fazer uma pergunta, né, para você responder. A pergunta retórica, né? Você sabe que existem algumas algumas alguns fenômenos ou existem algumas coisas que acontecem e que os políticos eh querem controlar, né?
Você sabe disso, né? Você sabe que os políticos tm uma mania, eles querem controlar tudo, né? Algumas coisas esses políticos já aprenderam, mas outras você concorda que eles não conseguem entender?
Eles não, eles acham que dá para controlar, né? Eh, olha só, por exemplo, se você pega o, sei lá, o Donald Trump, se ele gritar pro vento e falar: "Vento para de soprar". Eh, você acha que o vento vai parar de soprar?
Não vai parar de soprar, né? Eh, se o presidente Lula decretar que o sol vai nascer às 10:45 da manhã ou que as folhas não vão cair no outono, não vai acontecer, certo? Você concorda que não vai acontecer?
Mas por alguma razão, alguns já aprenderam, outros não aprenderam e o Lula não aprendeu. Não é só o Lula que não aprendeu, mas o Lula não aprendeu. Eh, Mr Oil não é controlável.
Mr Barrel não é controlável. Seu barril, ninguém controla o seu barril. Seu barril, seu petróleo, é um um negócio chamado commodity.
Comodity tem duas características. Você não manda no preço. Não manda no preço.
O preço é controlado por uma coisa chamada mercado internacional. Não dá para controlar. Por que que você não controla?
Porque ele não é seu. Então você produz um sei lá, você produz um um produto único, é teu, você controla, você controla, é teu, só você faz uma bolsa bacana. o telefone, o iPhone que a Larissa Biscaia tá segurando nas mãos, é se o a Apple tirar o o iPhone do mercado, é uma decisão da da Apple, não vou mais fabricar Apple, não vou mais fabricar iPhone.
Não vou fazer o 17, o 18, 19, não faço mais iPhone. É dela. Se ela quiser cortar a produção pela metade, se ela quiser dobrar a produção, ela que controla.
Então a Apple diz: "Olha, o iPhone novo, o 17, quando sair tá no 16, né? Acho que tá no 16. 17.
Então o 18 quando sair ou 17B ou 19 vai custar 32. 000. Não vai vender nada, mas ela pode chegar, vai custar 32.
000. Não tem discussão. O carro que você tem em casa, o fabricante pode dizer: "Olha, o modelo que vem vai vou trocar a grade e ele vai custar R$ 380.
000. Não, não quero saber. Uma empresa aérea pode chegar e falar o seguinte: passagem São Paulo pro Rio vai custar R$ 114.
000. O avião vai voar vazio. Mas não dá para fazer isso com o petróleo porque ninguém controla.
Ah, não, mas a OPEP controla. Não, ela não controla. Ela pode controlar oferta.
Eu vou produzir mais, eu vou produzir menos, mas ela não controla o preço, ela não controla a demanda. Você pode, você tem uma reção, não, não, ela pode fazer o que ela quiser, mas ela não tem como controlar o preço, ela influencia o preço. Mas, por exemplo, soja, açúcar, café, aço, são commodities.
O que que é uma commodity? Primeira, primeira coisa, um barril de petróleo é um barril de petróleo em qualquer lugar do mundo. Se for de um tipo Brent, o barril de petróleo brente é o barril de petróleo brint.
Não interessa. Uma saca de soja. É uma saca de soja.
Ela é calculada no no meu no preço internacional. Ó, eu tenho aqui uma saca de soja. Ninguém vai perguntar eh que soja que é.
É soja. É soja. Tem lá as especificações.
Atendeu a especificação é a comodity de soja. Café. Café.
É assim que funciona. Claro. Temos vários tipos de café, né?
Mas se você tiver tendo aquele tipo de café, commodity. Eh, cacau, chocolate não. Chocolate que é fabricado, não, né?
O que você faz com café depois e vende dentro daquela cápsula e põe na maquininha aí não. Aquilo lá não é commodity. Mas os os produtos primários, normalmente o agro, né, muito do agro.
O Brasil é o rei das commodities, porque a gente produz, a gente produz milho, a gente produz eh açúcar, a gente produz soja, eh tudo isso é commodity, carne, se você especificou, né? Carne de frango, carne de frango. Petróleo é commodity, só que tem uma diferença muito grande entre o petróleo e o açúcar.
Ninguém bombardeia uma plantação de cana de açúcar. Ninguém bombardeia, né? Ninguém fecha uma uma rodovia e com isso interrompe a produção de soja do planeta Terra.
Não, não, não é impossível. Não tem como. Você pode prejudicar uma região, você pode prejudicar um país.
É impossível você conseguir fazer um negócio desse. Agora, no entanto, começa uma guerra. eh, como essa ou até quando teve a Rússia com a Ucrânia, já já deu problema no petróleo.
Já deu problema no petróleo porque interfere na vida de um produtor. Então, nós tivemos uma crise em 73, quando o preço do petróleo quadruplicou de preço, de novo lá no Oriente Médio, deu uma confusão lá, pá, o preço quadruplicou. Tivemos uma crise em 79, o preço mais do que dobrou.
E aí é assim, não interessa. O o caminhoneiro em Rondonópolis tá lá e chegando perto do posto, bombardearam um posto de petróleo no Oriente Médio. Ele chega no posto, ele já vai pagar a conta, mas na hora ele já paga a conta.
Ah, não é na hora, dois dias depois, uma semana depois. Mas você vê como tá. Nós já estamos pagando a conta.
Já estamos pagando a conta. E olha, é uma conta comparada ao que poderia ser, é até modesta. Só que voltando à minha questão original, por que diabos?
Essa é a minha pergunta. Um governante acha que pode controlar o preço da commodity. É só porque acha que é Deus.
Não controla o Congresso Nacional. Não é exatamente uma commodity. Não controla o Congresso Nacional, como é que vai controlar o preço internacional do do petróleo?
Não tem cabimento um negócio desse. Não tem sentido um negócio desse. Ontem eu lembrei o que dizia o John Rockfeller.
Petróleo é produto mais versátil que eu conheço e também o mais volátil. Volátil. O preço é volátil.
é a commodity de preço mais volátil que existe, que existe, justamente por ela tá sujeita a uma série de coisas. E a geopolítica não tem geopolítica na soja, né, assim, com esse grau de de exposição que você vê no petróleo e tudo muito concentrado. Então, quando a gente sofreu a crise em 73 e nós estamos pagando essa conta até hoje, eu vou eu vou eu vou mostrar um mostrar falar um dado para vocês que é muito interessante, que diz respeito muito ao Brasil, como o Brasil é um país maluco no caso do petróleo.
É, se você pegar as 10 maiores petroleiras do mundo, 10 maiores petroleiras do mundo e levantar quantos presidentes elas tiveram nos últimos 40 anos? Tiveram de quatro a oito. Então, o tempo médio de permanência é de 5 a 10 anos.
Na Petrobras é dois. Petrobras é dois. Sabe quantos presidentes da Petrobras o Bolsonaro teve?
Seis. Bolsonaro em 4 anos teve seis. quatro titulares, dois interinos, mas em 40 anos nós tivemos 20 presidentes da Petrobras.
Aliás, é isso, 20 presidentes da Petró desse por quê? Porque a gente brinca com petróleo. A gente acha que petróleo é para brincar.
a gente não leva a sério o petróleo. Então, quando a gente em 73 tomou o toco do petróleo, porque o petróleo quadruplicou de preço, eh, a gente tava era importador de petróleo, importador. 80% da produção vinha de fora e a gente importando petróleo, importando petróleo.
Aí o petróleo quadruplica. P as contas públicas foram pro vinagre, totalmente pro vinagre. Isso era o final.
do governo MC. Aí assume o Gaisel, o Gaisel toma uma decisão interessante. Vamos fazer o proálcool, pô.
Fazer o proálcool. Aí a gente começa a produzir álcool. A produção de álcool explode.
Pô, todo mundo procurando uma alternativa energética. E o Brasil encontrou uma alternativa sensacional. Álcool produzido a partir da cana de açúcar.
Só que não tinha produção, não tinha indústria, não tinha carro, não tinha refinaria, não tinha usina, não tinha nada. Então, subsídio, tome subsídio, você entende? É, vamos subsidiar e a gente vai subsidia, subsidia, subsidia.
O proálcool vira uma coisa espetacular, o número de os carros todo mundo andando a álcool. Ah, isso. O governo Gaisel.
Bom, aí vem 79, a segunda crise que eu descrevi, preço dobra. A gente tava crescendo como até 79, crescendo com base em endividamento internacional. Vem a segunda crise do petróleo, eh, a taxa de juros no mundo explode, a gente tava totalmente endividado, a gente se arrebenta, as contas vão pro vinagre, já estavam ruins, a gente começa a entrar numa crise brutal de dívida.
A inflação brasileira explode. Nós chegamos a ter 100% de inflação anual. E dos 12 governos que a gente teve do Médice até hoje, contando cada Lula são três uma vez, cada Dilma são duas, lamentavelmente, uma vez, a gente teve 12 gestões dessas, só três tentaram algo racional no campo do petróleo.
Só três tentaram, o resto não tentou. Então o governo Fernando Henrique Cardoso chegou e falou: "Pera, vamos fazer uma coisa racional, vamos quebrar o monopólio que até então era só Petrobras, vamos quebrar o monopólio do petróleo, vamos fazer a lei do petróleo, vamos criar uma agência de petróleo que a gente não tinha e vamos criar um negócio que é o seguinte, é um imposto que quando o petróleo tiver baixo, o imposto vai est alto. Quando o petróleo subir, a gente usa esse dinheiro para fazer um colchãozinho.
Então, a gente não tem que fazer a sociedade sofrer. E foi a criada a sid. A gente não tem que fazer a sociedade sofrer porque vai ter um dinheiro lá guardado, um fundo de reserva, coisa que o Chile pratica.
Vou fazer um fundo de reserva. Entra o governo Lula, que que ele faz? Me dá essa sídia aí, vamos usar para pro caixa do governo.
Acabou. Não teveio, não teve nada. E voltamos à irracionalidade, que foi controle de preço no Lula 1, controle de preço no Lula 2.
A Dilma radicalizou no controle de preço, quebrou a Petrobras, arruinou as contas públicas. Foi um desastre. O Brasil teve 2 anos seguidos de recessão, 3,5%, 3.
6%, tal. Vem o governo Temer. Então, Fernando Henrique tomou uma medida, te disse que três governos em 12.
Vem o governo Temer, diz: "Não, para e não vamos controlar preço, o preço vai correr eh por paridade de internacional. Subiu lá, sobe aqui. Só que daí subia lá, subia aqui e começou a subir lá e subir aqui todo dia, porque subia lá, não tinha o tal do colchão.
O Lula pegou a sid e botou no caixa do governo. Não tinha um fundo de estabilização, então subia lá, subia aqui, subia lá, subia lá. O preço, a a Dilma represando o preço, o governo Temer teve que reajustar o preço.
Diesel foi assim, 50%. Que aconteceu? Os caminhoneiros pararam o Brasil.
Pararam o Brasil. Então, sabe assim, a gente não tinha colchão, a gente não tinha alternativa, a gente tava eh foi aplicar o um remédio que o paciente tinha que tomar, mas não tinha o que fazer, a não ser aplicar de um jeito que criou uma confusão. Presidente da Petrobras foi embora.
Vem o governo Bolsonaro. O governo Bolsonaro, ele no começo manteve a lógica da paridade dando uma espaçadazinha. Não vamos resolver todo dia, né?
Vamos dar uma espaçadazinha. Mas daí falou mais alto aquela vontade de controlar que o Bolsonaro tem. O Bolsonaro, assim como os governos militares, eles são, eles eram, e o Bolsonaro também era controlador.
Então, essa ideia de liberdade econômica e tal, era muito Paulo Guedes, mas o Bolsonaro não. Bolsonaro era igual o Gaisel, a Dilma era igual o Gaisel, a Dilma era igual o Bolsonaro. Controlar, controlar.
Então ele foi controlar o preço do petróleo, por isso que ele trocou de presidente seis vezes. Teve seis presidentes, dois interinos e quatro titulares. Porque o preço do petróleo subia, ele lá trocava o presidente, trocava o presidente, trocava o presidente.
É ridículo esse negócio, patético. Foi o governo que mais trocou o presidente da Petrobras nesse período todo. Sanei trocou duas vezes, o Col trocou duas vezes, o Lula trocou duas vezes, a Dilma trocou três vezes, o Temer teve um só e o Bolsonaro tem seis.
negócio patético. Eh, aí vem o Lula 3. O Lula 3 entra e volta ao estilo Dilma.
Tanto que segurou, deu uma, deu umas uns reajustes, não foi responsável como a Dilma, mas ficou segurando. E aí a gente entra no ano eleitoral, entra no ano eleitoral e o o o Trump não tá preocupado com o ano eleitoral do Brasil. O Trump tá preocupado com outras coisas.
Então ele foi lá e bum, foi para cima do do Irã junto com Israel e tal e não ligou pro Lula. Olha, vou fazer um negócio aí, talvez te prejudique. Não tava preocupado com isso.
Foi lá para cima do do Irã. De novo, 79 já tinha sido o Irã, agora Irã de novo. Só que lá foi a chegada do Zatolá.
Agora era uma tentativa do Trump de fazer a partida do Zéo. Não conseguiu, mas pouco importa. O fato é criou para nós e pro mundo inteiro uma confusão.
Só que o mundo olha para isso sem querer decretar que o sol nasce às 11 horas da manhã, sem querer segurar o vento, mandando o vento parar. E o barril de petróleo não lê o Diário Oficial e o e também não liga pra bravata do presidente, sabe? O presidente fala grosso, barril de petró não fica com medo.
Então que que o presidente disse, por exemplo, ele disse o seguinte, eh, ele disse que o aumento no preço dos combustíveis acontece porque tá cheio de gente que gosta de tirar proveito da desgraça. Olha só, se eu ouvir isso, você fala: "Mas como assim? " Fala: "Sim".
Por que que o álcool aumentou? Por que que a gasolina aumentou se somos autosuficientes? Por que tá cheio de gente que gosta de tirar proveito da desgraça?
Tudo isso por causa da guerra. Diz que é da guerra, mas é são aproveitadores e tal. Não é assim.
O álcool aumenta porque você vê como é que estão os preços dos combustíveis. E o você tá primeiro que você tá numa você tá no no numa entreafra, né, no fim da safra. na entre safra.
E outra coisa além disso é que existe uma conta mágica de que vale a pena botar álcool até 70% do do rendimento da gasolina. Você acha que não existe lei de oferta e procura, não existe lei de mercado, o camarada olha e fala: "Pera aí, até 70%, então posso ir até 70%. Isso e o preço sobe.
Isso é aproveitar, tirar aproveita da desgraça e quando cai o preço do combustível da gasolina, que não tem a ver com o insumo do álcool, que ele também tem que baixar o preço, porque senão ele não vende. Então, quando o combustível cai de preço por razões internacionais, o álcool que não tem nada a ver com a gasolina na cabeça do presidente Lula, né, tem nada a ver com a gasolina, tem que derrubar o preço. Não tem como manter o preço alto, porque senão o álcool fica mais caro que a gasolina.
Aí ele tem que reduzir a margem dele. Quando acontece o contrário, ele aumenta a margem dele e assim vai funcionando. E assim vai funcionando.
E mesmo assim tem gente quebrando na produção. Isso explica o álcool. O diesel o governo não controla.
O diesel o governo não controla porque a Petrobras é responsável por 60% do abastecimento do diesel. Ontem o Adriano Pires explicou pra gente, os outros 40% são refinarias particulares, 20 e 20 importação. A importação entra por preço eh internacional e aí o camarada vai importar um preço alto para vender mais caro do que a Petrobras vende?
Não adianta. Então, a ideia de que você pode controlar produz o que a gente tá vendo. Petrobras segura o preço de forma artificial, reduzindo margem, comprometendo o resultado, comprometendo o dinheiro do do acionista, não dando o retorno adequado.
Tá segurando por razões políticas, por ordem do Palácio do Planalto, vai segurando, vai esmagando a margem dela e vai comprometendo o mercado inteiro. Bom, mas e se a Petrobras tivesse liberado, então os preços não iriam subir? Claro, os preços estão subindo.
Tanto que a Petrobras tá fazendo leilão, lembrou ontem o Adriano Pires, por um preço muito maior do que o que ela vende. Ela vende uma um excesso por leilão a um preço maior, que é o preço de mercado. Os preços subiram, não há o que fazer.
Por quê? Porque nós não temos ferramenta de proteção. A única ferramenta de proteção que a gente tem hoje é redução de impostos.
Por quê? Porque a gente não levou a sério a ideia da CIDE. A gente não criou um fundo, a gente não criou uma maneira de ter uma proteção contra cíclica.
Não adianta, não adianta. A gente não fez porque a gente é imprevidente, a gente é irresponsável. Os governantes são irresponsáveis.
Os governantes manipulam o preço do petróleo. A Dilma foi responsável. O Lula tava segurando preço.
E se a gente tivesse lá atrás, em 2001, quando surgiu a sídio, a gente já teria 24, 25 anos de um fundo sendo usado nos momentos de necessidade. Agora, você acha, você consegue ver um governante com um dinheiro ali que ele não vai tocar a mão? Dinheiro que não pode tocar a mão, ele já toca, né?
Governante, você sabe, se tiver um dinheiro que não pode tocar, ele já toca. Imagina um dinheiro que ele pode tocar. Vai lá, pega e põe para dentro do caixa.
O Hadad vai deixar um dinheiro sobrando ali, já puxa, pega para cá. Só pensa em arrecadar. Pensava, agora ele não é mais ministro da fazenda.
E é essa a realidade que a gente vive hoje, resultado da irresponsabilidade com uma diversidade internacional. A diversidade internacional já expõe o Brasil. Com a irresponsabilidade nacional, aí a gente fica muito vulnerável.
Tem outros fatores. Ontem Humberto Ferrete perguntou pro Adriano Pires, vem cá. Nós somos rodoviário, né?
País rodoviário, um país que não faz os investimentos em ferrovia, não faz os investimentos em hidrovia, é um país que depende da do sistema rodoviário. Então é caminhão, caminhão, caminhão. É evidente que isso também é um problema.
Então, a gente não faz as coisas estruturais, a gente não faz as coisas fiscais necessárias, a gente não se preocupa em organizar, planejar o futuro. Quando vem um um bombardeio como esse lá, respinga aqui de um jeito brutal e aí o Brasil paga uma conta maior do que outros países mais previdentes. Nós somos imprevidentes.
Nós não sabemos o que é planejamento. Nossos governos só sabem o que é ir da mão pra boca. Pega a comida que tem hoje, põe na boca.
Só. O resto é irresponsabilidade. Eh, e essa irresponsabilidade não tem jeito.
Por quê? Matemática sempre vence, o mercado sempre vence, Mr Barrow sempre vence, Mr Oil e Mr Diesel, eles sempre vencem. Eles não respeitam governantes, eles não estão nem aí para governantes.
E aí fica o governante querendo achar agora quem é que tira proveito da desgraça. Não é quem tira proveito da desgraça, é quem quer tirar proveito de tudo. Chama-se governante.
Governante que é um bicho esquisitíssimo. Ontem o Adriano Pires, que é o maior especialista em energia que a gente tem no Brasil, seguramente ele ele lembrou do boi no passe, do boi gordo. Durante o governo Sarnei, o preço houve um houve uma um congelamento de preços que foi o plano cruzado.
E de novo, é a arbitrariedade, é tentar controlar o que não dá para controlar, controlar o vento, hein? Vamos controlar os preços. Congela os preços.
Congelou os preços. que aconteceu? Desabastecimento.
Toda vez você controla, você tem desabastecimento. Controlou o preço, desabastecimento. Quando veio o desabastecimento, disseram: "Ó, para você comprar um carro, você tinha que pagar um ágil.
Um ágil. Você quer um carro? É ágil.
Por quê? Porque na tabela eu não vou vender porque eu tenho prejuízo. Aí o governo botou a Polícia Federal para procurar boi no pasto para dizer: "Ó, tem boi aí, eles não estão cortando, fazendo carne, tem boi aí".
Agora é a Polícia Federal daqui a pouco querem botar a polícia federal em cima de posto de gasolina. O sujeito, o sujeito tem liberdade econômica. Ele vê uma oportunidade, ele aumenta o preço porque ele sabe que e depois vai dar problema se ele não aumentar.
vai faltar, depois vai faltar pro bolso dele. Então, e essa tentativa de procurar criminalizar a atividade econômica que é própria dos eh intervencionistas. Esse discurso do presidente mostra uma percepção intervencionista.
Não adianta. O petróleo é a única autoridade que o governo não consegue nomear, não consegue demitir, não consegue controlar. é uma autoridade.
É uma autoridade que não respeita, despreza a governante e toca a vida. Então, não adianta a gente eh eh ficar nessa de ah, realmente esses postos de gasolina, esses distribuidores, essas refinarias e ficar querendo ver bandido. Bandido é outra coisa.
Tem cartel, como disse o Adriano, tem cartel. Estão controlando preta, tão combinando preço. Cana, cana, jaula tem crime organizado.
É outra discussão. Outra discussão. A gente descobriu, né?
Noticiou, a gente descobriu não. A Polícia Federal descobriu, o Ministério Público em São Paulo descobriu, o Gaeco descobriu crime organizado na distribuição de combustível. Esse é outro papo.
Agora, mercado, o mercado é livre, livre. Não dá para controlar. E lamentavelmente esse mercado depende de um insumo e esse insumo sobe o preço, baixa o preço sem que o Lula possa controlar.
E não é que são pessoas que ficam manipulando, lidando com a desgraça dos outros. Não é verdade. Lamentavelmente não é verdade porque seria fácil de resolver.
não é verdade. E é isso que a gente fica vendo, governantes populistas, intervencionistas, fazendo discurso para tentar fazer você achar que existem homens maus, pessoas más que querem destruir a sua vida. E nós bons que somos, vamos em cima deles com a Polícia Federal, com todo o nosso esforço, a nossa boa vontade, quem sabe mais 4 anos para É isso, entendeu?
ano eleitoral, aí acaba acontecendo essas coisas.