No ensino médio, o que aconteceu? Olha, eu fui morar em Maceió. E aí, eu comecei a fazer teatro lá com os grupos.
E aí, teve um grupo da faculdade que foi montar o "Pagador de Promessas" com Sabino Romariz, que era um radialista famoso lá na cidade. Ele foi dirigir; era o grupo da faculdade. Só que o que acontece?
Naqueles tempos, de 1967, tinha um preconceito muito grande, principalmente saindo fora dos centros, Rio e São Paulo. E nenhuma menina na faculdade quis fazer o papel da prostituta, sei, com medo de ficar marcada. Ah, e aí, como eu já fazia teatro ali, o pessoal falou assim: "Vamos chamar aquela menina que veio do Rio de Janeiro, que eu acho que ela vai topar fazer.
" E eles foram na minha casa pedir para o meu pai, porque eu tinha 16 anos, né? Era menor de idade. Meu pai teve que autorizar, passar pelos juizados menores.
Teve até que passar pelo Juizado. Autorizou. Teve que passar pelo.
. . em plena época da ditadura, você entendeu?
Eu, com 16 anos. Que ano que era? Mais ou menos 1967.
E aí eu fui fazer o papel de Marle, do "Pagador de Promessas", e nós tivemos cerca de 17 apresentações no teatro municipal. E ainda viajamos para o interior. A gente recebia convite, por exemplo, de uma prefeitura.
Eu lembro bem que a gente foi para Arapiraca, uma cidade de lá, convite do prefeito, e ficamos hospedados na casa dele né, para nos apresentarmos. Acho que teve duas apresentações em dois dias. Assim, porque a peça fez muito sucesso, né?
E você já sentiu essa questão do preconceito nesse momento? É, sim. Mas só ali naquele momento, dessa questão dos colegas que não queriam participar.
Mas e depois, durante o desenvolvimento, quando a gente estava lá fazendo a apresentação, veio uma companhia de teatro de revista do Rio de Janeiro para se apresentar lá, e uma das dançarinas ficou doente. E o diretor foi me convidar, né? Que legal!
Mas o Sabino Romariz ficou furioso com ele, né? Porque ele foi me convidar porque eu fazia prostituta, você entendeu? Então ele falou: "Ela vai tomar.
. . " Mas então, quanto tempo depois foi isso?
Foi durante a temporada. Nós estávamos lá fazendo a nossa temporada e eles iam. .
. nós apresentávamos, por exemplo. Mas você já estava casada?
Não, não estava. Então, você namorava? O que você falou?
Não, não namorava ninguém. Mas então, quem ficou bravo? O diretor?
Ah, o diretor, Sabino, né? O diretor, porque ele achou. .
. Eu tinha entendido que ele. .
. meu marido. .
. pera aí, que tá acontecendo? Sabino, porque ele achou que o diretor desse teatro de revista só tinha ido me convidar e não convidou nenhuma das outras moças da peça.
Porque eu fazia prostituta. Então ele sentiu o preconceito ali e sentiu que o cara estava interpretando de outra forma a minha atuação, né? Então, não.
. . não permito, porque ela está sob a minha responsabilidade, com o pai dela trouxe ela aqui, né?
O Juizado de Menores autorizou, ela não pode ir de jeito nenhum ao teatro de revista, né? Então, preconceito nesse sentido, quer dizer, já associaram, né, a personagem que eu fazia, que era uma prostituta, à minha pessoa de atriz, né? Entendi.
E depois dessa peça, o que surgiu mais? Depois dessa peça, eu já aí eu me casei. Entendi.
Casei, fui morar em Campinas, aí eu fiquei 8 anos afastada. Parei de estudar também. Meu pai queria muito que eu fizesseenso, mas eu não tinha vocação.
Admiro demais quem tenha, né? Acho uma dádiva de Deus mesmo alguém seguir essa carreira tão necessária, tão necessária. Mas eu queria fazer teatro.
Então, enquanto eu não entrei na faculdade de artes, eu falei: "Só faço faculdade de teatro. " E a única faculdade que tinha, na ocasião, a nível superior de cursos de artes cênicas, era a Unirio, no Rio de Janeiro. Era a única.
E até que eu consegui ir para lá, né, fazer a faculdade. Eu não quis mais estudar e também não quis teatro. Tinha um marido bem ciumento, né?
Aquelas coisas. Uhum. Mas depois de, assim, 8 anos, né, ele acabou concordando, porque "ou você concorda ou você perde a mulher", né?
Então fica esperto. Ah, e aí eu fui e fiz a Unirio, tranquei a matrícula, vim para São Paulo. Foi quando eu fiz o último carro.
Quando eu fiz o último carro, eu recebi vários convites de empresários de cinema, de teatro, né? Mas eu estava com a matrícula trancada. Eu queria concluir.
Aí eu voltei para o Rio, sim, e não fiz. Mas foi na época também que eu me profissionalizei, que saiu a lei, né? E então eu me profissionalizei, tirei o meu DRT, que é o registro no Ministério do Trabalho, antes mesmo de concluir a faculdade.
Entendi. Mas aí voltei para o Rio, fiz algumas peças lá, algumas coisas. E aí eu entrei em um grupo de teatro infantil, me apaixonei pelo teatro infantil e fui fazer uma pós-graduação nessa área, por Literatura Infantil.
Você fez teatro infantil na especialização Literatura Infantil na Unirio mesmo? Não, não, na Federal, na Federal do Rio de Janeiro. É, a Unirio é estadual e eu fui fazer na federal.
Certo. Por quê? Porque nós tínhamos muita dificuldade de textos naquela ocasião, né?
Textos viáveis para você fazer com uma pequena produção. Não era. .
. você olhava que exigia, assim, um grande patrocínio que nós não tínhamos, ou histórias, assim, que não eram exatamente o que eu queria conversar com as crianças, né? Então, eu fui em busca de instrumentos para desenvolver meus próprios textos.
E aí, quando eu vim para Sorocaba. . .
E lá eu já montei também a companhia, fazendo a primeira versão da cantoria. O palhaço, sim, tá. E aí, quando eu vim para cá, também já trouxe uma peça que era o Círculo do Cartola Maluco, que o Mantovani veio trabalhar com a gente.
Certo? Eu estava grávida de 9 meses. Meu filho, por uma semana, não nasceu no palco, que nós fizemos várias apresentações aqui.
E aí eu voltei pro Rio, né? Porque eu pari lá, mas eu estava aqui com o Mantovani. O Mantovani fazia um sapo na peça.
Tem uma semana que você voltou pro Rio, daí teve lá. . .
é, e o Mont fazia um sapo na peça, né? Tem foto dele, assim, todo de verde, sabe? Aquelas coisas.
E era bem legal, bem legal. E aí, depois, acabei. .
. lembra qual que foi essa peça? O Circo do Cartola Maluco, que o Mantovani fez, né?
Essa primeira. Mas eu já tinha trabalhado anos antes com ele, porque meus pais moravam aqui, eu estava no Rio e vinha visitá-los. E aí eu fui.
. . ele pediu para eu fazer a sonoplastia do seu Tipo Inesquecível, né?
Que ele fez com Hilário Fioravante? Com Hilário, sim. Com a Maria Helena.
A Maria Helena também, que depois foi Se Bonadio, né? Isso. E, então, trabalhava a Débora Brenga na iluminação.
Eu fiquei com a sonoplastia, sim. E acho que a Edna trabalhava na produção. Sei que a Edna, nessa época, dava aula para mim também, na faculdade.
E aí, como é que era feito isso? Com um gravador de rolo incrível que era. E aí fazia a gravação.
E não tinha, assim, o. . .
eu tinha que ver no marcador, né? Anotar no papel para, quando chegasse naquilo, cortar e depois abrir. Só que aquilo era assim, mais ou menos, sabe?
Preciso, né? Então, sempre tinha que ficar com som baixinho, porque podia não entrar música ou entrar antes da hora ou muito rápido. Então, foi tudo feito de forma artesanal.
As gravações eram feitas direto assim de um aparelho de som. Você colocava lá o long play, né? Ou, se você não tinha música, colocava na rádio e gravava direto pro gravador.
Se o cachorro latisse na hora, o galo cantasse, ou você começava tudo de novo ou inseria isso como parte do processo, né? Era uma coisa bem rudimentar, mas foi muito legal, muito gostoso, muito bom mesmo, né? E, em seguida, voltei pro Rio e fiz outros espetáculos lá e concluí a faculdade.
E aí, depois, vim para Sorocaba. Em 89, eu vim para Sorocaba, porque eu estava com meu filho com 2 anos. Sim, e eu fazia teatro lá, e era assim, uma preocupação, porque eu deixava ele na creche, né?
E aí, eu às vezes ia fazer um espetáculo em Campo Grande, longe, pegando ônibus, trem, metrô, sabe assim? Sim, várias conduções. E aí teve um dia que.
. . levando o seu filho junto deixava ele na creche.
Era uma creche ali, Bom Viver, Bem Viver, acho que chamava, ali da esposa do Rogério Fross, inclusive. Fica numa rua próxima da São Clemente, onde eu morava. Uma creche boa, mas que tinha um horário, né?
E aí uma vez, o ônibus quebrou, não sei. Eu estava muito longe, né? Não tinha Uber nessa época.
Mesmo que tivesse, eu ia deixar tudo que eu ia ganhar lá pro Uber, né? Porque eu ia longe. Caramba!
Aí, gente, a creche, acho que ficava até 7 horas, alguma coisa assim. E eu cheguei às 7:30, corri na creche. Tudo fechado, né?
Aí o vigia falou assim: "Ah, uma senhora veio buscar. " Eu falei: "Meu Deus, será? " Aí liguei, né?
Pra minha sogra, não tinha sido ela. Que senhora que tá com o meu filho? Era minha vizinha.
Olha, eu tinha deixado o nome dela no contato, que eles pedem, nem lembrava, né? E eles ligaram pra ela, e ela foi buscar ele na creche. Estava na casa dela, ela é vizinha de prédio, de apartamento, né?
Mas essa tensão, né? Que se fica, né? Não falei: "Ah, então, acho que eu vou.
. . minha família tá lá em Sorocaba.
Eu vou pra cá pra ter mais infraestrutura", que a minha sogra trabalhava o dia inteiro e fazia faculdade à noite, né? E era bastante complexo isso, né? E aqui como que foi?
Ah, aqui eu cheguei e falei: "Meu Deus, o que que eu vou fazer? " Porque lá eu produzia uma peça, eu ficava um ano, anos, com a mesma peça, apresentava em condomínios, festas de aniversário, escolas, clubes, teatro, com o mesmo espetáculo, que a cidade era grande, comportava. E ganhava alguma coisinha legal.
Sim, ganhava, sobrevivia disso. Sobrevivia disso. Aí cheguei pra cá e falei: "Agora eu vou montar uma peça aqui", que não tinha patrocínio.
Tinha que correr atrás das coisas. Não vai dar tempo de eu recuperar o que eu vou investir, porque a cidade é menor, vai esgotar muito rápido, não vou ter como ficar um ano com o mesmo espetáculo, né? Aí fiquei pensando, pensando.
Aí fui trabalhar na livraria pedagógica, na livraria, né? Fui coordenar a livraria, porque eu tinha feito a literatura, né, no pós-graduação. Fui pra lá, fiquei uns tempos lá e aí saí de lá e montei um bar chamado Emoções Reais.
Emoções Reais. É porque eu pensei: "Olha só, ah, tinha música a música do Roberto Carlos, né? Emoções", que a minha sócia adorava, "em Reais", porque eu falei: "Tem a padaria real, que deu super certo", e ela queria emoções.
Eu falei: "Não, pode ser Emoções Reais, né? Vai ser Emoções Reais. " Por isso que ficou esse nome.
Durou quanto tempo? 5 meses. Bom.
E a próxima investida pra ganhar dinheiro, qual foi? Essa daí não deu certo, né? Eu descobri.
Que eu gostava muito de ficar em bar, não de ter bar, né? Aí sim, aí eu montei e fui convidada para fazer também um trabalho numa agência sobre um curso de modelos para comercial de televisão. A partir daí, depois que acabou o curso, né?
Eu estava ainda com o espaço do bar que tinha sido fechado, com as coisas todas lá, dava para usar, porque o pessoal começou a falar: "Não vai ter mais? A gente queria mais curso, queria mais aula. " E aí eu montei a primeira oficina das Artes.
Foram três lugares. Quanto tempo durou a oficina das Artes? Dez anos!
E o que normalmente você fazia lá? Olha, eu tinha vários professores. Era uma proposta diferente, era um curso livre com duração de um ano, mas tinham alunos que ficavam dois, três, porque nós fazíamos montagens diferentes e trazíamos pessoas, né?
Eu era uma das professoras. Quem mais dava aula lá com você? Montovani, tá.
O Dado Carvalho, Ivaldo. O Ivaldo dava aula de teatro brasileiro, a Esmia Rogi, que de preparação corporal. Esmia fez a Moreninha, toda a preparação da Moreninha, do Noviço, né?
E Marcelo Marra, que dava aula de canto. E quem mais dava aula assim? Fix!
Nós tínhamos oficinas, fazia oficina de máscara, né? Quem fez uma oficina maravilhosa lá foi a Nancy Caplan. A Nancy Caplan fez uma oficina em que trabalhou com as crianças uma massinha artesanal com sal, farinha de trigo, e fez a modelagem, orientando as crianças na modelagem das peças.
E aí fizemos uma exposição com as peças confeccionadas pelas crianças que era um presépio, né? Que já estava se aproximando o final do ano. Então, ela trabalhava também as relações das histórias com a produção artística, né?
Era muito legal. O Zé Henrique de Paula deu uma oficina lá de cenografia, verdade? Olha só, eu não lembrava.
O Lourival Mafei deu uma palestra lá, sim, porque o Lourival, na verdade, era um engenheiro, mas ele era agitador cultural, adorava teatro. Então, ele deu uma palestra sobre os teatros na Europa, onde ele tinha viajado e conhecia, ele e a esposa, né? Nossa!
Então, ele tinha um material de fotografias, slides, foi muito legal. E aí, o Deda deu uma oficina também. O Deda Benedete, né?
Sim, o Benedete, que era exatamente assim: como você deve preparar o seu material para você mandar para as mídias, né? Para as mídias publicarem, que não tinha essas facilidades de hoje em dia, né? Como você mandar foto?
Não podia mandar a mesma foto para dois jornais. Eu mandava diferentes as fotos e avisava: "Ó, exclusiva para você, pode publicar. " Eu fazia releases diferentes, porque nem sempre os jornalistas teriam tempo de ler, decodificar aquilo e reescrever com suas próprias palavras.
Então, mandava releases diferentes. Tudo eu aprendia com Deda, entendeu? Então, quer dizer, nós trouxemos muitas pessoas e outros grandes profissionais também, né?
Nossa, grandes profissionais que agitaram bastante. Quem participou da oficina das Artes? Nossa, aproveitou bastante.
E logo depois você já foi para a Grande Hotel? Sim. A Grande Hotel foi a primeira vez que eu participei.
A abertura do primeiro Terra Rasgada. Eu fui convidada, minha escola foi convidada para fazer a abertura do primeiro Terra Rasgada, esse primeiro que tinha aquele globo todo que a Lul Cílio fez, lembra? Fez um negócio de jornal maravilhoso.
Nossa! Maravilhoso! A Nea fez um trabalho lindo, foi destruído logo em seguida, no último dia, porque não tinha para onde guardar.
Que coisa louca, né? Aquilo de lá é uma obra de arte, né? Uma grande obra de arte, lugares pros acervos aqui em Sorocaba, né?
E isso aí, não só lá na prefeitura, em vários lugares. Mas lembro bem. Eu sei que meus alunos vieram do ponto de ônibus que tem ali na Fariba Araúna.
Eles vieram de lá todos vestidos de preto, com uma vela na mão. E eu tinha feito um trabalho ali dentro, uma oficina junto com a Marl Madia. O trabalho dela era sobre Aparecidinha, a santa.
Então, nós fizemos um andor com terra, né? Que seria Terra Rasgada. E meus alunos vieram carregando, né?
Aquilo andou com a terra mesmo. E aí chegamos na porta da Grande Hotel, abriram a porta, estava aberto. A primeira Terra Rasgada com a terra.
Aí o público foi todo atrás da gente, nós passamos na sala onde estava a santa que a Marl e outras companheiras de artes plásticas lá tinham feito uma santa mesmo, colocaram em cima da terra. E aí subimos até o palcão, em cima, né? E aí colocamos o andor no chão do palco, com a terra e a santa em cima, né?
Então, foi uma performance maravilhosa e eu tive essa honra de abrir o primeiro Terra. Foi linda! Terra Rasgada!
Como fez falta! Nossa, essa casa, nossa, né? Nossa oficina Grande Hotel, famosa Casa da Cultura, né?
Que judiação aquilo lá! Tantas oficinas que todos nós demos, tanta gente começou ali, né? Muita coisa boa foi feita.
Vamos ver quem vai ter coragem, audácia de botar aquilo em ordem, né? Que não é. Estamos aguardando, estão esperando, é o que acontece, né?
É verdade. E como você entra nesse percurso todo? Como que você entra nas escolas, né, como professora?
No objetivo Mundo Novo e de escolas assim curriculares, o objetivo é Mundo Novo. Por quê? Eu morava no Rio de Janeiro e eu vinha para cá de vez em quando, trazia um espetáculo.
Eu e o Fernando Lardo, nós estudávamos juntos, éramos casados, e o Fernando escreveu, que é teatro, né, pela Editora Brasiliense. Isso, isso é, e escreveu também "O Solitário da Água Vermelha" com a Sônia Castro, né, sobre o João de Camargo. Isso, uhum.
Aí nós vínhamos trazendo o espetáculo para cá, essas peças, né, do Circo do Cartola Maluco, né, a cantora e o palhaço, e outras mais que a gente trazia, e nós íamos vender nas escolas. E eu fui na escola Mundo Novo, né? Eu conheci a Marilda e a Vera lá, a escola estava começando, só tinha pré-escola.
Aí tinha um terrenão para os fundos, assim maravilhoso, com uma casinha lá. Aí a Marilda falou para mim, falou: "Vem cá, vem cá. " Aí nós fomos lá, ela tinha baús de fantasias, né, baús de fantasia.
Ela falava assim: "Meu sonho é fazer teatro aqui com as crianças. " E eu falei: "Meu sonho, no dia que eu tiver um filho" – meu filho não tinha nascido ainda – "é trazer ele para estudar aqui na sua escola", porque eu fiquei apaixonada pela escola Mundo Novo e pela proposta delas, construtivista, maravilhosa. Anos depois, né, que eu tive filho, mudei para cá, meus filhos foram estudar na escola Mundo Novo, né?
Ai, que legal!