Olá tudo bem sou Alfredo Oliva sou professor universitário e hoje eu quero falar sobre B churan continuo abordando a sociedade do cansaço hoje eu quero falar do quinto capítulo cujo título é pedagogia do ver como é que a gente aprende a enxergar eu vou ler então alguns trechos e a partir desses trechos eu vou então fazendo alguns destaques aí do do Capítulo 15 vamos lá primeiro destaque que eu quero trazer o primeiro trecho né diz assim ó a Vita contemplativa né a vida contemplativa ele usa a expressão em latim Aliás ele tem um livro né
que tem tem esse título né Vita contemplativo pressupõe uma pedagogia específica do ver interessante né então ele vem falando de sociedade do cansaço vem falando que as pessoas estão explorando a si mesm mas que elas estão cansadas que o ataque que o sujeito sofre vem de dentro dele mesmo não de fora né se você acompanhar aí a sequência dos vídeos né do do primeiro ao quarto você vai entender o que eu tô dizendo bom o que ele vai fazer agora é começar a oferecer um antídoto para para esse excesso né de de cansaço para para
esse essa auto-exploração eh que ele vinha criticando eh no capítulos anteriores ele diz assim ó no Crepúsculo dos Ídolos né um é o título de um livro do filósofo alemão Fred niet niet formula então e três tarefas em vista das quais a gente precisa de educadores Ó que legal devemos aprender a ler devemos aprender a pensar e devemos aprender a falar e a escrever a meta desse aprendizado seria segundo Nel uma cultura distinta aprender a ver significa habituar o olho ao descanso a paciência ao deixar aproximar-se de si Isto é capacitar o olho a uma
atenção profunda e contemplativa a um olhar demorado e lento né então se você pensar que ele tá falando de uma sociedade do cansaço e que as pessoas estão ente comprometidas com o desempenho quer dizer elas foram convencidas pela perspectiva neoliberal de que a coisa mais importante do mundo é sucesso é desempenho e que o único responsável por isso é você mesmo bom Como é que você reverte isso você reverte através da vida contemplativa e o que que a vida contemplativa é é um processo longo de aprender a olhar paraas coisas com atenção profunda e contemplativa
né ou a um olhar demorado e lento então só tem uma forma da gente começar a entrar ou encontrar uma vida saudável nesse mundo contemporâneo é reeducar o olhar para que a gente aprenda a ver com paciência quer dizer ao invés de se deixar seduzir pela pressa pela correria eh pela obsessão por fazer né a gente deve parar e fazer uma coisa por vez e ao mesmo tempo fazer essa coisa com uma atenção profunda e contemplativa bom vocês devem ter percebido que há muitos livros hoje sendo vendidos sobre eh meditação sobre mindfulness né e coisas
do tipo qu dizer isso significa que as pessoas estão intuindo que é preciso parar com essa correria e começar a fazer as coisas com calma que é preciso reeducar o corpo o olhar os afetos os valores né para que a gente possa reverter essa situação essa situação de adoecimento eh para uma situação de saúde afetiva bom um outro trecho ele diz assim ó hoje vivemos num mundo pobre de interrupções pobre de entremeios e tempos intermédio né então o mundo vivemos no mundo pobre de interrupções né as pessoas vão fazendo uma coisa após outra as pessoas
vão emendando tarefas e e desembocam facilmente num num ativismo né as interrupções são fundamentais né pausas pausas durante o dia então por exemplo eu acordo muito cedo todos os dias né acordo entre 5 e 6 da manhã quase todos os dias mas eu faço uma pausa na hora do almoço né quando eu almoço faço uma uma Siesta né durmo meia hora uma hora durante o período do almoço né então faça uma pausa para almoçar com calma né comer com paciência e ao mesmo tempo aproveito para tirar uma soneca eu acho que é sobre isso que
ele tá falando sobre interrupções deixar-se ser interrompido né me lembro e de um autor que se referia a um colega que reclamava das pausas que reclamava das interrupções quando ele percebeu que a vida dele de fato acontecia nos momentos em que essas interrupções aconteciam quer dizer a interrupção na verdade não interrompe nada a interrupção é o próprio sentido da vida né porque na interrupção a gente para para contemplar para pensar para imaginar tô gravando aqui e eu tô com muita dificuldade de manter a minha atenção porque eu tenho um um gatinho branco um filhote que
que não para o tempo todo tá ruendo as coisas tá esbarrando nos fios e esbarrando na torre de iluminação ai ai ai eu tô aqui tentando raciocinar né eu vou pegar ele um pouquinho para vocês darem uma olhada e agora ele tá ensaiando pular aqui numa coisa que ela ele não poderia só um minuto bom eu já apresentei para vocês desse sujeito aqui e e esse aqui precisa ser educado ele precisa aprender a contemplar a se acalmar né ele ainda é filhote tem muita energia e ele tá aqui tocando terror enquanto eu vou gravando então
eu V eu seg com meu vídeo Esse é um critério que eu tenho utilizado né quando os gatos come aouar cena eu TR ele um pouquinho aqui para vocês poderem acompanhar vamos lá então último nosso último trecho né há duas formas de potência a potência positiva é a potência de fazer alguma coisa a potência negativa ao contrário é a potência de não fazer para falar com nit para dizer não mas a potência negativa distingue-se da mera impotência a incapacidade de fazer alguma coisa né então eh O Bong vai usar bastante neste livro eh essa linguagem
né excesso de positividade o mundo contemporâneo é definido por ele como um mundo permeado pelo excesso de positividade quer dizer o que ele propõe é que a gente combate isso com negatividade né mas negatividade é o que ele tá chamando aqui de potência de não fazer né quer dizer ele não tá falando de impotência ele não tá falando de incapacidade de fazer mas ele tá falando da escolha né de não fazer eh do quanto o não fazer é potente né é potente de de é potente para produzir calma para produzir contemplação para produzir profundidade naquilo
que a gente faz né para produzir inclusive saúde afetiva né então contra o excesso de positividade a gente oferece a negatividade né ou seja A negação a potência negativa A negação ao fazer ou não fazer como estilo de vida né Eh ou fazer de uma outra forma com calma com tranquilidade como antídoto para essa correria do mundo contemporâneo né então a gente tem aqui algumas algumas estratégias para resistir eh no cotidiano a esse excesso de de atividade É isso aí mais um capítulo de beum churan Pedagogia do ver ensinar a nossa visão reeducar na nossa
visão pra gente sair dessa correria a gente vai continuar com bio churan a gente vai seguir esse livro inteirinho e eu espero encontrar com você num próximo vídeo Um abraço e até lá