[Música] Olá meu nome é Marcos Carvalho Lopes e este é o podcast filosofia pop Este é nosso Episódio número 209 recebemos o professor Pedro Rocha de Oliveira para conversa sobre o discurso filosófico da acumulação primitiva o lugar dos intelectuais a filosofia no Brasil e muito mais Pedro Rocha de Oliveira carioca professor do ensino Público Federal na Unirio psicanalista e Pós-doutor em filosofia é autor de dinheiro mercadoria e estado nas origens da sociedade moderna e do mais recente discurso filosófico da acumulação primitiva que é o MTE da nossa conversa de hoje filosofia pop é um podcast
que aborda a filosofia como parte da cultura A cada 15 dias sempre as segundas-feiras a gente vai estar aqui para continuar essa conversa com vocês intercalando com nossos episódios normais de quanto em quando vamos apresentar episódios de Entrevistas temáticas especiais Você pode encontrar mais textos e informações no nosso site filosofi poop.com BR temos páginas no Facebook Instagram Twitter e canal no YouTube Nosso e-mail é contato @film com.br Vamos então paraa nossa conversa com Pedro Rocha de Oliveira sobre discurso filosófico da acumulação [Música] primitiva hoje a gente recebe o professor Pedro Rocha de Oliveira nossa Ideia
é falar sobre o discurso filosófico da acumulação primitiva mas eu eu preciso perguntar pro professor antes de tudo pra gente entender um pouco como esse discurso filosófico daação primitiva se articula como esse livro agora esse trabalho dele se conecta com o trabalho anterior dinheiro mercadoria e estado nas origens da sociedade moderna estudo sobre acumulação primitiva do Capital esse tema da acumulação primitiva Eu já vi Que tá desde a sua tese de doutorado que você vem articulando ele né mas eu queria saber dessa construção de uma perspectiva sobre a modernidade que você vai vem construído numa
intersecção entre história e filosofia como há uma sequência entre esses dois livros É sim sim tem uma sequência então Eh o que acontece né o o o dinheiro mercado digitado na origem da sociedade moderna é um livro eh que eu pensei né como uma ferramenta de ensino mesmo né Então Eh eu dou eu dou sempre uma disciplina de crítica da economia política no no serviço social na Unirio onde eu trabalho né Eh e essa disciplina o o o Né o conteúdo fundamental é o livro Um do do capital do Marx e aí eh e bom
e lá no final né quer dizer eh o o final do Capital Volume 1 né É É essa espécie de apêndice né que ele vai discutir a origem do capitalismo né da onde veio esse negócio né que é esse capítulo sobre acumulação primitiva ou Acumulação originária né enfim tem traduções difer eh Pois é então eu pensei então eu eu eu eu né curtia dar essa essa disciplina e pegar por esse lado da origem do Capital né Então aí o livro foi pensado para isso né foi com uma ferramenta de trabalho né E qual é a
graça né desse desse né quer dizer qual é a graça de olhar para esse final do Capital Volume 1 justamente né tem mil coisas aí interessantes assim mas uma delas é é Mostrar que né quer dizer o o capitalismo né o capital teve uma origem né quer dizer não foi sempre assim né Eh né o a humanidade não é o capitalismo né quer dizer a história da humanidade é uma uma coisa a história do capitalismo é outra que é muito pequena CC dentro da história da humanidade o ser humano Provavelmente tem homo sapiens né o
homo sapiens tem alguma coisa perto de 1 milhão de anos né então o capital tem né 500 600 né Então essa pequena história Ela começou em algum momento e o momento é essa coisa da acumulação primitiva e bom então por um lado é isso né dessa perspectiva histórica pros estudantes mostraram ess essa treca esse horror teve um início e esse início é aqui nesse lugar na Inglaterra homens brancos num lugar específico né uma classe proprietária né empreendedora e né intelectualmente né feroz né essa galera inventou esse negócio então e o outro e o outro lado
né dessa discussão que é Fundamental e importante assim é é é mostrar esse caráter não só que isso teve um início mas que esse início tem esse caráter violento intrinsecamente violento né Eh a como quer dizer o funcionamento normal do capitalismo né Eh ele é violento né Ele é tipo a gente especialmente no país periférico né a gente vive isso né então andando ala na Unirio a Unirio tem o corte eh eh socioeconômico mais baixo das federais da cidade do Rio né então dando AA no Unirio o público né é um público que tipo que
vem de longe do centro do Rio né então né Eh vários alunos são né e é é mora em comunidades né então tipo Eles têm a experiência do que que é né e eh eh viver na periferia do que que é né enfrentamento com a polícia uma polícia truculenta né Eh tem experiência de tipo né e e eh eh é isso né de de de infraestrutura estatal precária né a própria uniria é uma universidade muito detonada né as federais estão em geral Detonadas mas a uniria particularmente detonada né o o pátio do do centro de
ciências humanas Ele parece que caiu uma bomba nele né são uns pedaços de concreto no chão assim de forma desigual né então é esse ambiente precário né E que é que chegar ali é violento né então o funcionamento normal do capitalismo é violento e quando a gente olha para acumulação primitiva né a gente vê essa violência como uma espécie de projeto de classe né quer dizer a acumulação Primitiva que é é o nome para essa origem do capitalismo né É É no Marx uma discussão sobre isso sobre né colonização né sobre né como que a
propriedade comunal como as formas não modernas e pré-modernas de socialização que eram baseadas né Eh eh numa vivência Comunitária numa democracia aldeã e numa lida Direta com a terra para satisfazer necessidades como que essas formas de vida são violentamente atacadas e destruídas por ess el de proprietária né Que tá impondo o capital como uma forma de funcionamento pra sociedade um modo de vida né então o olhar para esse né pro início do capitalismo ele tem essa essa vantagem didática que é mostar né é muito loase muito claramente né como que existe um projeto violento na
origem do capitalismo e que a violência que a gente experimenta Não alguma espécie de desvio de percurso porque o Brasil é subdesenvolvido porque aqui as coisas não funcionam né quer dizer essa Violência é parte desse sistema Global né e a gente tá no no né a gente tá num lugar especialmente propício para perceber isso e lá na história na origem dele também né então existe essa espécie de ponte entre experiência do capitalismo na nossa sociedade periférica né e bom no século apesar do século XX n esse exe uma ponte entre essa nossa situação e essa
situação originária lá na origem do capitalismo Então esse livro de 2018 né O dinheiro mercado estado sociedade moderna tentava mostrar isso o livro agora discurso daação primitiva contraparte filosófica com todas as aspas sobre isso né É como se procurasse os agentes que teorizaram ou sublimaram essa transformação é isso é exatamente Pois é então aí é isso então eu eu sou professor de departamento de filosofia né então os dois livros eles estão muito ligados ao meu trabalho como professor né Eh então o o né quer dizer é a minha Relação com os estudantes né sobretudo né
então Eh esse esses livros são né quer dizer não são documentos de um intelectual que está é um são são ferramentas de trabalho cara né então é lidar com os estudantes então o que que que que que os m estudantes precisam ouvir né então desde um ponto de desde um ponto de vista da experiência mais direta né do que que é a vida na sociedade capitalista essa ponte com acumulação primitiva com um lado mais Sociológico mais histórico mais econômico mesmo que é esse primeiro livro de 2018 né Eh eh já é e é é que
é importante mas tem uma outra tem um outro lado então eu também dou aula né paraa filosofia pros estudantes de filosofia então justamente né e pensar esse pensar o capitalismo né É É pensar também né os que pensaram no capitalismo Originalmente né E E aí bom aí tem mil coisas muito interessantes eu acho pelo menos né Eu sou suspeito porque eu sou Autor do livro mas tem mil coisas muito interessantes aí para se pensar quer dizer que é onde eu procuro né fisgar a atenção desses estudantes né então como né que que tá em jogo
aí eh é o seguinte né Eh na a tradição filosófica a maneira como a gente estuda filosofia né Ela é é é centrada nessa coisa dos grandes nomes né Você tem os clássicos né Você tem os cânones né Eh e o o o o filósofo né cara eu não sei eh o que que não sei eu espero não machucar seus sentimentos Dizendo isso mas eu tenho a sensação de que não o filósofo é um bicho muito metido a besta né o filósofo né ele ele pensa que ele tá em contato né Eh com com esse
suprassumo da história intelectual da humanidade né Eh mas tem uma grande questão nesse cânon filosófico por trás que é por que que esse cânon filosófico existe e não um outro né quem que são essas figuras Então é isso cara se a gente for lá no heracto lá no Pitágoras lá nos primeiros Né nos primeiros membros desse cânone né esses sujeitos são sujeitos que estão eh eh eh na ponta de lance de uma de alguma classe de alguma Elite intelectual econômica e política né e é esse lugar né enquanto membros dessa Elite que permite que essas
obras sejam canonizadas que elas sobrevivam né lá na Grécia antiga eu passei um tempo estudando a Grécia antiga né Eh pensando em em talvez produzir alguma coisa semelhante a respeito da Grécia também Né acho que isso não vai sair nunca mas assim né É É muito interessante né Essa coisa do quando a gente pensa em Grécia a gente pensa em Atenas né mas tipo a Grécia não é Atenas a Grécia era um universo as cidades estados eram inimigas né Atenas era uma potência imperialista né era uma potência interi realista brutal inclusive né que queimava os
inimigos jogava sal em cima para não crescer nunca nada nunca mais né era uma potência escravista né Eh a Relação né então os jônios né essas figuras como o herac não sei que que né que estão lá do outro lado do Mediterrâneo bom essas figuras Elas são fruto de um de um esforço colonial de Atenas então é uma elite Colonial lá na Jon então é esses caras que a gente tá estudando a gente tá estudando né os sujeitos que são a ponta de Lança de um projeto imperialista colonial de apagamento das outras vozes na na
Grécia não que as outras vozes fossem uma Maravilha mas é isso que tá em jogo né Eh então apenas uma potência Imperial e ela tem as suas falas sobre a grandeza grega helênica que é a grandeza ateniense E aí a gente tem Platão Aristóteles né aí a gente tem toda uma tradição né e o só o próprio Sócrates né Eh eh eh então a relação né dessas figuras com o estado ateniense Então isso é uma isso é um esse mote é um mote contínuo né a gente tá estudando as vozes das elites intelectuais ao longo
Do tempo né Isso é um troço muito doido quer dizer aí eu sento lá na Unirio na frente dos meus estudantes muitos deles vêm da favela para eu ficar pregando para eles a voz da elites tradicionais então esse é o trabalho mas esse trabalho ele tem que ser feito criticamente ele tem que ser feito de maneira muito crítica ele tem que ser eu eu eu acho violentamente crítico né Eh então eh a gente tem que pegar essa história e mostrar que essa história tá Enraizada né numa longa tradição de poder de violência Então aquela frase
do Walter Benjamin que é uma frase muito citada mas né a gente tem que levar ela muito a sério eu acho que a gente não leva ela tão a sério assim na volta me diz não há um documento de civilização que não seja um documento de barbárie né Eu acho inclusive o contrário também não há um documento de barbárie que não seja um documento de civilização e e do que que do que que o Benjamin tá falando ele Tá falando das grandes obras né ele tá falando né dos grandes feitos da civilização Inclusive essa tal
de filosofia Então nesse livro especificamente né no discurso filosófico da acumulação primitiva o objetivo é né olhar de perto para esses autores né para essa Elite então tão são tão 100 tem 1000 elites aí que a gente poderia escolher né Eh mas essa né A Elite da da origem do capitalismo então aí né é a origem da modernidade também Né e e a a modernidade é um é um Baluarte muito importante pro nosso pensamento pro pensamento brasileiro por quê Porque o o né porque uma das formas né Eh eh eh que a minha geração né
A Nossa geração erda de pensar o Brasil é a chave do subdesenvolvimento né então isso tá saindo um pouco de moda né mas mas isso continua sendo uma baliza né os professores dos nossos professores né foram caras que estavam organizando né a universidade organizando o pensamento Nesse momento em que né Eh eh o Brasil em que se pensava o Brasil como um déficit de modernidade como subdesenvolvido um déficit de desenvolvimento né então a modernidade é essa baliza né europeia e depois estadunidense essa baliza né do do tal do Ocidente que sabe sei lá que caceta
que é isso mas se usa muito essa expressão né Eh então esse Então quem são né que que é esse ocidente né esse ocidente ele ele é isso ele é a expansão Do Capital ele é esse movimento da expansão capital e você tem lá na origem os pensadores que primeiro pensam esse negócio e aí Esses caras são os caras que vão cunhar os problemas né vão cunhar filosoficamente né problemas em torno do da do conceito de ciência do conceito de republicanismo sociedade civil o conceito de Utopia então esses três são os três assuntos principais do
do do do do livro do do né da da da do discurso filosófico da acumulação Primitiva né Então essa ciência que há pouco tempo a gente estava tão preocupado em defendê-la parece uma uma moça com valida assim que precisa da nossa ajuda né A Utopia que é uma é uma é um termo fundamental pra esquerda né na verdade né Eh a sociedade civil que né O republicanismo que sempre entra nessa história As instituições brasileiras estão muito frágeis não sei que Então essas balizas são as balizas modernas né e o que eu quero mostrar Nesse livro
é que essas balizas modernas né Elas não são uma alternativa ao capitalismo ou uma alternativa à violência barbária capitalista elas são um pedaço desse plano né então o nosso mundo né é um mundo onde essa as coisas estão em funcionamento não é um mundo onde tem uma ausência de modernidade né E aí bom uma uma frase né uma uma fórmula né que orienta muito essa abordagem é uma fórmula do Paulo Arante né que é né a modernidade quando ele Discute com essa tradição né Eh eh eh desenvolvimentista ou quando ele né com essa tradição Progressista
né do pensamento em ciências humanas no Brasil ele jocosamente usa essa essa expressão né né O que a gente tá falando de uma modernidade abortada ou realizada ou comp ada tanto faz Então esse é o mode né esse é o mode né Eh essa o que o que a gente vive é a modernidade né e a modernidade é esse horror e vamos olhar na cabeça dos caras que pensaram isso Pela primeira vez como isso claramente é um horror né é isso eu vou pedir então para você me apresentar esses personagens que você baliza o seu
discurso para começar depois a gente tem alguns desdobramentos mas eu já queria chamar atenção para quem quiser eh ver esse seu projeto abortado tem tem um um vídeo no YouTube de uma aula sua que você vai lá da Grécia Antiga até esse momento né É como na oralidade on já tá presente é uma promessa de uma história Da filosofia sim né uma história da filosofia material eu espero que isso se articule sim é é isso a proposta é essa mas bom eh os três personagens então o primeiro personagem do livro né é o é o
é o Francis Bacon então o livro tá organizado em eh o o quer dizer vamos dizer assim o bif do livro né o principal do livro é esses três ensaios né tem uma introdução que é uma uma discussão sobre a historiografia inglesa da origem da modernidade né E aí eu Quero mostrar ali como que né a historiografia é é é é marxista né a histografia marxista ela é é eh umbilicalmente simpática a esse Progresso e ela Portanto tem que erozaru o republicanismo a sociedade civil Olha que importante é daí que vem os potenciais dialéticos da
modernidade da sociedade burguesa não sei o qu Então isso é a introdução do livro né o pós fácil do livro é uma é uma é uma discussão sobre negacionismo né é uma Discussão sobre o que que tem essa tradição moderna a ver com esse fenômeno que a gente vive hoje que é um é um um descrédito frente à modernidade o negacionismo é isso Dana esse negócio de ciência de vacina de democracia de tudo isso Dan tudo isso então tem um descrédito diante esse Então por quê né O que que isso tem a ver com essa
história da modernidade e o bif que é o meio do texto mesmo é esses três ensaios que é o o Francis Bacon né que é o Primeiro ensaio sobre Ciência portanto né o segundo ensaio sobre Thomas Moore que é sobre Utopia né o o tema principal é esse e o terceiro ensaio sobre o Thomas Smith que é sobre sociedade civil republicanismo né então bom o o ensai sobre o bacon né a a o o cerne do ensaio né É E e são são duas ideias assim né A primeiro que é o bacon É nesse ensaio
né que eu mostro bem que eu procuro mostrar eu espero que eu acho que eu mostro eu procuro mostrar bem né de forma bem Clara assim né Eh o que que é um intelectual na origem do capitalismo um intelectual engajado esse termo intelectual engajado né Ele é um termo muito se tornou um termo precioso pra esquerda né mas eh Isso é uma outra discussão bem importante essa essa terminologia né ela se origina aí né ela se origina ela se origina aí ela se origina nesses pensadores Ingleses né quer dizer a concepção de um intelectual que
pode realizar coisas práticas Através das suas ideias e através da sua proximidade com o Estado Moderno então isso tudo começa lá né Eh Isso é uma uma discussão importante isso tem muito a ver com né o ressentimento da dialética né que é um livro do Paulo Arante né e eh e na verdade o o meu meu trabalho né ele usa muito esse livro como uma baliza assim do que que é que era preciso escrever né porque a ideia é né você tem esse esses intelectuais são intelectuais realmente orgânicos realmente engajados Né que realmente né o
seu saber tem uma consequência prática política imediata então esses são os ingleses né os franceses né duas Três Gerações depois né vão olhar para esse Car vão dizer é isso que a gente tinha que é isso que a gente tinha que produzir aí você tem uma geração né que são aqueles né então a geração do Rousseau e tal que são os caras que não conseguem mas você tem a geração seguinte que são os caras que conseguem o terror revolucionário né eh E aí você tem os alemães que erdam esse movimento que ficam ol pra Revolução
Francesa e pro terror dizend Nossa Que horror mas pô ser o intelectual ser um intelectual cujas ideias TM consequências na realidade é muito maneiro é isso que os é isso que os os alemães ficam sonhando do idealismo né mas quem é que vai pegar isso e transformar em alguma coisa é o Marx né dizendo não então quem são quem é né quem é que é quem é que é o motor da História não é essa classe não é esse Elite não pode ser mais ess Elite Tem que inventar uma outra um outro motor PR história
que é o proletariado então aí a frase do do do Paulo né é o proletariado como o verdadeiro Herdeiro do ressentimento alemão do ressentimento intelectual alemão né os alemães que olhavam lá pra França que olhavam para os ingleses e diziam nós não podemos nada com as nossas ideias nós somos uns incapazes que que desgraça a Alemanha Não está pronta para nós e o Max a invenção do Max É mas o proletariado né vai ser o receptor dessas ideias né de uma racionalidade que Então vai ser implementada na realidade então eu tô encurtando a história né
e isso é uma Isso é uma interpretação né Isso não é a única interpretação né inclusive no lançamento lá teve uma micr discussão sobre isso lançamento lá na hospice do livro né uma micr discussão em torno disso né quer dizer nem Eh não não acho que todo mundo vai concordar com essa interpretação mas é a minha né então muito bem então esse texto sobre o bacon é o texto onde esse intelectual orgânico ele aparece então assim o bacon é uma figura né que ele e ele vai ser eh eh eh eh eh eh membro do
Parlamento ele vai ser membro de conselhos da coroa ele é um estadista né e ele é e e ele vira e e eh ele vira Procurador Geral do reino né então o que que é um procurador geral né nesse Momento um procurador geral é uma espécie de cargo é o Alexandre Moraes assim né esse cara que é a a a a essa espécie de polícia né o o o o Judge dread da da da e e eh eh da da da do reino assim né o cara que julga e Condena ao mesmo tempo que tem
um poder né gigantesco assim né E que e eh no nos lá nos no no no período do bacon né é o cara que também Eh supervisiona Ou pelo menos tinha que supervisionar supervisionar os Interrogatórios né a todos os as etapas do processo de um de casos de lesão de majestade de alta né os os crimes mais altos né são os crimes contra o rei muito bem a gente tá falando do século 17 do início do século X Então nesse momento né Eh os os crimes mais graves né envolviam Por exemplo o cercamento dos Campos
quer dizer a luta contra o cercamento dos Campos né então os os primeiros proprietários os primeiros grandes proprietários de terra Capitalista Estavam cercando a terra ex terminando as formas comunais de força de terra né e de lida direto com a terra para satisfazer a necessidade e aí você tinha uma resistência Popular a isso aí né quando essas Quando essas formas de resistência eram combatidos você elegia um líder né para ser massacrado torturado interrogado né porque essas muitos desses movimentos não tinham lideranças né eles eram movimentos caóticos assim desorganizados eh Produtivamente desorganizados né mas muito bem
escolhia essas lideranças e esse cara tinha que ser torturado tinha que ter um uma fala dele para publicar para dizer olha o que que essa essa gente essa essa gente bestial pensa e tal quem supervisionava isso era o bacon né então o bacon era ele esse e esse cara né ele é ele vira né quando a gente Lê por exemplo o Christopher Hill que é um grande Historiador da revolução inglesa né Talvez seja o grande Historiador da Guerra siliv inglesa né A partir dele é que você desenvolve uma historiografia marxista sobre isso eh esse esse
cara né para ele o bacon é tipo é o ar Alto da modernidade é o essa Mente Brilhante que vai trazer as luzes vai lutar contra a superstição e é é bizarro porque quando a gente vê os nossos filósofos contemporâneos né eles estão falando nos mesmos termos essa coisa de luta comra superstição de né esclarecer as pessoas não sei quê Pois é O bacon qual era a superstição contra a qual o bacon queria lutar né era a superstição que tava na cabeça desses revoltosos porque esses caras que faziam a rebelião Popular contra o cercamento dos
Campos esses caras eram todos cristãos radicais né mas o cristianismo radical nesse momento O que que ele o que que ele é né Ele é né É É o uma das formas dele é o que depois se convencionou chamar de an batismo né então os anabatistas eram caras que Diziam né que uma das coisas né era que eles rejeitavam olha só que loucura eles rejeitavam o batismo no Nascimento sabe por quê Porque eles diziam a gente tem que abraçar o batismo só quando a gente estiver consciente quando a gente for adulto a gente abraça com
nossa paixão e com a vontade de olhos abertos era uma coisa assim né E esses caras né os an Batistas né Isso é uma sopa de gato né Tem 1000 movimentos religiosos aí no meio mas um deles era Bom Jesus morreu Na cruz para limpar a humanidade dos pecados se isso aconteceu não é mais necessário Reis nem leis nem juízes nem nada disso então né Eh a gente poderia dizer como um vocabulário contemporâneo que uma parte desses anabatistas eram anarquistas radicais né eh e aí muito bem eh e isso é uma heresia né Isso é
uma heresia sinistra né como que você vai ler a Bíblia né muitas vezes não é ler né mas escutar Bíblia porque é uma população de analfabetos né vai escutar Os os os Evangelhos né e ter essa interpretação radical Então isso é a superstição que tem que ser combatida e o bacon ia ser o Combatente daa superstição né Eh ele ia trazer as luzes para essa superstição né e uma das formas que el ia fazer isso é supervisionando as torturas dos caras que eram o os líderes desse negócio né E aí o que acontece é o
seguinte é que pro bacon né e ele e isso tá escrito com todas as letras no novo órgão que é o Grande livro de método científico do bacon no qual né unanimemente então a origem do método científico moderno né dessa pobre ciência que estávamos aí né com pena com balid Dessa senhora que a gente tem que ficar ajudando né nos anos passados aí né esse método né esse método científico quem inventa essa [ __ ] é o bacon né e o o o o o bacon usa como parâmetro para alcançar a verdade cientificamente o método
de tortura isso tá literal na no novo órgão isso não é Uma interpretação os verbos são os mesmos é tudo mesmo só que nas traduções os tradutores fazem o impossível para esconder isso é uma loucura porque você tem que preservar o cânon filosófico Então isso é uma outra discussão importante ao longo do livro também eu vou mostrando essas opções bizarras de tradução que a gente faz para manter esses esses esses cânones né em colones assim né essas figuras E aí é isso o o descobrir a verdade o bacon sabe muito Bem o que é descobrir
a verdade porque ele tortura os homens então ele diz a gente tem que descobrir a verdade sobre a natureza que que a gente tem que fazer torturar a natureza então ele inventa o experimento científico simples assim e aí na reb o experimento científico é o experimento científico é torturar a natureza e descobrir a verdade extrair extorsionar a verdade de uma natureza colocada em suplício Esses são os verbos que ele usa né suplici uma Natureza suplici então muito bem uma natureza suplici né a tortura da natureza aí você junta isso com ideias tipo a ciência não
pode ser conduzida com paixão e curiosidade pela natureza porque a paixão e a a curiosidade são atributos infantis pueris o cientista né ele não usa a palavra cientista Mas é isso né para conduzir a ciência né você tem que abandonar a curiosidade e a paixão né então uma lida desapaixonada com a natureza torturar a natureza quer Dizer avança essa fita e aí a gente tem uma ciência que vamos lá né em grande parte ela é a ferramenta hoje distorsionar a natureza de destruição da natureza é o que a superstição é tipo é a religião que
tipo que que cria o o né a gente tá no meio do a gente tá né nas portas do do antropoceno que vai ser um inferno né as mudanças climáticas estão batendo nessa porta é o que a religião que criou isso isso é a obra dessa ciência né Então esse é o paradoxo né Como diz o choque de cultura é paradoxo chama é isso aí né quer dizer é não sei se pode citar o choque de cultura aqui mas enfim é isso né É é um paradoxo né mas essa essa desgraça então o b comessa
figura Então veja que figura eh por um lado que figura bizarra Medon mas olha como é rico e interessante e né olha olha o quanto que você extrai da análise sincera e fria desse tipo né esse tipo ele Ele oferece para nós El ele é o fundador desse negócio Ele Oferece para nós uma chave de leitura que traz uma linha de continuidade entre a origem brutal do capital e essa experiência que a gente vive hoje né Então olha só que curioso E e esse é um intelectual orgânico né então bom ISS é o bacon né
Eu continuo continua continua vamos ver os personagens Tá bom o que o próximo personagem é o Thomas Moore né Eh e o Moore né ele ele é o inventor dessa palavra utopia né E aí bom né Eh a importância dessa palavra para nós Né ela é Ela não pode ser superestimada né quer dizer e eh na verdade a gente pode dizer que vamos dizer assim né e psicologicamente né a a esquerda da esquerda né os intelectuais da esquerda eles eles funcionam utopicamente né a gente a gente a gente eu me incluo como classe né não
enquanto indivíduos né a gente opera a gente opera e e eh eh eh eh utopicamente né essa percepção de tipo né É não se a gente se se essas verdades que a gente fala né se elas Inundasse a mente se a gente conseguisse lutar contra a superstição né Se a gente pudesse né esclarecer a respeito das contradições do Lupe ismo sei lá que caceta se a gente conseguisse realizar esse processo então pontinhos pontinhos pontinhos né Essa visão desse futuro né racionalmente emancipado né racionalmente e onde uma razão se realiza né a gente tem uma relação
muito muito e carinhosa com isso e muito bem quem inventou esse treco de realizar a Razão né Eh não é que inventou n Mas quem quem quem colocou isso no papel de forma Clara limpa translúcida foi o o o Thomas M E esse personagem é outro personagem bizarr issimo Thomas mo é é isso é uma outra O Thomas mo era Ultra católico o Thomas M ele foi canonizado não é à toa né então ele é um santo o inventor da Utopia que depois passa pra linguagem associado Democrata e pro Marxismo e tudo isso essa esse
cara é um Ultra arque católico né é o o o o em Algum momento o Henrique vi que era o Rei que era muito amigo dele né o Henrique VII era um barba né um um sujeito bizarr issso né é o cara que o Henrique vi manda uma carta pro vice-rei da Irlanda eu sempre cito isso é a mesma sempre cito a mesma coisa porque é a é o horror MA ele manda uma carta pro vice-rei da da Irlanda dizendo exterm os irlandeses por favor E aí o vice-rei da Irlanda diz não dá porque são
muitos é basicamente isso a troca de car esse Cara era o amigo unha e carne do Thomas mur Thomas mur é uma espécie de confidente do do Henrique oitav o Henrique oitav Em algum momento publica um texto defendendo a fé católica e né Muito provavelmente quem escreveu esse texto foi o foi Thomas foi o Thomas mur deu para ele né então eh eh eh o esse esse personagem né o ele é eh eh ele ele Cunha então ele escreve né esse texto né Utopia que é uma espécie de república do Platão assim como o Platão
tem República né você vai ter uma galera que vai escrever textos assim dessas repúblicas hoje a gente diria utópicas né desses né desses países racionalmente organizados onde tudo funciona onde tudo tá encaixado onde as classes sociais são Claras onde as pessoas estão felizes tá tá tá muito bem aí o m escreve isso o que que é esse Então esse país chama utopia esse não lugar o que que é a essência desse lugar bom A Essência desse lugar é que esse Lugar é o resultado de uma colonização brutal ponto A Utopia existe pro humor onde ela
existe num país que foi brutalmente colonizado onde não restam traços de como essas pessoas viviam antes do esforço racionalizador do General utopos que é o cara que implanta a Utopia Utopia né então Eh o que o o o o o o texto do M nos permite visualizar claramente né é isso é aqui né Eh eh H esse esse né É É que o esforço racional de organizar né uma uma uma sociedade Ele tá nesse caso né e e eu diria que e a minha a hipótese subjacente é que a modernidade é isso né ele tá
intrinsecamente ligado né A esse lugar autoritativo esse lugar de autoridade onde você espalha e derrama imprensa a razão em cima da realidade num movimento que é intrinsecamente violento E aí bom a baliza para pensar isso é a dialética do esclarecimento né do do Adorno orimer né quer dizer e né e bom o o o marcuse né E essa essa discussão sobre uma razão Que ao se realizar isso já tá no R na verdade né o que ela faz é passar por cima do Real de uma forma brutal né E aí é alguém então as pessoas
têm que ser racionalizadas e para elas serem racionalizadas el T que ser colonizadas então existiam uns índios numa Terra chamada abraxa esses índios né são absolutamente são estão todos escravizados e essa escravização dura eternamente porque os cidadãos de Utopia são todos escravos em certa medida eles Eles obedecem uma disciplina de trabalho muito muito rígida Hum e mantém lá em cima uma casta de intelectuais que são absolutamente brilhantes que foram inclusive né geneticamente né eugenic preparados para governar né E eles governam né E eles pensam as as ideias eles têm as ideias certas né é basicamente
isso então é uma discussão sobre isso sobre realização da Razão sobre né como a né sobre uma uma intelectualidade que olha para si mesma Né Eh desde esse ponto de vista de uma razão que se realizável né E aí tem uns Paralelos né Eh muito desconfortáveis né entre o vocabulário do m e o vocabulário da tradição intelectual de esquerda né e eu vou salientando isso ao longo do do do né Eh e o último texto né o último ensaio né É sobre essa figura que é uma figura bem obscura que é o Thomas Smith né
não tem nada a ver com com Adam Smith né é um cara o o Thomas Smith é um é um obscuro mesmo né ninguém conhece esse Cara né E quem conhece esse cara né é o new Wood o new Wood é o marido da Helen Wood que é né que tem aquela discussão sobre democracia e capitalismo né então esse casal Wood né eles tem um texto sobre as sobre eles T eles T um texto sobre essa mesma intelectualidade que eu me debruço na Na verdade o meu meu livro é uma é meio uma resposta a
ele a esse a esse texto que é o trumpet of Seduction e Seduction trumpet of sedition né o o a Corneta da s corneta da Revolta alguma coisa assim então eles são bem bem parte dessa tradição intelectual que né pega esses esses intelectuais burgueses e usa eles como uma espécie de cânone inspirador para pensar né uma esquerda Iluminista alguma coisa assim eh então ele conhece esse cara né mas mas ninguém conhece o Thomas Smith mas o Thomas Smith é um personagem muito interessante por né Ele é o cara que primeiro escreve civil Society em inglês
Né é o cara que traduz sociedade civil para uma língua né para língua inglesa pela primeira vez Nesse contexto Mas quem ele é ele é um proprietário de terra então ele é um cara que é um agente da do examento dos Campos ele é um yoman né que é tipo é é é a espécie de né Elite e e e eh Terra Tenente moderno Porque não são os nobres que então estão acumulando terra é esse é esse cara que não é nobre ele não tem de ele não tem Sangue Nobre ele vai ser ele vai
receber um título de nobreza mas por quê Porque ele tem dinheiro porque ele sabe administrar porque ele é um bom administrador Então essa figura moderna né por Excelência né eh e aí né Ele é é tem duas coisas muito interessantes que ele produz né dos documentos e que eu analiso esses documentos no no no no livro né Eh o primeiro né na verdade né são três documentos mas o primeiro é um conjunto de duas obras né sobre a Inglaterra sobre como que como que a Inglaterra funciona né Eh nessa Alvorada da modernidade nesse início do
capitalismo E aí né ele o que que ele vai fazer né Ele oferece um manual para o Gentil Homem né como você faz para ser um proprietário de terras eh capaz né ao mesmo tempo participar da política se formar em Direito se candidatar ao Parlamento eventualmente se tornar Conselheiro né da coroa então Ele oferece uma espécie de passo a passo Disso né por outro lado ele pega as pessoas que podem seguir esse passo a passo e constrói o conceito de sociedade constrói não e mostra como que o conceito de sociedade civil tá ligado à comunidade
dessas pessoas Então esse texto do do do mo do mo do do Smith ele é muito importante para entender o seguinte né Eh a fala sobre povo na linguagem dessa burguesia dessa primeira isso não é uma burguesia exatamente mas dessa primeira Classe proprietária né É é é capitalista eu fale burguesia Porque isso tem a ver com a tradição burguesa que propriamente dita que vem depois né isso tem a ver com essa discussão com com esse Marxismo Iluminista que procura essas referências né Eh eh eh eh na na intelectualidade burguesa humanista universalista esse papo todo então
quando essa galera toda usa palavras como o povo de que diabo ela tá falando ela tá falando de mim de você dos meus alunos ou dos parentes dos Meus alunos né não né eles estão falando dos membros da sociedade civil e quem são os membros da sociedade civil são exatamente os caras que conseguem seguir aquele passo a passo e se tornar proprietários então nos mos fica translucid claro fica inegável a pelo menos a minha na minha argumentação é essa fica inegável que né o discurso moderno sobre o povo não é um discurso sobre as pessoas
comuns é um discurso sobre os não nobres sobre essa nova Elite não Nobre então a república burguesa né que vai que vai ser né pensada nas gerações seguintes essa república das elites proprietárias intelectualizadas iluminadas e tal esclarecidas é um essa essa República é uma república de Elite Então não é à toa que as balizas são é o pensamento Romano sobre a República a República Romana O Senado romano Quem são os senadores meu Deus são os nobres é óbvio né não tô falando nada de nada de de novo mas é o Que eu quero mostrar é
como que isso marca o próprio conceito moderno de república com um uma determinação elitista mesmo né então eh não há uma né quer dizer a a o republicanismo burguês a própria a própria ideia de sociedade civil ela é pensada como um conjunto de liberdades que você monopoliza em torno do estado moderno e então você distribui então fica muito claro isso que o Estado Moderno é uma máquina né de administrar privilégios mesmo né E que quem Participa desses privilégios são esses seres iluminados que entendem como essa máquina funciona e eles são por definição poucos entender como
essa máquina funciona depende da propriedade então ele o o Smith coloca isso com todas as letras de forma muito clara Isso é uma excelente chave para ler a história do republicanismo né e é e é uma é é uma chave que nos mostra que o o uma sociedade como a brasileira não tem um déficit de republicanismo e é o Republicanismo é isso Ponto é isso que a gente vive né quer dizer eh eh o o o o né Há um tempo atrás quando eu tava dando Hegel né eu eu eu dei uma disciplina sobre reggel
e na lá no Rio e era bem a época Ainda em que tava estava muito em Pauta Né tava tava voltando à baila né os problemas todos do mensalão e tudo aquilo né porque era a época né de impeachment da jil [ __ ] né então naquela época né Eh a gente tinha uma discussão né Eh sobre essas concepções Né Eh eh eh reggeli Anas né de sociedade moderna e do estado e tudo isso né Eh e era muito era muito curioso que às vezes a gente durante a aula chegava num lugar que era tipo
isso é o centrão né quer dizer é esse ponto de encontro entre uma ideia fria e e e e e racional do que que é a modernidade como um sistema de administrar privilégios né Eh e o nosso sistema político que faz isso de forma completamente descarada né até honesta né honestamente bizarra honestamente Desonesta se a gente quiser né é isso né então o é muito é muito eu acho que é muito frutífero cognitivamente olhar lá paraa origem e ver os caras pensando uma coisa que nós realizamos Então não é falta de modernidade é é a
modernidade ponto o republicanismo não vai nos salvar dessa desgraceira ele é essa desgraceira então isso é uma das coisas que eu que eu analiso lá nos m a outra coisa né é um documento muito muito interessante muito importante na História da propaganda porque é o primeiro texto conhecido de propaganda de uma de um empreendimento de Vent capital né ou seja vamos juntar aqui uns investidores né livremente vamos juntar livremente esses investidores e vamos realizar um investimento juntos né um investimento de alto risco juntos então o primeiro documento de propaganda disso quem escreve é o Thomas
Smith né E esse documento é simplesmente um documento de colonização de terceirização da Colonização da islanda então então o Né o o o Thomas Smith ele é da geração anterior né então ele né quer dizer ele de uma geração posterior né então o Henrique oav já tava morto né quem tá governando é a é a elizabe né então aquele plano de exterminar os irlandeses já caducou o plano é colonizar mas a coroa não tem dinheiro Então a coroa conta com uma terceirização da colonização que são esses bravos empreendedores que vão realizar a Colonização por si
mesmos né então o que o o Smith faz isso né só que tipo é um momento completamente mentiroso porque o mapa é um mapa falso o lugar não existe né É tudo ele inventa ele nunca foi na Ira ele inventa esse documento ele diz naquele lugar ele ele obtém uma carta de licença para colonizar esse lugar e aí inventa uma porrada de coisa sobre esse lugar e junta lá uns uns uns caras né que estão com dinheiro sobrando que nem ele porque essa galera tá enriquecendo Muito rápido né com essa com essa coisa da cercamento
dos Campos vão boara pra Irlanda E aí sabe o que é fascinante é fascinante é o seguinte é que ele pega todo o vocabulário do republicanismo e mobiliza para pensar como vai ser essa terra que esses colonos vão administrar na na Irlanda né Então aí ele mostra que né é possível pensar um republicanismo numa colônia eh com uma sociedade subjugada com uma população nativa subjugada escravizada essas coisas são Completamente compatíveis né E a e conceitualmente compatíveis então eu acho muito interessante esse esse saco onde a gente mostra Então essa essa perfeita combinação se encaixa se
encaixa assim azeitado maravilhoso perfeito as coisas uma engrenagem ali né entre essa violência brutal e explícita e o vocabulário moderno todo da Ciência da da Utopia da República etc né é isso é muito interessante muito interessante porque traz um monte de articulações mas Eu acho que tem um tem uma que eu quero que você fale um pouco mais sobre ela que é essa articulação entre o Paulo Arantes do século XIX esse gancho do século XIX e o que você puxa pro Renascimento é como se tivesse uma homologia estrutural o termo que o Roberto Machado utilizava
entre esses dois momentos também eu queria que você explicasse um pouco essa essa aproximação porque a gente vai trazer isso pro Brasil Né Pois é então vamos lá eh é o Paulo traz isso pro Brasil né na verdade se a gente ler o o recentimento da dialética e o o departamento francês de ultramar né a discussão é a mesma né então nesses dois nesses dois eu acho né na minha leitura né então nesses dois livros né no recentimento da dialética que tá em jogo é sobretudo não é apenas mas o Eu considero o para mim
o que é mais interessante no no centro desse desse livro São são é é o idealismo alemão e a Passagem do idealismo alemão pro Marxismo né pro Marx né O Max como herdeiro disso né e tal eh e e e o departamento francês deutamar é uma é uma história sobre né uma curta história sobre uma elite Paulista né intelectual que quer pensar o desenvol movimento do Brasil né que é pensar o progresso do Brasil né então existe uma analogia né no Paulo já existe essa analogia né entre nós aí são os professores dos professores dos
meus professores né Porque essa origem paulista aí né eh e e e e mas Pois é o lance dos alemães né Essa tradição então tem uma tem uma a minha né A minha pegada né não vou dizer que é uma tese tese é uma palavra muito forte mas a pegada é essa existe uma linha sucessória né então os isso existe uma linha que começa lá nos ingleses né el L herdada ela passa para os franceses ela passa para os alemães né o Marx pega isso né E aí inaugura o progressismo e o progressismo somos nós
então né Eh não Dá para ter né uma tese rigorosa de história das ideias sobre isso seria impossível isso uma vida não cabe para estudar isso né Isso então isso é uma forma de ver as coisas né por isso que né e eh no final do lançamento né Eh eh eh do livro eu lá na na USP né que foi o primeiro lançamento eu usei uma expressão que na hora foi estranha mas depois eu gostei esse livro ele é um livro meio de autoajuda né Por quê Porque o os intelectuais vão ler aquilo E a
consequência disso é se entender né claro uma expressão eu tô de sacanagem uma expressão jocosa mas é provocativa né mas é exatamente isso é se entender né então não tem uma tese rigorosa de História do Pensamento não dá para fazer isso né são 500 anos de história [ __ ] não dá mas né Tem uma ideia né A ideia é essa né é aquilo que eu tava falando lá no início da nossa conversa né A ideia é que é é o é como se para nós né Pensa E aí eu tô e uma né eu
tô falando de Estereótipos né mas esses estereótipos eles estão encarnados existem intelectuais brasileiros se você ouvir os caras Os caras estão dizendo Exatamente isso às vezes com essas palavras né então né É É como se sei lá no período que no período da política brasileira que terminou com com a eleição do com a releição do Lula né Eh existia uma uma espécie de né de posição entricheirada na qual tipo não nós somos nós estamos aqui resguardando né O que Há de eh eh eh o que há de potencial na modernidade né o o atenção à
Ciência democracia vamos ficar com essas duas balizas né ciência e democracia né o republicanismo As instituições a preservação das instituições o respeito às instituições a laicidade do Estado né então é Ciência ciência um subcapítulo dessa ciência é tipo Iluminismo no sentido de luta contra a superstição contra a religião né uma né Eh eh eh e e e e né E essa essa racionalização do Estado assim das instituições democráticas e tal né Eh então é o é o é o intelectual sempre pensando sempre se pensando né como um agente disso né Eh então o que o
que se depre lá da Leitura que o Paulo faz dos né o Paulo Us grams e tal e a leitura que ele faz dos dos dos eh dos alemães né Eh o que que tá em jogo né É que sempre ex é que sempre existe vamos dizer assim né a cada momento que a gente para para olhar né paraa história do ocidente a Gente se depara com essa com uma intelectualidade meio ressentida dizendo nossa se essa sociedade apenas nos escutasse né Nós somos os guardiões né da da da nós somos Os Guardiões dos potenciais dessa
organização social moderna que é a república que é o esclarecimento que é a democracia que é o estado laico nós guardamos isso mas isso nunca se realiza direito né então né o Isso é isso é uma espécie de constante nessa história se você Olhar para essa história de uma determinada maneira né então isso como eu digo né o objetivo disso é chegar em nós e esclarecer alguma coisa sobre nós né E aí bom isso aconteceu nessas a US ess copiando Paulo o GR né né tem essas balizas né Tem tem a França né antes da
Revolução e depois da revolução tem os alemães com medo da revolução né sobretudo né Depois tem o Marx né E e aí temos temos nós né como herdeiros disso né são né é um esquema e bom e os únicos Intelectuais que eh foram realmente agentes quer dizer tem dois momentos nessa história onde você tem intelectuais que são realmente agentes de uma transformação social né como é o terror revolucionário francês né que é é que tem um prazo de validade muito curto né e o que ter né Tem um prazo de validade muito curto porque né
vira um um né um é é um mata Matata ali não sobra ninguém e depois é a restauração né Eh e o outro momento é os ingleses Dos quais eu tô falando né são essa essa primeira geração né Eh inclusive um dos livros do do Thomas Smith do que eu tava dos quais eu tava falando né é um livro muito interessante no qual o Smith é fascinante cara ele faz uma espécie de diálogo Platônico onde ele convida para conversar o texto é um diálogo né no sentido Platônico do texto e o o o o os
caras que eles chamam para conversar são todos os membros da classe proprietária intelectual então o o texto é um texto Assim como resolver o problema da inflação na Inglaterra o texto é sobre isso só que com base nisso aparece um conceito de república né como Como resolveu a crise econômica na Inglaterra quem ele chama para conversar eh um padre que é um intelectual né um jurista um pequeno proprietário de terra um grande proprietário de terra um comer antes então são os membros da classe letrada e proprietária né E aí esses caras decidem entre si o
futuro da Inglaterra né é o Peter zond quando o Peter zond é um Historiador do teatro né maravilhoso né então os livros do Peter zond sobre história teatro São livros sobre a história da intelectualidade burguesa né moderna em Grande sentido e quando o pet vai pensar nesse teatro do início do século XVI né em inglês é isso que chama atenção a ele né o início do teatro moderno pro z é o quê né é de F burguês né É uns eh eh São uns caras que acham que através do Diálogo você pode Resolver tudo e
o teatro é isso teatro é você ficar olhando o diálogo dos outros e por que que o E por que que o teatro se torna Espetacular Por que o diálogo se torna uma coisa tão importante porque é o diálogo entre membros dessa classe proprietária que que decide tudo então entende o o o o o lance todo é esse que existe uma classe intelectual proprietária esperta que fala bem que dialoga entre si racionalmente e que o produto desse diálogo é resolver os Problemas da sociedade para eles né mas iso é uma intelectualidade efetiva é como se
nós durante o bolsonarismo entrados lá no noss Instagram e nos nossos né na pandemia lá fritando com medo de morrer com medo de ser preso com medo de mil coisas né naquele momento a gente sonhava em ser esses caras né eh só que do bem alguma coisa assim e e a o que o que o que a história né o que essa história mostra né É que esse do bem não existe é que né o nosso lugar é esse Lugar restrito pequeno autocentrado né antipático desde o ponto de vista das pessoas comuns né Eh eh
né Eh eh com né que fala difícil que tem como heróis sujeitos que são brancos que são ricos né eh Então essa isso é essa tradição né Eh nós fazemos parte dessa tradição e o lance todo é como a gente vai se relacionar com ela né Eh se a gente quer continuar sendo representante desses Cânones né ou se a gente vai tentar minar esse lugar né Eh no mínimo com um pouco de ódio no mínimo com um pouco de má consciência né Eh mostrando né e que por isso é que o livro vai dar numa
sobre eh eh eh eh negacionismo né basicamente o argumento é né não é à toa tô Trocando em Miúdos é não é à toa que as pessoas odeiam a razão basicamente isso não é a toa que as pessoas odeiam a modernidade porque é uma história de intelectuais que sonhavam em ser esses Ingleses esses Ingleses horríveis dos quais eu tava falando ainda agora né então o tempo inteiro cada etapa dessa história é gente sonhando em cesses Ingleses né até nós né por isso nós somos tão antipáticos né Por isso os nossas por isso a gente tá
completamente né e e e desencaixado das vontades populares né quer dizer as pessoas a gente tá no meio de um momento em que a religião tá entrando na política de de sola isso não tem mais volta e a gente Fica com essa mania de ateísmo né a gente né a gente permitiu né que que que uma mania de progressismo de ateísmo nos distanciasse quilometrica das pessoas comuns os caras tão nem aí porque a gente tá discutindo negó de ciência negó de tipo estado laico quer dizer a gente tá tá falando a e as pessoas estão
falando B Isso parece os alemães lá os alemães né uma figura como Fist né eles eles diziam isso esse povo não tem a menor condição de entender as verdades Que a gente aprendeu com os franceses que aprenderam com os ingleses fodeu assim bom português era isso como se né F não fodeu pior pra realidade Era exatamente isso que o Fish dizia a realidade tá ferrada né então a gente tá nesse lugar né então pensar essa tradição serve para isso eu acho né respondi você é a gente tá nessa resposta mas eu eu fiquei lembrando de
um texto e que vai ser vou comentar ele que é uma provocação porque é claro que É é um texto eh que a gente vai ter todas as críticas possíveis Mas deve ter alguma verdade nele que é aquele texto do nozic não sei se você já ouviu falar de um texto que ele fala porque que os intelectuais o pessoal de humanas vai pra esquerda aí ele o argumento dele basicamente é que o pessoal de humanos não tem sxo prático enquanto o pessoal da vai empreendendo vai ocupando os lugares Sociais o pessoal de humanas fica amigo
do professor não consegue ser esportista não consegue ser engenheiro não consegue ganhar dinheiro e aí depois quer dividir o dinheiro dos outros bom cara Pois é então né Eh eh o que que acontece né isso aí né tem a ver com uma discussão sobre eh engajamento político né quer dizer eh no Marcus no Adorno né isso tem umas tem Umas expressões né interessantes assim é não sei se interessantes mas importante na história de do pensamento sobre isso que que acontece né vamos vamos trocar em Miúdos assim iso é um podcast né então vamos vamos falar
do jeito mais esquemático possível assim eh a ideia básica é assim né é que é o oposto disso que que você acabou o oposto seria né não quanto mais distante né dessas implicações práticas né mais livre meu pensamento tá mais crítico eu posso ser Então uma crítica radical Depende de uma desimp Lica né então isso no Adorno aparece Sobre aquelas discussões sobre engajamento né os debates dele com Sartre não sei que sobre teatro engajado e [ __ ] né o o Adorno em 68 né Tarço com com essa história com os intelectuais que estão lá
no meio da da da das no meio dos Estudantes né então Eh Pois é né Eh o que que acontece né Eh embutido nesse nessa posição é então É uma pergunta né O que será que tá embutido nessa posição né O que será que tá embutido nessa posição que é um distanciamento frente à coisas práticas de modo que eu possa ser crítico né Eh Aonde isso nos leva então tem uma coisa interessante que é o seguinte é que né Eh na história do Marxismo né e de novo eu tô sendo super esquemático né é fácil
rebater o que eu tô dizendo mas é é porque isso é uma conversa né então uma conversa é assim né Eu falo uma coisa Meio genérica alguma pessoa rebate E aí vai né então na história do Marxismo né Eh o distanciamento crítico ele contava com o quê ele contava com um troço chamado dialética né então o que que acontece né e de novo isso um [ __ ] esquema mas é né é muito abstrato mas é assim né então o que tá dado na sociedade burguesa é esse horror aqui né então o Marx sempre achou
um horror né então ele ele conhece né a história de violência a história né de né de Massacre das das classes populares ele sabe o que que é o mass não só o massacre originário e o massacre né que reaparece em cada em cada momento que a que a classe operada tenta se expressar politicamente Mas ele conhece também o massacre diário do trabalho cotidiano do que que é trabalhado do que que é ter os braços devorados pelas máquinas né As crianças trabalhando ganhar mal não ter o que comer né então Max conhece toda essa desgraça
então isso aqui é o que tá Dado né diante desse mundo a gente guarda uma reserva intelectual a gente não participa inteiramente dele né Eh é claro que tem um parêntese maldoso aí o parêntese maldoso É mas o engels trabalha né E o engels manda dinheiro pro Marx escrever o capital né Eu não sei por enquanto vamos deixar essa ideia por aqui né mas é então é isso né Então esse é o horror não participo desse horror né mas eu procuro nessa racionalidade eu procuro na forma com Esse negócio funciona uma maneira de olhar para
Além disso e esse é um meu lugar a crítica né uma crítica Progressista dialética materialista de esquerda o que ela vai fazer né vai olhar o que que tem nessa sociedade de potencial irrealizado né então eu tô desgrudando do Real porque eu não participo disso eu não acredito no capital eu não sou de direita né Eu não acredito que isso vai dar certo que isso é bom eu critico isso eu tô distante né Ao mesmo tempo né Eh eh eu não tô lá nas nuvens lá no Platão na ideia de eu não tô na Utopia
né Eh pelo menos não nesse sentido né onde autor né enraizado nesse mundo eu preciso perceber como que dele vai sair alguma coisa E aí o Max se liga a uma ideia né que é a ideia do desenvolvimento das forças produtivas da contradição entre forças produtivas e relações de produção né então né A ideia é a técnica burguesa a racionalidade burguesa tem um potencial Então olha Historicamente o que acontece é que a gente a gente vira a gente a classe Progressista intelectual marxista tá né a gente vira o reservatório desse po social um reservatório intelectual
então a gente tá distanciado desse real mas ao mesmo tempo enraizado nele né a base a base da parada essa né então é eh eh hoje né a intelectualidade de esquerda tá num momento muito desfavorável extremamente desfavorável né mas já teve momentos menos extremamente Desfavoráveis né Então você já teve por exemplo dentro da esquerda debates sobre ess debate sério sobre os política sobre política econômica né você você teve tipo né o desenvolvimentismo né você teve tipo todo na né eh eh eh o né Eh o o o né Eh o período que antecede o golpe
militar né é um período em que tipo você tem teses de esquerda sobre governo sobre estado sobre eh então nesses momentos né Eh eh é possível ou parece possível realizar essas ideias né que Dizem respeito a uma dialética do Progresso ou seja né Vamos enraizar um pouco aqui na história do capitalismo no momento em que o desenvolvimento brasileiro tá acontecendo e vamos a partir partir disso né desdobrar possibilidades para um futuro emancipado [ __ ] né qu dizer né então isso é possível isso é viável né em determinados momentos da história né Eh Tem uma
parte então bom né Eh Existe alguma coisa intrinsicamente eh eh eh eh Existe alguma coisa intrinsecamente inimiga do Real na tradição intelectual de esquerda marxista não né Tem tem grande parte disso é circunstância mesmo né Nós estamos isolados não há lugar para nós hoje né lugar para nós hoje mas aí tem uma outra discussão de fundo né a outra discussão de fundo é o seguinte né É É o sentido desse processo e o próprio sentido da existência de uma classe intelectual né então Eh esse que é o lance né o lance que Tipo né a
história dessa classe né é hisa né é uma história de participação é uma história de inerência ao processo moderno né Então isso que é isso que é o lance isso que é a ideia mais desconfortável Talvez né que eu tenho para para dizer quando eu tô pros meus estudantes não tem isso isso é curioso falar isso pros meus estudantes não faz diferença nenhuma mas falar isso paraos meus colegas é sempre horrível Porque os meus estudantes sabem os estudantes da um rio 98% deles sabe que eles não vão ser membros de lista intelectual nenhuma que não
vai ter concurso público para todo mundo porque eles não eles não se identificam com essa classe eles estão ali fazendo uma outra coisa que também é uma questão muito interessante que que caceta essa galera tá fazendo estudando Filosofia mas assim fechando parênteses quando eu tô falando com os meus colegas o que Acontece o seguinte é que na nossa na nossa existência mesma existe um pacto com a modernidade capitalista então a é isso cara eu recebo salário do estado meu irmão sem salário do Estado eu não tô aqui falando nada disso e sem lul petismo Não
tinha eh eh eh eh eh reúne E aí se não tivesse reúne não tinha concurso e se não tivesse concurso não tinha Pedro Rocha de Oliveira Professor daem Rio autor do livro tal e isso é válido para né todo Todos os meus colegas isso é Valeo para todos os bolsistas isso Isso é uma Isso é uma classe social Isso é uma classe social que é produzido dentro de relações determinadas né Eh E essas relações servem para quê para produzir uma elite intelectual essa Elite intelectual faz o quê ela pensa sobre como o mundo está faltoso
das ideias das quais ele é guardiã essa é a função dessa classe isso é ável por mais que a gente queir não eu sou hiper Ultra mega Crítico eu tô estudando aqui o ponto e vírgula obscuro do curs dane-se no final das contas você é parte desse lance né é esse lance precisa de você joga com você ou Tem jogado até hoje A grande questão ess a sociedade moderna não vai prescindir da gente eventualmente E é isso que está acontecendo Aliás a a sociedade moderna tá prescindindo de nós por isso os intelectuais estão tão arraigados
estão tão por isso essa coisa da esquerda Progressista tá um clube Cada vez mais fechado e mais virulento né mais inimigo do que tá do lado de fora né É E aí a resposta a isso é uma extrema direita também né virulenta e arraigada e anti-intelectual para [ __ ] né mas é isso a gente tá vivendo o final da relevância da nossa existência é isso que a gente tá vivendo né E a gente tem que refletir sobre isso né então Eh então eu eu eu tô desconversando né você me perguntou você perguntou a eu
tô te respondendo B mas é de propósito é Porque a resposta é b né Engraçado que o o hort no contingência ironia e solidaridade ele chama de último intelectual europeu o torturador do 1984 Ah pois é não tinha essa referência Mas é bom ex não mas eu vou eu queria chamar o rock pra conversa porque o o Paulo Arantes é um horano epistemologicamente ele é um pragmatista ele já já me confessou isso assim e é muito curioso como ele avaliou mal o h Até politicamente porque ele não tava preparado para conversar na época ele já
tinha um esquema para colocá-lo e não conseguiu de certa forma dialogar mas o diálogo deles foi encenado no encontro Empresarial num grande num grande evento bancário sabe um grande evento e eh o hort falou o Bento Prado falou e que que o Paul Arantes falou paules falou o Beto prata tá te colocando na história da filosofia numa leitura estrutural e não conversar com você porque que a gente Não conversa com ninguém o o que que o pol falou o Beto prato estou a bola na parede para pegar na frente porque aqui é a nossa tradição
é essa é E aí ficou um não diálogo mas um não diálogo muito interessante e na conversa com polarant eu comentei justamente sobre isso né que a conversa do do polarant na verdade não foi nenuma Eu só expliquei o que que o o que que o a retórica do Bento Prada tinha feito é um discurso perfeitamente os piano que Chamava o o h de sofista e pronto se é um sofista eu não vou ser um caixeiro viajante da filosofia eu vou ficar aqui porque eu mando aqui pronto Pois é mas eu Eh aí eu eu
tô chamando atenção para isso porque eu acho que talvez esse seja um ponto que talvez a gente precisa ainda avaliar que é essa tradição norte-americana né hum ah onde entra esse pragmatismo e onra onde entra também também essa porque eles tem uma dialética muito pesada em Em torno da escravidão né também como a gente tem aqui e às vezes a gente faz essa história e a gente não tem essa esse contraponto sabe eu acho que tá fica faltando essa mesma dialética eh esse elemento da dialética porque quando a gente pessa hegemonia Ah é inegável a
hegemonia assim eh depois da principalmente depois da segunda guerra mundial Mas você pode pensar antes como eles estão construind a possibilidade dessa hegemonia e eu não sei até que Ponto que a gente também no século X tinha similitudes mas encontrou caminhos diversos né eu tô lembrando aqui de um outro livro estranho porque o seu livro é estranho e tem outros livros estranhos que tem um história dos livros estranhos tem um um professor da Federal de Santa espírito santo que é um bajonas Teixeira h o nome dele é bajonas Teixeira de Brito Júnior ele defendeu no
final dos anos no final da década de 90 uma tese com Manuel Carneiro Leão chamada lógica Do disparate essa lógica do disparate ele mistura Paulo Arantes Roberto schwarz Ele mistura a história do Brasil com Hegel e ele faz a análise do do heg com talte King é uma uma micelânia de doidura assim mas a tese geral dele é a seguinte a nós realizamos a modernidade porque nós garantimos a liberdade com a escravidão Hum E que a gente Ele defende uma coisa Claro forç um método forçoso ele faz com que Machado de Assis ah seja um
representante ou personifique a ideia De não filiação Ah você quer ter um filho mas você não pode ter um filho porque você não pode ter assinatura hum né E aí ele faz esse jogo E é claro é um Livro Perdido né porque ele escreveu num no final da década de eh mais anos 2000 né Ah ele fez essa lógica do disparat depois ele fez uma lógica fantasma eh tem um livro dele chamado método do Delírio que ele pega o o o delírio do Bras Cubas sentado no Hipopótamo e compara com A fenomenologia do Espírito maneiro
não eu tô trazendo esses dois eh o pragmatismo e esse tipo esse tipo de discurso meio meio solto tem uma uma possibilidade interessante que é essa dialogando com Paula dialogando com esse pessoal fala não o Brasil é realização da modernidade Porque que a gente realizou a liberdade nossa Elite tem a liberdade Ah imaginada ela foi alcançada Com a base da escravidão é é pois é então isso é o isso é o o o brascubas né eh e aí tem uma coisa interessante né que é justamente essa passagem do jovem não é do jovem Machado Mas
vamos vamos falar assim né do Machado dos romances mais né tradicionais né e a o o o o brascubas o que que ele representa né Eh isso tem a ver com a pergunta anterior né então eu vou eu vou saltar por cima dos dos Americanos porque não é Não tenho intimidade suficiente para para expor em público as minhas opiniões sobre isso mas assim é eh Isso volta pra pergunta anterior né porque cara o jovem esse Machado dos romances clássicos né dos romances no sentido clássico né que tinha aquelas mocinhas né a mão e a luva
Helena não sei que então né O que que tá acontecendo ali né É aquilo é um é o machado como um intelectual eh Iluminista vamos dizer assim né aspas Mas são essas aspas aqui das nossas generalizações da nossa conversa aqui né é quer dizer o que que acontece né se a a sociedade é desumana né é escravista é patriarcal né as relações são relações de dependência Econômica né Essas mocinhas por um milagre Elas têm valores íntegros elas são intelectualmente né esclarecidas E aí elas se comportam de forma coerente reta elas são uma espécie de exemplo
intelectual assim né E aí elas se comportam de forma coerente reta Né e e eh Elas não querem elas não querem tomar ter vantagem com nada elas querem né progredir Com base no seu próprio trabalho Elas têm vergonha de fazer casamentos vantajosos né Eh né vou trabalhar como costureira [ __ ] como professora dane-se né então tem essa tem tudo tem a ética do trabalho tem tipo né a ética da da família tudo elas preservam e tal e aí né Eh elas meio se Ferram às vezes não tanto mas elas são um enorme Contraste com
o mundo né O mundo é essa essa basura esse lixo patriarcal e no meio tem essas esses essas pedas esses cristais de iluminismo que são essas heroínas né Eh Então beleza o esse outro Machado o segundo Machado né ele não tem cristal de nenhum de nada não tem baliza que tá fora não tem uma percepção não tem um lugar de Fora isso é importante isso é interessante né Eh não tem um intelectual no segundo Machado não tem uma figura não tem um ponto dentro do romance desse pós romance sei lá como chamar isso não tem
um ponto para olhar para fora dessa sociedade de forma isenta não tem isenção não tem isenção não tem crítica profunda radical não tem o que tem é uma inerência Total a esse processo E aí o próprio intelectual é parte desse lixo desse Então esse é o né então tem várias maneiras de ler o de ler não só o machado mas ler o chuar falando do Machado né então tem tem várias tem algumas interpretações a a que eu gosto né Ou seja a minha é a seguinte né quer dizer eh tem tem lá naquele tem tem
um texto curto né do do do schwarz naquele naquele livro preto dele né que eu já esqueci o nome né Eh sequências brasileiras eu acho né Eh tem um livro muito curtinho tem um texto muito curtinho eu não me lembro mais como se chama se a vira volta machadiana mas ele ele ele enfatiza né nesse texto o Seguinte né o o barato do brascubas é que ele mostra né Não só que o Brasil é uma zona né que esse que essa que essa colônia é uma zona não é isso o que ele mostra é que
as a a a alta cultura europeia é compatível com essa zona né então esse aqui é o lance então o lance é tipo você vai faz seu doutorado em Coimbra volta e sai pá e você né e sai vomitando eh eh citações doas né que para você deter essas citações você tem que ter estudado Né Eh então é isso seria como é um ubras Cubas em Coimbra talvez fosse um intelectual competente ele não é incompetente né Ele sabe ele as citações estão corretas as citações não tão erradas né Então aí ele vem armado com a
alta Cultura né e o que o E aí o que que o machado mostra né o machado mostra a inerência dessa alta Cultura a essa desgraceira patriarcal escravista patrimonialista E aí o que ele elimina é um ponto externo o que elimina então tô Fazendo uma interpretação aqui né a moda né Eh o que ele elimina é a figura do intelectual o intelectual não tem função essa mocinha que seria as luzes né iluminando as trevas ao seu redor é isso que o machado E é isso que é a generalidade da parada então ali não tem ponto
de vista externo não tem ninguém que tá olhando Ai nossa eu estudei tanto e tô olhando agora e tá tudo errado não tem tá todo mundo na Mesma merda acho que a mensagem do do meu trabalho é é um pouco Essa é isso que eu gostaria de chamar atenção e aí é que eu te digo cara entre os meus colegas essa ideia não tem não faz muito sucesso Mas entre os meus estudantes faz muito então a molecada a molecada se relaciona com essa ideia de que tipo ah beleza então não há na no desenvolvimento intelectual
não há uma Point para fora desse mundo nem de forma crítica nem de forma Né desde do ponto De vista né do intelecto gnosiológico nem do ponto de vista existencial porque ela porque o meu caminho né não vai elas não vão refazer o meu caminho né para mim refazer o caminho dos meus professores já foi um esforço hercúleo Xita né Eu fui para mim foi muito trabalhoso né então né Por causa da n Eu sou branco né mas eh enfim né A minha família não tinha nada de vivência intelectual né eu que trouxe isso ali
né Então para mim já foi Um esforço ferrado pro meu aluno é impossível não vai rolar ou eles sabem que não e eles nem querem então para eles entender essa inerência entender como que a alta cultura na verdade não é tão alta assim ó Na verdade essa alta cultura chafurda na verdade não tem um valor intrínseco a isso na verdade né Entrar no processo moderno não vai trazer nenhuma vantagem né isso de certa forma é Emancipador existencialmente o que que eles vão fazer com isso aí é com Ele né não é minha não é a
minha geração mas o meu papel é o é o meu papel é é um papel meio bracubi ano nesse sentido eu vou vou partir paraas três perguntas que faço para todos os convidados acho que a gente fez um percurso aqui chegamos muito longe até mas a primeira é que você responde todo o semestre o que é filosofia que é filosofia eh Filosofia é é uma disciplina acadêmica né como qualquer outra botânica Eh né e eh enfim qualquer outra né Eh que se dedica a estudar uma tradição né Isso é a resposta mais mais simples Então
você tem a tradição sociológica quem estuda vai ser o sociólogo né você tem a tradição filosófica quem estuda é o filósofo você tem a tradição da teologia quem estuda o teólogo e assim eh então Filosofia é um é uma é uma né É Uma Corrente acadêmica e aí ela é um emprego e quem é especializado nesse Negócio tem o emprego né com sorte com muita sorte hoje em dia por outro lado né Filosofia é uma outra parada né Filosofia é uma uma tentativa né de eh eh elites intelectuais formular a gente chama de filosofia né
eh essas tentativas de elites intelectuais formularem eh eh uma maneira de intervir no mundo de uma forma suficientemente genérica para eh englobar né eh eh eh para para para proporcionar um pacto intelectual então A filosofia é uma forma genérica de formular coisas né de formular projetos Racionais então é muito genérico É tão genérico que fica vago e é tão vago que fica complicado de entender e por isso existe uma tradição de ficar estudando aquilo né por isso existe uma uma tradição de exegese de hermenêutica porque você precisa ficar entendendo porque é muito vago né então
é vago porque é um convite para um pacto de classe né Eh se você formular com Clareza demais aí não é mais filosofia aí é política econômica aí é né É É métodos de administração do Estado né então e e como você formula um projeto de classe de forma mais vaga através da filosofia da forma mais específica através da política econômica então de novo você me perguntou a eu te respondi B Mas é isso que eu tenho a dizer das filósofas ou filósofo que você conheceu pessoalmente Qual foi o que mais L impressionou Ah eu
não sei se eu conheci Filósofos pessoalmente né e conheci algum filósofo pessoalmente é eu conheci muito professor de Filosofia mas você disse que a filosofia é estudar uma tradição então economiza tá bom beleza Eh bom tem toda uma eu eu tô preparando uma discussão né Eu não sei se eu vou ter tempo de fazer isso mas é que é que para demonstrar que o Paulo Arante não é um filósofo mas assim né dependendo de do Que é filósofo eu diria certeza o poante né certeza sem sombra de dúvida né de motte Por que que ele
não é o filósofo Pois é eh pelas se a gente pegar as definições que eu dei anteriormente né Eh fica claro né porque primeiro ele não tá ele não tá desenhando projeto de classe nenhum com então ele não é filósofo no sentido histórico do termo ele também não é um Historiador da filosofia porque tá longe de ser Historiador da filosofia o Paulo fala de qualquer coisa cai um texto sobre nanopartículas na mão dele ele vai pegar e vai falar sobre nanopartículas se ele né se aquilo despertar o se ele entender que aquilo é interessante para
para compreender a desgraceira contemporânea ele vai usar né Eh e eu acho que tipo né Eh existe uma né eh e e porque eu acho que não há que quer dizer que a própria ideia de uma Filosofia de um discurso Universal sobre alguma coisa sobre um ponto de vista racional descolado das implicações reais n seriam as definições básicas assim de filosofia né que a gente poderia jogar aqui assim eh isso subentende um papel pro intelectual que é de propagar essas luzes né na na na realidade né está um pouco de Fora seria o filósofo em
outro sentido né para propagar essas luzes O Paulo não tá tentando fazer isso porque não tem Projeto nenhum da fala do Paulo não se deriva projeto nenhum pra esquerda pra direita pro centro Para ninguém assim como do do da da da da do discurso do brasc não se deriva projeto nenhum né quer dizer Existe alguma outra coisa que tá em jogo ali não é filosofia né a gente poderia se perguntar que diabos é aquilo né ele me perguntou isso um pouco no lançamento né mas então o que que você tá fazendo porque você não tá
aqui iluminando as pessoas né E aí eu tergi Um pouco lá né Eh mas aí mas o assunto não sou eu é ele então assim Aquilo não é filosofia porque não tem não há porque não há formulação de classe em termos de projeto ali e também não há historiografia de História do Pensamento ali é muito mais do que isso né agora o que é eu não sei é eu fico pensando assim que Hã o quando ele ele me falou sobre como ele ele tem um encaixe com R na parte de epistemologia tudo vira ética e
política Sabe se você joga fora epistemologia tudo vira ética política e aí mas mas ética e política não precisam ser ou não precisariam ser disciplinas especializadas né Não não precisa E aí você vai fazer história você vai contar narrativas né E e aí o o h e o Paulo Arantes são irmãos assim ah só que o Claro o h o Paulo tinha muito preconceito em relação ao H em relação à base teórica dele pelo lugar que ele veio né dos Estados Unidos e tal mas se Você vê as implicações de você não ser cantiano você
perder essa base de fundamentação do conhecimento eu acho que os dois vão pro mesmo H tinha o mesmo problema paraa filosofia porque a filosofia é vista como essa tradição de fundamentação se você não fundamenta o conhecimento Você joga fora epistemologia Que diabo você vai fazer você vai contar historinha para as pessoas e E aí você pode contar uma historinha em que você muda os Personagens Mas você sabe que isso é só uma história porque você não tem mais a a força de dizer que aquela história é a história da Verdade história do do ser E
aí você ficou nesse lugar aí que o r falava de uma pós Filosofia mas depois ele paciência até com esse pós filosofia que era queria demais é então boa boa deixa eu deixa eu posso pegar uma posso pegar um ponto aí do que você falou eh contar histórias né Só contar histórias você disse né Eh eu Acho que você disse provocativamente isso né mas é porque contar histórias não é não é pouco né contar histórias é muita coisa né então eu sou psicanalista também né eh e e é muito interessante surpreendente né Eh como que
contar uma história da forma a ou da forma B muda tudo né Eh e contar uma história né Ela é contada para alguém né Então não é só um discurso né é alguma outra coisa que não é uma fala a b c palavras concatenadas é uma Relação né então Eh poder contar uma história de uma determinada forma para alguém isso tem um né uma consequência existencial assim né em termos de Formação né e de criação de vínculos né que é muito muito importante então eh tem alguma coisa dessa esfera né que a gente poderia capturar
recapturar né como uma função eh eh mas essa como uma função dessa figura que anteriormente era o intelectual ou filósofo mas essa essa função ela tá em desacordo com eh Ela tá ela tá ela tá desencaixada né das Missões que a modernidade nos lega assim né Eh ficar contando histórias desde o ponto de vista moderno é uma coisa meramente estética por isso você falou historinha é alguma coisa de uma mera faz aí sei lá né então entender o lugar que isso tem nas nossas vidas né Eh exige uma Exige uma um deslocamento diante da academia
diante de tipo do que que é um livro do que que é uma um artigo científico do que que é Uma um evento acadêmico essas coisas deixam de ter sentido a relação com o estado a relação com problemas tipo a verdade tudo isso vai meio caindo por terra e olha o que os estudantes procuram é alguma coisa dessa ordem né é quando coincidentemente ontem eu fiz eu eu eu quase nunca faço post né em redes sociais Mas ontem eu fiz por acaso e uma das coisas que eu tava tentando falar era sobre isso era sobre
como o meu Trabalho é um pouco contar uma história pras pessoas né Então as pessoas vêm né Às vezes vem de longe aça para ir pra Urca na né que é uniria na Urca no Rio que é um lugar de acesso super difícil vem de lá de longe não sei quantas horas chegam lá para que que essa essa figura veio aqui né para escutar uma história aí a gente cria um pacto ali entre nós né a gente sobrevive nesse horror e vamos falar um pouco sobre isso né então isso tem uma função né Mas isso
não tem Nada a ver com filosofia no sentido tradicional do termo nada absolutamente nada desde Pitágoras até anteontem todo mundo olharia para isso dizia aqui isso isso não é nada né a última pergunta é a seguinte eh qual se filósofo filósofo Favorito eh bom filósofo no sentido estrito e Hegel Sem dúvida né fenômen olia do espírito é tipo é é talvez o livro mais interessante que tem sido escrito que eu conheço pelo menos né de Qualquer em qualquer frente né Eh eu acho um livro muito muito bem escrito muito malandro é uma narrativa muito rica
muito interessante né tenho muito prazer em ficar lendo relendo aquilo como um exercício assim né né não é um exercício né porque exercício é uma coisa D trabalho né como uma uma coisa de uma outra ordem né né um envolvimento assim né Eu queria PED indicações que você quiser indicar de filme livro música Pô me Pegou de surpresa que que Eu posso indicar mas é ótimo eh de filme livro música Cara de livro eu vou indicar uma parada que eu já li há um tempo mas que tipo que para mim assim é é muito muito
bom que é a a a chimamanda nig dis né então eu li tem um tempo já tem mais uns do anos quase mas foi a última coisa que eu li que eu disse assim cacetada Isso é muito bom né que é metade de um só Amarelo né então né super recomendo e de filme cara é isso eu eu eu só vejo filme Velho assim né eu fico caçando e revendo filme velho então eu não tenho nada novo para indicar mas eu tenho um filme japonês né Eh que eu achei que é um que é um
insite psicológico assim muito maneiro que chama esposa de seuk né Eh que é um filme sobre que explora um pouco os limites do que que é uma relação eh desigual onde onde há uma onde alguém n quer dizer porque o eh como psicanalista né eu escuto muito essa Fala sobre eh ele não me ama ela não me ama ele né Então essa desigualdade da relação né O outro quem ama mais então esse filme é um filme que explora isso um lugar radical e tem um insite muito bom sobre isso né Eh e de música Pois
é eu também cara eu S Eu só escuto música velha assim né Eh eu não eu não teria nenhuma assim grande novidade eu só eu só recomendei a esposa de sezu porque é um filme obscuro né mas De música né Eh não saberia o que o que recomendar assim de cabeça não fala alguma coisa velha só pro pessoal ter curiosidade de quão velho você é cara pera aí eu tô eu tô escutando muito um um um Blu folk americano novo que é uma galera que tá meio refazendo aquele primeiro bulos bem barulhento assim né bem
monocórdico né então tem uma galera que tá refazendo Esses troços né e eu tô e tem uma figura Em particular que eu tô gostando muito que é Karen Karen Dalton né então fica aí na falta de outra recomendação fica Karen Dal ficou ficou novidadeiro novidadeiro mas eu vou vou indicar esse livro estranho que eu falei que é o lógico do disparate B Jonas Teixeira de Brito Júnior que só vai você só vai encontrar esse livro em cebos eu acho que é é um desses livros para recuperar e tem um livro estranho também eh épocas do
Social como podeos Intelectuais trabalhar para os pobres do João Rufino dos Santos que é um intelectual negro Historiador brasileiro que ele fez esse livro tentando falar a pergunta é essa Como pode os intelectuais trabalhar para os pobres e quando vem de uma pessoa negra ele foi trabalhar estudar a Carolina Maria de Jesus fez a biografia dela muito antes de ser moda assim porque ele tava tentando pensar esse lugar né e basicamente eu acho que a resposta dele É mais ou menos o seguinte Saião à frente mas eu queria deixar o espaço aberto para você divulgar
o que você quiser então deixar se merado eh derradeiro o que você quiser Ah já dei já vendi o peixe já que tinha para para ser dito já acho que já falei cara mas agradeço aí bom agradeço bastante o espaço né da da da a entrevista e tal né enfim agradeço as perguntas foram bem legais né foi foi bem estimulante Ah eu vou só última indicação então já que Você não eh não usou é o a sua tese cara eu fui procurar lá estetização da realidade ideologia e Arte sobre o capitalismo tardio até está disponível
lá no no portal da PUC do rio não foi lançada como livro né separado mas eu acho que é uma uma boa indicação para quem vai encontrar vai procurar essa essa raiz dessa questão que você tá investigando porque lá a questão da da acumulação primitiva aparece lá já e tem outras questões também eh o que você Falou de marchado deis me lembrou um pouco do que você fala do CFC então tem dá para a gente quem te aproximar do seu trabalho acho que é um bom caminho né também é isso valeu