e assim pessoal antes a gente entrar exatamente na questão da padronização de argumentos é importante a gente contratar um pouco os argumentos com o que não é de fato um argumento coisas que não são argumentos Assim como nós fizemos com as proposições né notem aqui nossos exemplos né que as proposições sempre estão contidas dentro dos argumentos então algumas coisas que não são argumentos é a primeira delas para a gente começar são justamente as afirmações né pessoal afirmações não são argumentos isso pode parecer muito óbvio não é para muitas pessoas não é você chega uma pessoa
ali diante de você e afirma que o seu candidato é corrupto né Tanto do bolsonaro quanto do Lula o pessoal fala isso Ah sou candidato é corrupto e pode ser que os dois sejam de fato não é se o ponto o ponto é num debate se você tá do lado do bolsonaro e o outro lado do Lula ou vice-versa se sujeito chega e te faz afirmação o bolsonaro é corrupto o Lula é corrupto muitas pessoas me perguntam às vezes como como me defender nessa circunstância ou então diz assim a Deus não existe como me defender
nessa circunstância veja pessoal você não tem nenhum de deveres de se defender pelo contrário lembra que nós vimos na última aula de proposições quem afirma tem o ônus de provar Então você não tem o dever de se defender de uma afirmação você tem um dever o seu oponente tem um dever de sustentar as afirmações que ele faz E aí se ele tiver um bom argumento para sustentar a tese de que o seu candidato é corrupto aí você vai ter que se defender e tudo mais Caso contrário é só uma afirmação uma afirmação é solta Sei
lá o Lula é corrupto ela tem tanto valor quanto a afirmação solta o Lula não é corrupto tanto valor quanto a afirmação unicórnios existem é uma afirmação solta num debate uma afirmação solta não vale de nada porque porque o debate ele é entendido em função da argumentação então se você não tem um bom argumento para sustentar a afirmação você não tem nada nada de importante então uma afirmação não é um argumento não deve ser tratada como um argumento Então vamos colocar aqui como exemplo o Lula é corrupto Vamos colocar o bolsonaro para o pessoal não
ficar incomodado né com uma unilateralidade de exemplos são afirmação afirmação não é um argumento E aí vamos usar reforçar aquilo que a gente já falou quem afirma tem o ônus de provar né tem circula muito na internet também a ideia de que quem tem que provar é quem tem uma afirmação e quem tem uma negação não tem que provar é isso não é verdade então por exemplo quem afirma assim a Lula não é corrupto se a pessoa afirmar num debate ela não precisa provar porque uma afirmação né porque é uma proposição negativa não é uma
proposição afirmativa isso não tem nada a ver pessoal é indiferente né se é uma proporção afirmativa negativa ambas são [Música] enunciados que pretendem dizer respeito a algo da realidade e portanto ambas podem estar certas Como podem estar erradas então não importa se é afirmativo ou negativo afirmou no sentido não disso Disse uma proposição tá a afirmação tem dois sentidos toma cuidado com isso a afirmação pode significar no sentido ato proposição normal né Como pode significar também uma proposição afirmativa né aqui a gente fala afirmação sentido mais lato então afirmou tem que provar independentemente do da
qualidade da cópula nós dizemos né então se é afirmativa Tá certo afirmações não são não são argumentos opiniões tá opiniões também não são argumentos frequentemente as opiniões elas são acompanhadas né por aquele tom de irrefabilidade aquela história do Esta é minha opinião e cada um tem a sua né não isso é primeiro que é um fechamento epistêmico muito grave que ele seja fecha a oportunidade de debate e já férias do debate não não existe isso assim tudo bem É a sua opinião é verdade isso mas o fato de algo ser pessoal se segue que é
verdadeiro é claro que não né é a mesma coisa circula a questão das religiões não fato de uma religião ser de foro íntimo se segue que todas as religiões são verdadeiras é claro que não ou apenas uma religião verdadeira ou nenhuma religião verdadeira agora duas religiões sendo verdadeiras a não ser que sejam religiões que que sejam perfeitamente não tenho nenhuma nenhum conflito uma com a outra né não se contradigam em nada então podem ter duas religiões verdadeiras mas isso é muito difícil né Muito improvável que eles estão duas religiões assim então neutras a ponto de
uma não há nada que a outra diz né então insuma isso né ou uma região verdadeiro ou nenhuma agora todas não dá e o fato de ser de foro íntimo de ser uma coisa pessoal não diz respeito nada não significa nada e daí tá coisas íntimas também podem estar certas ou erradas todo mundo que tem uma namorada sabe que bom nós gostamos dos vícios das nossas namoradas das pessoas que nós amamos nós amamos as pessoas por inteiro com seus defeitos e tudo mais mas não se segue que o defeito não é defeito ele é defeito
ainda tá errado Não é porque é pessoal que não tá errado então a opinião da mesma forma opinião ela é uma coisa pessoal Uma coisa pessoal mas opiniões podem ser verdadeiras ou falsas opiniões também exigem fundamentação tá não contexto de debate se é uma opinião que de alguma forma é contradiz né repugna de alguma maneira a visão do seu oponente Então tem que ser fundamentada se não só é uma afirmação solta Assim como as afirmações que nós vimos [Música] então uma opinião sei lá tem a opinião de que a terra tem o formato de tartaruga
alguma religião indiana não sei se é um hinduísmo alguma coisa assim tem essa visão e bom fato de você for íntimo não significado essa proposição pode ser verdadeiro ou falsa e certamente ela é uma das duas coisas né independentemente de compor ou não um sistema de crenças etc Tá certo outra coisa que não é um argumento proposições condicionais proposições condicionais não são argumentos Vamos pegar uma proporção condicional do tipo seguinte se bolsonaro foi eleito então houve fraude quer dizer perdão não foi eleito não então houve fraude nas urnas veja pessoal isso aqui não é um
argumento é frequentemente as pessoas pensam que proporções condicionais são argumentos não são não são argumentos perceba que é completamente diferente você dizer isso aqui pontualmente de dizer o seguinte por exemplo se bolsonaro não foi eleito ou melhor dizendo Vamos reformular bom por Tais ou quais razões né Tais ou quais evidências segundo Tais e quais pesquisas unindo é x informações é evidente que é o bolsonaro seria eleito né Nós temos informações suficientes para concluir que o bolsonaro a ser eleito no caso trazendo essas informações e tudo mais dentro do argumento em si para compor o argumento
e colocar no final a conclusão né de uma forma que fique claro que a única possibilidade do bolsonaro não ter sido eleito é ter acontecido fraude nas urnas Então quando você cria uma rede de informações de proposições de gráficos de informações de evidências E aí você tira a conclusão por último que esta então houve fraude nas eleições isso é um argumento agora isso que a gente colocou aqui na tela não é um argumento é só uma afirmação veja que aqui nós não estamos mostrando uma implicação da consequente ou da conclusão podemos chamar que é houve
fraude nas eleições por parte das premissas nós estamos apenas dizendo isto implica nisso eu não tô mostrando a implicação eu estou afirmando a implicação Pode parecer um pouco confuso mas é dessa forma né veja que você não tem uma estrutura de implicação aqui presente se formar por exemplo alguma coisa assim você é pesquisas de altíssima precisão foram realizadas com uma amostragem robusta e representativa da população Enfim uma pesquisa de altíssima precisão da mais alta tecnologia estatística e mostraram que bolsonaro seria eleito com 80% vamos supor Isso aqui é uma premissa temos aqui uma afirmação uma
pesquisa mostrou que bolsonaro se eleito cozido por uma afirmação né uma afirmação aqui exposta de uma maneira mais prolixa beleza se bolsonaro não for eleito nas urnas Vamos colocar assim uma outra camisa anterior esta pesquisa é mais confiável até mesmo do que as urnas assim se segundo as urnas bolsonaro não foi eleito então houve fraude né Então até dá uma ênfase aqui seguramente então seguramente houve fraude nas urnas bolsonaro não foi eleito logo seguramente ouve fraude nas urnas Isto é um argumento tá aqui eu tenho uma estrutura argumentativa que eu tenho premissas [Música] aqui eu
tenho uma conclusão e aqui essas premissas estão implicando na conclusão de tal forma que supondo que todas essas premissas sejam verdadeiras a conclusão será verdadeira também né só que é um argumento Isso aqui é uma afirmação tá os modernos tem um nome para isso Que Deixamos isso aqui de implicação sintática o argumento né Ele é uma implicação sintática enquanto que a proporção condicional ela é uma implicação semântica ou implicação material também e aqui podemos chamar de implicação formal né às vezes também chamado de consequência semântica e consequência sintática uma outra possibilidade não as proposições condicionais
elas não mostram a implicação elas afirmam a implicação a diferença é a seguinte uma é só uma analogia né uma tô te dizendo que se eu misturar um elemento químico x com outro elemento químico x nós vamos ter a reação Y no ar Isso é uma proporção condicional no argumento nós temos o quê a mistura desse elemento com esse elemento por conta disso daquilo com aquilo com aquilo acontece Tais reações e tal e acontece essa reação final então uma você está demonstrando porque há uma implicação digamos assim nessa reação final você mostra né se apresenta
inteligência de tal forma que se as pessoas concordarem com as premissas que são todas as informações ali que Unidas ela vai concordar necessariamente que a ração vai se seguir na afirmação não isso na proporção constitucional não isso é só uma afirmação só que você tá dizendo e é uma afirmação tão solta quanto qualquer outra veja que se eu disser assim se chover o chão ficará molhado isso é só uma afirmação agora se eu consigo um argumento para mostrar que toda vez que chove cai água e água necessariamente vai atingir o chão e quando a água
atingiu o chão ele ficar úmido e tudo que é úmido está molhado aí eu tenho um argumento tá a diferença é mais ou menos essa tem um debate muito famoso na internet principalmente pessoal Unicap e aqui eu puxei um ótimo exemplo para isso que é um debate que aconteceu entre O folder e o Igor Angélico e O folder ele faz uma proposição condicional que traço uma relação com uma proporção condicional que tem relação com o libertárianismo eu não me recordo exatamente alguma coisa em relação a agressão né eu não lembro exatamente qual que era condicional
né ele puxa uma proposição condicional assim essa proporção condicional é a base de toda a linha argumentativa do Ford defende não se acontecer x antecedente então acontecerá Y ponto final e o evangélico toda vez né questionando Justamente esse ponto e até ainda normalmente assim tá bom mas eu me demonstre me demonstre que essa antecedente implica na consequente ou seja consuma argumento que mostre que essa antecedente implica na consequente e o four não consegue né demonstrar isso e até tem um tem um meme ali no final que ele acabou se tornando ele que ele fala que
vai beber água rapidinho não volta nunca mais então ele tava afirmando uma proporção condicional não tava conseguindo demonstrar E aí né ele tinha um dever de demonstrar ele tinha um ônibus da prova porque era uma afirmação dele e no fim se perdeu no debate tá então proporções condicionais não são argumentos outra coisa que também não é um argumento são as explicações explicações não são argumentos Qual que é a grande diferença que existe entre um argumento e uma explicação é que uma explicação ela vem para nos dar para nos fornecer entendimento o argumento para fornecer sustentação
ou justificação Então veja se um professor numa sala de aula Ele está num tipo de diálogo com seus alunos que nós chamamos o diálogo de ensino né e no diálogo de Ensino você não tem um dever de demonstrar de provar as coisas você tá ensinando você tá explicando Você tá tomando o que você fala como fato e dando as razões dando as informações para compreender aquilo que é um fato para você ali você quer proporcionar entendimento o argumento você quer fornecer justificação Então vamos trazer aqui alguns exemplos se é fundamental porque frequentemente as pessoas pensam
que há um dever às vezes de fazer o melhor argumento para alguma coisa que na verdade não tem sequer um argumento aí o que você tem é uma explicação Então ela tá querendo avaliar a coisa por um critério que não diz respeito a essa coisa que a coisa nunca pretendeu provar nada justificar nada claro geralmente não debate você vai ter são argumentos Você pode ter explicações também pode ter explicações também certamente sobretudo explicações semânticas nós vamos viajar mas em geral vamos ser mais argumentos tá Então veja a janela esteve fechada durante todo o verão e
o tempo estava quente e úmido por isso o quarto fedia terrivelmente amor veja que o sujeito aqui não tá tentando te provar que o quarto estava fedendo a mofo tentando te provar eu não tava tentando te dar razões para acreditar que o quarto tava fedendo talvez nem se importe né se você acredita nisso ou não Ou talvez a sua crença nisso já é um pressuposto da própria conversa mas o fato é ele apenas quer te dar as causas pelas quais um fenômeno aconteceu né ele tá apresentando fatores que justificam esse acontecimento este fenômeno que é
o quarto feder a mofo e não dar premissas ele dá fatores não premissas só que é o que nós chamamos de explicação causal né ele dá as causas ontológicas quanto que a lógica ela vai dar as causas lógicas né causas lógicas para você concordar com a conclusão quando eu falava sobre violência doméstica eu quis dizer tanto violência física quanto emocional só que é o que nós chamamos de uma explicação semântica nós vamos apontar o significado de um termo que não está esclarecido e tal também não é um argumento dentro do cristianismo o aborto emoral porque
cresce que o fato desde o primeiro instante possui uma alma humana e como humana é feita a imagem e semelhança de Deus é tido como especial na criação veja não tô tentando te provar que o aborto é moral que o feto possui uma alma humana desde o começo que o humano é feito a imagem de Deus nada disso eu tô apenas te explicando como que a doutrina Cristã concebe essa questão e como que ela articula suas razões né como que ela talvez até um pouco de quais são os argumentos dela para justificar esse ponto mas
eu não tô argumentando eu tô te apresentando eu tô te expondo né explanando como funciona então que nós temos uma explicação doutrinal não é um argumento podemos também pensar no caso né de o criador de governo chama de explicação de propósito Então quando você tenta expor as motivações humanas pelas quais alguém fez alguma coisa então o assassino cometeu o crime por esta e aquela razão etc etc veja que eu não quero provar que fazer a esse crime é certo eu não quero provar nada não quero provar uma conclusão aqui eu quero explicar porque que ele
fez isso E isso não é um argumento né Isso não é um argumento eu quero compreender não quero justificar não quero dizer que ele tem razão em fazer isso nada tipo se eu quero entender porque que ele fez isso que que se passava por dentro tá explicações Então também não são argumentos apelos emocionais apenas emocionais também não são argumentos isso aqui é o que a gente mais vê né em debates políticos Então nós vamos ter diversos tipos de apelos emocionais vamos ter o apelo a piedade ou pela misericórdia pelo Word pop né O apelo a
popularidade enfim temos o apelo a de bacon né que a na verdade ameaça né então o adverecundion que é o argumento de autoridade Então você tem diversos apelos mas os mais conhecidos com uma pelos emocionais são esses A misericórdia e tal que são argumentos que pretendem argumentos são perdão né que são táticas frequentes de convencer por meio das emoções ou melhor dizendo de persuadir por meio das emoções e nós veremos mais à frente que os apelos emocionais as emoções de maneira geral elas não são inimigas da razão não são obstáculos necessariamente para a razão elas
não são razões não são argumentos Mas podem ser auxiliares de argumentos só não podem no entanto substituírem né substituir o papel do argumento Então em vez de você demonstrar qual argumentar né Por que que o seu governo vai proporcionar uma melhora Econômica para o país em vez de você trazer um argumenta um argumento para provar isso aí você vai dizer que você precisa voltar a ser presidente porque o pobre precisa voltar a ter comida na mesa é isso aqui é uma fala do presidente Lula que ele é que é claramente não apelo emocional não tem
problema usar apenas emocionais o Lula é conhecido por seu discurso fortemente retórico não tem problema eles utilizar esses discurso nós sabemos que esse tipo de fala que toca no sentimento da população é uma fala que traz né conexão é uma fala que na prática funciona essa verdade se ele quer ganhar voto que é o que todo político quando vai ali nos debates quer né é ganhar volta é converter voto essa é uma fala que vai funcionar pode funcionar muito bem mas quando ela substitui o papel de um argumento ou mesmo de uma explicação nesses casos
Ela não é uma uma maneira racional né de convencer o seu oponente num debate convencer o seu eleitor num discurso político e assim por diante no máximo persuadir né Sempre então muito mais apropriado é você apresentar as razões né ou então como eu formalizei aqui né Eu devo ser presidente porque o próprio precisa ter uma comida na mesa e eu sei as medidas corretas a serem tomadas para que se torna retome um desenvolvimento econômico que vai proporcionar comida na mesa etc Então se formula um argumento agora né e um argumento aqui e me excluído de
Emoções o que não tem problema agora só a pena emocional né Ele é muito pobre ele não é um argumento na questão do aborto também a pelos emocionais são muito comuns né tocar na questão tanto dos dois lados tá dos dois lados tanto pessoal que quer se posicionar contra o aborto como quem quer se posicionar a favor do aborto frequentemente né O apelo as emoções isolado aí que tá o problema né isolado ele substitui o papel do argumento da argumentação racional e se torna um discurso vazio um discurso de enfim de persuasão puramente emocional tá
então Aqueles aquelas aquelas falas a gente fala argumento para uma questão de Hábito mas não são argumentos de fato elas falam do tipo ah mas você não tá no lugar da mulher né você não sabe o que é estar no lugar dela realmente Nós não sabemos Mas isso não é um argumento ainda isso é um apelo né então é importante é preciso que a gente se a gente quer fortalecer as nossas oposições que a gente saiba criar argumentos para defender essas posições tá Uma emoção evocada sozinha Não convence no máximo persuad nosso objetivo aqui é
convencer tá coagir o intelecto dos outros né concordarem conosco e por fim ordens pedidos perguntas né etc não são argumentos também Assim fica mais claro acredito que que é um argumento alguém quer fazer pergunta pessoal fiquem à vontade