Sejam bem-vindos ao altos papos um programa onde a gente conversa sobre autismo hoje eu tenho uma convidada super especial Dra Michele Zaira psiquiatra com especialização em autismo pela UFMG e atualmente ela faz mestrado em psicologia também pela UFMG hoje nós vamos falar sobre os sinais no autismo o que os pais devem observar o que as escolas devem observar Então vai ser um assunto uma conversa bem interativa bem Informativa sobre os sinais no autismo Doutora Michele muito obrigado por ter aceitado o nosso convite porque a gente conseguiu encaixar essa agenda então eh eu queria que você
explicasse pra gente de uma forma bem simplificada o que que é o autismo porque eh a gente tem falado muito sobre o autismo aumentou bastante essa discursão em relação ao transtorno da especto autista mas de uma forma muito simples o que que é o autismo Eh primeiro o que que é o autismo o autismo ele é um transtorno do neurodesenvolvimento eh ele é uma não é uma doença mas é como se fosse uma doença ele eh quando o autismo surge a criança ela deixa de aprender algumas coisas porque ela precisa de mais estímulo do que
outras crianças para poder aprender determinadas coisas e aí ela vai ficando com falhas ela vai crescendo com falhas de aprendizado de fala de interação motora eh às vezes ela Fica apegada a alguns hábitos alum algumas Manias apegadas a alguns objetos e no com o passar do tempo ela vai crescendo e se ela não for estimulada ela não vai dar conta de ser inserida na sociedade na escola de frequentar os ambientes de ter uma vida com funcionalidade eh não com normalidade eu não acredito naem normalidade eu acho que de médico e louco todo mundo tem um
pouco então não tem ninguém normal mas também não é todo mundo doente não então A gente tem que saber distinguir o que que é patológico e o que que não é Então a primeira coisa que eu vou falar o que que é transtorno na psiquiatria a gente não usa doenças a gente usa transtornos porque eh o transtorno ele é uma a ele é uma alteração que pode ser eh psíquica no cérebro que pode ser uma alteração biológica Eh que que tem uma reverberação no cérebro por exemplo uma hipotiroidismo hipertiroidismo eh mas o transtorno ele é
uma disfunção ele é uma Dificuldade de conviver de viver de de trabalhar de de fazer tudo em pelo menos três ambientes então na escola eh no trabalho em casa na faculdade na rua na vizinhança então quando a pessoa tem um transtorno psiquiátrico ela não tem um problema só na escola ela tem que ter o problema na escola na igreja que ela frequenta eh no supermercado que ela vai eh em casa com a família na casa dos amigos quando a as pessoas estão falando agora ah eu sou autista porque eu sou Apegada e não gosto de
sair de casa tá é só isso que você tem então isso não é um déficit Isso não é um transtorno isso não tá te causando prejuízo eh o transtorno ele causa prejuízo as pessoas deixam de fazer o que as pessoas da mesma idade estão fazendo elas deixam de casar deixam de namorar deixam de estudar eh deixam de ter as oportunidades eh que as outras pessoas têm na mesma idade Então isso é um transtorno eh você entendeu assim Entendi não é eu sei que você é médica Você é a mais técnica Mas vai dar tudo certo
eh o autismo é um atraso no desenvolvimento Ou seja é um atraso e precisa apresentar dificuldades em mais de uma área é isso é o autismo Ele Pode Ele é um transtorno Então já começa que é uma disfunção em alguma coisa ele pode se ele pode se apresentar como atraso da fala a criança com um ano ela tem que estar falando de de CCO a 10 palavras ela não fala eh aos 2 anos ela tem que Estar falando pelo menos algumas palavras não mais eh com 2 anos a criança tem que estar falando 300 palavras
de 200 a 300 palavras com 2 anos ela não fala de 200 a 300 palavras eh com 36 meses que são 3 anos ela tem que est entre 900 e 1000 palavras e tem que estar fazendo frases entre três e quatro palavras com verbo e aprendendo a xingar e a manifestar as suas vontades ela não não tem esse desenvolvimento de linguagem isso é um atraso aí esse Atraso se ele vem junto com eh com outras questões de falta de interação social de olhar no olho de apontar aquilo que eu quero ver eh com movimento com
apego a rotina dificuldade de mudança com estereotipias motoras aí vem um CBO de coisas a gente vai chamar esse esse transtorno do Neu desenvolvimento de autismo vai ser é um atraso da fala sem esses florimos sem isso a gente vai chamar de outros transtornos porque na infância não tem só o autismo como Transtorno a gente tem vários transtornos na infância e por isso que é importante procurar um especialista em criança não somente autismo mas em criança para poder saber se a criança tem ou não algum transtorno que justifique intervenção você então vamos começar a falar
da fala então a gente percebe que é uma preocupação eh da mãe é o principal é o principal sinal de autismo é a primeira coisa que a mãe deve observar é a fala é a fala e e a Interação social o olhar é aquela criança que chama é aquela criança que com 9 meses ela aponta ela d d quer ela a pessoa tá comendo na frente dela ela tá olhando assim tá imitando com a boca então tem a imitação social e tem a reciprocidade se eu faço cara de triste de dor a criança ela vai
olhar assim vai olhar o ambiente vai ficar fazendo cara de triste de dor vai ficar imitando Então isso é a só comunicação do autismo é isso isso é o Ponto Central do Desenvol eh pra gente diagnosticar o transtorno do autismo e e eu tô frisando muito isso porque tem crianças que não tem atraso de fala tem um ótimo desenvolvimento de fala eh São mini adultos na fala e na e nos conhecimentos de tópicos específicos mas que não olha no olho que não aponta que não interage que não brinca que brinca com as outras crianças mas
brinca sozinho só tá Envolvida com seus objetos com suas coisas falando sozinha e com Estereotipias com com hábitos repetitivos mas não teve o atraso da fala que é o autista o antigo Asperger que hoje a gente não classifica mais como autista clássico ou aspas a gente usa os outros critérios para classificação daqui a pouco a gente vai falar também sobre os critérios então simplificando o autismo é o atraso no neurodesenvolvimento que traz dificuldade em algumas áreas da pessoa então vamos dividir traz Dificuldade na Comunicação na interação e no comportamento na comunicação o sinal principal é
o atraso da fala o que mais na comunicação aí depois a gente vai dividir em bloquinhos na comunicação O que que a mãe precisa observar o atraso da fala então a a comunicação não é só o atraso da fala a fala a comunicação é a interação e a só reciprocidade é a imitação eh eu eu posso não usar palavras mas se eu te imito eu tô me comunicando com Você se eu se eu falo eu tô eu tô comunicando com você então eh a comunicação é aquela criança que é que é apática ou que chora
demais que não que não exige criança gente tem que exigir Se você quer ter um filho você tem que saber que você vai ter pelo menos 4 anos de trabalho menina exige atenção ele repete o nome do tempo todo ele quer as coisas do tempo todo que você tá você não tem mais paz é aquela coisa e a da Mãe que a 10º Paraíso criança que é muito calma muito tranquila muito quietinha alguma coisa tem ela não tá sendo estimulada para ela dar uma resposta eh uma coisa que me preocupa muito hoje é o uso
de tela em crianças com menos de 4 anos eh assim eh quando a gente dá a tela paraa criança a gente tá tirando a oportunidade de desenvolvimento não é que tá tela causa autismo atéa ela causa atraso no desenvolvimento de uma forma geral eh Tem estudos mostrando que criança que tiveram acesso à tela muito cedo muito precoce precoce que eu falo antes dos 4 anos de idade Elas quando elas chegaram aos 4 anos de idade com crianças que não tiveram elas estavam a quem o vocabulário estava a quem o vocabulário ele não era igual Ou
seja você tirou a oportunidade de desenvolvimento de vocabulário de interação social de uma criança quando se ofereceu para ela uma tela então a tela não causa autismo tem Que deixar isso bem claro ela causa atraso no desenvolvimento de forma Global a gente vai falar depois de comport de interação em relação às telas eh a gente vem de um período pós-pandemia que a gente tem adultos viciados em tela e crianças mais ainda esse vício nas telas esse atraso de desenvolvimento por causa das Telas prejudica no momento da avaliação com médico no consultório Vocês pode responder como
psiquiatra isso tudo Prejudica você confunde o confunde confunde sim porque no pós-pandemia ocorreu muito de atender crianças que estavam com atrasos nos Marcos do desenvolvimento e que tinha a questão da tela E aí eh a gente estava na pandemia não tinha o que oferecer então eu não tô julgando a mãe a mãe fez o que ela tinha que fazer naquele momento mas aí a partir do momento que que eu orientei as mães a tirar a tela e as mães começaram a Estimular eu em seis meses eu tive crianças que tinham suspeita e elas pararam com
o desenvolvimento e eu eu tenho esses casos lá no no ambulatório é é muito claro quando você tira o que tá impedindo a progressão do desenvol movimento e você dá os estímulos adequados do ambiente a criança ela progride ela desenvolve E aí eh quando se retirou quando se fez tudo que a gente pediu que a gente orientou de estimulação de não ter acesso à tela a Criança a criança pareou em se meses ela ficou igualzinha todas as crianças da mesma idade agora aquelas crianças que tinham algum atraso algum transtorno elas não pararam elas persistiram no
desenvolvimento com atraso mesmo com a estimulação que é que é isso que a gente faz a diferença eh do diagnóstico Às vezes o paciente ele tá tão parecido com com o que é esperado pra idade mas algum tem alguma coisa você percebe eh qualitativamente uma diferença na Interação social eu prefiro não dar o diagnóstico acompanhar fazer toda avaliação estimulação orientação e acompanhar por pelo menos um ano para poder fechar diagnóstico ou não então geralmente eu tenho paciente que na primeira consulta eu fecho diagnóstico com facilidade e tem paciente que eu demoro um ano para fechar
e eu sempre falo com as mães quanto mais a gente demora para fechar melhor é porque significa que é de alto nível de Funcionamento eh não vai ter tantos déficit não vai precisar de tanto suporte Uhum mas eu sei que é angustiante para as mães é infelizmente mas a gente a medicina é isso a medicina não é certeza né sim eh a gente comentou sobre os sinais da na na comunicação Você misturou um pouco com a interação social não eu não misturei os dois andam juntos é porque os dois andam juntos a psicopatologia é importante
frisar o a criança ela é um ser inteiro ela não é Dividida ela não é igual no livro na internet Tem que apresentar isso isso isso isso é tudo junto e misturado ao mesmo tempo então a sóo reciprocidade a comunicação interação social elas estão juntas elas são as duas juntas que a gente tem que avaliar ao mesmo tempo se alguém consegue separar a criança eh fazer um plano Zinho cartesiano e separar ela bonitinho aí eu já desconfio não tá fazendo avaliação adequada entendi em relação ao comportamento que Eu acho que é o primeiro sinal que
as mães preocupam mais é a fala e a reclamação maior é o comportamento Então o que observar na criança em relação ao comportamento eh e a partir de que idade né porque você pode observar um comportamento eh diferenciado desde bebê é isso geralmente eh então a criança a por eh em torno dos 6 meses ela já começa a ter o sorriso social a o interesse o balbucio eh a interação com o olhar aí com os 9 meses Ela já tem que apontar Ela já tem que tá balbuceando com um ano ela tem que falar pelo
menos cinco palavras Ela já tem que est tentando apontar tentando conseguir as coisas aí com com 18 meses também ela tem a os sinais da comunicação e do comportamento que ela já tem que estar apresentando o que acontece é quando a mãe quando é o primeiro filho Geralmente as mães demoram mais porque elas não sabiam não tinham visto como era um desenvolvimento adequado ou esperado pra Idade mas quando não é o primeiro filho e a mãe já chega fala não olha meu filho é diferente dos outros aí eu olho e percebo que realmente o comportamento
é diferente porque às vezes o comportamento o que leva a criança pro consultório do psiquiatra é o comportamento de hiperatividade e as estereotipias e a repetição e o apego a Mesmice que é o que eh constrange socialmente impede a família de de sair às vezes a mãe vai no no shopping ou no Supermercado a criança se joga porque teve alguma mudança na rotina Teve alguma questão da inflexibilidade cognitiva que a criança não aceita E aí dá dá que aquele aquele floreio solta os olhos então são as essas crianças elas chegam mais rapidamente do que as
crianças que T um comportamento mais passivo mas que elas têm um comportamento que é um pouco diferenciado das outras crianças às vezes é uma criança que fica brincando Sozinha fica rodando fica eh rodando a rodinha não brinca com funcionalidade com os brinquedos mas não dá trabalho Não grita não é barulhento você leva ela para qualquer lugar ela não dá trabalho quando chega na escola que a professora percebe que a criança não tá interagindo não tá brincando tá eh tem mudanças de rotina na escola às vezes cai suco no outro aí a criança começa a dar
problema que a a escola vai falar pra mãe e às vezes a mãe fala ah mas aquela escolha Muito chata porque meu filho nunca deu problema não é que ele nunca deu problema é porque ele não tinha sido colocado num ambiente que era diverso ou desafiador para ele poder manifestar que ele tava incomodado porque o ambiente em casa tava ótimo Tava perfeito entendi eu acho que a essa essa essa dúvida que a gente fica em relação ao autista é porque são características muito específicas e são características é diferentes pros níveis Então como você Falou tem
criança muito agitada E aí você deve observar o comportamento e tem criança muito quieta é isso tem criança que não dá trabalho por isso que cada um é único é diferente e eh Esses dias eu tava nesses grupos de WhatsApp de médico eh tem o autismo com hipers sociabilidade aquela criança que aquele caso que tem autismo porque tem estereotipo pia tem apego a mesmi tem flexibilidade mas é extremamente sociável extremamente dócil abraça todo Mundo quer beijar todo mundo aí você tem que ficar mais preocupado com maior atenção por por eh precaução sofrer abuso existe também
o autismo com a hipers sociabilidade que é é é no eh na síndrome do cromossoma s não não é cromossoma 7 não é uma uma síndrome gen síndrome de willas agora eu lembrei é na síndrome de willas que tem isso e essas características podem vir juntas aí pers sociabilidade com o autismo então cada eh cada caso é um caso é único é Diferente e a gente tem que ter conhecimento técnica e experiência para poder avaliar não é olhar e falar é diferente é autista tá muito banalizado o diagnóstico a minha a minha preocupação e a
minha intenção hoje é deixar claro aqui para vocês que não banalizam o diagnóstico vamos ter mais cuidado com a questão do diagnóstico porque quando a gente banaliza o que tá acontecendo é que estão estão sendo perdidos os direitos adquiridos com Muita luta com muita dificuldade a gente não pode achar que autismo não é nada autismo é uma coisa é um transtorno se é um transtorno a gente precisa de dar apoio e condições adequadas PR as pessoas superarem as barreiras não é banalizar diagnóstico você comentou que você pode dar o diagnóstico em um dia ou em
um ano então considerando os níveis de altismo porque eu imagino que tem nível que é mais fácil entre aspas tem nível que vai demorar mais então Considerando nível 1 nível dois e nível TR qual que qual que é essa dificuldade de dar ou não o agnóstico é Eh vamos falar um pouquinho de classificação eh a classificação de níveis ela vem do de um livro chamado dsm eh que foi a organização eh foi a associação americana eh de psiquiatria dos Estados Unidos que criou esse livro ele é um livro que tem todos os diagnósticos psiquiátricos que
é usado nos Estados Unidos teve o a versão 1 2 3 4 agora a Gente tá na versão CCO então Esse é o dsm5 o dsm5 ele vem com essa proposta de classificar por nível de suporte é se a pessoa precisa de muito suporte pouco suporte ou quase nenhum suporte eh essa classificação que tá descrita no dcm a Sid que é a classificação internacional de doença eh que é da Organização Mundial de saúde faz uma eh no Sid 10 que é a 10ª edição eles colocavam eh de uma uma classificação diferente aí eles eles fizeram
a versão Um e na versão 11 tirou-se e a síndrome de asperge tirou a síndrome de R a síndrome o transtorno desintegrativo da Infância e colocou autismo eh nível 1 2 e 3 eh o que que acontece com e passou a chamar transtorno da espectro autista passou a chamar transtorno do espectro autista com porque foi no no dsm que mudou e aí a Cid 11 acompanhou o dsm5 e o o essa é uma proposta da da organização Mundial de Saúde baseada na classificação internacional de Funcionalidade que cif que é um livro que foi a Organização
Mundial de Saúde que criou que eh seria você avaliar Quais são as barreiras e quais são as questões biopsicossociais para você poder falar que é uma doença ou não então quando você tem o nível um você tem que avaliar Qual que é a eh o que que Quais são as dificuldades que a pessoa tem para que ela tem que dar conta de superar Essas barreiras eh o nível um de suporte eh ele é um pouco Controverso eh do ponto de vista de da neuropediatria eh a gente vai da neuropediatria não da neurociências a gente tem
que pensar que a criança Ela tá em desenvolvimento então aos 4 anos ela tem que ter eh tem que ter desenvolvido a fala se ela não desenvolveu a fala eh a gente vai classificar ela como nível dois porque ela vai precisar de suporte para poder comunicar ela eh e aí até os 6 anos ela tem que ter desenvolvido algumas outras Habilidades eh que aí a gente vai classificar se ela vai ser nível dois ou nível três aí tem até os 18 anos também que ela tem que ter desenvolvido algumas questões então quando a gente eh
não dá pra gente falar que uma criança com menos de 6 anos é nível e nível um de suporte nenhum paciente meu com 6 anos é nível um de suporte por mais avanço e ou ou menos atraso no desenvolvimento que ele tenha porque você não pode deixar uma criança sozinha com 6 anos de idade Então ele precisa de suporte pelo menos para ser supervisionado eu sempre falo isso para as mães porque parece que que é um orgulho Ah meu filho é nível um assim não dá pra gente avaliar é uma questão dinâmica a gente tem
que tá acompanhando o crescimento desenvolv da criança para saber se ela tá eh eh crescendo de forma adequada aos 6 anos entre 6 e 8 anos ela tem que desenvolver habilidade de alfabetização tem criança que não Desenvolve a alfabetização mas não porque ela não dá conta porque ela tem dislexia Então você tem que usar uma outra técnica então é muito simplica falar nível 1 dois e três na primeira consulta você tem que acompanhar esse F menor de 6 anos é nível e três porque nível três A criança precisa supervisão entendeu Entendi então essa divisão de
níveis tá relacionada à dificuldade que a criança vai apresentar o paciente naquele momento da avaliação apresenta Eu posso ter nesse momento uma avalia eh eu posso avaliar um adulto nesse momento falar que ele é nível um ou eu posso avaliar um adulto daqui três meses falar que ele tá em nível dois então é naquele momento da avaliação que eu vou falar o nível do suporte que ele precisa é muito comum os autistas nível um na reavaliação de funcionalidade a gente vê que não é nível um é nível dois se bobear três porque não tolera barulho
não dá conta de se comunicar de forma Efetiva não dá conta de manter eh a execução na de de tarefa naquele trabalho vai precisar de uma pessoa para intermediar as relações vai precisar de várias adaptações no ambiente que nível um é esse que não que não precisa de quase suporte nenhum entendeu então assim a gente tem que que avaliar a funcionalidade dentro dessa questão mas aí a gente divide Como assim o nível um é o que a mãe Eh precisa a criança no caso precisa de menos suporte então é Criança que vai pra escola que
tem professor de apoio ou não se ela é nível um ela não precisa de professor ela precisa de mediador Entendeu entendi preciso de mediador na escola mas eu tô falando em relação às características aí o nível dois de um para dois o dois já tem menos é facilidade na comunicação na comunicação ele a comunicação não é efetiva então ele é por mais que ele fale que ele Execute frase elas são frases sem funcionalidade não dá conta De falar que ele tá com dor de barriga que ele tá com febre que ele tá com fome e
a a falta de comunicação que leva aos comportamentos agressivos aos comportamentos disruptivos no autismo então então comparando o nível um com o nível dois com o nível três Quais são as características mais marcantes no nível três Porque estão o nível trê geralmente ele vem junto com uma comorbidade ou ele vem junto o nível três é o que vem com as comorbidades eh mais graves que que Prejudicam o desenvolvimento e a independência que vem com retardo mental é retardo mental que tá escrito nacid tá gente é nace de 11 agora vai ser transtorno do devolvimento intelectual
eh e no Brasil a gente tá usando a Sid 10 então eu vou usar os termos técnicos da Sid 10 a Sid 11 ela vai entrar em vigor no Brasil só em 2027 que foi uma notificação que o ministério da saúde falou pra gente agora esse mês de janeiro só para vocês já saberem eh mas O que que acontece o nível três ele precisa de muito suporte o nível três é aquela criança que ele precisa de um auxiliar o tempo todo porque ele não dá conta de limpar o bumbum sozinho ele não dá conta de
comer sozinho ele não dá conta de fazer nada sozinho criança adolescente adulto então ele eh Por que que ele não dá conta se foi oferecido todo o tratamento provavelmente porque tem uma comorbidade genética alguma doença que impediu o progresso alguma Doença degenerativa epilepsia E aí vem as comorbidades que tem no autismo graves né então o nível três que é onde tem mais comorbidade eh e que a criança no caso o autista precisa de mais suporte é o que entre aspas é mais fácil dar o diagnóstico é o mais fácil de dar o diagnóstico porque ele
ele não tá acompanhando o desenvolvimento mesmo vocês você fornecendo todas as ferramentas toda a estimulação eh o menino vai três vezes por semana na Terapia fica uma hora na terapia e 3 horas por semana faz as 10 horas por semana que a gente que a gente pede nos relatórios e ele tá tendo um progresso muito devagar mas ah então já que ele não vai progredir bem então não vou manter as 10 horas não você tem que manter as 10 horas porque eu não sei como é que ele vai responder no futuro e a gente tem
que manter Sim a nossa obrigação como sociedade é dar todos oportunidades que a criança tem que que A gente pode dar para ela ser um adulto Independente se ela vai ser um adulto independente ou não não sei mas a nossa obrigação é dar assim tudo aquilo que a gente tem como dar a gente não pode dar aquilo que a gente não tem Mas se a gente tem para dar a gente tem que dar sim pergunta eh coletiva colocar todas essas características de crianças colocar todas essas características específicas dentro de um único pacote que hoje chamamos
de transtorno do Especto autista Foi bom ou não ou isso tá confundindo muito então é é uma é uma pergunta polêmica e eu não sei se eu não vou responder como médica eu sou fisioterapeuta para quem não sabe tá gente eu sou fisioterapeuta depois eu fiz medicina e fiz psiquiatria eu vou responder isso como fisioterapeuta eh eu acho que foi ruim porque você tirou o nível de suporte para quem precisa entendeu porque você colocou todo mundo No mesmo pacote o nível um então é igual ao nível tr bacana o nível um não precisa de qu
suporte nenhum não precisa de terapia nenhuma então eu o plano de saúde vou deixar de dar as terapias que são necessárias porque o nível um e o nível três são iguais para mim é interessante falar que eles são iguais porque eu seu plano de saúde eu quero ganhar dinheiro eu não quero gastar então eu tô falando como fisioterapeuta não como méo sim mas sim mas eu também Concordo com você porque quando a gente fala é o que eu acho que começou a frase do mas ele não tem cara de autista Ah meu filho é autista
mas ele não tem cara de autista porque para uns o autista é aquele inteligente focado é quase nerde e para outros o autismo na cabeça das pessoas o autismo é aquele que tá quase ou sen não acorrentado na barada da cama que são os de nível três de suporte então quando a gente fala sobre autismo é muitas pessoas ainda confundem porque Que eh o meu filho tem essa característica e o filho da vizinha de outra característica também é autista né Eh o meu filho Gabriel já tá com 19 e ele é nível um suporte e
é muito funcional e na escola ele tinha essa dificuldade porque tinha outra criança que dependia mais da professor e ele falava eu não sou autista ele que é autista eu não sou porque ele percebia essas diferenças e eu acho que é conversando com outras Mães na Comunidade né de de eh que a gente participa de grupos né de mães Acontece muito isso a mãe do nível três ela fica mais recuada a criança dá muito mais trabalho a mãe de nível dois e um é como se fosse mais leve eh tratar aquela criança então eu acho
que gera muito confusão por conta das características no no ambulatório e eu trabalho em dois ambulatórios SUS eh com criança e adolescente no ambulatório eu tô eu eu tenho preferência por atender casos Graves no consultório articular também atendo casos graves eh no ambulatório eu marco os pacientes as crianças e adolescentes principalmente adolescentes gente que adolescente atista também dá trabalha igual adolescente neurotípica eu marco nos horários próximos porque elas chegam E aí eu atraso um pouquinho e aí elas ficam trocando figurin E aí uma mãe que acha que tá sofrendo muito porque o filho dela tá
numa condição de comportamento muito difícil junto com Outra mãe primeira coisa elas vê que elas não estão sozinhas Então ela elas não estão pagando nenhum pecado nada disso então elas estão numa condição lá que que elas estão E aí uma apoia a outra E aí uma conforta a outra e uma dá dica paraa outra de como melhorar a situação e elas falam de remédio de dic de lugar para ir de onde ninguém fica olhando de de parente de não sei o que n nada de sítio lugar então é muito bacana a gente tentar aproximar as
pessoas que Estão vivenciando as mesmas situações até mesmo para elas entenderem que elas que é uma condição momentânea que vai melhorar eu sempre eh acredito na melhora vai melhorar eh se a gente tá fazendo tudo certinho vai melhorar tem que melhorar a adolescência vai melhorar vai passar a adolescência Vai passar viu gente tenha fé vai passar não é não passou não foi bom é o meu já tá trabalhando já graças a Deus mas adolescência é difícil e ela vai passar Então a gente tem que ter trocar figurinha e e ter a a questão do pertencimento
de entender que eu pertenço a algum lugar que outras pessoas estão vivenciando mesmo que eu vivenciei e que eu vou superar aquilo e e se você tá precisando de ajuda mãe peça fale com o médico do seu filho peça não pense em fazer besteira procura ajuda a gente precisa saber pedir ajuda independente do trabalho que o filho está dando naquele momento indepente Uhum agora eu vou te perguntar uma coisa eh em relação aos critérios de Diagnóstico você comentou eh que precisa afetar todas essas áreas né mais de uma área na vida mas essa quantidade de
Diagnóstico nível um de suporte imagino eu para adultos Você não acha que fica um pouco romantizado essa coisa de hoje todo mundo é autista então Eh o isso é é uma polêmica eh eu acho que eu acho não eu tenho certeza que tem uma grande parte desses novos Diagnósticos que são diagnósticos errados diagnósticos baseados em avaliação psicológica rápida eh checklist eh respondendo checklist eh Alternativa de de teste sem a avaliação qualitativa da da da vida da pessoa e sem levar em consideração o transtorno a disfunção em três ambientes na vida e para ser autista para
você ter o diagnóstico do autista você tem que preencher algum eh critérios são pelo menos do três três ou dois critérios em Cada área são cinco áreas Então a gente tem que fazer isso se você preenche todos os critérios mas você não tem o as alterações de comportamento tem um outro diagnóstico que chama eh transtorno de comunicação a pragmática então assim eh tá muito banalizado o diagnóstico de autismo autismo não é uma coisa fácil quem é autista nível um e que tá nas redes sociais eh descreve eh de forma muito detalhada Quais são os obstáculos
ao longo da vida eu gosto muito de Acompanhar a autista nível dois tem algumas autistas eh meninas nível dois que usam comunicação alternativa e que é muito bacana você avaliar como que elas estão dando conta de de se virar e e o nível de mediação de suporte que precisa e também tem um nível três que eh é bacana se acompanhar a família nível três também porque eh para des Romantizar que que eh são anjos não são anjos são pessoas eles vão crescer eles vão ter desejos eles vão vão ter Eh confrontos com os pais então
a gente tem que eh tirar esse romance essa essa banalização de de de internet de Instagram não as coisas não são fáceis não é difícil é doloroso porque eu acho que tem Aparecido mais principalmente eh no YouTube uma galera nível um de suporte conversa super bem aqueles meninos quase gênios então eu sou autista eu sou autista e eu acho que atrapalha a comunicação em relação ao nível três as mães nível três e eh não Saem de casa as crianças não saem de casa quando aparece um ví como a gente já vê muito na internet é
de menino em crise menino amarrado menino que tá quase amarrado mesmo para não se machucar contido é de verdade é concorrente é é mãe que faz a divisão no quarto né Tem Criança já adulto né não criança mas adultos mais agressivos é que podem Machucar os outros da casa tem um vídeo de um menino que eu acompanho que eles fizeram a divisória no quarto Ele fica dali para dentro dentro do quarto para ele não machucar os avós então eu acho quanto mais a gente Romantizar e tornar mostrar o altista inteligente o gênio bacana Só que
os de nível três aonde que estão os de nível três Então mas assim eh quando eu falei para você eu defini o o conceito do transtorno o transtorno ele não é uma coisa fácil ele não é uma coisa romântica ele não é uma coisa bonita ele tem e as dificuldades as crises as Adversidades os contratempos Então se tá muito bonito se tá muito legal se tá muito fácil se tá muito tem um termo que o povo usa agora Instangram filmar e colocar no Instagram desconfia será que é autismo mesmo porque pelo menos as pessoas que
eu acompanho de nível um de suporte na na internet e as que eu conheço pessoalmente A grande maioria eu conheço Elas têm momentos que são bem panques assim e é muito bacana que o nível um ele coloca a gente conhece Nível um que vai na internet e fala aquilo que tá incomodando que tá doendo e a comunidade Fica incomodada ah podia ter feito gente ela é nível um ela tem o direito de falar Uhum Então assim se é muito eh television navel se é muito bonito se é tudo aquilo que as pessoas querem ouvir e
ver isso é propaganda isso é novela isso é literatura isso não é vida real autista nível um desse jeito Não Existe naem televisão a vida real é diferente Se as mães de nível três Aparecessem mais mostrassem mais os seus filhos tirassem mais de casa mesmo dando trabalho é é absurdo que dão eh você acha facilitaria mais esse entendimento eu acho que as crianças elas não trabalham porque elas foram mal manejadas então é importante a gente não deixar chegar nesse nível de de restrição e confinamento Então a gente tem que sair de casa de pequeno ele
tem que aprender a socializar ele tem que aprender aí nos lugares ele tem que Aprender aí na escola ele tem que aprender a sentar ele tem que aprender a ir no shopping a comer e então a gente não quanto mais isolado você fica pior o problema fica porque você tá tirando a oportunidade do seu filho de aprender a se socializar E aí ele vai crescer vai ficar difícil de de lidar então Mães de nível três vocês têm que sair com o filho de vocês de casa ah mas ele se joga no chão não sei o
quê e daí se alguém fizer alguma coisa chama a Polícia porque isso é é psicofobia se alguém falar alguma coisa ISS é psicofobia você tá educando seu filho você não tá batendo Então você tem que socializar ele e procura ajuda procura uma terapeuta comportamental tem muitos livros tem muitos cursos eh eu sou da primeira turma de pós--graduação de do FMG tem muitos colegas eh graças a Deus a gente já tá na C na quinta turma tem muitos colegas que fazem cursos online não são cursos caros são cursos baratos Fazem mentorias com os pais para ensinar
a lidar com isso porque tem várias técnicas tem várias formas da gente tentar lidar com isso para não chegar na agressão não chegar na na no transtorno de não poder sair com o filho de casa a gente tem que sair com os meninos sim ah mas hoje não tá dando se hoje não dá vamos programar para amanhã e tem várias técnicas que a gente usa para poder sair de casa os meus pacientes eles não ficam isolados eh e é muito bacana quando você Acompanha o paciente nível três que a mãe faz tudo bonitinho E aí
ela vi eu tenho uma paciente que ela viajou para para Santa Catarina lá pro Beto Carreiro a mãe no 2023 foi terrível 2023 foi um ano terrível para essa família e aí a a mãe me procurou e a gente fez os acerto de medicação com com a terapeuta tal e aí ao longo de 2024 melhorou muito a ponto da mãe viajar com a menina para Beto Carreiro para mim foi assim foi o ganho foi a minha conquista Eu e e eu f e eu sempre reforço pra mãe Eh Se todas as mães fossem iguais a
ela a gente tava muito bem porque assim tudo que eu orientava ela falava era uma criança que tomava canab deol eu tirei o cannab deol e passei para ela uma medicação que custa R 10 a Caixa quando a mãe foi comprar ela virou ela me mandou mensagem Doutora é esse remédio mesmo é muito barato eu falei confia em mim fecha o olho e vai vamos junto confia em mim e a menina tá tomando Medicação barata ela não tá tomando uma só tá tomando três mas não não é R 12.000 por mês a medicação e assim
e tá bem tá ótima tá funcional E aí a mãe sai toda sexta-feira Eh toda sexta-feira não uma vez por mês a mãe sai com ela e aí a mãe dá surpresa o dia de sair leva ela em lugares diferentes a mãe retomou a vida eh a normalidade a mãe agora tem o prazer de sair com ela sentar beber um chope enquanto ela com a batata e as mães têm que buscar por isso ficar em Casa isolada não vai resolver o problema conversar sobre autismo com psiquiatra não tem como não ser assunto polêmico a gente
já falou sobre alguns Então vamos entrar na parte da medicação porque conversar autismo já é polêmico conversar com psiquiatra então não tem como não ser polêmico sobre o uso de medicação todo autista precisa tomar medicação não não não é uma não é obrigatório e não existe medicação para o autismo no autismo a gente trata Sintomas alvos ou se houver uma comorbidade a gente vai tratar a comorbidade O que são as comorbidades a comorbidade e geralmente são a a os outros transtornos que vem junto com o autismo thh t o transtorno déf de atenção hiperatividade que
o TDH é um é a a ansiedade e a fobia social a e às vezes a inflexibilidade fica parecendo um toque mas o que é o transtorno obsessivo compulsivo mas não é toque é inflexibilidade cognitiva Então Eh as comorbidades a é sintomas alvos e comorbidades que a gente trata não existe medicação para autismo Ah mas eu desenvolvi um produto maravilhoso com vitamina com não sei o que e cura autismo você é uma excelente picareta Tá vendendo picaretagem muito boa porque não existe isso na ciência não existe isso eu posso falar porque o conselho de medicina
me autoriza a falar isso não existe cura para autismo uhum então a medicação a medicação diferenciada Quando você fala que você coloca mães no consultório para conversar a gente sabe que o assunto também é medicação em grupos de mães é a o assunto é medicação eu até esses dias falei a melhor coisa é grupo de mãe A pior coisa é grupo de mãe porque fica assim o meu filho toma não vou falar nome de medicação toma x o meu toma Y Ah mas da que horário ah mas da que é qual miligrama e eu sempre
coloco gente é médico que sabe então mas aí a na questão da medicação a gente vai ter Também a polêmica de Qual médico que tá prescrevendo o psiquiatra ele prescreve medicação de forma diferente do neurologista e do pediatra por quê porque as formações são diferentes eu aprendi na psiquiatria que a criança na psiquiatria infantil lá no Rio de Janeiro com Francisco Assunção e o Fábio barbirato que eu tenho que dar medicação durante o dia para comportamento e de criança autista quando tem hiperatividade o neurologista faz Diferente de mim então assim o neurologista tá errado não
o neurologista aprendeu na residência de Neurologia como ele tinha que fazer eu sou psiquiatra eu não sou neurologista Se eu quisesse ser neurologista eu tinha feito Neurologia eu quero ser psiquiatra eu gosto psiquiatria então eu vou prescrever do jeito que eu aprendi Então até quando as mães vão discutir medicações elas tê que tem que saber quem que é o especialista porque na Psiquiatria eu uso ácido valproico eu uso os anti epiléticos de uma forma diferente do que eu uso Na neurologia eh eu uso os antipsicóticos de forma diferente do que tá na bula na psiquiatria
São existem cinco classes de medicações que a gente usa na psiquiatria toda a vida é uma piada de psiquiatra Ah só só existe Esses medicamentos na psiquiatria psiquiatria um dia vai acabar não psiquiatria não vai acabar nem com a inteligência Artificial a psiquiatria não vai acabar porque o psiquiatra ele lida com gente eu gosto de ser psiquiatra porque eu gosto de gente então além do remédio eu tenho que saber muito bem manejar as medicações saber sobre as medicações efeitos colaterais não mas eu tenho que ver quem é que tá tomando a medicação então por isso
que eu sou psiquiátra porque eu gosto de gente eu gosto de dar pque na vida dos outros por isso que eu sou psiquiatra v t no Assunto da medicação não existe medicação para autismo Então o que vocês receitam vocês médicos né Eh são para melhorar os sintomas das comorbidades Então se uma criança tem tea E tem TDH ele vai ser medicado para controlar os sintomas do T do do do do TDH aí vai depender aí a gente tem que saber o eh A grande maioria do dos pacientes Não não é a grande maioria não eu
tenho pacientes específicos eh autistas que tem que usar a que o que todos os Problemas que tá tendo na escola não é porque é autista é por causa do TDH Uhum aí eu tenho que usar a medicação do TDH só que aí ele teve uma reação eh com a medicação E aí eu tentei todos os três remédios que que eu tinha não tem outra medicação eu vou ter que ir sem medicação E aí a escola fica mandando ah tenta aquele tenta aquilo aquele outro não vou dar remédio para menino ficar quieto sedado menino sedado na
frente eu tenho que medicar o que a primeira coisa Eu tenho que saber o que que ele tem para eu medicar de forma correta não é sair dando qualquer remédio e aí o remédio não não teve um bom efeito a gente tem tenta outras classes dentro daquele transtorno não deu um bom efeito A criança teve uma alergia tá intolerável a gente vai sem remédio então assim a psiquiatria ela não se resume a remédio uma coisa que eu fico muito triste é que hoje em dia A grande maioria dos psiquiatras eles viraram Prescritores só prescreve não
conversa com paciente não avalia a dinâmica da da família eh não não estimula as famílias a melhorarem a gente tem que estimular as famílias a melhorarem todo mundo a dentro daquilo que a gente dentro das nossas possibilidades eu acho que psiquiatria é isso é você levar a pessoa ser a melhor versão que ela pode ser uma vez você me disse quanto mais a mãe reclama mais o médico Medica mais o médico aumenta a medicação é o MBC me Falou isso e eu tirei as medicações do meu e ele ficou bem bom que você me ouviu
eu ouvi eu ouvi agora deixa eu te falar a medicação não é é a única opção né não é a única opção o que eu também percebo é que as mães procuram médico médico cheio de reclamação mesmo porque a reclamação vem da escola né a escola reclama pra mãe a mãe reclama pro médico o médico Medica aí a criança volta pra escola ou mais agitada ou sonolenta E aí a escola volta pra mãe que volta pro Médico Pergunta a escola pode contestar eh laudo a escola pode contestar medicação não quem pode contestar o atendimento médico
do ponto de vista jurídico é perito é outro médico que está na na função de perito Mas o médico psiquiatra que trata criança e família ele vai ouvir a escola sim porque ele quer o melhor paraa criança ele quer o melhor para para aquele ambiente que a criança Tá frequentando mas a gente tem que eu tô fazendo mestrado em psicologia Mas é em a minha coorientadora ela é da FAI que a faculdade de educação quando eu entrei nesse mestrado a minha o meu objetivo Você sabe que eu gosto de resolver meus problemas então eu vou
PR as especializações para resolver meus problemas meu problema era que as escolas estavam assim transformando a minha vida no inferno e a vida dos meus pacientes também no inferno e eu pensei assim ah eu vou fazer vou desenvolver um projeto vou fazer alguma coisa e vou Mudar a situação que tá acontecendo porque isso tá me incomodando quando a gente vai ver a realidade porque eu não sou professora sou psiquiatra a realidade das escolas tá insustentável Hoje em dia a e são 25 crianças entre 4 e 5 anos eu vou te falar Esse Dato que eu
li ele hoje para colocar no meu projeto é É no mínimo 25 crianças eh não é no máximo 25 crianças é é 25 é no no mínimo 15 no máximo 25 como que uma professora com crianças de 5 a 4 Anos com 25 crianças numa sala uma professora e mais três crianças autistas ou duas crianças com TDH e uma autista como uma única professora com crianças de 5 ou 4 anos vai dar conta de lidar com aquelas crianças ela não vai dar conta é humanamente impossível até nas nas recreações nos eventos que a gente vai
de recreação tem um número e é um recreador para cada 10 crianças então assim a a ninguém tá olhando o lado dos professores a gente Tem que olhar que as professoras elas estão querendo um aumento da medicalização elas estão querendo meninos quietos porque elas não estão tendo condições de trabalho uhum tá impossível eh condição de trabalho e aí a gente aí na disposição da do do regulamento da pra escola especial eh são de 8 a 15 crianças para uma professora as escolas especiais elas não são o lugar da criança mas elas são o lugar onde
a criança tá na melhor Condição arquitetônica possível paraa professora trabalhar então as escolas especiais Elas têm essa vantagem é uma ou duas professoras para oit a 15 crianças Então se a gente quer escola se nós desejamos uma soci inclusiva com escolas inclusivas a gente tem que começar a estudar o que que tá acontecendo nas escolas para exigir mudanças no segundo grau é 40 pessoas como que vai ter 40 adolescentes Eu já fui adolescente eu não era adolescente Falo não se eu falo para caramba hoje e out medicada você imagina antes como que uma professora vai
uma professora com 40 sendo que a gente tem a neurodiversidade dentro daquela sala é humanamente impossível Então as escolas estão demandando muito mesmo e da saúde mental tal mas porque elas as a infraestrutura e as condições de trabalho tão muito difíceis e não adianta eu capacitar o professor com a melhor capacitação a minha conclusão do Mestrado é essa não adianta eu dar capacitação Você sabe que eu gosto de falar e de fazer palestra Não adianta eu dar se a realidade daquela professora é uma sala com uma professora 25 Crianças e no mínimo três crianças eh
mais eh diferentes ou difíceis tá impossível as escolas Então as mães tê que também olhar pro lado da das professoras Então a gente tem que avaliar a realidade não só a nossa realidade eu tive que sair do consultório da psiquiatria para ir pra Escola para saber o que tava me incomodando e eu descobri o que tá me incomodando e e é essas questões que estão me incomodando e tão incomodando todo mundo que tá incomodando todo mundo e eu também percebo isso as escolas pressionam as mães porque as escolas querem a criança quieta as mães não
sabem se aquela medicação na verdade tá dando certo se não tá dando certo e aí eh eh volto pro médico né e eu acho que fica essa um ciclo vicioso fica um ciclo Vicioso das Crianças super medicadas em relação à reclamação da escola a escola quer a criança quieta sentada aprendendo gente é claro que tem criança que tem os transtornos de aprendizagem que precisam de mais atenção mas é o que eu também percebo e e recebo ligação de de de pessoas da escola de educadoras é questionando os os diagnósticos Liliana o que que você acha
falou assim eu não sou médica eu acho que deve procurar pedir a família para pedir uma Reavaliação então e essa pressão que a escola causa cria um mercado capitalista que realmente é eh é uma questão de de mercado capitalista mesmo se tem a demanda vão surgir profissionais para atender a demanda tem bons profissionais e profissionais muito ruins que não Estão interessados no bem-estar do meu paciente só Estão interessados no dinheiro e que vão dar fazer diagnósticos rápidos eh diagnósticos levianos anos vão prescrever medicações Da moda Então a gente tem que pensar eu sempre falo com
as mães você sabe disso que eu tenho que acreditar na mãe porque a mãe que é o melhor para o filho dela mas eu tenho que dispensar tempo na consulta eu tenho que ter que ouvir e eu posso estar errada se a mãe falou que eu tô errada eu tenho que avaliar Será que eu tô errada mesmo eu posso est não sou Deus eu posso errar então A grande maioria dos médicos fast food que a gente vê que estão hiper medicando as Crianças são médicos assim sem experiência que fez uma pós--graduação no final de semana
que não que só quer o bem-estar financeiro que quer ganhar dinheiro no tiktok quer ganhar dinheiro no Instagram quer ganhar dinheiro e quer oferecendo cursos não mas se oferece curso Pelo menos você não tá lasc dando diagnóstico errado e dando remédio errado você tá pelo menos capacitando eu sou contra aqueles que ah Procure minha equipe eh nós vamos fazer tem um um quem É médico Sabe tem um famosinho aí do mundo do autismo que ele não dá o diagnóstico com a equipe dele faz uma avaliação pelo WhatsApp para poder marcar e dar o diagnóstico gente
não existe diagnóstico médico mediúnico não a gente tem que avaliar o paciente tem que ver o paciente e a teleconsulta ela pode ocorrer eh não não sendo presencialmente mas em 180 dias ela tem que ser presencial você não pode acompanhar um paciente sem não ter Avaliado ele presencialmente eu eu sempre avalio presencialmente na primeira consulta e faço acompanhamentos eh por teleconsult consulta mas a gente tem que ter critério de qualidade eh e a gente Sabe aquilo que é bom e aquilo que não É mas às vezes a gente quer ir pela fórmula mais fácil pro
caminho mais fácil não existe nada fácil não existe almoço de graça então a gente pra gente ter um filho independente independente de transtorno ou não a Gente tem que gastar tempo a gente tem que sentar tem que conversar tem que educar hoje em dia tá chegando no consultório eh particular no SUS também muitas crianças com diagnóstico de transtorno opositor eh desafiador sem um transtorno psiquiátrico de base assim a criança é mal educada Então porque transtorno é opositor desafiador quando você vai ler os critérios diagnósticos é uma criança que não tem um bom comportamento Então ela
é só mal educada Ou ela tem geralmente ocorre o contrário ela tem um transtorno de eh psiquiátrico de básica que causa uma desregulação de humor que causa eh impulsividade descontrole emocional que vão causar os transtornos E aí que vai dar o transtorno opositor desafiador não na minha opinião tá minha opinião de Michele médica não existe Tod Todd somente Todd quando chega para mim falar tem Todd Eu pergunto e o quick você gostou também porque assim aí o ovo Maltino também é bom porque só o tdd não o tdd unicamente e ele não existe ele tem
que vir junto com outras questões porque ele tem um prognóstico ele tem uma história o o transtorno opositor desafiador ele tem outros transtornos juntos ele vai ter um desfecho lá na frente se ninguém fizer nada todos os transtornos psiquiátricos eles têm uma história é uma fotozine vai vai dar um filme errado então a gente Intervém eu falo isso com os meus pacientes meus adolescentes e as minhas crianças Você vem no Psiquiatra da infância para você não ser doido se você não vier você vai ser doido lá do carro de adulto Então venha faa as coisas
que eu te oriento vão fazer do direitinho você não vai ser doido a psiquiatria da infância ela trabalha basicamente com a prevenção e com a diminuição de danos então a gente trabalha para evitar que que as pessoas tenham transtornos Mentais graves ou se tiver com menos disfuncionalidade com melhor qualidade de vida com maior melhor funcionalidade sim porque hoje tem tem um transtorno tem um t para tudo um transtorno para chamar de seu cada cada um tem um transtorno para chamar de seu é tipo isso então se a criança é muito agitada ela é TDH se
a criança responde é agressiva ela tem Tod Então tem um monte de p aí tem uma assim a criança altas habilidades não é diagnóstico ser Inteligente não é diagnóstico eh e a altas habilidades eu eu tô eu atendo no consultório pessoas que tem crianças que TM altas habilidades tá recebendo diagnóstico de autismo gente tá assim tá difícil sinceramente Tá di mas as crianças com altas habilidades as crianças superdotadas também têm dificuldade Mas é porque elas são e inventivas elas são criativas elas são eh desafiadoras e quando elas descobrem que que eh elas descobrem formas muito
Mais elaboradas para para burlar a regra E aí formas inusitadas diferentes e aí mas esse Mas como que ele fez isso não não pode uma criança normal não faz isso aí vai o médico que não sabe não conhece criança vai fala que o menino é autista ou que ele tem um transtorno não é o menina inteligente ele deu um nó na mãe dele lá e a gente tem que se preparar para para dar para ele mais recursos para ele não ter tempo ansioso para não aprontar então ok então tem Características muito positivas e tem características
muito negativas então a mãe tudo na vida tem mas aí a mãe já chega no consultório e fala assim eh o meu menino é agitado ele não olha Olho no Olho ele não fixa o olhar ele tá cheio de estereotipias aí tudo para elas estereotipias mas ele é muito inteligente Olha ele responde ele sabe ele fala ele conta caso então tem característica positiva e negativa e aí para chegar no diagnóstico A confunde todo mundo né não aí é o acompanhamento acompanhamento é acompanhamento longitudinal eh psiquiatra ele é como um médico de saúde da família só
que PR PR pras questões mentais eh às vezes eu tenho paciente que eu demorei 3 anos para fazer diagnóstico porque o casa era de um jeito depois apresentava de outro depois apresentava de outro e aí depois apresentou de outro eh eu tô falando de uma adolescente com transtorno bipolar Ela chegou com 11 anos e aí com 14 ela abriu um sur de mania que aí a gente fechou direitinho diagnóstico por que psiquiatria na infância é isso a criança ela vem com com com alguma alguns sintomas que eu vejo então é aquilo que eu vejo aquela
manifestação fenomenológica que eu vejo e aquilo pode ter um monte de desfecho Então eu tenho que acompanhar longitudinalmente eh uma coisa que acontece no consultório particular é quando o paciente chega em Mim ele já passou por todos os psiquiatras que tem Belo Horizonte já passou pelos meus professores já passou pelos meus colegas já passou por todo mundo aí chega em mim é muito mais fácil fazer o diagn muito mais fácil acertar não o diagnóstico Mas acertar o diagnóstico e o tratamento porque todos os outros médicos extremamente capacitados fizeram coisas e aí a pessoa desistiu do
tratamento achou que o médico era ruim e foi no outro aí o Outro fez o outro passo aí não gostou foi no outro aí chegou em mim é muito mais fácil já não tem mais nada para fazer então vou tentar a última alternativa Então a gente tem que manter o relacionamento com o psiquiatra de forma longitudinal porque aí o psiquiatra vai ver aquele filme em com várias fotografias ele vai dar conta de falar do desfecho do filme mas as estão procurando mais de um profissional por quê Porque elas querem Escutar que o filho não é
autista ou é porque elas não estão dando conta do tratamento proposto pelo primeiro médico eu acho que é muita informação é é uma bomba de informação uma muitas propagandas aí tem médicos que que são bons a grande maioria dos médicos bons eles não fazem tanta propaganda é mais boca a boca mesmo ou tão dando aula são professores tão vendendo curso eh E aí sobra o mercado das Picaretas aí a mãe vai em um que passa uma coisa mágica Não resolve aí vai no outro não resolve vai no outro não resolve eh eu acho que é
Muita ansiedade da mãe muita informação que a mãe tem que tá buscando E aí ela não não tem mais aquele recurso familiar aquela rede familiar aquela avó para dar para dar uma opinião sensata às vezes são famílias eh São mães e solo que elas não TM com quem dividir eh as Eu tenho mãe que já foi na consulta Psiquiátrica do filho pedir conselho para ela porque eu era a única pessoa Que parava para escutar ela porque eu falei que eu sou psiquiatra porque eu gosto de gente eu gosto de escutar as pessoas Então assim às
vezes e as mães estão muito em busca de tudo elas ficam confusas a gente fica confuso a gente médico fica confuso porque que elas não vão ficar para encerrar Então porque eu acho que a gente já aprendeu demais hoje Meu Deus do cério para encerrar então existem vários sinais muito específicos que vão conforme a idade conforme nível De autismo as mães podem observar na Comunicação na interação e no comportamento da Criança em qual momento pedir ajuda Então nesse mundo vasto de informação nesse mundo vasto de fake News nessa nesse boca a boca Entre mães né
todo mundo dá o diagnóstico Professor vizinho pai padrao todo mundo é o diagnóstico de autismo como as mães podem eh se preparar e o que que elas devem observar para realmente pegar e conseguir né um diagnóstico preciso Então a gente tem um instrumento que chama a carteira eh da criança que é o passaporte da criança já recebeu vários nomes tá na 23ª ou 24ª edição a carteira do seu filho de zero a 10 anos a carteira de vacina a carteira de vacina o cartão da criança eh eh de 0 a 10 anos ele ele tem
lá eh as tem lá o instrumento de desenvolvimento da criança que foi desenvolvido por médico brasileiro do mesmo jeito que tem um instrumento que Chama Denver que foi desenvolvido por o médico nos Estados Unidos para acompanhar o desenvolvimento da criança tem a nossa carteirinha nosso cartãozinho da da criança que lá tem um instrumento de desenvolvimento então a mãe pegue a carteira folheia a carteira e olha lá o instrumento de vigilância para o desenvolvimento e vai acompanhando vai fazendo lá fala uma criança com 30 meses tem que estar falando isso issoo tem que tá fazendo Isso
isso e isso observa lá observ ah meu filho não tá fazendo preenche a carteira e vai no médico do do postinho vai no médico da família e fala Olha meu filho não tá acompanhando eu tô preocupada e aí vai pro pediatra o pediatra vai avaliar e vai encaminhar pro especialista a eh é muito mais fácil a gente por por mais que a gente esteja numa sociedade Ultra moderna com milhares de recursos a gente é gente vão voltar pro básico vão lá pra carteirinha Da criança vão conversar com o pediatra vão conversar com o médico de
saúde da família porque são as pessoas que tão dispostas e que são sensatas para poder dar uma boa observação um conselho técnico médico adequado então é importante isso né a gente voltar pro básico e seguir a carteira da criança a Sociedade Brasileira de Pediatria acompanha a carteira faz capacitação eh faz atualização na carteira dá muitas dicas então assim eh na dúvida não quer Cair em em em truques de picareta acompanhe o perfil da Sociedade Brasileira de Pediatria a Sociedade Brasileira de Pediatria é uma sociedade muito séria que leva o desenvolvimento infantil muito eh de forma
muito séria A a é muito importante est acompanhando se você tá na dúvida acompanha o perfil deles que não tem jeito de errar acompanhe a informação confiável confiado te agradeço muito eu acho que Deu pra gente ter assim uma noção e gente eh procurar informação em canais confiáveis conversar com médicos competentes e se tiver dúvida procura profissional perceber um sinal diferente na criança procura um profissional as mães conversam com vizinho com professora com familiares que querem que a criança seja autista Então procura um profissional capacitado qualificado para tirar a sua dúvida eu queria agradecer a
participação da DR Michele eu tenho Certeza que foi um papo muito informativo a gente aprendeu bastante hoje então se você acompanha a outos papos compartilhe convide outras pessoas para assistir os nossos episódios também comente também a sua dúvida comenta o que que você tá achando dos programas e eu quero ressaltar que esse programa só é possível graças ao incentivo que nós Recebemos os através da Lei Paulo Gustavo aqui em Santa Luzia