[Música] Boa noite ele é um dos raros autores brasileiros que vivem do que escrevem no centro do Roda Viva de hoje o escritor Márcio Souza que também é presidente da Funarte Márcio Gonçalves Bentes de Souza 51 anos é amazonense nasceu em Manaus cercado pela atmosfera mágica do teatro Amazonas Marco cultural da cidade logo mostrou talento para teatro e cinema aos 13 anos Já colaborava como crítico para o jornal O trabalhista aos 17 mudou-se para São Paulo onde estudou Ciências Sociais na USP sem concluir o curso e fez suas Primeiras Experiências na área do cinema profissional
a estreia na literatura aconteceu em 1976 o imperador do Acre o livro teve imediata aceitação nacional e internacional nesses 21 anos março de Souza já Produziu muito romances um livro de contos um de antologia 8 peças de teatro principalmente infantis e cinco volumes de ensaios seu tema preferido é o índio e a cultura amazonense [Música] e preocupação com os rumos da Aventura humana ele fala de Ecologia de sonhos ambições dos conflitos de ideais das desigualdades e das misérias sociais do mundo esse mundo em que eu estou vivendo e estou lutando para Transformá-lo em seu novo
romance de Souza mergulha num período pouco conhecido da formação brasileira quando no século 19 o vice-reino do Grão Pará não conseguiu sua independência de Portugal foi aniquilado e anexado ao Brasil o novo país que surgiu naquele momento os conflitos os embates e os desencontros humanos da Aventura brasileira marcam essa nova obra de Marcio de Souza que se firma como um Importante escritor da atualidade é nessa condição que ele ajudou a definir a política nacional do livro durante a sua passagem pelos órgãos públicos e dirige hoje a Funarte onde concentra esforços Para viabilizar a produção de
arte no país para entrevistar o escritor Márcio Souza nós convidamos Ivan Ângelo escritor E editor executivo do Jornal da Tarde Inácio Araújo crítico de cinema da Folha de São Paulo Rosângela Petra Editora contribuinte da Revista Playboy Priscila Neto coordenadora da Fundação Biblioteca Nacional em São Paulo deu início da Silva escritor e professor de literatura brasileira da Universidade Federal em São Carlos Rinaldo Gama comentarista de literatura do programa metrópoles da TV Cultura e de todos os cadernos de literatura brasileira do Instituto Moreira detalhes no escritor Cláudio viller O Roda Viva é transmitido em rede nacional para
todos os estados Brasileiros E lembramos que hoje você que nos assiste não poderá fazer perguntas porque este programa foi gravado mas muito boa noite Boa noite minha primeira pergunta é uma pergunta encomendada como você é um escritor de um extremo do país ou ele fazer uma pergunta de um outro escritor do outro extremo do país um escritor Gaúcho Moacir sclear que foi convidado inclusive para participar desse programa mas por alguns compromissos que ele já Tinha sumido não pode ver mas fez questão de lhe enviar uma mensagem dizer minhas saudações é o grande brasileiro que você
é Nossa geração literária foi batizada pela questão política pela luta contra a repressão o seu novo livro lealdade é uma novela de fundo histórico você crer que a ficção histórica é o caminho literário a ser seguido de agora em diante pelos romancistas brasileiros que nós andamos nós temos que parar de Nos encontrar com os tempos encontrados ultimamente e eu tive a recentemente em Porto Alegre mostrava em Nova York mas olha primeiro acho que o caminho da literatura brasileira é um é um caminho que sempre a literatura decidiu que não é nem seguido escolas em modelos
a literatura brasileira é uma literatura que sempre primou pela diversidade É uma literatura que sempre teve escritor escrevendo sobre os mais diversos temas inclusive sobre os temas históricos eu acho que nisso nós não mudamos que uma coisa muito boa da literatura brasileira Então acho que o caminho da literatura brasileira vai continuar sendo o caminho da diversidade agora esta obra lealdade ela faz parte de uma tetralogia Gostaria que você situasse o telespectador sobre esta obra O que vem daqui para frente Aí numa tremenda confusão quando comecei a pensar essa história a história abrange um período amplo
da história brasileira quer dizer o romance ele tem o início aí por volta de 1.780 final do século 18 e encerrando a história em 1845 portanto quase a metade do século XIX é um amplo momento da formação brasileira Momento crucial inclusive da formação do Brasil e logo me veio a lembrança uma leitura muito querida minha de adolescência e que foi o tempo e o vento do Érico Veríssimo imaginei então que um painel vasto como esse só poderia ser montado a partir de diversas perspectivas como Érico fez no Tempo e o Vento e também é Evitando
que o leitor tivesse em mãos volumes pesadíssimos ele tanto escreveu o volume de mil páginas então dividindo a história em diversos perspectivas e ao mesmo tempo volumes é que fossem dividindo ao longo também do próprio processo até encaminhavam um pouco em quatro volumes Realmente são quatro tempos digamos assim mas até tetralogia ela tem esse sentido e o Érico Veríssimo entrar iluminando você essa perspectiva O épico da formação da formação do Rio Grande e neste elealdade eu começo a criar o painel da 10 formação da Amazônia então o painel necessariamente fazendo necessário você poderia falar mais
cronológica explicar o projeto todo o que que ele envolve em termos [Música] certamente tem um aspecto cronológico é desse por exemplo primeiro volume ele Começa a investir 680 e encerra em 1823 os outros volumes não necessariamente vão começar depois de 23 em diante digamos assim encerrar onde começa o outro na medida em que são quatro vozes que vão narrar esse painel aí há uma distinção em relação à estrutura que foi a estrutura escolhida pelo Érico Veríssimo do Tempo e o Vento em que são diversos é um texto escrito na terceira pessoa com diversos discursos que
vão se Entrelaçando no Tempo e o Vento nesse são quatro vozes distintas que vão recontar esse período todo e com diferença de gerações evidentemente porque os últimos narradores certamente terão uma certa diferença de idade dos primeiros narradores da série de quatro livros e também vai misturar o segundo volume por exemplo já vai ter a voz de uma mulher narrando o certo momento da história que é contada né então vai Melhorar porque a tendência das mulheres é ser mais miudeiras e a ficção se diferencia da história basicamente esse varejo né Uma das coisas que mais gostei
no lealdade é essa coisa que se fala daquela literatura tem de função primordial no romance histórico que é narrar uma outra história se ocupar de coisas que os historiadores não se ocuparam Então você tem lá um padre no bordel debruçado sobre senhoras de uma vida e dificílima vida padre Zagallo né alguma alguma referência a Seleção Brasileira ali na tradições do futebol para Zagallo de fato a seleção o nome é o nome histórico Certamente ele tem ali no entra no romance com muita ficção mas o documento que existe a referência ao padre Zagallo é um documento
que suscita a possibilidade realmente ter essas Aventuras noturnas que aparecem no romance mas eu queria perguntar uma outra coisinha ali mas se você por exemplo quando você pega a vinda da família real para cá você em geral nos livros de história que sobretudo nos livros escolares se fala sempre no ano de 1808 que é o ano da chegada e não o ano da partida que é o 1807 que tratou do maior cordão com a família real acho que já recebeu no mundo né Afinal atravessou o Atlântico Você faz umas alusões muito sutis ali você confia
na angústia do leitor de perceber todas essas verbas você ou você você tem esse dilema quando você está escrevendo está com o leitor vai entender essa sutileza que eu deveria ser mais claro a minha relação com os leitores é uma relação concreta porque na verdade com o leitor abstração eu tenho dificuldade de me relacionar com abscesso faz todo mundo tem né então eu escolhi alguns leitores que são meus Leitores que vão ler realmente alguns amigos meus que eu sei e esses amigos é que são as pessoas que vão lendo imediatamente como a lei que a
professora Neide tal do Amazonas o Renan que é o marido dela que são amigos meus de muitos anos ou Felipe que é meu sócio da Marco Zero que a diretora da editora ou a Maria Socorro que a professora da UFRJ são meus amigos que vão ler antes da Publicação então meu relacionamento é concreto de que é concreto porque quando eu tô fazendo uma cena do romance fabricando aquele momento e todo e você sabe que isso é um negócio é um trabalho de sedução com leitor não é convencer ele Aí eu pergunto será que a Socorro
vai engolir isso ou será que ela vai perceber essa história não é claro como eu trabalho para os leitores Toda o meu trabalho de dentro a minha dedicação a literatura é voltada para os leitores eu gosto de ter leitores eu gosto de leitores adoro leitores Então isso é uma preocupação que existe de fato e você teve mais a crítica da Socorro a crítica do leitor ou a Socorro resumo as minhas amigas eles de certo modo coincidem a discussão que é feita e com eles às vezes eu aceito às vezes não né às vezes Enfrenta o
leitor completamente né mas em geral eu tenho que dar sorte que o conjunto da opinião a partir do debate que eu faço com isso é acaba dando certo no geral dos leitores não só brasileiros até nas traduções mesmo os leitores têm percebido eu inclusive aprendi a não subestimar os leitores muitas vezes você no outro país que você não espera que ele vá perceber aquela sutileza que às vezes até saiu despercebido o teu leitor mais imediato Mas isso já é o final do processo né essa leitura dos amigos já tá ali eu queria voltar um pouquinho
na hora da criação é porque no caso de um romance como esse e outros que você fez algumas Histórias de uma maneira geral eles implicam num trabalho de pesquisa e até Fontes às vezes primárias que o leitor noticiado informado disso muitas vezes até bibliografia que o escritor eventualmente coloca ali no livro mas claro que nunca vai ser dito tudo todo Trabalho que houve por trás daquela daquela pessoa quando é uma pesquisa sério existe muita preocupação hoje de maquiar um pouco determinadas obras com é de que foram feitas com pesquisa em arquivos etc Quando você vai
ver na verdade uma coisa muito superficial não não é o caso desse livro novo seu e de outros também porque se você pudesse é falar um pouco desse processo que desse livro quando ele começa né é as fontes que você teve que buscar porque essa História do Grão Pará uma coisa absolutamente a margem né dos estudos inclusive né imagina escolares e não digo os colares primárias não escolares até universitários mesmo que tipo de de pesquisa você foi obrigado a fazer que fontes você foi obrigado a recorrer e dificuldades que você teve até chegar nesse momento
que é o momento um dia que seja mais fácil mas enfim um momento que é da discussão da Obra em si do romance pronto e É verdade cada vez que eu termino de fazer um trabalho de informação histórica baseado no momento histórico tem como cenário um fato histórico eu juro nunca mais voltar fazer pela dificuldade que existe no nosso país da pesquisa nós temos a poucas instituições equipadas para atender o pesquisador e mesmo escritor Ele trabalha a freelancer ele tem da gente tem que realizar viagens e nós não Temos a mesma estrutura que tem a
indústria Editorial de certo países que dá infraestrutura para os Escritores realizarem as pesquisas necessárias muitas vezes pesquisas são usadas de uma forma distinta da forma que eu uso Leia alguns escritores é de venda de massa dos Estados Unidos você é capaz de sair sabendo tudo sobre o aeroporto e tem esse assunto para conversar com o gerente do banco o assunto Por exemplo ele não seria possível a 5 ou 6 anos atrás não seria possível porque as fontes básicas que nós hoje temos acesso só se tornar acessíveis 5 a 6 anos atrás com a reestruturação do
Arquivo Público do Pará pessoal os documentos básicos que a história começa em lealdade estavam depositados ali e inacessíveis praticamente porque o arquivo era o arquivo público igual a qualquer outro De qualquer estado do Brasil em geral mal acomodado com funcionários que não tinham preparo para trabalho para pesquisa que guardavam o arquivo ali com como podia sem recurso e a o 56 anos atrás o governo Pará investiu no seu arquivo e transformou seu Arquivo Público de uma espécie de centro de pesquisas e Justamente a partir de uma série de discussões internas dos intelectuais da Região Amazônica
que tem em Belém seu Grande centro de referência porque ali foi a capital da colônia e ali os documentos estavam depositados nesse arquivo no caso dos arquivos referentes a rebelião da Cabanagem E os botinhos políticos pós independência do Brasil ficava no porão desse arquivo e no porão realmente acessível quase que uma mais boa para aqueles documentos alguns manuscritos se perderam inclusive eles se Transformaram em biscoitos desidrataram papel quando não é tratado o último sofre muito esse problema os livros acabam sendo destruídos pelo calor mas a maioria dos documentos tá disponível hoje e daí surgiram muitos
trabalhos então eu tive acesso a fonte secundárias muitos estudos locais de historiadores pesquisadores da Universidade Federal do Pará e também a Possibilidade de compulsar esses arquivos da Universidade do Pará do Arquivo Público do Pará então a pesquisa que eu comecei há 10 anos é com informações de fontes secundárias em obras por exemplo que é uma obra básica sobre a rebelião da Cabanagem que é a obra do Barão de Guajará o domingo Santo Antônio Israel de Guajará ele era o inimigo da Cabanagem mas fez um dos textos mais isentos sobre os botize aliás chama uma botinhas
Políticos no Pará a obra dele e essa obra tinha sido editada na época do império no segundo reinado e uma segunda edição em 1972 e uma pequena tiragem portanto mesmo a segunda edição era praticamente inacessível eu tinha lido na universidade na própria pública de Manaus tinha anotado e os 10 anos atrás eu encontrei numa calçada no Rio de Janeiro o livro esse livro a venda essas coisas surpreendentes que Acontece com esse livro Comecei a ler mas isso é um negócio Fantástico a gente tem que contar essa história a minha obrigação acontece a história e Comecei
a ler outras fontes secundárias estudos o material publicado da correspondência do consumo da França do conto da Inglaterra do consórcio dos Estados Unidos o que Vem provar inclusive que Belém era a capital de um estado colonial né como era o Rio de Janeiro Esse material foi aos poucos construindo na minha na minha cabeça uma outra realidade que eu mesmo Não sustentava mesmo na região Amazônica o avanço da pesquisa há 10 anos atrás não poderia imaginar que o século 19 na região fosse algo mais do que o ciclo da borracha pode ser o século 19 foi
um período crucial da região Amazônica e o período tão importante para a região E que desconheciamos completamente esse fato que ele Explica toda a história da região até hoje Por que que a região é assim e por que que o Brasil se relaciona com a região assim é o sexo esse período que vai explicar e muito aspectos da história das relações sociais e das relações políticas da região com o poder Central do Brasil essencialmente Me interessou e depois o Aspecto da curiosidade do romancista da que vai além do Historiador certo ou ficar queima do Historiador
dependendo do ponto de vista que você está tratando da questão com certeza até agora não saiu nenhuma história da Amazônia no século XIX Eu acho que isso no futuro certamente usa intelectuais da região ou de qualquer outro intelectual do Brasil vai produzir essa história da Amazônia do século preenchida até uma lacuna o seu Honório Rodrigues dizia que a história do Brasil era a história do Rio de Janeiro com um pouco da história de São Paulo um pouco da história divina e um pouquinho da história do Rio Grande do Sul e de Recife de Pernambuco e
que o resto do Brasil ficava meio perdido a história do século 19 na Amazônia né então acentuado você uma vez disse que se divertia muito escrever e que você escrevia para divertir o leitor era uma forma de Sedução do leitor Então quando você pensa que você pode pegar o assunto árido e vão dizer e adoçá-lo e fazer ele Divertido fazer interessante suspense senhoras de uma vida alguma coisa assim Padre Zagallo fazer alguma coisa assim meio envelheça isso vende encontro hoje como a série de trabalhos que a gente tem existe no Brasil do Prazer da Leitura
nos processo de criação passa pela sua Cabeça Isso quer dizer na medida em que eu posso ler prazeirosamente Amazônia no século 19 é uma coisa que é difícil né um adolescente um jovem pode ler esse livro e se divertir muito e adquirir conhecimentos né Como assim falou é o caminho para o escritor brasileiro essa essa ficção histórica que não deixa de ser interessante você coloca Cultura a história do país de uma maneira extremamente prazerosa para Uma Geração Nova com certezas antigas vão continuar lendo mas atraindo esse leitor isso passa pela sua cabeça em termos de
criação trabalho das preocupações básicas da criação do texto é justamente essa mediação que existe esse diálogo que existe entre o autor e o leitor no meu ponto de vista eu pelo menos eu acho que eu posso me dar o luxo de escrever para meia dúzia Eu quero eu quero ser um escritor que escreve para muitos leitores para muitos brasileiros na pergunta da Priscila que achei muito interessante se nós já temos tão poucos leitores no Brasil e ainda se divide assim por faixa etária ou melhor dizendo faixa otária né Isso aqui é para literatura infanticida esse
aqui é para não sei o que o seu livro tem algum Inconveniente eu não sei eu queria saber o teu ponto de vista eu li o seu livro Achei que aqui basta saber ler e escrever se Alfabetizado entenderás como tudo que você escreve eu acho que sim Justamente eu não quis dar nenhuma lição de história não é uma lição de história não começa com teorias não tenha Abstrações sobre história não tem teorizações mas é também uma lição de história exatamente até porque a história do Brasil é sempre foi muito mal contada Principalmente nos livros didáticos
e é chato Mas é possível um estudante jovem apesar de você não querer de faixas Mas enfim o estudante consegue identificar no livro que a história O que é a ficção ele ele encerrando essa tecnologia ele vai estar entendendo uma época no Brasil aliás lendo esse primeiro volume ele acha ele vai é o leitor em geral ele vai acompanhar e assistir talvez se desenrolar é indeterminado momento em local do país como foi a independência Do Brasil não através dos documentos oficiais mas das vivências das emoções dos desencantos da desilusão política dos personagens eu acho que
a intenção do Márcio não é tanto apenas transmitir o fato histórico mas despertar os senso crítico sim fazer com que o leitor e no caso leitor escolar principalmente desconfie da história curricular não é mostrando isso é muito Evidente no metro Maria Onde você digamos assim quase que demore a figura de Rui Barbosa o que causou até uma certa polêmica e acho que muita gente reclamou né Por exemplo a descendente de um ministro que aparece no livro no lançamento do livro me procurando do Rio de Janeiro disse olha meu avô não tinha dente podres meu personagem
tinha uma relação né que é o personagem não é o ministro do império né A história do Brasil foi contada é muito chata e a história do Brasil tem momentos maravilhosos momentos belíssimos a independência com é passada para gente da escola não tem significado o gesto O que é que o Dom Pedro estava fazendo aqui em São Paulo e de repente ele puxa a espada e dizem Independência ao nosso é uma coisa deslocada completamente mas pra verdade o que ele está fazendo era ganhando o patriarcado paulista ele veio aqui fazer Política para ganhar São Paulo
para Independência ele já saiu daqui com toda a segurança de que ele poderia estar Esse passo não é e quando ele viu que as coisas estavam engrossando com ele então ele vai e outros momentos da independência do caso que nós estamos tratando aqui da Independência a independência do Nordeste por exemplo é uma é um momento belíssimo da do povo brasileiro que desmente Inclusive a ideia de que a nossa história é incluída Ninguém derrama sangue aquilo poliniza mesmo esse vice reinado seria um novo Brasil e um Brasil diferente melhor talvez se ele tivesse se concretizado aí
é uma eu tive receio de entrar nessa sempre o que seria esses dois países de língua portuguesa na América do Sul se tivesse ocorrido a independência separada porque daqui a pouco exatamente e depois desse período em 1845 a região Amazônica tinha perdido 30% da população em gearbot morreu a repressão ou em combate não é dos dois lados 30%, quer dizer a história bem distinta do que nos falam né os dois países por exemplo do futuro eu não sei o que seria no futuro o Grão Pará e que quer dizer um grande mar eu inserido no
Brasil não sei como seria certamente naquele período era dois países distintos dos Estados coloniais distintos Um que era o vice-reino do Brasil com capital do Rio de Janeiro Era um país era um estado colonial baseado na grande propriedade na agroindústria da cana-de-açúcar e dos escravos o país agrícola essencialmente exportando produtos agrícolas e o outro país o outro estado colonial era o estado baseado nas pequenas propriedades agrícolas Produzindo algodão produzindo e produzindo café e basicamente a sua economia é assentada na indústria da indústria naval e da indústria de manufatura de produtos da Borracha dos séculos de
século 19 o estado colonial do Grão Para Rio Negro exportava instrumentos cirúrgicos molas de todos Os tipos capas de chuva sapatos galochas vários produtos manufaturados da borracha e tinha como base indústria naval que em determinado momento do final do século 18 toda os barcos que navegavam na região Amazônica eram produtos fabricados na região Amazônica 40% da frota Portuguesa de parte que se grava o mundo tinham sido construído nos estaleiros dos empresários do Grão Pará e no final do século 18 a única colônia Onde o estado colonial português do mundo que tinha a indústria como principal
básico com certeza esses dois países seriam diferentes na sua obra naquele ensaio que eu acho muito importante expressão amazonense no medo Maria também de que a amazônia é tratada como colônia pelo resto do Brasil que nesse livro Então você tá abrindo o jogo e mostrando o que é quer dizer algo que Você tava dizendo digamos implícitamente ou até a alegroricamente aqui você tá provando que que foi isso mesmo acho que é uma relação colonial de fato que recebeu um tratamento semelhante é o que na expansão colonialista europeia por exemplo a África e Ásia receberam Claro
Isso é perfeitamente compreensível aliás um estado de estrutura atrasada do ponto de vista econômico como era o império do Brasil mas é economicamente Mas pode tinha mais poder e mais organização porque o brasileiro tinha um território menor estava mais organizado do ponto de vista militar enquanto que o Grão Pará não tinha domínio sobre território tinha uma população bem menor do que a do império do Brasil ele não tinha a menor chance naquele momento em 1823 não tinha a menor chance de se tornar Um país independente ele não tinha nem chance de continuar como colônia de
Portugal se ele tivesse tentado logo a seguir seria colônia da Inglaterra e provavelmente a gente tivesse ali na Amazônia ou não o Canadá na greve mais uma Jamaica alguma coisa assim é uma super Guiana mas o que é certo é que para o Brasil Império do Brasil anexar ele teve que esmagar uma elite mais avançada e ideologicamente uma elite mais avançada Politicamente do que tinha no império do Brasil mas isso não aconteceu só na região Amazônica não a gente não pode esquecer o que é o Os Mercenários do império do Brasil fizeram com os fazendeiros
avançados que tinham no nordeste na Bahia por exemplo é que eles todos os líderes republicanos e já tinham abafado também no Recife Mas você vê isso de maneiras que me parecem ser diferentes né Márcio quer dizer da impressão de que para você o norte é uma Excentricidade brasileira né é uma espécie de outro do próprio Brasil não sei mesmo fato de você ser uma pessoa que transitou tanto entre São Paulo Rio e de repente você estava em Manaus para quem tinha te conhecido aqui era como se tivesse ido para o exílio não é de repente
foi que você apareceu de lá com galvês não é que foi teu primeiro livro quer dizer já era um roteiro de cinema antes mas lá ele virou livro e lá você Se tornou efetivamente o escritor me parece que existe essa essa relação de distância muito grande que faz com que eu te vejo uma besteira aqui não como um escritor regionalista mas sobretudo no Grau Verde mas de algum modo próximo de Andrade entendeu catando coisas para constituir um país é talvez agora isso os leitores vão compreender que o romancista antes de Tudo como dizia o grande
poeta português é também como poeta um fingidor a gente tem que inventar um certo distanciamento mítico mas que não é só invenção Na verdade o país Tem dificuldades e a Amazônia também tem dificuldade de se relacionar com o centro do Poder do Brasil não é com o país mas é consenso do poder há uma complexidade dessa relação é isso é patente Os projetos as coisas são delineares não são discutidas com a região mas são resolvidas em Brasília e aplicadas não não é verdade me impressionavam muito às vezes descrições que você fazia de Manaus com uma
cidade absolutamente rica em 1910 e completamente miserável sem luz elétrica em 1950 quer dizer que era algo que você passava de um Fausto absoluto com o teatro teatro municipal de Completa miséria e para uma certa Desolação mesmo mais do que não não Era exatamente uma pobreza um isolamento né quer dizer a geografia pesava como uma distância assim que fazer aquilo ser quase um outro mundo do isolamento é só de Manaus não é da região Amazônica é uma cidade que tem esse complexo de isolamento Belém não tem Belém é uma cidade Era a cidade mais distante
da cristandade dramático do artista da Amazônia como marginalizado e você traça no Expressão amazonense não é hoje em dia ele Valeria talvez mais para Manaus do que para Belém do Pará né assim mesmo na época né o artista e a gente tem muito escritor paraense de escritor Manauara do Amazonas mesmo tem você de projeção nacional que eu Saiba tenho Milton [Música] atualmente na verdade está em pé dando aula lá mas ele é de Manaus o lealveses suas outras histórias elas são muito visuais você mesmo falando com a Priscila falou assim quando eu tô escrevendo uma
cena e não a passagem né E você não tem vontade de voltar os seus velhos tempos de cineasta Ou transformar isso num roteiro porque eu ainda não terminei de ler o dedo eu comecei ontem mas eu fui vendo um filme ele ou uma minissérie sabe muito boa ela tá composta ela tá ela tem uma escaleta lá dentro você tem vontade de filmar de novo você que foi diretor que fez cinema não é eu gosto só de escrever atualmente eu eu assim com certeza eu faria isso até essa parte eu chego no cinema eu gosto muito
de cinema Adoro Cinema Continua gostando eu sou assim fanático mesmo com cinema mas voltar a dirigir não teria mais o que ele solta por aí na terra já você tem vontade O talento tá aqui o que que falta a produção do filme tem muito a ver agora o problema é que meus romance eles têm desafios de produção e foi desse filme inclusive que eu descobri várias coisas descobri que eu não conhecia a minha Região quando eu fiz a selva [Música] descobri que a minha vocação não era de diretor aí fiz o que vários diretores tinham
brasileiros Já deviam ter feito da época que eu fiz eu desisti de fazer isso não meu filho não recebeu o centavo dos outros é não desistir nunca com dinheiro privado de produtor não teve nenhum centavo do dinheiro público por causa do trabalho coletivo a Linguagem que o interessante que eu gosto de fazer teatro eu gosto de dirigir teatro o cinema não é problema da direção nem da atenção da filmagem é muito boa inclusive quem é mais concentrado que o teatro o teatro Se concentra na temporada toda se estende mas no cinema é concentrado 40 50
dias de filmagem é que o cinema ele é uma arte Industrial eu que me irritou muito trabalhar em cima aqui no Brasil era uma limitações Que permanece a nossa tecnologia hoje não dá para fazer o filme do Max stelet ou você nem se importa com a produção falando da produção de cinema também é uma coisa que te irritou no início da carreira foi a relação autor como Editora né criticou muito saiu e briga com tratamento né a relação do editor a ponto de algum tempo depois criar se fazer uma sociedade e ter uma editora e
não é eu queria aproveitar Essa essa grande para dizer para perguntar duas coisas para você voltando por questão da pesquisa que você achava a atenção aqui da dificuldade de pesquisar no Brasil essa dificuldade existe para na academia quer dizer público Universitário e Sem dúvida nenhuma para o autor né que tem que muitas vezes as próprias custas e viajar etc que também era uma coisa que vocês queixaram no início da carreira de que ninguém Pagaria um adiantamento para você ficar dois anos estudando a história de ferro madeira numa mulher uma coisa eu queria perguntar para você
primeiro se essa essa dificuldade do de pesquisa né que existe Principalmente para o autor brasileiro no caso do autor que se dedica à região fora daquele Brasil que o Honório José Honório falava quer dizer alguém que se dedica a região norte se essa é uma dificuldade a mais para você convencer Uma instituição qualquer a ter um auxílio como você vai estudar alguma coisa na Amazônia né isso é uma coisa em segundo lugar eh pensando na relação do autor com o editor como a sua Editora trabalha de maneira diferenciada né tô fazendo uma pergunta não tô
fazendo afirmação com o autor para que o autor não o autor da sua Editora não sofra aquelas coisas que você se queixava quando você começou na como romancista ou por outra você consegue adiantamento Com seu editor Não a minha relação com o meu é comigo no espelho você me deu uma passagem não é e o espelho né vamos ver o que eu posso fazer não não tem esse problema com medo o pessoal não tem agora depende muito de negociação dos autores geral é a vaca zero é uma editora tem poucos autores nacionais que elas acreditam
Porque a procura é muito pouca também é são mais autores das regiões mas tem muitos autores da Amazônia do parado Amazonas tem um arol do Maranhão em geral esses autores ele já chegam com a obra pronta nós não temos em geral a proposta desse do tipo nós estaríamos até aberto já pensamos algumas vezes até incomissionar alguns temas no caso é não ficção Chamando os autores para propor acabamos fazendo que entramos por outra outra direção na política editorial Mas isso é uma coisa que estaríamos aberta a conversar com o autor e estudar o projeto e ver
o que poderia sair dali né agora o outro problema que eu acho que pouca evoluir porque a minha geração ela retomou uma posição de relação de profissão para literatura que é que havia perdido com modernismo Mas que aqui na daquela geração anterior a geração dos 9.900 até 1920 tinha essa essa realidade entendi é isso o Alice Azevedo eras que estão profissional Aliás quando ele arranjou emprego público ele parou de escrever não conseguiu mais escrever foi trabalhado no Itamarati Mas a nossa geração retomou Isso quer dizer começou a lutar novamente a se posicionar na questão da
profissionalização que o Ato de escrever um trabalho um ato escrever a função do escritor não era apenas contar história e ia na noite autógrafo autografa faz não é e sair dando entrevista mas também tinha era uma profissão era um trabalho tinha que tinha direito autorais tinha que se respeitar o contrato isso gerou uma série de diferenças hoje a indústria editorial olha de uma forma distinta o autor Brasília hoje você já pode chegar você já tem até a gente Literário no Brasil que eu sou quem tinha a gente literal não saia porque os editores nem discutir
e de fato me irritei muito querido editor dos Meus Primeiros editores meu querido amigo um dia diz assim mas como sucesso está ali subindo a cabeça você tá cobrando os seus direitos autorais já que estão falando de autores brasileiros você declarou no jornal O Globo neste mês de março passado que Você não lê autores brasileiros que a literatura é muito voltado para o próprio umbigo há pouco tempo que eu comi também falou que não lê a todos os brasileiros e eu fico pensando que literatura brasileira é essa que nem os pratos escritores mas aí deixa
eu te falar o seguinte é primeiro pobre Essa não é verdade eu não disse isso é muito chato até você tá dizendo que não disse né política do PFL que tem uma coisa Eu não disse que eu disse que eu não Lia é um autor que ela me perguntou que eu acho um chato que só escreveu mas logo a seguir eu disse que eu ia Posso explicar ela Brandão que eu li Antônio Torres que ali João Paulo Ribeiro que eu pago o primeiro livro Falei inclusive você deve ter achado estranho mas no bloco anterior nós
falamos sobre cinema e se deixou escapar um gancho Porque você deu a entender parece que as suas obras não iam para tela mas há possibilidade estamos próximos de ver sua obra na tela Ou pelo menos de iniciar uma produção que é através de uma obra da Justiça O que é mazaki é exatamente há tempos atrás eu fiz um roteiro o prazer voador sobre o Santos Dumont depois transformei no romance mas não deu certo a produção agora retomou ela tá levantando a produção e filmagens Deve começar no ano que vem uma segunda questão que ficou também
pendente no bloco anterior é sobre os autores brasileiros e o Inácio Araújo tinha uma pergunta que eu acabei cortando e por isso eu gostaria que você fizesse a pergunta agora né não era era na mesma entrevista quando você fala de alguns romances que você não lê você se refere à crítica de uma maneira que parece você parece que tá um pouco magoado com a crítica literária isso Está acontecendo de fato uma impressão que falta da crise literária acho que nós tivemos aquelas próprias mudanças condições da empresa brasileira nós tivemos o desaparecimento do crítico realmente né
mesmo até do resenhista que tinha uma aproximação um pouco mais breve em relação ao crítico mais fazia um trabalho com embasamento Uma espécie crônica dos lançamentos e só nós não temos realmente mais é muito raramente o registro é feito isso eu sinto realmente Sinto falta do realmente do debate em relação ao autor brasileiro uma maneira geral não pouca relação brasileiro o autor traduzido ele já chega com massa crítica e esse material é distribuída redações é claro muito mais simples você trabalhar já em cima de uma coisa Digerida né mastigada mas mesmo assim mesmo isso e
da questão da literatura acho que vem os espaços vem colhendo na imprensa para literatura Eu acho que o espaço da música é muito maior música popular quero dizer é maior da televisão e outra a moda vem ocupando os espaços de empresa que eram dedicados a cultura como todo né isso não reflexão porque se ele é pouco no Brasil então porque veja Bem Sumiu também a crítica de artes plásticas sumiu a crítica de música erudito Então eu acho que é uma mudança que tá ocorrendo na realmente na imprensa brasileira mas nas tuas entrevistas a impressão não
é só que você sente falta que você tem bronca da crítica eventualmente não estão Preparadas o suficiente para escrever para conhecer para discutir eu não tenho bronca realmente não tenho nenhuma bronca da Crítica por sinal até eu não tenho que me queixar porque se você fizer o levantamento a crítica sempre muito legal é muito elogiosa eu tenho bronca de coisas simples por exemplo uma vez o jornal do Brasil publicou uma resenha do brasileiro voador muito boa favorável mas do engenheiro de trânsito era elogiar mas no caso não entendi literatura enfurecido na carta leitores eu existo
Eu sou com seu dono Aliás não gostei do seu romance não sei o quê elogiei só porque eu queria elogiar aí mudou de opinião esse tipo de prova que eu tenho que se mete e hoje muito que acontece na imprensa talvez porque não existe aí no relacionamento profissional entre a indústria Editorial de o outro aspecto do outro da indústria cultural ou a empresa é os editores podem dar o luxo de chamar o menino que saiu da faculdade a menina que saiu da Faculdade que não teve tempo de ler nada então como é que vai fazer
resenha Como fizeram do João Antônio uma vez né Foi fazer o João Antônio apresentando João Antônio para os leitores que está se apresentando para o João Antônio não conhecia João Antônio Então ela foi apresentar para o João Antônio já tinha era um ator consagrado já sabe fazer você tinha que ter uma outra postura para resenhar aquele livro do João Antônio daquele ano daquela safra do João Antônio Então esse tipo eu tenho bronca mas porque Eu discordo um pouco de que a crítica o crítico tem assumido no Brasil acho que aquele tipo clássico sumiu mas eu
fico lembrando por exemplo de figuras como o Geraldo Galvão Ferraz que acompanhou todos praticamente todos os escritores que surgiram ao longo dos anos 70 que a nossa geração até hoje continua no batente fazendo comentários cursos mais acompanhando e ao passo que Aqueles críticos clássicos abandonar a literatura brasileira né você vê hoje você não te parece te perguntar que é não apenas a imprensa mas a Universidade Brasileira de modo geral talvez tenha se esquecido da literatura contemporânea de 30 para cá você quase não encontra ninguém encontra aqui que entenda da que tenha lido e comentado autores
de 30 para cá aliás eu queria aproveitar para emendar uma outra pergunta Você levantou a beira de um Copo onde não tem líder de pratos né que o modernismo teria rompido essa vinculação com doutor com o público não posso mas antes essa questão da relação com aquela crítica com a imprensa né na verdade não a crítica crítica de qualquer moto acaba surgindo um comentário Abra a gente a teoria da literatura realmente a universidade ela tem receio ainda de trabalhar com a literatura brasileira contemporânea Ela Prefere já trabalhar com que já tá mastigado consagrado um pouco
como como a dívida da Imprensa agora o que eu entendo é que ainda há uma dificuldade de relacionamento entre as indústrias culturais e a imprensa a imprensa saiu na frente ela tá no outro patamar mas a indústria cultural não acompanhou quer dizer não é que por exemplo o York time boku review vá deixar se der um pau de um livro de uma editora americana ela Vai tirar o anúncio Não é esse relacionamento sim mas tem mais o número de anúncios da indústrial do New York review é tão substancial que o York review não é uma
que essência do dono do jornal que usa o espaço para cultura porque é festa porque é bonito Porque ele ganha espaço de capital social ele se relaciona bem em alguns são até membros da academia não é então é claro que nesse relacionamento nenhum editor de arquitetura vivo vai Pôr um ex formando para fazer a resenha ele não vai usar fazer isso porque ele vai se desacreditar junta a indústria e junto ao público então a um relacionamento Então você tem ali um crítico que tá desde o início fazendo carreira ali dentro tem um salário Digno e
não se resolve assim como ela Conceição aquele negócio tá prejuízo tem até jornais que acabaram porque tava dando prejuízo mesmo né não tem nem não tem o Dono não tem essa habilidade mas aqueles que tem então para economizar é mais barato para se amar quem tá saindo da escola de comunicação Então você tem é esse tipo de às vezes os caçar com uma raiva porque o professor mandou ele ler literatura brasileira mandou ler literatura então o cara sai furioso isso não acontece de uma forma geral na mídia toda não é só nessa área então eu
tô falando especificamente de literatura mas tem pressão que os outros artistas Acabam sofrendo especialmente música clássica por exemplo hoje você não tem mais pior ainda do que a literatura né você não tem os compositores brasileiros de música erudito pode porque eles discutam se relacionam com quem faz a mediação com seus ouvintes artes plásticas a mesma coisa deixa eu trocar só um pouco de assunto a questão do modernismo realmente que O César levantado a Lebre dessa questão e se você se debruçar mesmo sobre as relações sociais dois autores do modernismo com a indústria editorial e já
era uma indústria importante do Brasil você vai ver que é um retrocesso é o Joaquim Manoel de Macedo em 1860 ele tinha contrato de edição com o editor dele carioca e o editor pagar direitos autorais para ele igualzinho hermabel filho dos Estados Unidos já que London Século xixi o Machado de Assis com a editora dele Azevedo O Olavo Bilac aí vem os modernistas riquíssimos O Osvaldo escritor mais rico da história da literatura brasileira ele não ele pagou todas as edições dele o relacionamento [Música] eles poderiam ter botado uma estrutura que deu o próprio baile de
Andrade ele pagou do bolso ele não tem a menor pena Ele reclama muito se pagou do bolso dele eu não tenho pena foi feito faltou que paga para pagar bem feito não paga no plano tem que né pagou pagou né mas isso existe até hoje escritores importantes então é importante pagando do seu bolso é porque ele não sabe negociar mas o autor importante vai ter publicar o seu livro se ele for importante mesmo não tinha nenhuma contato não lembro Quanto mais tarde o mar de verdade para Editora Martins vai ter uma relação já quase que
depois da morte dele a obra do Vale mais famosa e conhecida do que do Lourivaldo porque logo a seguir encontrou uma editora que estava sintonizado com modernismo que a editora Martins aqui de São Paulo que desempenhou um papel importantíssimo o seu livro mais no Rio de Janeiro então ah essa essa questão que é uma discussão Interessante se levantar é porque se de um lado modernismo ele aponta eh transformações importantes do ponto de vista estético do ponto da postura ele atrasa essa relação só a geração do Jorge Amado Do Érico Veríssimo do Drummond que vão começar
a repor essa questão o Drummond foi o primeiro autor depois do João do Rio que entrou com uma ação de direitos autorais a entrar com ação direitos autorais contra Block na época só para terminar Uma última perguntinha Por que que para a maioria dos autores brasileiros se exige antes do atestado de óbito para ele acontecer [Risadas] tabaco zero Marco Zero da literatura amazônica da Amazônia como um editor que um autor que eu todo lugar não se aparece a primeira coisa que fala ele consegue viver de direitos autorais que impressionante É a coisa assim foi Bom
então realmente você é o Marco Zero pelo menos por exemplo ganhando mais do que professor universitário Federal que não recebeu Se não me engano pela Fundação Cultural do Amazonas e eles me deram essa edição toda e é uma coisa terrível mil exemplares no livro é uma coisa eu primeiro Achei que ia ser fácil a gente descobri que eu não tinha nem 50 amigos ou uma semana eu tava na rua distribuídos que tinha Corrido não você já me deu dois exemplos não quero mais foi uma dificuldade então quando eles disseram que editar o grau fez Mas
eu não quero eu quero 10 ou 15 só foi importante hereditária Foi aí que começou a sua relação com as repartições e que acabou hoje na cidade depois acho que ele tem um papel importante porque ele primeiro eu vou reivindicar assim anterioridade ele passou primeiro pela Fundação Biblioteca Nacional e ele foi diretor do Departamento Nacional do livro então ele já estava dentro da política nacional tem uma curiosidade essa você vai responder você foi um crítico muito grande do Instituto Nacional do livro Ou pelo menos que daquilo que Ele se tornou porque eu acho que o
Instituto quando começou era uma coisa muito importante ele anteriormente né o Ministério da Educação Mas você depois eu acredito que você também tenha pensado num vão dizer numa reaparição ou num ressuscitamento do Instituto Nacional do livro esse nome é com outro Por que você acha que não deveria ficar junto a Biblioteca Nacional com aquela reforma de 1990 Por que que você acha que deveria reviver o instituto nacional do livro após você ter feito tantas críticas ao trabalho desenvolvido Primeiro a minha posição crítica em relação ao Instituto não era uma relação que previa a sua destruição
mas eram uma posição crítica em relação àquela conjuntura do Instituto Nacional especialmente no final da ditadura militar aquele Tipo de política é especialmente na questão da aquisição de livros e na incapacidade é de criar realmente uma política de aquisição com as bibliotecas públicas Aquela história dos caixotes que chegavam e que as proteínas choravam quando tinha que abrir porque ela ficavam desesperada com as coisas que o IML comprava Então essa posição é essa crítica é que muitos escritores e muitos editores faziam nesse período agora a brutalidade a barbaridade que o Collor fez é ele tá admissível
porque você não conserta desmontando tudo e não deixando nada no lugar o que aconteceu é que logo a seguir foi Colocado uma diretoria dentro da Biblioteca Nacional que tinha com finalidade a política do livro do país e e 50 anos de história que vem desde do Mário de Andrade que foi o grande mentordo do Instituto da com a série de ações da política mas em 37 esse acervo de 50 anos foi enfiado em 12 14 containers aliás e despachados de Brasília e esse para o Rio e esses containers foram carregados por Soldados do exército que
Simplesmente atiraram as coisas dentro dos containers os container chegaram aqui do chegado do Rio de Janeiro foram descarregados no anexo da Biblioteca Nacional e depois catalogados por dois pesquisadores contratados pelo departamento Nacional do livro e hoje tá à disposição dos pesquisadores esses anos de História agora esse corte foi um corte muito prejudicial para o livro no Brasil como todo não apenas a indústria mas para os Escritores bibliotecas Públicas porque deixou um vazio institucional daí é que é importante o estado tem o papel importante na política do livro de um país especialmente no país como o
Brasil para Funarte quando o Márcio saiu do departamento Nacional do livro né a gente pula todo aqueles percalços Então você já está na Funarte você levou muita coisa né você tá editando muita coisa você é um diretor de mídia depois do Cinema de literatura você é um presidente multimídia na Funarte mas é um pouco também seguindo a tradição da fanática que tinha uma política editorial Por exemplo quando eu assumi a Funarte eu perguntei onde estão aquelas pessoas fantásticas que editavam os livros aqui os grandes programadores visuais aí sabe não existe mais um setor Ah mas
a fulana que é uma grande programador de isola tá carimbando processos de aposentadoria no setor Pessoal Fulano está sendo eu reunir esse pessoal de novo vamos lá vamos fazer novamente livro sobre música popular brasileira sobre cinema sobre os temas da cultura brasileira que é a fonati mas ela não tem uma política de livro para o país ela é uma editora que é caudatária da política existe hoje no país né mas dentro de dois anos e pouco Brasil então assim termos de projeto de Programação essas coisas a gente sabe que tem que ser feito com muita
antecedência porque chega na hora nada acontece existe dentro da sua área de atuação da cultura brasileira você sabe de algum projeto de alguma coisa que se planeje para essa data em termos de eventos formada pelo governo brasileiro pelo presidente da república que está reunindo uma série de propostas e aprovando esse propósito para fazer um Grande calendário ela começa este ano em novembro no Rio e São Paulo com grande seminário chamado experiência e destino que vai até o ano 2000 esse primeiro seminário esse ano vai discutir a descoberta de Portugal no século XVI o que era
Portugal 716 Então nós vamos ter especialistas do Brasil da Espanha de Portugal da França da Alemanha dos Estados Unidos discutindo o Portugal renascentista nós vamos ter a por exemplo uma amostra de música portuguesa do renascimento dos anos de 1500 pelo menos com uma orquestra de música antiga da Bélgica que está se desse momento se especializa em música antiga e nesse momento está executando descobrindo diversos partituras da música portuguesa que até mesmo os portugueses desconheciam a questão do descobrimento Tem despertado na Europa o interesse muito grande por Portugal e a suposição de Portugal realiza no ano
que vem também tem gerado muitas discussões sobre o país Então nós vamos trazer um pouco desse debate do Rio de Janeiro vai acontecer uma exposição que acompanha o seminário sobre Pedro Álvares Cabral e sobre o pensamento do renascimento do mundo ao mesmo tempo que Pedro estava vindo para cá o que que era de contendante é feito que os grandes Pensadores do renascimento com objetos da tecnologia de Portugal para as descobertas estamos sendo providenciados e outra parte do Museu da marinha brasileira que é muito rico também nesses objetos e aqui em São Paulo a exposição vai
ser uma grande exposição também sobre vai ser uma repetição dessa exposição sobre o renascimento junto com a Expedição que já chegou ao Brasil então a exposição sobre as grandes Viagens portuguesas vezes navegações e também vai ter uma exposição de artefatos tecnológicos e nas suas versões compactas então elas têm 30 conferências é impossível você juntar os 30 conferências correndo esse país continentes são versões compactas que vão para os Estados enquanto o ano que vem ela vai estar itinerrando vai estar sendo preparada a segunda fase do seminário que é descobrindo o Brasil do século 16 aí nós
vamos ter teóricos dos Povos indígenas é como historiadores também diversas partes do mundo discutido e mostrando que era o Brasil e 1.500 Quem estava aqui como é que se vivia e como é que chegou e os primeiros conflitos Aliás o final da conferência desse ano termina com a Helena clássica que é uma etóloga francesa que estuda do Mal temos falando justamente dando um gancho para Discussão do ano que vem e a partir disso vamos discutir os diversos facetas do do encontro dos dois dos dois mundos que como se deu na versão brasileira até chegar o
ano 2000 esse conjunto de extremidades que vão percorrer no Brasil e levanta essa discussão para todo o país até o ano 2000 depois vai ficar reunido numa coleção bastante com bastante ilustração bastante pornografia de mapas e imagens Dos períodos analisados e quatro cinco volumes dependendo do número de do tamanho das intervenções dos debates mais ou menos como a fanart já vem fazendo na sua coleção de debates do seminários agora trocando um pouquinho mais nós somos uma geração escritores que tinha um inimigo comum a ditadura militar poesia livros e autores né aliás um dos proibidos é
o atual presidente da república Pelo Ministro do gás e o Armando Falcão maior inquisidor maior sensor da história em todos os tempos o que que mudou agora na relação do escritor com poder mudou mais o poder ou mudou mais escritor porque você desempenha um cargo como escritor administrador cultural vários outros escritores hoje é praticamente impossível você circular para o organismo públicos e não encontrar um escritor trabalhando na instituição que por exemplo antes era Alvo de suas críticas também né dada suas dos escritores quem mudou mais o escritor ou o poder eu acho que o país
mudou completamente o poder mudou é outra coisa é um pai democrático é muito diferente você trabalhar hoje no segundo Escalão Henrique e trabalhar na ditadura o trabalho numa democracia permite debate permite dissensão divergência a lei do mais do plano da questão cultural Do governo do presidente Itamar para cá houve uma série de mudanças de entendimento da questão cultural do país quer dizer depois isso é avança no governo Fernando Henrique Cardoso é interesse o presidente da república por exemplo reforçar o ministério da cultura Não Há apenas um ponto de vista político ele vem se esforçando para
adotar o ministério da cultura com o orçamento que tem o peso político que sequer do ministério da cultura ou seja pelo menos Em torno de 1% do produto do orçamento federal esse é o esforço que vem fazendo agora isso não se consegue simplesmente dando dinheiro não adianta também muito dá dinheiro se você não tem uma estrutura que Execute de uma forma inteligente de uma forma criativa e de uma forma eficiente também né então por isso também o ministério precisa ser repensado e reestruturada e uma coisa também tem sido feito o mistério que tá aí na
verdade é Simplesmente uma pequena mudança de nomenclatura da secretaria que eu colo deixou então ao mesmo tempo que vai se lutando para o aumento dos recursos vai se discutindo a reestruturação do ministério dentro da própria Funarte se discute muito a Funarte eu digo sempre de brincadeira uma espécie de Frankenstein que tem um pedaço de bolos brasileiro que tem pedaço do Macunaíma Com jaca tattoa aquele negócio todo mas é um frango estranho porque ali dentro foi costurada a força três instituições gigantescas que era fundacem que tratava de artes cênicas no país afinatica atrás das Artes e
a fundação do sistema brasileiro de tal forma que se demitiu um monte de técnicos de primeira categoria de tal modo que você tem ali dentro da instituição é um órgão como a fonatti que tudo que não é biblioteca e tudo que Não é Patrimônio tá dentro da Funarte nenhum órgão em nenhuma parte do mundo existe do tamanho da Funarte E você tem que ter uma cultura renascentista para acompanhar o dia a dia de uma instituição como essa que trabalha desde sempre a música Era o dita capaz desde fotografia a dança que trabalha com todas as
formas de teatro que tem que atender os artistas plásticos é uma instituição que tem 600 e tantos funcionários 19 prédios funcionando Rio São Paulo Brasil e Olinda quer dizer isso não é não é não é possível acho que é a necessidade de se repensar até mesmo para que os artistas reencontram seus interlocutores dentro do ministério da cultura Onde está sendo feito onde está a identidade da artes cênicas que os artistas procurem onde está a identidade do livro porque você tem o pessoal de cinema tem aqui se dirigir tem uma secretaria do Alto visual tem uma
dentro do ministério da cultura que trata do cinema tem a Funarte também que tem um nicho de cinema cultural mas teatro não tem não existe um agora vai ter uma diretoria dedicada exclusivamente artes cênicas que será Talvez o embrião de uma futura instituição independente só para as artes cênicas como a legislação específica Como existe nos países com uma França como existem países como Inglaterra Alemanha As instituições Específicas cuidados específico para trabalhar com aquele tipo de expressão quando o futuro que nós teremos uma instituição dedicada das Artes que cuida das artes plásticas que cuida exclusivamente da
música que cuida da música popular da música erudita e assim por diante do cinema por isso que está se discutindo uma série de leis setoriais para o setor para os diversos segmentos da cultura brasileira quer dizer a todo hoje o esforço não só De aumentar recurso que isso é importante que esse recurso você não faz nada mas também de dotar o ministério de estruturas capazes de executar de superar a burocracia de levar realmente a presença do ministério da cultura todas as partes do Brasil Isso mudou isso não era interessante então o país mudou então hoje
é satisfaz a tua ida para afinar foi um bafafá foi uma confusão porque era o Ferreira Gullar que tava lá antes e durante os não sei se durou mais de um mês isso mas eu lia muito né a gente viu até na pesquisa tinha muita sim né foi o presidente que quis não foi o ministro ver fora e tal e você no começo não se pronunciava e teve uma carta anônima de possíveis funcionários da funagem enfim reclamando da substituição da presidência como é que se lidou com tudo isso você que diz no começo desse programa
que gosta do prazer de escrever Gosto de fazer coisas simples pessoal da já desde o início foi foram sempre excelentes eu tinha uma boa relação com a Funarte já dentro da Biblioteca Nacional tinha feito alguns trabalhos juntos com a Funarte ela tem Hoje realmente não entendo porque da posição do Ferreira regular realmente não consigo não é inimigo é uma coisa eu tive uma reunião com ele muito boa Onde ele me passou toda a administração antes inclusive da da reação depois que ele tomou não sei o problema não sei o que aconteceu realmente com ele depois
não falei mais eu não tinha não tenho nenhuma relação de amizade se inscreve lá não me conhecia tivemos poucos contatos da Funarte realmente meu contato era com alguns setores da funartes mais tradicionais como Carlos Miranda que foi meu diretor Até Recentemente falecer como Humberto Braga que continua como diretor já era diretor na época do Fera Goulart até antes da época do Mário Machado Mário Machado que foi presidente Eu tenho um ótimo relacionamento um amigo meu a pessoa que eu admiro muito dizendo eu não tinha nenhum problema com a fonati nem teve porque a carta Não
partiu dentro da fanático agora você sentiu a resistência porque a cara tá tudo bem Depois todo mundo disse Que ninguém tinha escrito foi uma carta que caiu do céu mas você sentiu resistência lá dentro de algum setores senhor completa cooperação dos funcionários hoje tem desse momento tive uma relação excelente com a Associação dos comentários que inclusive fizeram documento que não foi publicado pelo Globo que foi o que publicou a cata anônima o documento fizeram questão de me apresentar imediatamente o documento em que eles realmente negavam Completamente denunciava a utilização do nome dos funcionários para aquele
tipo de ação mas depois não tive nenhum problema com Funarte ao contrário eu tenho uma grande não tenho nenhuma queixa de funcionários tem tido uma colaboração muito grande reconheça até a situação hoje dos funcionários não tem aumento há três anos é um aspecto da política econômica eu não entendo o governo Por que que isso acontece acho que os funcionários merecia não tem um Tratamento um pouco especialmente funcionar do ministério da cultura que são funcionários muito qualificados são técnicos que conhecem a realidade da cultura brasileira são da área de teatro a gente tem área de música
ele conhece pelo nome os artistas trabalho nas regiões as suas especialidades Então essas pessoas têm formação Universitária quer dizer você trabalhar na Biblioteca Nacional por exemplo acho que a única Repartição pública do Brasil que a maioria esmagadora tem curso universitário a gente funcionários desde o que está começando a mesma coisa se dá na Funarte o número grande dos funcionários da atividade final da que se lida com os artistas tem curso superior são formados na Universidade São críticos o Fernando qualquer horário por exemplo que é o meu coordenador da artes plásticas é professor da PUC é
um crítico importante teórica das Artes Brasileiras assim por diante você tem nomes importantes dentro da instituição nunca tive nenhum problema com os funcionários ao contrário pude inclusive Quando entrei na fonte encontrei a Funarte parada no tempo quatro anos de Biblioteca Nacional Biblioteca Nacional superou o problema do colo do ponto de vista político ideológico foi para frente Nacional algum tempo atrás se disse que havia Perdida lá pelas pelos porões da biblioteca textos preciosos obras preciosas inéditas inclusive na área de música na área de autores brasileiros então isso não não foi mas não foi divulgado o que
precisa ao pesquisador se interessar para aquele tema por exemplo uma vez uma pesquisadora americana que estudava dramaturgia encontrou uma peça Em décadas Joaquim Manuel de Macedo para quem quiser se ver mas ela foi lá e Pegou lá abriu a gaveta viu tá listado essa festa lá o nome mas nunca ninguém tinha da curiosidade de mexer justamente ali porque são 9 milhões de peças catalogados mas são nove milhões agora mas outra coisa Nacional tem todos o teatro brasileiro do século XIX tudo que foi encenado no Brasil de peça brasileira e peça estrangeira traduzida está em manuscritos
na Biblioteca Nacional porque a biblioteca guarda o acervo é da o que seria a censura Imperial Então esse acervo foi todo depostado na Biblioteca Nacional um manancial pela tecla Nacional realmente é o local que você vai para descobrir Coisas extraordinárias é um pesquisadores forçando muito isso é um local de pesquisa né A Plateia Nacional ela é a única biblioteca na América Latina e na América que tem um perfil de biblioteca Europeia o acervo da biblioteca do Chile por exemplo que é uma das mais importantes da América ele começa no século 16 o acervo da biblioteca
de Washington efetivamente de aquisição interna dos Estados Unidos começa no século 18 a Biblioteca Nacional do Brasil do Rio de Janeiro ela sempre começa no século 13 porque ela tem no seu núcleo a Biblioteca Real portuguesa Foi a biblioteca que veio com Dom João VI que era biblioteca Portuguesa e aqui ficou e o Brasil pagou aliás duas vezes primeiro pagamento Os Piratas apresaram navio e os portugueses vieram cobraram de novo aí o Brasil pagou a segunda vez agora na segunda vez está no início do débito externo do Brasil porque o Brasil teve que fazer um
empréstimo dos inglês para o cliente dos mesmos piratas que tinham roubado no primeiro dinheiro para poder pagar Portugal né mas esse acervo É fantástico que tem a Biblioteca Nacional Biblioteca Nacional aí já não é do Acervo do Príncipe Regente mas por exemplo tem duas bíblias do Gutemberg já foram adquiridas 250 mas das sete ou oito que existe no mundo duas estão no Rio de Janeiro com encadernações distintas tal mas só aquela chamadas bíblias de alguns primeiros livros aí a questão da estrutura que eu estava dizendo é que são Instituições da Biblioteca Nacional é a mais
antiga instituição do Brasil na área da cultura Ela tem ela tem 180 e tantos anos mas ela edita pouco né ela não tem nunca teve uma atrasado não sei na época que o Celso Cunha foi diretor lá e que ele tinha uma política editorial e o apoio do Presidente Juscelino Kubitschek ele realmente fez uma série de edições são importantes até hoje mas o papel Aliás o que a Biblioteca Nacional deveria publicar realmente não acaba não publicando que a bibliografia brasileira que ela fica sempre defendo que é a resposta ao depósito legal mas acho que até
aquela publica coisas muito interessantes por exemplo falar publica a revista que Divulga a literatura brasileira no exterior a revista de língua inglesa a Brasília que divulga ela tem um programa com a face do departamento Nacional do livro junto com a biblioteca foi a face Externa da biblioteca quer dizer a voltada para fora né para o Brasil e para o mundo né e o mato começou com essas edições você começou a condições da poesia sempre que é uma revista extremamente importante onde você edita no chileno se tem muito poeta para ser editado então agora o máximo
e iniciou e que Manteve né Há um esforço do governo em aproveitar recurso da iniciativa privada através Dos incentivos né e agora tá envia Ser aprovada uma um apoio muito parecido quando do cinema na questão do incentivo pode ter 100% né de abastecimento do seu Imposto de vida até 100% limites vai tá sendo transportado para algumas áreas que o governo depois de ouvir várias instituições considerou delicados ou mal e uma delas é evidentemente a literatura né Você sabia que você pensa dessa participação aí da Iniciativa privada através dos incentivos fiscais na no apoio cultura e
se você vê essa possibilidade da renúncia fiscal né do governo se estender seja no campo da cultura ou eventualmente para outras áreas digamos educação ou saúde Olha eu tenho muito cuidado nessa questão de leis de incentivo fazendo essa conexão Sociedade e poder público primeiro não é o caso hoje da linha que é conduzida nessa questão porque ela foi introduzida aqui no Brasil como uma forma de exibir o estado E isso não é possível nem mesmo nos Estados Unidos que você não pode acusar de países estatizantes o estado se exibe e entrega tudo na mão da
iniciativa privada de outro lado eu acho que é importante Inclusive a extensão da dos incentivos desses benefícios fiscais Para outros setores como música clássica e música de concerto com o livro de arte Como o teatro as artes cênicas ópera e o teatro eu acho que democratiza o investimento que na verdade como você tá tirando a experiência da lei do audiovisual que trabalha com altos investimentos e com o número limitado geográfico que é mais Rio São Paulo de impressão desse eixo e grandes empresas para os outros setores que não tem o mesmo tipo de necessidade Não
é o mesmo não tem o mesmo alcance né não tem a mesma escala de cinema então você entendeu o teatro tem uma capilaridade no país Então você vai permitir que numa cidade do interior a padaria incentive o grupo aquele pequeno dinheiro que não vai nunca para o cinema não vai nunca para outro mas que é crucial para o grupo amador da cidade completar sua Produção e terminar com um bom acabamento ali na cidade quer dizer então se democratiza no sentido de que você põe na mão do maior número de cidadãos o destino de uma parte
pequena do dinheiro que seria recolhido e cai na vala comum para mim como cidadão é muito mais interessante se eu tenho um dinheiro para pagar de imposto de renda e dizer eu prefiro dar esse dinheiro para peça do kaká-lo7 que eu sei que você vai montar a peça Mesmo do que cair aí eu não sei para onde vai para ver algum posto artesiano na não sei que região de algum fazendeiro sabe entende então eu acho que abre uma pessoa que teve mais democrática da de uma parte da opção que é possível você fazer antes de
cair na mão dos técnicos e da burocracia isso é uma coisa agora é importante que o estado também tenha uma presença efetiva que o estado também tenha um recurso que Seja não não fica a quem dos investimentos da sociedade mas nós temos praticamente encerrando eu só queria te fazer uma pergunta com uma resposta rápida você falou que é Funarte é essa coisa o Frankstein você tem um projeto esse projeto já tá prevendo reeleição não está pegando ao fim eu gostaria de agradecer a presença do Márcio nessa entrevista de hoje a presença de todos vocês que
Participaram também do Roda Viva nessa segunda-feira eu gostaria de agradecer ainda a sua atenção a sua participação no Roda Viva Lembrando que o Roda Viva volta na próxima segunda-feira às 10:30 da noite boa noite [Música]