Olá! Seja bem-vindo, então, ao Tópico 3 da Unidade 2. Eu sou a professora Mariana Correia.
Esta é a disciplina de sala de aula inovadora, e nós vamos tratar dos usos e atravessamentos da taxonomia de Bloom: aplicar fazer e criar. Definição de objetivos de aprendizagem e objetivos instrucionais. As competências e habilidades estão na BNCC.
A BNCC é o documento que, em dezembro de 2018, foi estabelecido, estruturado e vinculado como lei, e que organiza a aprendizagem no Brasil. E a ABNT trata, principalmente, de dez competências. Basicamente, são competências.
Competências são as coisas que a gente sabe fazer e habilidades são como a gente atinge essas competências, como a gente desenvolve. Como a taxonomia de Bloom pode auxiliar no planejamento para aquisição das habilidades e consequente desenvolvimento de competências? Como ela faz isso?
A taxonomia de Bloom vai nos ajudar a ter objetivos claros, de acordo com aquilo que a gente já viu. E a gente vai ter o planejamento, tanto da educação presencial quanto da Educação a Distância, porque é possível de se fazer a partir da taxonomia de Bloom. A taxonomia de Bloom vai fazer o quê?
Ela vai nos auxiliar a enxergar esses caminhos, esses caminhos com os objetivos específicos, como essa imagem aqui. Os objetivos específicos de cada um dos caminhos que eu quero chegar. E esses caminhos nada mais são do que os meus objetivos.
E esses objetivos podem ser feitos a partir da taxonomia de Bloom. Competências e habilidades na BNCC e a taxonomia de Bloom. Competências em dois níveis.
Delimitadas a partir da concepção sobre o aluno que se quer ter – as amplas, que são organizadas em dez competências, as quais perpassam toda a BNCC. E as particularizadas pelas competências específicas de cada área e de cada componente curricular. As habilidades derivam daquilo que precisa ser adquirido pelo estudante para o desenvolvimento das competências.
E ambas fazem parte das aprendizagens essenciais a serem trabalhadas pelo professores. As habilidades estão vinculadas às competências, certo? Eu desenvolvo competências que aparecem a partir das habilidades que tenho.
A taxonomia de Bloom e a BNCC, a gente continua. A taxonomia de Bloom se relaciona com a BNCC como instrumento de sistematização, ou seja, de sistema, de organização, dos processos de ensino-aprendizagem que consideram as habilidades a serem adquiridas para o desenvolvimento de competências específicas. A taxonomia é um instrumento para compreender o que a BNCC delimita como aprendizagem para cada etapa, modalidade de ensino.
Por exemplo, aqui, a gente tem as crianças escrevendo, para dar essa ideia de escola. A taxonomia, para planejar as atividades e avaliação de acordo com a progressão cognitiva, partindo da análise das habilidades presentes no documento. E a taxonomia desenha as atividades e avaliações de modo progressivo e adequadas propostas pela BNCC, com o objetivo do conhecimento.
A gente tem habilidades de competências que a BNCC tem . Ela tem as habilidades descritas. Se a gente pega as habilidades, e isso eu já fiz, eu tenho uma pesquisa sobre isso.
E eu peguei as habilidades de português e separei dentro da BNCC, a partir da taxonomia de Bloom. Quando fiz isso, eu consegui perceber que a BNCC, a partir dos verbos que ela utiliza a partir das habilidades, que ela destaca para a língua portuguesa de 6º ano, o nível 1, que é conhecer, reconhecer e lembrar, que é o nível mais básico do domínio cognitivo da taxonomia, é o objetivo do 6° ano. A partir das habilidades de 6° ano que a BNCC coloca.
Então, a partir disso, consegui estruturar os objetivos que queria, que conseguiria trabalhar com os alunos. E consegui entender como esse documento se relacionava com esse nível hierárquico. E isso é super interessante da taxonomia de Bloom.
Ela traz uma hierarquia que facilita a compreensão. Claro que teria muito mais para a gente conversar sobre BNCC e taxonomia de Bloom. Recomendo que vocês, de novo, vão na trilha, e eu sei que está repetitivo, mas é que a trilha tem um monte de coisa legal, e leia o livro, o caderno de estudo, ou entre em contato com a gente se tiver alguma dúvida, e com o tutor.
Na taxonomia de Bloom, para o planejamento da Educação a Distância, é uma modalidade de ensino em que as interações acontecem mediadas por ferramentas tecnológicos. Somos nós, aqui. E essas interações precisam ser adequadas, e as ferramentas adequadas para cada interação.
A nossa interação, agora, é similar a uma sala de aula, até certo ponto. Porque nós estamos em tempos diferentes, em tempos assíncronos. Nós estamos conversando através, como a gente já conversou, através do tempo e da distância.
A gente está rompendo com a distância temporal, espacial e temporal. A gente precisa ter isso quando a gente planeja a EAD. Se eu tivesse, por exemplo, planejado como objetivo da minha aula de hoje, meu de vídeo hoje, que vocês respondessem a uma enquete ao vivo, não ia dar certo, porque nós estamos em um tipo de interação que não pressupõe isso.
Por isso que os objetivos precisam ser muito claros em todos os níveis, inclusive na EAD. Na elaboração do design de um curso EAD, o método para o planejamento de um programa de Educação a Distância, para que que serve a taxonomia de Bloom dentro desse contexto. Seleção dos recursos tecnológicos educacionais adequados à aprendizagem.
Caminho a ser seguido para estudante para que aprendizagem ocorra. Lembrando, de novo: a taxonomia de Bloom vai dar uma hierarquia. Então, a gente tem nível 1 a nível 6, e dentro desses níveis a gente tem um junto ao outro.
Então, o 1 é só a base. O 2 já é 1 mais o 2. O 3, e tem que saber, tem que ter o 1, o 2 e o 3.
Por isso é um caminho, porque é um caminho quando a gente passa por estações. O caminho é uma lógica de compreensão, e aqui a gente está vendo a EAD. Elaboração do design de um curso: Eequipe de planejamento de projetos.
Procedimentos de ensino. Critérios para formulação de conteúdos. Estratégias de aprendizagem.
Tudo isso é o que está por trás dos momentos EAD que vocês. A taxonomia de Bloom em EAD. A taxonomia dos objetivos educacionais pode auxiliar no planejamento dos objetivos gerais e específicos do curso, a partir do quais serão estruturados os conteúdos, metodologias, necessidades específicas – de novo, taxonomia dos objetivos educacionais é exatamente para hierarquizar e pensar o caminho dos conteúdos e, a partir dos objetivos, porque tudo se estrutura a partir do objetivo, no momento que a gente estrutura os objetivos, estrutura o corpo todo, porque é a partir dos objetivos que se montam o curso, que se monta uma organização.
Continuando, então. Observe que a taxonomia de Bloom foi utilizada tanto no planejamento do curso em si quanto para delimitar os objetivos específicos das fases e etapas de aprendizagem. Na verdade, se a gente for pensar, temos objetivo para tudo.
Cada questão que vocês respondem no AVA, cada avaliação, cada interação com o tutor, em cada momento vocês têm um objetivo. Vocês têm um objetivo geral, e se a gente for fazer um parâmetro, é o de se formar. Todo mundo quer se formar.
Então, o objetivo geral é a formatura, mas existem os objetivos específicos, que poderiam ser os aprendizados específicos para poder chegar à formatura. Então, isso tudo faz parte dessa organização, desse planejamento. Claro, é um exemplo simples para tentar mostrar para vocês a importância dos objetivos.
Então, a taxonomia de Bloom pode ser trabalhada em todos os contextos que precisam de objetivos, inclusive na educação especial. Então, ela é uma ferramenta útil para identificar, porque ela também pode ser diagnóstica. No momento que tenho, por exemplo, uma avaliação diagnóstica com objetivos específicos de delimitar, em que momento da pirâmide cognitiva de Bloom, a pirâmide do domínio cognitivo, aquele aluno específico está, tenho como planejar quais os próximos passos para este mesmo estudante.
Se eu tenho, por exemplo, um estudante surdo, preciso ver em que contexto está a aquisição de linguagem, qual língua ele utiliza. Ele teve acesso à Libras? Ele não teve acesso à Libras?
Qual o contexto de língua portuguesa? Qual o desenvolvimento de linguagem geral? Então, eu preciso ter claramente o que eu quero perceber para montar esse diagnóstico e montar as minhas adaptações.
Quando a gente fala em taxonomia de Bloom e metodologias ativas, a gente está falando em quê? Que a relação entre a taxonomia de Bloom e as metodologias ativas é vinculada, pautada pela possibilidade de utilizar a taxonomia dos objetivos educacionais para a organização estruturada do modo como as atividades serão apresentadas para que os objetivos sejam atingidos. De novo, a taxonomia de Bloom, sei que parece solução de todos os seus problemas.
Não é, mas ela vai ajudar muito a gente a definir o objetivo. Às vezes, uma das maiores dificuldades, inclusive objetivos de sondagem, uma das maiores dificuldades em sala de aula é a gente conseguir entender o que precisa trabalhar, como a gente precisa trabalhar, qual o objetivo. Porque a gente, às vezes, tem objetivos muito amplos.
"Eu quero que os meus alunos aprendam". Mas aprendam o quê? Aprendam como?
Esse "aprendam como", nas metodologias ativas. "Aprendam como" nas metodologias ativas, a partir de que níveis cognitivos a gente tem a taxonomia de Bloom. Nesse momento, a gente encerra este tópico.
E nos vemos no próximo.