Exaneles. Oferecimento localiza seminovos, carros de outra categoria para você comprar. E Bio ID, que bom que você chegou. Visite uma concessionária. Hoje eu acordei com o pé direito e resolvi agradecer por cada feito. Olha onde eu estou. Deus é perfeito. Mais um exa neles para você na JE TV. Um programa feito com muito carinho pra gente falar de Copa do Mundo. Aliás, Copa do Mundo tá batendo na porta e o Nosso convidado de hoje tem muita, mas muita propriedade para poder falar sobre seleção brasileira, seleção brasileira, mas acima de tudo ele tem muita experiência para
falar de futebol, para falar de vida. A gente tá recebendo um cara aqui que eu tenho um grande carinho, um grande respeito, amor por ele, pela família. Sempre me acolheu desde o meu início na no São Paulo e até hoje a gente cultiva essa amizade verdadeira. Ele sabe que ele pode contar Comigo para tudo que precisar, porque se eu precisar contar com ele, como hoje aqui no exaele, ele tá aqui com a gente. Ao meu lado, o meu parceiro, meu fiel escudeiro, Rafael Sobes. >> E aí, mano? Se tu tá feliz, >> imagina eu. Imagina
que honra para mim estar, >> né, primeiramente fazendo esse programa e agora estar na frente de uma das pessoas mais importantes da nossa história quando se trata de futebol. Por Favor, eu sei que tu gosta muito, tu apresenta e >> é contigo. Tô feliz demais. >> Antes antes da gente apresentar o nosso o nosso convidado, eh, obviamente eu conheço muito da história dele, tivemos perto em vários momentos, bons e momentos difíceis. segurando a mão um do outro, abraçando um ao outro, não só ele, mas toda a família. Então, é um programa muito especial para mim,
recebeu o meu querido amigo e Intimamente eu chamo de Cafuringa. Bem-vindo, Cafuringa, meu irmão, cara. Você sabe o quão especial para mim é ter você aqui, >> teu irmão Mauro também, que eu tenho um grande respeito por vocês, por toda a família. Você sempre foi referência e vai continuar sendo referência, irmão. Obrigado pela tua presença aqui. >> Obrigado, Denilson Sobes. Que prazer enorme estar com vocês aqui no Exans. Faço de suas minhas palavras. A Recíproca é mais do que verdadeira perante tudo que você falou em relação a nós, à nossa amizade, a nossa trajetória, a
nossa história nos clubes, na seleção brasileira, na vida, eh nas famílias. Eu acho que nós tivemos alguns momentos aí bem bem particulares que nós conseguimos superar esses momentos juntos, mas é é algo assim prazeroso falar: "Cara, somos amigos, somos parceiros, o que precisar você pode contar comigo, que eu Sei o que precisar, eu posso contar com você também". Eu acho que o o futebol é essa união que é uma coisa impressionante, né? O futebol te leva além dos gramados, ele te leva além dos dos campos, ele te leva além do profissionalismo, né? Porque você criar
um laço de amizade entre famílias com uma bola de futebol é algo impressionante. E o que o futebol me deu através de você foi uma família. Seu pai, sua mãe, sua irmã, seu irmão. É uma Família que se reúne, que fala até hoje. Eu acho que isso é muito importante, isso é muito legal. É, esse são os valores que o futebol te dá e são esses os valores que nós temos que passar para essa garotada de hoje. Obrigado e é um prazer enorme estar com vocês aqui hoje. >> Bom, já deu para perceber que o
exaeles vai ser um exaneles de muita resenha, de muita conversa, de muita verdade no mundo da bola e também o o lado pessoal. Mas antes da gente começar a trocar uma Ideia com o nosso capitão Cafu, vamos ver se ele lembra disso. Solta aí, >> Cafu, o que você achou desse primeiro treino na seleção brasileira? É, eu achei que foi um treino bom, né, bastante importante também pro entrrozamento da equipe. Eu acho que sempre que você começa um trabalho, você fica naquela expectativa se vai dar certo, se não vai dar certo. Eu acho que o
professor Falcão, um bom treinador, foi um excelente jogador também. Eu acho Que a experiência toda que ele tem, ele vai passar pra gente dentro de campo. >> 1990 >> 90. >> Primeira entrevista >> sem degradê, né? Primeira entrevista, cabelão, pau. Eh, primeiro jogo na seleção brasileira, Brasil e Espanha. Fui convocado pro jogo Brasil e Espanha. Nós tomamos um chocolate da Espanha, 3 a 0. Ali caiu uns quatro que tinha ido pela primeira vez. >> E nós estáamos voltando da do torneio de Tulon. Fomos lá, jogamos o torneio de Tulon, voltamos o torneio de Tulon, teve
aquela aquela reformulação toda na seleção brasileira. Aí trouxeram o Falcão. O Falcão começou a convocar quem jogava muito aqui no no Brasil e eu fui convocado pela primeira vez em 1990 pra seleção brasileira com o Falcão. >> A sensação de ser convocado pela primeira vez pela seleção. Obviamente quem não conhece a tua história, quando O teu pai falava sobre as oportunidades, que é a barreira que você tinha que superar, você supera todas essas barreiras e vem a primeira convocação. Como é que como é que foi isso para você, para tua família? >> Cara, Denilson, olha,
a primeira convocação foi algo assim extraordinário. Por quê? Nós viemos de famílias simples, humilde, de periferias, eh de quebradas, de comunidades. Eu costumo falar para todo Mundo: "O que me difere da maioria das pessoas de comunidade? Negro, pobre, as condições escassas, sociais, socioculturais, educacionais. O que me difere é o que eu queria ser. E eu queria ser um jogador de futebol. Eu fui mandado embora nove vezes. Tomei nove Nãos na minha carreira antes de me transformar num jogador de futebol. Mas eu não poderia deixar que esses não fosse maior e mais forte daquilo que eu
queria. Então, depois que eu assinei o Meu primeiro contrato, que eu fui pro São Paulo, que eu fui convocado pra seleção brasileira, eu falei assim: "Caramba, se naquela aqueles não que eu tivesse tomado, eu tivesse desistido em um em um deles, hoje eu não estaria aqui dando entrevista, não seria um jogador de futebol." Então, quando você vê que sua carreira, eu tive o ápice muito, muito rápido na minha carreira de quando eu assinei o meu contrato até chegar na seleção brasileira, então quando você se Vê sendo convocado pela primeira vez pra seleção brasileira, primeiro que
você não acredita. Você fala: "Caramba, eu consegui mas eu consegui com o meu trabalho, com meu esforço, com a minha dedicação. É aquela sensação de de orgulho. Olha, eu não tô orgulhoso só por mim, eu tô orgulhoso pela minha família que acreditou em mim. Abdicaram de muitas coisas para que eu pudesse ser um jogador de futebol. Então, quando você se vê sendo convocado pela primeira Vez, eu falei: "Senhor, obrigado e agora é da sequência". Obviamente a gente vai passear pela tua trajetória, né, Rafael Sobes, que é uma trajetória extremamente vitoriosa, >> não só nos clubes,
mas principalmente numa numa seleção brasileira. Mas aquele momento de São Paulo Futebol Clube de 92, 93, campeão mundial com o clube, aquilo também te traz uma uma lembrança extremamente positiva, né? >> Ali foi o pontapé inicial, né, Denilson? Foi o começo do São Paulo, eh, de 90 a 94, foram todos os títulos possíveis conquistados, eh, desde Campeonato Paulista, Campeonato Brasileiro, Supercopa, Recopa, eh, Libertadores, Mundial, Interclubes, foi o pontapé inicial para que pudesse ser conhecido internacionalmente. aqueles jogos contra Barcelona e Milan, realmente ali foi onde todo mundo eh teve a oportunidade de conhecer o time do
São Paulo, teve a oportunidade de conhecer o Cafu, teve a Oportunidade de ver como é como nós jogávamos, porque nós enfrentamos os dois maiores times do futebol europeu naquele período que era Real Madrid e Barcelona. Não tinha ninguém que conseguisse vencer aqueles times. Então, para nós, essas duas vitórias realmente fez com que nós tivéssemos aí no patamar do futebol internacional. Foi onde nós começamos a ficar conhecidos no futebol internacional. A minha carreira se baseou realmente no São Paulo. Tudo que Eu tenho praticamente de carreira no começo eu devo ao São Paulo. São Paulo me abriu
as portas pro mundo e eu fiz prevalecer o que o São Paulo fez por mim. Levar o nome do São Paulo no coração e levar o nome do São Paulo no augio como está até hoje. >> E eu não quero ser leviano, né, para não fracionar muito a histórias dos clubes, mas existe um São Paulo antes e um São Paulo depois, né, dessa época aí. Isso é fato. Você vendo essa foto campeão do do Mundo, realmente você vê que tinha um São Paulo antes, um São Paulo depois. A história do São Paulo é muito grande.
A história do São Paulo é gigante. Nós fizemos com que a história do São Paulo fosse conhecida internacionalmente. O São Paulo era um São Paulo grande, era um São Paulo gigante, jogando no futebol brasileiro, aqui no futebol sul-americano. Internacionalmente, o São Paulo ficou gigante depois das conquistas que nós tivemos do da do do Mundial em 92, 93 contra o Barcelona e contra o Milan. Aí o São Paulo realmente ficou conhecido mundialmente como um dos maiores times da história que que nós tivemos com essas com essas conquistas. Infelizmente algo aconteceu, mas a gente espera que o
São Paulo possa voltar a ser o São Paulo brilhante campeão do mundo novamente, como nós tivemos oportunidade da alegria para eles nesse período. >> É, a saudade de hoje é para essa época, É dessa época, né? Então é muito, isso valoriza muito o trabalho feito, porque estamos falando aí mais de 30 anos depois e o pessoal tem saudade. Isso é maravilhoso. >> É porque depois de 90 e depois teve 95, né, que o São Paulo foi campeão. Depois disso, mesmo assim não teve uma uma safra de jogadores como teve nessa época, onde você conhecia todos
os jogadores do São Paulo, sabia quem eram as reservas e Quando ia jogar contra qualquer time falava: "Opa, hoje nós vamos encarar o São Paulo". Fulano, Ciclano e Brotrano os cara falavam, os caras já tinha um pouco de medo e respeito pelo que o São Paulo fez. E esse respeito lá fora, internacionalmente, ainda é reconhecido perante o que nós fizemos em 92, 93. Ô Cafuringa, vou, você que tá acompanhando o EXA neles, se inscreva no canal, dá o seu like, compartilha e vocês vão perceber eh que eu chamo o Cafu de Cafuringa porque é uma
amizade que a gente tem já de de longa data. Eh, obviamente eu eu me identifico porque minha história também eh começa dentro do São Paulo. Você me abraça junto com maior parte desses jogadores, me recebem muito bem, mas você teve, eu até assim, fica até mais fácil, eu que conheço a tua história, né? fazer perguntas, né? Eu vou até direcionar muito pro Rafael Sobes, se o Rafael Sobes tirar as curiosidades dele, mas, por exemplo, Você foi um cara que fisicamente sempre foi muito bem preparado e você já tinha nos anos 90 o entendimento de jogar
em outras posições. A gente fala muito hoje que o jogador precisa ter pelo menos conhecimento em jogar de duas a três posições no futebol atual. Você já tinha esse discernimento, né? Porque 92 você jogou numa posição, 93 você joga em outra. Você consegue fazer uma comparação em relação a essa leitura sua? >> Olha, isso vai muito do jogador, Denison, vai muito do que o jogador quer. Eu tinha facilidade de jogar em qualquer posição, mas eu procurava me adaptar nessa posição, porque a decisão depois no final é nossa, de querer melhorar ou não, de querer fazer
as coisas legal ou não, porque eu podia muito bem falar assim: "Não, não quero jogar essa posição, nem que mesmo que eu fico na reserva, mas eu quero ir pra minha posição". Mas naquele momento não É a posição, é o que o clube te dá, é o retorno que você vai dar pro clube. Poxa, se o clube tá precisando de mim nesse momento, nessa posição, vamos me adaptar essa posição. Então, antigamente você pegava o volante, jogava de zagueiro, o zagueiro jogava de volante, que ia jogar de meia, que de repente poderia jogar na ponta. Você
tinha essa diversividade nas posições onde as pessoas se adaptavam fácil para essas posições. Só que nós queríamos esse tipo De adaptação. Para nós não tinha problema nenhum. Olha, hoje eu vou te usar na lateral, amanhã eu vou te usar no meia e depois de amanhã eu posso te usar na zaga. Cara, nós temos que estar dispostos a fazer isso. >> Nós temos que estar disposto a falar: "Olha, legal, a de repente eu posso ter alguma dificuldade aqui na zaga porque na minha posição, mas vamos treinar, vamos posicionar". E o Telê era muito bom para isso,
porque o Telê sabia que Você tinha capacidade potencial para ficar em determinada posição e ele começava a te orientar e aí você falava: "Poxa, legal, já que você tá me orientando, eu acho que eu posso fazer". Mas isso foi muito do jogador. Hoje se você pegar um jogador, por exemplo, colocar em uma outra posição, ele vai achar ruim. Ah, não vou jogar, eu não quero jogar, eu não vou. Essa posição não é a minha. Não é questão de ser a sua posição, é questão de em uma Emergência você tá disposto a honrar o emblema do
clube, >> a ser time, né? >> A ser a ser a ser time, cara. Porque quando se fala de time, é exatamente isso. É um se doar pelo outro. Quando se fala de trabalho equipe, se fala de time, se fala de posição, cara, eu vou te ajudar porque depois amanhã você pode me ajudar. Você lembrou muito bem, 92 eu joguei como lateral direito e 93 eu joguei como praticamente com a 11. Joguei na meia porque o Víor tava voando na lateral e o Teler inteligentemente viu, caramba, eu acho que eu posso colocar esses dois juntos.
Aí tem também a visão do treinador. Além da visão do treinador, ele chegou para mim e falou assim: >> "Você vai pra meia?" Eu falei com maior prazer, professor. Quero jogar e eu sei que na meia eu vou jogar e vou me esforçar e vou jogar o máximo que eu posso. Não é que eu vou paraa meia jogar Por jogar, eu vou jogar e vou me dedicar para que a gente possa chegar nosso objetivo que é ser campeão. Ô Cafuringa, tem a tem a ver, pode ser uma bobagem que eu vou te perguntar agora, mas
tem a ver a a irreverência da da váia, essa coragem e querer tá jogando bola o tempo todo e aí se levar essa mentalidade para um profissional, por exemplo, independentemente de onde eu vou jogar, eu quero é jogar, tem a ver isso com Porque a VAR é muito isso, né? Fal, mano, eu quero jogar, tio, quero ir tá em campo e tal. Tem tem a ver uma bobagem da minha cabeça, >> cara. Não não é bobagem não. Quem jogou na vársia sabe o que nós estamos falando. Quem jogou na Vársia sabe que é isso. Antigamente
você tinha o segundinho e tinha o primeirinho. Primeiro você tinha o veteraníssimo que jogava 7 horas da manhã. Aí eu tava lá na beira do campo e no veterin se faltar Alguém eu vou jogar. Aí começava o principal, tinha o segundinho, que geralmente era os >> a gente falava primeiro quadro e segundo quadro. >> Primeiro quadro e segundo quadro. O segundo quadro era os mais ou menos. Primeiro quadro só era os top. >> Tinha aqui também. Tinha lá no interior do também. Primeiro quadro primeirinho, segundinho. É primeirinho e segundinho. Aí eu jogava no veteraníssimo e
ela Jogava no segundinho. Os caras falou: "Não, não, meu, você vai jogar no primeirinho também, nós estamos precisando". Cara, eu jogava nos três e eu jogava nos três em posições diferente. >> Isso. >> Para mim não importava a posição que eu ia jogar, que eu ia jogar na VAR, eu queria jogar. Vai me colocar de centraavante, eu tô lá. Ponta direita, tô lá. Ó, você vai jogar de ponta Esquerda, eu quero jogar, eu tô lá. Eu passava meio domingo jogando futebol, independente da posição. E isso ajudou muito para que eu pudesse me adaptar em qualquer
posição que o treinador falar: "Você vai jogar de zagueiro?" Bora, vai jogar de lateral esquerdo, vamos embora. Como eu já joguei na seleção brasileira com Parreira em plena Copa do Mundo, então eu não tinha problema de me adaptar em qualquer posição, porque na vársia realmente eu já jogava e quando o Chicote estralava xará, quando o campo era de terrão, cheio de pedra, não era sintético. >> A gente rezava para alguém não ir, né, para pegar aquele lugar, >> alguém não ir para pegar o lugar. E quando e quando você olhava do lado da lambrada ali,
tava todo mundo lá. E aí, irmão, como é que vai ser o jogo hoje? Nós vamos jogar e vamos deitar em vocês. É, se deitar não sair do campo, hein? E você, então a coragem, você cria Coragem, você a você aprende na realidade a ser homem, >> você aprende a encarar a responsabilidade que talvez muitas pessoas não têm. Então a gente encarava essa responsabilidade porque a gente jogava na Vársia e olha que a VARS antigamente o chicote realmente estrelava. Então meu, você não tinha medo de ninguém, >> tinha remuneração, >> não tinha. Zero. >> E
não tinha plano B. >> Não tinha, >> não tinha plano B. Hoje tem distrações. Hoje o pessoal não eles não entendem porque é muito ego, né? Não, eu ali eu não vou. Se eu sair daqui, pelo amor de Deus. Dentro dessa versatilidade que que tu comentou, ela te ajudou a ir pra Copa do Mundo? Porque hoje quando a gente vai fazer uma lista de Copa do Mundo, eu imagino que o treinador vê dentro de algumas posições, se esse cara fizer Mais de uma, ele tá dentro, porque é uma Copa do Mundo. Isso te ajudou a
estar na Copa? Ajudou bastante, Sobes. Eh, e você falou uma coisa que é interessante, eu vou só completar como como zona de conforto. Hoje o jogador não quer sair da zona de conforto dele, >> tá gostosinho, >> tá, tá ali, tá legal, é a minha posição, é aquilo que eu faço, todo mundo já sabe. Ele não quer ter experiência diferente ou desafios diferente. Eu vou Além, responsabilidade diferente para nós não. Para nós não, não tinha desse problema. Qualquer posição que você me colocasse para jogar, que saísse da sua zona de conforto, falei, vamos embora. Vamos
encarar. Então, a gente encarava tudo com muita naturalidade. A vársia nos deu realmente tudo isso que nós precisávamos. A troca de posição, a mudança de direção, a maneira de jogar, a maneira de encarar as pessoas, mas sempre com muito respeito, que isso é Muito importante, porque você jogava na várias, você ia jogar lá no campo do adversário, você já sabia quem era fulano, ciclano e belrano, então já existia um respeito. Falava: "Ó, os cara aí tem que ter respeito." Só que >> domingo passado deu briga já. Então, >> então, domingo passado teve uma confusão aqui,
você não tem, você não tem ideia, irmão, mas o respeito que nós tínhamos na VARS era porque a gente ia lá jogava, ganhar, vi embora e aí depois os caras Falavam: "Não, esse time aí é bom, fica aqui com a gente que nós vamos tomar um suco de laranja no boteco". Aí então você ficava tomando suco de laranja. É o respeito que tinha na VAR antigamente. Além desse respeito e tudo que a Vars me deu, eu levei isso pros gramados. Eu levei isso para dentro do campo do futebol, jogar com garra, com determinação, sem medo
de ninguém, mas sempre respeitando todo mundo, independente de você ganhar ou perder, Porque na VARS é independente de ganhar ou perder, é o respeito que você leva pra casa da pessoa e você transfere ela para dentro da sua casa depois. Isso ajuda muito, isso ia ajudar tanto essa meninada. >> Tá faltando vársia para hoje, né, >> cara? Hoje falta realmente tem alguns campeonatos bacana, mas não parece que não é a mesma coisa. Você não vi a hora de reunir todo mundo no no domingo para jogar um festival. Tinha lá 15 times Para jogar festival. Você
já sabia quem era o melhor time, já sabia quem era o pior, já sabia quem era mais ou menos. Mas criava uma expectativa bacana, uma expectativa gostosa de um bairro ir jogar no outro bairro, os caras tinha respeitar. Eh, o maior respeito que nós tínhamos quando ia jogar na quebrada era que a gente ia lá, jogava, ganhava e ia embora. Chegava lá, dava chapéu, dava caneta, mas ganhava. Os caras, poxa, vieram aqui dentro, ganharam do nosso Time, porque os caras são bons. Isso ajudou muito, cara. Isso, isso ajuda muito você a amadurecer. Todas essas coisas
que nós vivemos na nossa época ajudou com que nós amadurecesse bastante. É, correr atrás de pipa, jogar peão, brincar de estrela novacela, eh, arrancar o dedo no asfalto, que jogando no asfalto com dois pedacinhos de tijolo que você fazia de gol, de chinelo com uma bolinha de meia quando tinha. Aí você chutava o chão, chegava com tampão Da unha fora do do dedo dentro de casa chorando que a mãe não via a hora de chegar lá para pegar o mertiolate e falar: "Ah, é, car, passava o mercholat, você ia lá no céu e voltava". Isso
ajudou muito para que eu amadurecesse muito rápido. As coisas na minha vida foram muito rápido. A transição de quando eu recebi o primeiro não até explodir foi rápido, mas essa transição que me ajudou bastante, realmente foi a Vársia, foram os campos da Vársia. Ô, Cafuringa, a, eh, vamos rodar um VT aqui, porque eu acho que cabe muito em tudo isso que você falou, resume muito no que você foi primeiro, eh, a, eh, com o seu condicionamento físico. Você sempre foi diferente nisso, continua sendo, né? você sempre se cuidou e continua sendo eh muito profissional, né?
Fora de campo e com com teu trabalho. A gente tem um VT para falar sobre sobre isso, se ele era esse furacão todo mesmo, se fisicamente voava Mesmo. Vamos ver. Solta aí. Devagar, quase andando. Aí vem o terceiro grupo. Desse trabalho de menor intensidade participam Dilmar, Raí, Branco, Márcio Santos, Z, Mozer e Ronaldo. O motor dele resistiu, mas o radiador ferveu. Esse é o grupo intermediário, um trabalho de maior intensidade. A maioria dos jogadores participa desse grupo. Agora a Elite, os cinco mais bem condicionados da seleção. Jorginho, Cafu, Paulo Sérgio, Mazinho e Leonardo, Os homens
mais aptos a atropelar e ultrapassar adversários. >> Caramba, que que time que grupo de elite, hein? O Paulo não, o Paulo Sérgio não tava não. Sério? >> Tem alguma coisa errada aí. Paulo, você tá aí? Mentira. >> Paulo Sérgio tem o >> Paulo Sérgio tá aíupo. >> Tem alguma coisa errada. Vocês fizeram a montagem com Paul Paulo, os caras fizeram a montagem com você. Você viu? Denil é parceiro, hein? É, é, é, é. O Denilson é parceiro, hein? Não, mas eu eu sempre tive um bom condicionamento físico, Denilson, e eu sempre aperfeiçoei o meu condicionamento
físico. Eu nunca fiquei parado, porque todas as vezes que eles pediam para eu correr num limite, eu sempre corria um pouco a mais, porque eu sabia que esse pouco a mais era o que fazia diferença depois numa prorrogação aos 45 do segundo tempo, numa bola na Linha de fundo, onde tá todo mundo cansado, você poderia chegar tranquilamente. Então, eu já sabia que eu tinha um condicionamento físico bom. E na escolinha de futebol com o Portela, nós já aperfeiçoávamos isso, já o Portela falava: "Olha, nós vamos intensificar a sua parte física, você já tem um bom
condicionamento, então nós vamos aperfeiçoar". Como assim, Portela? Se os meninos correr 1 km, você vai correr dois. Se eles cabecear 10 bolas, Você vai cabecear 20. Se eles cruzar 10 bolas, você vai cruzar 20. Falei: "Portela, você é louco?" "Não, fica tranquilo, >> só faz, >> só faz". >> Aí o mais louco era meu irmão, Mauro, que corria 2 km, tinha que correr quatro. Eu falei para ele, ó, dá para você correr só 50 m mais ou menos para eu correr só 100? Então eu sempre eh intensifiquei o meu condicionamento Físico. Então quando o professor,
o preparador físico falava: "Ó, nós temos um tempo de 15 segundos, por exemplo, eu tentava fazer em 13, >> tentava diminuir o tempo." >> Eu tentava diminuir o tempo. Então eu ia a primeira 15, a segunda 14, a terceira 13. Aí eu mantia 13, mantia 13. As duas últimas eu fazia 12 e fazia 11. Aí eles falaram: "Es não acreditava porque eu sabia do meu limite e eu sabia que eu poderia dar um pouco a mais e eu dando Um pouco a mais, eu sabia que eu não ia estourar, mas eu ia est bem condicionado."
Então quando chegava no final do jogo, eu tinha gás para correr o jogo todo ainda. >> A gente viu no no primeiro grupo ali, os grupos são obviamente, né, pela pelo condicionamento físico, pelo esse tempo que você tá falando, mas mesmo ali no primeiro grupo, você era o que puxava a fila do primeiro grupo. >> Primeiro dos primeiros. É, eu eu puxava Com o Mazinho, com o Jorginho, com Paulo Sérgio >> e depois vi o Leonardo. Leonardo, vi Leonardo. É porque >> Leonardo até surpreende, né? Porque ele tinha um bom condicionamento físico, mas >> mas
aí tá a diferença dos dois segundos é um pouquinho mais na frente dos melhores. >> Exatamente. E eu puxava a fila. E eu puxava porque o Jorginho Mazinho e o Paulo e o e o Leonardo vê que eu tava Puxando, eles vinham atrás. Então eu fazia intencionalmente para puxar eles também a ter um bom condicionamento, porque quando eu cheguei no São Paulo, o Bebeto me colocava para correr com o Zé Teodoro e com o Edifinal Edivaldo. Os dois tinham um condicionamento que era incrível, mas o Edivaldo só cortava. A gente corria lá no IB, nós
corríamos lá no Ibirapuera, tá aí o Zé Tedoro lá na frente, cadê o Edivaldo? É, tá cortando. Aí chegava perto da gente, dava aquela Risada, ia, mas tinha um bom condicionamento. Então o Zé Teodoro falava: "Ó, você vai no seu tempo, não esquenta com o meu tempo e o tempo do Edivaldo, mesmo você sendo novo, nós temos que ir atrás de você, cara". E eu ia e vinha o Zé Teodoro e o Edivaldo atrás e eles me ajudavam a me condicionar. Senão ele podia falar: "Ô moleque, para de correr aí porque você vai complicar o
nosso trabalho". Eles não Pode ir que nós vamos ter que pegar você. Se o Bebeto botou você para correr conosco, é porque ele sabe onde você pode chegar e onde nós podemos chegar. Então já foi daí. E na seleção também, a seleção falava: "Caramba, eu tenho um bom condicionamento físico, eu vou puxar quem tem um bom condicionamento físico também para treinar junto comigo. Não que eu queria eh sacanear as pessoas e mostrar que não, eu tô lá na frente, eles estão lá atrás". Não. É uma maneira De vocêar, você incentivar as pessoas a chegar onde
você tá. E de alguma forma Cafuringá, a gente vai falar isso um pouquinho mais paraa frente, mas deixou essa liderança em você aflorada, né, que é essa liderança corporal, né, de posicionamento, de colocação, né, de de ação, né, >> de puxar seus sentidos. Falar, vou fazer. >> Se você quiser me acompanhar, legal. Se você quiser me ter como exemplo na parte Física, legal. Isso tem muito a ver com isso, né, S? >> Mas o grupo entendeu. É muito normal isso de alguém tá correndo e os outros mandar parar. quer aparecer quer cansei de ver isso.
E eu não era o cara que corria lá na frente, mas eu não era lá de trás. E isso é importante. Se o grupo entende que aquilo pode ajudar o grupo e não ao contrário, se joga para trás, não segura aí, meu. Não faz em 15, faz em 13, dá uma segurada. Mas muito Interessante, >> ele trazia o pessoal, então o líder que não falava, né? >> Exato. >> Até então >> era o que demonstrava. E e é assim que a gente é, por exemplo, os nossos filhos. A gente não é líder pros nossos filhos
no que a gente fala, é no que a gente faz quando a gente não tá vendo, porque eles não perdem nada. Então isso é espetacular. Cauringa, fala. >> Aproveitando esse gancho, >> nas minhas palestras eu costumo falar que existe dois tipos de líder. O que é temido o que é respeitado. Que tipo de líder vocês querem ser? Líder respeitado. >> Exato. >> O líder respeitado é o exemplo. É o exemplo que você dá paraos seus filhos. Ah, líder técnico. Desculpa, no futebol não existe líder técnico. Desculpa o que eu tô falando. Vocês Podem concordar ou
não. Não existe líder técnico. O líder é exemplo. Eu como líder, como capitão, não podia chegar 40 minutos depois do treinamento ou sair 10 minutos no treinamento. Eu posso fazer isso como líder, como capitão? Que exemplo que eu vou dar para vocês que vem lá atrás. Ó, meu capitão lá, ó, chega um minuto antes do treinamento e sai 1 minuto antes do treinamento. Ó, meu capitão lá, pô, tá fazendo exercício físico, ele não vai treinar. Ó, meu Capitão lá tá tendo uma tática, ele tá lá contando borboleta. O líder é exemplo, >> puxa fila, né?
>> O líder puxa fila. O líder faz com que todo mundo vem com você na sua linha de pensamento. O líder faz com que você se enquadra naquilo que ele quer. Cara, >> parece fácil, né? >> O líder é verdade. O líder é exemplo. >> Não, vem pessoas que eu trabalhei junto na fala. Pô, eu chegava lá na seleção 30 Minutos antes, tava todo mundo tava me vendo na musculação, mano. E 30 minutos depois de treinamento, eu tava na musculação de novo. O primeiro dia não tinha ninguém, no segundo dia já tinha um, no terceiro
tinha dois, no quarto tinha três, no quinto tinha quatro, no quinto, no sexto tinha cinco. Quer dizer, você vai trazendo as pessoas para você pro lado que você quer. Eles vão, eles falavam: "Caramba, o capita tá com 35 anos, meia Hora antes ele tá na musculação, né?" Aí nego já se tocava e falava: "Poxa, eu vou estar lá na musculação também". Mas isso é legal. >> Ninguém mente isso, né? >> Ninguém mente isso. Eu não fazia isso porque eu queria me aparecer. Eu fazia isso porque eu tinha uma posição de líder. E eu como líder
tenho que dar exemplo. Eu como líder tenho que ser o exemplo. Porque você liderar as pessoas e fazer com que as pessoas querem chegar No seu mesmo objetivo, cara, você não pode chegar 2 minutos depois do treino ou sair 3 minutos depois do treino. >> E o que passou na cabeça do líder em 94 entrando no lugar do Jorginho? A gente tem uma foto aí para demonstrar essa. >> Estejam preparado para as oportunidades. 94. Eu era, eu era reserva do Jorginho. Reserva absoluto. >> As plaquinhas, cara. >> Eu quando eu vejo a plaquinha do eu
falo minha palestra, eu quando eu vejo a Plaquinha dois saindo a 14 entrando, eu falei: "Caramba, eu vou jogar a final". Mas por que que eu joguei a final? Porque eu me preparei, sobes >> não te tubiou? >> Não, porque eu me preparei 32 dias antes. Eu não mudei o meu ritmo de treinamento na Copa do Mundo de 94. Eu treinei 32 dias arduamente esperando uma oportunidade. Sabe quando chegou a oportunidade? Na final da Copa do Mundo contra a Itália. Aí o Parreira falou: "Cafu, você tá pronto para entrar?" Eu falei: "Tô prontíssimo, professor." Primeira
vez que o Jorginho colocou a mão na coxa, com 16 minutos, parreira voltou para trás, falou: "Cafu, o Jorginho colocou a mão na coxa." Eu falei: "Eu vi, professor, tô vendo, tô, tô treinando 32 dias, me preparando". Aí ele falou pro Moraci, Moraci, o Cafu tá aquecido. Moraci falou: "Tem 32 dias que o Cafu tá aquecido. Cafu, você tá pronto para entrar?" Falei: "Professor, tem 32 Dias que eu tô pronto para entrar. Eu treinei me preparando para jogar. Eu não sabia quando eu ia jogar. E a oportunidade chegou para mim na final da Copa do
Mundo. A pergunta que eu faço para vocês é: vocês estariam preparados para disputar uma Copa do Mundo? Vocês estariam dispostos a treinar 32 dias sem saber se ia jogar ou não no mesmo ritmo? Isso é liderança, isso é exemplo. Eu me preparei, mas eu não sabia se eu ia jogar a final de uma Copa do Mundo ou Não. Mas só que quando o Parreira falou, bati no peito e falei: "Ó, tô pronto, professor". >> Quando quando, Cafuringa, quando que você teve essa essa viradinha de chave de liderança? >> Cara, eu vou falar para você aprendeu
a ser líder, porque desde quando eu te conheci, >> você já tem esse esse lado líder aflorado em você? >> Eu assumi uma responsabilidade com 19 Anos, >> tá? Quando a minha esposa falou a primeira vez que minha ex-mulher falou a primeira vez que tava grávida. >> Tá >> 19 anos. Eu não sabia se eu ia jogador, se eu ia ser jogador de futebol, não sabia se ia dar certo. Tava morando no Jardim Irene e não sabia o que ia ser da minha vida. Ali eu aprendi a assumir a responsabilidade, >> tá? >> Depois disso,
eu comecei a aprender a liderar. A liderança vem com gestos, com fatos, com atitudes. Isso te faz um líder. >> Com quem anda também. >> Com quem andas também. Com quem andas também. Eu tive como exemplo, tive Raí, tive Zet, tive Ronaldão, tive Dunga, tive Mazim, tive Gilmar. Eu tive pessoas em quem eu podia me espelhar como líder. E eu fui extraindo um pouco de cada um. Caramba, olha aqui, olha aqui, olha, Olha como é que esse age, olha como é que como esse fala. Em 98 eu tive que separar uma briga do Jorginho e
o Bebeto. Eu separei a briga do Jorginho e Bebeto. Falei: "Pô, vocês dois estão louco, pô, você capitão e você bebé porte super artilheiro, vamos, eu preciso de vocês dois para jogar ali." Eu já falei, eu vamos assumir essa posição. Quando o Vanderlei falou para mim no Palmeiras, "Você vai ser meu capitão, você tá preparado". Na hora eu Falei: "Preparadíssimo tá preparado para assumir?" Eu falei: "Tô preparado para assumir." "Ah, mas você vai ter que lidar? Vou ter que lidar com quem?" "Cogador. Deixa comigo, pô". Que top, né, cara? >> Deixa comigo. Se eu sou
treinador, eu não tenho vontade. Vai >> não. Quando ele falou isso, eu falei: "Professor, deixa comigo". Eu morei no Jardim Irene, eu lidava com Todo mundo. Eu vou ter medo de lidar com uma pessoa de >> Ia jogar lá sabendo quem era os caras de lá. >> Vai jogar lá sabendo quem era todo mundo. Cara, isso me ajudou muito. >> Isso era estudar o rival, né? >> Isso é estudar rival. Isso me ajudou muito. Ah, pô, vou ter que lidar com vaidade de jogador, deixa comigo. Vou ter que lidar com jogador que tem ciúme De
outro jogador, deixa comigo. Tanto é que uma vez teve uma briga no Palmeiras, nós reun reunimos no no vestiário, o treinador falou assim: "Fala, capitão". Eu falei: "Deixa comigo". Eu falei: "Ó, vocês dois, vocês dois podem se matar fora de campo, mas agora quando vocês entrarem dentro de campo, vocês não vão atrapalhar meu trabalho, vocês não vão atrapalhar o trabalho do nosso clube, porque nós também nós queremos ganhar esse jogo, nós queremos ganhar o Campeonato. E se por causa de vocês dois não perder o campeonato, depois vocês vão ter problema com o grupo. Então quando
entrar dentro de campo, esquece, sai fora do campo, vocês fazem o que vocês quiserem." Aí o treinador falou: "Caramba". Eu falei: "A me botou de capitão? Ou você quer que eu seja capitão fazendo o quê? Alisando todo mundo?" "Não vou. Eu vou mostrar para eles o que é uma liderança, o que é um capitão. Eles estão errado, eu vou Mostrar para eles que eles estão errado e que eles não podem atrapalhar o nosso trabalho. É ou é isso que você quer? Não, é isso mesmo que eu quero. Perfeito. Os dois depois viraram super amigos e
nós somos campeão quase que invicto. >> Ô Cafuringa, a gente botou uma imagem agora da seleção de 94, uma seleção, cara, de muito respeito, né? Seleção vinha sendo criticada durante muitos anos, não ganhava a Copa do Mundo, o Mesmo período que a gente tá agora. Daqui a pouco a gente vai falar eh eh de assuntos, né, que estão que estão acontecendo, o Copa do Mundo tá batendo aí na porta. Eh, você também eh realiza um sonho que é ir jogar no futebol europeu, né? Você vai para pra Espanha, fica bate na Espanha e de repente
tem a história de ter que voltar pro Brasil, aquele embrolho todo com juventude envolvido. São Paulo acho que esperava você de Volta. Como é que tenta relembrar um pouquinho do que foi esse esse teu período. >> E e de do Sul que me interessa, chegou a alugar alguma coisa ou já sabia que era >> passou frio lá em em Brolho, não. Foi uma das maiores transações do futebol mundial no campo. Foi a maior ponte do mundo. >> Foi uma Golden Gate. >> Cara, não, eu falo assim, mas o Brunor até outro dia relembrou essa história
no Ele relembrou essa história, né? Ó o Bagatela, o São Paulo já falou que não dava mais, que o meu ciclo já tinha acabado. Eu falei: "Ah, poxa, legal". Eu também acho que o meu ciclo no São Paulo já tinha acabado. Eu fiquei 8 anos no São Paulo, cara. Ganhamos todos os títulos possíveis. Eu falei, "Eu quero, eu quero uma experiência diferente, eu quero desafios diferentes. Eu nunca fui de ficar numa zona de conforto, eu nunca Gostei da zona de conforto. Falei: "Cara, eu vou ficar aqui no São Paulo. Se eu jogar, joguei. Se não
jogar, não joguei. Você sempre ido." Eu falei: "Ah, não, não quero, não. Quero desafio diferente". Aí o pessoal do Saragoça me procurou através da Parmalate, que era eles tinham uma parceria com Juventude, Parmalate e Palmeiras. Aí me procuraram, falaram: "Olha, nós queremos trazer você pro Palmeiras". Eu falei: "Olha, eu não posso ir pro Palmeiras. Eu não vou, não Consigo ir pro Palmeiras agora porque existe uma certa cláusula nesse contrato, na minha transação do Saragosta, que eu não posso voltar diretamente pro Palmeiras". Eles falaram: "Não, mas você não tá entendendo, você não vai direto pro Palmeiras".
Mas eu falei: "Como assim, meu? Vocês estão louco?" Falei: "Não, nós queremos você no Juventude". Falei: "Qual Juventude Caxias?" É, você vai pro Juventude, vai jogar no Juventude um Tempo e depois a gente puxa você pro Palmeiras. Então, automaticamente você não está indo diretamente pro Palmeiras, você tá indo pro Juventude. Eu falei: "Cara, >> me explica isso aí, >> me explica isso aí. É possível fazer isso na época, né?" Pô, genial. O Bruno e o Bacatel era genial. Falei, é possível fazer isso? Eles falaram: "Capitão, é qualquer problema contratual, o Bruno falou: "A Responsabilidade é
minha". Eu falei, você me assina um papel que a responsabilidade é sua tiver muta. Eu falei, minha palavra vale mais. E naquela época realmente você confiava nas pessoas. >> E hoje, Capurinho, >> hoje esquece. Hoje o que você escreve assim, não cumpre. Esquece. Eu falei: "Sério, seu tava chamava de seu Bruno." Sério? Bruno, sério, você topa? Eu falei: "Topo, eu quero ir pro Sarag." Fui pro Saragça, cheguei no Saragostaça, tive um problema de uma lesãozinha chata, né? Não conseguia jogar direito. >> Que até então você não tinha tido lesão nenhuma. Nunca nunca na realidade eu
nunca tive, né? Foi uma ch >> não, não sabia. Foi uma chatinha. Foi uma chatinha que durou 15 dias. Eu falei: "Poxa, mas acabei de chegar meu 15 dias". Aí o treinador começou a me colocar de lateral esquerdo. Eu falei Para ele, o Víor Fernandes, falei: "O mír, olha, eu até jogo na lateral esquerda, quebro um galho pro senhor, mas eu sou lateral direito e o lateral direito Saragosto era o Bezuel, que era da seleção da seleção espanhola". Aí ele falou assim: "Olha, meu lateral direito é da seleção espanhola". Eu não quis discutir com ele,
falei: "Ó, mas eu também sou da seleção brasileira, se o caso foi esse." Então eu prefiro ficar aqui disputando uma posição com ele, Tentar jogar na minha posição do que de repente você me colocar lá e eu não conseguir me adaptar. Mas eu vou ficar lá pro senhor. Eu vou jogar, vou ficar me dedicando, mas saiba que essa na minha posição. E aí jogava, saía, jogava, saía. Joguei pouco. Joguei no Saragosto. Acho que se eu joguei 10 jogos foi muito. Joguei o jogo da final onde o Naim fez aquele gol no meio de campo e
depois com tempo, com tempo, com tempo o Bruno falou assim: "Olha, bora". Eu falei: "Como assim vamos embora?" "Não, já passou seis meses. Eu preciso que você volta pro Brasil". Eu falei: "Não, mas eu não posso voltar não. Juventude já tá te esperando, tá de portas abertas". Eu falei: "O quê?" Ele falou: "É sério?" "Sério". Aí eu voltei pra Juventude, joguei três jogos no Juventude. Aí deu um frio, pegou frio. Jogou mais que eu no Vietnante. >> É verdade. Uma neblina. >> Joguei só um p no Vietnante. Jogou três. Vina três. Tanto é que quando
eu fui pr para Caxias, eu levei meu filho comigo, Danilo. Danilo era pequeno. Eu falei: "Dão, eu vou para Caxias, como eu vou ficar lá só um mês?" Ah, vamos comigo, né? Você fica comigo, mas eu vou ficar com a chega lá eu te deixo com alguém lá. Alguém vai cuidar de você, fica tranquilo, cara. Eu voltei de lá, meu, uma maravilha. Eu comia javali todo dia, polenta, aqueles vinho bom. Eu falei: "Meu Deus, que lugar maravilhoso". É Caxias, mas um frio. Joguei três jogos, me mostra. >> Eu falei: "Caramba, meu, quando é que eles
vão me puxar pro Palmeiras, né?" >> Mas foi uma uma era boa do Juventude. Essa era muito boa. >> Tá, mas aí a pergunta, Saragça, Juventude? Tu, como tu estudava os paz, tu jogava no Juventude e tu já dava uma olhadinha no time do Palmeiras? >> Já, porque eu já sabia que eu ia pro Palmeiras. >> E tu sabia o que tu ia encontrar? >> Eu já sabia que eu ia encontrar no Palmeiras. >> Sabia que ia ser tudo isso que rolou? >> Eu sabia que era que era tudo isso que ia rolar, realmente. Já
tava sabendo. Eu sabia já que o período que eu ia pro Palmeiras e quando eu iria pro Palmeiras. Só que eu antecipei a minha vinda pro Palmeiras. Não era para eu ter ido pro pro Palmeiras na metade da Libertadores. Tanto é que eu peguei o Palmeiras. A minha estreia no Palmeiras foi Palmeiras e Grêmio. Aquele jogo nós tomamos de 5 a 0 em Porto Alegre. Olha a minha estreia no Palmeiras. >> Na volta 5 a eu fiz dois gols. >> Tá. Mas tu >> cara tem mais gol que eu já aí já. >> Mas tu
costumava perder na estreia então? >> Então parei pra seleção. >> Subiu pra seleção. Nós perdemos. >> Fiz história. >> Históri. >> Perdeu no Juventude. >> No Juventude eu acho que não. Não perdemos não. Nós empatamos. Ganhamos dois, empatamos um. >> É. >> E um foi anulado porque tinha muita neblina, não deu para jogar. Acho que foi em São Acho que foi, é, foi em Bento. >> Dois jogos e meio. >> Dois jogos e meio. Voltei pro Palmeiras. Antecipa, eu falei pr os caras: "Olha, eu preciso antecipar a minha ida pro Palmeiras, porque se eu continuar
aqui, cara, eu vou voltar pro Palmeiras numa bola. Meu, aqui se come, aqui se come muito bem, se vive muito bem italiano, né? >> [ __ ] perdi o meu conamento todinho. Eu falei: "Cara, isso aqui tá uma Maravilha, mas se eu não voltar pro Palmeiras e começaricificar, vai molhar para mim. Eu preciso antecipar a minha ida. Conver conversei com o pessoal do do Juventude, ele já sabia eu que iria pro Palmeiras, então não teve problema nenhum, só antecipei a meia do pro Palmeiras. Fui pro Palmeiras, eu me olhei, eu falei: "Caramba, meu, tô grande,
mano. Não, eu não posso, não sou eu esse." E aí comecei treinar, treinar, treinar. Falei: "Ó, tem que entrar em forma, tem que entrar em forma." Deu 20 dias, já tinha um jogo contra o Grêmio Falei: "Eu vou pro jogo". Falei: "Eu vou treinar para ir pro jogo". >> Não estava tão em forma ainda, >> tá? Eu tava em forma, mas não tava no meu no meu ritmo, porque eu jogava pouco e lá os caras estavam voando. Eu me conheço p falei: "Cara, eu eu me cobro muito, eu sei quando eu tô bem". Falar >>
com sete, oito meses sem jogar, bem Dizer, né? Jog >> examente, exatamente, jogando poucos jogos e só, né, meu, comendo. Aí você vai pra Espanha, é Ramon para lá, é Ramon para cá, para cá, é Pata Negra, é isso, é aquele vinhozinho bom. Falei: "Ei, meu Deus". Falei: "Não, mas eu não quero isso para mim, eu quero jogar". Voltei pro Palmeiras e comecei a treinar, treinar, treinar, treinar o jogo do Palmeiras e Grêmio. Tomamos uma sabugada, mano. >> Nem viu a cor da bola. >> Nem vimos a cor da bola. >> É, os jogos que
pararam o Brasil. >> Esses jogos parava o Brasil? >> Não vimos a cor da bola. Falando descas a >> O Grêmio tá parando o Brasil agora também. >> Beleza, mas vamos seguir. >> 5 a 0, cara. Aí nós paramos, paramos, falamos: "Cara, dá para virar esse jogo no no Parque Antártica". Era o Parque Antático ainda aquela grama. >> Isso que em 96 9 >> era 95 >> 95 ainda >> eram duas máquinas o o Grêmio era sacanagem >> o Grêmio era brincadeira dois timaço. E aí nós começamos treinar vamos acreditar vamos confiar muita gente já
achando que tinha perdido e e eu botando o pino em todo mundo. Dá para virar, mano. Se os caras fizeram cinco lá, nós podemos Fazer cinco aqui. Vamos embora. Vai pro jogo do Aliança do Parque Antártica. Começa o jogo. 1 a 0 pro Grêmio. >> Partic. >> Aí nós falamos: "Cara, gol do Jardel. >> Jardel, gol do Jardel. E nós falamos, vamos embora, vamos embora. Aí eu fui lá, empatei 1 a 1, 2 a 1, 3 a 1, 4 a 1, aí eu fui 5 a 1. Aí nós começamos a acreditar, cara, vamos embora, vamos
embora. Começamos martelar, martelar, martelar, erramos o gol debaixo do gol, Resumindo, perdemos de 5 a 1. Quase classificamos ainda, mesmo perdendo um jogo de 5 a 0 lá em Porto Alegre. Essa foi a minha a minha estreia e o meu retorno com o Palmeiras. Aí daí depois foi aquele campeonato paulista, né? Aquele mais de 100 gols que nosso time jogava por música. Se nosso time tivesse dado uma sequência maior naquele Palmeiras, nossa, nós teríamos feito mais história ainda. >> Ô Cafinga, esse time, esse time que você Tá falando aí, o cita só o nome dos
atacantes do meio de campo pra frente >> do meio pra frente. >> Dijalminha. >> Ai, >> Miller, >> toma. >> Rivaldo, >> receba. >> Luizão. >> Ui. >> Aí depois veio Mancusso. >> Chegava lá uma mola também. Galeano no meio de campo. >> Não, mas >> e o Amaral a gente tem esses três seguravam o ataque. É, >> a gente tem aqui, vamos fazer um exercício aqui agora. Vamos colocar no nosso telão aqui uns times que você atuou e bons times que você atuou para ver se a gente consegue, se você consegue, na verdade, que
o nosso convidado é você, é dizer aí. >> Você tá de piada, mano. Quero nem ver o resto >> dizer. >> Você tá de brincadeira. >> Qual time foi melhor, irmão? Nós estamos falando do São Paulo com Z e Víor, né? Você é Adilson, Ronaldão, Ronaldo Luiz, Toninho Cerezo Pintado, Cafingo lá na frente no meio. >> Esse ganhou o mundo. >> É, ganhou o mundo. >> Palinha e Miller. E aí a gente tem esse Palmeiras, né, com Veloso. Você S >> 92, 93. Tá, tá. >> Cláudio. Cláudio era o Cláudio lateral. É >> o Cláudio
a gente chama de macarrão. >> Não, o Cláudio não. O Cláudio é o Cláudio zagueiro, grandão, zagueirão. Aí Cléber Júnior, eh, Flávio Conceição, Amaral, Delminha, Rivaldo, Miller e Luizão. E aí o time do Milan é um time também, né? Cafu, Stand, Dida, Nesta, Malda, Pílo, Gatuso, Cidorf, Kaká, Inzague, Crespo e Tiabchenko. >> [ __ ] >> aí eu te pergunto, não. Sobes vai te perguntar, irmão. >> Não pergunta não. >> Meu Deus, tu que é amigo dele, pergunta tu. >> Olha os times que eu joguei. >> Furinga, do céu. >> Olha os >> só jogou
com nego ruim também, hein, Cafuringa. >> Então, meu, eu eu ti >> só nego fraco também. >> Eu tive essa sorte, né? >> Ai, que sorte, cara. >> Cara, >> muda todo mundo, mas você tá então. Caraca. Esse meio de campo, Miller, Rivaldo e Dijalminha. O Dialminha brincava com a bola. >> Ele brincava. >> Pega esse meio de campo. Kaká, Cedorf, Pirlo e Gatusa. Pega aquele Raí, Cafu, Toninho Cereza e Pintado. >> Toninho Cerezo. >> Cara, >> o que o que dá para >> Flávio Conceição. Esqueci até do Flávio Conceição, mano. >> Que jogou muita
bola também, né? >> Jogou demais. Flávio Conceição e Amaral nesse meio de campo. >> Jogaram muita bola. Amaral também. >> Dá para no São Paulo de 93, né? 92, 93, 96 e ali já é 2000 e >> aqui é 2005 e de 2005 a 2007, aliás, de 2003 a 2007, mano. >> Você não dá para dizer qual o melhor time aí para você. >> Não faz isso com fazer isso com você. Qual que é o melhor time? Cal extra campeão. Ganhou tudo Libertadores e Mundial. Aqui campeão quase que invicto campeonato paulista com mais de 103
gols. Aqui dispensa comentári em 5 anos 10 títulos. Tá, foi lá >> 5 anos, 10 títulos, cara. Supercopa, Recopa, Campeonato Italiano, Mundial, Interclubes, >> eh, Copa Itália, de verdade, não dá para falar, eu não consigo definir qual desses times foi o melhor, cara, porque em cada time desse eu tive uma história. >> É, eu ia. >> Em cada time teve uma história. Aqui foram 5 anos, aqui foram 2 anos e meio e Ali foram 7 anos, cara. Foram times que realmente eu deixei portas abertas, nós fizemos histórias em todos esses times, porque é difícil você
pegar um atleta que joga nesses três megas times eh extracampeões que conseguem manter a mesma regularidade. Porque se você pega lá de 92 até aqui 2008, cara, você vem mantendo a regularidade. >> É o tamanho de uma carreira mesmo. >> É o tamanho de uma carreira. E início ainda vem a seleção brasileira no meio, Que foram 16 anos. Por isso que eu acho que eu eu fico feliz e honrado quando eu vejo a minha carreira e chegar onde eu cheguei, porque cara, ali no São Paulo fizemos história, Palmeiras fizemos história, Milan fizemos história. E nesse
intervalo de todos esses clubes vem a seleção brasileira, que ainda fizemos história também com a seleção brasileira. Eu sou muito honrado, cara. Eu eu falo Para você, eu fui um cara feliz de ter oportunidade de ter jogado na época com esses caras. E sem contar o Denilson, que tivemos junto na seleção, tivemos junto no Palmeiras, tivemos no São Paulo, que faz parte dessa dessa história também. Então, quem vê essa foto que é da nossa época, vai falar: "Caramba, que privilégio jogar com esses cara". Mas eu vou falar para você, esse Mila ainda tinha de fora.
Rui Costa Redondo. Ele já falou que é o Mila na Educação. Não, só para você ver quem tava de fora. Rui Costa, Redondo, Rivaldo e depois que chegou o Crespo. Olha os três que ficou de fora. Rui Costa, Redondo e Rivaldo. O Redondo jogava de terne gravata. >> Esse jogava muito bom. >> Ele jogava de sapato. Ele não jogava, ele jogava de de sapato. >> Que elegância. Mas jogava muito, pô. O Rui Costa dispensa comentário, cara. Pô, E o Rivaldo, cara, >> deixa eu tentar, deixa eu tentar te complicar. Éora pra gente falar também da
de 98, da Copa do Mundo de 98, da seleção de 98. você tem tanta, eu tenho tanta coisa para te perguntar que a gente tinha que fazer uns, uns seis programas exra neles para poder falar de toda a tua de toda a tua da tua história. Eh, eh, o que te diferencia essas essas três fases fases que da sua carreira assim, você como pessoa, você Como atleta, o que te diferencia dess desses três momentos assim pra gente falar daqui a pouco de >> O que me diferencia desses três momentos era onde eu queria chegar. Eu
nunca, eu nunca fiquei numa zona de conforto. Eu poderia muito bem depois de São Paulo entrar numa zona de conforto e pro Palmeiras já sou campeão de tudo. Ou chegava no milho, ó, já sou campeão do mundo. Eu nunca entrei na minha zona de conforto. Eu sempre quis demonstrar para Todo mundo que aquilo que eu fiz naquele clube passou. A história que eu fiz no São Paulo vai ficar no São Paulo para sempre. A história que você faz no clube ninguém tira. Existe ex-título? Não existe ex-título. Ex-campeão. Não existe ex-campeão. Isso é para sempre. Então,
a história que eu fiz no São Paulo eu queria fazer no Palmeiras para que eu pudesse fazer história no Palmeiras. E depois que eu fiz história no Palmeiras, que eu fui paraa Roma, eu falei: "A História que eu fiz no Palmeiras já tá lá". Porque todo mundo quando vê o histórico do Palmeiras vai falar: "Caramba, aquele time de 96, 97 foi o time que foi que ganhou com mais de 103 gols. Quem tá naquela história?" O Cafu tá lá. Eu fiz a história no Palmeiras, ninguém vai tirar isso. Quando eu fui pro Mila, eu queria
a mesma coisa. Eu cheguei no Mila com 32 anos, cara. 33 anos. Eu não acreditei quando o Mila me contratou. Por quê? >> Resumindo muito rápido, eu tava com um contrato assinado pro Japão, eu ia pro Yokohama. Falei: "Caramba, eu já fui campeão em tudo. Final de carreira, vou pro Yokohama, tranquilo, vou jogar lá no futebol japonês e depois volto." Assinei um pré-contrato com o Yokohama, que já podia durante seis meses você poderia assinar o pré-contrato. Mandamos o pré-contrato para Yokohama. Eles me pagaram antecipado tudo, todo o Contrato. Já estamos depositamos, já estamos pagando. Depois
que eu assinei com o Yokohama, deu dois meses, o Leonardo e o Braida vieram até Roma. O Leonardo me ligou, falou: "Cafu, preciso falar com você, tô indo paraa Roma". Falei: "O Palé, legal, né, meu? Atendo vocês aqui, ele e o Braida, eu achei que eles iam me perguntar de algum jogador brasileiro." >> Sim. >> Aí sentou aí o Leonardo e o Braider. Eu Sentei aqui e falei: "Ó, eh, próxima temporada você tá no Milan." Eu: "Como assim?" O Ancelote C no Milan, eu falei: "Olha, você tem certeza? Eu tô com 32 anos, 33 >>
pensando em fim de carreira, já devemos >> pensando em fim de carreira". Eu falei: "Ô, Léo, você tem certeza?" Tenho. O Ancelote o Galeano falou que te quer lá. Eles querem você para jogar pelo menos 10 jogos no ano. Aí eu comecei a fazer conta. >> 10 jogos no ano? >> 10 jogos no ano >> de 30 e poucas. >> Você tá de brincadeira, só isso? Falei: "Não, não pode ser, Léo. Não pode ser." Sim. Tá aqui o contrato do Milan. Nós temos que voltar para lá com esse contrato assinado. Eu falei, Léo Briida, vocês
não estão entendendo. Eu tô com pré-contrato assinado com o Japão, >> já recebi, já tá na minha >> eu já recebi, já tá na minha conta. E Agora como é que faz? Eu falei para eles, é sério o negócio do Mila, Léo? Pô, Cafu, nós viemos aqui para brincar com você. >> Ah, >> tá bom, deixa esse pré-contrato aqui comigo. Ficou. Ligamos pro Japão, falamos com o pessoal do Ecohama, pedi pro cara que me ajudava na época, olha, chega aí, nem que eu tenho que te pagar sua comissão, mas nós vamos ter que cancelar o
contrato do Yokohama. >> Por e ele e ele >> ele falou: "Por quê, cara? O Mila acabou de jogar um pré-contrato na minha cara e falou que me quer lá." Ele falou: "Sério?" Eu falei: "Sério, brincadeira?" Eu falei: "Tá aqui, ó. Que que você quer fazer?" Ele perguntou para mim: >> "Boa, >> olha só. O que que você quer fazer?" Falei: "De verdade, eu vou pro Milan". Mas o Mila é só tem Eu vou pro Milan, eu Quero desafio diferente. Primeiro que eles falaram que eu ia jogar só 10 jogos e agora eu quero ir
pro Milan. >> Sem >> falei para ele assim, ó, agora eu quero ir. >> Sem eles saberem a frase que eles usaram dos 10 jogos que te motivou. >> 10 jogos me motivou. Ah, 10 jogos. Tá bom. Ligamos para Yokohama, falamos com a diretoria, ó. Não vou mais para Yokohama. Infelizmente apareceu ou Felizmente apareceu o Milan que quer que eu vá pro Milan para jogar mais uma temporada. Eu vou pro Milan. Não, mas nós já depositamos o dinheiro na sua conta. Me manda a conta de vocês que amanhã eu já tô transferindo tudo que vocês
depositaram na minha conta. Os caras, sério, você vai depositar? Vou. Mandaram a conta. No dia seguinte eu mandei tudo de volta. tudo. Não peguei um centavo. Olha, tá aqui o pré-contrato tá aqui rescindido por mim. Eu gostaria Que vocês rescindissem esse contrato também, que a gente já deixasse um documento fixo. Rescindiram o contrato, terminou a temporada, eu me apresentei no Mila. >> Agora eu te pergunto para você que tá ouvindo exa neles e deve estar conectado, né? Porque a história, a história é boa, o cara que tem uma trajetória muito legal. Aí eu te pergunto,
dos 10 jogos que te falaram que você poderia jogar, o que eles Queriam que você jogasse, quantos jogos você jogou pelo Milan? >> Todos. >> Tem um número de cabeças? >> O que mais joguei pelo Milan na época? >> Cento e alguma coisa de jogos >> mais era contrato de um ano. >> Mais >> 166 jogos estão cantando para mim aqui. >> Era para eu jogar 10 jogos >> e uma temporada. E uma e uma temporada. >> Ficou quanto tempo? E detalhe, eu fiquei 5 anos no Milan, joguei todos os jogos, >> que história, não
conhecia essa história >> e quase briguei com a Celote no último ano que ele tava me colocando pouco para jogar. Falei: "Ô, Mist, eu quero jogar M: Marco, você precisa descansar". Ele falava, ele falava: "Marcos, você precisa descansar". Eu falei: "Não, Miss eu quero jogar meu, eu preciso, eu quero jogar, eu gosto de jogar, eu não quero, não quero jogar." E ele falava: "Não, você vai descansar esse jogo, jogo que Vem você joga". Eu falei: "Tá bom". E eu treinava para jogar o jogo seguinte. Então, eu fui praticamente quase o que mais jogou. Joguei todas
as temporadas, >> 32 jogos em média. por temporada, >> 32 jogos em média por temporada, o que mais deu passe para gol, o que mais deu assistência para gol, o que mais roubou bola depois do Gatuzo, enfim, joguei a primeira temporada inteira, joguei a segunda temporada inteira, terceira temporada o Ancelote não me deixava de Fora. Falei: "Mister, preciso descansar não, você não vai descansar não, você vai jogar". Joguei a quarta temporada e joguei a quinta temporada quase todos os jogos. Sexta temporada, 2006, eu falei pro pessoal do Milan, fui lá na sede, falei pro Galiane
e pro Leonardo, 2008 eu vou embora para casa. 2008 não tem ninguém que me faça ficar na Europa. Eu vou voltar para casa para ficar com Os meus pais. Meu pai já não tava muito legal. Sim. >> Falei: "Vou voltar pro Brasil que eu quero curtir os meus pais. Eu vou ficar com eles. De repente eu arrumo algum time lá. Tava com pré-contrato assinado com o Santos. 2006 passou, 2007 passou, eu fui na sede, falei com o Leonardo Galeano, vocês querem que eu indic? Se precisar da minha ajuda, fala comigo que eu vou indicar o
menino que possa Vir aqui, ó, >> uma temporada antes, embora. >> Uma temporada antes. Eu indico para vocês. Indiquei dois fera, um deles foi o Maicel. Ó, pode pegar que é mesmo porte físico, é bom >> foi um e o outro, >> o outro não conseguiu ir. O outro era era confusão para ir. Não deu certo. >> Mas quem era? >> Aí, aí, aí fui lá, terminou 2006, 2007, fui lá na sede, falou: "Ó, Evento tô indo embora". 2008, minha última temporada no Milan, último jogo Mila e Odinesi, despedida do Cafu, eu fiz gol. >>
Toma >> pá, tchau, tchau, tchau. No dia seguinte eu vou na sede. Tá o Galeano e o Leonardo com contrato de mais um ano. >> Ô Leonardo, hein? um contrato de mais um ano para mim, mais uma temporada. Eu falei, vocês não entenderam o que eu falei para vocês há dois anos atrás. 2008 eu vou embora. Léo, Gale, obrigado. Olha, eu tô super honrado, cara. Com 38 anos vocês querem que eu fico no Mila ainda? Você falou: "Você é importante pro Mila, a gente sabe do seu condicionamento, sabe do seu profissionalismo. A gente tem jogadores
aí que sabe que nós podemos contar com eles. Nós queríamos contar com você mais uma temporada". Eu falei: "Olha, infelizmente eu vou embora para casa". >> Que top. E 2008 eu fui embora para casa Com 38 anos com contrato ainda com Mila, se eu quisesse. >> Top. >> Aí eu assinei um pré-contato com o Santos, ia vir pro Santos, não deu certo. Aí eu parei de jogar em 2008, mas eu fui contratado >> para jogar 10 jogos >> e jogou >> 166 jogos. Quase todos os jogos. >> Quase 10 anos. >> Impressionante. Agora a gente,
eu não Tinha essa lembrança, tá? Não tinha de verdade. Eh, coloca o VT aí pra gente para eu explicar pro paraa nossa audiência. >> Quem desceu no aeroporto internacional de Cumbica encontrou a surpresa. Expectativa no saguão principal. Ansiedade do lado de fora. Uma recepção mais do que calorosa. De repente um corre. Entrevista com o lateral Zé Carlos. Nem pensar. E para quem chegou perto de Denilson e Cafu, restaram Algumas palavras em meio à pressa deles de irem embora para casa. >> Muito feliz. Eu acho que nós esperamos tanto, né? E de repente eu fico contente,
deu carinho toda a torcida. >> Depois de tanta euforia, tanto assédio para os jogadores, ficou a sensação de que um título de vice-campeão finalmente foi reconhecido no Brasil. >> Você, eu não tinha lembrança da gente ter sido recebido dessa forma. Nossa, Dilson, foi maravilhosa a nossa Recepção, cara. >> Toda toda a nossa toda toda a minha entrevista eu falava, mano, a gente voltou, os caras queriam matar nós >> não, a recepção. Nossa, mas vai muito da narrativa, né? Tu viu que foi dito, ó, o título de vice-campeão. Exatamente. >> Examente. Olha a narrativa, como muda
toda uma história. >> Não lembrava, cara. Pô, nós fomos recepcionado aqui de uma maneira maravilhosa. Não, >> eu voltei, mas assim, todas vezes que as pessoas me perguntam, falam: "Mano, a gente voltou e, pô, a imprensa queria matar a gente porque, pô, negócio de vendeu a Copa tá confundindo com 2006, 2006, sim. Vamos chegar lá, vamos chegar lá. >> Fake news tua, >> cara, eu não lembrava da da gente ter sido recebido assimado com carinho da torcida. Impressionante. A tor queria até que fizesse eh voo panorâmico, que Fosse para Recife, paraa Brasília para ser recepcionado.
Cara, eles reconheceram realmente o a torcida reconheceu realmente o nosso trabalho, que foi de ser vice-campeão novamente. Eh, você tem algumas Copas do Mundo no teu currículo, Cafinga? >> É só quatro. Você você tem alguns jogos pela seleção Cafinga, você ergueu a taça Cafinga, você jogou finais de Copas do Mundo, Cafinga. Eh, o que dizer até da gente falar desse Momento da seleção, mas antes o que diferenciou a a as gerações ou ciclos das Copas do Mundo que você disputou, Cafu? A, o diferencial da primeira que eu disputei em 94 a 2006, que 94 eu
era praticamente um reserva do Jorginho para 2006, que eu era um capitão e líder da seleção brasileira, como foi 2002 e depois de 98. Cara, essa experiência da vitória e a derrota me ajudou muito, me ajudou muito na liderança, porque eu vivi os dois momentos. Então eu podia Falar com vocês com muita autonomia o que era ganhar e o que era perder dentro de uma Copa do Mundo. Eu vivi os dois mundos, porque no futebol não vai viver só de vitórias. A derrota é inerente aos grandes campeões, como é inerente a todos nós. Cara, como
administrar isso? Você passa de um quadjuvante, por exemplo, em 94, 98 já titular absoluto, com uma responsabilidade muito grande de ter que substituir o Jorginho que voava para 2002 ser o capitão da seleção brasileira levantar o título e 2006 comandar uma seleção que só tinha jogadores fora dos padrões normais. Cara, essa essa transição para mim, Denilson, foi muito fácil, porque eu quis me adaptar nesse mundo e eu quis me adaptar a cada momento que nós vivemos. Então, a cada momento que eu vivia dentro da seleção brasileira, eu guardava e usava no momento certo. 94, saímos
do Brasil desacreditado, classificamos no último Jogo, Parreira tinha pedido para ir embora, os jogadores falou que ele não ia embora, que ele ia ficar, que tava todo mundo junto. O Brasil foi em 94, deu a volta por cima e ganhou uma Copa do Mundo com todo com todo mundo torcendo contra a seleção brasileira. Fomos para 98 com uma perspectiva diferente de 94. que era já ganhou, já ganhou, já ganhou, já ganhou. Essa seleção é diferente da de 94, mesmo tendo ganhado uma Copa do Mundo. Ah, mas Ganhou nos pênalti. O título ninguém tira, irmão. Aquela
quarta estrela ali ninguém tira. Ela tá lá independente se é nos pênalti ou não. Então, foi, criou-se uma expectativa muito grande 98, o Brasil não foi campeão. Fomos derrotados na final pra França da maneira que foi. >> Tem algum motivo específico, Cafu, para essa final? Cara, Denilson, não, eu poderia usar qualquer desculpa do mundo. O Ronaldo passou mal, o Ronaldo teve uma Convulsão, o time tava nervoso, o time tava fora de si. Mas você esquece do adversário, é o respeito por reconhecer o valor do adversário. A seleção da França não quer saber dos nossos problemas.
A seleção da França estava lá para jogar contra a seleção brasileira em casa e disputando uma final de Copa do Mundo. Se naquele período nós jogássemos 10 vezes com a França, nós iríamos perder nove e empatar uma, talvez. de tão boa que a França tava e Como nós estávamos praticamente vendido naquele naquele momento no senso de jogo que eu falo vendido, mas a gente tava vendido porque não encontramos amor de Deus vendido, >> não encontramos a cor da Não encontramos a cor da bola vendida dentro de campo. Quer dizer que os caras acabaram te atropelando.
>> A França jogou muito bem. Não existe um um uma explicação eh plausiva para esse momento. A França foi Melhor do que a seleção brasileira. Ah, porque o Brasil tava nervoso, porque o Ronaldo não podia jogar. Se o Ronaldo podia jogar ou não, não era problema nosso. Era um problema do México e do Zagalo. Nós tínhamos que entrar dentro de campo e cumprir a nossa função. Nós não fomos à altura do que nós deveríamos ser para ganhar uma final de Copa do Mundo. Mas nós chegamos numa final de Copa do Mundo. Detalhe importante, >> não
é que nós não perdemos na nas Oitavas de finais, perdemos na na fase de grupo, nós perdemos uma final. E final é final, cara. Final pode acontecer de tudo. Você pode ganhar nos pênaltis, como você pode perder. Então, eu não usaria uma desculpa para falar que a França foi melhor do que a seleção brasileira. O que aconteceu foi exatamente isso. A França atropelou a seleção brasileira naquela final de 98. >> De de a a de 2002 para de 2006. Eh, o po que é tão fácil falar com você de Seleção brasileira, né? Você tem tantos
cenários dentro da tua cabeça, fique me imaginando, né? Porque eu às vezes eu tenho uns cenários na minha cabeça de dois momentos que eu vivi. Pô, você tem quatro momentos de de ciclos. oito perdeu, dois ganhou, seis perdeu. >> De 2002 a 2006, qual que foi a maior diferença que você viu entre ganhar e perder, sendo que o time de 2006 >> é um ótimo time também. >> É, tipo, nós estamos falando da de um Dos em nomes um dos maiores. >> Qual que foi essa diferença? Só talento >> como líder, >> só talento não
ganha jogo e isso é fato. Só talento não ganha jogo. Dificilmente você vai ter um time com 10 carosos na frente, você vai conseguir ganhar o jogo. Você precisa de algo mais para você ganhar um jogo. Você precisa de comprometimento, você precisa de dedicação, você precisa se doar pro Time, você precisa ter um esquema bacana para que esses caras possam jogar. A diferença de 2002 é se sabia quem era os titulares e sabia quem ia resolver o jogo. 2002 nós sabia quem resolveru o jogo era o Ronaldo e o Rivaldo, que são os caras que
vão resolver o nosso problema, que são os caras que vão fazer gol lá na frente. Qual que é a minha função como lateral? Na linha de fundo, cruzar e torcer para que os caras façam gol e correr e marcar. >> Essa é minha função, >> sem se complicar, >> porque eu sabia que a minha função era essa. E se eu fizesse da minha função a melhor possível, eu estaria contribuindo com a vitória da seleção brasileira. Eu não preciso ser o melhor em campo todos os jogos. Eu preciso ser o melhor na minha posição em todos
os jogos. Porque eu não vou ser o melhor em campo todos os jogos, cara. Principalmente quando se fala de Copa do Mundo. Ô, 2002 nós não Repetimos um melhor em campo. Não sei se vocês sabem. >> É, >> não repetimos um melhor em campo. Sabe qual foi o jogo que o Ronaldo foi o melhor em campo? Um só. Afinal, para mim ele já foi importante. Essa foi a diferença de 2002 para 2006, que 2006, se você perguntasse para cada um deles, você pode ser o protagonista hoje, não pode ser amanhã, não. Tem que ser o
protagonista todo dia, não vai Ser. Desse jeito, nós vamos, nós não vamos chegar em lugar nenhum. Quando é que você viu a seleção brasileira jogar com quatro atacante e com Parreira, treinador, conservador, do jeito que o Parreira é? Nunca tivemos isso. Mas desde que você coloca quatro atacantes, que esses quatro atacantes saiba as suas assunção, as suas funções, fica mais fácil. 2006 nós já sabíamos que tava bagunçado. >> Sério? Sabíamos que dificilmente a gente Iria conseguir controlar todo mundo, porque tudo vem, tudo vem do exemplo. O exemplo é o nosso treinador. Tudo vem do que
o nosso treinador quer. Em uma dessas eu falei, eu falei pro nosso treinador, não vai dar certo, >> porque >> o ambiente era muito diferente, >> porque eu eu vivi esse ambiente. Falei para ele, olha, dessa forma não vai dar certo. >> Mas o que que tu via assim, tipo, >> tudo errado. Eu via tudo errado. via, eu vi a bagunça, eu vi o ambiente, eu vi a maneira de jogar, eu via quem queria se destacar, de repente mais do que o outro, eu via talvez alguém que queria ser melhor do que o outro. Tava
diferente de 2002, que 2002 o Felipão falou: "O meu time é esse, é esse time que vai jogar e o resto para jogar vai ter que ralar muito." Mas a minha seleção é essa. 2006, cara, nós não tivemos isso. >> Quando tu via isso em 2006, isso atrapalhou? >> Cara, é nossa, é nossa área de concentração, cara. É nossa, é nossa área de trein, olha, é nossa área de treinamento. São 45 dias que você tem que abdicar de tudo em pró de um único objetivo, ser campeão. São 45 dias de verdade que você tem que
ficar isolado. Isola pro único objetivo. Cara, são 45 dias Que vai mudar a história da sua vida, como atleta. São 45 dias que pode mudar a história do povo brasileiro, cara. É 45 dias que você vai falar assim: "Cara, eu posso sair daqui como campeão do mundo". E eu falava para eles, tem duas maneiras de vocês chegarem no Brasil. Como um jogador que passou pela Copa do Mundo, como outros grandes passaram, ou como campeão do mundo. O campeão do mundo ninguém vai tirar, cara. O título de campeão é para sempre, Denil. >> É. >> E
eu falava para eles, o título de campeão para sempre, cara. Vamos, vamos fechar. Não tinha como fechar >> uma pergunta, tentar te tirar do tô tentando que mais uma vez eu tô sendo repetitivo aqui porque eu conheço toda a tua trajetória, tua história. Eh, mas eu fiz uma pergunta no exa neles, que é um no Denilson neles, que é um quadro que eu fiz pro pro Esporte Espetacular, e Conversei com o Felipão. E eu perguntei pro Felipão, e eu vou te transferir a pergunta, eu perguntei pro Felipão, Felipão, você conseguiu em 2002 construir a família
Felipão? Por que que não aconteceu em 2006? E a resposta dele foi mais ou menos parecida com a sua, com toda essa liberdade, né, que a gente tá mostrando na imagem, né, invasão de no no treinamento. Isso aí o cara acaba ficando disperso. Você como líder que foi principalmente De 98 paraa frente, eh, como que você se vê nesse cenário? Eu como líder, eu eu não também não consegui impactar o meu time. Tá entendendo minha? Ent, eu entendi a pergunta. Entendi. >> Sabe como é que você se sente, porque você sempre foi muito competitivo, muito
profissional, muito comprometido e você estava num papel também de líder. Como é que você se sente nesse cenário? >> Eu tentei, eu tentei mudar esse cenário, Mas sabe quando a ordem vem lá de cima e não tem como tirar? Nós tentamos. Nós tentamos. Eu falei: "Professor, não vai dar certo, professor, vamos tentar mudar." Tá? Ele falou: "Tô que nem você, nós estamos amarrado. Nos mandaram para cá e nós vamos ter que cumprir isso aqui. Mas vamos tentar mudar de uma forma então em campo, até mudando o esquema tático. Importante, né? >> Até mudando o esquema
tático. Muda. Eu tive a liberdade de falar pro professor num jogo, falei: "Olha, eu não vou fazer o que o senhor tá me pedindo, porque se eu fizer isso, nós vamos perder o jogo." >> Qual jogo foi? O que que houve? contra a França. 1 a 0. >> O da falta lateral. O >> da falta. >> Professor, eu não posso fazer isso. Eu não, se eu fizer isso, nós vamos ser Prejudicado. Eu não vou fazer. Eu chamei o Zagalo, falei: "Professor, eu preciso, preciso que o senhor venha comigo. >> Ô louco, >> eu preciso que
o senhor venha comigo, porque se não vier comigo vai ficar algo torcido e a gente precisa ganhar esse jogo. Nós só vamos ganhar esse jogo se a gente mudar". >> Era tática, era o pessoal? O que que ele tinha pedido? Era tática. Falei: "Olha, eu não vou fazer isso, professor, que se Eu fizer isso, acabou. Nós vamos tomar 18 gols lá atrás, nós não podemos. O senhor sempre foi conservador, senhor sempre jogou aqui tranquilinho, dois volantes, quatro atrás. Não vamos mudar, não. Mudamos e sofremos >> para ter mais gente na frente. >> Para ter mais
gente na frente. Foi uma opção do treinador. >> Todo mundo tem que jogar. >> Todo mundo tem que jogar. E nós sabíamos que não dá para jogar todo mundo. Cara, Para você ser campeão do mundo, é óbvio que você vai deixar gente boa de fora. Você vai deixar gente muito boa de fora. Você tem que abrir mão realmente às vezes até de um jogador importante, baseado no que você quer. E nós tínhamos quatro jogadores importantes. Tinha o Ronaldo, Kaká, Ronaldinho Gaúcho >> e o Adriano. >> E o Adriano. Ainda tinha o Fred e o Robinho
no banco. Mas você tá com quatro cara importante, Cara. Para você ser campeão do mundo, você tem que ser conservador. >> O Adriano jogou, jogou o quarteto ou não >> jogou? Jogou. >> Pernambucano, não foi? O Juninho Pernambucano. >> Juninho Pernambucano, Ronaldinho Gaúcho, >> jogou todo mundo. Emerson, Zé Roberto, olha o time que nós tínhamos, cara. Nós tinha um timaço, mano. Mas infelizmente foi essas imagens que vocês viram que não deveria acontecer, mas Aconteceu. Quando a ordem veio, vocês vão concentrar em tal lugar. Nós fomos concentrar em tal lugar, não tinha como, mudar, nós não
tínhamos o poder para mudar isso. >> Ô Cafuringa, e já nessa época aí a a gente já tinha uma internet tão aflorada como agora ou ainda não? >> Não, ainda não. >> Em 2006? >> Não, não era florada como agora. Ass. >> Tanta exposição quanto é agora, né? >> Não, agora esquece. >> Agora é fechado, porém tu tá perto das pessoas pelo telefone. >> Ex. Exatamente. Pelo telefone aí era o contato mais direto, o contato direto com o repórter, com a torcida, com todo mundo. >> Que de alguma forma também tentando olhar pelo sendo redundante
com um olhar positivo, né? Porque às vezes você ter o contato com a imprensa, a gente aproxima o a seleção do povo, né? >> Eh, porque hoje a gente tem, cara, tem uma distância enorme, né, da do povo com seleção brasileira, tentando olhar pelo lado positivo, né? Porque pelo que a gente vê na imagem, eh, é que são momentos e momentos, né? O momento do treinamento, sei lá, fecha o treino, né? Porque é momento da gente aqui treinar, aperfeiçoar algumas coisas. Para que abrir o treino agora pro torcedor? >> Exato. >> Sei lá, numa véspera
de um jogo, 20 Minutinhos, meia horinha, você abre o treino, a gente tem o contato, faz uma bolinha parada e acabou também. Mas a a sensação que ficou é que o treino era aberto todo dia e era não sei. >> A sensação que tem é que tava uma bagunça. Falando português, claro, a sensação que tem é que estava realmente uma bagunça. Mas é exatamente isso esse contato. Antigamente nós tínhamos um contato muito próximo entre a imprensa, o jogador, a torcida e a família. Era Muito próximo. Então você tinha uma identidade com o povo brasileiro, você
tinha uma identidade com a imprensa, você tinha uma identidade com a família. tinha esse contato direto. Com o tempo, esse contato foi fazendo assim, ó. >> É, exato. >> Foi fazendo assim. Foi fazendo assim. E hoje você não tem mais o contato do torcedor com a imprensa, do do jogador com a imprensa, do jogador com o torcedor, do jogador com a família. Criou-se um ambiente muito muito passado, >> uma bolha, né? >> Uma bolha entre essas pessoas. E aí, que que aconteceu com isso? Você perdeu a identidade da seleção brasileira. Você perdeu esse contato? Porque
antigamente, quando você tinha o contato, o repórter te perguntava, já transmitia na ali ao vivo, todo mundo já tava sabendo que você poderia ter esse contato. Era, parecia que era mais humano, >> era mais você, você chegava no sago do hotel, os repórter tava lá, você tomava café com os cara, tomava cerveja, batia papo, conversava, não tinha dessa que tava falando com o repórter que entregar sacanagem. >> É, também tinha isso. >> E o repórter não podia falar: "Ó, tomaram uma cerveja lá, não, mas você tomou também comigo". Exatamente. Mas tinha tinha respeito >> antig
quando eles falam só do jogador, Eu transfiro para eles também. Existi o respeito dos repórter com jogadores, dos jogadores com a torcida. Tinham respeito entre todo mundo. Todo mundo se convivia numa numa boa. De um tempo para cá essa convivência passou a se distanciar. Esse cenário aí é porque eh eh fez com que a imprensa e o torcedor fizesse parte do processo. >> Exato. >> Essa aproximação. >> Exatamente. >> Você sente parte, você sente a dor e você sente a derrota e você comemora a vitória e porque tá tá vindo na convivência com os jogadores,
você se você se sente partir do processo. Ó, imagino que isso >> você se sente brasileiro, você se sente a seleção brasileira, porque a seleção brasileira não são jogadores, a seleção brasileira é o povo. Porque naquele momento nós estamos representando o povo, nós estamos representando 220 Milhões de brasileiros. Então eles sentiam em 2002, olha, é a nossa seleção, é o meu time, é a seleção brasileira. Cara, hoje eles não falam mais isso, infelizmente. E não é que eu tô falando aqui bobagem, eu tô escutando na rua. >> 2002 eles falavam a nossa seleção, o nosso
time, a nossa bandeira, as nossas cores. Cara, de um tempo para cá você não vê mais eles falando isso. Ah, é a seleção brasileira. Ah, é o Brasil. Olha Como mudou. Muito. >> Mudou porque nós tínhamos uma identidade com a seleção brasileira em 2002. E essa identidade com tempo foi se apagando, cara. Ô, >> Cafinga, eh, a gente tentou te complicar lá naquela naquele quadro e mostramos os clubes que você jogou e teve e teve o sucesso. Agora, as os ciclos os ciclos de copas, as seleções que você pegou nesse ciclo, coloca no coloca no
telão aí, ó. >> Eita. >> São quatro Copas do Mundo, tá, gente? Desculpa aí. São quatro Copas do Mundo, quatro seleções diferentes >> ali do lado ali, se você perceber ali, ó, do nosso do nosso lado direito aqui, ó. Melhor ataque, melhor defesa, melhor tática. >> A de 2006 já caiu. Melhor elenco e a melhor resenha. Consegue fazer um um resumão dessas, >> cara, >> desses quatro ciclos. >> Melhor tática, sem sombra de dúvida, eu coloco, posso colocar dois, posso colocar 94 e 2002. >> Como tática ganha, né? >> Como tática ganha. Ganha, cara. >>
Tática, tática é muito importante. >> Tática, tática ganha. Você você treina para isso, cara. >> Exato. >> Você treina isso para est taticamente dentro de campo, pronto para fazer Aquilo que o treinador tem, cara. Cara, em 2002 nós sabíamos, Dunga e Mauro Silva são dois volantes, >> 94. >> 94. O Dunga e o Mauro Silva sabia muito bem o que eles iriam fazer. E olha como tática é importante. 94, o Parreira tirou Raí, que era capitão do time, e camisa 10 depois do primeiro jogo. Será que algum treinador tinha coragem de fazer isso hoje na
seleção? Tirar o camisa 10, capitão do time, para arrumar O time? Não tem coragem para tirar a gente, não tem coragem. Aí ele tirou o Raí e colocou o Zinho. Foi peça fundamental pra conquista do de 94. O Zinho, cara, que todo mundo alugava o Zinho, mas o Zinho taticamente foi perfeito. >> Esse time de 94 taticamente era perfeito, como foi o de 2002, >> porque 2002 cada um sabia da sua função. Cada um sabia da sua função. Depois do Primeiro jogo, o Felipão me tira o Polga e me mete o Edmilson para ficar na
na frente da zaga ali trazendo a bola. Tilo Pílo fazia pegando a bola do zagueiro, girando e ficando de frente pro jogo, que taticamente para nós, principalmente pros laterais, quando ele girava, ele já tirava um, falava: "Roberto, >> some, garoto, >> mas você não gostava de passar do meio com". Não, não gostava muito não. Ficava muito lá atrás. >> Tá, escolhe uma das duas. Escava, aí você escutava de lá volta, eu falei, ó, tem cinco cara lá atrás marcando um. Eu vou voltar para quê? Os cara marca. Mas a gente sabia que a nossa função
também era marcar. Agora, mas taticamente, vou falar para você, 2002. >> 2002, certo? >> 2002. >> Boa. Eh, qualidade técnica de sistema defensivo. >> Qualidade técnica de sistema defensivo. >> Melhor defesa, né, que a gente tem ali para >> Ah, cara, qualidade técnica de sistema defensivo. 94. Eu vou falar para você, dificilmente nós tomávamos gol. >> Tomava gol. >> Melhor defesa. >> Dificilmente nós tomávamos gol e treinava para não tomar gol. Sabe porque? Sabe o que Parreira falava em 94? Se nós não tomarmos gol, nós vamos ganhar todos os jogos de 1 a 0, porque
um gol por jogo nós vamos fazer. >> Que demais. >> O Parreira falava, ele declarava: "Se não tomar gol, nós vamos ganhar todos os jogos de 1 a 0, porque um gol por jogo nosso time vai fazer". E nosso time fazia um gol por jogo e tomava poucos gol. Então 94. >> Boa. É ali em cima ali. Melhor ataque. >> Ah, melhor ataque. >> Melhor ataque é terça, hein, pai. >> Não, essa é fácil. >> Você acha? >> Opa. Melhor ataque é fácil. Ronaldo e Rivaldo. >> [ __ ] >> Ronaldo e Rivaldo. Eles foram
artilheiro, pô. 94 nós tivemos o Bebeto e Romário em uma divisão de gols, mas melhor ataque eu colocaria Ronaldo e Rivaldo. >> Tá, tá. Eu depois me lembro em relação a Esse negócio de melhor ataque artilheiro para eu fazer uma perguntinha mais paraa frente. Tenta, tenta me lembrar aí, plateia, por favor, para eu não esquecer. Eh, melhor elenco >> 2002. Estamos com moral, hein? >> Ah, do melhor elenco 2002, cara. Ô, o time de 2002, Denilson, o time de 2002, cara, >> eu fiquei de bada asa do café, falei: "Caf me carrega". >> Caraca, 2002
era incrível. >> 2002 de verdade, como diz o carioca, nós tiramos onda, cara. 2002 nós tiramos onda, cara. Você sabia quem ia jogar, sabia quem tava na reserva? Sabia quem era rabugento, sabia com quem você podia brincar? Sabia com quem você podia sacanear. Cara, e foi assim um ambiente que todo mundo ajudava todo mundo. Os titulares ajudavam os reservos, reserva ajudava os titulares. Nó não tinha, não tinha divisão, cara. Era todo mundo na Mesa, um sacaneando o outro, um brincando com o outro. Cara, 2002, sem sombra de dúvida. >> Tá. A melhor resenha, eu acho
que n >> [ __ ] 2002. Esquece, esquece, esquece. Agora sobes >> mas mais resenha que que seis. >> Sem dúvida. A a resenha de seis era diferente da resenha de 2002, cara. Era diferente. A resenha de 2002 era natural, cara. Era era verdadeira. Era algo verdadeiro. Você sacaneava, mas sabendo que, poxa, posso contar com você a qualquer momento. >> Fala forte isso, hein, Cafin. >> Posso contar com você a qualquer, tô te sacaneando, mas posso contar com você a qualquer momento. >> Ó, forte isso daí. Não tinha essa de, ah, eu não vou te
ajudar porque você é titular ou não vou te ajudar porque eu Não tô jogando. >> Caramba. >> Não tinha, cara. Eu não via isso. E eu falei pro Felipão uma vez, falei: "Nossa, o time tá de brincadeira para não falar outra coisa, Felipão, esquece. Os meninos vão jogar um pro outro. >> Que top, cara. >> Os meninos vão jogar um pro outro. Você pode ficar despreocupado, você não vai ter um trabalho. Todos eles estão no mesmo objetivo. Sabe Quem é titular, sabe quem é reserva. É óbvio, uma confusão outra vai ter, mas deixa que a
gente administra. >> Que top, velho. Que top. Agora o vencedor. Agora eu vou te complicar, mano. O vencedor seria um possível quadrangular. Quem seria campeão desse quadrangular aí, rapaz? Agora, agora até que enfim, hein, produção. Ah, tá louco. Cafuringa. Fácil, Cafuringa. Depende do time que eu ia jogar. Em qual tu gostaria de jogar? >> Qualquer um deles. >> Você jogou em todos, pô. >> Jogar em todos. É, >> foi pegar ele. Te pegou. >> Não, não é, não. É que eu tô É, cara, é que >> tá pensando, tá? Vai. >> É, vai. Eu eu
eu >> cara assim, se fizer um catadão, >> é muita gente boa. Então >> cara, >> se fizer um catadão, >> o é muita gente muita gente boa. >> É, se fizer um catadão, irmão, se jogar a camisa e falar, mano, quem pegar joga. >> É, se você pegar, por exemplo, a zaga a zaga de a zaga de 94 com o Márcio Santos e >> e o Aldair, cara, o Aldair não dava um chutão na bola >> aí, ó. >> O Márcio Santos não dava um chutão na Bola, cara. No mundo de hoje, imagina esse
jogo jogado, >> o bicho pegando os caras vindo para cima, a bola no Aldair. Aldairir fazia assim, ó. >> Era muito elegante. >> A bola dormia no peito dele, ele deixava cair, ele levantava aquela cabecinha dele que parecia um cara lento e metia a bola onde ele queria, sem contar o que ele antecipava os cara e dava caneta. O Márcio Santos que batia com a esquerda e Com a direita, falava assim: "Não, não, deixa comigo". Aí ele metia aquele arco puf. Ah, tá louco. Eu não acab, ó, você pega o Lúcio, Edmilson e o Roque
Júnior ou que esses caras jogaram em 2002. O Roque Júnior, eles falam um pouco do Roque Júnior. Na final, para mim o melhor jogador foi o Rock Júnior. No meu ponto de vista, o Roque Júnior não errou uma. O Roque Júnior não errou uma antecipação, não errou um cabeceio, não errou um passe. A elegância que ele Jogou a a final da Copa foi brincadeira. Sem contar que o segundo gol, o goleiro quebrou, foi nele, ele pum, meteu em mim, coloquei no Cléberson, passei, o Cléberson passou e saiu o lance do gol. Cara, o Roque Júnior
jogou muito em 2002, cara, e fala e fala um pouco dele. Olha o quanto esse cara, o Roque Júnior, foi importante para nós, mano. Ele jogou para caraco. E eu falo para ele, falei: "Man, eu não falo muito, senão ele vai empolgar". Mas ele, cara, >> mas ele não joga mais. >> Jogou de jogou demais. A nossa zaga cada um sabia do seu limite, cada um sabia onde queria ir. Quando o Lúcio pegava a bola, que meçava partir, cara, o Edmilson já encostava, Jú já ficava, porque já conhecia a característica. Você pega aqui, ó, Juan
e Lúcio, cara, que tranquilidade. Você pega ali, ó, Aldair e Júnior Baiano. >> Pô, eu tô até com medo de falar da seleção agora, irmão, da atual. Tô com Medo de verdade, irmão. Não sei que que vai vir de lá para cá, irmão. Não sei. >> Porque, irmão, nós estamos falando de quatro ciclos de Copas do Mundo com o nosso capitão Cafu aqui no exa neles. E, cara, ah, difícil a gente quer eu não quero ser crítico, né, Cafuringa, porque às vezes a gente fica falando muito do que que nós vivemos como como atleta em
relação à seleção brasileira. Parece que a de agora também não vale nada, mas são outros momentos, né? é um outro timing, É uma outra uma outra uma outra qualidade técnica, uma com outros com outros espos futebol, é outra forma de ver o futebol, >> outra forma de viver o futebol, >> cara, eu concordo com os dois, é uma outra forma de ver futebol e é uma tática técnica completamente diferente daquela que nós tínhamos. Tá tudo diferente. Eu não costumo comparar gerações. >> Eu não costumo comparar gerações. Porque Para mim cada geração tem o seu tempo.
Tem o tempo dessa geração que pode ser uma geração campeão do mundo. Pode. O Brasil pode vir a ser campeão do mundo e aí vai ser uma geração vencedora. Antes de terminar uma Copa do Mundo, você não, você não pode julgar uma seleção brasileira antes de terminar uma Copa do Mundo. Nós já vivemos isso. >> Nós fomos, nós fom para 94 desacreditado. Nós vamos para 2002 desacreditado. Classificamos no último Jogo. >> O Dungo maior exemplo, cara. >> 90. Lembra o que aconteceu com o Dunga? >> [ __ ] 90 era era Dunga, era do dinossauro.
94 Dunga foi campeão do mundo. Então quando se fala de seleção brasileira, eu concordo com o que vocês dois falaram e eu sei onde vocês dois querem querem querem chegar, que é onde nós queremos chegar também, pô. Todo mundo quer ver uma seleção competitiva, uma seleção comprometida, uma seleção Pegada, uma seleção que vai lá e fala que assume a responsabilidade de estar na seleção brasileira. Jogadores que batem no peito e fala: "Olha, é o seguinte, deixa que a Copa do Mundo tá conosco, a Copa do Mundo nós vamos segurar no peito, eu vou ser o
protagonista". É óbvio que nós queremos isso, mas quando você vê algumas atitudes, algumas coisas acontecendo, isso te gera umas te gera uma certa dúvida. Porque na nossa época nós assum Assumimos as responsabilidades, Denilson. Nós nunca deixamos a responsabilidade para vocês que eram jovens que estavam chegando na seleção brasileira. Nunca. >> É no o meu ponto, o meu ponto de vista, eu sempre falo isso, né? Eu quando eu chego em seleção brasileira, eu tinha muitas referências em todos os sentidos, né? Tô presente aqui diante de mim, tem uma presença que fala, fala por si só, né?
Então eu chego novo e encontro com Cara, pelo menos seis caras com perfil de mais líder e que segurava o rojão. A hora que a imprensa vinha, a imprensa não vinha falar comigo, a imprensa ia falar com você, ia falar com o Romário, ia falar com a galera e a gente ficava só olhando e aprendendo. Essa de agora eu tenho a sensação que não tem esses cinco, seis, sete jogadores com esse perfil para que, sei lá, Vini Júnior em algum momento na Flor, Rafinha, essa galera que são mais os mais é que nesse Caso os
caras já são mais experientes na seleção. >> Exatamente. De verdade não tem uma liderança com perfil de liderança. Eu falei lá no começo, o líder ele não tem que ser o líder técnico, o líder é exemplo. E o que nós precisamos hoje é exatamente isso, líder como exemplos. Nós nuncaíamos iríamos colocar vocês em dificuldade na seleção brasileira. Se nós tivéssemos visto qualquer coisa que de repente poderia te fazer mal na Seleção brasileira, nós não iam te mandar pra imprensa. Vocês nem ia ficar sabendo. E vocês nem ficaram sabendo, porque quando ia pra imprensa vinha, chegava
até mim. Não, pode tirar, tira porque tá de cabeça quente e pode criar um problema para ele mesmo. >> Vai falar besteira, >> vai falar: "Eu vou hoje". Isso é proteger. >> Isso é proteção. Nós protegíamos um ou outro, independente de quem fosse o Melhor. Pra gente não importava quem era o melhor, Denil. Talvez é isso que eu quero que esses meninos entendam que eu quero dizer. Para nós não importava quem era o melhor. Para nós importava onde é que nós iríamos chegar. A pergunta que eu faço para vocês é: onde vocês querem chegar? Vocês
querem chegar todo mundo bem ou vocês querem chegar com um ou dois se destacando e o resto tudo se rebentando? O nosso objetivo era o contrário. Nós protegíamos o nosso o Nosso grupo para que todo mundo pudesse chegar bem, mas para que todo mundo chegasse bem, todo mundo ia ser campeão. >> É, >> para nós não tínhamos divisão de, ah, eu sou melhor do que aquele, hoje esse cara vai ser o melhor, hoje aquele vai ser. Pra gente não tinha dessa, pra gente tinha como nós vamos chegar e nós precisamos chegar com a nossa seleção
inteira, com todo mundo bem, com todo mundo feliz, com todo mundo protegido. >> É, eu tenho uma eu tenho uma uma opinião, vou falar, comentar com você a sua opinião e quero saber tua, a tua opinião também, a o Sobes também para falar em relação ao ponto de vista que eu tenho em relação à seleção atual. Mas antes, eh, Sofia Miranda, ela foi pras ruas ouvir o povo. É, o povo solta aí. Rio de Janeiro, dia 18 tem convocação. Exa neles, Denilson Sobes e Cafu. Ilustre presença de hoje. Vamos ver o que que o povo
tá achando dessa nossa Seleção. Bora. >> Se não tiver Neymar, acho que não chega lugar nenhum não, mané. Nó montar um time aqui. A pelada tá melhor que essa seleção aí. Vamos ver qual é o time. Qual é o time? Tu joga onde? >> Ervas taquara. >> Calma, calma que erva medicinal para tomar banho. >> Ó Michael Jackson man. Posso pegar? >> Pode, pode. >> Então, eu sou fã do Neymar, né? >> O Neymar, Neymar, Neymar é bom, cara. Neymar é um dos melhores jogadores que tem no Brasil hoje. Atualmente ele, eles ficam criticando que
teve uma época aí que ele ficava caindo, caindo, mas caindo ele tá se protegendo, cara. Ele não pode se machucar. >> Tá no programa do Denilson Show. >> Ih, queado é o Cafu, pô. >> Sério? Meu Deus do céu. Sou muito fã do Cafu, gente. Muito fã. Sou muito fã de verdade. >> Quantos anos tu tem? >> Eu tenho 21, mas só porque ó, >> nem viu o Cafu ser campeão. >> Hoje em dia tá tudo na internet, é só subir, ó. Só arrastar para cima. Desitou na torcida como todo mundo. Brasileiro desiste nunca. Então
é isso. >> Seleção brasileira >> maravilhosa. >> Maravilhosa. Falou a primeira coisa que veio na cabeça, nem parou para pensar. >> A seleção, pô. Seleção é seleção, pô. Estamos aí, Brasil, pô. >> Neymar, qual a tua opinião? >> Neymar não merece ir não. >> Sério mesmo? >> Sério. >> Por quê? Não tá jogando nada. >> Eu tô cansada, viu? >> [ __ ] o cara saiu de perto de mim. >> Nada. Vamos lá. Eu acho que esses caras que estão jogando hoje na seleção brasileira, para mim não me representam porque não conheço. A maioria, eu
não Conheço. Cara, >> deixa você aqui. Não, não, não levanta você também. Não vamos aqui. >> Não, acho que o Neymar deveria sim, porque mesmo ele não jogando muito bem, ele já é melhor do que os caras que estão lá. Então >> é que Neymar joga muito. >> É, e não sente o peso da camisa. Os cara lá são muito fraco. >> Já estão falando. Rafinha falou que o Neymar é a cara do ex. >> Acho que acho que dessa vez dá bom. A mesmo sem ninguém acreditar acho que dá bom. >> Sério mesmo? >>
Esse aqui é o programa do Denilson Show com Rafael Sobes. Sabe quem é o nosso convidado de hoje? Cafu. Pô, >> Cafu, grande Cafu. O homem que levantou mais caneco no mundo na Copa do Mundo foi o Cafu. >> E essa seleção tá sem lateral direita. >> Seleção tá sem nada, colega. A seleção Tá igual o cachorro aqui que caiu do caminhão de mudança. Não sabe de onde veio, não sabe para onde é que vai >> e vai ficar onde? >> Vai ficar onde? Vai ficar pelo meio do caminho. Poucos jogadores são sujeito homem hoje
para botar amarelinha e honrar ela. >> Ó, Neymar. Neymar arruda, Neymar. Ó, >> abre caminho. Abre caminho pro Neymar, ó. >> Pra seleção toda, cara. Por favor. >> É, pra seleção toda, mano. Boas energias pra Copa. Isso aí. Isso aí. Tem que ganhar alguma coisa que eu não vi nada por enquanto. >> Boa Sofia brilhando. O povo fala, o povo tem a voz da razão. O povo sempre fala sobre seleção brasileira e aqui no nosso telão. Rafael Sobes, >> eu posso perguntar, >> por favor? Mas eh antes de você perguntar, você vai perguntar sobre a
enquete? >> Não. >> Não. Mas então lê a enquete para nós. Vai lá. >> Você convocaria Neymar para a Copa do Mundo? Você convocaria? Eh, tem o não 50%. Eu eu eu convocaria, eu tenho falado já há muito tempo, eu levaria o Neymar paraa seleção brasileira. Por aí eu a nossa enquete da na Copa do Mundo da FIFA você convocar no Neymar lá no GE eh ponto Globo, é 50% não e 49% Ali técnico, né? É, tá bem dividido a a opinião do povo, né, Cafuring em relação a isso, né? >> Tá tá tá tá
bem dividida. Se essa pesquisa fosse feita, de repente há uns 3 anos atrás, de repente seria completamente diferente do que tá escrito ali. Mas se você pegar, por exemplo, hoje o histórico do Neymar, sabe quando foi a última vez que ele jogou oito jogos seguidos? >> Pô, ele no Paris Saint-Germain ainda, eu Acho, >> porque no Paris Saint-Germain ele vai pro Aruilau. Arrila ele não joga >> porque aí tem a lesão com a seleção. Eu acho que foi no Paris, né? A última vez >> eu acho que foi antes ainda do Paris. Par. Acho que
foi bem antes. Isso, isso veio atrapalhando um pouco o desempenho dele. Quando se fala, você convoca o Neymar ou não convoca o Neymar? Eu sou muito amigo do Ancelote. Oncelote para mim é um irmão, é um pai, é um Companheiro. Eu jamais iria colocar ele em dificuldade. Calma, jamais iria colocar ele em dificuldade. Calma, bem, calma. O Ancelote é um cara honesto, é um cara sincero, é um cara coerente. >> Hum. >> Que não aceita pressão. >> Hum. >> Pode fazer a pressão que for >> e pode ser o jogador que for. Primeira mão, pai.
Solta. >> Pode ser que for isso. Solta, pai, a Primeira mão. Deixa eu te falar. >> Estamos ao vivo, pai. Deixa. >> Tá ao vivo. Tá ao vivo. Eu vou ficar com a decisão da Celote se ele vai convocar o Neymar ou não vai convocar o Neymar. Você convocaria o Neymar? >> Sim. >> Baseado no quê? >> Na experiência que ele tem, no nome que ele construiu e na qualidade técnica dele que algum em algum momento ou outro Essa bola pode sobrar para alguém nesse nível dentro de uma seleção brasileira. >> Você convocaria o Neymar?
convocaria. >> Por quê? >> Porque além de tudo isso que eu tô de acordo, eu acho que os jogadores que ali estão mostram que eles não têm personalidade de segurar a bronca de uma Copa do Mundo, porque vários convocáveis estão falando que precisam da Copa do Mundo. Aí eu se eu sou ancelote, se eu sou, >> é, se eu sou ancelote, eu fico assim, >> mas poxa, os que eu vou levar não segura a bronca, vou ter que levar o cara. É muito por falta de segurar o Relã, eu vou quebrar o protocolo. >> Ai,
meu Deus do céu, cara. Um abraço do Cafu protocolo. Medo, que medo. >> Vou dar um abraço do Cafu. >> Acertei, [ __ ] Posso ir embora, cara? >> Não, você é louco. Você é parte importante aqui. >> Eu acertei. >> Eu vi algumas entrevistas esses dias. Eu tava até comentando com com o meu irmão. Tem um momento que você tem que dividir. Escuta que eu pode falar o que quiser de mim depois, não tem problema. Você tem que saber dividir os homens dos meninos e assumir as responsabilidades. O momento que eu sou um dos
melhores jogadores do mundo, melhor jogador no meu clube, melhor jogador absoluto, em vez de eu assumir a responsabilidade de protagonista, eu tô transferindo a Responsabilidade de protagonista. Eu tenho que assumir essa responsabilidade, cara. Eu sou fulano de tal, eu sou o cara que pode resolver o problema o Neymar não vá. Se ele não for, quem vai assumir a responsabilidade? Se todos esses meninos estão transferindo a responsabilidade, tão falando que o o Neymar é o cara da Copa, o Neymar é o cara que pode ganhar a Copa do Brasil do pro Brasil. Sem o Neymar, o
Brasil não vai ser campeão. Que que eu tô fazendo na que que eu tô fazendo na seleção brasileira? Que protagonismo eu votei na seleção brasileira? >> Que recado tu tá passando pro teu treinador? Que >> recado que você tá passando pro seu treinador? No momento que você fala pro treinador que o cara para resolver o problema da nossa Copa do Mundo pode ser o Neymar. >> Não sou eu. >> Não sou eu. >> Cara, que divisão de responsabilidade é essa? Quando é que você vai assumir uma responsabilidade protagonista e falar assim: "Olha, caso ele não
vá pra seleção, mister, deixa que eu seguro a bronca. Opa, eu sou fulano de tal, eu sou ciclano e nós temos jogadores para fazer isso. Mas no momento que não é, escuta o que eu tô falando, não é eu que tô tô falando, você que falou. Eu tô repetindo o que você falou, não foi eu. No momento que eu vou na televisão publicamente e falo isso, eu tô transferindo responsabilidade. Eu tô tirando a responsabilidade de mim, jogando pro treinador e para quem que ele sabe se vai ou se não vai. Vamos supor que o Neymar
vá para pra seleção brasileira. Vamos supor que o Neymar vá pra Copa e vamos supor que o Neymar não jogue a Copa, que tem o risco dele não jogar. >> Pode acontecer que ele não jogue. >> Quem que vai assumir a responsabilidade de líder? Quem que vai assumir a responsabilidade de capitão? Quem que vai sumir bater no peito e falar assim, ó? Ô Mister, deixa que eu me viro com os meninos. >> Tem esse cara hoje? >> Não tem, porque eles estão transferindo responsabilidade. >> Quem você gostaria que fosse esse cara? >> Porque eles acabaram
de falar para mim que o Neymar é o cara da Copa, que eu Não posso assumir responsabilidade, que eu não sou protagonista. Como não é protagonista, é, eles são protagonistas, eles são os melhores jogadores nas posições deles, eles são os melhores jogadores nos clubes deles, eles são capitães dos clubes desses deles, pô. Então me assuma essa responsabilidade. Eu espero que o Neymar vá pra seleção brasileira de verdade. Eu espero que ele vá pra Copa do Mundo. Eu espero que ele vai lá, que ele se recupere, que ele Possa ajudar a seleção brasileira em uma em
uma vitória. Mas isso só vai depender dele, do Ocelote. Mas a pergunta é, >> vamos supor que o Neymar vai pra Copa do Mundo, >> ele estaria disposto a ficar na reserva e de repente jogar um jogo só? >> Acho que não. Acho que sim. ele estaria, ele estaria disposto a assumir essa responsabilidade de, olha, eu vou ficar na decisão do treinador, vou treinar, vou me dedicar e vou esperar a minha Oportunidade na seleção brasileira, de repente, para jogar um jogo. Por que que eu tô falando isso? >> O Ronaldo foi melhor em campo em
qual jogo? >> O último jogo, >> tu entende? >> Não, mas jogou todos, pô. Mas é diferente. Mas jogou todos. >> Ele jogou todos. O Neymar não precisa ser o melhor em campo todos, ele precisa jogar. 94 eu joguei a final. Mas aí é Que vem a pergunta. Eu treinei 32, eu treinei 32 dias esperando uma oportunidade, >> trabalhando, quieto, esperando minha oportunidade. A pergunta para ele, ele tá preparado para isso? Ele tá pronto para de repente ficar na reserva o primeiro jogo, o segundo jogo, o terceiro jogo, o quarto jogo? >> De repente esperar
uma chance que ele falar assim, que o treinador falar assim: "Ô, garoto, vai lá e resolve para Mim, eu vou lá com a maior boa vontade do mundo de resolver." Assim, eu acho que não. Eu vou te vou dar minha opinião e assim, pode ser que eu seja criticado, mas tá tudo bem. Eh, o tamanho dele, o tamanho dele, pelo comportamento que ele tem ao longo dessa trajetória dele como atleta, Cafu, hoje, sinceramente, eu a gente não enxerga ninguém dentro do contexto de seleção brasileira que tenha o talento que ele tem, mesmo ele estando a
60%. Então Assim, ele ele como Neymar >> sentar no banco de reserva, que era muito diferente eu, Luizão, Edilson, Vampeta, a gente tá no banco de reserva e olhar e ver vocês, irmão, e ver Ronaldinho Gaúcho e ver e ver o Ronaldo e ver Rivaldo. Você vai falar: "Mano, se pintar uma brecha de 10 minutinho, vou pensar igual você, levar os turcos para correr, dar uma caneta, segurar a bola na frente." A verdade é essa, entendeu? Cafu? Eu eu não tô falando, tô sendo Sincero. O Neymar no banco de reserv. >> Uma coisa é você
tá no banco de reserva e olhar e falar igual você falou no começo aí falou ali todo mundo sabia aonde tinha o que que tinha que fazer. Eu sabia o que eu tinha que fazer. Eu sabia se eu tivesse 10 minutos eu ia usar meus 10 minutos. O Vampeta sabia se todo mundo. E vocês como titulares da seleção, vocês sabiam onde vocês podiam render. Então Neymar no banco de reserva hoje, ele aqui quietinho, pai. As Câmeras tudo para ele. Os caras não vão nem ver o jogo. >> Não vão. >> As câmeras vão estar para
ele. >> Não vão, >> mano. É. [ __ ] né? >> Eu acho que até os titulares vão jogar olhar e falar: "Mano, eu tô no banco pro Mateus Cunha, tio." >> Então, mas mas deixa eu te falar. >> Com todo respeito ao Mateus Cunha, que Eu gosto. Mas, cara, >> o tamanho do Neymar é indiscutível. Você não discute o tamanho do Neymar. O Neymar, cara, eu eu falei outro dia, até me criticaram, que o Neymar foi melhor do que o Messi, o Cristiano Ronaldo. E foi, >> calma, hein, Caf. >> No meu ponto de
vista, o Neymar foi. >> Você é meu irmão, cara. O Neymar foi tecnicamente, taticamente, é, o Neymar foi melhor do que o Messi, o Cristiano Ronaldo. Cara, o Neymar jogou mais do que esses dois. >> O problema dos dois é que os dois tiveram por durante 15 anos sendo o melhor jogador do mundo. Por quê? Durante 15 anos os caras se dedicaram exatamente só para isso. >> Para isso. Isso é verdade. >> Se dedicaram só para ser o melhor do mundo. >> E um puxava o outro, né? >> E um puxava o outro. Era uma
competição Entre os dois >> e atrás vinha o Neymar. Mas o Neymar tecnicamente foi melhor do que o Cristiano Ronaldo e o Messi. No meu ponto de vista, ele foi maior do que esses dois. Cara, o tamanho do Neymar é indiscutível, Denils Sobes. É indiscutível. >> Então, você acha que ele aceitaria ficar no banco para jogar um jogo? >> Não sei. Eu acho que não. Acho que sim. >> Você pensa igual eu. >> Eu acho que não. Eu acho que ele não ele aceita. Eu acho que ele não aceitaria. Por quê? Porque ele é maior
do que todo mundo. >> É isso que eu tô falando. O Denilson falou muito bem. A, o a dimensão dele é maior do que todo mundo. Vamos supor lá que Brasil, Brasil e Marrocos, o Brasil ganha com jogo no finalzinho, no sufoco, vai começar a pressão pro treinador, vai colocar o Neymar, não vai colocar o Neymar. Neymar, você acha que você tem Que jogar? Aí vai depender do Neymar, cara. >> É, >> Neymar, você acha que você tem que jogar ou não? Aí a hora dele ficar tranquilo, humilde, falar: "Olha, eu vou esperar a minha
oportunidade e quando o treinador achar que eu devo jogar, eu estaria à disposição dele." Cara, se ele viesse aqui, publicamente falasse isso, Neymar tava lá, ó, 100% convocado. >> Opa, falou. >> Hã, falou o quê, tio? >> Se o Neymar der uma entrevista falando isso, tá copa. >> Você acha, você acha que o Vou te complicar, vou te complicar. >> Pode complicar. Não, não, deixa, deixa eu encerrar essa a minha opinião, porque eu acho que ele aceitaria, >> eh, porque, eh, ele já não é certeza na corrida da CZA diz isso, né? Então, ele não
é um protagonista hoje número Um. >> Exato. Se ele entra na fila, tem que entender ele como pessoa, ele tem que entender isso. E a bola ia mostrar. Eu acho que naturalmente vai, ele fica um, dois jogos no banco treinando bem, a bola vai mostrar >> se dedicando. É, mas é isso que nós queremos dele. >> Se ele tiver lá, o Brasil vai precisar dele no contexto de jogo antes de uma final. >> Só que ele tem que tá pronto. >> Ele tá pronto. Ele tem que tá preparado. >> Vai, é inevitável. >> Ele vai
preparado quando que nem o treinador fal. Então, só depende, exatamente, Denil. A verdade é essa tá aqui debate que nem você falou, os 15 minutos que deram para você na Copa do Mundo, você falou: "São os 15 minutos da minha vida." >> Da minha vida, irmão. >> Será que os 15 minutos da Copa do Mundo Pro Neymar vai ser os 15 minutos da vida dele? >> Eu acho que também não. >> Não vai ser. Vai. Essa é a diferença. É o que ele quer. Por isso que só depende exclusivamente dele. Não adianta nós ficarmos debatendo
aqui. O Neymar tem que ir, não tem que ir, o Neymar vai, Neymar vai. Cara, só vai depender dele, como só dependeu dele até agora. Fil do Cafu, quatro Copas do Mundo, 150 jogos da seleção, ergueu a taça, beijou e Estamos junto. E é nós. O Ancelotes que é teu parceirão, mandou um zap, falou alguma coisa, falou que a fui. E aí, L? >> Eu converso bastante com Celote, converso muito. Conversei com ele agora no congresso da FIFA, ficamos um tempão batendo papo, sabe, cara. >> Falei com todo mundo, fui pro Rio de Janeiro, fui
na CBF fazer visita para ele. Resenha, >> peguei até o pudim da CBF. O >> pudim, >> ele tá bem decidido. Ele tá bem decidido no que ele vai fazer. Ele não vai mudar de opinião. Independente do que acontecer nesses três jogos finais agora do Campeonato Brasileiro, ele não vai mudar a opinião dele. Não muda. Ele já sabe o que vai fazer. >> Caraca, não muda opinião. >> Sei. Dia dia 18. Dia 18. Dia 18 você. Eu falei para ele, mister, quer que eu esteja com você aqui dia 18 na Convocação. Tô tô com você.
>> Não tem problema não, >> porque ele é meu parceiro. Ele é meu parceiraço. O Ancelote é um cara muito honesto, cara. E ele sabe o que ele precisa pra seleção brasileira, o que ele não precisa pra seleção brasileira. O Ancelote estudou todos os jogadores que ele convocou até agora, todos os possíveis jogadores que pode ser convocado. Ele tem um dossier de todos, do A, o Z, de jogos, de treino, de tudo. Ele ele é muito inteligente. >> Você então que pelo que eu tô entendendo, você levaria o Neymar? >> Se o Neymar tiver bem,
eu levo. >> Você levaria o Neymar? >> Se ele tiver bem, eu levo. >> Tá. A pergunta que eu i >> para ti, o Neymar tá bem hoje? Cara, ele não tá 100% nas condições do Neymar, mas é sempre o Neymar. >> É um cara que é um cara que realmente a qualquer momento pode resolver um jogo Se ele tiver bem, >> mas ele ele tá melhorando, né? >> Bem fisicamente, tecnicamente e aqui, né? Cabeça que eu acho mais importante. É o mais importante ele ter dimensão do tamanho que ele é, da importância que ele
tem pra seleção brasileira e onde hoje ele pode contribuir com a seleção brasileira. >> Matou. É isso. >> Falando nisso, >> quatro Copas do Mundo, não par, Tu tem dimensão do que tu representa pro Brasil? >> Pro mundo. >> Pro mundo não foi o povo brasileiro, cara. Eu fui fazendo tudo muito naturalmente. As coisas foram acontecendo naturalmente. Sou um cara hoje querido no mundo inteiro, mas isso não muda. As críticas não me abalaram, como os elogios também não fez não fez com que eu mudasse. Então sempre manti, mantive Uma regularidade. Nunca me empolguei com >>
elogio, com os elogios, mas também nunca me deixei abater com as críticas. >> Mas entende o que representa? Eu entendo o que eu represento. Eu entendo hoje que qualquer coisa que eu falo pode influenciar, influenciar muito e influencia que eu já vi todas as vezes que eu faço qualquer tipo de comentário depois o que acontece. Então eu tenho a noção do que eu sou hoje, do que eu represento, não só pro futebol Brasileiro, mas também pro futebol mundial. Cara, fui o único jogador da história do futebol a jogar três finais de Copa do Mundo consecutivas.
Então eu sei o que isso representa. Eu sei da minha representatividade, não só no futebol brasileiro, mas no futebol mundial. Eu sei o que eu represento pra maioria desses meninos, paraa maioria dessas pessoas que me viram jogar. Eu talvez eu tenha um pouco de noção do que é a capacidade que nós temos. >> Obrigado. Genial, mano. Você é genial. Eu, [ __ ] tô, eu tenho um privilégio tão grande de ter você como parceiro, mano. Se eu tivesse noção, cara, o quão é maravilhoso, cara, ter você aqui no no exa neles. Eu tava com uma
pergunta na cabeça que em cima do que a gente tá falando em relação ao Neymar, eh, e pelo conhecimento que você tem de Ancelotti, eu vi que em alguns momentos você citou entre linhas o estilo do Ancelote de Conduzir um time ou uma seleção, né, linha de raciocínio dele. E eu quando eu falei assim, pô, me lembrem aqui que eu preciso fazer uma pergunta, tal, >> isso >> é essa, diferentemente das da das dos quatro ciclos que você jogou, eh, nos quatro ciclos tinha uns jogadores ali decisivos, né, Cafinga, na frente, né, pelo menos dois,
três jogadores que decidiam ali. >> Essa seleção a gente não tem eh dois, Três jogadores que decidem. Estamos de acordo, não é isso, né? Estamos de acordo. Eh, são duas perguntas, então. A seleção, o Ancelote vai ter que fazer essa seleção jogar coletivamente, sem pensar no individual para que um jogador brilhe? A segunda pergunta, eh, você citou ali, pô, Ronaldo foi artilheiro, o Rivaldo foi artilheiro. Você acha que a gente vai ter um artilheiro na na seleção brasileira ou os gols vão acontecer diluídos por por algumas Posições? os gols vão acontecer diluído por algumas posições,
porque realmente hoje >> em todos os jogos que o que o Ancelote convocou a seleção brasileira, tirando o Richardson, que é um centraavante de ofício, ele não convocou mais nenhum centraavante de ofício. Convocou o Pedro, eu acho que um jogo ou outro, mas acabou não jogando. Mas hoje ele não tem essa referência e o Ancelote gosta. É, tem o Thago, Tem o João Pedro que faz essa função ali na frente, mas também não é um goleador. Vinícius Júnior faz gol, mas não é um goleador. Rafinha faz gol, mas não é um goleador. O próprio Savinho
também não é um goleador. O Ancelote, todos os clubes que ele trabalhou, ele teve sempre grandes referências na frente. Ele teve o Crespo com Iago Chevichenko. Eh, ele teve no Real Madrid os fenômenos que ele teve no no Real Madrid, em todas as seleções, ele teve grandes Artilheiros, ele gosta de jogar com artilheiro, mas só que na seleção brasileira hoje essa divisão vai ser >> dividida, muito dividida, porque se você pegar de todos esses goleadores, todos esses que estão aí, goleador nato, nato hoje jogando e goleador, para mim é o Hendrick, O Hendrick hoje faz
a função de um número nove. >> O Igor Thiago tá bem na >> Igor Thiago também tá bem, mas o Hendrick já teve algumas vezes na seleção com com o celote, é o cara que sai de trás e vai pra frente fazer gol. É o cara que tem que tem explosão quase igual o Ronaldo. O Pedro nós já conhecemos, Neymar nós já conhecemos, Mateu Cunha nós conhecemos. O Rian que tá muito bem também, que também é um cara que faz gol, mas não é um centraavante lá. Não é um centraavante, é um ponta. Centraavante, centraavante.
Aí nós temos o quem? O Richardson e o Pedro e o João Pedro lista na préista João Pedro e o Caio Jorge móvel também >> também que se mexe bastante. Então eu acho que a divisão de gols pra seleção brasileira vai ficar muito dividida entre esses jogadores. Eu acho que não vai ter um artilheiro nato. De repente pode acontecer, mas eu acho difícil. Acho difícil. E o Ancelote vai ter que implementar o esquema tático dele novamente, fazer com que os jogadores se enquadram naquilo que ele quer Taticamente lá na frente, porque o Ancelote é muito
treinamento, o negócio dele é o dia a dia, é o bate-papo, é fazer entender o que ele quer, é se enquadrar no esquema tático dele. Ele gosta muito jogada de linha de fundo, transação que abre o jogo pros laterais para que possa jogar a bola na área. Só que se nos nossos laterais chegar na linha de fundo e meter a bola pra área, quem que vai est lá? >> Qual a referência deles? O Vini Júnior Joga aberto, o Rafinha joga aberto. >> Deixa eu aproveitar. >> Bola rápida. É bola rápida, vai ter que jogar com
bola rápida, mano. Deixaar, deixa eu aproveitar, ô Cafu, a tua tua experiência de futebol e de vida e de e de relacionamento com o Ancelote. Não sei se vocês conversaram sobre isso. Quando o Ancelote ele assume a seleção brasileira, eh ele ele tinha um discurso de fazer a seleção brasileira jogar pra frente, né, jogar bonito, porque aí ele Tinha o histórico da seleção de 82, todos os ciclos de seleções que provavelmente ele da seleção que ele acompanhou, seleções, né, dominava o jogo. acompanhava. Você a você acha, você teve essa conversa com ele se sim ou
não de que ele percebeu que esse processo dele de tá conhecendo e monitorando os jogadores da seleção brasileira que não dá para ele jogar, imagino que da forma que ele gostaria quando ele se apresenta na seleção Brasileira, que o tempo foi passando e ele foi percebendo que ele tinha que mudar o jeito da seleção brasileira jogar, >> que não vai ser bem, >> que não vai ser bem do jeito que ele tem a ver, Cafu, é fácil, >> ele ri já >> não é porque eu é porque eu tenho essa sensação por causa das entrevistas
dele. Exatamente. >> E até agora. Mas isso é fato. Ele Gostaria de ter um Ronaldo, um Bebeto, um Romário, ou de repente um Roberto Carlos, um Cafu, vocês vão na linha de fundo 300 vezes, sabe que lá na área tem Bebeto, tem Romário, tem Rivaldo, tem Ronaldinho. >> Ou talvez ele imaginava que quando ele falou isso, algum desses atletas de hoje fosse ser esse cara. Poderia ser esse cara. Baseado nisso, o que que ele vai fazer? mudar completamente o estilo de jogo dele, porque ele vai ele vai ter Que implantar o esquema tático dele baseado
nos jogadores que ele tem na mão. E se jogadores que ele tem tem na mão, nenhum deles é um cara fixo hoje. É um nove fixo que fica ali na frente segura a bola esperando meu meia chegar, esperando meus laterais passar e quando os laterais passar ele já vai direto pra linha de fundo. Ele vai mudar o esquema tático. Bem que ele queria ter esses jogadores na mão para jogar, jogar bonito. O que Cafuringo a gente estava Mostrando mostrando uma mensagem ali do do das pessoas que estão participando do chat. Aliás, obrigado pela pela participação
e pela e pela audiência. E uma das mensagens que recebemos ali, Cafuringa, era ela falava assim: "Nossa, olha os laterais dentro daqueles quatro ciclos que mostramos de da sua das suas participações em da sua participação em Copa do Mundo." A gente mostrou ali aí a mensagem dizia assim: "Olha os laterais que tínhamos, Né, de 2002 aí 2006 e tal. a gente tem essa carência, né? O Wesley hoje eu acho que vai ser o titular. O Wesley, lateral direito, vai ser o titular, apesar de lá na Itália tá jogando com uma outra função, ele tá mais
de ala, né? O time dele joga com três zagueiros. Aí se você olhar pro se você olhar, esses são os nossos laterais da pré-lista da da seleção brasileira, se você olhar o o lado esquerdo, você não tem um lateral com característica, não vou nem Comparar, não tô comparando, tá gente? A característica. Você não tem um lateral hoje que tem essa característica ofensiva. Até o Wesley tem, vai, vai bem assim, mas o nosso lado esquerdo não tem esse cara que que vai, né, para pra frente, né? >> Então, que também tá jogando mais centralizado hoje no
Bahia, mas tudo bem, isso isso acaba sendo até um elogio, porque a gente a gente não pode ser incoerente com que a gente Falou no comecinho, né? Joga em várias posições, jogar várias várias posições, se passagem tá muito bem jogando de ala, >> né? Mas referência na na lateral, como fazia o Roberto Carlos, como eu fazia, cara, é diferente, porque primeiro que nós não tínhamos medo de jogar, segundo que a gente sabia onde é que nós poderíamos chegar e a gente jogava por música. Eu com o Roberto Carlos, nós ficamos 16 anos na seleção brasileira,
>> tá? Desculpa. >> Então tinha, então tinha hora que eu olhava pro Roberto Carlos, ele tava lá atrás, falei: "Ó, você tá fazendo o que aí? Some do meio de campo à frente, vai embora". Ô, nós temos três zagueiros, cara. Tem mais dois cão de caça no meio de campo. >> Isso é personalidade. >> Traz, traz para cá, Roberto. Vamos embora. Vamos jogar. Talvez não, não é a característica deles. O Alexandro ou o próprio Wesle. O Wesle é um jogador que vai muito na linha de fundo. >> Ele, aliás, ele defende bem também. Mas tudo
vai depender do que você tem lá atrás e como você vai jogar. Mas a decisão depois de jogar, Denilson, é nossa. Exato. >> A decisão de atacar ou não é minha. A decisão de fazer um corte sem bola para abrir espaço pro pro ponta ou abrir pra linha de fundo para abrir espaço pro meio é minha, é coragem minha de jogar. E eu não tinha medo de jogar. Podia ser com quem fosse, eu não ia mudar minha característica de jogar. E o treinador sabia disso. Mas cara, mas você olhava lá para trás, você falava: "Caramba,
eu tenho o Lúcio, tenho o Roque Júnior, tem o Edmilson. Olha que maravilha. Bora. É, >> vamos embora do meio. Ah, mas se pegar uma bola nas costas, eu corro para trás, tento, tento achar. É, >> mas até eu correr para trás, eu já tenho umas três lá atrás para marcar, mano. Tudo vai depender do esquema tático, de como o nosso treinador, como Ancelote, vai montar a seleção brasileira. E eu tenho certeza que ele vai montar uma seleção brasileira de uma maneira que o Brasil possa atacar e defender ao mesmo tempo, porque a parte defensiva
do Oncelote é boa. Ele dá muita ênfase nisso na parte defensiva, porque ele sabe do poder de ataque. O poder de ataque nosso é forte, Denis. Os atacantes nossos do meio paraa frente, Nosso é fortíssimo. Então ele vai dar prior, ele vai priorizar a nossa parte defensiva. Arrumando a nossa parte defensiva no meio para taxa esses meninos pode resolver o jogo a qualquer momento. >> Até para não precisar que eles desçam tanto também >> que eles não sabem. Qualquer um deles pode resolver o jogo lá na frente. Em 2002, por exemplo, nós falamos pro Rivaldo
e pro Ronaldo, não passa do meio De campo. Meio de campo para atrás somos nós. Eu preciso de vocês do meio para frente. Porque se você tiver do meio para trás, quando a bola chegar na frente, você tá cansado. Eu preciso de você bem lá na frente. >> Ah, não. E provavelmente eles olhavam para trás também e falavam assim: "Pô, posso falar? >> Vou fazer o que aqui atrás?" Não vou voltar não. >> Ah, faz sentido, né, mano? Ó os caras Que tem lá atrás, né, mano? É confiança, personalidade, confiança. O a gente tá a
gente tá ao vivo aqui no exa neles e o Ancelote acabou de falar sobre o Neymar. Vamos, vamos mostrar aqui pra gente. Vamos entender >> agora. >> É, agora tem 10 minutinhos. Ocelote falou sobre o Neymar. Coloca na nossa na nossa tela aí pra gente saber o que o Ancelote falou aqui no Exaneles. Um programa que é o que é ao vivo. Se Inscrevam no canal na Ge TV, compartilhe, dê seu dê seu like. A gente tá falando aqui da seleção brasileira atual, dos jogadores que estão que estão é um VT, então tá roda o
VT, por favor. elegir que considerar muitas cosas aspecto Neymarador importante para este país por el talento que ha mostrado sempre que hao problema, está recuperando que está trabando forte para recuperar que estáando Útimos temposando conidamente para una decisão non tan sensi pro e contro ma non me mete pression perché come come evaluando solo Neymarador não fecha em não, fecha no Cafu porque a cara que o Cafu fez traduziu traduziu tudo que o Cafu falou traduziu, mas acho que molou, hein? Ah, eu acho que molou. >> Mas ele não pode falar que sim também >> não.
Eu acho que molou, pai. Sei não. >> Ele ele tá avaliando ele mais de um ano, pô. Ele tá, eu que eu falei para vocês no começo, ele tá, o Ancelot tá vendo todos os jogadores que foram convocados. Ele tá vendo todo mundo que tá na pré-lista, >> mano. Me deu uma sensação de que molhou. P >> baixar pressão aqui. E quando ele fala de de pressão, é verdade, cara. O Ancelote é um cara que pressão para ele não vai adiantar. Vou contar só uma rapidinha aqui. Tá treinando subida 120 m. Eu, Maldini, Nesta, Serginho,
Chevichenko, Gatuso. >> 35, 36, 37, 34 anos. >> Sim. >> 33 e pau. E no limite, cara. No limite a gente tum tum tum. E tem um jogador nosso que tava meio bravo celote. Bom para caramba, meio de campo, belidoso para caramba. >> Português, >> não sei. Habilidoso para caramba. >> E tava lá assim, ó, a gente correndo ele e ocelote quieto. Acho que uma hora ele chamou na frente de todo mundo. Ops, tá me fazendo um favor? Por quê? Se você não treinar, você me faz um favor, pô. Eu não tenho dúvida. Se você
treinar e treinar muito, eu vou pensar se eu te levo pro jogo. E pensando em te levar pro jogo, eu vou decidir se eu te coloco para jogar ou Não. Se você tiver bem, se você não tiver, a decisão é mais fácil. >> Ah, peguei a dica, hein, pai. Não sei se você pegou aí. Eu não sei se você que tá aí ligado. Um cara fera e a gente, ó, pau. Eu jogo, jogando no Benfica. Eu >> falei moral no Benfica. Ele agora sei quem é. >> Deixa eu falar um negócio para você. >> Isso,
isso é ele, ele, ele é tranquilo, cara. >> Não facilita o meu trabalho. Dificulta. Me ele falou, foi exatamente o que ele falou, dificulta, me coloca dúvida. Se você não me colocar dúvida, meu, para mim, é uma maravilha, pô. Cheio de moral, extracampeão, ganhou tudo. O que ele fizesse era lei, pô. E tinha razão, pô. Pô, você bota os cara de 37 anos dando voadora, dando carrinho, quantos me falam não quer nada. Eu falou: "Você tá de brincadeira comigo, você tá me ajudando. >> É, >> pode fazer a pressão que for." >> É o Diego
Ribas de uma vez, o Diego Ribas, mais ou menos parecido com essa história. O Diego Ribas contou uma vez pra gente no podcast. que tinha um treinador, n, agora me falha a memória, um abraço Diego Ribas, que você você conta mais ou menos dizendo que >> na Alemanha, >> pode ter sido na com essa história, né, que o treinador acho que começou a sacanear ele e ele pensou, cara, eu não Vou deixar de treinar, >> tu tá gordo, tu tá não sei >> eu vou treinar mais para eu mostrar para ele que mesmo ele tentando
me prejudicar ou me sacanear, uma hora ele vai falar: "Putz, meu, esse cara ele é incansável, né?" Mais ou menos assim, a história não é desse jeito que eu falei, mas tipo mostrar pro cara que mesmo ele tentando me prejudicar, eu vou continuar >> exato. >> sendo profissional. >> Ele conta essa história. >> Então é mais ou menos isso, né? O o 10 2012 e tal que você falou >> eh vacilou, não quis treinar, ficou de bico. Ele falou: "Cara, tu tá facilitando o meu, a minha decisão". tá facilitando. Botou só a facilidade para ele.
Cara, esteja preparado. Independente do tempo que você vai jogar ou não, você tá ali para servir o clube. Você tá ali para servir a seleção brasileira. Cara, se eu jogar 5 minutos, Vão ser os melhores 5 minutos da minha vida. Vão ser os 5 minutos mais importantes da minha vida. Porque nesses 5 minutos, cara, eu posso mudar a história do futebol brasileiro, como Josimar fez, cara, na Copa. Josimar entrou do nada, meteu duas bolas na furquilha, mudou a vida. Talvez seja isso que esses meninos tem que pensar. Eu não, eu não, eu não vou jogar.
Talvez eu não jogue a Copa Inteira. Talvez eu não seja o melhor em todos os jogos da Copa. Mas, cara, se eu for o melhor em 5 minutos na Copa do Mundo, cara, eu cumpri com a minha função. E se o Brasil for campeão, eu jogando 5 minutos, eu sou campeão. Eu joguei 5 minutos, eu dei a minha contribuição. >> É, eu sou campeão. >> O terceiro, o, o terceiro goleiro é campeão. >> O terceiro goleiro é campeão. >> É o que o cara que mais vai treinar, >> o cara que mais vai treinar. Talvez,
talvez os meninos não entenderam exatamente isso. Eles não vão ser protagonista todos os dias. >> Eles não vão ser protagonista todos os jogos, cara. >> P só precisa de 10 minutinho, pai. Vai na minha. >> Mas exato. Eles só precisam estar bem todos os jogos. Eles têm que estar bem e disponível todos os jogos. Seja ele para Jogar 5, 10, 15, ou seja, ele para jogar a copa inteira. Ele vai ser importante numa conquista da mesma forma com que todo mundo for campeão. >> Agora é o seguinte, eh, a gente vai para intervalozinho, mas na
moral tô com uma história do Capita e ele recebeu um zap aqui do Ancelote falando se vai levar o Neymar ou não. Então, intervalozinho, daqui a pouco a gente volta. Não sai daí não, pai, que o negócio tá bom hoje no exa neles, hein, pai. >> Não vou contar, mano. >> Que isso? Vai intervalo. Deixa eu ver. A souvenil acredita que botar a cor para jogo muda tudo. Teste sua cor. Souvenil muda tudo. >> Localiza seminovos vende carros de outra categoria. Tá, mas como assim outra categoria? Tipo apresentar o canal com os melhores cortes do
futebol. Mas não esses cortes, né? Outra categoria é na Localiza. Pode comprar. Ah, que bom você chegou Bid com o BID Son Pro a partir de 1599.990, taxa zero ou super valorização de até 10.000 no seu usado. Bid é do Brasil. >> O 5G da Claro é o primeiro com armazenamento na nuvem já incluso no plano para você guardar o que importa >> sem precisar pagar e nem apagar nada. >> Nem esse vídeo aqui. >> Assine já. Claro, Multi. Onde tem torcida tem Claro. >> A Suvenil acredita que botar a cor para jogo muda tudo.
Teste sua cor. Souvenil muda tudo. >> Estão dizendo que as chances não estão do nosso lado, >> igual à outras cinco vezes. >> Tá liberado a acreditar. Beba com moderação. >> Sobes, meu parceiro, responde rápido. A chave do sucesso da seleção. Ter mais jogadores bons em posições específicas ou mais jogadores ousados e completos? >> Para mim, jogadores ousados e completos, sem dúvida. >> Concordo com você, Rafael Sobes. Isso me lembra das eliminatórias, sabe do quê? De 2001 contra o Paraguai. O goleiro Marcos me deu um passe lá de trás, eu fui com ousadia e saiu
uma assistência de respeito para aquele golaço do Rivaldo. >> Dena ainda tinha Roberto Carlos, Marcelinho Paraíba, um timaço cheio de jogador completo que, olha só, passava muita confiança. >> E até fora do campo é assim, quando você Vai tomar uma decisão importante, tipo comprar um carro, confiança em um lugar completo fazem toda a diferença. a localiza, por exemplo, muita gente acha que é só aluguel, mas também vende carros. >> Sério? >> Sério. >> Eu achava que era só aluguel. >> Eu também achava, mas nada disso. A Localiza também vende carros prontos para jogo. Revisão completa,
procedência Garantida e aquele histórico conhecido. E a Localiza Seminovas. É a Localiza Seminovas, meu parceiro. >> Aí sim. Posso fazer um teste de drive? >> Moiou, pai. Não sei não. É lógico que dá, papai. É só chegar na Localiza Seminovos mais perto de você. E para vocês, responde aí, seleção com mais jogadores ousados e completos ou mais especialistas bons na função? Manda no chat aí. Enquanto isso, ai capuringa, hein, moleque. Vamos lembrar uma Historinha que a Rafaela Tuma ilustrou sobre o nosso capitão Cafuringa. Mandei para ela esperar. >> Não, calma aí. >> Para eu subir
ali, eu bati em cima era vidro puro. Eu tava de chuteira de trava. Eu falei: "Eu vou subir". O plat. Não, não, capitou não. Eu si, si, vou subir. Aí eu tinha que ter o cuidado de pisar nas pontas. Quando eu pisei, que eu vi que estava firme, aí eu estiquei pra cima. Quando eu estiquei, que eu vi Uma volta, que eu vi aquele monte de flecha, tch tch tch tch, eu falei: "Nossa senhora". Aí de repente eu me vejo aquele negócio brilhando, lindo na mão de quem? Daquele menino que fez 1 gols. E eu
não sabia se eu olhava pro Pelé, se eu pegava a taça. Aí eu fiz assim: "Espera aí, Pelé". Tomei uma dura do meu pai quando cheguei em casa. Muito bom. >> Tomou esporro do pai. Tomou esporro do pai. >> Eu tomei, tomei, tomei uma bronca do meu pai. Eu falei: "Pai, eu mandei o pé esperar". Falei: "Você é louco, meu filho". Eu falei: "Pai, eu só vi a taça, vi". Eu falei: "O Perí, espera aí, me dá taça." Nós somos meu campeão do mundo, cara. Eu tava completamente cego naquele momento. Aquele púpilo era de vidro
e eu tava com chuteira de trava, mano. Aquilo ali se quebra, mano. Eu me arrebentava. Era vidro. Aí de verdade eu bati as duas mãos, achei meio fixo, batia, eu falei Pro Ricardo Teixeira: "Segura aí que eu vou subir". Ele falou: "O quê? Vou subir". Aí de verdade eu falei pro Blatter: "Blatter, segura aí que eu vou subir". Ele falou: "Não, capitonou". Eu: "Sim, Blatter, sim, eu vou subir". Ele: "Não, não." Eu falei: "Segura". Aí tem até uma imagem que tá o Bláter segurando aqui, ó, e o Ricardo Teixeira aqui, desesperado, olhando para mim. Aí
eu bati as duas mãos, coloquei a chuteirinha na ponta, na outra, falei: "Ai, não vai quebrar, não é possível, não vai quebrar". >> Rapaz, quando eu apoiei o joelho que eu subi, que eu vi que ficou, falei: "Ah, agora eu subo". >> Quando eu subi, que eu vi aquele monte de flash, tchau, tchau, tchau, tchau, de verdade, aí dali a pouco eu vejo aquela taça brilhando, brilhando, brilhando. Do nada eu vejo o Pelé segurando. Falei: "Meu Deus, o Pelé tá segurando a taça, que coisa linda, que que eu faço agora?" E aí eu queria pegar
a taça logo. Falei: "Ô, me dá a taça aí, mano". Aí o Pelé falou: "Eg, eu falei: "Espera aí, Pelé, espera aí". Eu falei: "Rapaz, eu mandei o Pelé esperar, mano. Eu tô mandando o Pelé esperar". Eu falei: "Espera aí, Pelé". Aí ele me deu a taça. Quando ele me deu a taça, que eu beijei, eu falei: "E aí aquela imagem é tão bacana, tão bacana. Aí depois eu conto quando eu chegar em casa que quando eu tô levantando a taça, vocês estão ali Embaixo se abraçando. Todos vocês estão embaixo se abraçando. Eu olhei para
baixo antes de levantar a taça, falei: "Caramba, meu time tá tudo se abraçando. Olha que coisa mais linda". E eu tenho essa foto em casa. Eu levantando a taça e vocês se abraçando lá embaixo. Eu falei: "Que honra, tipo, que honra de ter conseguido esse esse título". E aí aquele momento do do 100% já de Irene, mas vê vocês lá embaixo se abraçando, o Pelé abraçando vocês, o Ricardo Teixeira segurando o pôpelo junto com o Bláter. Falei: "Caramba, que momento mágico". Momento, momento mágico e aí levantou a taça, passou. Aí eu chego em casa, feliz
da vida. Que que você falou pro Pelé? Falei: "O que?" "Pai, >> tu teve um parabéns?" >> Eu falei: "Ah, eu mudei ele. Você mudou o Pelé esperar?" Eu falei: "Pai, nós somos campeão do mundo. Mas você tem noção?" Eu falei: "Pai, de Verdade, não tinha noção de nada". Ele falou no modo no sentido assim, brincando, né? Eu falei: "Poxa, pai, eu peguei a taça do Pelé que fez 1000 gols." Eu falei para ele, esse menino aí nunca fez 1000 gols na vida dele, pai. Ele falou: "Caramba, filhão, que orgulho, que honra". Eu falei: "Obrigado,
pai, vocês merecem". Aí eu dei o dei o troféu para ele e falou: "Tá perdoado, mas você pediu pro Palhar esperar." Naquele momento é um momento Mágico, Denil. É um momento nosso, momento que todo mundo se riu no meio de campo, que tava orando, tava rezando. Mas o momento que eu olhei para baixo, que eu vi você se abraçando, vou falar para você, é o, sabe aquela sensação de orgulho? Sa aí, ó. Dá uma olhada. Vocês estão se abraçando aqui, ó. Eu tenho essa foto em casa. Quando quando eu cheguei em casa, que eu fui
ver essa foto, eu falei: "Cara, >> mostra ali, vai ali no telão, segurando Lá, >> vai lá no telão, vai lá mostrar lá, mostrar a imagem bonita, vai ficar lindo. Você é o nosso capitão." >> Olha aí, ó. Ó, ó os dois segurando aqui, ó. Aqui o Pelé já tava desesperado, achando que eu ia cair. O Rock Júnior segurando e vocês aqui, ó. Ó. >> Caraca, que imagem. Eu não tinha visto essa imagem não. Se abraçando. Olha aqui. Olha esses aqui, ó. Que nem tá vendo o que tá acontecendo e estão Vibrando. Cara, >> que
imagem, >> cara. Essa imagem, eu tava lá de cima, ficou marcada. Quando eu dei uma olhada para baixo, que eu vi vocês se abraçando, eu falei: "Caramba, meu time é incrível, cara". E eu peguei essa foto e coloquei num quadro que essa foto representa muito. Essa e aquela de todo mundo perfilado dentro de campo, mas essa representa mais ainda, porque não foi uma conquista minha, foi uma Conquista nossa. >> Aí eu te conquista do Brasil, cara. >> Per aqui em cima ele tava sendo líder, né? né? Pega a taça, que é hora objetivo >> e
vê assim, tipo, porque ali tá o povo brasileiro, né? >> Tá o povo brasileiro, >> tá o povo brasileiro ali, tipo, >> tá representando 220 milhões. >> Conseguimos. Foi o momento mais >> foi >> marcante da vida. >> Foi, foi o mais marcante, cara, >> no esporte. >> No esporte foi, é o ápice, né? Nós tivemos cinco só que levantou a Tasca. >> E do Pelé, >> [ __ ] E do Pelé, Mauro, Belini, Carlos Alberto, Dunga e Cafu, cara. Cara, e eu recebi a taça do Pelé, mano. Pra gente é, para quem joga futebol,
cara, sabe o o que eu tô falando. E para quem é capitão e é líder, você olha pros Meninos embaixo e fala: "Eu naquele momento". Falei: "Obrigado, eu agradeci vocês." >> É essa, >> cara. Obrigado. >> Essa arte que a gente mostrou quando a gente volta para cá, esse ilustra, né? Legal, divertido, da Rafaela Tumma. Ela é uma das 26 influenciadoras com a com a da parceria da da Play 9, com a Globo, que tão levando, né, Influenciadores para cobrir a Copa do Mundo, divulgar e tal. E a e a Rafa Tuma é uma das
26. Eh, Cafu, a gente tá chegando no final do exa neles. Eh, eu eu achei que eu não ia me emocionar, mas assim, a você tem uma representatividade muito grande para mim, você tem uma representatividade muito grande paraa minha família, você tem uma representatividade muito grande pro povo brasileiro, pros atletas. Quando a gente criou esse exa neles com muitas mãos e eu é a primeira vez que eu me sinto na linha de frente tendo que tomar algumas decisões e muitas vezes você vinha na minha cabeça e pensava o que o Cafu faria nesse momento? Como
é que o Cafu tomaria essa decisão? Porque realmente é a primeira vez com os meus 48 anos que eu me sinto profissionalmente na linha de frente e acho que eu tô conseguindo fazer um trabalho legal Porque o time ele é muito bom e isso facilita obviamente o nosso o nosso trabalho. Então eu queria te agradecer, mano, pela nossa amizade, pela nossa parceria, que você continue levando a tua liderança pro mundo. Você é um cara que venceu na vida. O Gilberto Silva teve aqui conversando com a gente, eu falei: "Pô, a bola parou de girar e
ele virou para mim e falou assim: "Não, Denilson, a bola só, o jogo Só mudou, a bola continua girando e só tá jogando um outro tipo de jogo. >> A bola vai girar sempre. >> E você tá jogando um outro tipo de jogo com a mesma excelência que você jogou dentro do campo. Ser campeão do mundo para você, eh, o que significa? Porque me perguntam e eu às vezes falo, [ __ ] não tenho ideia o que significa, >> cara. Ser campeão do mundo perante 220 milhões de brasileiros É levar honra e alegria pro seu
país. Ser campeão do mundo é diferente de ser campeão de clube. Ser campeão na Libertadores, ser campeão mundial entre clubes. Ser campeão do mundo é você estar entre os melhores do mundo. São eram 32 seleções do mundo. Você está entre as melhores, as 32 melhores seleções do mundo. Você é o número um do mundo. Ser campeão do mundo é trazer alegria pro povo brasileiro, fazer com que o povo brasileiro se honra e vestir A camisa da seleção brasileira. É fazer com que o povo brasileiro naquele momento, tenha um momento de felicidade, o orgulho de sair
na rua e abraçar as pessoas que você não conhece, brindar com as pessoas que você não conhece. Ser campeão do mundo é algo completamente diferente, Denil. Poucas pessoas vai ter a honra e o prazer, como você, como eu, de bater no peito e falar assim: "Nós somos campeões do mundo. Esse título ninguém vai tirar. O campeão do mundo é Para sempre. Mas você foi campeão do mundo porque você se dedicou, você trabalhou, você abdicou de muitas coisas, você abriu mão de muitas coisas para que você pudesse estar na seleção brasileira. Ser campeão do mundo é
completamente diferente ser campeão de qualquer outro tipo de título. Você vai falar pro pro cara que é é bairrista, ele vai falar: "Ah, não, mas ser campeão com o meu clube é melhor do que ser campeão com a seleção brasileira". Mentira. Ser campeão do mundo é algo completamente diferente, porque o campeão do mundo eu tô representando o seu time, o meu time, o seu bairro, a sua camisa, a sua história para ser campeão do mundo, cara. E você é um dos poucos que pode bater no peito e falar assim: "Eu sou campeão do mundo. Você
representou naquele momento 220 milhões de brasileiros. Em um simples gesto, você ficou marcado pro resto da vida. Em 5 minutos, você fez história, não só mundialmente, mas pro povo brasileiro também. Aquela história que você fez trazendo aqueles quatro caras para cima de você, ficou marcado na sua carreira e na sua história. É, >> isso é ser campeão do mundo. Isso é trazer pro nosso Brasil o orgulho de bater no peito e falar: "Eu sou brasileiro, nós somos brasileiros. Nós temos a honra e o privilégio de falar: "Nós somos campeões do mundo." Espero Que esses meninos
possa ter essa mesma ideia de falar: "Nós somos exacampeão do mundo". Que tem condição de fazer, porque eles não têm noção do que é realmente ser campeão do mundo. >> Parabéns pela tua trajetória. Que que podcast, ó? Que programa exa neles. Que que coisa maravilhosa. Rafael Sobes quer falar alguma coisa, irmão? Tá com os olhos marejados, pai. >> Que lágrimas. É que você tá convivendo comigo, tá começando a ser chorão igual Eu, né? Não, tu fica aí depois disso só agradecer e e não tenho nada agregar, apenas respeitar a história. >> Eu acho, eu acho
legal quando você fala que que o Inão Gilberto Silva falou, a bola só vai girar porque ela vai continuar, as coisas mudam. Se você pegar o Denils do primeiro programa de televisão que você fez pro Denis de hoje, um Denils que amadureceu, um Deniso que aprendeu, teve os seus Tombos, teve as suas derrotas, mas teve algo positivo também, porque nós aprendemos muito com as derrotas. >> O mais importante é a humildade de saber que aquela derrota te trouxe algo positivo, mas aquela derrota não pode ser mais forte do que você é. Não é uma derrota
que vai justificar quem é você. O que vai justificar quem é você são as vitórias onde vocês chegaram, da maneira com que vocês estão conduzindo esse programa. E esse programa exa só existe Porque existe uma equipe por trás desse programa que faz com que vocês levam pro público exatamente aquilo que eles querem escutar. Eu tenho uma eu tenho uma tela nas minhas palestras que são dos lobos que eu acho que o exemplo dos lobos são os melhores exemplos que nós nós temos. O mundo animal nos ensina tantas coisas que é impressionante, porque eu costumo falar
que a força do lobo tá na matilha e a força da matilha tá no lobo. A força de vocês dois no exa Neles são essas pessoas que trabalham com você aqui. Mas a força dessas pessoas que trabalham aqui são vocês dois, >> né? >> Vocês são um time e o time quando tá junto, tá unido, tá numa sintonia legal, um ambiente legal. Você vê, nós viemos aqui, nós estamos falando quanto tempo já mais ou menos? >> É 2 horas, >> cara. O tempo voou. Estourou. >> Estourou. Porqueamos neles >> porque porque é um papo legal,
é um papo divertido e você sabe conduzir isso. A primeira vez que você fez uma uma das suas você foi no programa televisão, até falei para você: "Olha, você tá entrando dentro da casa das pessoas, não sei se você vai lembrar. Cuidado com que você cuidado com o que você fala, porque tudo que você falar as pessoas vão absorver. E você é um cara hoje que vai influenciar muita gente e eu tenho Certeza que você vai mudar o seu perfil e você vai chegar no lugar onde você quer. Hoje você tá aqui como um apresentador.
Hoje você tá aqui como comunicador, como um influenciador. Hoje você está aqui levando pra casa das pessoas aquilo que você é. Mas não mude o que você é. Alegria, felicidade, descontração, um cara divertido, sempre com a responsabilidade que você leva, que é >> muda o protocolo. Vai lá. É isso aí. >> Obrigado, irmão. Eu te agrade muito a tua família, >> as nossas. >> Obrigado, >> Mauro. O Mauro é o irmão do Cafu. O Mauro é o irmão do Cafu, meu parceiro também. Mauro não só em em orações, mas ele teve num momento do meu
lado, lado da minha família, da minha irmã, momento muito difícil da nossa família. E ele esteve presente em todos os momentos, todos os Dias. Muitas vezes o Cafu não conseguia. Ele levava a mensagem do Cafu lá pra minha pra minha casa, pra casa dos meus pais, pra minha irmã. Então, minha gratidão para você também, Mauro, por tudo. Tá bom? Obrigado. Que Deus abençoe. >> É isso aí, >> Cafuringá. Mais um exa neles. Entregue neles. >> Agenda da semana. Rafael Sobes, meu parceiro. Você é louco. Isso. >> Temos agenda da semana do Exaneles. Agenda da semana
tá aqui na tela. Temos aqui eh a semana semana de semana de Copa do Brasil, né? Brasil, >> Copa do Brasil, já >> Cruzeiro e e Goiás. É, na sexta-feira lá a gente tem tropa Je TV. >> Eh, amanhã Vasco e Pai Sandu. E no domingo, pô, bom jogo, hein? >> Aí é Brasileirão. >> Brasileirão. >> Pelo Brasileirão, 4 horas da tarde, Bahia e Grêmio. Bom jogo, hein? O Grêmio numa situação bem delicada. O Bahia já tá um tempo sem vencer. >> Bahia precisa. >> Bom jogo, rapaziada. Vamos terminar aqui todo mundo juntos para Coringa
mais uma vez. >> Boa, garotos. Obrigado pela audiência de vocês. Mais um ex eles entregue. >> Olha como Deus é perfeito e olha onde a gente tá. Até a próxima terça-feira. Valeu. Tchau. >> Valeu. >> Exaneles. Oferecimento localiza seminovos carros de outra categoria para você comprar. E Bio ID. Que bom que você chegou. Visite uma concessionária. Ja.