no último vídeo do canal aquele eu falei sobre como muitas vezes jovens e idealistas não compreendem a verdadeira natureza da liberdade e não aceitam a dureza da realidade então eu menti esquece brincadeira a gente tem sim que encarar a realidade Mas a gente não pode se dobrar diante dela a gente precisa lutar e a nossa maior arma é a mentira o comercialismo cru dos Estados Unidos estav muito de acordo com a visão trágica de mundo do niet porque eu acho que nesse período a imaginação tava sendo muito bem cultivada super dramática pitoresca cheia de senso
de humor que é um absurdo dividir as pessoas entre boas e mais para fazer esse vídeo aqui eu precisei me iludir bastante pensa ali numa criança num jovem Idealista sensível criativo e espera sempre coisas boas do mundo das pessoas ela pode até ditar em Papai Noel em mágica mas em algum momento rola uma quebra um baque que deixa a pessoa tonta e faz com que ela reorganize a sua vida em torno de algo mais palpável mais sólido para não ser um fracassado a gente precisa de ordem Talvez esse jovem não consiga ser tão pragmático mas
pelo menos ele pode ser intelectual ou ele pode ser muito inteligente e racional ele pode defender opiniões ter o seu senso de moralidade mas em algum lugar dentro de si parece que aquele ser ainda resiste existe e ele precisa muito se expressar ele tá sendo reprimido isso gera um ressentimento um gosto ruim na boca em relação a tudo o encarar a realidade passa a ser usado quase como um instrumento de tortura contra si mesmo se punindo por não ser o que a realidade espera dele durante a maior parte da minha vida eu me defini como
uma pessoa mais racional mais cética muito apegada principalmente é uma ideia de Justiça de verdade mas foi quando eu percebi que tinha algo faltando nessa equação que eu comecei a mudar de perspectiva Eu sempre gostei de arte mas eu não conhecia a fundo o valor da beleza e nem o papel da ilusão eu tava lendo um livro de história da maquiagem e eu achava muito engraçadas as histórias mirabolantes ali nos anos 50 dos Desbravadores dessa indústria as mentirinhas inventadas para gerar um certo Fascínio sobre como eles Inventaram um determinado produto como eles cresceram dentro da
indústria e esse tipo de mentirinha é bem comum no Mundo da Arte você vê no cinema histórias do set de um filme tipo que um fantasma apareceu de verdade durante um filme de terror ou daqueles atores que emergem tanto no personagem que vão à loucura é difícil saber onde termina a verdade e onde começa mentira e essa é a graça claro que sempre vai ter um espertinho que vai querer apontar que ele percebeu eu sei que isso é uma mentira vocês não vão me enganar mas a grande maioria das pessoas tá sempre mentindo para si
e pros outros e se iludindo de diversas formas para conseguir viver nesse mundo tão difícil mas é preciso uma mente criativa e que não se leva a sério para pegar isso de uma forma autoconsciente e brincar e me entristece ver como tantas pessoas sensíveis e criativas se restringem para ser somente inteligentes e boas quando elas podem ser dinâmicas expressivas interessantes e mais ainda ver essas pessoas propositalmente rendidas à realidade cruel ao niilismo ao pessimismo muitas vezes por medo e por não se dar conta da força do próprio potencial criativo como eu me diverti fazendo e
pareceu funcionar também eu vou trazer de novo esse estilo fluxo de consciência conectando várias ideias com poesia com música com filme mas eu quero pontuar que aqui é o externamente não é o niet Na Mente Não É o Jung na mente ou ou seja por mais que eu tente caracterizar as ideias desses autores de uma forma adequada a minha prioridade é ficar livre para fazer essas associações de ideias e das coisas que eu reflito das coisas que eu leio com o mundo à minha volta com a arte então isso aqui tá longe de ser uma
aula e eu recomendo que você busque esses autores por conta própria Se você quer fazer suas próprias conexões eu vi o Boe falando numa entrevista sobre como um criativo precisa estar ali sem encostar os pés no chão ou seja fora da zona de conforto adentrando uma área fora do seu domínio da sua expertise se arriscando é tão legal ter mais gente aqui agora É como se eu tivesse inventado uma brincadeira e agora tem vários coleguinhas para brincar comigo eu não sei para onde eu tô indo Talvez eu seja meio doida mas me dê a mão
confia em mim no filme Uma rua chamada pecado ou um bonde chamado desejo Street Car name Desire de 1951 baseado numa peça de mesmo nome nós somos apresentados a personagem blanch que é uma mulher educada com uma certa classe e ela perdeu uma propriedade da família e vai atrás da sua irmã para passar um tempo na casa dela ela é uma mulher sensível Idealista é uma professora de literatura uma apreciadora das Artes e na casa da sua irmã Estella ela vai conhecer o seu marido O Stanley e a sua masculinidade de bem animalesca que já
chama muita atenção Logo no início ele é um homem mais rude de classe trabalhadora e ele já não gosta da Blanche logo de cara eles são totalmente incompatíveis são basicamente opostos ao longo do filme A gente vai conhecer mais sobre a história da blanch sobre um amor que ela perdeu sobre os Sofrimentos dela e essa tentativa dela de encontrar um lugar para ela uma segurança num novo amor a gente também vai acompanhar a maneira como O Stanley trata sua esposa Estella sendo inclusive violento fisicamente com ela mas também como a Stella Aceita isso e parece
até gostar disso de alguma forma ou se atrair por isso por essa agressividade primitiva do Stanley O Stanley também vai tratar muito mal a própria blanch ele fica profundamente incomodado com As Ilusões dela com as mentiras que ela conta as histórias românticas e Glamorosas que ela inventa as roupas dela e alerta de spoiler ele chega a ser violento mesmo com ela e ela é levada a um fim trágico há sempre muitos ângulos pelos quais a gente pode analisar uma obra mas aqui eu vou falar muito sobre fugir do Realismo puro e isso quer dizer que
eu não quero entender os personagens dentro de uma obra como imitações das pessoas de verdade ou uma representação do mundo real mas sim entender as coisas de uma forma também mais simbólica dentro do universo da própria obra então eu quero trazer uma interpretação da blanch como representante dos vestígios de um idealismo ingênuo e melodramático da aristocracia que por um lado pode irritar por conta até de um certo narcisismo infantil Mas por outro lado traz um senso de uma esperança quanto a possibilidade de ainda resistir no mundo atual algumas sensibilidade alguma beleza por outro lado O
Stanley aparece como o princípio da realidade em toda a sua dureza e sua brutalidade e não só isso pensando no contexto até social específico ele representa a classe trabalhadora emergente dos Estados Unidos e um tipo de representação ideológica até do sonho americano da ideia de você focar em trabalhar duro em conquistar o seu espaço e ele possui de uma certa forma uma uma força e uma vontade admirável Mas ele também é tão desprovido de qualquer abstração contemplação até de humanidade totalmente movido por impulsos de dominância impulso sexual e a forma como ele desconta essa energia
também no álcool que isso causa um desconforto a gente também poderia enxergar Estela como uma representação do próprio indivído comum um cidadão médio tentando conciliar esses dois lados da moeda tentando se encontrar Entre esses dois extremos do idealismo ingênuo e da realidade brutal e indiferente à nossa humanidade ao nosso sofrimento a Stella acaba escolhendo ficar do lado do Stanley e de um certo modo ela se rende se curva à realidade e eu também acho que é isso que nós como humanidade temos feito estamos rendidos à realidade e desistimos de lutar Eu recomendo bastante esse filme
aliás uma das coisas legais que você pode notar enquanto assiste é a diferença dos estilos de atuação do Marlon Brando que faz O Stanley e da Vivian Lake que faz a Blanche ela tem um estilo de atuação que é mais clássico mais teatral dramático que era mais comum naquela época ela é uma ótima atriz também e tem tudo a ver com o melodrama e essa vida ilusória fantasiosa da personagem enquanto o Marlon Brando tem um estilo que foi bem revolucionário de atuação e que acabou se popularizando muito né hoje em dia o predominante é o
estilo mais realista e ele tá completamente naturalista feroz ele brilha muito em tela é hipnotizante no texto the Decay of line do Oscar Wild ou a decadência da mentira eu recomendo não é um texto muito grande e ele é em formato de diálogo ele vai falar sobre como a gente se esqueceu da arte de mentir como não tem mais espaço para uma mentira bem contada pra boa mentira nos tempos atuais as pessoas mentem sim para se dar bem na vida para conseguir alguma coisa no trabalho mas as pessoas desaprenderam a mentir por mentir pela arte
de mentir ou seja fazer arte a arte aqui tá sendo colocada como uma mentira uma ilusão mas uma mentira boa e a arte não é não é aquilo que busca representar a vida real ou apresentar um espelho diante do mundo real é uma arte que consegue criar um universo todo o universo dela própria é uma arte que consegue dobrar a própria realidade para criar uma coisa nova mais bela de uma certa forma como se hoje em dia a gente não tivesse mais estimulando de nenhuma forma a nossa capacidade de imaginar como se a gente tivesse
atrofiando esse músculo da Imaginação enquanto a gente só exercita o músculo que consegue identificar Fatos e racionalizar enquanto antes digamos da morte de Deus anunciada pelo niet quando as pessoas viviam num contexto imerso pelos rituais pelas tradições ligadas ao próprio fazer existir religioso quando não se separava a experiência material de uma experiência transcendental era tudo meio a mesma coisa a imaginação também fluía muito mais livremente e a beleza também era mais presente no mundo as pessoas enxergavam tinham mais facilidade de enxergar a beleza e experienciá-lo e é um paralelo você enxergar a beleza na arte
e você enxergar a beleza na própria vida Wild vai dizer que a vulgaridade dos fatos puros está contaminando tudo não tem espaço para nada que seja puro estilo algo desinteressado não utilitário beleza contemplação ele diz que o comercialismo cru dos Estados Unidos seu espírito materializante e essa indiferença ao lado poético das coisas sua falta de imaginação e seus ideais inatingíveis ele critica até o herói da Nação George Washington por ele ser celebrado justamente por ser um homem incapaz de mentir Que absurdo que falta de imaginação e essa é uma perspectiva tão interessante e para explicar
melhor isso eu queria retomar algumas ideias que eu já trouxe aqui em vídeos anteriores mas eu quero remontar um pouco essa grande narrativa para contextualizar tudo eu vou trazer aqui a mesma dualidade sobre a qual eu falava porque eu acho que esse canal em grande parte é sobre a dualidade da vida do apolínio ou da ordem dos ideais do que é conceitualizado pela mente humana ou pela Consciência em si e do dionisíaco do caótico da natureza na terminologia que é usada de uma forma similar pelo niet então quando eu falo do dionisíaco eu falo da
Liberdade eu falo do Caos e dessa natureza desse estado de natureza amoral que é indiferente aos Sofrimentos humanos Então vamos pensar o homem só natureza sem o conforto e a segurança que a gente conseguiu desenvolver com o tempo né conforme a gente criou toda uma estrutura uma sociedade com suas leis regras limitações e um sistema que promove um certo tipo de cooperação bem específico que permitiu o desenvolvimento de muitas tecnologias o desenvolvimento ent da Medicina moderna antes a gente se cortava e daqui a pouco tava morrendo morria mais bebê do que crescia até os 5
anos não dá para negar que alguma coisa a gente ganha com essa ordem e com essa restrição a própria moralidade é a prisão que nos protege e nos dá segurança O problema é que isso pro Freud ele coloca que conforme o tempo foi passando o ser humano foi mais e mais se distanciando da natureza se protegendo cada vez mais e criando uma bar Ira enorme entre ele e os aspectos da sua própria natureza que são ligadas à sua mortalidade a sua natureza animal o seu inconsciente aquilo que ele não consegue controlar o ser humano moderno
tem muito medo da morte e a gente também se ilude com a nossa capacidade de ser puramente racional e aqui eu não quero falar sobre a existência ou a não existência de um Deus mas eu quero falar do que o Freud chamou de sentimento Oceânico quase um instinto que o o ser humano tem de buscar uma explicação como a de uma divindade uma sensação de que as coisas estão conectadas e é até uma necessidade que de alguma forma deixou de ser suprida nesse novo contexto nessa sociedade e é todo um zit gaste todo um espírito
do tempo que mesmo as pessoas religiosas em sua maioria também vivem essa mesma mentalidade racional do homem racional é daí que muitos pensadores incluindo o Freud incluindo o niet ressaltam esse papel da arte nos nossos tempos complicados O problema é que essa nossa forma de enxergar a realidade atualmente esse z gast é o que não nos permite experienciar a arte em todo seu potencial mesmo que a gente busque a arte é como se a gente não conseguisse alcançá-la isso tem a ver com quão atrofiado tá esse nosso músculo da Imaginação o quanto a gente tá
consumido pelo Realismo vulgar e pel pela nossa forma de pensar sobre a arte interpretar a arte que tá imersa nesse mesmo Realismo a gente espera ver um espelho dos nossos valores do nosso ego a gente espera uma coisa educativa e também somos muito iletrados visualmente simbolicamente a gente não entende as texturas os símbolos a gente não tem conhecimento de mitologia então a gente tá muito desconectado da própria tradição humana Isso dificulta a gente absorver toda as camadas de uma obra mas não só isso a absorver as camadas da própria realidade dificulta a gente ter o
material para construir a nossa própria realidade a nossa própria vida de uma forma que nos satisfaça usando não só a nossa razão mas também a nossa imaginação e a nossa criatividade como a citação que eu trouxe no último vídeo do SAD dizendo que a felicidade é um produto da imaginação é uma abstração eu associo a isso a gente tem muita familiaridade até com o valor da da Verdade e com a moral mas a estética a beleza é muito desconhecida pra gente e somos imersos num mundo de aparências de superficialidade mas não é disso que se
trata beleza que desperta os nossos sentidos de uma forma exagerada Extrema e a beleza sobre a qual eu tô falando é algo muito amplo ligado à arte e não só um ideal de beleza clássico também eu mesma sempre me atraí muito sempre gostei de me envolver com coisas artísticas mas eu levei muito tempo para perceber que eu tava muito bloqueada eu tava limitando a minha experiência com a arte eu não acreditava suficiente na mentira que a arte me contava eu não me deixava iludir pela arte suficiente e perceber isso foi uma coisa que mudou não
só a minha experiência com a arte mas com a vida sem beleza tudo é chato é intediante é uma cadeia infinita de causa e consequência então eu vou fazer isso para conseguir isso é puro utilitarismo e a gente até consegue se racionar buscar a verdade desenvolver uma opinião sobre as coisas mas esse valor puro sem equilíbrio se torna vazio vulgarizado e o artista muitas vezes um excêntrico né alguém que nunca se encaixou muito bem é alguém que se compromete bastante com o valor da Beleza tem um poema da Emily Dickinson e eu tô usando verdade
e beleza justamente por causa desse poema I died for Beauty morri pela beleza em que o eu lírico escreve estar num túmulo e a pessoa ao lado pergunta o que me Matara a beleza respondi a mim a verdade é a mesma coisa somos irmãos e assim como parentes que uma noite se encontram conversamos de jazigo a jazigo até que o musgo alcançou os nossos lábios e cobriu os nossos nomes a beleza e a verdade são iguais porque por mais que a beleza seja uma mentira uma ilusão ela contém nela uma verdade ela de algum modo
capta uma essência da existência ela pode apresentar uma verdade sobre o próprio funcionamento da consciência e isso me parece estar muito de acordo com a visão trágica de mundo do niet que não é uma visão pessimista nem é uma visão niilista e é uma busca pelo equilíbrio entre a ilusão e a verdade entre a oposição de Stanley e blanch é uma forma de superar essas contradições de equilibrar esses opostos nas suas palavras temos a arte para não morrer da verdade nós podemos de um certo modo priorizar um desses caminhos mas a gente acaba buscando um
tipo de Equilíbrio e no filme Uma rua chamada pecado Eu acho que o que a gente enxerga é como os extremos se degeneram o extremo da ilusão e o extremo da realidade crua a arte é uma luta contra a Natureza Contra o caos ou contra a realidade porque o ser humano Ultra civilizado Da nossa época ele é fragmentado ele tem muito medo da morte Ele tem muito medo de si mesmo e dos seus aspectos inconscientes irracionais e quanto mais ele tenta fugir disso e fugir de si mais ele é dominado por todo esse caos o
mal cresce nas sombras ora estamos imersos na superficialidade na ilusão de que o status de que a nossa posição social o nosso trabalho as nossas opiniões nos trazem a mortalidade ora estamos completamente submersos no caos no desejo na autodestruição no sofrimento emocional psíquico é uma época de Muita ansiedade de muita depressão a gente fica indo de um polo do Extremo ao outro a arte é uma forma de buscar ordem mas sem fugir do Caos sem tentar ignorar a realidade e fingir que ela não existe a arte é mais como se a gente olhasse no olho
da realidade e lutasse mano a mano com ela e quando a gente enxerga reconhece essa realidade a gente consegue usar o nosso potencial criador para moldá-la e fazer surgir algo de Belo a gente não deixa essa realidade nos dominar e leva ela assim tão a sério porque no fim das contas ela é uma matéria prima pra gente fazer a nossa arte eu tô tentando de alguma forma captar a essência do que eu entendo por tudo isso e para mim Não bastou ler sobre isso ou refletir sobre isso eu precisei experienciar pela arte mesmo e aqui
eu falo sobre músicos dos anos 60 70 porque eu acho que nesse período a imaginação tava sendo muito bem cultivada e havia toda essa ideia de expansão de consciência por exemplo que era levada muitas vezes ao extremo alguém que eu acho muito legal de trazer como exemplo para falar disso que seguiu esse caminho da Beleza o caminho da mentira e da ilusão para construir a sua Persona e para fazer da sua vida a sua obra de arte foi o David bowe ele era um músico mas tudo isso se mistura ava com quem ele era com
a vida pessoal dele era uma energia criativa um ímpeto muito poderoso que ele não reprimiu de nenhuma forma ele deixou fluir e Ele viveu uma vida super dramática pitoresca cheia de senso de humor ele não se levava tão a sério e se levar a sério demais é um pecado é um pecado gravíssimo dá para ver até por citações dele sempre fico espantado porque as pessoas levam a sério o que eu digo eu não levo a sério nem quem eu sou eu mudo muito de opinião normalmente Não concordo com que digo sou um grande mentiroso e
essa é muito boa também não sei para onde vou a partir daqui mas prometo que não será ent diante isso é muito Oscar Wilde o Oscar Wilde disse que a vida é muito importante para ser levada a sério e ele disse também que é um absurdo dividir as pessoas entre boas e mais as pessoas são encantadoras ou tediosas ele era muito engraçado eu sempre Rio lendo o ascard ele era um provocador né e ele também não se levava muito a sério e levava sua vida dessa forma como uma obra de arte e tem uma coisa
que ele afirma que é muito marcante que é que a vida imita a arte não é a arte que imita a vida porque para ele tudo começa a vida começa quando a gente começa a enxergar beleza é o tocar da nossa consciência sobre o mundo então tudo que a gente enxerga ao nosso redor foi idealizado conceitualizado por uma mente criativa digamos assim quase como se a gente fosse ensinado a olhar uma paisagem pelas pinturas os impressionistas da mesma forma como as pessoas se moldam e performam de acordo com tipos expressos anteriormente por artistas pela literatura
ele fala por exemplo do tipo jovem niilista deprimido vocês conhecem esse né que foi inventado por exemplo pelo dostoyevski o robespierre foi inventado pelo Rousseau somos atores nesse teatro e estamos aqui fazendo o papel por exemplo de um jovem verde não sei se você conhece o livro sofrimento do jovem werder que é um jovem deprimido sensível que tira a própria vida e muitos jovens seguiram arrisca os passos dele né Diz a lenda o indivíduo moderno também está aqui encenando Hamlet encenando os conflitos existenciais o Ser ou não ser e se a vida imita a arte
a gente precisa de mais referência de arte pra gente conseguir representar novos papéis pra gente ter mais criatividade mais imaginação pra gente criar a nossa obra de ar parte que é a nossa vida o David Boy se Dizia um colecionador de personalidades ele observava isso na música dele também né ele sempre via o que tava acontecendo no âmbito sonoro ao redor as inovações mas ele olhava muito as personas por exemplo o Wig Pop ou l Reid ele ia coletando essas referências para ampliar os horizontes e assim Ele criava os seus próprios personagens o Shakespeare disse
que a vida é uma peça e nós somos os atores o os vai dizer que sim a vida é uma peça mas os atores em geral São péssimos e o David boow era um ótimo ator e eu acho que mais pessoas deviam aspirar a se tornar bons atores e brincar um pouco com essa Persona com o fato de que a vida o meio social é cheio de hipocrisia é cheio de mentira ao invés da gente ficar frustrado por causa disso a gente usar a arte para subverter isso a gente combater a mentira utilitária a mentira
ruim com a mentira boa nesse modo de viver em que só existe o realismo vulgar não há prazer no ato de viver em si só no conquistar algo tudo é para alguma coisa eu tava rindo lendo esse texto the Decay of line do Oscar Wild e eu queria trazer alguns trechos nesse diálogo entre Siro e Vivian Vivian tá descrevendo um artigo que é um protesto contra a realidade que ele tá escrevendo ele fala da decadência da mentira de como uma mentira perdeu o seu espaço no mundo atual e ele vai falar da natureza como essa
coisa caótica sem forma imperfeita e ele diz que quanto mais a gente estuda a arte menos a gente quer saber de natureza a natureza é monótona crua interminada ela tem boas intenções mas como Aristóteles já disse ela não pode levá-las adiante Mas que bom que a natureza é tão imperfeita senão a gente não teria arte Que bom que a realidade é uma droga a arte é o nosso prot espirituoso Nossa tentativa de ensinar a natureza o seu devido lugar através da arte a gente não está se curvando diante da realidade A gente não está como
a Estela se submetendo aos abusos do Stanley para fazer qualquer coisa na vida a gente precisa se iludir até certo ponto pra maioria das pessoas isso é quase uma segunda natureza as pessoas nem pensam antes de se iludir mas eu acho que algumas pessoas mais sensíveis se desconectam desse instinto eu acho que as novas gerações parecem mais desconectadas dele também e esse niilismo de um jovem Idealista sonhador que se tornou reprimido e moralista quando ele se deparou com a dureza da realidade é um aprisionamento assim da própria alma para fazer esse vídeo aqui eu precisei
me iludir bastante sobre eu ter algo a dizer sobre eu entender alguma coisa do que eu tô falando sobre ter algum sentido em eu compartilhar com alguém tudo isso e há um tempo atrás eu acho que eu não teria a capacidade de me iludir a esse ponto mas chegou um momento em que eu cansei de me inspirar no rask nikov num personagem do dostoyevski eu cansei de me inspirar num personagem do Kafka ou no verder e eu resolvi me inspirar sei lá no David boowy por exemplo no Oscar Wild e atuar nesse papel tá sendo
bem mais divertido assim como quando a gente vai ler uma obra clássica eu acredito que não existe spoiler a gente pode saber de tudo que vai acontecer toda a estrutura da história o final mas isso não tira em nada da nossa experiência de entrar em contato com o texto em si ou com a obra em si porque a essência da coisa não tá em conhecer a lógica e a sequência dos fatos a causa e consequência está em experienciar tudo que aquela obra tem a nos oferecer todas as Sensações que ela nos causa cada imagem cada
símbolo cada palavra e eu acho que a vida deve ser vista da mesma forma a gente tem um spoiler bem grande de como vai acabar tudo isso pelo menos aqui na terra né Depende da sua perspectiva Mas isso não deve tirar em nada da experiência de viver o homem trágico do niet não é um pessimista porque ele enxerga a tragédia da vida mas ele abraça essa tragédia ele vê a beleza dela e luta contra ela até o fim mesmo Já conhecendo o final