sala que não tem equipamento na sala que não tem material disponível compreende então nós reproduzimos o processo de isolamento que os sujeito já vive NSA su nessa sociedade né na qual ele não teve acesso principalmente a leitura escrita né quando a gente tá falando aqui principalmente do Estudante eh Analfabeto né estudante analfabeta quando a escola reproduz
essas práticas de de isolamento o sujeito se afasta porque ele já vive essa prática de isolamento né no seu cotidiano então é uma questão pra gente pensar né Em qual em que lugar tá nossa turma como eh ela tem acesso às demais atividades da escola eh quando tem uma uma outra atividade essa turma participa porque senão a gente reproduz né no ambiente escolar aquilo de aquela vivência de Isolamento que o sujeito já tem né no ambiente fora da escola eh outro elemento é a escola que reafirma as dificuldades e os limites ao olhar ao invés
de olhar para as potencialidades né desses estudantes então ele já sab sabem que eles têm uma dificuldade de aprendizagem eles já sabem né que eles eles não têm o conhecimento eh o mesmo que ele tinha quando ele deixou a escola né ele não tem acesso aos mesmos bens sociais por exemplo a cinema a teatro né A ler vários livros durante o ano então ele sabe dessas limitações e quando a escola vem reafirma essas limitações é é motivo para esse sujeito dizer que aquele não é seu espaço né que ele prefere eh tá fazendo outra coisa
a invés de frequentar na escola e por fim que é um grande desafio paraa nossa escola pública brasileira é que a gente garante muitas vezes a conclusão né da Educação Básica mas não garante esse conhecimento né então qual o lugar do Conhecimento eh pensando na função social da escola para o estudante da Eja e aqui eu já quero rebater Inclusive essa lógica que diz assim ah mas a eja é menos conteúdo mas a eja eh exige menos mas aí a gente faz qualquer coisa porque não é isso que o sujeito vem buscar no espaço escolar
né se ele retorna inclusive eh contrariando essas condições objetivas que a gente tá falando aqui ele quer de fato tem uma educação de qualidade ele quer ter Acesso a esse conhecimento que faz falta no seu cotidiano que faz falta no trabalho que faz falta na relação com outros eh colegas né com nos momentos de lazer ele VM busca desse conhecimento e esse conhecimento precisa ser garantido pela escola e se ele olhar paraa escola e perceber que isso não tá presente ele abandona né ele acaba deixando eh para um outro momento e aqui como desafio né
Opa passei de vez pra gente ir encerrando né a nossa atividade então o Que que a gente precisa considerar nessas demandas formativas que os nossos sujeitos trazem na educação de jovens e adultos né E aí eu trago alguns elementos quatro na verdade né pra gente pensar especificamente sobre as demandas dos sujeitos eh e que a escola tem condições né de se repensar de se organizar em razão dessa desse lugar que o sujeito ocupa né E que ele precisa ocupar na nossa sociedade e que ele né busca também na escola como espaço de Formação e de
conhecimento então a escola ela precisa e nós precisamos como professores eh construir um espaço de esperançar O que é esse esperançar né E aí Freire também vai vai nos dizer desse esperançar não é esperançar do que espera né mas é daquele que levanta que luta que constrói então em que momentos a escola fomenta né nos nossos estudantes da Eja eh a superação dos seus próprios limites a superação das suas dificuldades e não é aquela coisa Piegas não é aquela coisa né só de a de autoajuda mas é de fato de crer de acompanhar de olhar
para aquele Sujeito como um sujeito de potencialidades né então a escola que acredita na potencialidade do sujeito é capaz também né de construir com ele outro olhares para o futuro se a gente observar Nossa estudante da Eja ele olha muito para aquilo que tá acontecendo aqui para o nosso presente o que que eu posso fazer como eu posso transformar esse Conhecimento né para mudar minha realidade agora para resolver meu problema imediato e a escola precisa também ajudar esse sujeito a olhar para frente né Quais são os nossos sonhos nossas esperanças nossas eh labutas né como
que a gente olha pra nossa vida nesse nesse percurso formativa então a escola precisa ser esse espaço né de construção eh de possibilidades né Então esse é algo que a gente vai construindo com os nossos alunos porque ele traz Isso como demanda né ele traz isso como como expectativa e muitas vezes traz isso acompanhado de uma de um sentimento de de não conseguir né E aí a escola precisa pensar acompanhar e ajudar esse estudante a olhar para esse futuro né E aí como elemento complementar é que a escola precisa pensar né Eh esse lugar da
autoestima do nosso estudante da is né porque ele vem de um processo de construção de fracassos né então Quais são as práticas que a gente faz né que Ajuda o sujeito a se conhecer ajuda o sujeito a olhar para si e seus potenciais compreender seus caminhos e suas construções e portanto reforçar sua autoestima né não uma autoestima eh só também né nessa perspectiva piegas mas uma perspectiva de fato de respeito ao ser humano como aquilo que ele de de fato é um ser incompleto um ser inconcluso mas que vai aos poucos no seu processo de
formação construindo conhecimento né se produzindo se Reproduzindo mas ao mesmo tempo né se compreendendo nesse lugar como sujeito no mundo e portanto né reconhecendo sua própria suas próprias capacidades que tá ligado a essa construção né da autoestima um outro elemento que eu considero muito importante é a escola como espaço para resgatar as oportunidades perdidas ou nunca dadas e aqui tem um elemento que é muito importante né muitas vezes esses sujeitos que vê paraa EJA paraa escola Eh eles nunca estiveram de fato na escola né a eles foi negado o direito à educação então é importante
a gente compreender que ele busca um direito né que ou ele foi né excluído da escola em razão dos próprios problemas da nossa escola pública ou ele não não conseguiu né adentrar de fato a sua formação e se os bancos escolares então a escola precisa né olhar para esse sujeito em processo de formação que está em busca dessa construção isso precisa dizer do Lugar da qualidade do nosso trabalho do lugar da do do acesso a esse estudante à escola das práticas educativas que a gente desenvolve né então olhar de fato que aqui ali a gente
tá diante de alguém que está muit às vezes na sua última chance né de buscar ali o conhecimento de buscar uma formação muitas vezes eles se colocam né nessa condição essa PR é minha última chance né então é importante que a gente Pense nisso e por fim né como a gente falou da importância Também do ensino médio né e da educação eh de Jovens e Adultos como esse espaço e essa relação com o mundo do trabalho é importante olhar né da que a escola também representa muit À vezes a oportunidade de inserção ou reinserção no
mundo do trabalho e a aqui mesmo a gente não falando né da educação profissional a gente tá falando em uma educação que seja capaz de ajudar o estudante a compreender esse mundo que nós vivemos hoje como as relações elas Se dão né Principalmente as relações No que diz respeito aos direitos ao trabalho as relações com o outro né as relações produtivas Que trabalho é esse que a gente realiza Hoje nossa sociedade e como ele né Eh como ele estimula né a nossa participação e ao mesmo tempo como ele eh Pode ser alienante né então é
importante que a escola ajude o estudante a se compreender Nesse contexto né e compreenda de fato a importância né do lugar do trabalho na Vida desse jovem desse adulto né seja ele eh independente aí né de como ele chega na escola se foi num processo né de nunca ter vindo ou de um processo de de fracassos né a escola precisa olhar de fato para esse lugar da construção do conhecimento e do lugar né da formação desse sujeito e da sua inserção no mundo do trabalho e aqui né queria eh encerrando as nossa a nossa aula
e dizer né que essa demanda que o sujeito traz Paraa escola é aquilo que vem também junto com as suas esperanças com a sua expectativa com a construção da sua identidade como ser no mundo né da das do seu olhar sobre o seu papel como ser humano né e é importante que a escola acolha essas demandas né olhem para esse Sujeito como sujeito de fato de direito e de potencialidades tá então Obrigado para todo mundo e Aqui as nossas demandas né de formativas também as nossas como estudantes E cursistas então Para essa semana lá no
mudo nós temos eh três atividades né três momentos aí para pra gente poder aprofundar as questões que a gente tá discutindo aqui eh tem um vídeo que se chama vidas entrelaçadas na EJA é um documentário que traz Os relatos dos Estudantes principalmente daqui do território do cisal mas que vai nos ajudar a olhar quem são esses sujeitos como eles chegam na escola quais as suas demandas formativas e suas expectativas no seu processo de de Formação né de escolarização eh na nossa biblioteca tem um texto de leitura complementar que são sujeitos da Eja um olhar para
as diversidades e esta semana nós faremos como aidade um quadro interativo pra gente poder né ampliar o nosso olhar de quem são esses sujeitos na EJA e a gente compartilhar um pouco os nossos olhares a partir das nossas experiências e das nossas vivências aqui estão as nossas referências então desejo que a gente tenha aí um espaço de Formação né durante essa esses próximos dias e que a gente possa né Qualquer dúvida eh a gente pode discutir tanto no Fórum de dúvidas como eh junto com os nossos tutores e que tenhamos aí um bom momento de
estudo Tá bom minha gente um abraço e vamos continuar né na nos estudos