[Música] quando é tardinha que o sol descamba e nostalgia sobre a terra desce quando eu vim ver o trem pela primeira vez eu devia ter uns 7 anos né hora que eu vi aquele mundo de velho aquele tanto aquela fumaceira falei nossa senhora ess é o demônio P calça estava molhada amigo de uma [Música] jornada o mundo vive com seu calor o Coronel José Ribeiro que morava no Rio de Janeiro foi indicado para projetar a estrada de ferba em Minas as oficinas e as casas dos Ferroviários aqui em linha então ele com o português ele
foios d na fazenda it jiru do Major Tavares muito famoso então o Majó Tavares falou com ele que aqui er um lugar muito bonito o encontro de Três Rios né O Bom Sucesso Mucuri e ainda mais outro coco Beirão Danta Ribeirão da areia e que eu ia ele Talvez agradasse então Ele montou no Cavalinho era Naquele tempo era cavalo né então chegaram aqui no córgo da areia e avistaram com a pedra ele é do Rio de Janeiro lembrou logo do Pão de Açúcar né E aí então ficou satisfeito e E aí ele e lá e
l acampou era mais ou menos 15 auxiliares e lá eles projetaram a cidade projetaram as oficinas a casa do diretor e mais 50 casas depois veio a casa do agente a estação e mais uma uma um conjunto habitacional muito bonito que é a turma 44 que era a casa dos os garimpeiros não sei por garimpeiro porque garimpeiro que eu sei é quem mexe com pedra né quem garimpa pedra mas aqui garimpeiro é aquele que cuidava da manutenção da linha né então um trolle tocado por quatro pessoas tocando de vara e o chefe deles ia sentado
no meio [Música] o sol que [Música] ass Se você pegar de Ponta da Areia aí você vê que isso aqui é quase que um vale então eles aproveitaram os engenheiros na época aproveitou para a estrada de ferro dentro desse vale e aqui em Ladainha foi construída a oficina central da estrada de [Música] ferro nunca mais vou fazer o que o meu coração pedi nunca mais vou ouvir o que o meu coração lada é uma cidade Projetada fizeram a estada de ferro e trouxeram os os mestres de Formiga lavr Ribeirão Vermelho Rio de Janeiro igual meu
pai trabalhou Rio de Janeiro e veio para aqui começando em ponto de areia que era era a sede geral da baim min sabe depois posteriormente ele viio PR Prainha onde F chefe muitos anos até aposentar a minha profissão aqui era feroviar trabalhava como mecânico de marca e eletricista nasci criei dentro daquela oficina lá dentro da Explanada junto com meus colegas né era uma família só e errei em dizer que não voltava mais nunca mais hoje eu volto vencida chega na região né em 1918 com as obras de prolongamento da ferrovia da linha entre Teófilo Oton
e boav vista do tremendal a chegada da ferrovia naquela porção ali do município de teó loton que aquela época Ainda pertencia a teó loton promoveu né Toda uma mudança de centralidade né em relação a Concórdia do Mucuri então A Ferrovia então ela chega pela centralidade exercida pela ferrovia né porque vai chegar Comerciantes Ferroviários a cidade então ela é planej para receber os Ferroviários então no primeiro momento os Ferroviários eles chegam pra Construção em si da ferrovia dos dos pontilhões do túnel que tá localizado bem próximo da área urbana de Ladainha que foi construído entre 1918
e 1924 E também o que chama a atenção em ladinha é que que em função de alguns fatores locacionais como por exemplo a topografia favorável a abundância em termos de recursos hídricos né lá que você tem a confluência de dois do do rio Mucuri do Norte com eh um afluente muito importante que é o ribeirão Bom Sucesso além da daquelas formas associadas a infraestrutura Ferroviária você tem as construções também que foram capitaneadas pelos Ferroviários né para atender questões ligadas a lazer né recreação como por exemplo a sociedade esportiva e recreativa da Bahia Minas que a
população de Ladainha conhece popularmente como caixotão foi o primeiro cinema né da região toda a cena Cultural de Ladainha acontecia lá então a formatura da Escola Técnica profissional de Ladainha os carnavais os matinês apresentadores da era do rádio chegaram se apresentar em Ladainha e tudo isso acontecia na sociedade esportiva e recreativa baia Minas onde lá também era sede do time dos Ferroviários o ba Minas e também da banda de música dos Ferroviários de [Música] [Aplausos] [Aplausos] Ladainha o pessoal que vieram para trabalhar os diretores os operários vieram do Rio de Janeiro São João Del Rei
Belmonte na Bahia Salvador então pareceu aqui na região ficou uma cidade elitizada de Cultura né então por isso que nós tivemos aqui os melhor Carnaval por influência do pessoal do Rio de Janeiro e também o futebol porque eles acostumado com futebol lá de Belmonte na Bahia no Rio de Janeiro então foi logo tratou de fazer o campo e E aí então nosso nosso futebol nossos craques São os melhores da regão sem nenhuma preocupação Realmente são depois nós tivemos o primeiro campo iluminado da região Então ladinha ela é planejada por esse contexto e funciona vamos dizer
assim de forma muito organizada num primeiro momento vem a isso o processo inclusive de emancipação política que acontece no final dos anos 40 e o primeiro prefeito de Ladainha para mostrar essa simbiose que existe entre cidade e ferrovia é um ex Ferroviário que era chefe das oficinas de Ladainha Então mostra que tanto a história de Ladainha se confunde com a Ferrovia como também da ferrovia se confunde com lha e errei em dizer que não voltava mais nunca mais hoje eu volto vencida pedir para ficar aqui [Música] Perdido de Amor Perdido Estou por você amar seu
olhar seus lábios beijar primeiro era banda de música viá né era Tod quase todos eram funcionários da baim que formaram essa [Música] er eu consegu o mais velho CH da Sila era uma rapaziada aend música foé auns prefit posterior is [Música] essa aqui é a sede da sociedade da da cultura mical onde que funciona a banda Lira e também os projetos vinculados com a prefeitura que é o caso do Batuque e de um grupo de flauta doce e antes da banda há um bom tempo na época da ba Minas funcionava no caso o xerifado da
ba Minas entendeu essa banda ela tem mais de 50 anos né vem passando por gerações e gerações né passando por muitas dificuldades mas sempre né atuando principalmente a banda de música Todo ano tem sempre inúmeras apresentações tanto dentro do nosso município quanto fora também né a gente às vezes a banda também faço parte da banda de música geralmente a gente costuma sempre ir aos encontros de banda nas cidades vizinhas né que Somos convidados a participar [Aplausos] [Música] Ah mas isso aqui era uma coisa porque são 300 e tantos funcionários público Federal né então aqui uma
certa divisão né os Ferroviários e o pessoal do Comércio o movimento era muito bom que tinha cooperativa dos Ferroviários segunda quarta EA às 11 horas o TR chegava aqui e a Tera um movimento de gente vendendo comigo e essa coisada toda né então era muito movimentada e a pessoa já tinha o hábito de ir visitar o Trein na hora que ele chegasse porque era condução começo eraa bem movimentado também além de tudo nós naquela época a agricultura era muito intensa nós somos grandes produtores de café só para você ter uma ideia só um fazendeiro vendeu
para um comerciante ali de café 2000 alqueiros de café no ano e 500 alqueiros de feijão movimento era um movimento grande porque o Ferroviário vivia aqui e tudo que que ganhava tudo que recebia era investido aqui a a nossa estrada de ferro fazia um grande movimento de Araçaí a Ponta de Areia transportando não só passageiro mas transportando mercadoria também e isso dava condição de vida a muita gente [Música] as oficinas daqui era a oficina Central que existia uma oficina em teof plotone outra em Araçuaí Essa aqui era Central essa aqui é que dava manutenção e
fabricava muitas peças para as locomotivas inclusive vagões fazia até freio essas a maioria das peças eram feitas aí Ali era cheio de máquinas fazia da agulha ao vagão eles fazzi vagão inclusive foi construído uma locomotiva a diesel porque Naquele tempo era só a maria fumaça né mas foi feito uma locomotiva a diesel construída aí a água do rio correr Canoa do nego passar a a energia elétrica que movia essa grande oficina e era grande mesmo acho que chama locomóvel era uma uma coisa feito de carvão de lenha então apanhava as lenha e ali produzia energia
então o engenheiro venfo Portela que era diretor de Minas influiu na construção da usina resolveu o problema da Usina e da cidade que a luz que era só para piscina né umas duas ou três casas que tinha luz então aí luz para todo mundo depois foi Concórdia então foi foi muito bom o meu pai foi contemporâneo do engenheiro benefito Portela meu pai e era procedente do Estado do Piauí ele estudava direito lá e o o engenheiro Portela fazia engenharia com a seca violenta que houve lá naquela época a família do engenheiro Portela resolveu transferi-lo para
o Rio de Janeiro aonde ele continuou os estudos como meu pai não tinha condições para tal saiu de lá já no segundo ano de direito e veio para essa região e foi dar aula numa cidade chamada Itinga e como o meu pai era muito amigo e conterrâneo do engenheiro Portela o meu pai foi colocado por ele na estrada de fer Bahia Minas para tomar conta do escritório lá em Mairinque aonde tinha lá sobre a responsabilidade do meu pai quatro caminhões porque extraía lenha para as locomotivas e meu pai ficou lá até o ano de 1959
quando faleceu e daí viemos para aqui porque a mãe a minha mãe teve notícia que aqui existia uma escola escola profissional Ferroviária E aí então a minha mãe foi ao Engenheiro porteiro e disse ele doutor eu preciso que o senhor dê um jeito de colocar os meus filhos na escola profissional ele falou não não tenha dúvida e então nós estudamos o meu irmão terminou os estudos em Araguari porque a escola foi a escola e a estrada de fé Foi extinta em 1966 mais ou menos e eu consegui ser o último a última turma daquela escola
e a nossa escola profissional ela formou muitos alunos muitos profissionais Hoje existe muita gente que já se aposentou na use Minas aposentou na belgo mineira em outras empresas e exatamente eh estudando aqui e saindo daqui com seus conhecimentos para fora bonde eu conheço o condutor quando estou na brincadeira não pago bonde nem que seja por favor não pago o b porque não posso pagar o meu é muito pouco e não chega hoje ela tá totalmente desativada lá ficaram os geradores e tem uma pessoa a prefeitura tem lá um funcionário que cuida que dá manutenção para
poder preservar aquilo pelo menos limpinho né em condição de ser pelo menos visitado e quando em 66 acontece a desestruturação né a extinção da ferrovia em que centenas de de famílias ferroviárias são obrigadas a emigrar o núcleo urbano de ladinha de fato sentiu muito não apenas L da inha né quando eu falo senti do ponto de vista econômico né logicamente também do ponto de vista social tendo de vista que famílias foram separadas Mas você percebe que houve uma desestruturação uma desarticulação Econômica no município associada a essa imigração forçada porque num cenário onde predominava atividades essencialmente
agrícolas a massa salarial de mais de duas centenas de funcionários né potencializava a circulação Econômica ali naquela localidade e a partir do momento então que essas famílias são transferidas ladinha entra um cenário de colapso socioeconômico eh gravíssimo que vai demorar décadas pro seu processo de reestruturação diga-se de passagem há alguns indícios muito fortes que nos dizem que ainda se faz presente essa desarticulação como por exemplo né associadas à questão da emigração que ainda se faz presente a questão do IDH de Ladainha que de acordo com os dados de 2010 possui o quinto pior índice de
desenvolvimento humano municipal do Estado de Minas Gerais e bem como também a questão ligada a indicadores de pobreza né qu a gente tá falando de mais de 51% do popula ladinha ainda vive em condições de ausência né de recursos econômicos o que dificulta eh essa esse reestabelecimento só econômico que a sua origem Possivelmente tem relação com a forma como A Ferrovia se desarticulou lá na década de [Música] 60 da cidade não reclamo e nem posso reclamar pois queri todos os meus filho no Recanto no quintar lá no bairro das palmeiras onde canto sabiar cidade de
Ladainha minha terra natal é uma terra pequena muito boa de morar tem uma represa grande uma pedra para espiar do tamanho do Pão de Açúcar maior Olha lá tem Mita Fartura d'água tem corgo por todo lado tem traía lambari tem Piau para ser pescado tem história de bicho homem tem quem já vi lubis homem na mata bem ao seu lado tenho medo que um dia toda essa maravilha passa tudo acabar para mim é uma alegria ver toda essa mataria e nela poder tocar lá ainda tem paca tem tatu tamando ar capivara Carara tem lá na
pedra cantar se nada posso fazer pelo menos vou tentar preservar a natureza e a história do lugar a represa o pão a casa do agente o túnel a estação lá na roça eu nasci e na roça vou morar vou misturar com os irmãos o que aprendi ensinar gostar da terra de novo e nela gostar de morar [Música] [Música] você vai viajar daqui a beij já L ver as condições que foi construída essa estrada de ferro como é que foi só uma pessoa mostrando os paredão Tuda a cara de mão a pá inchada Dinamite quantos que
morreram na nessa estrada de ferro aí quantos [Música] morreram sem nada me dizer você me ab [Música] chi a comunidade de breja Alba é uma comunidade muito importante para para o município como aqui era um ponto de parada que também tinha eh algumas turmas né onde aqui ficava o troll aqui tinha um agente Ferroviário e toda essa movimentação que já teve aqui nessa comunidade foi muito importante daqui saiam produtos em direção a Bahia e de lá para cá também vinham alguns produtos e que ficavam aqui nessa comunidade ali à frente também tem a caixa d'água
onde o trem de ferro era abastecido não quero mais te ver o que C eu me interesso muito pela história da ferrovia Bahia e Minas né porque é algo que faz parte desde os meus avós até ao nosso tempo né Foi algo que representou muito avanço pra nossa região muitos vieram para cá construíram as suas famílias aqui por causa da ferrovia Bahia Minas quando as pessoas passam por aqui é um É sempre um prazer contar o pouco que eu sei para essas pessoas a rota bam Minas começou com com o fomento ali do sebrai né
sebrai viu aqui na região Vale do muc um pouquinho de jequia eh essa necessidade né de tá e fazendo algo mais e aí teve essa ideia de trazer cicloturismo usando o leito da Rota Bahia minas né onde que o trem passava usando isso aí para também ajudar e fomentar mais os empreendedores as pessoas que moram ali e no leito da Rota mesmo o meu desejo é que que aqui continue ser um ponto de parada um ponto de história um ponto que vai fazer as pessoas vivenciar ainda mais A Ferrovia B [Risadas] [Música] Minas por incrível
que pareça e eu não tenho vergonha de falar isso eu achei que o sim dela ia é bom porque o pessoal era muito apadrinhado nela a oficina era um ví de emprego e essa coisaa toda e aí então só falar em roubo falei agora o povo vai desmamar da ba Minas só que não aconteceu o povo foi embora e acompanhou o baimas e a cidade foi lá para baixo até nos livros que eu escrevi foi l a cidade fantasma porque ninguém queria mais nada ninguém queria comprar mais nada aí 1970 Começou a tomar outro impulso
né veio as estradas de rodagem né Aí começou a tomar outros impulsos E aí foi melhorando ao arrancar os trilhos aqui você não conseguia passar de bicicleta que arrancou se os trilhos e ficou apenas a cratera ficou apenas As valas no meio da rua aí arrancaram jogaram fora depois levaram as locomotivas lá para Divinópolis grande parte do material foi saqueado foi roubado e na verdade a situação Nossa ficou muito ruim ela veio melhorar de depois de uns 10 15 anos da extinção da estrada de ferro Muita gente da zona rural comprou casas aqui teve um
cidadão aqui que comprou de um numa semana 10 ou 12 casas porque o Ferroviário ele foi obrigado a tomar a decisão de ir embora ou ia para Divinópolis ou ia para Araguari ou ia para Lavras ou ia para Belo Horizonte ou do contrário teria que se demitir Então foi uma coisa assombrosa e eu acho que um de irresponsabilidade sem [Música] precedente Brasil é do teu verso Dourado o índio civilizado e abençoado por [Música] Deus Brasil qu continente é terra de toda gente e orgulho dos filhos teus Brasil és no teu Pero Dourado o índio civilizado
e abençoado por Deus oh