Você ensaia a frase na cabeça milhões de vezes antes de falar. Mexe no grupo, digita, apaga, digita de novo, relê três vezes a mensagem, troca o kakak por hahaha, tira o ponto de exclamação para não parecer bravo. E quando você entra numa sala, em meio segundo sem perceber, já mapeou quem te olhou, quem não olhou, onde sentar para chamar menos atenção.
E depois de tudo isso, deitado na sua cama, sua cabeça te leva de volta para um comentário que fizeram hoje. Uma bobagem que ninguém mais do mundo se lembra, só você. Agora mesmo, enquanto você assiste esse vídeo, uma parte da sua cabeça tá calculando o que pensariam de você se soubessem que você tá vendo isso.
Você não tem medo das pessoas, você tem medo de ser visto e do que elas vão pensar. É como se tivesse um holofote em cima de você aceso o tempo todo, te seguindo no trabalho, na escola, no feed, na cama. Você sente o calor dele na sua nuca e vive em função desse holofote.
Se encolhe, fala menos do que pensa, monitora uma arquibancada que parece estar sempre te olhando. E não é só você que sente isso. Hoje eu vou te mostrar que a maior parte dessa plateia que te paralisa não existe.
Por que ela dói mesmo assim? E como apagar esse holofote sem virar uma pessoa distante e fria? O objetivo aqui não é você parar de sentir nada por ninguém, é parar de viver para uma plateia que só existe na sua cabeça.
No final dos anos 90, na Universidade de Cornell, um pesquisador chamado Thomas Guilovit pega um monte de estudantes e manda cada um vestir uma camiseta. Só que não é uma camiseta qualquer. Ele escolheu de propósito a estampa mais vergonhosa que ele conseguiu encontrar na época.
Que carinha sem vergonha, né? No caso era o rosto do cantor Barron Manelow, que é basicamente sei lá, um Maurício Manieri, um Reginaldo Ross americano. Basicamente é a camisa que nenhum universitário americano queria ser visto utilizando.
Aí o nosso querido Dr Gilovic manda um coitado do aluno entrar sozinho e atrasado numa sala onde já tem um monte de gente sentada trabalhando, estudando e tal. Imagina só o caminhar até a cadeira, a certeza de que todo mundo reparou na porcaria da camiseta ridícula que você tá usando, Reginaldo Rosse. Antes de entrar, Guilovit perguntava para cada um quantas pessoas ali dentro você acha que vão reparar na sua camiseta.
A resposta [música] média era: "50% da sala vai notar o Maurício Maniéia que aí ele ia conferir uma por uma quem de fato tinha reparado. O resultado real foi 25%. Metade do que os alunos imaginavam que ia acontecer e boa parte nem lembrava de qual cantor era a camiseta.
Guilovit deu um nome para isso, o efeito holofote. Você sente uma luz apontada para você o tempo todo registrando cada detalhe, [música] cada vacilo, mas na real a luz é muito mais fraca do que você imagina. E na maioria das vezes ela nem tá ligada, tá, careca?
Mas por que que isso acontece? Porque você vive a sua própria experiência em altíssima definição. Você sente o calor do holofote na nuca, você sabe todos os seus pensamentos.
Você revê as cênes e fica ruminando aquilo todo momento. Você é o ator principal no filme da sua vida. Mas esse é um filme que só você assiste.
As outras pessoas estão vendo os filmes das suas próprias vidas, em alta definição também, onde você, querido primata lindo que me assiste, é só um figurante que passou no fundo de uma cena e no máximo tem umas duas linhazinhas de diálogo. Cada pessoa na sala estava ocupada com a própria camiseta imaginária, com o próprio cabelo, a própria fala, o próprio dente sujo, o próprio medo de ser olhado. [música] Isso acontece com a gente todo santo dia na reunião, no grupo de WhatsApp, na academia, na hora de levantar a mão para tirar uma dúvida, a gente entra nos lugares carregando um holofote que só a gente enxerga.
Então, se você puder lembrar só de uma coisa desse vídeo, é o seguinte: você é a estrela de um filme que ninguém mais está assistindo. Todo mundo, por pior que seja sua autoestima, é protagonista da sua própria história. E na história dos outros, você, meu amigo, você não é vilão, você não é herói, [música] não é uma piada, você é só um figurante, nada mais do que isso.
E por mais que doa no seu ego ouvir isso, você não é tão especial quanto o seu medo faz parecer. E é exatamente aqui que a maioria dos vídeos sobre esse assunto para. Descobriu que ninguém tá te olhando, tá curado, meu irmão.
De nada. Só que não funciona assim, né? Você pode saber, com toda a lógica do mundo, que tá geral cagando para você e mesmo assim sentir sua mão suar na hora de levantar para perguntar.
Escorrer aquela gotinha de suar nas costas só de imaginar alguém olhando a porcaria da sua calça desbotada. Mas então fica uma pergunta: se a plateia é metade do que a gente sente, por que ela ainda machuca tanto? Durante 200.
000 anos, ser expulso do grupo era uma sentença de morte. Sozinho, na natureza, sem a tribo para te proteger, te alimentar, te avisar do perigo. As chances de sobreviver eram mínimas.
Então, seu cérebro aprendeu uma coisa que foi fundamental pra sobrevivência da espécie humana. A desaprovação dos outros é uma ameaça à vida. E a gente vê isso no nosso cérebro.
A rejeição social ativa o córtex singulado anterior, à mesma região ligada à dor física. Mas aí vem um dos maiores pesquisadores de ansiedade do mundo, o Dr Stephen Hoffman, que passou a carreira inteira atrás da raiz desse medo. E o que ele descobriu é incrível.
O problema não é nem o medo de ser criticado, é o medo de ser avaliado de qualquer jeito. Muitos de vocês sentem isso. Não é só a crítica e a vergonha que te assustam, o elogio também.
É por isso que receber um parabéns na frente de todo mundo dá quase a mesma aflição que levar uma crítica. Por isso que seu centro das atenções, mesmo das boas, te dá vontade de desaparecer, porque no seu cérebro antigo se destacar é virar um alvo. E virar alvo é um perigo.
Basicamente tanto faz se a foto boa ou ruim que tá na parede. O problema é estar na parede. E eu sei muito bem como é isso.
Sempre que alguém vinha elogiar algum vídeo meu, uma ideia que eu tive, falar que eu tô bonito, sei lá, qualquer coisa assim, eu fico extremamente sem graça. Hoje eu tô melhorando com terapia, né? Mas eu sinto que muitas vezes é mais fácil para mim lidar com a crítica do que com os elogios, porque é até difícil alguém fazer uma crítica para mim mais dura do que as que eu faço para mim mesmo.
Mas o que importa aqui é que isso tudo não é um defeito de caráter, é só um software antigo rodando no mundo que mudou. Só tem um pequeno detalhe, né? Você não só teme o grupo, você obedece a ele e muitas vezes sem nem perceber.
Nos anos 50, um pesquisador chamado Solomon Ash senta sete pessoas numa mesa e mostra dois cartões. No primeiro, uma linha sozinha, a linha modelo. No segundo, três linhas lado a lado, de tamanhos bem diferentes.
Uma curta, uma média e uma longa, né? Linhas 1, 2 e 3. A tarefa é a coisa mais boba do mundo.
Qual dessas três linhas tem exatamente o mesmo tamanho da linha modelo? É uma pergunta que, gente, até uma criança de 5 anos responde. Só que das sete pessoas da mesa, seis eram atores e cada um responde em voz alta com a maior seriedade, com a maior concentração do mundo, a mesma linha errada.
Vamos supor a linha três. Aí chega a vez da pessoa real. Ela ouviu todo mundo dizer a resposta errada e ela tá vendo claramente os cartões e a porcaria das linhas.
Adivinha o que acontece? 1/3 das vezes ela concorda com o grupo, olha para uma verdade gritando na cara dela e diz: "Não é a dois, não, é a três". Só porque o grupo disse primeiro.
Sabe qual é o mais maluco de tudo isso? O Dr Ash fez esse experimento esperando provar o contrário. Ele achava que as pessoas iam segurar a própria opinião independente do que a galera tá falando.
É claro, né? Se você olhar os dados que eu tô te mostrando, na maior parte das vezes a pessoa real responde certo, mas pensa no tamanho disso. A gente não tá falando de algo importante, é que são linhas no papel, gente.
Não é política, religião, economia. E mesmo assim 1/3 vai com grupo. Agora imagina nas coisas que realmente mexem com o nosso emocional.
E o mais chocante para mim foi perceber que isso não vem de fora, tá dentro de você, rodando em segundo plano, te alinhando com o rebanho antes mesmo de você decidir alguma coisa. E se isso já era forte nos anos 50, imagina quando você começou a ficar exposto numa vitrine para bilhões de pessoas. Séculos atrás, a sua tribo tinha umas 100 pessoas, se muito.
Hoje ela tem bilhões e tá no seu bolso ligada a 24 horas por dia. As redes sociais mudaram a forma como o ser humano se conecta com o outro. Antes você entrava em cena de vez em quando, numa festa, numa reunião, no trabalho.
Agora a cortina não cai [limpando a garganta] nunca. Você virou um produto numa vitrine que não fecha. Uma metanálise de quase 50 estudos confirmou: "Quando você se compara para cima com as pessoas que você julga serem melhores em alguma coisa do que você, sua autoestima cai.
E adivinha só o que o feed das redes sociais faz de melhor? Você compara o seu dia inteiro com seus bastidores, a sua insegurança, o seu tédio com os melhores segundos da vida de milhares de pessoas. E meus amigos, vamos ser sérios daqui.
Por mais que você seja bom em alguma coisa, sempre vai ter alguém, principalmente um oriental, que é melhor do que você. Quem nunca passou por isso? Agora eu também não vou ser aqui o catastrofista do mundo.
Vai acabar tudo aqui, não tem solução. Calma. Certo.
Não é verdade que a rede social destrói a autoestima de todo o planeta Terra. O efeito de simplesmente usar a rede social é pequeno. O veneno é a comparação para cima.
Ela que [limpando a garganta] machuca, ela que empurra para baixo, ela que acaba com a autoestima de quem já não tá se sentindo muito bem. A rede social não inventa uma ferida, ela cutuca a que já existe. Mas tem uma pequena coisinha que ela faz com todo mundo.
Ela te deixa constantemente no holofote, pensando em como a foto vai ser vista, quantas pessoas vão curtir, quem reparou que você viu e não respondeu a mensagem. E é exatamente por isso que no fim do dia você tá exausto, você tá cansado de monitorar como você aparece pro mundo o dia todo. Eu tô percebendo que muitas vezes eu caio nessa também.
Eu comecei a postar mais no Instagram agora, inclusive. Me siga lá, tá? Rios todo santo dia e caixinha pra gente interagir.
Eu fico sempre me ansioso, sabe? Será que as pessoas vão gostar do que eu tô postando? Será que elas vão ficar chateadas porque eu não consigo ler todas as minhas DMs?
Eu sei racionalmente que é impossível responder todo mundo nos comentários dos vídeos, na DM, no Instagram. Eu sou só eu aqui trabalhando sozinho, mas essa cobrança interna surge e quando eu não tô bem ela me pega. Agora sabe um dado que me deixa um pouco preocupado?
Adivinha quem está entre os povos que mais vivem nessa vitrine? O Brasil é um dos países que mais passa tempo nas redes sociais, no mundo inteiro, mais de 3 horas por dia. Mas separa numa coisa, tudo isso, bolofote, o rebanho, a vitrine são sintomas.
sintomas de uma coisa muito mais antiga e profunda, uma coisa que os filósofos já tinham enxergado séculos antes de existir a primeira tela. Pensa na última vez que você se sentiu sendo 100% você. Provavelmente você tava sozinho cantando alto no carro, rindo de um vídeo bobo na cozinha, chorando com uma série no quarto.
Agora imagina que no meio disso você percebe que tem alguém na porta te olhando. O que acontece no meio segundo seguinte é a coisa mais importante desse vídeo. Você para, seu corpo trava, o rosto e a voz mudam, num piscar de olhos, você vira outra pessoa.
O filósofo francês Jean Paul Sartre passou páginas e páginas tentando explicar exatamente esse instante. ele chamou de o olhar. A ideia é mais ou menos assim: enquanto você tá sozinho, você é só um sujeito livre vivendo.
Mas no momento em que o outro te olha, você deixa de ser um sujeito e vira um objeto, uma coisa. Você fica congelado dentro da imagem que aquela pessoa faz de você e essa imagem você não controla. Por isso, ser julgado não dói só no ego, ele dói num lugar mais fundo.
Porque naquele [limpando a garganta] segundo você deixou de se pertencer. Você passou a existir do jeito que o outro te enxerga. E aí que vem a pergunta: Como é que a gente sobrevive a isso o dia inteiro sendo olhado o tempo todo de tudo quanto é lado?
Você faz o que todo mundo faz. Constrói uma máscara. Quem deu o nome para essa máscara foi o psiquiatra suíço Carl Jung.
Ele chamou de Persona, não foi de sacanagem, né? Persona era o nome das máscaras que os atores usavam no teatro romano. E hoje você passa a vida inteira falando através de uma máscara.
Só que, gente, Persona não é uma coisa ruim. Na verdade, ela é necessária. Ela te deixa funcionar, ser um pouco mais sério no trabalho, mais leve brincalhão com os amigos, mais paciente com a sua família.
Como Jung escreveu, a persona é um compromisso entre o indivíduo e a sociedade sobre o que se deve aparentar ser. Então, presta atenção nesse careca aqui. O problema não é você ter uma máscara.
O problema é quando você usa ela por tanto tempo que se esquece do próprio rosto. E é por isso que ser visto dá tanto medo. No fundo, o medo de ser visto é o medo de tirar a máscara e de descobrir que talvez você nem saiba mais quem é que tá atrás dela.
Schopenhauer no século XIX viu a mesma coisa de outro ângulo. Para ele, vaidade é isso. Tentar construir por fora o que só pode ser construído por dentro.
buscar nos olhos dos outros um valor que só existe quando vem de você. A existência real, não na opinião dos outros. Mas quem, o cara é, quem aqui acha que melhor definiu isso tudo foi Michelle de Montain.
Aos 38 anos, ele largou a vida pública, se trancou numa torre cheia de livros e passou anos só se observando, escrevendo sobre si mesmo. Ele literalmente saiu do palco para descobrir quem ele era quando ninguém estava olhando. E foi de lá que ele escreveu para mim o que é o o coração desse vídeo.
Montanha dizia que viver pela opinião dos outros é trocar a sua vida verdadeira por uma vida imaginária. A versão de você que mora na cabeça das outras pessoas. E o preço disso é o maior que existe.
Por alguns anos dessa vida de mentira, a gente se engaja numa morte perpétua. Quanto mais você vive pra imagem que os outros têm de você, menos você vive a sua própria vida. Você morre um pouco todo dia por uma vida que nem a sua.
E o mais louco é que isso está tão presente em nós como seres humanos que o Marco Aurélio, filósofo histórico, já tinha falado disso há mais de 2000 anos atrás. Ele dizia que a gente ama a si mesmo mais do que a todo mundo, mas se importa muito mais com a opinião que os outros têm da gente do que com a nossa própria. Esse é literalmente um dos males que assola os seres humanos há milênios.
Então, será que tem uma saída? Será que nós devemos arrancar a máscara, queimar tudo, falar: "Foda-se, agora eu não ligo para mais merda nenhuma nessa vida". Não, até porque isso é impossível.
Você vai se importar com a opinião dos outros. Isso faz parte da experiência de ser humano. A real saída começa com uma pergunta bem mais simples.
Quem é o juiz? No século antes de. Cristiófo grego chamado Dioges de Sinop.
Ele era conhecido por sua vida simples, sem ligar paraa riqueza ou fama. A história conta que um dia ele tava deitado, tomando sol, quando Alexandre o Grande, o homem mais poderoso do mundo na época, apareceu e ofereceu pro Diesse. Ele respondeu: "Queria que você saísse da minha frente.
Tá tapando o meu sol". Rapaz do céu dizem que Alexandre ficou tão impressionado que falou depois: "Se eu não fosse Alexandre, queria ser Diógenes". Quase todo mundo entende Diógenes errado.
Acham que ele não ligava para nada. não tinha mais necessidade de aprovação. Isso não é verdade.
O que ele fez foi tirar o juiz do controle dos outros e botar na sua própria mão. A única aprovação que ele precisava era a dele mesmo. Por isso, nenhum homem mais poderoso da Terra tinha poder algum sobre ele.
É exatamente isso que eu vou te ensinar agora. O psicólogo Carl Rogers dizia que cada um carrega um juiz, alguém que bate o martelo sobre se você prestou, se a sua escolha foi certa, se você tem algum valor. Na maioria das pessoas, esse juiz mora do lado de fora.
É a plateia que dá o veredito, os outros que falam o seu valor. O trabalho de uma vida inteira é trazer esse juiz para dentro. Parar de perguntar, será que gostaram?
E começar a perguntar: "Isso é fiel a quem eu quero ser? Isso é bom para mim? Isso é o que eu quero".
No show da nossa vida. A gente foca tanto na arquibancada barulhenta que esquece que quem realmente importa é quem tá na primeira fila. Aquelas poucas pessoas que te amam de verdade e torcem por você.
É a opinião delas que deveria contar mais, mas mesmo assim não são elas que devem bater o martelo. Veredito tem que ser seu. Só, só que não adianta falar: "Pronto, agora eu sou o juiz da minha vida".
Se esse juiz não tiver autoridade nenhuma, se lá dentro você não confia em si mesmo, o barulho de fora vai sempre ser mais alto, tá? Careca? Então, como é que eu construo essa autoridade?
Com autorrespeito. E autoreseito não é uma parada que você decide ter, é uma coisa que você acumula. Basicamente, funciona como se fosse uma conta bancária.
Cada vez que você faz o que promete para si mesmo, eu tô falando aqui até as coisinhas mais pequenas possíveis, você deposita uma moeda. Cada vez que você se trai para agradar a plateia, você saca uma moeda. Quem vive com saldo negativo precisa o tempo todo pedir aprovação emprestada pros outros.
Quem tem saldo positivo consegue se tornar o juiz da própria vida. E chega uma hora que você acumulou tanto saldo, provou tantas vezes para si mesmo que a sua palavra vale, que aquela máscara que você carrega vai aos poucos sumindo e dando lugar ao seu rosto de verdade. Você não descobriu quem você é, você construiu escolha por escolha.
Lindo, né? Na teoria é maravilhoso. Agora, quando você tá lá na frente de todo mundo em pânico, a ansiedade tá estourando, o coração tá disparado, que que você faz?
É aí que o bicho pega, né? O filho chora e a mãe não vê. Eu quero que você respire fundo e faça o que eu vou te falar agora.
Primeiro, separa os seus pensamentos da realidade. Tá todo mundo me achando um idiota. Isso é um pensamento, não um fato.
Muda isso racionalmente porque ele de verdade é. Eu estou pensando que tá todo mundo me achando um idiota. Eu sei que isso parece bo, inútil, mas é a técnica terapêutica que mais me ajudou nos momentos difíceis da minha vida.
E se você não conseguir nem fazer isso, essa dinâmica, só nomeia o que você tá sentindo. Tô sentindo vergonha. Vergonha de quê?
Ah, do que vou achar da minha roupa. É medo de ser zoado pelos outros. Pronto, achou o sentimento.
Medo de ser zoado pelos outros. O processo de fazer essas duas coisas ativa o seu córtex préfrontal, a parte racional do seu cérebro e diminui a ativação da mídala, que é o seu alarme emocional. Essas são as melhores ferramentas que a ciência conhece para atravessar uma onda de emoção intensa.
[música] E se você quiser um conhecimento mais profundo para esses momentos de tensão mais técnicas validadas pela ciência e uma forma de construir seu saldo no dia a dia, porque construir saldo para ter autrespeito é uma parada que depende de método. Foi exatamente por isso que eu montei um protocolo na área de membros. Vai ter um tracker para você contar os seus pontos, o seu saldo, uma auditoria da sua primeira fila e um desafio de uma semana que muda sua relação com medo de ser julgado.
Além disso, tem um vídeo meu explicando tudo isso e mais detalhes na área de membros. Quem quiser é só acessar área de membros tier 2, que tá todo o conteúdo disponível para você lá. Mas isso tudo aqui não é uma forma de você deixar de sentir as coisas.
Parar de se importar com a opinião da multidão não é a mesma coisa que parar de se importar com a opinião dos outros. Na verdade é o oposto. Você passou tanto tempo tentando agradar a arquibancada que quase esqueceu de estar presente pra primeira fila.
A internet vai tentar te vender, que ter força é não precisar de ninguém, não sentir nada, se blindar de tudo, virar um robô de produtividade e foco. Isso não é liberdade, é só uma cela mais bonita. Liberdade de verdade não é você não precisar de ninguém, é conseguir escolher de quem você precisa.
Montanha me disse que viver pela opinião dos outros é uma morte perpétua. Morrer um pouquinho todo dia por uma vida que nem a sua. Mas isso também é a saída.
Esse é o grande paradoxo do desapego. Quanto mais você se agarra à opinião dos outros porque acha que ela te dá valor, menos você existe. E quanto mais você se solta, mais você volta a viver.
No dia em que você apaga o holofote e tira a máscara, a morte perpétua acaba. Você deixa de existir na cabeça dos outros e volta a existir na sua própria pele. Pela primeira vez em muito tempo.
Você não tá sendo visto, você está vivendo. Então, só resta uma pergunta. Que vida você escolhe viver a partir de agora?