ao longo de quase toda a história a China sempre esteve entre as civilizações mais avançadas tecnologicamente isso se dá por razões sociais e principalmente militares por isso ver o papel da tecnologia na história militar chinesa que é o propósito dessa série de vídeos é fundamental mas antes disso não se esqueça de se inscrever no canal e de compartilhar o vídeo com todo mundo que você conhece assim você garante que o canal geopolítica mundial o único canal de geopolítica de verdade ua portuguesa continue existindo o meu nome AD peta e esse é o canal geopolítica [Música]
mundial a China tem sido quase sempre um país avançado em comparação com seus equivalentes ao longo da história perdendo terreno apenas brevemente após o início da quarta singularidade tecnológica revolução industrial na gr-bretanha per ess nela de uma singularidade tecnológica é algo em termos civilizacionais muito caro e por pouco não levou a civilização chinesa ao colapso Total tal como aconteceu com o antigo Império egípcio porém hoje a situação se normaliza conforme a China corre abertamente atrás da Dominação e supremacia tecnológica em quase todas as áreas possíveis as principais inovações em armamentos que influenciaram a história militar
ocidental tem seus equivalentes na China qualquer qualquer lista incluiria a besta armaduras estribo fortificações arma de pólvora catapultas e construção naval nos exércitos de conscrição Kim e ran a Infantaria e a cavalaria substituíram os carros como a principal arma e a Infantaria estava armada com lanças arcos e em particular bestas uma arma na qual os chineses permaneceram superiores em tecnologia por muitos séculos descrições posteriores dos exércitos chineses geralmente incluem unidades de arqueiros misturadas Com besteiros estes últimos presumivelmente precisando de proteção entre as ondas de combate devido ao seu tempo de recarga ser mais longo o
mecanismo de gatilho da besta era um segredo de estado cuidadosamente guardado sob a gestão dos rã relatos de batalhas frequentemente mencionam o céu sendo escurecido por nuvens de flechas e as evidências para a condução real das batalhas são escassas mas os disparos de flechas incluindo setas de bestas eram cruciais para a Vitória mesmo que houvesse Infantaria com escudos espadas e lanças não há vestígio de um estilo de luta de Infantaria Ao estilo Falange ou Legião como veríamos com os gregos e Romanos na historiografia chinesa essa digamos exclusividade de fazer guerra se dá parcialmente graças ao
seu isolamento das demais civilizações do período porque quando olhamos a eurásia onde se travaram a maioria das guerras na história humana vemos que há uma concentração a partir do seu centro em direção ao Oeste onde houveram mais choques civilizacionais a partir do centro para o leste os desertos centro asiáticos no centro da massa eurasiana a Cordilheira do Himalaia ao Sudeste junto com as florestas extremamente densas ainda mais ao extremo também do Sudeste e steps a Nordeste foram acidentes geográficos que dificultaram grandes contatos civilizacionais e portanto atritos entre as grandes civilizações o que fez com que
as Guerras aqui não desenvolvessem o mesmo tipo de diversidade que haveria na parcela Oeste da eurásia e portanto fosse algo mais específico não à toa a civilização japonesa ao extremo leste era a civilização Ada da região já isolada ou seja os mais diferentes entre os diferentes e toda a história militar japonesa até 1860 será ainda mais única e exclusiva mas estamos falando da China e não do Japão é importante você entender que isso não significa que não houve diversidade e evolução nessa borda Leste asiática Porque isso pode levar ao entendimento completamente errado de que na
verdade ou não houve evolução Militar Aqui ou que ela foi focada apenas para guerras civis mas não muito pelo contrário a maior parte das inovações tecnológicas militares se deu justamente Aqui Acontece que de forma paralela e própria e não em intercâmbios civilizacionais como se daria no restante da eurásia e de fato as maiores ameaças para as civilizações no oriente médio e Europa vieram Justamente a partir dos resquícios do que acontecia na margem leste da Ásia povos europeus oeste-asiáticos e norte-africanos passaram milênios lutando entre si eventualmente atingindo um relativo equilíbrio que ora pendia para um ou
para o outro lado mas nas poucas vezes em que alguma força do centro ou Leste asiático atingia essa região todo esse ecossistema geopolítico acabava desequilibrado criando literalmente então novas eras os indianos ao sul ficavam Pratic intactos diante desses tsunamis porque protegidos e isolados pelo Himalaia a Nordeste e desertos a Noroeste sentiam apenas os efeitos secundários e portanto mais diluídos mas parte disso se dá justamente por causa do alto grau tecnológicos que se desenvolveu na parte chinesa da eurásia oscilações e tremores geopolíticos na China demoraram um ou dois séculos para chegar no ocidente mas historicamente sempre
acabaram canto essa complexidade tecnológica é vista por exemplo no exército do túmulo de kishi wangji que está usando armaduras e Há muitas representações posteriores de soldados chineses armados a maior parte da armadura é do tipo lamelar no qual placas de couro ou metal se sobrepõem de tamanho variável e são amarradas juntas tal armadura é relativamente leve e flexível em detrimento da força de proteção e no ocidente a Infantaria e a cavalaria treinadas para táticas de choque e dependência de armas de corte tenderam a se mover para armaduras compostas pelo menos em parte de grandes placas
das quais alguns exemplos nos chineses uma tese que se criou no ocidente e tem relativa validade e credibilidade é a ideia de que o estribo ao permitir a evolução da cavalaria de choque armada com a lança foi um fator primário na criação do feudalismo europeu ao destacar na casta dos guerreiros a nobreza dos Cavaleiros mas na China a disseminação do estribo está associada ao desenvolvimento do cavaleiro montado em um cavalo blindado e armado com uma lança referências na bibliografia falam na Cavalaria Blindada que ocorrem até a dinastia Tang e uma representação de guerreiros montados parecido
com o mesmo estilo de cavaleiros europeus ocorre já em um túmulo do ano de 357 depo de crist porém dá para afirmar que os resultados sociais atribuídos ao estribo na Europa não aconteceram porque seria uma tecnologia que veio da China isso não tem fundamento a cavalaria semelhante a Cavaleiros fazia parte da classe dominante do Norte da China durante o período das dinastias do norte e do Sul essa classe que evoluiu para a aristocracia governante na dinastia su itang era em grande parte de origem xambi que era a maior e mais importante Confederação tribal nmed da
região dos steps no norte da China mas também haviam outros povos da Ásia interior e chineses que haviam adotado os modos chamados bárbaros nômades de lutar longe de se transformar em feudalismo as dinastias sui e Tang ergueram uma versão Poderosa e duradora do império Centralizado e burocrático igual da dinastia Kim ean e com o estribo ou sem ele o futuro da cavalaria perten ao Guerreiro da Ásia interior que tinha habilidade com o arco ao invés da Lança outra distinção com relação a outras partes da eurásia é que a China sempre foi um país de cidades
em vez de castelos e as muralhas da cidade não eram apenas um meio de defesa mas também um símbolo do status da riqueza e importância da cidade na hierarquia do governo as muralhas é claro que eram feitas para serem defesas formidáveis mas também para mostrar o seu status e embora haja muitos exemplos registrados de longos cercos e muitos registros históricos sobre cercos permaneceu o caso de que a melhor maneira de tomar uma cidade acabava sendo na história chinesa por traição ou surpresa durante um período de confusão isso é curiosamente dramático na civilização chinesa que basicamente
é uma civilização das muralhas porque a microhistoria das cidades acaba sendo uma réplica da macro-história da civilização chinesa como um todo porque suas defesas somadas com sua polí externa sempre conseguiram conter as ameaças externas sendo seus invasores bem-sucedidos Apenas quando os chineses estavam enfraquecidos por disputas ou crises internas e um cerco era mais provável de ser vencido por bloqueio prolongado do que por um assalto bem-sucedido as fortificações urbanas da China não evoluíram as baixas bastiões relativamente à prova de canhão da Traça italiana como as cidades europeias Fizeram no século 16 enquanto a China vivia pacificamente
sob domínio dos ming depois disso as espessas muralhas de terra das principais cidades chinesas permaneceram altamente resistentes às armas de pólvora que estavam se tornando mais importantes nas guerras chinesas e permaneceram importantes até o começo do século XX a fórmula básica para se fazer pólvora já era conhecida pela dinastia song por volta do século X com armas incorporando pólvora para serem usadas de forma destacada durante a dinastia Yuan a dinastia mongol sendo que no Reinado de yongle min entre 1402 e 1424 um quartel general especial Foi estabelecido em Pequim para coordenar o treinamento dos artilheiros
as armas de fogo acrescentaram a força defensiva da grande muralha ela mesma uma criação min e o elemento chinês do sistema de bandeiras manchu parece ter sido valorizado em parte com especialistas em artilharia no entanto não temos como destacar algo como uma revolução da pólvora na história militar chinesa como aconteceu no ocidente nos min a organização militar bem-sucedida tinha artilheiro servindo ao lado de arqueiros espadachins e lanceiros nas mesmas formações primárias e nos King os batalhões que formariam o que hoje poderíamos chamar de uma espécie de forças especiais de um general chamado zeng gon Fan
combinavam armas mais novas e mais antigas da mesma forma as armas de fogo se originaram na China mas nunca evoluíram tanto quanto no ocidente na China as armas de pólvora permaneceram apenas uma outra arma de projétil não sendo determinantes no campo de batalha e não se viu esforços para padronizar a fabricação para a produção em escala industrial ou para reduzir o número do calibre ou então criar novas táticas e organizações para explorar o potencial de um no novo sistema de armas um erro histórico militar chinês já no caso da tecnologia naval as descrições de Marco
Polo dos navios chineses faziam parte justamente do seu problema de credibilidade na Europa e os europeus também acharam difícil acreditar nas primeiras viagens Navais dos Min agora é aceito que a China de fato construiu navios de madeira tão grandes ou maiores do que qualquer um já construído na Europa e tendo inventado a bússola os chineses navegaram com esses enormes navios para a África Oriental e outras costas distantes mas essa capacidade não consolidou uma ideia de uma estratégia Naval de uma geoestratégia para os chineses e nem serviu para reorientar a sua geopolítica como foi exatamente o
caso que acabou acontecendo com os europeus no final das dinastia dos Min e dos Kim as forças marítimas da China consistiam em navios e barcos pequenos amarrados a Organizações militares de províncias específicas que em nada lembravam a sua poderosa Frota do século XV a longa história de progresso tecnológico da China oferece pouco conforto para teorias que vem certos tipos de mudança social e política como resultado inevitável de tecnologias específicas porque nem o estribo e nem a pólvora tiveram as consequências dramáticas na China como aconteceu na Europa ou no Oriente Médio em relação à tecnologia de
construção naval a retirada da China dos mares pelos mim foi deliberada e dramática gerando consequências duradouras e que iam acabar resultando em uma longa equação político temporal que resultaria no próprio quase colapso da civilização chinesa séculos depois na verdade aquela tomada de decisão iria se mostrar errada por séculos depois e iria custar o fim do período dinástico chinês e quase a existência da própria civilização chinesa o que demonstra como na geopolítica frequentemente as coisas só são de fato sentidas no longo prazo ao se retrair e perder a sua Marinha os chineses desaceleraram pesadamente a sua
vantagem tecnológica e Comercial o que seria aproveitado inconscientemente pelos europeus até o fim do século XVII e início do século XIX e traria como resultado a chegada da quarta singularidade Como comentei no início do vídeo essa decisão naval chinesa se compara à renúncia à arma do Japão de huga e Em ambos os casos as elites governantes temiam e impediam as mudanças impulsionadas por novas tecnologias o que acabou custando caro para ambas as civilizações o aspecto da história naval militar chinesa porém merece um vídeo próprio só sobre isso por isso não vou me alongar sobre isso
aqui hoje obrigado a todos Espero que vocês tenham gostado não se esqueçam de se inscrever e de compartilhar o vídeo com todo mundo que você conhece para ajudar o canal geopolítica mundial a continuar existindo abraços e até o próximo vídeo [Música]