1973 marcou o início da saga do Fiat 147 No Brasil quando a Fiat anunciou oficialmente sua produção no país os testes começaram e o modelo de estreia baseado no europeu 127 passou por diversas modificações até se tornar o icônico Fiat 147 que conhecemos a história desse carro italiano No Brasil se entrelaça com o sucesso do Fiat 127 na Europa que foi lançado em 1971 e aclamado com prêmios em 1975 tornou-se o carro mais vendido no velho continente Enquanto isso o projeto da fábrica brasileira da Fiat já estava em andamento culminando na criação de um hatchback inspirado no bestseller europeu para inaugurar a tão esperada produção Nacional em 1976 Betim Minas Gerais viu a inauguração da fábrica da Fiat marcando o surgimento do inovador Fiat 147 compacto e econômico este carro prometia atender às necessidades brasileiras conquistando as estradas do país com sua mecânica simples apesar de seu tamanho o Fiat 147 surpreendeu com uma robustez e simplicidade mecânica que o destacaram inovador para sua época apresentava soluções desafiadoras como a disposição transversal do Motor e câmbio inédita no Brasil e o uso da correia dentada para acionar o eixo comando de válvulas similar a modelos de luxo da época com Suspensões Independentes nas quatro rodas e uma traseira robusta o Fiat 147 garantia estabilidade em Curvas e durabilidade a direção adotando pinhão e cremalheira seguia a Vanguarda do Passat e chevete no emblemático teste de inauguração da ponte Rio Niterói o Fiat 147 surpreendeu ao percorrer 14 km com apenas 1 l de gasolina e com quatro passageiros um feito que foi transformado em propaganda televisiva solidificou a reputação do modelo e destacou sua eficiência energética a fábrica de Betim foi pioneira na produção do Fiat 147 alinhando-se à visão italiana de oferecer um carro perfeito para os brasileiros comparado ao 127 italiano o modelo Nacional se destacava pela carroceria mais robusta com maior número de pontos de solda e uma suspensão traseira inovadora apesar do espaço interno agradável e do bom porta-malas o compacto 147 inicialmente gerou insegurança entre os brasileiros devido à suas dimensões externas fora do padrão do Mercado Nacional o motor 150 do Fiat 147 era uma adaptação à legislação tributária brasileira da época inicialmente carros com motores até 1 l enfrentavam tributos mais caros do que aqueles com motores até 16 cm C para contornar isso a Fiat utilizou o propulsor 0. 9 do 127 italiano elevando sua capacidade cúbica para 150 cm C enquadrando-o nas regras tributárias mais favoráveis para a marca essa peculiaridade foi corrigida nos anos 90 quando o presidente color liderou revisões na legislação tributária corrigido a taxa de impostos para motores menores e maiores em 1977 a versão L do Fiat 147 foi lançada marcando presença nas concessionárias como uma novidade para a linha equipado com a configuração 150 o 147 entregava 56 cavalos de potência bruta destacando-se por sua estabilidade e suspensão e as campanhas publicitárias enfatizavam sua resistência Apesar desses atributos a transmissão manual de quatro velocidades apresentava desafios com imprecisões nos engates das marchas e um movimento incômodo da alavanca durante acelerações e desacelerações as queixas também incluíam a durabilidade do sincronizador das marchas que demonstrava desgaste prematuro uma peculiaridade Inicial nas primeiras unidades do Fiat 147 especialmente nas destinadas à Engenharia e imprensa era um cano de escapamento notavelmente pequeno semelhante ao de motos de baixa cind essa escolha para o motor 150 causava uma impressão de fragilidade mecânica em resposta a Fiat logo providenciou uma tubulação de escape maior para os carros destinados às concessionárias buscando uma estética mais robusta o Fiat 147 encontrava seu caminho para o sucesso gradualmente consolidando-se no final da década de 70 em 1978 o Fiat 147 inovou ao intruz uzir a carroceria furgão conhecida como Fiat furgoneta Projetada para transporte de cargas essa versão consistia essencialmente em um 147 sem bancos e Vidros traseiros a diversidade de versões crescia incluindo a básica e a g como topo de linha no mesmo ano o Fiat 147 foi eleito o carro do ano pela revista AutoEsporte alcançando a liderança em vendas nos primeiros anos o Fiat 147 conquistou consumidores e recebeu reconhecimento neste mesmo ano a versão esportiva Rally do Fiat 147 surge com um desempenho mais potente a promessa de desempenho começa pela dispensa do motor mais fraco da Gama limitado a 1449 cm C ou 150 como se dizia na época presente nos modelos mais simples l e GL para intensificar a experiência o rally adotou a versão expandida desse motor elevando a capacidade para 1297 cm c o mesmo utilizado pelo luxuoso 147 GLS com um peso leve de 800 kg o impulso Extra ajudou o Rally a atingir os 100 km/h em cerca de 17 segundos e me no final de 1978 como parte da linha 1979 Surgiu uma verdadeira Pioneira a 147 picap essa pequena e prática caminhonete de dois lugares baseada no 147 convencional tornou-se rapidamente a preferida de pequenos comércios e daqueles que necessitavam transportar pequenas cargas a 147 picap foi uma verdadeira inovação sendo a primeira picap compacta derivada de um carro de passeio na América Latina essa iniciativa inaugurou uma tendência que se espalharia para outros modelos como a Volkswagen Saveiro Ford Pampa Chevrolet chevi 500 entre outros em 1979 a Fiat mais uma vez inovou ao lançar o 147 movido a álcool sendo o primeiro carro do mundo a utilizar combustível vegetal essa iniciativa Pioneira colocou o pequeno carro como o primeiro a oferecer essa opção aos consumidores brasileiros consolidando-se como um avanço tecnológico o Fiat 147 a álcool apelidado de cachacinha devido ao cheiro do combustível queimado apresentado o motor 1. 3 apesar do potencial de maior potência os engenheiros limitaram na a 60 cavalos visando precauções em relação aos possíveis efeitos do álcool a longo prazo um carburador de corpo simples e uma curva de avanço mais moderada foram adotados para aumentar a durabilidade do motor o Fiat 147 a álcool teve sucesso relativo no mercado especialmente entre os órgãos governamentais que buscavam destacar a eficiência do Nacional como combustível automotivo no mesmo ano o Fiat 147 deu um salto significativo ao introduzir a versão luxuosa GLS marcando a oferta Pioneira de equipamentos de conforto e segurança em um carro popular a GLS não apenas se destacava pelo luxo mas também exibia uma inclinação esportiva compartilhando o motor 1.
3 com carburador de corpo duplo e 72 cavalos de potência da além de um câmbio europeu ganhando o apelido de frente Europa essa atualização incluiu um novo conjunto óptico grade e para-choques conferindo um visual mais moderno e harmonioso tanto a traseira quanto o interior também foram modificados inspirados no carro vendido na Europa porém as versões standar de furgoneta mantiveram o design de 1976 tanto interna quanto externamente enquanto as versões superiores foram reestilizadas mecanicamente não houve alterações significativas os motores 105 1. 3 transmissão manual de quatro marchas e os mesmos componentes nos sistemas de freios direção e Suspensões permaneceram mesmo com pouco tempo no mercado o Fiat 147 já incomodava a concorrência logo a Volkswagen Líder absoluta na época reagiu com o lançamento do Gol em 1980 equipado com motor 1. 3 a ar desenvolvido pela Porsche ou outros concorrentes estratégicos como o Chevrolet Chevet Hatch com motor 1.
4 também surgiram para enfrentar o sucesso do Fiat 147 a Fiat continuou a diversificar sua oferta em 1980 lançando a versão peru a Panorama com um teto em dois níveis e capacidade de carga de até 1440 l com o banco traseiro rebatido e o Furgão Fiorino ganhava diversas opções de configurações inclusive com a cabine mais alta em 1981 após a reestilização o Fiat 147 consolidou seu sucesso e alcançou a inédita liderança em vendas e pela primeira vez em quase três décadas o carro mais vendido não era um Volkswagen ainda este ano o modelo GLS foi descontinuado para dar lugar a algumas edições especiais como o Fiat 147 edição 500. 000 celebrando o Marco de meio milhão de unidades fabricadas no Brasil a Além disso foi introduzido o Fiat 147 top que incorporava Evoluções no interior já conhecidas no Fiat Panorama em 1982 o Fiat 147 passou por melhorias mecânicas significativas a transmissão de quatro marchas foi totalmente reformulada apresentando um novo seletor de marchas na tampa da Caixa anéis sincronizadores aprimorados e um novo trambulador essas mudanças garantiam troca mais precisas e suaves atendendo a uma grande demanda dos consumidores e tornando o carro mais alinhado com as preferências do brasileiro além da revisão na transmissão houve uma renomeação na Gama de versões a configuração Standard foi substituída pela C seguida pela CL top e Racing essa simplificação buscou facilitar o processo de venda nesse período o Fiat 147 também introduziu tecnologias pioneiras no Brasil como o sistema que interrompia o fornecimento de combustível ao tirar o pé do acelerador para a economia e a válvula termac que regulava o ar aspirado pelo motor misturando-o com ar quente do escapamento para facilitar a combustão em 1983 a Fiat surpreendeu ao lançar o Fiat Spazio uma versão mais luxuosa derivada do 147 esta linha que levava o nome espaço em italiano apresentava elementos inéditos na frente traseira e interior antecipando características que seriam vistas posteriormente no Uno o Fiat Spazio se destacava pelos acabamentos plásticos pela carroceria e pelas novas rodas Com pequenas calotinhas centrais com uma identidade própria o espazio incluía Até uma versão esportiva chamada TR que substituía a antiga Racing e estreava o novo câmbio de cinco marchas combinado ao motor 1. 3 de 72 cavalos e a linha premium trazia novos componentes para aprimorar freios direção Suspensões entre outros apesar do lançamento do espácio o Fiat 147 continuava em produção agora sempre com a frente Europa mantendo-se nas versões de entrada com motor 150 cm c e câmbio de quatro marchas oferecendo uma opção mais acessível no mesmo ano a Fiat expandiu sua linha com o lançamento do od adotando a frente do Fiat Spazio o od contava com um grande porta-malas superando seu concorrente Voyage da Volkswagen e até mesmo modelos maiores como o Chevrolet Opala equipado com um motor 1.
3 a álcool e câmbio de cinco marchas o hog não obteve grande sucesso devido a críticas à sua traseira alta e reta e foi descontinuado em 1985 após vender 20. 838 4 a Fiat lançou o Fiat Uno no mercado brasileiro sucessor direto do Fiat 147 para evitar concorrência interna a Fiat optou por encerrar a linha premium Spazio abrindo caminho para as novas versões do Uno enquanto o 147 continuava disponível nas configurações básicas em 1985 já como linha 86 a frente do espácio tornou-se padrão para toda a Gama do 147 Que contava com poucas versões e opções de acabament a modernidade e tecnologi superiores do Uno começaram a impactar o 147 que após quase 10 anos desde o lançamento enfrentava desafios Além disso o consumidor brasileiro da época mostrava preferência por carros médios e mais luxuosos afetando a demanda por modelos mais simples como 147 esse período marcava uma fase de transição no mercado automotivo brasileiro refletindo as mudanças nas preferências de consumo em 1986 com a consolidação do Fiat Uno no mercado a história do Fiat 147 chegava ao fim o Fiat 147 já era uma figura Rara nas concessionárias e saiu oficialmente de linha em dezembro de 1986 já o Uno cada vez mais popular e bem-sucedido consolidou-se como o sucessor definitivo do Fiat 147 E chegamos ao final de mais uma incrível história o Fiat 147 apesar das críticas iniciais transformou conceitos na indústria automotiva brasileira ao longo dos anos trazendo inovações e influenciando concorrentes a entrar no mercado brasileiro e seu legado como Pioneiro inovador é evidenciado pelas mais de 700.