Em uma noite chuos um milionário encontrou uma garota chorando na rua e a levou para sua casa ao observá-la mais de perto ficou chocado ao perceber que ela usava um broche que pertencia à sua falecida esposa Laura e Alice eram inseparáveis a vida delas não era cheia de luxos mas isso nunca importou muito Laura trabalhava em um supermercado lidando com as longas horas e os clientes Apressados Não era o emprego dos sonhos mas era o suficiente para garantir que Alice tivesse o que precisava elas moravam em um pequeno apartamento de dois quartos simples e acolhedor
para elas aquilo era um lar onde o som da risada de Alice preenchia cada canto Alice com apenas 8 anos era uma menina curiosa queria saber de tudo principalmente sobre o pai ela perguntava para Laura quase todos os dias mamãe como ele era onde ele está Porque ele nunca veio me ver Laura sempre desconversava mudava o assunto rapidamente inventava uma desculpa ou simplesmente dizia que falariam sobre isso outro dia Alice nunca insistia demais porque sabia que isso deixava a mãe desconfortável era como se Laura carregasse um segredo pesado algo que não estava pronta para dividir
pelo menos não ainda apesar das perguntas sem resposta a vida seguia tranquila para as Duas Laura fazia o possível para garantir que Alice não sentisse falta de nada aos sábados as duas tinham costume de fazer pequenos passeios pela praça do bairro compravam pipoca de um vendedor de rua e passavam horas brincando juntas era nesses momentos que Laura se esquecia do cansaço da semana do peso das contas que às vezes se acumulavam ali na companhia de Alice tudo parecia certo mas um dia em uma Manhã que como qualquer outra tudo mudou era uma terça-feira comum Laura
tinha saído para resolver algumas coisas na cidade antes de começar seu turno no supermercado Alice estava na escola e Laura planejava passar no mercado para comprar algo rápido para o jantar antes de ir trabalhar ela andava pela calçada distraída pensando na lista de coisas que precisava fazer não notou o carro que vinha em alta Velocidade não notou motorista imprudente distraído com o telefone quando o carro se aproximou da faixa de pedestres Laura estava no meio do caminho tudo aconteceu rápido demais para ela reagir o barul do impacto foi terrível os gritos das pessoas ao redor
ecoaram pela Rua Laura foi arremessada no asfalto e por um instante o mundo ao seu redor pareceu parar não houve tempo para gritar não houve tempo para se proteger O corpo dela ficou ali inerte enquanto as pessoas se reuniam algumas Chamando por ajuda outras simplesmente chocadas demais para fazer qualquer coisa a ambulância chegou em poucos minutos mas já era tarde Laura não resisti aos ferimentos a morte dela foi rápida como um choque que ninguém esperava e em questão de segundos a vida de Alice foi destruída sem que ela soubesse Alice estava na escola ainda ali
ao que acontecido Era Uma Menina animada que Gostava de aprender e brincar com os colegas para ela aquele era apenas mais um dia comum sem nada que indicasse que sua vida estava prestes a desmoronar quando o sinal tocou e ela saiu para o recreio Alice estava feliz talvez até imaginasse que mais tarde teria o jantar com a mãe e que poderiam brincar ou conversar antes de dormir mas naquela tarde ao invés de encontrar Laura ali enou uma assistente social a mulher tinha uma expressão triste e Alice mesmo Sem saber o que estava acontecendo sentiu o
coração apertar não demorou para que ela ouvisse as palavras que mudariam tudo sua mãe ela sofreu um acidente as palavras sua mãe morreu não faziam sentido na cabeça de uma criança de 8 anos Alice ficou paralisada sem saber como reagir o mundo parecia confuso as vozes ao seu redor ficar abafadas a dor era uma coisa estranha um vazio que crescia no peito mas que ela ainda não sabia como entender nos dias Seguintes tudo foi um borrão a escola o apartamento a rotina que conhecia tudo desapareceu Alice foi levada para o orfanato um lugar que ela
nunca imaginou que conheceria o pequeno mundo que construíra com Laura aquele onde elas eram apenas mãe e filha agora era apenas uma lembrança distante Alice sentia falta do cheiro de café que Laura fazia todas as manhãs das Noites em que sua mãe a colocava na cama e lhe dava um beijo de boa noite tudo isso se Foi com a morte repentina de Laura a realidade era cruel e Alice tão pequena se viu completamente sozinha no mundo sem pai sem mãe e agora sem casa aquele acidente não foi apenas o fim de uma vida foi o
início de uma jornada solitária para Alice uma que de repente tinha que enfrentar um mundo Frio e sem respostas quando Alice chegou ao orfanato tudo parecia assustador o lugar era grande frio e cheio de vozes de crianças que ela não conhecia o prédio Era velho com paredes cinzas e janelas que nunca pareciam deixar entrar luz suficiente para uma menina de 8 anos que acabava de perder a mãe aquilo parecia ainda mais triste e sombrio a sensação de vazio em seu peito crescia a cada dia o orfanato era um ambiente rígido as crianças ali não tinham
muita liberdade as regras eram Claras e não podiam ser quebradas havia horários para tudo para acordar comer estudar e até para brincar mas a brincadeira não parecia divertida Ali tudo era feito com pressa com os gritos das cuidadoras lembrando constantemente que as crianças deviam se comportar não havia espaço para risos despreocupar usou para a espontaneidade que Alice conhecia quando vivia com sua mãe no orfanato o silêncio era uma regra não dita mas sentida o tempo todo Alice se sentia sufocada naquele ambiente as outras crianças estavam tão acostumadas àquela rotina que pareciam nem questionar mais elas
seguiam as ordens Sem discutir como se tivessem desistido de sonhar com algo melhor mas Alice não conseguia se adaptar todas as noites quando estava deitada na cama dura do dormitório ela fechava os olhos e pensava em sua mãe lembrava-se de como Laura fazia rir de como abraçava quando tinha medo no orfanato ninguém fazia isso não havia carinho só disciplina e ordens O mais difícil para Alice era não ter respostas ela se perguntava porque aquilo tinha acontecido com ela o que Fez de errado para perder sua mãe e ser enviada para aquele lugar todos os dias
Ela olhava para as outras crianças e por mais que tentasse se conectar com elas sentia-se sozinha as conversas no orfanato eram rápidas secas não havia aquela cumplicidade que ela tinha com sua mãe nem alguém que perguntasse como ela estava se sentindo o máximo que recebia das cuidadoras eram olhares impacientes e ordens firmes para seguir as regras logo Alice começou a Entender que ninguém ali estava interessado em escutar as cuidadoras pareciam sempre ocupadas demais para dar atenção verdadeira às crianças o trabalho delas era garantir que os horários fossem seguidos que as camas estivessem feitas e que
ninguém causasse problemas Alice aprendeu rápido que para sobreviver ali precisava obedecer Mas isso Não significava que ela aceitava aquela vida apesar de tudo Alice tinha algo que a mantinha diferente das outras Crianças um desejo imenso de Liberdade ela não queria se acostumar com aquela realidade queria sair fugir daquele lugar que parecia mais uma prisão do que um lar e todas as noites quando se deitava Ela sonhava em encontrar um jeito de escapar não importava como ela só sabia que não podia viver ali para sempre a comida no orfanato também era difícil de engolir literalmente as
refeições eram sempre as mesmas sop guada pão duro e às vezes uma fruta que Parecia ter visto dias melhores Alice sentia saudades do que sua mãe cozinhava mesmo nas dificuldades Laura sempre dava um jeito de preparar algo que aquecia o coração mesmo que fosse simples no orfanato a comida era apenas combustível sem gosto sem amor as crianças comiam em silêncio como se a vida tivesse perdido a cor o salão de refeições era grande mas o barulho das muleres batendo nos pratos de metal parecia ser a única coisa viva ali Alice Mesmo com fome sempre demorava
para comer Olhando em volta e se perguntando se aquilo algum dia Iria mudar as cuidadoras eram severas qualquer deslize como uma cama mal arrumada ou uma demora para fazer as tarefas era motivo para Gritos e às vezes castigos o castigo mais comum era ficar horas sentado em Silêncio em um canto sem poder se mexer e Alice por ser nova e por não ter se adaptado rápido às regras já tinha passado por isso algumas Vezes sentada olhando para a parede ela sentia o tempo se arrastar e cada segundo ali fazia seu desejo de fugir crescer mais
e mais um dia enquanto limpava o pátio do Orfanato como parte de suas tarefas diárias Alice notou algo diferente o portão grande que sempre estava trancado esta entre Arto foi uma visão rápida e logo uma das cuidadoras apareceu para fechar o portão com força mas aquele instante plantou uma ideia na cabeça de Alice ela começou a observar Os movimentos das cuidadoras com mais atenção percebeu que às vezes uma delas se distraía outras ficavam cansadas ao final do dia e pareciam não prestar tanta atenção nos detalhes a cada dia que passava o desejo de liberdade crescia
dentro dela como um fogo ela não sabia o que a esperava do lado de fora mas tinha certeza de que onde quer que fosse seria melhor do que aquele lugar sem cor e sem esperança as outras crianças pareciam Conformadas mas Alice não ela não queria ser como elas não queria esquecer que existia um mundo lá fora sua mãe sempre dizia que havia algo especial nela uma força interior e agora naquele lugar opressivo Alice se sentia que precisava usar essa força em uma tarde chosa enquanto todas as crianças estavam ocupadas em suas tarefas Alice olhou pela
janela e viu o portão de novo ele estava ligeiramente aberto a chuva caía forte e as cuidadoras estavam todas Dentro do prédio longe do pátio era sua chance o coração dela batia acelerado e suas mãos suavam mas ao mesmo tempo uma certeza crescia dentro dela era agora ou nunca sem pensar do duas vezes Alice correu correu com toda a força que tinha não olhou para trás não parou para pensar apenas correu o vento frio batia em seu rosto e a chuva molhava suas roupas Mas ela não se importava quando passou pelo portão o mundo lá
fora parecia enorme assustador mas também Cheio de possibilidades Alice estava livre ela não sabia para onde iria nem o que fazer só Sabia que não voltaria para o orfanato não queria mais aquela vida de regras silêncio e opressão no começo a sensação de liberdade era quase eufórica Alice andava sem rumo pelas ruas explorando cada esquina cada Beco com uma curiosidade que nunca tinha sentido antes mas à medida que o tempo passava a realidade começava a pesar a liberdade Que ela tanto desejava trazia também Desafios que uma menina de 8 anos não sabia como enfrentar a
fome logo Começou a apertar nas primeiras horas Alice não pensou muito nisso mas quando o estômago começou a roncar e as horas se arrastaram o vazio era impossível de ignorar ela começou a perceber o quanto era invisível para as pessoas ao redor a cidade era cheia de movimento de adultos apressados carros passando barulhos de lojas e de vendedores Ambulantes mas ninguém not tava menina de roupas sujas que andava sozinha pela calçada Alice observava os rostos dos adultos tentando encontrar algum olhar Gentil alguém que pudesse lhe oferecer ajuda mas as pessoas passavam por ela como se
ela não existisse a fome piorou no segundo dia ela encontrou um banco de praça onde decidiu se sentar observando o movimento das pessoas que iam e vinham uma senhora passou por ela carregando uma sacola de Pães Alice tentou sorrir na esperança de que talvez aquela mulher percebesse seu estado e para sua surpresa a senhora parou olhou para Alice com olhos cansados mas gentis sem dizer uma palavra ela tirou um pão da sacola e entregou à menina não era um gesto grandioso mas para Alice foi como um banquete ela devorou o pão mas enquanto mastigava algo
chamou sua atenção não muito longe sentada em um canto da praça estava uma jovem mãe Tentando acalmar um bebê que chorava de fome a mãe desesperada tentava balançar a criança nos braços mas o choro continuava alto como se fosse impossível acalmar aquele bebê faminto Alice olhou para o pedaço de pão que ainda tinha nas mãos ela sabia o que era sentir fome sabia o quanto doía e naquele momento algo dentro dela empurrou a agir sem pensar muito Alice se levantou e foi até a jovem mãe ela ofereceu o pedaço de pão com as mãos trêmulas
sem saber se a Mulher aceitaria a mãe olhou para Alice com surpresa mas seus olhos logo se encheram de gratidão pegou pão como se fosse o maior presente do mundo e deu pequenas migalhas ao bebê que parou de chorar quase imediatamente a jovem mãe com lágrimas nos olhos agradeceu várias vezes Alice não respondeu nada mas sentiu um calor no peito mesmo sem ter muito ela sabia que tinha feito a coisa certa os dias nas ruas eram duros Alice se vagava sem Destino tentando encontrar algo para comer algum lugar para descansar às vezes dormia em cantos
de prédios outras vezes encontrava abrigo em bancos de Praças ou até mesmo embaixo de Pontes o frio da noite era um de seus maiores inimigos Especialmente porque suas roupas olhadas pela chuva nunca secavam completamente ela se encolhia tentando se aquecer mas o frio parecia penetrar até os ossos Alice rapidamente aprendeu as regras não ditas da Vida nas ruas Sabia que não podia confiar em todo mundo havia pessoas que se aproximavam dela com sorrisos falsos tentando enganá-la ou roubar o pouco que ela tinha mas havia também pequenos gestos de bondade que faziam com que ela mantivesse
a esperança às vezes alguém lhe dava uma moeda outras vezes um pedaço de comida mas o mais difícil era solidão durante o dia Alice vagava pelas ruas observando as pessoas sentindo-se cada vez mais Deslocada daquele mundo ela era apenas uma criança sozinha em uma cidade grande e impessoal às vezes sentia uma saudade esmagadora de sua mãe Laura sempre sabia como cuidar dela Como proteger agora Alice tinha que se virar sozinha enfrentando um mundo que não parecia disposto a lhe dar muitas chances apesar disso Alice não perdeu sua bondade mesmo em meio à miséria quando encontrava
outras pessoas em situações difíceis ela tentava ajudar como aquele dia em que Viu um cachorro de rua com uma pata machucada mesmo sem saber como cuidar de animais ela tentou ajudá-lo improvisando uma pequena faixa com um pedaço de pano que encontrou o cachorro com os olhos tristes parecia grato pela atenção que Alice lhe deu mesmo que por pouco tempo a vida nas ruas também era cheia de perigos Alice aprendeu a evitar certas áreas onde grupos de pessoas mal intencionadas se reuniam em Algumas Noites Ela ouviu gritos distantes sons De brigas mas sempre tentava se manter
longe de tudo isso sabia que não podia se envolver em problemas a sobrevivência dependia de ser discreta de se misturar a paisagem de não chamar atenção havia dias em que a fome e o frio eram tão intensos que Alice quase pensava em voltar ao orfanato lembrava-se do portão que ela havia atravessado com tanta coragem e por um momento sentia saudade até das cuidadoras Rígidas mas sempre que esse pensamento surgia Alice se lembrava de por fugiu não podia voltar para aquele lugar precisava encontrar um caminho melhor Por mais difícil que fosse os dias se transformaram em
semanas e Alice apesar de tudo se Manteve firme cada dia nas ruas era uma nova lição um novo desafio ela ainda era uma menina pequena vulnerável mas havia algo em sua determinação que a fazia continuar cada pequeno ato de bondade que recebia e que Oferecia era uma fagulha de esperança uma lembrança de que mesmo no caos a ainda havia espaço para Bondade e foi essa bondade que a Manteve de pé mesmo quando tudo parecia estar contra ela a tempestade daquela tarde parecia não ter fim a chuva caía forte transformando as ruas em rios as pessoas
se escondiam sob guarda-chuvas ou corriam para se abrigar em lojas e marquises ninguém queria ficar do lado de fora naquele tempo exceto Alice ela Estava encolhida em um canto Embaixo de uma Marquis qualquer tremendo de frio as roupas molhadas colavam no corpo e o vento cortante fazia seus ossos doerem apesar disso Alice não Chorava já havia se acostumado com o frio e a solidão como se aquela fosse sua nova realidade para sempre foi naquele momento em meio à chuva e ao desespero silencioso que a vida de Alice deu uma guinada Inesperada Marcos um empresário rico
que estava saindo de uma reunião passou por Ali esta apressado tentando se prot um guarda-chuva grande e preto seus saatos caros espirra água passo e barul da chva fazia que ele mal prestasse atenção ao que aconte ao ror por um instante seus olos fig pe enc era Alice quas invisív meio à tempestade Marcos hesitou por um segundo mas algo naquela menina chamou sua atenção talvez fosse o olhar dela vazio e cansado ou talvez fosse o fato de ela Estar ali sozinha em uma noite tão cruel ele parou observou mais de perto e então tomou uma
decisão aproximou-se de Alice se abaixou para ficar na altura dela e perguntou Ei você está bem está sozinha Alice olhou para ele surpresa ninguém falava ela há dias talvez semanas a a maioria das pessoas evitava até olhar em sua direção mas ali estava aquele homem bem vestido se molhando na chuva preocupado com ela por um momento ela não soube o que responder Estava tão acostumada a ser invisível que aquela atensão parecia irreal eu estou sozinha respondeu Alice a voz quase um sussurro ela estava Exausta com fome e não tinha energia para inventar desculpas não havia
mais o que esconder Marcos olhou ao redor tentando entender porque uma criança como ela estaria nas ruas o coração dele apertou ele já havia visto muitos casos de crianças abandonadas mas algo em Alice parecia diferente talvez fosse o rosto dela Marcado pela Inocência que a vida nas ruas ainda não tinha conseguido apagar completamente você não pode ficar aqui ele disse olhando para a tempestade ao redor venha comigo vamos tirar você desse frio Alice hesitou por um instante não estava acostumada a confiar nas pessoas especialmente depois de tudo que havia enfrentado nas ruas mas algo no
tom de voz de Marcos a fez acreditar que ele não queria lhe fazer mal Além disso ela não tinha mais forças para lutar Contra o frio contra a fome o corpo dela já estava quase desistindo ela se levantou lentamente sem dizer nada e seguiu Marcos ele a levou até seu carro um veículo luxuoso que Alice nunca imaginou que entraria um dia enquanto o motorista acelerava pelas ruas encharcadas Alice olhava pela janela sem conseguir acreditar no que estava acontecendo dentro do carro estava quente e o cheiro de couro novo preenchia o ambiente era como estar em
Outro mundo Marcos não perguntou muito sabia que Alice precisaria de tempo antes de contar sua história então ficou em silêncio enquanto o carro os levava para sua casa quando chegaram à mansão Alice ficou impressionada as luzes grandes e o portão de ferro eram imponentes como algo que ela só havia visto em filmes mesmo assim tudo aquilo ainda parecia distante para uma menina que mal tinha onde dormir aquilo parecia surreal Marcos a levou para dentro e uma das empregadas que também parecia surpresa com a chegada da menina a levou para tomar um banho quente e vestir
roupas secas Alice não lembrava da última vez que havia tomado um banho de verdade e a sensação da água quente em sua pele foi tão reconfortante que quase chorou quando saiu do banheiro vestindo roupas limpas e secas Marcos a esperava na sala de estar ele tinha preparado uma refeição simples para ela uma sopa Quente e pão fresco Alice olhou para a comida desconfiada no começo Mas a fome logo venceu qualquer resistência ela comeu em silêncio sentindo o calor da comida aquecer seu corpo por dentro Marcos observava sem dizer muito tentando entender Quem era aquela menina
e porque ela estava sozinha nas ruas como você se chama ele perguntou com um tom Gentil Alice respondeu ela ainda sem levantar o olhar Marco sentiu um aperto no peito ao ouvir o nome a Alice era um Nome simples mas que trazia à mente lembranças de seu passado lembranças de Laura a mulher que ele amou muitos anos atrás de repente uma lembrança do passado veio à sua mente quando namorava Laura anos atrás Ela mencionou que se um dia fosse mãe colocaria o nome de João se fosse menino e de Alice se fosse menina isso deixou
Marcos ainda mais surpreso mesmo depois de tantos anos ele ainda se lembrava dessas palavras poderia ser apenas uma coincidência mas Algo naquela menina parecia familiar embora ele não conseguisse identificar o que era talvez fosse apenas a coincidência do nome ou talvez algo mais profundo algo que ele ainda não conseguia explicar onde está sua família Alice ele perguntou tentando entender a situação ela não respondeu de imediato apenas baixou a cabeça os olhos se ench de Lágrimas a dor da perda de sua mãe ainda era muito recente e falar sobre isso era quase insuportável Marcos percebeu que
aquela era uma ferida que ainda não tinha cicatrizado então não insistiu Não se preocupe você está segura agora disse ele com uma voz Suave pode ficar aqui o tempo que precisar Alice ainda com o coração cheio de desconfiança sentiu pela primeira vez em muito tempo uma fagulha de ela ainda não sabia quem era aquele homem ou porque ele estava ajudando mas sabia que pelo menos naquela noite não Precisaria enfrentar o frio e a solidão das ruas e assim sem entender completamente a vida de Alice começava a mudar quando Alice foi levada para a casa de
Marcos ela não tinha ideia de que aquela mansão tão grandiosa e cheia de luxos também escondia seus próprios segredos e conflitos para ela aquilo era um refúgio um lugar onde pela primeira vez em semanas não precisaria dormir nas ruas frias ou se preocupar com o próximo pedaço de comida mas para Beatriz a Esposa de Marcos a chegada de Alice foi como uma Faísca que acendeu algo profundo e doloroso Beatriz sempre desejou ser mãe esse era seu maior sonho desde que se casou com Marcos no início ela tinha esperança de que logo teriam filhos correndo pela
casa Enchendo os corredores de Risadas e brincadeiras mas o tempo passou e as tentativas fracassadas de engravidar foram se acumulando como uma sombra sobre o casamento a descoberta de que ela não Poderia ter filhos foi um golpe cruel e Beatriz nunca conseguiu superar completamente essa dor então quando Marcos apareceu com Alice uma menina de rua magra e desamparada o impacto em Beatriz foi devastador na mente dela Alice não era apenas uma criança perdida precisando de ajuda Alice representava tudo que ela Beatriz nunca poderia ter cada olhar que Marcos dava para a menina cada gesto de
carinho era como uma faca no coração ela Sentia que Alice estava ocupando um espaço que deveria ser seu um lugar que ela nunca poderia preencher o que você está pensando Marcos Beatriz perguntou tentando manter a voz controlada mas a raiva era Clara trazer uma estranha para nossa casa o que isso significa Marcos que já antecipava a reação da esposa tentou explicar da melhor forma possível Beatriz é só uma menina ela estava sozinha na rua no meio da chuva não tinha para onde ir eu não Podia simplesmente deixá-la ali não podia Beatriz rebateu cruzando os braços
e encarando com olhos cheios de amargura e o que você espera que aconteça agora vamos adotar essa menina e fingir que tudo está bem que isso não muda nada entre nós Marcos suspirou ele sabia que o assunto dos filhos era um ponto delicado Beatriz Apesar de sua postura forte estava machucada a incapacidade de ter filhos AC corroía por dentro e a chegada de Alice apenas fez com que Esses sentimentos viessem à tona com mais força eu não estou tentando substituir Nada Beatriz só estou tentando ajudar uma criança que precisa é temporário até encontrarmos uma solução
ele disse embora no fundo já sentisse uma conexão com Alice que não conseguia explicar mas Beatriz não via da mesma forma para ela Alice era uma Intrusa cada vez que olhava para a menina sentia um misto de inveja e raiva por essa criança vinda do nada estava Recebendo a atenção e o carinho de seu marido porque de repente Parecia que ela era Estranha em sua própria casa os dias passaram e a tensão na casa só aumentava Beatriz evitava Alice sempre que podia e quando não podia tratava a com Frieza não era cruel abertamente mas Sua
Indiferença era Evidente ela mal falava com a menina e quando Fazia era com respostas secas e rápidas Como se quisesse terminar a conversa o mais rápido Alice por outro lado sentia o desconforto apesar de estar feliz por não estar mais nas ruas a hostilidade de Beatriz a fazia sentir como se não pertencesse aquele lugar e então um dia algo curioso aconteceu Alice estava ajudando uma das empregadas a arrumar o quarto quando Marcos entrou e a viu segurando um broche um pequeno broche Prateado com uma pedra azul no centro ele ficou paralisado por um momento como
se tivesse visto um fantasma aquele Broche era o mesmo que ele tinha dado a Laura sua antiga namorada anos atrás ele se lembrava perfeitamente de ter escolhido aquela peça em uma pequena Joalheria e de como Laura tinha ficado encantada com o presente Alice Marcos começou tentando controlar a surpresa em sua voz Onde você conseguiu isso Alice sem entender o motivo da pergunta respondeu calmamente era da minha mãe ela me deu antes de antes de ir embora Marco sentiu o chão desaparecer sob seus Pés Laura a mãe de Alice era Laura isso não podia ser coincidência
por anos ele havia tentado esquecer Laura sua grande paixão da juventude que um dia partiu sem deixar rastros mas agora tudo estava voltando e se Alice fosse sua filha e se de alguma forma Laura tivesse mantido esse segredo dele por todos esses anos a cabeça de Marcos rodava com Tantas perguntas mas ele sabia que precisava ser cauteloso ele não podia simplesmente Fazer uma acusação dessas sem provas mas a possibilidade a simples ideia de que Alice pudesse ser sua filha era algo que ele não conseguia ignorar nos dias seguintes Marcos ficou obsecado com a ideia ele
passou a observar Alice com mais atenção procurando traços que pudessem confirmar sua suspeita o sorriso dela o jeito de andar até a maneira como ela falava lembravam Laura cada detalhe Parecia um Eco de um passado que ele achava que havia deixado Para trás Beatriz que já estava Incomodada com a presença de Alice começou a notar a mudança no comportamento de Marcos ele passava mais tempo com a menina conversava com ela e até parecia mais animado quando estavam juntos isso só aumentou seu ciúme para Beatriz agora não era mais apenas uma menina qualquer que havia entrado
em sua casa era uma ameaça real Alice se estava tomando o lugar que ela nunca conseguiu Ocupar a tensão na casa aumentava a cada dia Marcos dividido entre a possibilidade de Alice ser sua filha e a culpa por esconder suas suspeitas de Beatriz tentava encontrar uma maneira de descobrir a verdade sem explodir a situação de vez ele sabia que se fosse verdade tudo mudaria Marcos passava cada vez mais tempo com a menina e isso corroía Beatriz por dentro ela assistia enquanto marido antes sempre tão distante e focado no trabalho agora Dedicava uma atenção quase paternal
aquela menina que ela mal conhecia a cada sorriso que ele dava para Alice a cada conversa que tinha com ela Beatriz sentia o chão de sua vida conjugal desmoronando na cabeça de Beatriz Alice era o símbolo de tudo que ela não podia ter ela não podia ter filhos não podia dar a Marcos a família que ele sempre quis e agora aquela menina parecia estar preenchendo esse vazio uma criança que apareceu do nada ocupando um lugar que Deveria ser dela Beatriz estava consumida por uma mistura de ciúmes ressentimento e no fundo um medo que ela não
queria admitir o medo de que no fim ela fosse a peça dispensável naquela história Marcos por sua vez estava cada vez mais envolvido na vida de Alice ele continuava sem falar diretamente sobre suas suspeitas mas a semelhança da menina com Laura era algo que ele não conseguia ignorar o broche que ela Carregava o jeito dela até a maneira como olhava para ele às vezes tudo trazia à tona memórias que ele pensava estarem enterradas no passado o desejo de descobrir a verdade crescia a cada dia e isso aproximava ainda mais de Alice enquanto isso Beatriz se
sentia mais e mais isolada a casa que antes era um refúgio tranquilo agora parcia estranha ela não se sentia à vade em lugar nenhum nãoa para i lá esta Alice como ocupando Cada espaço conando o afeto de Marcos e o que mais a irritava era que a menina nunca fazia nada errado Alice não era uma criança desobediente ou mal educada ao contrário era educada gentil e calada o que só fazia Beatriz se sentir ainda mais irritada era como se a presença da garota fosse uma afronta silenciosa à sua própria existência Um Dia Depois de uma
discuss silenciosa durante o jantar Beatriz tomou uma decisão que mudaria tudo ela já havia passado Noites em Claro pensando em como resolver aquilo sentia que se Alice continuasse naquela casa seu casamento não sobrev E o que mais assustava era que talvez Marcos nem se importasse ele parecia tão envolvido com Alice que aos olhos de Beatriz o lugar dela na vida do marido estava cada vez mais em risco Foi então que aproveitando um dia em que Marco saiu para o trabalho Beatriz decidiu agir ela sabia que o marido só voltaria tarde e Naquela tarde chova decidiu
que Era a hora de fazer o que julgava ser o melhor para si mesma chamou Alice que está estava no quarto lendo um livro que Marcos tinha lhe dado Alice venha preciso que me ajude com algo disse Beatriz com um tom suave que Alice não estava acostumada a ouvir a menina seguiu sem desconfiar de nada Beatriz conduziu até o carro e com um sorriso forçado disse que iam dar uma volta Alice mesmo surpresa com a gentileza repentina não questionou ela entrou no Carro e ficou em silêncio enquanto Beatriz dirigia pelas ruas molhadas da cidade o
silêncio entre as duas era espesso pesado como se algo estivesse sendo dito sem palavras Beatriz Dirigiu para longe para um bairro que Alice nunca tinha visto a cidade parecia mais sombria as ruas estavam desertas por causa da chuva forte e as casas eram antigas mal cuidadas era um bairro perigoso e mesmo que Alice não soubesse disso sentia uma sensação estranha Dentro dela quando o carro parou Beatriz Desligou o motor olhou para Alice e com uma voz que tentava suar firme mas que revelava seu nervosismo disse é aqui que você vai ficar Alice a menina olhou
para ela confusa ficar mas eu não entendo Beatriz respirou fundo tentava Manter o controle mas a verdade era que seu coração estava disparado ela sabia que o que estava fazendo era errado mas ao mesmo tempo acreditava que era necessário eu eu acho Que você não deveria mais ficar em nossa casa você já passou muito tempo lá e isso não está certo você vai ter que encontrar outro lugar para ficar Alice com os olhos arregalados sentiu um nó na garganta ela não conseguia acreditar no que estava ouvindo tinha começado a sentir que talvez pudesse pertencer a
casa que talvez Marcos e até Beatriz se importassem com ela mesmo que de forma distante mas agora aquela realidade estava sendo arrancada dela de uma Maneira brutal eu não posso voltar Alice perguntou a voz frágil cheia de medo Beatriz não respondeu de imediato ela evitou o olhar da menina fixando os olhos no volante a culpa começava a invadir seu peito mas ela afastou rapidamente isso é o melhor para mim repetia para si mesma não respondeu finalmente você vai precisar seguir seu próprio caminho ela abriu a porta do carro fazendo sinal para Alice sair a menina
sentindo o Desespero crescer olhou para Beatriz com um olhar de Súplica mas não havia nada que pudesse fazer sabia que estava sozinha de novo lentamente desceu do carro a chuva Caí forte molhando a por completo em poucos segundos Beatriz fechou a porta ligou o motore sem dizer mais nada acelerou deixando Alice sozinha naquela rua Deserta Alice ficou parada sem saber para onde ir as gotas de chuva se misturavam com as lágrimas que começavam a escorrer pelo seu rosto Ela sentiu o coração apertar como se estivesse sendo esmagado não sabia o que fazer não sabia onde
estava e a única coisa que conseguia pensar era que tinha sido abandonada novamente enquanto vagava pelas ruas escuras o medo tomou conta o bairro era perigoso com becos mal iluminados e pessoas que ela nunca tinha visto antes olhando para ela com desconfiança o tempo todo o som da chuva era o único que a acompanhava um Eco Sombrio do que se passava dentro dela depois de horas andando sem rumo ali se encontrou um pequeno Beco onde se encolheu para se prot da chuva ali sentada no chão molhado e sujo ela abraçou os joelhos e chorou o
mundo parecia ter desabado sobre ela de novo e a solidão era insuportável enquanto isso na casa de Marcos ele voltava do trabalho mais cedo do que o esperado quando chegou e não encontrou Alice sentiu um aperto no peito Perguntou às empregadas mas ninguém sabia onde ela estava desconfiado foi até Beatriz Onde está Alice ele perguntou com um tom firme que fez Beatriz congelar ela tentou disfarçar Mas sabia que Marcos não desistiria até ter uma resposta depois de algumas perguntas insistentes ela cedeu e contou o que tinha feito Marcos tomado pela raiva e pelo desespero não
acreditava no que ouvia como você pode fazer isso ele gritou Saindo apressado para o carro sem der tempo ele foi até o bairro onde Beatriz tinha deixado Alice seu coração batendo rápido cheio de medo do que poderia acontecer com a menina depois de dirigir pelas ruas escuras finalmente a encontrou ela estava encolhida no beco encharcada e tremendo de frio quando Marcos viu Alice naquele estado algo dentro dele se quebrou ele correu até ela se abaixou e abraçou com força sentiu as lágrimas dela molhando seu Ombro naquele momento prometeu a si mesmo que nunca mais a
deixaria sozinha eu estou aqui Alice nunca mais vou deixar isso acontecer eu prometo sussurrou enquanto a chuva continuava a cair misturando-se as lágrimas silenciosas que escorriam dos dois aquela promessa feita sob a chuva não era só para Alice era também uma promessa de redenção para Marcos que sabia naquele momento que faria qualquer coisa para proteg aquela menina mesmo Que isso significasse enfrentar todos os Fantasmas do passado depois do que Beatriz havia feito a casa de Marcos nunca mais foi a mesma a confiança entre eles já frágil estava quebrada Marcos trouxe Alice de volta para casa
mas agora tudo era diferente ele estava determinado a cuidar da menina e a descobrir a verdade sobre seu passado o incidente com Beatriz fez com que ele percebesse a a profundidade da conexão que sentia por Alice e mais do que nunca A ideia de que ela pudesse ser sua filha estava sempre em sua mente os dias que se seguiram foram tensos Marcos evitava falar com Beatriz sobre o que aconteceu mas o ressentimento estava no ar e a distância entre eles aumentava a cada dia Alice por sua vez estava silenciosa e retraída ainda se recuperando do
choque de ter sido abandonada ela sabia que havia algo errado entre Marcos e Beatriz mas não entendia exatamente o quê o que ela Sabia é que agora se sentia mais próxima de Marcos do que nunca foi nesse clima pesado que Marcos decidiu agir ele não podia mais viver com as dúvidas Precisava saber se Alice era realmente sua filha se Laura a mulher que ele havia amado tanto no passado havia guardado esse segredo dele então em um dia que parecia comum Marcos fez algo que mudou tudo ele de decidiu realizar um teste de DNA ele não
explicou muito para Alice Apenas disse Que queria garantir que cuidaria dela da melhor maneira possível e que esse teste os ajudaria a entender melhor o que havia entre eles Alice ainda confusa concordou ela não sabia muito sobre o passado de Marcos nem sobre o relacionamento que ele tinha com sua mãe mas confiava nele de uma forma que não sabia explicar o período de espera pelos resultados do teste foi agon ante cada dia parecia se arrastar mais devagar do que o anterior Marcos apesar de tentar Manter a calma estava claramente ansioso ele evitava falar sobre o
teste com Beatriz pois sabia que isso só traria mais conflitos Beatriz por sua vez sabia que algo estava acontecendo mas preferia não perguntar ela sentia que sua posição na vida de Marcos estava cada vez mais ameaçada E que qualquer palavra poderia explodir o que estava de seu casamento finalmente o dia do resultado chegou Marcos segurava o envelope nas mãos com Os dedos trêmulos por mais que tentasse se preparar nada poderia aliviar o nervosismo daquele momento ele chamou Alice para o escritório fechou a porta e com a menina sentada à sua frente abriu o envelope o
silêncio naquela sala parecia sufocante Marcos Leu as palavras no papel lentamente seu coração batendo tão forte que ele achava que Alice podia ouvi-lo quando finalmente levantou os olhos seus sentimentos estavam Claros no Rosto Alice ele começou a voz embargada você é minha filha por um momento Alice não soube o que pensar aquelas palavras pareciam ecoar pela sala mas demoraram a fazer sentido ela olhou para Marcos tentando entender o que aquilo significava filha Como assim Marco se levantou foi até Alice e se ajoelhou na frente dela ficando na altura de seus olhos sua mãe Laura ela
foi muito importante para mim Há muitos anos e pelo jeito ela nunca me contou que você que nós tínhamos uma filha mas agora eu sei Alice agora eu sei a verdade que Marcos não sabia era que naquele dia quando ainda eram jovens Laura planejava revelar tudo para ele era uma noite especial para ela estava nervosa mas ao mesmo tempo cheia de esperança guardando um segredo precioso dentro de si Laura estava grávida havia descoberto a notícia algumas semanas e estava ansiosa Para contar a Marcos o homem que amava e com quem sonhava construir uma vida nos
últimos dias ela havia imaginado aquele momento tantas vezes pensava em como ele reagiria talvez com surpresa mas no fundo tinha certeza de que ele ficaria feliz eles estavam apaixonados e embora não Tivessem falado abertamente sobre filhos Laura sabia que uma criança seria uma bênção a notícia da gravidez parecia o próximo passo natural para a relação deles ela vestiu sua melhor roupa Querendo que tudo fosse perfeito havia uma mistura de nervosismo e excitação dentro dela Afinal Essa era uma notícia que mudaria suas para sempre eles passariam de casal a uma pequena família Laura enquanto se olhava
no espelho sorriu ao imaginar a reação de Marcos quando ela Contasse no entanto naquela mesma noite uma outra história estava se desenrolando uma história cheia de segundas intenções e ciúmes que Laura não podia prever na festa de aniversário De um amigo em comum Beatriz estava espreita ela como sempre mantinha um olhar a tento sobre Marcos Beatriz que por tanto tempo havia nutrido sentimentos obsessivos por ele sabia que aquela noite poderia ser sua oportunidade de ouro por muito tempo ela observava a distância planejando como poderia afastar Laura e tomar o lugar dela ao lado de Marcos
Beatriz era uma mulher calculista e essa obsessão a consumia desde que conheceu Marcos ela Se recusava a aceitar que ele pudesse ser feliz com outra pessoa aquele instante Beatriz estava pronta para agir A festa estava em seu ponto alto as pessoas conversavam e Riam Laura em meio àquela atmosfera Festiva procurava o momento certo para falar com Marcos em particular ela queria contar sobre o bebê de maneira tranquila no momento que fosse só dos dois mas antes que pudesse encontrar esse momento algo trágico aconteceu Beatriz que sempre Parecia saber o momento exato para causar estragos fez
sua jogada ela esperou até que Laura estivesse distraída talvez conversando com alguém do outro lado da sala foi então que ela se aproximou de Marcos como quem não quer nada e em um movimento rápido sem qualquer aviso roubou um beijo dele Marcos pego de surpresa mal teve tempo de reagir ele tentou se afastar imediatamente mas já era tarde demais naquele exato instante Laura que Procurava por para dar a grande notícia viu tudo ela viu Beatriz beijando o homem que ela amava foi como se o mundo de Laura tivesse parado toda a alegria a esperança e
a felicidade que ela carregava desabaram de uma só vez ela sentiu como se o chão tivesse se aberto sob seus pés o que ela mais temia estava acontecendo diante de seus olhos Marcos o homem com quem ela queria construir uma família estava com outra mulher a dor foi imediata profunda Laura não Sabia o contexto não sabia que Marcos tinha sido beijado sem consentimento tudo que ela via era uma traição um rompimento brutal da confiança que existia entre eles o choque foi tão grande que Laura sequer conseguiu confrontar Marcos naquele momento ela apenas virou as costas
e saiu da festa lágrimas já escorrendo por seu rosto Marcos ao perceber o que havia acontecido foi atrás dela ele sabia que Laura tinha visto o beijo E que para ela aquilo parecia uma traição ele correu para se explicar para dizer que aquilo não era o que parecia que ele nunca quis aquele beijo que foi Beatriz quem o forçou mas quando Ele alcançou Laura estava devastada demais para ouvir o olhar em seus olhos era de pura decepção Laura por favor me escuta ele implorou tentando alcançar sua mão mas ela recuou eu vi Marcos eu vi
com meus próprios olhos Laura respondeu a voz tremendo de dor não foi o que parece Foi ela foi Beatriz Eu nunca faria isso com você Marcos estava desesperado mas Laura no auge de sua mágoa não conseguia Acreditar nele a imagem do beijo estava gravada em sua mente como uma ferida aberta que não parava de doer aquela noite que deveria ter sido uma das mais felizes da vida de Laura quando ela iria contar sobre a chegada de uma nova vida se transformou em seu pior Pesadelo o bebê que ela carregava uma prova do amor Entre os
dois agora Parecia um fardo pesado demais para suportar ela se sentia traída enganada como se toda a sua vida tivesse sido uma mentira sem dizer mais nada Laura virou as costas para Marcos e foi embora ela nunca contou a Marcos sobre a gravidez a oportunidade de compartilhar a notícia foi roubada pela amargura daquela noite Laura com o coração em pedaços partiu sem olhar para trás levando consigo o segredo de sua gestação e a mágoa de uma Relação que aos seus olhos tinha acabado o tempo passou e com ele a verdade de que Alice era sua
filha foi finalmente revelada Alice sentiu um turbilhão de emoções por um lado era uma revelação enorme algo que ela nunca poderia ter imaginado por outro isso explicava tantas coisas o porquê de Marcos sempre ter sido tão gentil com ela o porquê de ele parecer tão familiar de alguma maneira as lágrimas escorreram pelo rosto dela mas desta vez não eram de Tristeza eram um de alívio pela primeira vez em muito tempo ela sentiu que pertencia a algum lugar Marcos abraçou com força e naquele abraço havia uma promessa silenciosa de que ele nunca abandona de que ela
nunca mais teria que enfrentar o mundo sozinha Alice Ainda chorando retribuiu o abraço ela não sabia o que o futuro guardava mas naquele momento soube que não estava mais sozinha mas como em muitas Histórias a felicidade foi interrompida por uma tragédia Inesperada naquela mesma noite enquanto todos dormiam um cheiro estranho de fumaça começou a se espalhar pela casa Alice foi a primeira ord o cheiro era forte e quando ela saiu do quarto viu a fumaça densa se espalhando pelo corredor em Pânico Correu para o quarto de Marcos Marcos acorda gritou ela sacudindo Marcos abriu os
olhos Rapidamente sentindo o cheiro de fumaça também quando ele viu o desespero no rosto de Alice tudo aconteceu em um flash ele pulou da cama e correu para o corredor já seno o calor vindo de algum lugar no andar de baixo o coração dele disparou a casa estava pegando fogo Beatriz gritou Marcos correndo em direção ao quarto onde ela agora dormia por causa das várias brigas que haviam tido ele a encontrou acordada também confusa e em Pânico o que está Acontecendo perguntou ela já com os olhos arregalados de medo não sei mas precisamos sair daqui
agora o fogo estava se espalhando rapidamente pela casa e As Chamas já podiam ser vistas subindo pelas escadas o calor era sufocante E a fumaça deixava difícil respirar Beatriz e Alice tentavam seguir Marcos mas o fogo estava se movendo rápido demais as chamas subiam pelas paredes consumindo tudo que tocavam no meio do Caos Marcos percebeu que eles Não conseguiriam sair pela porta da frente o fogo já tinha tomado conta daquele caminho desesperado Ele olhou ao redor tentando encontrar uma saída foi quando viu uma janela que dava para o Jardim ele correu até ela puxando Alice
e Beatriz Vamos por aqui eles chegaram à janela e Marcos com toda a força que tinha quebrou o vidro com uma cadeira o som do vidro estilhaçando ecoou pela casa mas o barulho do fogo rugindo era Ainda mais alto um por um eles começaram a sair pela janela mas no momento em que Marcos tentou sair ele tropeçou e bateu a cabeça com força no batente Alice que já estava do lado de fora viu tudo o pânico tomou conta dela ela correu de volta para a janela ignorando as chamas que subiam cada vez mais Marcos gritou
tentando puxá-lo para fora ele estava desorientado com a cabeça sangrando mas ainda consciente Alice com uma força que Nem sabia que possuía conseguiu guiá-lo para fora mesmo com o calor das chamas queimando a pele de seus braços e pernas finalmente os três conseguiram se afastar da casa agora em Chamas o som das sirenes já podia ser ouvido à distância mas tudo o que Alice se conseguia pensar era em Marcos que estava deitado no chão respirando com dificuldade ela se ajoelhou ao lado dele as lágrimas caindo novamente desta vez porém eram Lágrimas De alívio misturado ao
medo de perder quem acabava de encontrar Marcos abriu os olhos devagar ainda grog pela pancada Ele olhou para Alice que estava ao seu lado e Sorriu levemente apesar da dor eu te disse ele sussurrou com a voz fraca eu nunca vou te deixar sozinha Alice sorriu segurando a mão dele com força a casa o fogo tudo aquilo parecia insignificante naquele momento O importante era que estavam juntos as autoridades informaram que o incêndio Ocorreu devido a um vazamento de gás no entanto isso já não importava o que realmente contava era que todos estavam bem o incêndio
mudou tudo a mansão de Marcos que antes era imponente e cheia de lembranças agora não passava de destroços fumegantes o fogo consumiu quase tudo os móveis os quadros As Memórias construídas ao longo dos anos restava muito pouco além das cinzas Mas apesar da perda material algo muito mais valioso tinha sido preservado a vida de Marcos Alice e Beatriz depois daquela noite as coisas começaram a se reorganizar de uma forma que ninguém esperava o hospital foi o primeiro destino dos três após o incêndio Marcos com uma concussão por causa da ada na cabeça ficou em observação
por alguns dias mas logo se recuperou Alice apesar dos machucados e queimaduras leves estava fisicamente bem embora ainda lidasse com o trauma de quase ter perdido tudo de novo Beatriz por sua vez Também estava em choque mas algo dentro dela Começou a Mudar desde aquela noite enquanto estavam no hospital houve tempo para reflexões que em meio à correria do cotidiano haviam sido ignoradas Beatriz ao ver Alice praticamente arriscar a própria vida para salvar Marcos começou a perceber a força daquela menina Alice mesmo tão jovem tinha passado por coisas que a maioria dos adultos nunca enfrentaria
e ainda assim ela tinha um coração bom capaz de Perdoar de ser gentil mesmo depois de ter sido machucada tantas vezes Beatriz Nunca havia visto Alice daquele jeito até então tudo que via era ameaça de uma criança ocupando o espaço que ela achava que lhe pertencia mas com o incêndio veio a clareza pela primeira vez Beatriz enxergou Alice como uma menina que acima de tudo só queria pertencer a uma família e talvez só talvez ela também pudesse fazer parte dessa nova família que estava se formando quando saíram do Hospital era hora de começar do zero
sem a mansão Marcos decidiu que a casa não precisava ser construída da mesma forma não queria mais viver em um lugar cheio de luxos vazios grandes demais para uma vida que agora ele entendia ser mais simples e mais verdadeira ele comprou uma casa menor em um bairro tranquilo não era mansão grandiosa de antes mas para Alice era mais do que suficiente era um lugar que finalmente Parecia um lar a nova casa era conchegante com um Jardim na frente e uma árvore grande que logo se tornou o lugar preferido de Alice para ler seus livros lá
dentro o ambiente era caloroso não havia o silêncio pesado que antes rondava a mansão as paredes logo foram preenchidas com desenhos de Alice que pendurava seus rabiscos coloridos nos corredores e a casa se encheu de vida de uma forma que antes não era possível Marcos que sempre havia sido um homem de negócios percebeu que agora sua prioridade era outra ele Reduziu suas horas no trabalho para estar mais presente em vez de passar Noites em jantares de negócios ele estava em casa Jantando com Alice e Beatriz construindo uma nova rotina que era mais real mais próxima
ele começou a levar Alice para a escola todas as manhãs algo que nunca teria feito antes e adorava escutar as histórias que ela contava sobre o que tinha aprendido Ou sobre os novos amigos que estava fazendo a relação entre Marcos e Alice florescia Cada dia mais agora que a verdade sobre o parentesco deles havia sido revelada algo profundo mudou Marcos não era mais apenas o homem que a resgatou da rua ele era seu pai e essa conexão crescia a cada pequena interação entre os dois ele ensinava Alice a andar de bicicleta ajudava com as lições
de casa e estava presente em todos os momentos que importavam grandes ou pequenos Alice por sua vez sentia algo que nunca tinha sentido antes segurança sabia que Não precisaria mais fugir não precisaria mais se preocupar com o amanhã ela tinha um lugar para onde voltar tinha uma família que amava isso lhe deu a confiança para crescer para Se permitir ser uma criança de novo algo que havia sido tirado dela tão cedo aos poucos o medo e a desconfiança foram substituídos por alegria e curiosidade Beatriz também começou a mudar o relacionamento com Alice que antes era
distante e frio foi se Transformando não foi da noite para o dia mas aos poucos Beatriz passou a se aproximar de Alice mostrando pequenos gestos de carinho que antes seriam impensáveis ela começou a participar das atividades diárias com Alice e Marcos ajudando nos deveres de casa assistindo aos jogos de futebol com eles na TV e até ensinando Alice a cozinhar uma habilidade que ela adorava e que a fazia se sentir útil Beatriz percebeu que apesar de não ser a mãe biológica de Alice ela podia ser uma figura importante em sua vida podia ser uma madrasta
sim mas uma madrasta diferente da imagem fria e distante que tantas histórias retratam ela podia ser uma pessoa em quem Alice se confiasse alguém com quem ela pudesse contar ei com o tempo esse laço foi se fortalecendo a amargura que Beatriz carregava aquela frustração pela infertilidade começou a se dissipar ela finalmente entendeu que a maternidade Pode ser construída de várias formas e que o amor que se desenvolveu entre ela e Alice era tão Genuíno Quanto qualquer outro se meses após o incêndio a nova casa já estava completamente cheia de vida Alice tinha se adaptado à
nova escola e feito muitos amigos ela adorava estudar sempre curiosa e interessada nas aulas e agora que tinha um lugar seguro para voltar todos os dias seu desempenho na escola melhorava a cada semana ela também começou a descobrir novos Talentos um deles foi o desenho ela passava horas na mesa da sala rabiscando com lápis de cor e canetinhas criando mundos imaginários que ela mesma inventava Marcos e Beatriz também estavam mais próximos o que antes era um casamento cheio de tensão e ressentimento agora começava a se reconstruir eles haviam enfrentado uma tempestade juntos e saído do
outro lado agora com a disse como um elo entre os dois eles estavam aprendendo a ser uma Família algo que antes parecia tão distante as conversas ao jantar antes cheias de silêncios desconfortáveis agora eram preenchidas com risadas e histórias do dia a casa era Finalmente um lar de verdade em uma tarde ensolarada Alice estava no Jardim sentada Debaixo da árvore que tanto adorava estava desenhando um retrato da nova família ela Marcos e beatri todos juntos e sorrindo quando terminou o desenho olhou para ele por um longo Tempo e Sorriu pela primeira vez não havia mais
um vazio no seu coração ela sabia que Laura sua mãe sempre seria parte dela mas agora com Marcos e Beatriz ela tinha uma nova família uma nova vida e ao olhar para o céu azul e sentir o vento suave no rosto Alice sabia que mesmo depois de tanta dor e dificuldades a havia encontrado o que sempre desejou um lugar onde era amada onde era protegida e onde finalmente podia ser ela mesma uma nova vida tinha Começado e ela estava pronta para vivê-la ao máximo cercada pelas pessoas que se importavam com ela o passado não a
definia mais agora ela tinha um futuro ah