[Música] a expansão novas raízes aqui na Eva clabin é um diálogo uma provocação a respeito do de como um artista contemporânea pode fazer uma intervenção nesse acervo entrar com diálogos contemporâneos nessa essa casa que é bastante diferente né que tem essas obras que são muito diferentes da contemporâneidade Então o que acontece eu fui chamada para fazer as intervenções só que ao invés do Acervo o que me chamou mais a atenção foi o Jardim então a exposição começa de fora para dentro ela vem do Jardim as peças primeiras vem e desse diálogo com as plantas que
é uma pesquisa que eu já venho desenvolvendo há algum tempo só que obviamente eu venho de uma cultura onde as plantas não têm esse olhar ocidental eu venho de uma cultura eu sou uma pessoa negra uma mulher negra e tenho essa cultura afro-brasileira onde as plantas têm um papel diferente Elas têm poder Elas têm significados [Música] diferentes fiquei duas semanas trabalhando aqui olhando a casa olhando essa possibilidade de diálogo e eu faço algumas obras que vão trazer ã vão fazer comentários a respeito dessa racionalidade europeia que a gente vai olhar aqui na casa vou trazer
essas plantas de poder como são as espadas de Ogum conhecidas como espadas de São Jorge espadas de ançã aqui para dentro com todo esse simbolismo que elas têm na parte de cima da casa nós vamos estar num outro ambiente que é um ambiente mais íntimo onde eu vou trazer uma outra discussão diferente do que ocorre aqui no térreo nós vamos ter uma continuidade da pesquisa das zas de leite que eu já venho trabalhando a praticamente 30 anos dessa mulher negra desse trabalho de escravizado que depois passa para o trabalho doméstico o trabalho das babás e
o que isso tem em relação ao Brasil essa permanência no tempo essas mulheres que nunca tiveram uma pausa para Descanso essas mulheres que não TM tempo para própria vida para cuidar dos filhos então na parte de cima elas vão esse momento de pausa esse momento de descanso [Música]