A gente vive no momento mais estranho da história da criação. Nunca foi tão fácil criar e nunca foi tão difícil fazer algo importar. Hoje qualquer imagem pode ser gerada, qualquer voz pode ser simulada, qualquer ideia pode ser imaginada por um computador.
Tudo pode ser feito, mas nem tudo merece ser feito. 2026, saber usar uma ferramenta não vai ser o diferencial de ninguém. A técnica vai ser o básico e a estética vai ser consequência.
Afinal, o jogo muda quando todo mundo consegue fazer. Apesar do título, esse daqui não é um vídeo sobre tendências. É uma investigação sobre o futuro da criação no mundo onde tudo parece possível, [música] mas quase nada parece real.
>> Seja bem-vindo ao Audiovisual em [música] 2026. Eu tenho plena certeza que na última semana você provavelmente acreditou num vídeo que logo em seguida você descobriu o que era inteligência artificial, seja um meme, uma piadinha ou às vezes até algo mais sério. Fato é que em 2026 tem tudo pra inteligência artificial generativa ficar cada vez mais indistinguível da realidade.
Ou seja, existe uma corrente de pensamento que diz que a evolução tecnológica cresce de forma exponencial, ou seja, quanto mais o tempo passa, mais rápidas as evoluções vão acontecendo. Que isso quer dizer? É que é basicamente inevitável que a inteligência artificial generativa se torne mais realista.
E temos o agravante perigoso no Brasil. 2026 é ano de eleição, então com certeza a IA vai ser usada pro bem e [música] pro mal. E sim, em 2026 vão surgir cada vez mais opções, cada vez mais versões, formas variadas de criar cada vez mais coisas diferentes.
A gente é capaz de criar vídeo, imagem, áudio, texto, código de programação. Daqui a pouco pode ser que a inteligência artificial esteja atuando fora dessa barreira digital e criando coisas físicas através da impressão 3D, por exemplo. Por que não?
Eu sei, parece loucura, mas se a gente for olhar paraa velocidade que as coisas acontecem, a Google lançou o Nano Banana, que é um gerador de imagens há poucos meses atrás, veio atualizando, atualizando, atualizando. Dois ou três dias antes de eu gravar esse vídeo aqui, a Open AI foi lá e lançou uma atualização pro chattar imagens melhores para competir com o Nano Banana. Onde você acha que essa competição vai levar a gente?
Para para pensar o que antes a gente precisava entrar num site específico para gerar um texto, uma imagem. Agora a gente consegue fazer dentro do WhatsApp com acesso para qualquer pessoa que usa essa ferramenta, incluindo os nossos pais, por exemplo. Mas tem um porém nisso tudo.
É possível que essa tecnologia fique cada vez mais cara. E a gente deve começar a observar isso em 2026. A própria Open AI divulgou o resultado financeiro que eles tiveram nesses últimos anos e uma projeção pros anos futuros.
E a projeção não é nada boa, porque eles estão tendo um prejuízo gigante. Os acionistas já ligaram o modo de alerta. Isso vai ter um impacto na forma como a gente se relaciona com essas ferramentas e na disponibilidade delas pros usuários comuns.
O ponto chave é que a IA deixa de ser espetáculo e vira infraestrutura, como é a internet, como é um computador, uma câmera, o software de edição. Em 2026, saber usar IA não vai diferenciar ninguém. O diferencial tá no que você pede, no que você aceita e no que você rejeita gerar com inteligência artificial.
Sabe qual que vai ser a disputa de 2026? Não vai ser por técnica, por estética. Os criadores vão competir por atenção e mais do que isso, curadoria.
A habilidade de saber o que é bom e o que não é bom. A intenção e a sensibilidade são outras duas coisas essenciais para 2026. Afinal de contas, como saber o que é bom e o que não é se você não tem bagagem, não tem repertório e não tá sensível às emoções naquilo que você tá criando e que você quer gerar na pessoa que assiste?
Para mim, a gente tá caminhando para um cenário muito claro, onde a não vai mais ser uma protagonista, de fato, mas sim uma auxiliar invisível que vai estar tão presente nos processos quanto a nossa própria criatividade. Talvez. Você tá entendendo como isso muda o papel do criador?
A gente deixa de ser um mero operador ou executor e passa a ser um editor. Mas uma coisa que eu sempre acreditei e defendi desde quando o hype da inteligência artificial começou é de que a IA é uma ferramenta auxiliar. Eu acho que é nisso que a inteligência artificial vai atingir o ápice no ano que vem.
Com certeza vão surgir muitas novas opções que vão ajudar em partes do nosso processo criativo e não necessariamente realizando todo o processo por nós. O erro mais comum que vai ser cometido ano que vem é o de achar que a IA vai criar por nós, achar que ela vai criar repertório pra gente, criar uma visão única pra gente ou criar a nossa própria identidade. Cara, a não cria ponto de vista, não cria tensão narrativa, ela replica padrões, é estatística e não criatividade.
Os bons criadores vão usar IA cada vez mais para ganhar tempo, aprofundar ideias, fazer pesquisas, testar hipóteses e, para mim, o principal, errar rápido, descartar as ideias que não valem a pena ser levadas pra frente. Afinal de contas, com inteligência artificial, a gente precisa de menos recursos para poder transformar em realidade as ideias estão na nossa cabeça. Agora, os criadores fracos vão usar a inteligência artificial como uma muleta.
vão usar para substituir seu próprio pensamento, seu julgamento, vão padronizar o discurso, criar conteúdo genérico. E falando sobre isso, já tem até um nome para isso na gringa. Eles chamam de AI slop, que é literalmente esse monte de conteúdo de baixa qualidade que tá sendo gerado a torto e a direito, sem intenção nenhuma.
Depois dá uma pesquisada sobre a teoria da internet morta para você entender as possíveis implicações disso no futuro próximo, tá? Não vou entrar muito nesse assunto aqui porque esse não é um vídeo só sobre. Um estudo científico provou há um tempo atrás que pessoas pouco criativas não se beneficiam com a IA, mas quem tem inteligência e criatividade para usá-la é que vai desbloquear seu potencial máximo.
Então assim, a Ia amplifica quem você já é e em 2026 isso vai ficar impossível de esconder. Esse crescimento absurdo da IA gera um movimento contrário inevitável e que já está acontecendo, já é perceptível. As pessoas passam a rejeitar a perfeição e abraçar o erro, o processo, o bastidor.
O nosso cérebro se cansa de ver a mesma coisa sempre. Nós gostamos do contraditório. A gente quer entender o contexto.
As pessoas não querem só a resposta pronta. Elas querem ouvir as experiências. Elas querem histórias reais com camadas reais.
Mas antes da gente continuar nessa reflexão, que é um exemplo de como a IA vem para ajudar no nosso processo criativo, tem um lugar com o agente de IA pronto para trabalhar com você, com COP, estratégias de marketing, criar anúncios e até criar o teu próprio site. Esse é o Gator, o agente de inteligência artificial da Host Gator, criado para te poupar tempo e facilitar a sua jornada empreendendo digital. São várias funcionalidades prontas para você usar em poucos cliques, como criador de anúncios, que gera ideias e sugestões de criativos para você usar em tráfego pago, o criador de sites, que te ajuda a montar um site do zero, mesmo que você não saiba nada sobre esse assunto, e até o agente de campanhas capaz de criar campanhas publicitárias de e-mail e WhatsApp para você ou para os seus clientes.
Vale muito a pena testar nos planos que t inteligência artificial disponível na Hosgator. que eu tenho que te dizer que a Hush Gator está patrocinando esse vídeo aqui e eles são parceiros da Brainstorm Academy, então você pode confiar. Tem o link aqui na descrição para você testar esses agentes e se você é aluno da Brainstorm Academy, tem um benefício exclusivo lá no nosso clube de benefícios.
Se o ser humano começa a rejeitar aquilo que nós sabemos que foi fabricado, a consequência é uma ânsia pela realidade. [música] É por isso que a gente observou durante 2025 os documentários, séries documentais e obras de ficção baseadas em eventos da vida real crescerem tanto, principalmente nos streamings. As plataformas já perceberam isso e uma pesquisa feito pelo Business Researching Site apontou que ao longo de 2025 as plataformas aumentaram em 44% a oferta desse tipo de conteúdo no seu catálogo.
Em pesquisas com assinantes, cerca de 65% das pessoas apontaram que gostam desse tipo de conteúdo. 2026, o nosso conteúdo vai precisar ser menos autoritário, no sentido de eu tô aqui no alto do meu conhecimento, passando para você que tá abaixo de mim algo que você ainda não tem acesso. Conteúdo precisa ser mais documental, é sair do eu sei para o estamos descobrindo isso juntos ou como nesse vídeo aqui, estamos investigando [música] isso juntos.
O conteúdo dos seus clientes vai ter que ser cada vez menos performático e cada vez mais vida real. Isso não significa que ele não vai precisar ser bonito, que você tem que abandonar a estética. [música] Ele só vai precisar ter um sabor muito mais próximo da vida real.
Literalmente ser um vídeo mais realista, menos plástico, ser realo, íntegro, contextual [música] e mais do que tudo isso, intencional. E do mesmo jeito que o público se cansa daquilo que é muito plástico, daquilo que parece irreal, nós criadores também já começamos a sentir esse mesmo cansaço, sabe? Então, a gente soma o esgotamento do criador com o esgotamento do consumidor.
Qual que é o resultado? Uma outra tendência, as criações lowfy, que vem do termo low fidelity ou baixa fidelidade, onde basicamente nós abrimos mão daquele cuidado exagerado com todos os detalhes e com aquele excesso de informação para focar em outra coisa. O Lofiurtinou uma necessidade básica do ser humano, a autenticidade.
E é isso que as suas criações têm que transmitir no ano que vem. os porquês se tornam muito mais importantes [música] do que os como não tô falando apenas sobre os temas, sobre os assuntos, as conversas e também não tô falando de estética, tá? Necessariamente.
Eu tô falando de pose, de intenção, de verdade naquilo que tá sendo dito, sabe? São menos estímulos, é menos dopamina barata e mais profundidade, o que nos leva diretamente [música] ao que eu quero te explicar em seguida. Para mim tá mais do que claro, profundidade é o caminho para 2026.
Eu não sei [música] vocês, mas esses vídeos que aparecem na timeline com três dicas, o hackzinho, o passo a passo, cara, [música] isso não me chama mais atenção, não me pega mais. E com outros criadores que eu converso, com outros consumidores e até mesmo clientes nossos, todo mundo tá com essa mesma sensação. Então já tá mais do que claro que a gente tem uma mudança na forma de consumir, né?
As pessoas que estão dispostas a te acompanhar em 2026 querem densidade, querem discussões que realmente as façam pensar. É o que eu tô tentando provocar em você desde o começo desse vídeo. A nossa lógica de pensamento como criadores precisa mudar pro ano que vem.
Nós precisamos dar motivos pras pessoas voltarem. Até então, sempre esteve em alta a busca incessante pelo viral, o vídeo que a gente publica e que vai estourar, atrair milhões de pessoas. Mas a pergunta que a gente precisa se fazer para 2026 é: [música] beleza, atraímos essa galera, mas e se elas não voltarem?
O jogo em 2026 vai deixar de ser essa busca incessante pela viralização e vai passar a ser tentar criar hábito na nossa [música] audiência. Cara, para e pensa do que que adianta alcançar 1 milhão de pessoas se elas não voltam no próximo post. Vou te dar alguns exemplos que eu acho bem interessante.
Você com certeza já viu algum vídeo daqueles debates que acontecem no canal Foco, né? Não sei se você gostou ou não gostou, mas a verdade é que muita gente gostou e essa galera fica retornando ao canal. Por quê?
Por dois motivos. Primeiro, para saber quem que é o próximo convidado e segundo, para saber qual que é o próximo tema do debate. Tanto é que surgiram um monte de outros canais fazendo esse mesmo formato com outros temas, outros convidados.
Esse formato virou até meme. Gente fazendo piada com 30 editores do Premiere. versus um edit torno da 20, né?
Isso é gerar hábito. Outro exemplo muito legal, não sei se você conhece, é Jenny Keller. Ela é uma criadora focada em fazer transformações em ambientes, né, com pintura, reforma, etc.
E ela criou uma série que ela chamou de Jenny a obra, que ela visita outros criadores e reforma o ambiente ali da casa deles. E o conteúdo dela é sempre seriado. A gente quer saber como a reforma vai ficar no final.
A gente quer saber quem que é o próximo convidado. [música] Sabe por que que isso acontece? Porque hábito vence a tensão o tempo inteiro.
Só que tem um detalhe muito importante. Os formatos em 2026 tendem a se esgotar mais rápido do que o normal, principalmente por causa do efeito de rede. Pega essa ideia dos debates, por exemplo, quantos outros canais além do canal foco você já não viu fazendo esse tipo de debate?
Daqui a pouco ninguém aguenta mais. E, infelizmente, isso vai acontecer mais rápido ainda no ano que vem. E com base em todas essas coisas, que a atitude que a gente precisa tomar para 2026?
Eu confesso que eu não consegui encontrar uma resposta que vai servir para todos os casos, mas eu diria que se você quer de fato viver como um criador, seja para você ou para clientes, usando o audiovisual como meio para isso, você precisa entender que a resposta está na conexão humana. Tudo isso que eu falei aqui ao longo desse vídeo não foi para defender um ponto de vista, defender a inteligência artificial, atacar a inteligência artificial, mas foi para te mostrar que na última linha, depois de todo o contexto, o que sobra são as coisas que só nós, enquanto seres humanos, podemos experienciar. [música] a emoção, a sensibilidade, a verdade, a realidade.
Para mim tá mais do que claro que [música] quem vai dar certo em 2026 vai levar muito essas coisas em consideração na hora de criar. Por isso que para esse último take aqui, eu resolvi mostrar meu ambiente todo, sem ter medo de esconder a luz, de esconder [música] meu monitor de referência ou a bagunça que tá em cima da mesa. Essa é a verdade que eu tô vivendo aqui.
E eu sinto que a partir de agora você precisa começar a mostrar isso sem medo. E reitero, isso não significa ser ruim, ser feio, não ter estética. Pelo contrário, isso é que continua chamando atenção e passando cada vez mais valor nos vídeos que você faz.
Mas é que isso não vai mais te diferenciar. Se antes um vídeo bonito era o que saltava os olhos e fazia as pessoas assistirem até o final, 2026 com certeza isso não vai acontecer. E você, o que acha disso tudo?
Essa é a minha visão e a visão da Brainstorm Academy para um ano que nós estamos torcendo que seja de muita criatividade para todos nós, que você possa criar sem medo, sem amarras e criar aquilo que de fato pode elevar a tua vida para um outro nível, pessoalmente e profissionalmente falando por não. Esperamos que você continue com a gente ao longo de 2026. Obrigado por acompanhar a gente em 2025 e a gente se vê no ano [música] que vem.
Um forte abraço e até lá. Tchau.