[Música] [Música] [Aplausos] [Música] [Música] van antes de nós chegar no shopping della de botafogo a polícia já estava todo em peso lá quando nós descendo antiga que eu decidia chorando com raiva com raiva xingando a projetar de cacetete o pessoal estava fechando as portas foi quando começamos a fazer o ato de de não deixar quando chegava na loja que estava fechada mas começava a brigar por esse direito e se abrir e segurança estava no nosso pé direto depois chamada polícia ficou muito parecida bandido que era gente não era bandido lá forte há mais polícia de
que no morro as polícias que não tava vendo o bandido acho que o bandido esse dia se deu bem assaltar o que quiser roubar o que quiser porque estava todo e não chove no morador de rua talvez um morador de diz sem teto estava vendo a gente que mora em favela visitando shopping que coisa né a imagem da nossa senhora o vendedor antônio tadeu em d 2 o que eles fazem eles fazem algo absolutamente normal mas não o ônibus estaciona na frente do russo entrou no shopping quer dizer ir ao shopping a coisa mais normal
do mundo né ea banalidade cotidiana em pessoa então nessa banalidade fato de pessoas de outro grupo social entrar em um shopping e produz uma cena de pânico produz uma cena de portas sendo baixadas de nada da chamada de segurança ou seja toda uma mobilização de repressão de polícia contra o que contra pessoas de um outro grupo social que estão atravessando uma parede invisível e com as próprias imagens deles de pobreza com aquele mundo de luxo de consumo de riqueza eles denunciaram as desigualdades ps perder as cidades desse processo de globalizar smux aí então vi que
eles fizeram é contactar ão toda a grande imprensa a grande imprensa foi avisada vamos tomar um shopping e aí a grande imprensa foi da cobertura pela notícia que não interessava ser solidários aos sem-teto me interessava noticiar um possível confronto uma ocupação até querendo denunciar uma barbárie dos mais pobres não sei mas fiz caras a grande imprensa cobriu e aí os caras foram barrados pela polícia a polícia tentou bahá o prosseguimento deles quando viu a imprensa dentro do ônibus é entender que não conseguiria barraquilla lhe serviria como a presença da imprensa não salvo conduto para eles
e através do então aquela câmera de televisão de uma grande estação de televisão do brasil com um cinegrafista com crachá da empresa intimidou o policial ao shopping pacífico lisboa formou uma barreira de segurança não deixar eu passar então começou a gritar porque gritando chama atenção chama a atenção a imprensa vem só que eles se deram mal que eles pensaram que nós somos vaga no time que menos quebra tudo e não só queria conhecer o shopping [Música] realmente como eu falei aqui nessa entrevista escolhida chutar tudo cercando segurança tudo em cima pessoa que ia fazer uma
coisa de mar maneira de como eles vão fazer uma manifestação pacífica como pacificamente saiam pacificamente entramos legal eu me sentir excluído da sociedade sentindo um descuido porque quando eu entrava assim a chama o leque ficou apavorado eu me lembro do olímpico era benazzi right encolheu toda no campo com medo começou a ligar chamar todo mundo dá mais segurança é provavelmente ela ficou assim eu cheguei perto dele foi letal no restaurante não fazendo nem só vemos hoje o shopping olhar as coisas ver os preços não pode não e ela não conseguia falar a chance de levar
aquela coisa que eu falar uma palavra falando que o olho dela revela dela olhando se pode que e assim vou iludir foi quando o cara queria dar na época 500 reais e 500 reais e hoje não esquece no evento conversando pra gente sair falando que não queria dinheiro não fala que para enfim naquele lugar o dinheiro que ele tinha foi que foi a tornozelo pegar o dinheiro ace e jogar na cara dele não ficam ainda não começou a ocupar com as crianças começou a começar a servir um pouco na tabela eo pessoal bacana rapaz assim
que começar a se levantar da mesa e nós começamos em taxa taça nós começa [Música] [Música] aí quando chega lá no banheiro não podia e não ficar no banheiro não nós queria abandonar a mulher falou que não podia não questionou o chefe ele chama a atenção de rotina vai entrar no banheiro direita pra todo mundo nós conseguimos que sair ficou até nervoso que era o menorzinho ele tinha cinco anos ficou nervoso chega do dia reaney ele chegaram queria deixar ele trancou no banheiro não para trocar ele não um levando pode não deu porque não pode
meu filho tarso já ter que lavar ou não pode não é flor que se não vamos mandar embora de mostrar meu filho está todo sujo eu tenho que lavar ele vai ficar olhando assim acho bacana ficar tudo andando assim ainda teve uma mulher que fala assim deixa ela entrasse para ter que limpar o filho dela ele é ser humano igual qualquer outro uma senhora estava lá de corpo fazendo compra o que eu tenho que me vestir de uma certa maneira que jogou no sul onde está escrito isso nem quais são essas regras invisíveis que fazem
com que uma pessoa vestida de uma certa forma seja uma olhada e mal vista talvez mal atendida discriminada isso tá escrito lugar nenhum e eu acho que foi isso que foi maravilhoso não foi essa invisibilidade desse embate político social cultural que apareceu ali então não pode ler não pode mortadela não pode pão com o coman they gana em determinados espaços do lugarejo essa dissipação do limite é que coloca na fronteira uma nova zona de intensidade em que circulam simultaneamente os 100 mil com ele serve você reclama dessa [ __ ] de cotovelo porque se somaram
a quarta derrota para a argentina quer fazer valer hoje que a direita tem todo direito mas isso aqui saiba spinelli é óbvio promover na fronteira e se afrontamentos confronto das intensidades e escolas acho que daí há um problema aí a questão toda de e posteriormente à tv reeditar rapidamente tudo aquilo que ela própria havia exposto é o vi na televisão e no dia seguinte os jornais então foi muito interessante que tinha na casa na televisão essa questão mais do online e ao vivo em cima nada dada em cima do acontecimento que eu acho interessante também
é o acontecimento no flagrante ato de acontecer que acho que é uma questão das tecnologias hoje interessantes a questão do ao vivo eu acho que tem uma potência importante que alija jesuíta jesu o jornalista não sabe o que dizer o locutor não sabe o que dizer que tem um acontecimento estado jesus curou né então acho que foi um ato midiático importantíssimo que usa a própria linguagem da mídia para produzir uma ou outra mídia à época o ato genial dos sem teto nesse caso aí foi denunciar o consumo quer dizer os casos existentes vive à margem
da sobrevivência às nossas casas são barracos de madeira as pessoas não têm cama e das pessoas não tem chão é papelão entendeu e ao lado da gente você tem os brincos meninos que olham cantados com um carrinho de plástico que na época custava r$230 que era mais que um salário mínimo que esse carrinho hoje está custando r$500 entendeu então eles denunciam que essa desigualdade é esse o ato inteligente deles de usar é de usar como uma forma de fazer mídia que se não não fale mal da mídia não fique reclamando cria um fato aí até
falar com os repórteres em estão aprendendo sempre que eu não vou roubar nada não vou ganhar nada eu vim aqui pra comprar eu vim aqui pra comprar um para ver os preços uma vez coisa eles ficavam assim né porque aí até a repórter foi da mãe é fazer a entrevista com segurança o que você está andando atrás dela está achando que ela vai pegar alguma coisa e ele não queremos falar nessa ainda assim bonan é um jornalista que hoje eu esqueci o nome dele era um baixinho gordinho tankard não sabe ele loco no banco de
trás ele defendeu o nome de ser desse assunto filmá lo aí entrava negociação é pra poder a gente caminhar e também é uma manifestação política que pode ser entendido como uma manifestação menor mas por outro lado ela é tratada menor porque é no ponto de vista da política e da hierarquia política tradicional ela não tem efeito direto um a não ser despertar o sentimento e expor o sentimento de vergonha nesse sentindo quem mantém uma nova coisa aí o patrão mandou ele olhar com hoje mandou fechar a loja não olhar pra gente como hoje você vê
na imagem ele com cara de nojo a vale recrimina gente olhava pra gente com nojo dela vendedor ali salarial ganha por comissão pobre paga aluguel de busão eu duvido que ele mora e pede que dê botafogo ali mora em condomínio mora cara quem mora nem ali estava o patrão da ordem baixaram as portas o gerente da nova base as portas mas o gerente não falava não olha pra ele de cara feia porque isso ninguém manda ninguém olha não pessoal porque quer e é isso que está acontecendo com a gente a gente teme recriminado não só
pelos ricos mas pelos próprios pobre que trabalha do shopping respeito as pessoas não têm as pessoas têm preconceito ainda existe preconceito você chega na loja para fazer um crediário negro já te olha que mora nesse lugar quando pergunta como é que fala cep necep a ifab escolha da sede fica com preconceito não as pessoas que eu já fiz amizade que ele já sabe como eu sou eu falo mesmo foi poeta e morenos enterro cadê muito na latinha passei muita fome do mês aí a pessoa rei não é até me ajuda as pessoas mesmo que antigamente
que alguns que olhava pra mim com preconceito hoje em dia são meus amigos porque sabe que eu sou do rio ricardo de vista que não é nada a gente vê que o ponto ocupação gente vai mais ter outro você chega numa loja e se você diz que a casinha do governo e que você vem de ocupação negro nunca te atender a gente passa a ser da aliança que pobre não é nada paciente não significa nada pra eles sinceramente só significa para trabalhar pra eles a fazer as coisa pra ele entendeu batalhe servindo eles os que
têm os rico a mídia né a gente é tratada com muita discriminação por que não diz que é um país livre cada dez país livre cada pessoa carente com o direito de ir e vir cadê o direito humano aqui só pra quem tem pra nós que não tem minha filha não vai ter direito humano nunca só tapa na cara bar nada e eu muito a mostrar ao mundo que existe barreira existe fronteira que a gente não pode passar até certo legal eu vejo a situação como uma ação surpresa absolutamente inteligente inédita no sentido de confrontar
o mundo do consumo com o mundo dos despossuídos agora eu não a vejo desligada de todo um contexto de lutas que vem de baixo eu acho que são os caras que vão realmente mudar o mundo é exatamente assim vejo que potência que tem a nossa imagem veja como a minha imagem da minha existência tem uma potência disruptiva desestabilizadora capaz de produzir crise isso acho muito importante o fato de não existir nessas condições pobres mero como mortadela aqui dentro eu sou uma força desestabilizadora é uma fofa que leva um tipo de pensamento e não é de
rua a gente não gosta da palavra de amor de lutar pelo dólar [Música] as portas do rio sul não são a mesma coisa quando entro e depois quando eu saio o quando passo em frente desempregado ou ainda quando nunca entrei um sair mas permaneço quase sem nada eu autorizei essa essa imagem todas todas são verdadeiras nada fosse ficado pronta a obra é tá bom assim então pronto ver tudo é tudo verdade é nóis na fita vai pagar r [Música] o chile [Música]