[Música] Olá pessoal, voltamos dos comerciais em um programa para lá de especial aqui na Fenachim, a festa nacional do chimarrão em Venâncio, Aires, entendendo todo esse momento que passa não só a cidade, mas o Rio Grande do Sul e quem também está conosco por aqui para falar um pouquinho melhor sobre a festividade que vai até o dia 11 de maio, mas também outros assuntos que vamos pautar aqui durante a programação, esse encontro é o nosso querido presidente da SISVAL, Gilson Becker. Muito obrigado pela disponibilidade de sempre por nos receber. Bom, o senhor faz parte de um seleto grupo de prefeitos, né?
Temos esse entendimento que comanda ou comandou um consórcio ou uma associação. O que que representa pro senhor? Explica pro público no geral, leigo como eu, sobre esse entendimento e essa parceria junto com as prefeituras, mas também com as associações para as melhorias sociais, né?
que esse é o grande foco, né, nesse momento. Uma satisfação de nós podermos estar conversando, participando deste programa com relação às associações ou consórcios. São organizações onde que os municípios buscam estar encontrando alternativas para suas dificuldades de uma forma coletiva, resumidamente no ponto, no foco principal, né?
E nós, como SISVALE, consórcio que reúne 17 municípios da região do Vale do Rio Pardo e também Carbonífera, tem principalmente neste trabalho a sua origem sobre a saúde, com trabalhos prestados na área de especialidades médicas, de exames, de procedimentos e também na sua essência o trabalho voltado ao meio ambiente, seja com técnicos cadastrados, com empresas realizando trabalhos por intermédio do SISVAL, aos quais os municípios podem estar contratando e também eh com trabalhos voltados na área de resíduos sólidos especificamente agora, né, de uma forma ainda mais intensa após as enchentes, com uma organização de um comitê pró- clima regional, com uma organização também da Câmara Setorial do Meio Ambiente, que reúne todos os técnicos dos municípios que compõem o consórcio para, juntamente com as entidades, com as universidades es estar elaborando projetos e ações, visando esta este enfrentamento deste período tão intenso que nós tivemos com relação às enchentes 2024. Então, foi feito toda uma organização num primeiro momento de mobilização, de apoio, de assistência, organização de um PIC solidário que recebeu o repasse aí de mais de R 1. 300.
000, R$ 1. 000 que auxiliaram e foram divididos aos municípios para aquele suporte inicial, né, de que tem o trâmite burocrático de recursos estaduais ou federais. Então se buscou essas doações por intermédio do Pix, um suporte, uma parceria com o CRE RS, com o trabalho voluntário dos técnicos, engenheiros, principalmente na elaboração dos laudos das residências atingidas e assim posteriormente também, né, com todo um trabalho de projetos para captação de recursos, visando ações a estarem sendo desenvolvidas nos 17 municípios que compõe o consórcio.
Perfeito. O senhor também trabalha em um tripé, né? que é saúde, desenvolvimento econômico e também resiliência climática, que eu acho que atualmente, infelizmente, que é um assunto que a gente não gosta de falar, precisamos falar para não repetir.
Aquele verbete, né? Não entender o nosso passado para não repetir o nosso futuro. Como é que esse tripé permanece a essência tanto desenvolvimento econômico, a saúde pra população e a resiliência climática?
todo esse trabalho que o senhor já explicastes aqui, né, pro público no geral entender como está sendo realizado, tanto paraas gestões públicas, mas também pro cidadão. Com relação à saúde, sim, segue como a essência do consórcio, a sua origem e o seu trabalho principal, né, voltado com uma ampla grama de serviços sendo oferecidos, ao mesmo tempo buscando aproximar com a organização que se tem hoje da saúde, com as especialidades, com as referências, o controle por parte do Gercom, né, a central de regulação do estado. Os consórcios eles fazem esse trabalho de estar aproximando os serviços dos municípios.
Então, evitar de ter grandes distâncias, buscar num encaminhamento para uma cirurgia mais complexa, você conseguir fazer um exame, fazer um procedimento para que e possa estar atualizando nessa fila do Gercom de estar fazendo aqueles exames e procedimentos de urgência, de emergência, atendendo hospitais, plantões dos municípios para se tem uma resposta rápida. Então, tudo buscando alternativas nesse sentido. Só contextualizando e ainda complementando, né, nas últimas semanas, principalmente, é um debate muito grande, não só na região metropolitana, mas eu vejo no Rio Grande do Sul como um todo, que é a superlotação dos hospitais, né?
Foi feita uma reunião há duas semanas atrás, inclusive com falando da região metropolitana, Porto Alegre, Guaíba, Canoas, Cachoeirinha, Alvorada, mas é um cenário que a gente que se repete no Rio Grande do Sul, que acaba superlotando, né, os hospitais da região. Pelo menos é essa a descrição que os prefeitos municipais da região fazem. Em contrapartida, o governador Eduardo Leite disse que disponibilizou 12% da alíquota que deveria ser, né, do governo do estado para esses municípios.
Qual é o gargalo? né, ainda falando sobre saúde para essa complexidade que é o sistema público de saúde aqui no Rio Grande do Sul, fazendo cenário nacional, né? Infelizmente é a saúde ela vem com esta questão das filas da demora no atendimento já de um longo período, principalmente nas questões e de repasses.
Uma delas é a defasagem da tabela do SUS. Tabela do SUS ficou quase 20 anos sem reajuste, sem reposição, defasou muito e isso faz com que se tenha tenha que se ter complementações para conseguir prestar o atendimento, né? Então, somado a a defasagem tabela do SUS, o repasse federal paraa saúde, percentual obrigatório por lei é menor do que deveria ocorrer, do que está previsto na legislação.
Ah, o repasse estadual também acaba sendo menor do que estava previsto. Se contabilizam, né, várias várias questões para chegar nos 12% da da legislação do estado, mas ainda fica a quem e faz com que sobrecarregue aos municípios. municípios.
Hoje eu tenho exemplo do meu município de Veracruz, investe 29% do orçamento em saúde, que deveria legalmente estar investindo 15, praticamente o dobro. Tem municípios que passam de 30%. Então, dentro disso, né, tem toda uma questão e que que os consórcios também auxiliam nesse sentido de estar buscando alternativas, estar eh fazendo através, por exemplo, de de eh emend recursos de emendas parlamentares, mutirões de procedimentos, de exames que vão auxiliar a diminuir a fila de espera, vão fazer com que vá menos pessoas para os hospitais de referência, como acontece muito, principalmente na região metropolitana, o tempo de algumas cirurgias de traumatologia, por exemplo, especialidades mais complexas ultrapassam os 10 anos em média de espera para uma cirurgia.
é muito tempo. Então, em cima disso, nós, inclusive com essa estrutura, com a organização que os consórcios têm, especificamente do CISVAL, eu sou também vice-presidente da GECOMP, que é agência estadual dos consórcios, nós estamos buscando incentivar e fazer com que o estado esteja ampliando as parcerias, os convênios com os consórcios. Isso vem em tratativas agora bem eh eh acentuadas nas últimas semanas, né?
Tem um aceno por parte da Secretaria Estadual de Saúde de estar ampliando isso, ampliar o o repasse de recursos e principalmente as contratações por intermédio dos consórcios para estar atendendo aos municípios, estar atendendo e buscando auxiliar nessa diminuição da fila. Então isso é é fundamental. São várias frentes que estão sendo trabalhadas ao mesmo tempo.
A possibilidade de municípios estarem que nós estamos fazendo na nossa região por intermédio do consórcio, estarem buscando alternativas de recursos para realizar mutirões também de cirurgias de média e alta complexidade que hoje se exige que seja realizado unicamente pela central de regulação do estado, pelo Gercom. Então tem várias vários trabalhos em andamento e que precisam andar em conjunto. Para conseguir enfrentar isso que você colocou de filas de espera de muito tempo de hospitais superlotados, é somente com essa soma de esforços entre os três entes, com os consórcios, com hospitais, todas as frentes precisam, né, trabalhar em conjunto para que essa análise de alternativa seja viabilizada.
Perfeito. Estávamos falando no tripé, né? Aí trocamos ali, falamos especificamente sobre a saúde, mas o segundo ponto é o desenvolvimento econômico.
No bloco anterior conversávamos com o diretor presidente da FG TAS, a Fundação Gaúcha de Trabalho e Ação Social, José Escorato, para tentar entender um pouquinho melhor sobre essa complexidade também na no trabalho no Rio Grande do Sul. Quais são os gargalos, quais são os desafios? E pergunto pro senhor também no cenário, né?
Eu fiz um cenário porque recentemente fizemos um trabalho em Tapejara. que é reconhecido no Rio Grande do Sul pelo governo do estado com o selo de cidade do empreendedorismo, cidade da inovação, cidade da tecnologia, mas não colocando eles como ponto, como foco principal nesse assunto, ampliando e pensando nos demais municípios do Rio Grande do Sul, né, nos empresários, enfim, quais são os principais gargalos na cidade lá especificamente eu via que era questão de creches, né? Empregos não faltavam, eram 600 empregos livres, as pessoas conseguiam, tendo um bom currículo, tendo uma boa qualidade e permanecer com uma boa qualidade de vida.
Daí imigrantes acabavam vindo, na sua grande maioria ou pessoas de outras regiões do país pra região, falando especificamente de Itapejara, né? Mas tinham dificuldades em residências, né? Em comprar a sua residência ou até mesmo alugar pelo autofaturamento, a questão de creches e escolas por terem mais de um filho, né?
no cenário regional, quais são os trabalhos que são desenvolvidos e pensando também no desenvolvimento econômico para esses empresários, porque é muito positivo, tem vaga de trabalho para quem tem qualidade, mas tem outro ponto também que é a questão de residências, creches e escolas. é o crescimento, desenvolvimento econômico e e também somado a isso, crescimento populacional, traz esses desafios aos municípios que estão tendo esse crescimento. Então, hoje tem uma movimentação dentro do estado que está migrando de de oeste em direção a leste, região metropolitana, região da serra, parte dos vales, né?
E junto com isso, nós temos lá, por exemplo, o meu município, Veracruz, Santa Cruz do Sul, Venância Aires, são os municípios que estão tendo esse crescimento, esse desenvolvimento. Com isso, vem o desafio para as gestões de estar preparando a infraestrutura, seja em serviço de saúde, serviço de educação, habitação, saneamento básico, enfim, a estruturação da cidade como um todo. E aí fazendo esse trabalho, nós, por exemplo, Veracruz, estamos conseguimos zerar a fila de EMS durante o ano passado, zeramos novamente esse ano, estamos fazendo inclusive investimentos para construção e habilitação de EMIS no interior do município para atender também o interior.
Estamos com duas já em funcionamento e uma terceira para entrar na sequência. Com mais uma nós conseguimos atender a todo o território do interior do município também, né? Além disso, ampliação das estruturas de saúde, de atendimento e na parte específica da mão deobra também vem ocorrendo hoje com instalação de novas empresas, com ampliação de negócios das empresas existentes no município, uma falta já de mão de obra, como você citou o exemplo de Tapejara, Veracruz não é diferente.
Duas semanas atrás ainda nós tivemos a oportunidade com 500 vagas disponíveis no Cine, nós tivemos poucas pessoas procurando. Então, mão deobra qualificada principalmente e também a mão de obra em geral. Aqui na região do Vale do Rio Pardo tem muito o período temporário da safra na questão do tabaco.
Então isso envolve um número maior de pessoas a serem contratadas, né? aí uma demanda por mão de obra a estar trabalhando, mas é um trabalho em conjunto. Isso tem várias eh questões de formação.
Você citou agora a pouco FGTAs. Teve um trabalho desenvolvido pelo governo do estado, um convênio com os municípios, com vários vários cursos profissionalizantes, estar oportunizando essa capacitação, essa formação e ao mesmo tempo, né, buscando ter mão de obra para atender a necessidade das empresas e em consonância com a questão da habitação, programas habitacionais, lotes residenciais mais acessíveis, possibilitando, tem hoje uma dificuldade em questão de financiamento os habitacionais também, que nós esperamos que que agora na sequência deva ser retomado com um pouco mais de intensidade, aí já falando a nível de governo federal, mas são várias ações que precisam também, né, se trabalhar em conjunto e há um período somado a isso, a essa movimentação, ainda a questão também das enchentes 2024, que proporcionou e provocou um processo migratório bastante intenso, né, que acaba trazendo ainda um desafio adicional também aos municípios que estão recebendo, mas precisa ser, né, ter esse planejamento. Você não consegue eh fazer algo da noite pro dia, você já precisa estar projetando este crescimento, esse desenvolvimento e também ao mesmo tempo conseguindo desenvolver essas ações de obras estruturantes e infraestrutura, de investimentos necessários para que o município esteja preparado para atender a tudo isso.
Tem que ter serviço de saúde, de qualidade, de educação, saneamento básico disponível que vem atender o crescimento, né? O desenvolvimento, o apoio econômico, a questão ao trabalhador do dos cursos profissionalizantes, das capacitações, da inovação, da tecnologia andando em conjunto. Se você tem uma certa dificuldade da questão de mão de obra, a tecnologia é importante que avance, né?
que vá estar facilitando os processos também, que continue se conseguindo produzir e ampliar a produção, né, diante desse cenário, né, são questões distintas e que acabam dificultando um pouco. Você precisa aumentar a produção muitas vezes com menos mão de obra. Então, é um é um desafio que precisa se eh ter a criatividade, buscar alternativas para se conseguir enfrentar esse momento.
Perfeito. A ainda nessa linha, né, falou sobre tecnologia e inovação que precisam ser colocadas muitas vezes, mas não para tirar a mão de obra, mas para auxiliar. Existe esse mito, né, que não vamos ter mais emprego daqui alguns anos.
Enfim, é um grande ponto com a chegada da inteligência artificial. Mas eu quero falar sobre um outro aspecto, né? falamos sobre infraestrutura, sobre saúde, sobre educação, iríamos citar só três aspectos, né?
Enfim, falamos sobre várias questões, mas pensando sobre a agricultura, porque hoje o maior hoje não, isso é uma realidade há anos, o maior produto interno bruto do Rio Grande do Sul se desenvolve a partir da agricultura, seja polo fumageiro, como é aqui, seja a soja, seja o milho, seja o arroz. Esse é o cenário do Rio Grande do Sul, né? Nessa reconstrução também podemos ligar também à questão, né, da chegada da enchente, mas também tem um outro ponto a esteja.
Como é que é o cenário que o senhor vê, conversa com as autoridades, os parceiros e até busca melhorias para esse cenário? E aí vem um uma outra questão, muitos jovens hoje que trabalham no campo que não tem aquela perspectiva, né, né? Como é que o senhor vê esse cenário que precisam sair das suas localidades indo para outras regiões e estudar?
e acabam não voltando, né? Ficam numa região, talvez com um polo maior e perspectivas melhores de trabalho. É, nós poderíamos abordar este ponto, talvez em três ou quatro eixos ou é um assunto muito amplo para estar se tratando, né, mas de uma forma resumida.
Como que eu costumo colocar? Nós costumamos abordar a questão do jovem permanecer no campo produzindo, você levar para o interior os serviços que são disponibilizados na cidade, assim como eu já citei antes, né, das EMEs do interior. Ah, IE é fundamental a levar internet pro interior, abastecimento básico, melhorias de infraestrutura, de estradas, de pavimentação, de escoamento da produção para que o produtor, o jovem seja incentivado a estar continuando a produzir.
É um dos pontos por parte do dos municípios da infraestrutura, né? Agora, além disso, tem toda esta outra questão das intempéries climáticas. Nós tivemos vários anos consecutivos com estia agem, com perdas.
Temos propriedades que estão com 5 anos consecutivos com acionamento de seguro por perdas agrícolas. é um grande problema sendo enfrentado, né, de de estar incentivando irrigação, tecnologia, de como que pode se amenizar isso. Aí ainda se soma no ano passado aí as perdas pelo excesso de chuva, pelas enchentes, todo um trabalho de recuperação de solos que é necessário de estar se fazendo, se desenvolvendo e especificamente ainda na cultura do tabaco, que é a nossa região aqui, né?
O tabaco ainda teve nesses últimos anos, a não ser o ano passado, uma perda com relação ao excesso de chuva, de umidade, mas ao mesmo tempo teve uma valorização no preço, então equilibrou. os produtores estão conseguindo manter uma boa média na na sua produção de rentabilidade, mas vem os desafios, por exemplo, da convenção quadro, das restrições que estão ampliando junto à cultura do tabaco, que trazem essas dificuldades. Então, é um cenário bem complexo, mas acima de tudo nós precisamos estar trabalhando e fechando, né, com relação ao consórcio.
Também tem um trabalho nisso, né, dentro dos quatro eixos dos projetos que estão sendo desenvolvidos. O primeiro na questão de monitoramento, seja com estações meteorológicas, sensores de nível de estruturação das equipes de defesa civil de corpos de bombeiros, com ações em áreas ripares, recuperação de rios, de córregos, também ah um eixo específico da parte de recuperação de solos, solos que foram muito degradados, com excesso de chuva, de umidade, de volumes, de enchente principalmente, e que precisam de um suporte de um investimento especial para que estejam estejam sendo recuperados com a sua condição de produtividade. Perfeito.
Agradeço. Muito obrigado, presidente Gilson Becker, pela disponibilidade de falar conosco sobre vários aspectos, né? Falando sobre a questão do desenvolvimento econômico e social, sobre os eixos trabalhados no consórcio juntamente com a gestão pública, mas pensando sempre na outra ponta.
do meio social com todos os gargalos dificuldades, mas também hoje especificamente aqui na Fenachim, uma festividade aqui, a principal, um dos principais pontos, né, o chimarrão, que é a nossa essência junto com o churrasco aqui no Rio Grande do Sul. E a gente acompanhando esse programa especial da Festa Nacional do Chimarrão em sua 17ª edição aqui em Venâncio Suáes. Nos últimos dias, os olhos do mundo se voltaram para o Vaticano, o conclave, aquele encontro fechado e cheio de tradição, onde cardeis do mundo todo se reúnem para eleger um novo papa já dominou os noticiários.
E talvez hoje, no domingo, o papa já tenha sido escolhido e a fumaça branca já tenha subido. Mas por que eu estou falando disso num comentário político? Porque o conclave é um dos maiores exemplos de articulação política que existe.
Por mais que o ambiente seja religioso, o processo é profundamente político. O que acontece lá dentro tem muito mais a ver com o que rola nos bastidores da política do que parece. Vamos aos fatos.
Nenhum papa é eleito por acaso. Antes de cada voto, há conversas discretas, alianças sendo firmadas e candidatos sendo testados. Tem um grupo mais conservador, de um lado, mas do outro uma ala mais progressista e cada um tentando emplacar o nome que mais representa, os seus interesses e as visões para o mundo.
Te parece familiar, né? É o mesmo que acontece nos parlamentos, nas eleições municipais. estaduais e nacionais.
A escolha, ela é feita a partir da articulação, presença e influência. O voto é secreto, mas o convencimento ele é público, mesmo que sutil. E é curioso que tanto no conclave quanto na política, nem sempre vai vencer o mais popular, mas quase sempre vence o mais articulado.
Essas são escolhas que envolvem fé, expectativa e muita, mas muita articulação. A diferença é que lá no Vaticano os cardeis votam por convicção. Já na política, quem vota é o povo.
E o povo cada vez mais precisa entender que também já está inserido dentro desse jogo. Porque quem não articula é articulado, quem não participa é governado por quem participa. E quem não entende os bastidores de poder acaba sendo comandado por eles.