Foi aqui. É, foi aqui, cara. Tantas jogadas, tanto, tanta emoção, tanto cabelo vermelho, tantos gols, tantos erros de arbitragem. É o time que me fez virar ser santista mesmo. Provavelmente se não fosse esse time, eu nem sei se eu seria santista. Como é que nunca fizeram um filme sobre esse time? É cinema, hein? Quatro pro Fluminense na soma dos resultados. Aí sobrou um cartão amarelo. Melhor que ele Ronaldo. Aí o Marquinho Capchaba tome bola pra frente. Geovani parte. tenta botar velocidade em cima do Alê. Bobeou o Alê. Partiu Geovani. Olha o toque. Wellerson salva. Gol
é do Santo. Um dia o meu pai e meu tio falaram: "Não, garoto, você tá aí meio desanimado. Eu vou te levar para ver o treino de um time aqui da cidade". E aí eu fui a primeira vez que eu entrei na Vila Belmeiro. Um dia os dois irmãos da minha mãe e esse tio avô vamos lá na vila para ver quem pega o coringão na final do Campeonato Paulista de 77 e jogavam Santos e Ponte Preta. Ponte Preta tinha um timaço de carro e rei. 2 a 1 pra Ponte. Mas eu vi aquelas bandeiras
brancas tremulando, aquele time todo de branco não tinha patrocínio, parecia Jesus se ressuscitando, saindo do vestiário. E aquele dia eu decidi, eu vou torcer para esse time aí. É um sentimento de família, porque a gente começou a torcer pro Santos por causa da nossa família. Quando eu penso em futebol com do criança, eu lembro do meu pai falando do time de 95, sabe? Foi num dia de sanção, um amigo me levou no Morumbi, a gente ganhou de 2 a 0. Cheguei em casa com a camisa, esqueci de trocar camisa para chegar em casa. Cheguei em
casa, meu pai tava no sofá, me viu chegando com a camisa do Santos, falou: "Que merda é essa?" E aí no comecinho era meio que só para irritar ele, alguma coisa assim, mas não teve jeito. Eu acabei, acabei me apaixonando de uma maneira muito louca. Não tem como falar da minha relação com Santo Futebol Clube, sem lembrar do meu pai, meu falecido pai há pouco mais de um ano, eh, apaixonado por futebol, Completamente enlouquecido pelo Santos Futebol Clube e desde que eu me conheço por gente, me carrega junto. Meu pai era santista, né? Meu vô
por parte de mãe santista, meu pai também santista. Então me influenciou a ser santista, óbvio, mas foi em 95 ali que eu comecei a entender um pouco mais, né? Começar a entender o que era futebol. Minha mãe era da Gaviões da Fiel. meu pai da torcida jovem e eles combinaram de ninguém ninguém forçar nada. E um dia minha mãe voltou do trabalho, eu tava com a roupa inteira do Santos vestido. Aí ela ficou [ __ ] acusou meu pai de traição e eu não mudei mais. E esse amor já começou desde quando eu nasci, porque
meu pai é ex-jogador do Santos. Meu pai jogou lá de 77, 78 até 84. Então o meu amor pelo Santos já vem ali da barriga já da minha mãe. E cara, eu só coloco santos abaixo da minha família. Não dá para explicar, não dá para Só quem é santista, só quem vive o santo sabe do que eu tô falando. Meu irmão é 4 anos mais velho do que eu e naturalmente eu também me tornei santista por causa dele numa época em que o Santos ainda tava ali carente de algumas eh comemorações e a gente mostrou-se
firme e forte e um amor à primeira vista mesmo pro seu santista. Vamos que vamos, Osmar. Vamos com tudo nessa grande final. Santos e Corinthians. O Santos tenta sair deste empate e garantir o título com uma vitória. Mas o Corinthians, olha aí, olho do lance. Eu já nasci num ano que o Santos foi campeão, né, em cima do Corinthians 1984. E amor de pai, cara, meu pai foi tipo, cara, meu espelho para gostar do Santos. Então o que me dava alegria era ver meu pai assistir no jogo, acompanhar meu pai e que o meu pai
gostava, eu gostava, mano. E foi vivendo e e chegou nesse nível, tá ligado, de chorar pro time. Ó que loucura, cara. 95 foi um ano emblemático. Eu já digo para todo mundo que 95 foi o ano do meu despertar pro Santos, de sair na rua com bandeira tremulando, de ter camisa, de de ter orgulho ali, de falar: "Pôra, isso é o que eu quero seguir pra minha vida, sabe? Ir atrás do Santos e tá sempre perto." Claro que os jovens que aí que que nunca, né, que eram tinham idade ali, foram de de, né, pela
primeira vez contaminados ali, se apaixonaram e viraram santistas por causa da desse time, né? Quando eu penso em futebol com do criança, eu lembro do meu pai falando do time de 95, sabe? De ser doente mesmo, de foi 95. faz parte do torcedor cientista daquela geração, da minha idade, um pouquinho Mais velho, um pouquinho mais novo. É um momento fundamental pra gente se descobrir como torcedor. 95 a gente perde, mas muita criança virou santista porque viu o cara de cabelo vermelho deitando no Fluminense, eh, viu o pai chorando, viu o Pacaembu lotado pulando daquele jeito.
Então é de uma uma importância fundamental, por mais que o Santos não tivesse sido campeão, é, foi aquele que o Santos se mostrou de novo pro pro Brasil, falou: "Tamos aqui, estamos vivo". Aquela campanha de 95 acho que resgatou no santista aquela emoção de brigar por título, de do orgulho, da daquela coisa de vestir a camisa e sair na rua orgulhoso de ser santista de novo? Eu acho que aquele time é um dos times mais lembrados ainda. Talvez se tivesse sido campeão não ia ser tão lembrado do que do que aconteceu que que a gente
não foi campeão, mas até hoje a torcida do Santos considera a gente campeão, né? Houve uma uma glória no final da história. Houve, pelo contrário, uma grande decepção. 95 é inexplicável. Posso ficar falando aqui até eu bater as botas. explicar pra nova geração que 95 que sequer ganhou na prática é gigante. É muito difícil, cara. Mas eu vou explicar 95. 95 é como você levar um chifre. O que que é Um chifre? É quando você tem uma grande decepção de algo que é muito importante para você. Por onde for tiver joga em 95 eu não
desistiant taças vi você levanta. Por isso que hoje eu estou aqui para te incentivar. Por onde for, vou te dejar. Eu sou santo. Alai. Eu sou santo. Eu sou santo. P jogar 95. Eu não desisto. E por que que em 95 essa experiência foi tão importante? Porque foi construída ao longo do que veio antes de 95 uma base pro Santos retomar a sua verdadeira trilha. O Santo Futebol Clube tinha um time ali que não era o time de maior investimento do futebol brasileiro naquela oportunidade. O Palmeiras com a Parmaltia, Via Láct era outra coisa, só
pode acabar de ser bicampeão do mundo, não vivia um grande ano. Corinthians tinha sido campeão paulista e da Copa do Brasil tava muito bem. Você tinha uma grande partida, um grande temporada, sobretudo no Paulista da Portuguesa. O Santos estava 12 anos sem disputar nenhuma final. O Santos foi a final do do Paulista de 84 e o brasileiro de 83. E há 11 anos não ia uma final de nada, nada. 85 nada. 86 nada. 87 nada. 88 nada. Igual Blitz nada. Torcedor do Santos nos anos 90, cara, Meu Deus do céu. É, é. Sofreu muito. Sofreu
muito, cara. Se o torcedor do Santos for pro céu, ninguém vai. Carlinhos bate três dedos. Marquinho. Era um time de muitas e muitos jogadores que eram apostas. O elenco foi sendo montado no decorrer desse ano. Subiu eu, subiu Marcos Basílio e o Jean para entregar para integrar o a equipe de Conais. Eu lembro o Jamelli, né? Tava vindo, o Galo já tava o Edinho aí, Marcos Adriano, Robert Macedo, Marcelo Passo, que era do Santos, tava emprestado e veio. E o Giovan boa bola fugiu Macedo. Giovani lançou na costada da zaga, vai Marcelo pra grande área,
invadiu, bateu, olha o gol do Santos, afasta a zaga. Em 94 eu eu vim jogar na na Série A 2, né, do Paulistão, na São Carlense, né, e lá via um diretor do Palmeiras. Quase foi pro Palmeiras. É que o diretor do Palmeiras não apareceu, graças a Deus. Felizmente eu vim para o Santos, que eu acredito que foi a a melhor escolha. É, eu lembro até brinco na época que quando ele chegou ali na vila, a gente tava num num bar em frente, ele chegou com uma sacolinha ali do pão de açúcar, com chinelinho dentro,
tal, veio perguntou onde era a concentração do Santos, aí mostrando para ele e tal. E lembro que eu vi o primeiro treino dele, quando eu vimos ele dominar a bola, ele tratar a Bola com já vimos que o cara era diferente, né? Então era o o cara diferente do time, era o craque, é o que resolvia. No grupo tinha tinha equipe muito forte, né? Mas a gente jovem com sede de vencer, as coisas também foram se encaixando, porque você sabe que no futebol as coisas, muitas coisas tem que se se encaixar. Veio muita gente nova,
saiu bastante gente mais velha, formou um time ali de garotos que fez um campeonato paulista assim excelente. Chegamos a semifinal, por pouco não não fomos à final. E aí desse time do Paulista que eu vejo que já fez uma espinha dorsal muito muito forte com o Joãozinho e o Chulapa era auxiliar, a gente já engrenou pro brasileiro com algumas contratações a mais que chegaram, que foi o acho que duas peças que fundamentais que foi o Wagner e o Robert. Primeira coisa que todo mundo falava lá quando eu cheguei, falei: "Cara, até que enfim você não
vai jogar nunca mais vai jogar contra a gente, a gente não te aguenta mais, cara. Você joga pra caramba contra a gente faz não sei o quê". Pro começo do campeonato, o técnico era o João, meu amigo Joãozinho Rosa. Um sábado à tarde estava na Vila Bamiro. O Santos tomou um 5 a 2 do Vasco da Gama num show de Valdir Bigode e o Joãozinho caiu. Aquele time foi montado para não cair, né? O Cabral surgiu numa hora que praticamente eu tava precisando de um apoio extra campo, né, para poder levar isso para dentro do
campo e conseguir concluir e sucesso, né, para mim acho que foi um marco muito muito bom. E o Cabrazinho é um mestre e ele além de ter muito conhecimento de Futebol, era um, né, é uma uma pessoa muito inteligente, muito sensível e trabalhava muito o aspecto psicológico da nossa equipe. Numa reta final dessa, o controle emocional é de suma importância. Cabralzinho. Acho que foi uma grande peça pra gente Cabralzinho quando ele veio, porque o Cabralzinho ele vem com jeito mais de conversador, era aquele jeito mais de um paizão mesmo. A gente até brincava, né, que
ele não fazia coletivo. É um negócio que hoje é super moderno, né, campo reduzido, tal. E eu não tinha feito nunca isso. O Cabralzinho naquela época já fazia. E era muito treino com bola, né? Tem, a gente até brincava que era peito, pé, coxa, cabeça. Lembra que a gente falava que ele pegava bola? Todo treino era treino técnico. Você tinha que dominar com a coxa, com o pé, pé esquerdo, pé direito de cabeça, matar no peito, tal. O cabrãozinho chegou lá, tirou todos os atacantes do time e botou os meias, só meio-campo. E ele ele
gostava muito que o jogador ficasse com a bola, gostasse da bola. A bola é a coisa mais importante do jogo. Essa essa conexão entre jogadores de meia ali deu muito certo, porque o Geovani também fazia de de atacante, falso nove. Eu chegava na área e voltava. O Wagner chegava na área e voltava, o Carlinhos, né, também chegava na área e voltava. E o Jamell ficava mais atacante do que meia, mas ele marcava para caramba também, compunha. Então assim, meu liga. E o Cabralzinho, ele ele era na frente do tempo dele, cara. Então esse negócio de
fazer três contra três, quatro contra quatro, campo reduzido, fazer sem gol, né, só posse de bola, tudo. Mas eles contando que treinavam, tipo, eles no exército, um outro campo ruim, o campo da vila era muito ruim, cara. O Santos era zero de estrutura, zero. Só tinha Vila Belmiro. E o gramado Vila Belmiro parecia meu cabelo, mano. Ralinho, tal, não sei o que na época. Agora tô careca. A gente fala isso hoje, parece que é mentira, mas a gente chegou a fazer coletivo na praia, na ilha Porchá, ali, que era o lugar mais plano. Os caras
montavam o campo lá, torcida em volta, o cara que tava lá na praia correndo, jogando frescoball, ele tava lá, chegava o buzão do Santos, o golzinho montado aqui, montado ali, riscava e a gente fazia o coletivo na praia. Cara, a gente caçava campo em Santos, batalhão tal, não sei, o clube tal, todo respeito ao segundo batalhão de caçadores lá em São Vicente. A grama pela canela. Era assim que o Santos treinava. Onde a gente vai treinar hoje, né? Qual o campo? Que a Vila Bemmeira tava assim, não tinha como treinar, né? E quando treinava piorava
mais ainda. Chocolate no Santos. Estádio Manuel Barrados, o Barradão. A bola desvia em Wilson e entra Vitória e Santos. 4 a 0 pro Vitória. No segundo tempo. A imprensa de Santos detonou os cara. Ninguém imaginava tomar uma goleada como perdeu. E aí a imprensa, como disse, bateu, pegou muito pesado e aí o grupo se fechou. Paulinho Cobayashi outra vez é o quarto gol dos baianos. Final Vitória 4, Santos Z0. Lembro do jogo contra o Vitória que meu pai, meu pai sempre ficava puto quando Santos perdia. Eu lembro dele puto. Fala, [ __ ] como que
perde quatro pro Vitória com esse time? A gente tem muito mais time, não sei o quê. Ninguém imaginava tomar uma goleada como perdeu. E aí a imprensa, como eu disse, bateu, pegou muito pesado e aí o grupo se fechou. O o Amando, Amando Gomes, né? Eh, o Sport Esporte na época, né? Eles eles o canal dele não era nem na TV Santa Cecília, era lá na TV Litoral em São Vicente. Eu lembro, né, que a gente assistia que batia na gente para caramba aquele programa todo, né? Tinha, tem aqueles aqueles senhores lá que a maioria,
infelizmente não estão vivos, né? O Galo, capitão do time, jogador de muita liderança, reuniu o pessoal, falou assim, ó, a gente não dá entrevista e viraram a cara. Então, o time se fechou de tal forma que deu certo, cara. Não ligou para que imprensa ou algo falavam, vamos se fechar, vamos se cobrar, né, entre nós aqui dentro. E a gente não dava mais entrevista para ninguém, para ninguém, porque realmente foi uma coisa Que a, pô, já que tá, a gente tá sendo criticado mesmo, a gente tá sendo detonado, ganhando, perdendo, ah, vamos se dan naquele
jogo contra o Vitória, ele chacoalhou a gente, ele fez com que a gente pudéssemos acreditar mais na gente e a nossa conversa foi justamente isso, de quanto a gente poderia dar mais. Virada de chave paraas classifica pra classificação foi a vitória contra o Palmeiras. O Palmeiras tinha a força, o Santos o talento. Parque Antártica, né, que a gente conversava, vestinha um timaço, time era uma seleção, na verdade. E fala, pô, a gente tem que buscar pelo menos um empate aí, cara. A gente teve que jogar assim contra o Palmeiras, era o seguinte, né? É, erro
zero, erro zero. Já era o Palmeiras da Parmalate. Já era os caras assim, alto alto nível, os cara não velhos assim, só cara no top. e falou: "Cara, a gente não pode errar, a gente não pode errar. A gente jogou assim de uma maneira assim assim quase perfeito. E no final nós vencemos com o o gol do Wagner. Giovani, o toque. Wagner tentou virar, limpou o lance, a chance do Santos. Gol do Santos. Aí, meu amigo, desse jogo aí, vencendo um time grande, né, que era um dos favoritos. Aí a tua confiança vai lá para
cima, né, a tua autoestima. Primeiro porque tira o Palmeiras da da reta, solidifica, tem outro grande jogador que era o Wagner, que jogava de meia, jogava de volante, jogava de lateral, jogava sempre muito bem. uma força física impressionante também, muito bom jogador. E aí o jogo contra o Palmeiras que você fala, pô, o Santos tá na briga e que se a gente perdesse ou empatasse aquele jogo, o Atlético também Sim ia passar a gente. Quando o Santos ganha do Palmeiras por 1 a 0 no Paquembu, aí eu falei: "Aqui tem coisa, que aqui esse Santos
tem bola para chegar até a final ou pelo menos até a semifinal, como chegaria." As vitórias começaram a aparecer, então quando vem as as vitórias você começa a a pensar em coisas maiores, né? A cada rodada que a gente conseguir esses grandes resultados, a gente foi acreditando e ganhar do Flamengo no Maracanã sem um metade do time, foi 3 a 0. Robert descobriu de novo a Velha Rio Santos, botou o pé na estrada e foi receber lá na frente o passe de Wellington. Sinal aberto para o Santos, 3 a 0. Para quem vindo uma derrota
de quatro vitórias e consegue ganhar daquele time do Flamengo de três e jogando bem, o time deslanchou da tal forma que um dos jogos difíceis que teve foi aquele da contra o Guarani. O Guarani desclassificado lá, já não tinha nada mais e a gente falava e o e o jogo tenso, o Guarani nunca nunca jogou tão bem que naquele dia, cara. Os caras jogaram, se eles jogassem aquele daquele jeito, o campeonato inteiro, eles iam ser campeões. Mais do que isso, a gente tinha um Atlético Mineiro que tava brigando com a gente. O campeonato era um
modelo de pontos corridos pra classificação dos quatro primeiros fazerem a a semifinal e final. Era o seguinte, classificam-se os quatro melhores durante a fase de classificação e três já estavam garantido. Cruzeiro, Fluminense, Botafogo, Botafogo e faltava o último. E Santos e Atlético Mineiro, cabeça a cabeça, Santos ganhava, o Atlético ganhava. Santos ganhava, o Atlético ganhava. Santos ganha, chegou a última rodada. A gente tem um ponto na frente do Atlético, né? Daí o Atlético jogava, passava dois. Isso. Daí a gente era obrigado a ganhar para passar um e ficar. Esse jogo do Guarani, o Atlético tinha
ganho. O jogo e se a gente não ganhasse, a gente ia ficar fora. Entrava o Atlético. E aí a última vaga a gente foi jogo a jogo disputando com o Atlético Mineiro. Aí a gente ia jogar contra o Guarani. O Atlético oferecia televisão, oferecia não sei o quê, oferecia, sei lá, do México, bicho, com os cara, a gente ganhava. Aí ia jogar contra não sei quem, o Atlético ia lá dar aquela mala branca, né? E e a gente, cara, assim, no limite, no limite do limite, não podendo perder, tinha que ganhar todos os jogos pra
gente conseguir a classificação, né? Primeiro, o gol não saía. Segundo, com o nervosismo, o Guarani começou a criar algumas oportunidades com os nossos erros de querer fazer o gol antes que ele acontecesse. Então, praticamente, nós mudamos o jeito de jogar daquele jogo, de querer fazer as coisas antes que acontecesse. Eu mesmo perdi um gol, tirei do acho que do goleiro, meti o e o lateral cortou a bola, acho que de dentro do gol. E a gente sabe quando às vezes a bola quentar e não quer. E a gente começa e o jogo vai e a
bola não entra, não entra. E o Pacaembu todo mundo e vai, não vai. Daí vira o primeiro tempo 0 a 0. E só vi informação. Gol no gol no Mane Garrinch. Atlético Mineiro 1, vitória zer. Legal. Em Brasília Renaldo marcou o primeiro gol do Galo contra o Vitória da Bahia. Gol no Mane Garrincha. Atlético Mineiro dois vitórias a 0. Ai meu santoito. Gol do Manega Garrincha. Atlético 3 vitória a Z0. Aí tu olha pro relógio 350. [ __ ] é o Santos essa merda mesmo. É toda vez é isso, né? E o Marcelo Passa entrou
acho que aos 38 se não me engano. E deu aquele erro de chute lá que eu falo para ele. Eu recebo ela de lado, né? Só dou um toque na bola e faço a curva. Ali tem que bater com bastante curva, senão não teria êxito ali na conclusão dela ir lá na gaveta, né? Marcelo passe, ele tinha uma uma batida com a com a colher de parecia colher de eu brinco com ele, né, que eu joguei com ele no jabaquera colher de pedreiro, a chapada, né? Ele cortou do zagueiro, cara, mas ela só entrava ali,
tanto que ela toca caprichosamente no travessão e entra, recupera ali o Galo. Marcelo, passo, que golaço! Gol! Gol! Gol! Gol! Golaço do Pacaembu. Tive a felicidade de ter entrado, ter conseguido fazer o gol. Ele tinha uma maestria nisso, tinha uma uma finestra e uma categoria muito grande para tirar do goleiro. E, pô, quando aquela bola entrou, foi um alívio, realmente. Em seguida, a gente também já fez o segundo com Geovani e aí sim a gente eh acreditou na nossa classificação. O Jamelli mete uma bola espetada e Giovani de cabeça tira do tal do Léo. Ainda
o Jamelli. Lançamento feito, toque de cabeça, gol, gol, gol, gol. Giovani, camisa 10, É o segundo do Santos para delírio do Pacaembu. E ali começava um carnaval no começo de dezembro. Eu me senti no e deu Santos, time de melhor campanha no Campeonato Brasileiro, classificado para semifinais. Esse jogo com o Guarani, esse jogo do Palmeiras, esse jogo de dificuldade que a gente tinha, a torcida jogava junto, cara. Jogava junto. E ali a gente garantiu a a vaga na semifinal contra o Fluminense. Talvez o melhor jogo do Santos no campeonato foi esse contra o Guarani no
Paquembu. Esses dois jogos acho que foram chaves assim para acreditar real assim. S fez uma campanha boa, mas esse jogo com o Palmeiras e com o Guarani para mim aí ali virou a chava para acreditar. Depois a gente foi com o Fluminense para já muito confiante. O Cruzeiro foi muito confiante a semifinal e a final tipo assim acho que comoveu muito. A gente tinha prometido, né? Se ganhasse, se classificasse para outra fase, a gente iria fazer algumas coisas aí, né? No cabelo, tal. E eu falei: "Cara, não vou pintar o cabelo, quer dizer, tá ralo
meu cabelo para caraca". Eu concentrava no Lorena Flet aqui perto do Beirapuera. A semana da semifinal e final não dormia, cara. Por que que não dormir não? Nós quer nós queremos ganhar, cara. Nós temos que dar esse título pro nosso torcedor. O momento é esse. Perto da véspera do jogo contra o Fluminense, a gente tinha um trator lá que passava o rolo na grama para baixar a grama na Vila Belmiro. E eu subi no trator, Janelei, Giovani. E aí tratorando aí, cara. Aí aqui no Rio de Janeiro a imprensa pegou, ó. Então lá, vão atropelar
o Fluminense. Já pintaram o cabelo, já fizeram o escudo do do clube, já estão achando que já estão na outra fase, na final, não sei o quê. Pegaram isso e jogaram lá. A gente [ __ ] Quarta-feira, semifinal, 6 de dezembro, Maracanã. Nossa, meu Deus do céu. Eu lembro direitinho da chegada do estádio, da saída do estádio também. E falei: "Pô, é o Fluminense". Eu achava o Santos favorito, tá? Só Santos ia passar do primeiro jogo, porque também decidiria no Pacaembu tal. Era um time daqueles que o Fluminense historicamente tem, às vezes não tem tanta
qualidade, mas consegue fazer a diferença. Como fez os 4 a 1. Na realidade, o favorito era o Santos. Na realidade. Mas só que nós fizemos atuação de gala aqui no Rio de Janeiro. Cara, a gente foi numa topique escolar pro Rio de Janeiro, mano, que a topique era de um amigo do meu pai, aí o cara santistaço também. Aí ele falou: "Não, pô, a gente vai com a minha topique". E a gente foi com essa topique escolar. E assim, tipo, imagina para um moleque de 10 anos indo conhecer o Maracanã pela primeira vez, assisti o
meu time e o Santos estava numa ascensão aquela Aquela época, né? Todo mundo, o Brasil inteiro torcia pro Santos, né? Você pensar de um lado do Botafogo e Cruzeiro, do outro lado do Santos e Fluminense, tava todo mundo na briga, não tinha um favorito, até porque era um campeonato, digamos, em aberto e da maneira como chegou. e a gente jogava pelo resultado, né? Então, a nossa a nossa preocupação era ir pro Rio, fazer um excelente jogo e se pudéssemos sair lá ou perder de 1 a 0 ou sair de lá com a vitória. O empate
também não era ruim pra gente. Nós já tínhamos, né, eh, ao longo de toda a competição a a segurança de que o nosso time sabia fazer gol, né? O problema do nosso time não era fazer gol. Esse jogo foi um jogo que foi muito muito triste, porque a gente abre o jogo ganhando e toma virada. Robert, para Giovan. Olha o gol, bateu. Gol! O seu na frente, se não me fal na memória. Agora eu me recordo, Giovan 1 a 0 com a cabeça vermelha. Ol lá, já tinha pintado cabeça vermelha, o Rob já tinha botado
o escudo do Santos, só que de repente a tudo que tudo mudou, os planos, os nossos planos tudo mudou. Foi horrível. Foi uma das pior noites nossas, foi o pior jogo nosso da competição, certamente, né? E para de quebra ainda foi expulso, o J foi expulso. Então, puto, aí goleada e e tipo, parecia que o sonho realmente tava tava mais do que distante, né? É, o jogo em si, né? Foi um jogo até os 40, 37, 35, 6, 7 por aí, tinha uns 10 Minutos do jogo, um jogo apertado, acho que tava 2 a 1
para eles. E aí tivemos uma expulsão do Jamelli foi expulso nas no lance da da da expulsão dele, tomamos o gol. Na época eu ficava, algumas vezes eu entrava na área no escanteio, algumas vezes ficava no rebote, né, para para pegar o rebote e tal. E daí tem um escanteio, bate a bola na área, os caras tiram a bola de cabeça, sai pro Valdeir, né, o o deflash, né, pô, o cara rápido para caramba. Daí a bola na frente, ele dá um tapa, cara, e eu atrás dele, né? Ele ia sair na cara do Edinho.
Teve outro na correndo, eu falei: "Ah, eu vou dar uma voadora nele, vou matar a jogada". Matou, era 38 do segundo tempo já. Daí eu vou deu uma voadora, já nem olhei pro juiz, já virei as costas, já fui pro vestiário, sabia que era vermelho. Vai receber direto vermelho. Nem recebeu segundo cartão amarelo. Que espírito de luta, que espírito de decisão do garoto Jamelli. Daí da falta que eu fiz, bate a bola na área, os cara faz o 3 a e eu no vestiário do Marã do Maracanã, só escutando. Falei: "Caramba, não é possível porque
não tinha TV, não dava para ver nada". Daí você foi só o pescocinho assim fora. Eu vi no placar 3 a 1, falei: "Meu, dá falta, não é possível. Tudo esperar um lance ainda, né? Daí bá da saída os cara 4 a 1. Prontío, tocou na frente. Olha a chance do quarto gol. A pinta em cima do Edinho. O nosso time jogou muito, né? E teve uma decepção muito grande, né? Que ninguém esperava. Tomar de 4 a um. É, foi featório, decepcionante. Chorava igual uma criança, cara. Foi, não é possível, mano. Esse time, cara, [
__ ] de um grupo bom, ganhou do Flamengo, ganhou do Palmeiras, que era o atual bicampeão. 93, 94. Vamos cair fora 4 a e os colegas já era, não vai fazer três no Então a gente tomou 4 a eu chorando em casa. Falei: "Ah, pai, tá vendo o Santos? Pô, o Santos perdendo de novo". Ele falou: "Não, filho, calma. Se você não quiser torcer pro Santos, você tem opunidade de torcer para outro time." Mas o Santos é isso. Você gosta do Santos? Você foi naquele jogo, você gostou do Santos. Não, beleza. Aí teve o jogo
da volta. Quando o Fluminense vence aquela partida por 4 a 1, eh, o torcedor santista praticamente deixa o Campeonato Brasileiro ali e fala: "Pô, não vai acontecer nada. O Santos não vai conseguir reverter esse placar no Paquembu, né?" E para mim foi a surpresa absurda nos 4 a 1. E lembro do Luiz Carlos Júnior me perguntar no final que ela pergunta ele para será que ainda dá pro Santos? Eu falei: "Olha, eh, reitereiu, para mim o Santos era favorito, agora 4 a 1 é difícil, né? é outro jogo, tal, e é muito pouco tempo de
preparação, inclusive mental, um jogo de meio de semana para um jogo de domingo à tarde no Pacaembu. Na hora que acaba o jogo, Aparece acho que o não sei se era o Renato Gaúcho e aí mostra a torcida do Fluminense assim, tipo zombando da cara do Santos, mostra um cara em cima daquib bancada com o braço para lá e para cá e eles gritando tava na final. Eu vi que vários deles lá comentaram que já tava, já tinha comido peixe e assim por diante. No aeroporto a gente tava voltando, a gente viu no no no
nos gols no dia seguinte, o Túlio com o Renato Gaúcho já fazendo já churrasco, não sei o que que ia ser a final, a final carioca, pá, pá. Eu lembro que foi um sentimento assim de tristeza, mas existia a segunda, existia a volta. A gente joga mais do que isso aqui. Não é possível que a gente vai ficar pelo caminho por tudo que a gente sofreu aqui no Santos, por tudo que a gente sofreu no na competição, no campeonato. Vamos virar, vamos virar, vamos virar. Já no túnel descendo do do do Maracanã, já buscando a
inspiração pr pra virada, não aceitando o resultado, não nos conformando com o resultado e com o sentimento de derrota, né, que 4 a 1 não precisa nem jogar o segundo jogo, né, acabou, né? Quando eu desci lá pro vestiário, eu já comecei a incendiar a galera. Falei: "Não, gente, nós vamos virar. Nós vamos virar lá em São Paulo, nós vamos virar." E aí fomos pro aeroporto, já vimos alguma coisa falando e já viemos conversando. Não tinha muito mais o que treinar, né? Era descansar, recuperar, né? E e era realmente tudo tudo um aspecto mental. E
a gente se reagrupar e ir pra guerra. Não tinha muito segredo. O Pelé foi no lá no hotel no outro dia, Deu uma palavra pra gente de incentivo, de conforto. Eh, falou que isso tinha sido um acidente de percurso, mas que se a gente se dedicasse poderia vir a eh a vitória, né? na segunda-feira, mesmo chegando no no na reapresentação, o Cabralzinho já colocou no jornal lá destaques da dos dos jornais dos cara comemorando, né, já para eles já ganharam e iniciando um processo psicológico da nossa resistência, né, da nossa superação. Lá em São Paulo,
o S vai ter que enfrentar um relógio e a equipe do Fluminense. Então a gente vai procurar trabalhar em cima do desespero desse. [ __ ] não vou fazer f dia de escutar o campeonato. Só maluco vai pensar um negócio desse. Geralmente aqui do Rio é assim, existe essa carioca deador. Tu não dá brecha aquele coisador. E você não fala muito para jornalistas, jornalistas é fogo. E brincavam muito. O Renato era Renato Gaúcho, Túlio, Romário. Mas aqui do Rio existe essas goações e jornais gostam e a torcida gosta. E geralmente ele pode ter feito isso.
Com certeza. Os dois já tá combinando apostando. Às vezes eles aposta até antes, cara. [ __ ] pera aí, [ __ ] Já pera aí, pô. Vamos perder lá. Olha, rapaz, Tu vai uma coisa que eu respeito é o adversário. Renato já é fanfarrão. Tú maravilha fanfarrão. E o Fluminense ganhou de 4 a 1 do Santos no Maracanã. A gente tinha passado pelo pelo pelo Cruzeiro, né, que que também era um adversário difícil. Então o pessoal da da imprensa, torcedores já tava dando que certo aquela final, né, Fluminense e Botafogo, a final carioca e mas
o Renato acho que como sempre, né, sempre falando antes do das coisas acontecerem e acho que isso foi um combustível, uma motivação a mais pro Santos poder ter revertido aquele jogo contra o contra o Fluminense lá no Pacaembu, uma virada, reviravolta, como eles falam. Então era para ser tudo para uma final carioca, mas infelizmente entrou o tal do Santos aí no meio do caminho, um Geovânia, aquela galera toda que estragou eh essa decisão que seria inédita. A gente sempre ficava, né, na resenha e depois que o Pelé falou isso aí, eu falou: "Olha, eu garanto
dois gols, né, e aí depois você vê quem é que vai fazer mais mais outros dois". Aí o Macedo puxa, um é meu. Aí o Marcelo passa, um é meu. Já tava ali também. Falei, um é meu também. A ladeira, aquela ladeira que desce para ir pro Pacaembu, ela tava maravilhosa de energia. Então quando a gente começou a chegar, que já tinha muito santíssimo, Na hora que a gente desceu, nós vimos um mar branco, um mar branco de torcedor, de agitação, de euforia. E aquilo contagiou a gente. A gente comentou dentro do ônibus. Eu via
pela televisão o clima do estádio tava incrível. Só o que eu pensava, falei: "Meu, o Santos precisa ganhar para mim. Eu não, tipo assim, não tinha essa noção de tem que fazer três, quatro gol". Falei: "O Santos ganhando para mim já basta, para mim ia passar". Demorou para ser o primeiro, mas logo em seguida saiu o segundo. O segundo foi marcante, cara, que eu falo até que eu começo a chorar e choro mesmo. Quando o Geovani dá aquele bico na minha frente aqui, foi de bico, mano. Olha a liberdade do Carlinhos. Vai embora, Carlinhos. Ameaçou
tabela com Geovani. Ganhou Geovani invadiu, bateu, gol! E ali foi um jogo fantástico de Geovani, o Macedo entrou muito bem. Enfim, o Santos fez uma grande partida naquele dia numa tabela. Ele colocou Bico mandou para o canto esquerdo. 2 a 0 Peixe. Eu conversando um dia com o presidente Sami Abidura. Ele ele disse que ele me contratou porque ele viu uma jogada minha que o Pelé fazia e era essa jogada que você vai buscar, deixa a bola vir, você toca. E eu repeti a jogada nesse jogo. E como eu eu sofriu também do do futsal,
né? Então não pensei duas vezes, deu bico, ela foi certinha, tinha Que tentar ali. E aí você vai buscar a bola porque você tá precisando de gols. O que me marcou foi a o quando ele fez aquele gol de bico e ele vai dentro do gol e pega a bola e dá aquela chamada. Que me vem em mente é o Geovani pegando a bola na rede, saindo com ali. Foi inesquecível para mim, cara. Dá até uma emocionada, mano. Quando a gente fala uma jogada maravilhosa começou com Camando Caia do lado esquerdo. Ele achou Carlinhos, camisa
número oito santista, que encontrou Giovani entre os homens do Fluminense. Rápido, pensamento muito rápido. Ele meteu o biquinho da bola, ela morreu no fundo da rede. Pun. Um sorriso em toda a nação santista no Brasil e no mundo. Giovani, como o rei Pelé solcou o ar. Peixe na frente, 2 a 0. Meu pai fez uma surpresa para mim, me levou na vila lá num dia de treino pós o jogo contra o Fluminense em 95. E aí meu pai me colocou, falou pro Za, o roupeiro falou: "Pô, meu, coloca meu filho aí, pô, para ver os
jogadores, pá". Não tinha nem máquina naquela época direito. Aí eu fiquei tão em choque. Aí o Zuca tinha falado: "Pô, mano, eu tenho uma camisa aqui, vou falar pro Geovani, dar Pro seu filho". E eu no vestiário, eles não tinham treinado na vila, eles estavam chegando com aquele buzão quadradão lá, não sei nem qual baleia que era. Aí os caras chegando, tal, aí o Geovani veio, me deu a camisa. Aí saí de lá. Primeira coisa que eu falei pro meu pai, eu queria raspar a cabeça e pintar o cabelo de vermelho. E foi o que
eu fiz. É essa mesmo aqui, ó. Tá até meio amarelada aí, tal. Isso aqui é aí, ó. Isso aqui é do homem mesmo, diretamente foi lavada uma vez e nunca mais não tive nem coragem de de colocar ela, de ir para jogo, nem nada. Por mais que eu não me lembre das jogadas e do jogo em si, mas eu me lembro total da atmosfera que que rodeou essa essa campanha de 95 e de fato do Giovani ter se tornado o Messias, que hoje em dia é inquestionável, um dos maiores camisa 10 que eu já vi
atuar com a camisa dos Santos. Nada muda. E de repente nasce o Giovan e a gente ia na vila e eu lembro que a vila da naquela época cabia 26.000 pessoas. A vila lotada gritando Giovanni. E você via como ele corria diferente, como ele se movimentava diferente, como ele tinha um um refino. E eu já prestava atenção porque eu já jogava a bola na época. Então assim, eu falava, ele foi o primeiro espelho de jogador que eu levava para tentar emular Na praia, que eu jogava muita bola na praia. Então assim, o Giovani foi o
primeiro grande ídolo que eu tive com a com a camisa do Santos. Sempre me impressionou o apelido, o Messias. Eu lembro de ter perguntado por que o Messias aí resposta Salvador. Desde 73, 24 de outubro de 73, o primeiro jogo que eu vim em estádio, de acabar de fazer 7 anos, eh com a camisa do Santos, eu não vi nenhuma atuação parecida com a do Giovani. E aí, se me pegar top five, dos que eu vi em 73, de 73 para cá e trabalho desde 1990 como jornalista esportivo, é top five, não é nem top
10. E ele era um jogador espetacular e muito educado, muito humilde e muito eh, sem dúvida alguma, muito respeitado. Eh, ele respeitava muito as arbitragens, ele reclamava pouco, ele era um cara bem na dele. O Giovan foi o cara, foi uma das melhores parcerias que eu tive, né? O Geovan realmente era um cara extra classe, fora de série, pensava antes de todo mundo e só que ele era grandão. Mas eu nunca vi um cara grandão com tanta velocidade como ele tinha, né? Ele sabia a hora de travar o jogo, né? é um cara que no
meio de três caras, a bola vinha lá no alto, ele subia, mas que todo mundo e parar a bola no peito e os caras não conseguiam tomar a bola dele. Faro de gol impressionante. Eu não sei como é que ele desenvolveu essa téc na cara do gol saber tocar, saber ter a Frieza de finalizar de esquerda, finalizar de direita, finalizar de corte, de cabeça, matar no peito na hora certa, que matar, chutar quando tem que chutar, toda hora ele fingia que ia chutar e cortava assim foi mais um que caiu na dele, né? que assim
ele falou: "Não, não vai fazer isso". Ele fazia, ele ia chegava na cara do gol na área, três caras assim, ele cortava, cortava e aí abria o clarão, ele assim fazia muito gol assim, assim e é de cobertura, totozinho, batia falta. Giovani é o meu ídolo no futebol até hoje. O Giovani é um deus pra criança do Felipe com 5 anos aí naquele cara de cabelo vermelho, destruindo o Fluminense, me levando para uma final, porque é um deus cara, o Messias. E eu continuei idolatrando ele para sempre. É, não muda. Para mim é o cara
que me fez admirar futebol. É meu primeiro ídolo e ele tá num lugar muito especial assim porque, cara, foi o primeiro sentimento genuíno de de admiração por uma pessoa que eu tive assim de sem ser da minha família assim, de eu falar: "Cara, esse cara é meu herói". Assim, eu contava os minutos, o tempo para ele voltar pro Santos, depois demorou. Mas eu ele foi a primeira pessoa que mexeu comigo e eu acho que de sentimento real assim que mexe dentro de mim assim não tem. Pode ter o Neymar, pode ter o Robinho, mas o
Giovani é o maior para mim. Taticamente isso eu tive o prazer de falar com o próprio Cabarolzinho, Técnico do time, foi que naquele dia o Giovani foi falso nove. Então o o César não tinha centroavante naquele dia. O Giovan vinha da linha de zaga, puxava de costas a zaga inteira no Giovani, porque era o centro do mundo ali, né? Só tapa para lá, tapa para cá, calcanhar ou ele atacava o espaço que abri, como no segundo gol. Para mim foi a maior atuação de um jogador dentro do estádio que eu vi ao vivo, que eu
vi ali, foi o Giovani. Nesse jogo. Impressionante, cara. A atuação do Giovani no 5 a 2. Não vou falar que é Giovani 5 Fluminense 2. Eu tenho respeito ao clube e aos demais companheiros, mas é o jogo que se não tivesse Giovani, não só pela elegância, mas animicamente, se alguém pudesse falar alguma coisa do Messias naquele momento, ah, o cara muito elegante, às vezes fala, o cara é elegante, não tem fibra, veja esse jogo e se encante com o Giovani. O Geovani, ele é o nosso ídolo de 95, depois de uma geração durante algum tempo,
sem ter um grande título pelo S Futebol Clube. E ele é ídolo dos torcedores, como é para mim um ídolo também. Eu tenho muito carinho, muito respeito, não só por ele, mas dentro de campo, mas fora de campo também. O que ele faz é fora de série. Para dar o contexto final da importância de 95 e do Giovani para mim. Geovani é o nome do meu filho. Então, eh, acho que é uma maior prova de de homenagem, assim. Eu eu sou muito fã da Pessoa dele, do da forma de como ele orgulhou a gente. E
o meu filho é apaixonado pelo Santos e pelo Giovani, porque ele sabe, mano, quem foi o Giovani. Tirando a atuação do Giovani, que é extra classe, que é que é uma uma coisa é uma coisa maluca, é a cena deles não descendo pro vestiário. Aí vai pro intervalo, aquela coisa loucura. Os caras ficaram dentro do gramado e a torcida gritando. Nunca viando gritar tanto. Cara, é difícil você ver o que aconteceu aquele dia de não sair do campo. Aquilo ali é, ó, até arrepia. Aquilo ali é inacreditável, cara. Quando o time não desce pro vestiário,
o time fica no campo e a torcida vai à loucura e vai cantando e o time não desce pro campo e você olha para arquibancada. não estava lá, tá, esse dia no Paquembu, mas você olha para arquibancada, você vê os relatos, você vê a torcida do Santos cantando. Santos 5, Fluminense 2. É um jogo que não são só os 90 minutos eternos, são principalmente os 15 minutos do intervalo. Quando a gente chegou em São Paulo, que a gente foi treinar no Ibirapuera no sábado, parecia que tinha uma energia diferente. Nós fomos fazer um um treino
de Beiraquera e aí acabou esse treino, reuniu a galera no gramado, falou o seguinte: "Se nós fizermos um ou dois gols no primeiro tempo, nós não vamos Voltar pro vestiário, nós vamos ficar aqui no centro do gramado pra gente sentir o o calor da torcida." O Pintado era um integrante importante do elenco, do grupo, não era titular, mas era um jogador consagrado, né? bicampeão mundial e ele que deu essa ideia. e falou: "Cara, e vamos ficar no intervalo, vamos ficar no no campo, né, para para pegar o calor, para não perder o calor, tal, que
a gente precisa eh manter a chama acesa, vamos ter que atrupelar, vamos ter que amassar no primeiro tempo, fazer os dois gols, ficar no campo a não esfriar e a própria torcida tá nessa vibe com a gente pra gente conseguir manter o ritmo no segundo tempo e conseguir o nosso objetivo. Para mim, a grande eh o grande feito de 95 é a hora que o time não desce pro intervalo diante do Fluminense. Onde era o tobogan ali, era a saída para ir pro vestiário ali. Daí eu eu vou correndo, eu pulo ali e vem um
policial, cara, com o cachorro para cima de mim, pá. Eu falei: "Não, não, não, eu sou jogador, eu sou o Jamel e tal" tal. Daí o cara me olhou assim: "Ah, mesmo é você mesmo, tal. Ah, vai entra, entra, entra". E eu entrei no campo pulando o alambrado e daí com os caras lá, com a toalha, dando laranja pros caras na hora Lá. Eu falei: "Pô, eu quero estar junto com meus amigos, meu, na hora ali, né?" E daí fiquei o intervalo ali todo, daí voltei, saí, daí saí pelo caminho certo, né? Voltei lá. Foi
um jogo que eu acho que só quem participou e quem teve presente no Paquembu ali viu aquela energia que a torcida trouxe pro time, cara. que nós estávamos ali no intervalo, vou resumindo, nós não escutá nada que Cabralzinho falava, que o preparador físico, nada. O que nós escutava é a torcida cantando o hino e gritando o nome dos jogadores. E a torcida do Santos não parava de cantar um minuto e os jogadores sentados ali, aquele negócio incomum, nunca ninguém tinha visto aquilo, né? jogadores não descer pro vestiário. Acho que aquilo foi uma resposta pra torcida
do elenco. Fala: "A gente tá com vocês, a gente vai buscar até o final. Essa injeção de ânimo de vocês aqui não vai ser à toa. A gente vai honrar e honrar e toda aquela energia. Falei vai dar, né? Vai dar, pô, já tava 2 a 0. Eu falei: "Vai dar o Santos começar a cantar aquela música, né?" Sabe qual é a música do Santos? Caiu na rede de peixe. O Santos vai golear. Eu me lembro dessa música. E o Santos nos venceu e nos venceu merecidamente desse jogo e classificou e a gente ficou. A
gente quer que o jogo comece logo, a gente quer matar logo o time do Fluminense, fazer outro gol e as finais. E eu confesso que até nos comentários que eu fiz no Sport TV, eu comecei a ter essa sensação de que era possível. E foi legal porque fez uma roda, né? É. E ficou o jogador e ficou a imprensa toda em volta. Então ficou todo mundo ali, os caras filmando e a torcida é falar todo mundo. Foi meu, era um negócio que hoje é impensávelensável. Pode ser. E a torcida, cara, demais, cara. A torcida ficou
15 minutos cantando o tempo inteiro e gritando. E daí o Vampeta falou assim: "Na hora que a gente viu que o negócio tava tremendo, a gente subiu, viu que vocês estavam lá, cara, a gente fala: "Ferrou, bicho, hoje, hoje não vai dar não, os caras tão demais". E foi, eu acho que teve esse lado psicológico também dos caras falar mesmo, porque a gente precisava fazer alguma coisa diferente ali. Foi, acho que foi acho que a certeza que ia virar assim, um viu e na televisão mostrando os jogadores do Cabralzinho ali, tipo, jogadores parece tava até
exausto assim no chão. É que eles ficam assim, né? sempre eu vejo também hoje no vestiário, quando eles entram, eles eles ficam estirados no chão. No chão tem uma cadeira meio reta assim, mas e aí você vendo os caras conversando e a torcida não parando um minuto ali, deu a certeza que que era nosso. É aquela situação que você fala hoje não tem jeito, vai ser a gente mesmo, né? Então acho que o adversário sentiu um pouco isso, eles não não estavam tão preparados. Estão todos lá no vestiário Fluminense e os caras assim, cara, que
gritaria é essa? Que gritaria é essa? Todo mundo assim, que gritaria é essa? Os jogadores do Fluminense entendendo nada, né? Aquele santo, Que que tá acontecendo, né? Aí chegaram pro médico, ô doutor, vai lá ver o que tá acontecendo. Aí o médico do Fluminense foi, sobe, olha, né os car, olha lá o time todo inteiro, a eletricidade, tudo, a vibe, a loucura tava acontecendo o time lá, aí ele desceu assim, né, branco assim. Os caras não desceram vchando, estão até agora esperando vocês, cara. Quando ele fala assim, o Vampeto fala, né? Quando o médico fala,
a gente olha um pro outro e fala: "Fodeu". Perdemos. Começa segundo tempo mais cedo no passe de Giovani. Giovani participou de cinco gol. E no pé de Geovani nasceu também o terceiro gol. Um passe preciso para a conclusão de Macedo. Quando Volta já abre o terceiro gol na sequência. Eu lembro que eu abro a porta, saio correndo, gritando, fogos. Foi um negócio incrível. Assim, uma das coisas que que ficou marcante para mim daquele jogo é todo gol o Giovani pega a bola. Se a gente fez três, mesmo que os cara fizeram um, a gente pode
fazer mais um. O Marquinho Capixaba pegou a bola na lateral, meteu um lançamento, só que a bola tava mais pro Alê do Fluminense, o zagueiro do Fluminense. E aí o Geovani veio por trás, acabou dando o biquinho. tava lá do lado esquerdo e quando eu vi que o Giovani já deu, né, o biquinho na bola, Levou pra direita, eu já vim com uma bala da esquerda, ele cruzou, eu só tive, deixei só o pé, nem força deixei o pé, ela bateu e e acabou entrando. Amando Caia número 11. Quatro para o Santos, um para o
Fluminense. Cabralzinho começou a fechar o time, eles começaram a vir para cima e a gente foi, explorou mais dois gols no contra-ataque, aquele que o Giovani tira o calcanhar ali da da da cartola, né? Eu dominei a bola, né? E o lateral acho que encostou e aí eu vim vendo dois chegando, né? E eu vi também o o Marcelo passa passar. falei: "Cara, a única maneira de dar o passe para ele é é de calcanhar. E também eu eu usava muito isso no entendeu, no futsal. E aí deu a caneta nele, sou certo lá pro
Marcelo Passos. Eu falei: "Me consagra essa cana". Aí e aí met aquele chute lá que é típico dele, né? Se você for analisar, para mim foi um dos gols mais difícis da minha carreira, porque a bola tá na trajetória, né? você tá carregando ela sobre domínio e você tem que balançar. E hoje em dia é muito difícil você pegar um jogador no no próprio eh condução da própria bola conseguir fazer um gol da forma que foi feito. Aquilo ali é um fator que a gente aprimorou repetindo, né? Então Deus me deu dom e eu consegui
pelo menos fazer aquele gol lá. Uma jogada histórica. Nós perdemos. Essa que foi a realidade. Eu eu eu gosto de dar moral sempre ao adversário. E quando a gente olha 95, você lembra daquela partida Sant Fluminense? Você lembra só do Giovani, né? Com todo respeito aos demais jogadores, né? Mas assim, você lembra do Giovani? Giovani de calcanhar, Giovani batendo pênalti, Giovani dando tapa na bola, era o Giovani de tudo quanto é jeito. Surreal que o Giovani fez realmente é um negócio espetacular e maior atuação de jogador que eu vi assim na vida, né? Se a
gente precisasse fazer sete gols, a gente ia fazer seis gols, porque a bola naquele dia tava nos amando. Estou na bola. Termina. Termina. Santos Futebol Clube Nacional. Santos Futebol Clube da final 5 a 2 histó por no Pacaembu. [ __ ] classificamos. Mas pro santista tem que ser mais sofrido, cara. Mano, não tem nada fácil, cara. Impressionante cara, que é nossa cina. E assim, eu nunca vi tanta gente chorando na minha vida assim, galaláu, velho, novo, Criança. Aí eu chorando com com jamairo, já corri já correu. Foi no vestiário, ele começou a entrar no campo
lá abraçando, chorando todo mundo. Foi, cara, foi uma coisa surreal, incrível. Lembro muito de da gente abraçado, maluco assim, comemorando essa virada inesquecível que foi esse esse jogo contra o Fluminense, né? E os caras foram lá e fizeram, né? Então, o roteiro da da semifinal é coisa de cinema, assim, absoluto, cinema, como diz, né, cara? Até me arrepiou, ó. Eu acho que 9, eu acho que o maior jogo da história do Santos foi contra o Fluminense em 95. Acho que foi o maior jogo da história do Santos. É top cinco jogos da história do Santos.
Acho que alguma tranquilidade, acho que não dá, mesmo com a Era Pelé, você pegar cinco jogos que juntam qualidade da atuação e importância, fazer essa soma. Não tem cinco jogos maiores que esse ali. Para mim o Santos ganhou o título, aquela virada, aquilo tudo, tudo que envolveu Santos ganha no jogo, vestiário, Santos não desceu, ficou todo mundo ali, o clima da torcida, todo mundo literalmente tipo empolgado, sabendo que ia dar certo. Teve aquela virada histórica, cara. Aí, tipo, ah, Foi esse ambiente criado que fez com que o Santos naquele momento virasse eh não só a
história, virasse uma página maravilhosa da história do Santos e do Brasileirão, mas virasse ainda mais favorito contra o Botafogo também. O Jovano, acho que aquele ano mereceu demais, foi o grande caraque do campeonato. Foi, fomos pra seleção brasileira, depois ele foi vendido pro Barcelona, mais do que merecido. E ali realmente a gente tava preocupado, né? Falou: "Ó, o homem a ser marcado é o Geovani. Se marcar ele, eu acho que meio time a gente consegue segurar". Aí meu pai falou: "Agora só faltam dois jogos". Aí, tipo, eu ia pra escola, passava na banca de jornal,
tipo assim, Santos finalista, Santos há dois empates do título, porque o Santos aí começou a jogar por o empate era do Santos. O Santos tá numa final de campeonato brasileiro, tipo assim, um time despreticioso, Giovani carregando o time nas costas. Pô, depois de virar aquela partida contra o Fluminense, eh, não tinha como não ter confiança que o Santos venceria o Botafogo, né? A gente ouvia que algumas pessoas queriam que afinal fosse os dois cariocas, né? Infelizmente a arbitragem tende muito para clubes cariocas, né? Pô, nós vimos o que fazia, por exemplo, Luiz Sweeter, nós vimos
o Fluminense caindo pra Série C e a mesa sendo virada. Vimos também a final da João Avelange lá em 2000, São Caetano e Vasco da Gama. Sabemos do poder que os dirigentes cariocas têm junto ao CBF. Então, não acredito em coincidência, não acredito em maldia, não. Eu acredito que teve algo por trás de tudo isso. Eu não tenho dúvida sobre isso. De disputas cabeça a cabeça de times de São Paulo e times do Rio de Janeiro, duas vezes o Rio de Janeiro ajudado. A cúpula do futebol era no Rio de Janeiro. A gente sabia que
tinha uma tendência, né, pros times cariocas. Eh, existiu uma expectativa de uma final, né, Botafogo e Fluminense e nós atrapalhamos isso. Ah, o pessoal sempre fala, né, que eh você a sede da CBFC no Rio de Janeiro, né, tinha aquela história de de prevalecer, de favorecer os clubes carioca, mas isso tudo é mito, tudo isso é história, né? a gente sabe ali que não sei se era o Pelé ou alguém da diretoria que tinha algo, né, com CBF que é lá no no Rio, né? Tinha uma briga homérica entre o presidente da CBF, Ricardo Teixeira
e o Pelé. E o Ricardo Teixeira falou: "Não, time do Pelé não vai ser campeão comigo no poder e não foi mesmo". Tanto é que dentro de campo a gente ouvia ser falado que poderia ter 10 Pelé que a gente não ia conseguir chegar. A gente ouvia, mas falava assim: "Não, ah, pô, vamos deixar para lá, vamos nos concentrar também". A gente era muito jovem, não tinha eh maturidade, Não. Agora que a gente tá na final, que é o a a cereja do entender do bolo, não vamos nos ligar nessa nessas nessas conversas. E aí,
fomos pra final, cara. Aí fomos pro Rio enfrentar Botafogo lá no Maracanã. Mais uma, né? Mais um uma subida monumental. Fizemos um grande jogo, um clássico digno, né? Maracanã lotado. Com a perseguição das lentes e microfones vão para um grandalhão de cabelo vermelho que usa a camisa 10 do Santos e um sujeito meio desengonçado que veste a sete do Botafogo. Giovani e Túlio, os astros da final e com reações opostas ao assédio. Isso até apalha um pouco, já que a gente tem que aquecer bastante, né? Já que tá e chovendo, né? Mas isso faz parte
do futebol, é a torcida, é todo mundo. Ninguém constrói futebol sozinho, não. É com bastante união. Mas dá para decidir. Vamos decidir. Agora chegou a hora do matador. Foi um jogo truncado, mas truncado, mas com muita chance você pegar só o compacto dos melhores momentos de Botafogo. Dois Santos um. Teve chance para caramba. O Edinho fez uma defesa fabulosa numa cabeçada que ele nem lá. Ele daquelas que a bola para primeira para entrar e se não entra é para você espalmar ali encaixa a bola. que a narração do Silvio Luiz pela bandu como um gato
e era um lance de gato mesmo. Ele pula e defende. Uh, o Tá do lado de lá. Olho no lance. Edinho. Papai gostou. Papai gostou. Edinho. Olha, olha como um gato. Teve um gol do segundo tempo do Jamelli que a bola bate no travessão. A baita jogada do Santos bate no travessão. Não lembro. Mas assim, pelo jogo o Botafogo foi melhor, 2 a 1 foi. E é dolorido porque assim, toma um belo gol de cabeça do Wilson Gotardo, mas uma desatenção, Gotardo aparecia bem, ninguém foi nele. E o segundo gol é quase que um replay
ao vivo, embora tenha a complementação do do Túlio, a bola levantada no primeiro pau, tem a casquinha, o Túlio aparece livre. Túlio, grande atleta do campeonato, não dava, né? E o gol do Santos é uma obra prima de Giovani, né? Com toda aquela elegância, um gol de Santos Futebol Clube no Maracanã. Marcelo Passos pra Giovani. Botou na frente. Olha a chance, olha o gol. Gol é do Santos. Naquele jogo teve alguns impedimentos que não era para ser marcado. Em bandeirinhas e lances de impedimento muito mal. O arbitragem acabou errando os bandeirinhas, não seidra que tinha
que acompanhar o rela a interpretação de seus bandeiras em lances de impedimento. Errou novamente. No momento do passe, o Giovani tava atrás. É a regra. 2 a 1 para eles era comemoração pra gente, né? Depois do que a gente fez e de toda a trajetória, né? Era um gol de diferença. Foi um alívio. Para quem perdeu de 2 a 1 e uma vitória simples aqui no Pacaembu, a confiança era grande, cara. Tinha tanta coisa em jogo, né? Estávamos na fila, né? Aquela famosa fila de sem título, né? E pessoalmente para mim, né? Imagina, cara, meu
pai, a história, eu poderia participar do título que tirasse o Santos da fila. O primeiro jogo, por mais que foi 2 a 1 pro Botafogo, a gente sabia da nossa capacidade, né, de de virar o placar. A a semifinal provou isso depois da da do resultado do primeiro jogo lá no Rio de Janeiro, a expectativa era que o Santos realmente pudesse vencer o Botafogo no Paquembu. Paquembu lotado toda aquela vibe, aquela energia, aquela emoção que pudesse fazer o Santos campeão brasileiro depois de depois de 11 anos do último título em 84. que o Túlio era
um cara que poderia gerar problemas pra gente. A gente perde ali de 2 a o primeiro jogo, só que a gente já tinha uma lembrança positiva do Fluminense. Falei: "Bom, o Fluminense a gente tomou 4 a 1, a gente tomou 2 a 1, dá para virar". Então assim, eu fui, já fui com uma expectativa maior pro segundo jogo. Fo que até o nosso torcedor quando a gente tá perdendo o jogo, ele tá cantando, né? E a gente vai lá na ar aquibancada e eles estão cantando, Acreditando igual a gente. Aí terminou o jogo, né? Eh,
pra nossa surpresa, a torcida do Santos, né, que compareceu também tava comemorando como se fosse uma vitória. E aí isso aquilo mexeu um pouquinho com a gente. Tanto é que o Gonçalves, né, eh, deu entrevista, nó vamos comemorar a torcida do Botafogo, vamos embora. E a decisão pelo resultado do Rio, todo mundo imaginava que a volta em São Paulo o Santos ia conseguir eh o título. Só não conseguiu e em virtude de um cidadão. Ei, Márcio Rezende de Freitas. Eu tô em São Paulo na redação da Fora da Tarde na sexta-feira quando me liga um
amigo meu, advogado, meno santista, que eu vou aqui poupar o nome, mas muito ligado à política. Trabalhava muito com direito de justiça eleitoral, ao Santos Futebol Clube e também a CBF. Ele me liga em 95 já tinha celular, mas eu não tinha. Ele tinha, ele celular. Pô, tô aqui no Congresso, só se fala nisso. Que já não era bem só falar nisso, mas é o seguinte, o daquele jeito, tô falando os termos que eles, o Santos vai ser roubado domingo no Paquembu. Presta atenção principalmente nos bandeirinhas. Mesma coisa que esse filha da [ __ ]
do Sidrac fez, os bandeirenses vão fazer muito pior no Paquembu. OK, calma. Não, não tô pai lá na transmissão de Sport TV, fala na Rádio Gazeta, escreve na Polatal, você vai ser operado, vai ser roubado. Falei: "Calma, velho, eu acho que foi intencional. falo que se tivesse jogando até hoje nós não ganharíamos aquele jogo. Não sei o qual foi de verdade, mas diz que o presidente do Ibope, que era o presidente do Botafogo, não vou falar o nome dele, só pesquisar aí quem quiser, veio acompanhado do juiz da partida no voo para São Paulo. Eh,
tem jogador que fala que o árbitro fal assim: "Hoje não vai dar. Hoje não vai dar. Com Edinho, camisa número um, quatro Marquinhos Capixaba. Dois para Ronaldo Marconato meia dúzia Narciso e três Marcos Adriano. Cinco Marcelo Passos, 8 Carlinhos e 10 o Messias da Vila Giovani. Sete Camando Caia nove para Paulinho Jamelli. 11 Robert do técnico Cabralzinho. Bom, aí começa o jogo, começa o jogo, começa o jogo para chegar lá. Falta que para mim não foi do Jamelli no André Silva, mas enfim, o árbitro marcou. Mar defesa marcou falta do do Jamel no André Silva.
Cruzamento na área, toque de cabeça. Túlio sobra e faz 1 a 0. Eu por dever de ofício sempre até com torcedor antes, na hora que sai o gol, eu olho primeiro pro Bandeirinha e olho pro árbitro. Olha o bandeirinha na hora bola que a bola entra o bandeirinha e de Souza vai pro meio campo para ele. Posição legal. E eu tava na reta daquele primeiro gol do Botafogo, cara. Go do Túlio no Pacaembu tava ele não tava impedido, ele estava impedidaço. O bandeira não deu e o juiz não deu. Ele não me parece convicto da
posição legal do Túlio. É que ele faz, ele faz assim bem, mas muito devagar, apoio campo dando gol. E eu confesso que eu fico meio assim, que falei para evitar pedido para [ __ ] Não falei isso na transmissão da Sport TV, mas fiquei com a ideia. Aí vem a imagem, falei: "Pô, tá impedido". Aí eu no meu comentário fala está impedido e cito isso. Eis bandeirá incontinente corre pro meio campo. Marcos de de frentitas demora para levantar mas ninguém do Santos reclama. Eu não levanto nem o braço, cara. Nem para fazer assim, ah, não.
Ah, bora. Não sei quem acha que pega a bola dentro do gol e leva pro meio. Já vamos para mais. Talvez por inexperiência. Tô falando 21 anos, era moleque para caramba, tava querendo e jogar e querendo resolver. a gente tinha muita confiança na gente. Então eu eu vejo, se fosse hoje, cara, eu ia para cima dele, ia reclamar, ia sentar no meio do campo, falar: "ECO você não voltar, ia fazer alguma coisa diferente". Mas eu no campo não fiz nada, cara. Eu tava no primeiro pau, eh, atrás da barreira, né? Eu fazia o primeiro pau
e quando bate a a eu já olho para trás, eu consigo ver que ele já tá bem adiantado. Eu percebi que tava bem impedido. Tanto é tinha o tal do Tirateema na época que passava lá. Vai abre o jogo, recomeça o jogo. Santos Empata com um lance que só depois do terceiro replay que eu vi que o Capixaba meter a mão na bola e eu não vi. O árbitro não viu, o Bandeir também não viu. Aí o Santos, cara, empata o jogo. Só que assim, o empate dessa vez, tipo, já não serviria pro Santos. Aí
meu pai falou, eu falei: "Pai, se empatar assim, o Santos é campeão". Ele falou: "Não, porque o Santos perdeu lá, o Santos precisa de mais um gol, aí vai ficar resultados iguais, o Santos vai ser campeão." Em condições normais era paraar 0 a 0, Botafogo, campeão brasileiro. Aí depois teve um outro impedimento, claro, que o juiz não marcou. Aí o que fez o Márcio Rezende de Freitas entrar pra história? Ele viu que o bandeirinha não estava num dia legal. Eu só tô falando isso. Ele não tava no dia bom mesmo. E ele fala: "Ó, eu
vou assumir agora a bronca de impedimento. É o seguinte, você só vai marcar se a bola saiu ou não." E aí o que acontece? Falta pelo lado esquerdo, mais ou menos do mesmo lugar onde o Botafogo tinha feito o seu gol. O jogo tava 1 a . É, o Márcio manda o bandeirinha ir pra linha de fundo para marcar tiro de meta ou saída de bola ou se a bola bate na trave e entra. Ou seja, ele isso pode, não é o ideal, mas pode, né? Já que você não pode trocar uma bandeirinha, ainda mais
numa final de campeonato, para quem bo entre Ses e Botafogo, você pode meio que desautorizar, você vai marcar saída de bola só. Eu vou assumir ele indip ele mesmo. É, o que arrancou o coração foi o gol anulado do Camanducaia, porque esse foi o gol do título e é um foi um gol legítimo. Quando o Camanduc faz o gol de cabeça, ele Márcio, ele bate isso, isso eu lembro lembro como se fosse agora. Ele bate no peito assim, ó. Eu que tô marcando. O bandeira já tinha corrido pro meio de campo. Isso eu vi. Tava
ali naquele local, tinha corrido pro meio de campo para dar o gol. Quem não deu foi ele. O árbitro Márcio Rezende Freitas, ele é ser humano. Ele mesmo reconheceu que errou, errou, errou, errou, falhou. Então assim, já vamos entrar nesse assunto mesmo, né? Porque realmente assim, como que ele toma para si a responsabilidade de anular o gol, sendo que quem tava na linha era o bandeiro. O bandeiro tava lá, ele tava de costa até a bola. Ele não viu a bola sair. Como é que ele marca um impedimento daquele, né, no final, né? Para mim,
no primeiro momento, Camera Pal era legal. A opinião que eu tive de campo, eu daria o gol, né? Eh, só o que aconteceu na Globo, o Arnaldo falou: "Gol irregular, tá impedido do C do G". E eu peguei e falei: "Olha, eu comentei assim, a impressão que eu tenho de posição legal. Aí quando aparece nossos replays que não eram conclusivo, para mim gol legal. S for prejudicado. Para mim gol legal do Cama do C. Mesma linha entra na coordenação meu chefe que por detalhe era botafoguense fala: "Mauro, [ __ ] não [ __ ] A
Globo tá dando que o Arnaldo César e a gente tem comunicação. Eu falei: "Eu tô melhor colocado que o Arnaldo na cabine e as imagens nossas não são conclusivas. Eu vou paraa minha posição legal. Pô, não fal, eu assumo. Sou eu que tô falando, não é você, Chefe. Desculpa. Bom, aí eu assumi contra chefia que não é porque era botafoguense, mas falar a Globo tá falando e cá entre nós, [ __ ] mesmo. Arnaldo Sasa Coelho, eu também fiz curso de arbitragem, ali não precisa ser um o Pier Luiz de Colina para saber. E e
de novo o o Arnaldo tava mais para lá, tava a posição dele era pior, a minha era melhor. Eu era o único jornalista no Brasil e dos poucos que tinham microfone à disposição, que estava melhor colocado para aquele lance e atento a isso. Então para mim eu cravei com uma convicção que poucas vezes eu tive na vida, não só nesses 35 anos de ofício. Para mim é posição legal. Tinha o tirateema na época, mostra ali que eu tava acho que 60 cm atrás. Na hora do gol, meu pai jogou a cerveja para cima e eu
comecei a subir descer esse cara correndo gritando porque não tinha para onde ir. Tipo assim, eu fiquei aí de repente meu tio falou assim: "Meu tio nem gostava de futebol, não, pera aí, per, acho que ele, tipo, acho que deu impedimento perí tá parado." Falei: "Não, foi gol". Aí parei, comecei assim, ó. Aí eu vi ele fazendo assim, né, com o braço. Cara, crise de chor, irmão. O meu gol, eu saí de trás, que já era uma jogada treinada assim, do Marcelo Passo, que o Marcelo Passo bate muito bem na bola, né? foi uma falta
ali no bico da área, né, do lado esquerdo nosso. E eu entrava entre a marca do pênalti e o primeiro pau ali. Então eu vi que eu tinha saído de trás, cara. E aí quando eu fiz o gol, eu saio para comemorar. E quando nós olhamos pro bandeiro, o bandeira deu o gol, ele bateu no peito, né? Levantou o braço e disse assim, ó: "A responsabilidade é minha". [ __ ] ali que foi a facada no peito, foi aquele lance, mas sim, sem dúvida, ficou uma uma frustração pela arbitragem e não pelo pelo jogo. Faltando
poucos minutos para acabar o jogo. Aí o gol a nosso favor, o Bandeira dá o gol, ele tem que acompanhar o Bandeira, aí ele pega e levanta a mão e dá um impendimento. Então você vê que tem coisa aí que não bate, né? Eu tinha comigo uma uma disciplina de não comemorar gol enquanto eu não via o Bandeira correr pro meio do campo. Então, quando saiu esse gol, o bandeira correu e eu fui comemorar. E vocês vão podem lembrar, o gol foi no no gol do Tobogã. Então eu tava no outro lado, então eu fui
comemorar no na curva lá, no curvão lá com a com a torcida. E aí eu tô lá comemorando, gritando que nem um louco. E aí daqui a pouco o Gandula me vem me chamar e falou: "Ó, a bola voltou, voltou, não foi gol". Eu falei que não foi gol, bandeira correu, foi gol. Então quando se fala em máscend de Freitas aqui não é só opinião, é informação. Ele achou que o bandeirinha estava no mau dia para, digamos, ser o mais correto possível ou o incorreto, enfim, esportivamente ou politicamente correto. O bandeirinha não tava legal e
o Márcio viu isso. Só que o erro do gol do Cama do Cai é do Márcio porque ele não confiava mais no bandeirinha, teve esse desatino e achou que a posição do Cam do Cer regular. Azar sempre é possível. É uma hipótese, Mas eu creio que tem sempre, sabe, alguém que faz a coisa errada mesmo. Foi erro, né? Foi erro, mas é complicado, né? Você vê eh o o mesmo avião que trouxe delegação do Botafogo, trouxe o o quarteto da arbitragem. Eu trouxe todo mundo na CBF, Botafogo e o quarteto da arbitragem no mesmo voo.
Você não pode ter uma geração que pensar: "O Santos perdeu o 95". Não, isso aqui tem que ser registrado. Demorou muito, cara. Não tinha esse lance todo de de de revisão, galera já enlouquecida, assim, eu lembro isso me marcou demais, assim, depois do desse lance não teve praticamente não teve mais jogo, cara. Um velório, um velóriumo. E aí eu já tinha ensaiado, né, a camisa do jogo, eu ia entregar pro meu pai e falar: "Ó, pai, você já ganhou, né? Pedia quantos títulos você já ganhou, mas esse aqui você não, você não conquistou. teu filho
vai te dar de presente. Tava tudo preparado, tudo ensaiado, esse discurso, esse momento, né? E e não não aconteceu, né? Foi muito triste. Botafogo tinha Donizete, tinha Túlio, tinha jogadores de qualidade. É verdade. Poderia até eh ter vencido na bola, mas não venceu na bola, venceu no apito. Então, para mim é inaceitável o que aconteceu e ódio eterno do Márcio Resend Freitas. E eu lembro, eu eu lembro de um choro meu no fim do jogo. Eu fiquei muito triste, foi minha primeira decepção com futebol. Logo em seguida era criança ali ainda. E aquele time merecia,
aquela geração merecia. Eu lamento até hoje, cara, aqueles erros que não foram só erros, né? Tinha falar de arbitragem. Eu acho que é importante pra gente lembrar da onde a gente veio, né? O legal foi que a torcida nos tratou como verdadeiros campeões. Nós chegamos aqui em Santos, um batalhão de gente esperando a gente na entrada da cidade. Então, muita gente esperando a gente mesmo com derrota. E isso foi o que mais tocou a gente assim. Em 95 eu não desisti. Em 95 eu não desisti. E a própria torcida ovaciona o time saindo de campo.
Não, não ganhou nem nada, mas entende na hora a importância. Em 95 eu não desisti. Então aquilo foi um resgate da autoestima. O Santos tá vivo. Em 95 eu não desisti. E talvez hoje não ter ganho o título faz parte, né, da magia do time e o que vai realmente ficar pra história. Em 1995, eu não desisti. É incrível isso, porque assim, pô, é um time que marcou uma geração, é um time que marcou história, que sempre é lembrado, sempre é falado e que não Conquistou, né? Para nós foi um título aqui. Esse time, pô,
eu acredito que da minha geração, eh, quem era santista assim meio ficou fanático em 95 e aí ficou aqui no marcado pro resto da vida, né, cara? Tipo aquele time, aquele jogo, aquela emoção com meu pai ali, criança, aquele primeiro primeiro contato ali entre pai e filho, né? que ele resgatou um pouco o orgulho de ser santista aquele time e mesmo com esse com essa enorme eh tragédia que foi o Santos não ser campeão naquele ano ali com justiça, eu creio que isso ajudou a renovar aquele espírito. Em 95 eu não desisti. Onde vou, sou
lembrado por essa campanha aí dessa década, principalmente do ano de 95. Em 95 eu não desisti. Eu queria ter feito mais. Acho que faltou muito ainda o Santos para mim, se eu pudesse voltar no tempo, pode ter certeza que eu iria me dedicar cada vez mais, me empear mais e em 95 eu não desisti não. O hino dos Santos quando toca tem um peso diferente para mim, inclusive quando chega na parte do nascer, viver e no Santos morrer, né? pelo torcedor, para onde a gente vai é reconhecido. Em 95 eu não desisti. Então acho que
o Geovani, por tudo que fez naquele ano, deveria ter um pouco mais de respeito, principalmente da instituição. Eu não, eu vejo esse respeito da geração de santista daquela Época ali, mas da instituição eu não vejo não. Em 95 eu não desisti. Em 95 eu não desisti. Os jogadores que vestiram a camisa do Santos naquele campeonato merecem todos os aplausos. São ídolos, sim, da torcida. são meus ídolos, não resta dúvida. E para mim o Santos é campeão brasileiro de 95. Em 95 eu não desisti. A história do Santos é maravilhosa, até porque é o único clube
do mundo que é campeão do mundo, sendo de uma cidade que não é nem capital da província, não tem nenhum outro clube que consiga fazer o Santos, que tenha sede na Vila Biro, teve no Paquemu, teve no Maraquenã praticamente ao mesmo tempo, teve no Morumbisco. Basta você sair do Brasil, basta você falar de futebol, é o raio caindo várias vezes aqui dentro do da Vila Belmiro. Santista. É isso, é um orgulho para poucos que nem todos podem ter. Aquela coisa dos raios que caem como Rodrigo, como Gans que vem lá do do do Pará, o
Diego que veio de Ribeirão Preto, Robinho dali, outros tantos. Cara, Clodoaldo que veio do Sergipe, alguma coisa tem o Santos, rapaz. do Santos. É Santos e Botafogo. É, o futebol brasileiro só foi conhecido através do Santos, do Pelé e o Botafogo do Garrinche. Para mim o Santos foi um do um dos clubes brasileiros que botaram a história do Brasil dentro do futebol no alto, quando o futebol era um futebol de classe, um futebol técnico, futebol de qualidade, um futebol de competência. O Santos é um gigante do futebol mundial, as pessoas querendo ou não, fora de
uma capital. Isso é inacreditável. O Santos é diferente. O Santos foi o foi o clube que me deu tudo isso que eu que eu que eu tenho hoje em dia. Santos é Santos é a minha vida. Em 95 eu não desisti. Quantas tas vi você levanta? Por isso que hoje eu estou aqui para te incentivar. Por onde for, vou te ver jogar. Alá alai. Eu sou santos. Alá alai. Sou santos. Alá alai. Eu sou santos. Por onde for vou te ver jogar. Em 95 eu não desist. Quantas taças de você levanta? Por isso que hoje
eu estou aqui para te incentivar. Por onde for, vou te ver jogar. Lá lá. Eu sou santos. Alá. Sou santos. Lalaiá. Eu sou santos. Por onde for, vou te ver jogar. Cantabu, cantabu, mesmo que não dê. Mas como você é lindo, Santos. Como você é lindo, Santos. Meu amor, Santos do Paca Mundu.