Paulo Henrique, então o objetivo da entrevista é só conversar um pouco mais sobre o formulário que que você já respondeu. Eu não diria nem que é tipo vai tirar dúvidas, vamos colocar assim, mas eh tentar aprofundar um pouco mais a análise da companhia para comparar com as demais, tá bom? Tá beleza?
assim, e é do mesmo jeito, se você não souber alguma coisa, não tiver informação, você falar: "Não, isso aí a gente não não monitora, não tem e já era. " Tá, tá bom, vamos lá. Eh, você tá comandando a companhia quanto tempo já?
5 anos. 5 anos já, né? É, quando a gente foi promovido, eu assumi a companhia aqui.
Caraca, mais de 2020, tá? Vamos. A maior parte do seu efetivo é de recruta, vamos colocar, né?
Pessoas que têm, não recruta, mas não são tão antigos, né? A maior parte é quem tem menos de 15 anos de serviço de acordo com a tabela aqui. Isso.
Dá quase meia meia aqui, mas meia mediano. Hã, mediano, sim. É mediano.
É, eu tô vendo aqui, tenho quase meia meio. É, tá. Deixa eu fazer uma aqui.
Você tem, deixa eu ver qual que é o campo correto aqui, tá? Quantas viaturas você opera? Pera aí.
Primeiro, sua companhia engloba quantos municípios? Um município só. Só, só Jacareí.
Só. É uma parte Jacareí. Uma parte Jacarí.
Beleza. Você consegue operar CGP mais quantas aí? Normalmente, ó, eh, você se refere só a viatura de rádio patrulha ou as demais modalidades também?
O que você tiver, pode colocar, ó. Eh, vamos lá. Eu trabalho geralmente com duas rádiopatrulhas no dia, mais três viaturas de ronda de apoio, mais uma viatura de base comunitária móvel e duas duik você conta também ou só viatura quatro rodas?
Pode ser. Eu rodo com quatro quatro bicicletas. Região central.
Região central. Porque a minha área central aqui, cara, ela é muito carregada de furto e a bicicleta consegue se deslocar facilmente. Isso.
Então, eu eu bato forte aqui com as as bicicletas porque o índice de roubo e furto na área central é muito grande, tem muito estelionato. pessoal que vai fazer idoso, né, geralmente vai fazer compra ou senão o pessoal que vai fazer compra na na loja deixa o celular em cima da do balcão, o cara vai lá e pega. Então tem várias quadrilhas especializadas nesse tipo de atividade que eles nem são da cidade, eles vêm de fora.
E eu percebo que essas quadrilhas elas são itinerantes. Então os caras vêm, ficam um mês aqui em Jacareí, depois fica um mês em São José dos Campos. Então eles vão fazendo isso e geralmente eles são do ABC, então eles ficam rodando as cidades para cometer furto e 171.
Entendi. Então já vem o pessoal que é especializado em 171, é da mesma quadrilha, pessoal que é especializado em furto e aí aumenta bastante índice de rouo. Tem gente que é furtado e e cadastra como roubo.
Eh, mas a bicicleta ela me ajuda bastante nesse tipo de atividade. Então rodo com quatro bicicletas, três viaturas de ronda de apoio. Eh, as de RP falou que são duas.
Essa RP que fica pro estatus 01 para atendimento de ocorrência. Isso. Mais o CGP.
Então são seriam três, o CGP e mais duas. Eh, e aí eu tenho mais três viaturas de ronda de apoio que elas fazem um serviço específico. Daí depois você quiser que eu trate desse assunto, eu falo.
Pode, pode falar já. Pode, pode, pode desmiçar, tá? Essa daí é uma ideia sua?
Foi uma ideia sua ou não? Foi foi uma ideia minha. Depois, se você quiser, eu te encaminho o meu trabalho que fala sobre esse tipo.
O meu trabalho ele fala sobre poliçamento em estado 03. Eh, porque não existe na Polícia Militar uma modalidade, uma plataforma de poliçamento de eh estado 03. Eh, lá na Norsop, ela fala que você pode utilizar em estado 03 é uma nomenclatura que ela utiliza como modalidades operacionais diversas.
Então ela dá, ela deixa essa lacuna para ser preenchida de acordo com a realidade de cada comandante companhia ou de acordo com a necessidade. E aí eu eu criei uma modalidade chama ronda de apoio para atuar dentro dessa modalidade operacional diversa em estado 03. Só que o que eu percebi, não existe uma modulação desse tipo de de atividade.
Então foi o que eu fiz. Eu criei aqui, me ajudou muito reduzir os indicadores criminais nesses 5 anos. E aí eu criei uma plataforma de atuação desse tipo de atividade para disponibilização a nível institucional, né?
Inclusive já terminei o CAO lá e foi esse o tema. Então o que que eu percebi assim, eh, é que os ativos operacionais que ficam disponíveis paraa utilização de um comandante de companhia, eles são, na grande maioria voltados para o atendimento 90. Só que existe uma, só que daí que eu percebi logo no início, quando eu assumi a companhia, que eu ia na reunião de hack, de análise criminal e eu era cobrado de índice criminal, só que o meu ativo operacional era para 90.
Então o cara tava me cobrando de reduzir indicador criminal de acordo com os indicadores lá do São Paulo contra o crime, mas meu artigo operacional era para atender o 90, né? 89%. Ninguém te pagava bônus porque você não tinha ocorrência pendente.
Mas e daí eu que que eu fiz? Eu falei: "Meu, vou ter que me virar, né? Vou ter que prestar um bom atendimento 90 e criar um jeito de reduzir o indicador criminal".
E aí eu criei uma plataforma de atuação deles com base numa metodologia que eu tive contato quando eu fiz um curso. Uma vez eu fiz um curso com seos car da marinha americana que vieram para cá e um amigo meu da Polícia Federal me convidou para fazer um um curso com esses caras. Aí foi um curso de três dias, assim, era dia e noite.
E aí lá eles eles tinham uma filosofia que era busca de alvos de alto valor e alto retorno. Quando o SOS desmantelou a Alqaida lá no Iraque, eles tinham 80% dos ativos operacionais deles voltado paraa ação tática e 20% paraa inteligência. E aí eles viram que eles não estavam conseguindo.
Os caras ficaram lá dois anos tentando desmantelar o Cido, não conseguiram. Daí eles inverteram essa pirâmide e gastaram 80% de ativo operacional com inteligência e 20% tático. E aí assim que eles conseguiram desmantelar o Kaider, porque eles eles pararam de gastar energia com a periferia da organização terrorista, porque eles estavam atuando muito na periferia da organização e eles não estavam conseguindo eh atingir o núcleo daquela organização.
Então eles tiveram que reestruturar a sistemática deles lá dos cros e começar a agir com inteligência. para poder pegar quem interessava. Daí o que que eles perceberam?
Quando eles pegavam dos cabeças, o efeito era muito grande dentro da organização. E quando eles ficavam atuando na periferia, eles não tinham um efeito que eles esperavam porque era facilmente reposto. Então, o que que eu fiz?
Eu usei essa filosofia aí que é a busca de alto eh de alvos de alto valor e alto retorno aqui na minha companhia territorial para tentar eh usar mais inteligência. E assim o que que acontece? Eu não tinha um link também eh com a inteligência do batalhão.
Que que eu percebi quando eu assumi? que o a inteligência do batalhão, ela produzia informação só paraa força tática e pro comandante da unidade. Então, a inteligência do batalhão não quem carregar, quem carrega os indicadores criminais da companhia, ou seja, quem atua basicamente nisso são as companhias.
A força tática, ela é uma é um uma força do comandante de companhia que ele usa de maneira estratégica, né, de acordo com alguma prioridade que ele tem. Só que quem tá no dia a dia enfrentando o crime cotidiano é o a companhia territorial. Só que a inteligência não produzia nada para mim, zero.
Só ia tudo pra força tática. Daí eu tive que criar um link entre esse grupo chamado ronda de apoio e a inteligência do batalhão, porque eu queria trabalhar com inteligência e não ficar gastando o recurso operacional ao Léo. Então, toda essa filosofia que eu usei na ronda de apoio foi baseada em informação intigência e criação desse link eh entre a inteligência do batalhão e a companhia territorial, porque você não existia.
Vamos lá. Cara, tá, pode continuar que eu tô tô ouvindo. Depois eu vou tentar escrever tudo.
Tô prestando atenção, tá? E aí, isso tudo tá no meu trabalho, tá? Tá.
É resume, só resumir. Deixa eu ver se eu entendi. Então, ó, eu tinha anotado aqui o seguinte.
Você normalmente você operava com duas viaturas de RP, estado 01 para atendimento de ocorrência, três viaturas na ronda de apoio, uma base comunitária, quatro bikes na região central e o CGP. Beleza? Isso.
Básica comunitária móvel. Você colocou aí é BCM. Básica comunitária móvel.
Aí eu coloquei, comecei a escrever as viaturas de ronda de apoio ficam constantemente 03 e foi criada por você diante dos indicadores que você tinha que enfrentar. Você percebeu que os ativos operacionais disponíveis eles ficavam voltados mais pro atendimento 90, mas ao mesmo tempo a cobrança era em cima dos indicadores. Então diante disso e depois de você participar desse curso com SOS, você viu onde você aprendeu, né, que vale mais a pena.
O curso tá 2018. Hum. O lá quando eu era tenente ainda, tá?
E aí nesse curso você aprendeu que valia mais a pena buscar alvos de alto valor, de alto retorno. Isso. Beleza.
Além disso, você buscou aproximação com a inteligência do batalhão, que até então não produzia nenhum tipo de conhecimento para você. E aí você juntou então as viaturas do status 03, essas três rondas de apoio direcionadas de acordo com aquilo que a inteligência passava para você e de acordo com os indicadores também. Era isso, foi isso mais ou menos.
Uma coisa que foi muito importante nesse processo foi o levantamento de campo da ronda de apoio, porque como eles eles conhecem, eles são pertencentes à companhia territorial, eles têm um vínculo com a localidade e a força tática não tinha. Então eles é assim, o vínculo com o a localidade é de conhecer os criminosos da área. A força tática também conhece, mas tá todo dia dentro da área da área territorial.
Então o que que aconteceu? Eu criei uma sinergia do levantamento de campo que a RA fazia. Então a RA fazia levantamento de campo, abastecia a inteligência.
A inteligência trabalhava essa informação, voltava para Ra fazer as prisões. Eh, o que isso não era feito com tanta qualidade pela força tática, porque a força tática não tinha esse vínculo territorial. Força tática tava ficou, ah, que que a gente vai fazer?
Vamos sair, vamos pegar um uma arma hoje. Agora o cara da companhia, ele tinha um vínculo pessoal comigo. Aí ele ele priorizava a minha demanda.
Então eu comecei ter essa informação de qualidade levantada que acabou jogando. Boa. E assim, essas três ondas de apoio, elas funcionam 24 horas ou é durante um período do seu serviço?
Elas funcionam em turnos de 12x 36. Entendi. Ah, só que que eu faço?
Eu utilizo degen. Hum. Então assim, em um dia eu tenho as equipes, são três rondas de apoio, hoje eu tô operando com quatro, tá?
É três ronda de apoio mais o CGP. Só que isso aí varia de acordo com a época que eu tenho de disponibilidade. A DEGEN é sua do Batalhão?
A DEGEN é do Batalhão, só que eu tenho um acordo comandante de de batalhão, eles dividem, né, por companhia territorial. E aí cada cada comandante de companhia faz o seu planejamento. No meu caso, no meu caso aqui, a DGEN é para ronda de apoio e paraa bike.
Então eu consigo num dia operar com pô, hoje eu tô com quatro, tá? Que é o 6 EP e mais três rondas de apoio. Aí tem época que isso aí varia ficando três ou quatro.
Eh, e aí o que que eu faço? No dia seguinte eu consigo colocar duas ou três rondas de apoio também na legend. Só que eles atuam.
O que que aconteceu com a DEG? Eu consegui otimizar ela porque antes o policial vinha fazer DEG e ele ficava antes de eu assumir, tá? Quando antes de eu assumir a companhia ficou quando eu era tenente, eu não tinha essa eh autonomia de gestão, mas eu percebia isso e quando eu assumi, então eh teve algumas coisas que eu sabia que acontecia de errado e quando eu assumi eu consegui resolver como eu fiquei aqui, né?
Eu eu tive a oportunidade de tô aqui desde aspirante, então conheço tudo, sabia tudo que tava de errado. Então para mim teve uma certa facilidade de eu assumir um lugar que eu já conhecia e já fui direto no calcanhar de Aquiles. Então a DEG antes ela atuava de forma isolada.
O cara entrava de DG e assum viatura e saia para patrulhar. Só que na minha gestão eu coloquei ele dentro de um módulo pré-estabelecido junto com a equipe de RA. Então tem, eu vou ter três viaturas de RA hoje, amanhã eu vou ter viatura de RA, que é do meu efetivo de ronda de apoio mesmo.
Quando o cara entra na DGEN, ele tem que entrar dentro desse módulo de atuação que eu já paraestabeleci. Entendi. E junto com essas equipes que são da RA, então ele não consegue ficar largado no terreno sem produzir.
Ele produz porque ele já tá dentro do pacote. Inclusive o cara pega flagrante no na deente. É quase impossível acontecer isso.
Só que como ele tá junto com a equipe, ele acaba indo junto, tá? Entendi. Eh, de que horas a que horas mais ou menos pessoal da ronda de apoio a a O horário normal dele atividade é das 14 às 10, só que varia de acordo com a minha demanda.
Sim, o normal é da da 14 às 12. Tá, cara, bacana isso, hein, meu. É, eu acho que eu entendi bem a ideia.
Acho que é um grande diferencial da sua companhia e da terceira colocada também, que é uma companhia aqui do 22 MS, eles têm algo parecido, não é idêntico, mas é parecido. Tem viatura que só fica no status 03 também, não atende ocorrência, a não ser que seja ocorrência de risco à vida ou ao patrimônio. De contrário, é patrulhamento.
Patrulhamento nas áreas que t mais problema de indicador. Uma coisa que talvez te ajude no meu trabalho é que lá eu faço um estudo sobre o impacto disso no atendimento 90. Porque uma das minhas preocupações era que isso tivesse prejudicado o atendimento 90.
E aí lá eu faço um estudo junto com o COPOM sobre o atendimento das ocorrências gerais e das ocorrências urgentes. Então as ocorrências gerais pelo meu pelo meu trabalho lá elas se mantiveram normais. não teve alteração no atendimento de ocorrência normal durante o período, só que o atendimento de ocorrências urgentes ele aumentou durante o período.
Por que que acontece? Como antes não tinha uma equipe em estado 03 e depois começou a acontecer, vamos supor, você pega sexta à noite, sábado à noite, é horário de muita demanda, as viaturas estavam empenhadas em questões que não são de grande relevância. Por exemplo, Char 04, Char 01, quando a caiu uma ocorrência urgente, ela não conseguia atender porque não tinha viatura disponível.
com a ronda de apoio, as ocorrências urgentes, que são aquelas atendidas em até 20 minutos, começou a aumentar. Por quê? Dentro do pacote de treinamento dele já tava isso, ó.
Você vai ficar em estado 03, só que sempre que cai uma ocorrência urgente você atende. Então, nas nos horários de pico eles estavam disponíveis para poder atender as ocorrências urgentes. Então, no COPOM, o que que aconteceu?
Eu come eu constatei ela através de gráfico que as ocorrências houve um crescimento contínuo n no atendimento de ocorrências urgentes durante o período de 4 anos que eu fiz a análise. Eu fiz a análise de 4 anos. Bacana, hein, cara?
[ __ ] que pariu, que da hora, que achado, cara. Foi até eh um até o Colonel Lucena que é o Cordop, né? Ele ficou impressionado com isso aí, porque quando comecei a apresentar lá o projeto, eles imaginaram que teria impacto negativo.
Só você priorizou a a demanda criminal, né, para reduzir indicador criminal, eh, o certor é curto, vai acabar reverberando negativamente no 90, mas não foi o que aconteceu. As ocorrências do 90 se mantiveram estáveis, mas as atendidas em até 20 minutos houve uma melhora. Porque as viaturas estavam disponíveis para atender as urgentes e não estavam gastando tempo com demanda desnecessária.
Top, top, top. Sensacional. E além disso, você continua eventualmente recebendo o apoio da força tática, do BAEP, quando necessário.
Sim, continua normal. Tá. O que acontece, cara, foi até um assim, isso aí que fica entre nós, né?
O comandante do batalhão, na época que a a ronda de apoio começou a dar muito certo, ele pegou a ronda de apoio, ela ficava no 12 por 36 e o efetivo maior ficava num dia, né? E no dia da DEG ficava um efetivo menor de ronda de apoio. O comandante do batalhão, quando a ronda de apoio começou a bater as ocorrências da força tática, porque chegou uma época que a gente conseguia eh pegar mais ocorrência com a força tática, aí ele pegou e colocou a força tática no dia oposto.
Ele falou assim: "Não, deixa a ronda de apoio num dia, que eu não preciso de força tática nesse dia, eu coloco no outro". Então ficou um dia ronda de apoio, outro dia força tática. Isso aí ficou durante uns 3 anos assim.
Caraca, velho. É, agora esse ano ele voltou a ou não lembro, mas foi foi pouco tempo que ele voltou a força tática, dividiu a força tática, colocou cada uma num dia. Entendi.
Mas ele fez isso porque o resultado foi muito eficiente aqui, mas por conta de todo esse histórico de metodologia que eu apliquei com uma base filosófica dessa eh dessa questão de busca de alvos alvos de alto valor e al retorno, né? Top. Porque o que acontece, poucos criminosos da área, eles cometem muitos delitos.
Então você pega, tipo assim, o cara que faz curto de veículo, é um cara que é especializado naquilo, não é qualquer cara. É, eu tinha, eu trabalhei com um polícia antigo que ele falava assim, tenente, pode ver, são sempre os mesmos. É mais ou menos isso, né?
Isso é mais ou menos isso. Acaba, acaba funcionando dessa forma mesmo, cara. Que bacana, cara.
Deixa eu só ver aqui, cara. Ah, no relatório, você colocou para mim que existem diretrizes formais aí, tanto do batalhão, acho que quanto da companhia, para pro programa de bonificação. Tem mesmo?
É isso mesmo? Tem alguma coisa nesse sentido, cara? Eh, na verdade as diretrizes formais elas são mais a as institucionais.
As institucionais mesmo. Ah, entendi. Não é própria do batalhão e da companhia, não.
Tá. Tá. Ah, isso é bom.
esclarecer aqui. Você poderia, você poderia falar, pode falar. Uma coisa que é feita aqui também, que talvez seja interessante para você saber, que aqui é feito a hack semanal.
Boa. Isso é, ó, outra coisa igualzinha do 22M, se eu não me engano, o trabalho do Fortunato tá falando alguma coisa de hack semanal. Sim, tá falando.
Então, mas eh isso aí também acabou eh sendo salutar, porque a gente é obrigado a toda semana tá conversando sobre os índices e saber onde que você tem que atacar aquele problema, entendeu? Então, quando o coronel Gomes assumiu aqui, antes a Rack era mensal, aí depois ele começou a estabelecer a Rack semanal, que eu achei que isso aí foi uma coisa muito colaborativa assim no É assim porque eu sou um É online, Paulão? É online ou presencial?
Não, não. É física. É que quantas companhias tem seu batalhão?
Duas. As duas f em Jacareí fica. Ah, então é mais fácil.
É, tem outro G, tem outro GIS também, mas o comandante em si fica aqui porque tem outras cidades que é Parebu Garatá e Santa Branca, fora Jacareí, mas era presencial, mas foi uma oportunidade da gente conseguir sempre tá a eh sabendo de realmente qual que era a realidade, porque muito, às vezes você tá muito focalizado na área da sua companhia e tem coisa que ela vai extrapolar a área da companhia territorial, né? Então isso aí eu acredito que tenha sido uma coisa que que ajudou, que pode ter ajudado também. Boa, boa.
Eu acho que é assim, faz diferença. Qual que é a percepção dos polícia a respeito do bônus? Em relação a que sentido que você você fez?
Eles trabalham visando receber o bônus, eles têm essa percepção, tipo, vamos trabalhar porque vale a pena ganhar um dinheiro, tal. tem essa percepção, tem duas percepções, né? Hum.
Eh, eu eu sou muito focado nessa questão de de reduzir indicador criminal, então é uma filosofia linha, independente de bônus ou não. Então, eu particularmente desenvolvi, tudo que eu desenvolvo aqui é por conta de um espírito próprio de da minha responsabilidade de cuidar da área que me foi confiada, né? Então eu tenho que fazer isso.
Então os policiais eles têm essas duas questões, sim. eh de atuar para que eles consigam receber bônus, mas eu acho que esse esse é um eh é uma questão secundária na visão deles. Eles ficam mais preocupados com folga, porque aqui eh eu tenho a gente com aqui a gente tem um eh uma sistemática que a cada três flagrantes a gente consegue uma folga de compensação.
Ah, isso é da sua companhia? Então, é da minha companhia, mas a nível de batalhão. O batalhão, porque isso aí eh foi formalizado inclusive pelo comandante da unidade.
Nessas conversas de hack era uma metodologia que eu adotava que aí eu sugeri e foi eh aceita. Foi aceita. E então eles eles qualquer flagrante, Paulão, qualquer ocorrência, até procurado, capturado, por exemplo, pensão limitícia, Maria da Penha, embragez, vai tudo no pacote, não tem problema.
Ó, quando é penção alimentícia, eu particularmente não, o comandante não contabiliza. É, não contabiliza. É flagrante sem contar Maria da Penha e P e pensandoí.
As únicas coisas que não contam é Maria da Penha e P. As outras todas contam. Bacana.
Isso aí é é você acaba tendo uma meritocracia, né? Porque o policial que trabalha mais, ele acaba tendo benefício, né? Sim.
Mas eles têm o norte sim de de receber a bonificação também. Bacana. Então, a sua, a sua preocupação, a sua filosofia própria de combater e controlar os indicadores criminais e consequentemente chegar no bônus.
Mas a prioridade é com o indicador em si, não com o bônus, né? Perfeito. É, a minha prioridade é essa, porque se não tivesse o bônus, eu mesmo jeito, exatamente igual.
Para mim não teria interferido no meu sistema de trabalho. E você entende que você conseguiu passar isso pros policiais? conseguir, porque quando a tropa confia no comandante e tem ele como espelho eh de liderança verdadeira, a tropa consegue seguir porque ela vê coerência ali na no discurso, não é uma coisa vazia.
Então é aquela liderança assim que a tropa ela vai porque ela acredita no que o comandante ele ele priorizou e diz que aquilo é importante para todos, né? Boa. Top, top, top, cara.
Paulão, cara, vou falar para você que eu acho que as minhas as minhas principais dúvidas eram relação com relação a isso, sabe? Que no seu registro você deixou muito bem detalhado, né? Só ficou faltando assim a ronda de apoio mesmo, cara.
Aliás, o seu formulário foi o o melhor preenchido de longe, assim, mas de disparado, né? Você lembra de alguma coisa que você acha importante a respeito do nosso trabalho aqui, do meu trabalho, que eu não tenha perguntado, que você queira comentar? Cara, assim, ó, uma coisa que eu não sei se tá relacionada ao seu trabalho Uhum.
seria a o meio físico que que o policial tem disponível para atuar na questão de infraestrutura da base, porque uma coisa que eu tá, eu não sei se tá ligado ou não ao seu trabalho, mas uma coisa melhor, uma coisa que eu percebi que faz bastante diferença é o policial tem um local adequado para ele usar como o suporte operacional dele, que no caso é a base da companhia. Então, uma das coisas que eu fiz aqui quando eu entrei, você ter uma ideia, tinha um projeto de reforma da companhia que tava parado há 12 anos. Isso antes de 2020, antes de eu entrar.
Quando eu fui entrar aqui, eu recebi uma pastinha com a data de 12 anos retroativos que tinha passado na mão de todos os comandantes de companhia que tinham passado aqui. Aí o comandante deu a pasina da minha mãe e falou assim, ó: "Vê o que você consegue fazer aí". E a companhia tava uma espelunca caino aos pedaços.
Você tem uma ideia minha companhia eh tinha um chuveiro funcionando para todos os policiais. Aí na eh em 2020 não era tão comum assim a questão de emenda parlamentar, não. Não era mesmo.
Mas eu fui um dos pioneiros aqui no Vale a trabalhar com a emenda parlamentar. Aí eu fui atrás de uma emenda parlamentar, consegui em seis meses eu fiz a reforma e a top já uma reforma top top. A companhia ficou falecendo sede da polícia federal.
E assim, eu percebi que isso mudou o espírito dos policiais, porque eles começaram a ter orgulho de trazer o parente dele para ver a companhia. O cara queria trazer a esposa dele para usar o banheiro quando tava no centro da cidade, porque a minha companhia fica bem no centro de Jacareí. Então eu percebi que quando os policiais tiveram um novo local para trabalhar, que eles eles gostavam até de mostrar pros outros e assim na época tinha um chuveiro, agora tem 12.
Então, o policial poder tomar um banho quente, poder ter um refeitório que ele consegue um eh vi fazer um jantar, tem microondas, tem geladeira, tem tudo top, ar condicionado, o policial, a a minha a cabine da do serviço de da minha companhia é blindada, ela segura tiro de fuzil, ar condicionado. Eh, e que eu sou, eu gosto bastante de tiro. Depois que eu saí da academia, cara, eu mudei completamente.
Eu é é a minha visão de tudo, assim, porque eu vi eh no durante o meu espirantado do Ferrari, eu vi o quanto é importante você ter um comandante bom que faz diferença na vida da tropa. Então, cara, eu comecei a me especializar, comecei a estudar, comecei a ser um cara, era, eu percebi que eu era muito imaturo na, na época do, do Barro Branco, mas depois que eu saí da academia, eu mudei completamente minha filosofia de vida e vi o quanto isso consegue ajudar a vida dos policiais. Então, cara, eu vi que essa questão da sede física também, desse apoio, desse suporte, eh, para que o policial tenha um local adequado para operar, eu percebi que isso aí fez bastante diferença também, cara.
Eu tenho quase certeza que isso influencia as uma das as perguntas que eu faço ali, algumas delas tm relação com isso, porque a companhia que eu tava comandando aqui em São Paulo, na segunda cia do terceiro, era um lixo, uma espelunca nojenta. E tava da mesma situação que você. Alguns comandantes que tinham passado lá tentaram mudar, tal, não conseguiram.
Aí quando eu cheguei, o então comandante que hoje até meu orientador, coronel Terra, que foi pra reserva, falou: "Ó, não mexe, não vai atrás porque nós estamos correndo atrás para construir uma sede, tanto do Batalhão quanto da companhia". Eu falei: "Ah, beleza, então tá bom. Sim, senhor.
" E nisso o tempo foi passando. Resumindo, a companhia agora, a semana retrasada mudou para um outro prédio alugado ainda, mas assim, totalmente diferente, muito melhor, muito mais adequado, né? E para mim isso é nítido também, Paulo.
Para mim é nítido. Ainda mais quem trabalha no interior, né? Que geralmente é daí, tem um vínculo maior, né, cara?
Policial tem um quartel onde ele se sente bem, onde ele ele percebe que que ele não é só uma coisa, né, cara, que ele é um ser humano, que que alguém tá olhando para ele, paraas necessidades dele. Faz diferença, cara. Eu eu tenho comigo que faz diferença.
Claro que no meu trabalho eu não vou conseguir captar essa importância assim, mas eu tenho certeza que se fizer um trabalho besta que faça, vai todo mundo vai falar: "Não, eu eu preciso de um quartel bom, quartel adequado para eu ter uma vida profissional boa". É. e consequentemente me senti motivado, ou a palavra motivada hoje também tá em, sei lá, sendo muito criticada, mas eu me sinto mais amparado para fazer o meu trabalho e vou fazer, vou vou buscar ser mais profissional.
E acho que é o que você falou também, quando o cara ele vê que o capitão, o comandante dele, é um cara profissional, é um cara responsável, é um cara que ajuda, é um cara que se preocupa, cara, é difícil não participar disso. E aí você também acaba identificando o cara que não participa. Aí também você tem ferramentas para tirar esse cara.
Se o cara não tá ajudando, se o cara não tá indo de acordo com a sua filosofia de trabalho, você fala: "Nigão, na moral, e esse cara começa a ficar isolado, que a própria tropa quer isolar esse cara e sabe que ele não é, que é um cara injusto. " Sim. Então isso aí foi uma coisa que eu acrescentaria sem boa, boa.
Bem lembrado. Bom, Paulão, cara, eu só tenho agradecer tanto pela resposta do formulário quanto pela entrevista, parabenizar, porque assim, cara, é nítida a diferença, né, cara, de postura sua e dos resultados, né? né?
O que eu falei, o formulário que você me mandou aqui, absurdamente melhor do que de qualquer outro companhia que eu peguei. Eh, só vou pedir a gentileza para você de que caso seja necessário, eu vou te mandar mensagem pelo WhatsApp, alguma coisa para uma outra dúvida, tá bom? Claro, cara.
Tô à disposição. Fechou? Fechou.
De qualquer forma, meu, parabéns pelo trabalho, de verdade. Eu vou ver se eu consigo ler sua dissertação, que eu acho que é um tema muito interessante. Eh, assim, empiricamente a gente pensa, né, fala: "Puta, eu acho que devia ter umas viaturas só para patrulhar".
Mas agora eu tenho um trabalho que me dá uma direção de como fazer isso, né? Que eu acredito que fosse seu trabalho. Vai mostrar mais ou menos o que é feito, como que é.
Bacana para caramba, cara. Bom demais. Paulô.
Obrigado, viu, meu irmão. Obrigado mesmo, cara. Irmão, parabéns pelo seu trabalho aí, que é uma coisa muito relevante também para pra instituição.
Você é um cara que é referência para para todo mundo da turma, né? E o que você precisar eu tô à disposição, tá bom? Fechou.
Obrigado, meu irmão. Um abraço, viu? Ob.
Um abraço. Valeu.