Mundo rucu eu sou mundo Ruco sou eu mundo Ruco sempre serei ao lado dos meus pais junto dos meus ancestrais estarei Olá meus amigos Olá minhas amigas sejam super bem-vindos aqui no nosso mundor cast de hoje nesse encontro semanal que queremos alimentar a esperança alimentar e boas ideias alimentar possibil de a gente fazer desse encontro o encontro de aprendizado Encontro de troca o encontro de de boas notícias não é afinal de contas nós precisamos disso também pra gente se alimentar alimentar a a a nossa a nossa caminhada por esse por esse mundo por essa vida
nãoé sempre buscando o que há de melhor em nós mesmos e nas pessoas com quem a gente convive então é muito muito prazeroso estar com vocês é muito prazeroso saber que vocês gastam um tempinho né de estar aqui com a gente também nos escutando procurando ouvir Aquilo que a gente tem para dizer e obviamente isso nos ajuda também a a a nos tornar humanos melhores Porque no final final das contas e como sempre eu digo é isso que a gente quer né nos tornarmos humanos melhores o tempo todo isso só é possível quando a gente
é capaz de ouvir o outro é capaz de fazer com que o outro também cresça o outro Se apresente o outro possa revelar aquilo que tem de melhor de si então é esse o objetivo desse mundo orest e eu vou Começar aqui como sempre faço com uma sei porque vocês sabem Eu sei que vocês sabem que nós temos um interesse grande também de promover a leitura de promover a Literatura e a gente sempre quer começar com um texto que possa nos lembrar que nós somos feito de leitura feito de memórias e essas memórias nos ajudam
a construir também essa humanidade que a gente que a gente precisa tá bom e eu trouxe hoje para ler para vocês um texto do Ruben Alves Grande educador rubben Alves que nos deixou há quase 10 anos eh e que certamente deixou muito boas mensagens e eu quero ler para vocês o texto dele intitulado escutatória vamos a ele sempre vejo anunciados cursos de oratória nunca hav anunciando o curso de escutatória todo mundo quer aprender a falar ninguém quer aprender a ouvir pensei em oferecer um curso de escutatória mas mas acho que ninguém vai se matricular escutar
é complicado e Sutil parafraseio O Alberto Caeiro não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito é preciso também que haja silêncio dentro da Alma daí a dificuldade de a gente não adianta ouvir o que outro diz sem logo querer ter um palpite misturar o que diz com aquilo que a gente tem a dizer Nossa incapacidade de ouvir é manifestação mais constante e Sutil da nossa arrogância a gente é sempre mais bonito né Tem um velho amigo juvelino que se mudou para dos Estados Unidos é Estimulado pela revolução de 64 ele contou-me de
sua experiência com os índios reunidos os participantes lá na no lugar né E que H um longo silêncio Antes de iniciar e antes de iniciar a conversa e ele fala inclusive dos pianistas que fazem esse silêncio bom todos em silêncio à espera do pensamento essencial não basta o silêncio de fora é preciso o silêncio de dentro ausência de pensamentos e aí quando faz o silêncio é que a gente experimenta o que tem a Ouvir Fernando Pessoa conhecia a experiência referia algo e que era do intestino das palavras o lugar aonde a palavra chega a música
acontece no silêncio a alma precisa do Silêncio somos todos olhos e ouvidos aí livres dos ruídos do Falatório dos saberes da filosofia ouvimos a melodia que há o oonde havia o que é lindo e que nos faz chorar para mim Deus é isto a beleza que se ouve no silêncio daí a importância de saber ouvir os outros a Beleza mora lá também comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto amos os clamores dos Famintos e dos despossuídos de humanidade que teimamos não ouvir nem ver é tempo de
renovar se mais não fosse a nós mesmos é é melhor que façamos assim e chegando o momento não temos mais o que esperar ouçamos o Humano que habita em cada um de nós e que clama pela nossa humanidade pela nossa Solidariedade Que bonito né Que bonito isso que nós precisamos aprender viu a escutar Esse é o texto a escutatória de Ruben Alves Espero que sirva para nós de de lição né Nós precisamos ouvir mais falar menos né para que a gente possa também ter capacidade de perceber o que o outro tem para anunciar para nós
para dizer para nós e nos ensinar as coisas que nós precisamos aprender eu lembro que a na Semana passada eu falei aqui iniciei com a prece dos dos indígenas cú lá dos Estados Unidos né E eles falavam exatamente disso na necessidade da gente ouvir os os silêncios que existem nas pedras os silêncios que existem na natureza para que a gente possa contemplar o Rastro vermelho do pôr do sol eh e esse é o nosso convite hoje né escutemos mais ouçamos mais para que a gente se alimente também desse silêncio e ele possa fazer sentido pra
nossa Existência Então seja muito bem-vindos ao nosso mundor cast hoje eu tenho três convidados aqui né sendo que o vai falar diretamente do Rio de Janeiro eh o Rio de Janeiro que hoje comemora o dia de São Sebastião não é isso e e e e existe um um dia também muito especial eh criado no Rio de Janeiro que é o dia da memória do povo Tupinambá e eu quis trazer aqui um dos meus convidados amigo querido é o Anapu aca Tupinambá que eh se né Generosamente dispensou um tempo do seu tão disputado o tempo por
todos para falar com a gente e eu já quero chamar o Anapu aca aqui pra gente iniciar esse bate-papo e depois eu anuncio os outros dois convidados que estão aqui presencialmente para conversar com a gente tá bom vamos lá boa noite meu irmão tudo bem boa boa noite Daniel muito feliz gostei muito do texto eu quero saber exatamente quando é que começa o curso né pra gente passar sei Lá 4 horas ouvindo e 5 minutos pensando no que viu e uma vida inteira para botar em prática do que ouvimos durante esse tempo é um curso
que com certeza a rádio jand vai fazer questão de colocar lá na nos banner para divulgar e o curso com certeza vai vender olha aí que legal então já fica o o desafio porque é Um Desafio né aprender a ouvir certamente Ô anap poaca você é um um um um indígena natural do nordeste brasileiro eh mas que reside no Rio de Janeiro hoje quer dizer reside no Brasil inteiro mas atualmente está no Rio de Janeiro me parece inclusive eh fale de você para nós para que o nosso os nossos telespectadores e ouvintes possam conhecer melhor
porque você é o indígena mas não é o indígena padrão aquele indígena que todo mundo acha que o indígena é conta para nós como é que é isso gente eh existe o o fator né tem gente que pergunta tá mas você nasceu aonde eu falo assim ó na poaca nasceu na Bahia mas tem o Eric né que é o meu lá da da certidão de nascimento não indígena que nasceu na zona sul de São Paulo numa favela e quando eu retorno pra aldeia e quando eu falo retornar pra aldeia porque a toda a minha história
toda a minha memória ela é baseado nesse local que é São Paulo na zona sul que nem existe mais essa favela ela foi derrubada paraa construção de uma estrada da zona sul de São Paulo até a região ali de do Morumbi mas o Anapu el nasce no nordeste na Bahia eh eu me autod denomino Anapu aca a pedido do meu pai que ele pergunta qual o nome que eu gostaria de ter e depois eu me torno esse cidadão do mundo que passo a conhecer muito mais minha infância movimento indígena começa aos 6 anos de idade
em São Paulo mas a estrutura mesmo ele eh destrincha a partir dos 9 anos de idade quando o anap poaca nasce cidadão Tupinambá e até hoje não consegui parar minha vida é sempre Andar por esse país eh e é hoje até fora do país mesmo falando sobre a cultura aprendendo ah aprendendo muito esses meus 44 anos de Movimento indígena hoje eu tenho 50 anos e sou uma pessoa que circula né lida com comunicação empreendedorismo eh entretenimento a arte música política né Principalmente política pública política partidária eh cada vez mais eu me envolvo eu saio desse
formatinho do estereótipo que querem criar do indígena de 1500 que nos Indígenas contemporâneos ou indígena de hoje não tem esse perfil mais eh de 1500 mesmo os aldear os mesmos que estão Nas condições mais dentro de território a gente tá em 2025 então é outra realidade então a gente sempre desconstrói hoje quando eu tava Hoje eu fui numa festa de não de São Sebastião mas de Odé deo né na cultura afro é Odé e oos E aí quando eu voltei aqui correndo desesperado para poder participar de esse bate-papo conversando com motorista da Uber da Baidi
fazendo até propaganda aqui não a gente não tá levando nada mas ele quando descobriu que era indígena Eu tava explicando ele teve um momento que ele parou Fi gente ele chegou assim gente a visão que eu tenho do indígena aquel a visão do indígena dos livros de história da minha infância né que ainda coloca o indígena em 1500 e some no segundo capítulo do livro de História ali P abre aspas fecha aspas descobrimento conhecida invasão depois some então até Para um motorista de Uber o pessoal é ent indígena contemporâneo e explicando também sobre a data
como você falou da data do Dia da memória e da cultura do ambá Ele ficou fascinado isso são novidades até como política pública como política ainda mais para Cidade Como o Rio de Janeiro que tem uma história eh forte indígena mas de alguma forma ela é afugentado invisibilizada por política por práticas isso acontece mas o anapa falando na terceira pessoa esse cidadão Que circ faz questão de estar aprender mas principalmente de ouvir e fazer esse curso seu agora você você se tornou uma uma figura muito importante no movimento indígena porque você passou a dominar a
comunicação de uma maneira ímpar como nenhum outro indígena até então hoje até a gente já tem outros que dominam e essa essa tecnologia e e e e o próprio fato de comunicar Mas você foi o pioneiro isso criando essa rádio essa Web rádio né iand Eh e que eh ela presta um um um um serviço muito importante para o movimento indígena para os indígenas em geral e presta um excelente serviço também pra sociedade brasileira no sentido de Educar as pessoas para essa para essa participação para essa presença indígena dentro dessa da sociedade Nacional como é
que nasceu o comunicador Anapu Tupinambá o comunicador Tupinambá né Anapu aca ele nasce na necessidade de se Autorrepresentar eu sempre me vi né não representado na na comunicação na mídia nos livros no rádio eh em um monte de local em algum momento ele teve que se manifestar e dizer não para né quando eu ouvi alguém falar assim ah vamos dar voz para vocês isso me irritou muito como Cid indígena como cidadão Tupinambá porque ninguém me dá voz eu tenho voz eu tenho fala e foi aquele momento que eu falei não tem que construir Eu lembro
que nos anos 80 Principalmente nos anos 80 eu quando tinha se para 7 anos eu vi o programa de índio na na rádio USP o Aílton Álvaro e muitos outros participavam diretamente dessa narrativa mas eu me perguntei com a qualidade porque que nós indígenas não tínhamos a nossa própria mídia eu demorei muitos anos para poder responder isso aos 40 anos de idade quando a Rá and nasce eu demorei alguns anos para construir um conceito chamado etn mídia indígena que é um conceito comunicacional que Atendesse as necessidades da diversidade cultural eh social linguística política da população
indígena brasileira então assim eh a necessidade foi muito mais a necessidade em algum dos momentos foi o medo eu eu sempre falo que eh a ausência de coragem de sei lá de de de de tomar algumas atitudes em alguns momentos o medo de morrer o o medo de de não ter dito as coisas o medo de não ter mostrado e Entender que a gente não era representado nas mídias convencionais de massa até porque pastoriza a gente colocava com a versão americana versão do indígena como eu falei de 1500 e construir mídia foi necessário e de
alguma forma criar esse cenário provocar Eu lembro quando a gente fundou a Rand em 2013 a gente começou a construir pautas de coisas que a gente queria mostrar né a literatura indígena quem é que falava na li então a gente fazia uma Listagem dos escritores indígenas quem estavam falando nas artes visuais no cinema na política e a gente começou a pautar as outras mídias chegou um momento do governo tá acompanhando a gente e foi criando isso tudo tudo isso eh fazendo aquela boa velha máxima piada quando a gente chegou aqui como mídia eu Denilson banil
a Renata Machado aqui era tudo mato era tudo Floresta digital era tudo Floresta midiática ah em Natura não Existia nada então tudo que tem hoje Qualquer cidadão brasileiro internacional que conheça sobre indígenas na internet indígena nas mídias na influência veio da Rádio and a gente a gente bebeu no programa de índio a gente bebeu ah em lugares diferenciados de grandes lideranças de grandes personas do passado então a gente nasce trazendo tecnologia na nuvem em 2013 a Rand nasce na nuvem ela não tem estúdio até hoje ela foi criada para Ser eh online a gente criou
eh modelos e pensamentos Vamos botar quando teve o processo da pandemia a gente criou abriu o indígena Live porque não ia ter o ATL então a gente colocou isso em 2012 ainda sem Radi and eu e Denilson banila e uma jornalista chamada Teresa a gente criou a hashtag sou Guarani Caiuá que é foi aquele processo do do do suicídio e Guarani Caiuá aquela campanha a gente bugou o sistema do algoritmo do Facebook na época Ah eu fui até convidado para ir Ao Facebook perg para esclarecer Por que a gente tava fazendo isso então assim a
o meu trabalho a minha missão não é ser turista é passar por essa estrada da vida deixando um legado comunicacional de entretenimento empreendedorismo e atualmente também tô fazendo outras coisas né tô escrevendo eh eu tenho já um livro já escrito infantil e brevemente a gente vai conversar sobre isso que é o muro B shaba Mirim eu tenho uma ficção científica eh pronta aí em Ficção Eu tenho um HQ uma antologia e junto com outros escritores indígenas ilustradores que chama tecno Young e e a sociedade cuira indígena vou falando de coisas que não convencionais Ah e
mês que vem eu tô em São Paulo fazendo fazendo uma competição porque eu tô lançando um um software gerador de dicionários indígenas então assim eu vou migrando além da arte né curadoria coisas assim eu vou me divertindo com tudo isso e e também agora você e eh Resolveu criar o seu um banco indígena um bco indígena não um banco que e mercado financeiro como é que é isso é uma fintec é uma fintec tá um banco que nasce também com essa proposta Então ela tá no MVP agora todas as validações e captação eh como a
Rand como qualquer outra outro processo a gente pensou muito a questão de construir um conceito também para criar um conceito econômico indígena eu tive que estudar muito entender muito de não Do mercado não como economista mas entender a antropologia Econômica social brasileira e a entender que mesmo com as populações indígenas a gente tem que pensar a diversidade Econômica para construir isso mesmo com offtec construindo digital Ah escrevi agora um algoritmo só pro sistema de criptografia eh do banco então assim tem muita muita coisa para ser feita então assim eu não tenho tanta pressa para o
banco funcionar porque ela tem que atender Necessidade de coisas que a gente sente falta no nosso sistema bancário primeiro a questão do respeito sobre de quem nós somos nesse local quanto a gente move de Economia né qual qual o PIB indígena brasileiro nem governo sabe então pensando nisso tudo a o mbank ele tá nascendo com essa proposta então além de comunicador né empreendedor tem essa questão da da do banco Ah então você tô fazendo coisas um ariano Tupinambá de Xangô que Tá o tempo todo em movimento e circulando fazendo coisas m b Man B vem
de mani da deusa mani da da Mandioca né é prosperidade a mandioca é prosperidade Então tem que ser Próspero que coisa maravilhosa eu eu serei cliente com certeza hein vai vai fazer campanha com a gente vai ser contratado Claro o banco não quer só amizade tem que pagar o o amigos amigos negócios à parte o banco das nossas raízes Esse é o slogam da da do Mone Bank que maravilha agora Ana poaca eh você acompanha bastante o movimento indígena acompanha bastante a política nacional você tá acompanhando aí o que está acontecendo lá no Pará certamente
né com relação a os professores indígenas e acompanha toda a mobilização indígena no Brasil inteiro Qual é a leitura que você faz desse momento então eu sou o cara mais crítico sobre tudo isso né até o próprio movimento indígena as vezes fica meio Chateado comigo porque eh eu sou propositivo eh eu não passo mão na cabeça de filho de Neto e nem do movimento indígena eh porque se tá fazendo certo eu digo se tá fazendo errado eu digo tenho meus comentários políticos análise políticas e eu vejo que ali realmente tá caótico uma questão de realmente
desrespeito a por mais que tem a questão da tecnologia que poderia ajudar mas não tem como fazer a uma política educacional se não tiver a Questão de professores em locoo representando e a gente vê que o sistema da educação eles sempre vão atacar como meio de também fazer o o etnocídio o genocídio ou outra palavra que eu utilizo muito holocausto a manutenção do holocausto indígena brasileiro Então quando você tira ah o direito da aplicabilidade dessa formação de conhecimento também das culturas não indígenas não só da cultura indígena porque ainda temos esse problema no país A
aplicação da lei 11145 x08 o processo da da de você ter professores dentro do território eh existe essa questão da da estupidez nem é de ignorância do do dos sistemas de educação né das secretarias de estado das secretarias municipais e quando você vê iso eu eu eu eu vejo como um crime e toda ação da da população indígena brasileira não só do Pará que Luta pelo Direito luta pela garantia da formação da da qualificação dos seus filhos dos seus netos os seus bisnetos e Eu vou pensando nessa linha eh é garantir o futuro né a
ancestralidade é baseada no no presente na construção presente pra gente botar pelo menos aquela ficção que a gente chama futuro futuro é ficção ela não existe de verdade ela tá em constante mudança mas eu vejo que o Estado do Pará quando não se prontifica em das legais legítimas da população indígena dos povos em acesso à educação ele merece um um em aia pelo crime eh de Etnocídio partir desse local que é violação dos direitos constitucionais então não são várias violações que estão acontecendo lá ela não é só simplesmente Ah um uma ação local ele é
um crime mundial sobre a população indígena local Maravilha eh o que a gente tem percebido também eh que que essa esse tipo de política sobretudo ali no norte e no Pará em especial Quando vai ter a a este ano né a a o encontro aí do sobre o meio Ambiente a cop3 e tudo mais eh a gente tem percebido que esse tipo de ação do governo no caso do governo do Pará eh tem também um endereço endereço certo que é um pouco de desafiar né o o o que o mundo pretende pensar pretende levar pra
própria Amazônia então o desrespeito pelas populações locais eh mostra também como a política ela é pensada para satisfazer Outros tantos interesses que não exatamente da sua população da população Local eh eh e e a gente tem tem percebido isso acontecer não apenas no Pará Temos visto isso acontecer no Brasil inteiro né no Mato Grosso do Sul continua eh o o massacre Aos aos Caiuá não é no no Amazonas a mesma coisa mesmo tipo de perseguição enfim a a questão dos ianomami continua viva e e latente os garimpos continuam presentes nesses territórios apesar de toda de
toda a a prosopopeia que às vezes o governo Federal faz né dizendo que está fazendo e está defendendo que está protegendo mas a gente sabe que as ações concretas elas são muito tímidas e portanto não tem na verdade surtido muito efeito na proteção dessas populações e os direitos humanos dessas populações estão cada vez mais desrespeitados desqualificados desconsiderados e isso tem criado também um um um certo inconformismo né uma certa decepção do movimento indígena você vê essa decepção realmente presente Assim com relação às políticas públicas do atual governo há dois anos atrás eu fiz um um
um artigo econômico falando sobre o cenário futuro na saída do governo anterior né da presidência anterior da entrada da da criação do Ministério do sistema de indicação da da do da futura presidência da FUNAI eh e eu tinha algumas expectativas aconteceram naquele momento recentemente eu comecei a reavaliar isso tudo né Primeiro que eh Essa reavaliação ela só veio confirmar mais coisas né que a gente tem o ministério dos povos indígenas que é um ministério de papel continua sendo de papel e cada vez um papel mais fr ág no aspecto que realmente não consegue conversar com
os outros Ministérios até porque os outros Ministérios não querem conversar são Ministérios que também pratica o genocídio e isso eh tem os seus ministros que já fizeram parte desse Processo da bancada do bui da bala ou foram governadores de estados que realmente se manifestaram sempre contra O Extermínio da população indígena brasileira Então não vai ajudar Ministério Ah isso de alguma forma também fraquejou politicamente o ministério em Tod toda sua estrutura não só de Persona até porque também não tem pessoal é um ministério novo que também não tem um pessoal para trabalhar comete muitos Erros legais
dentro do sistema que como não compreende como a máquina funciona você acaba cometendo erros é uma coisa muito fácil de se acontecer entregou muita força para alguém que não sabe administrar eh ou não entende o sistema não tem uma equipe capacitada para poder tá ali então o cenário do ministério hoje é um tá muito fragilizado tanto que a gente não vê mas a ministra ativa como deveria estar há muito tempo Acho que é um momento que ela deveria mostrar muito Mais ação até porque o ministério não tem tanta ação a Fundação Nacional dos povos indígenas
eh por mais que tenha feito algumas demarcações de terras e são números eh que ainda não são tão lá Grandes Coisas pensando que o o governo PT não é o primeiro governo PT Então a gente tem que lembrar que a coisa é muito mais antiga então poderia ter demarcado mais terras de ter homologado mais terras ter feito mais ações essa semana eu tava lendo um um um um Arquivo sobre cidadania dos povos indígenas do cime e numa reunião Em 1980 o o então Sindicalista eh luí Inácio Lula da Silva já participava das demandas do debate
sobre a questão dos povos indígenas o juruna na época Ainda não candidato eh dialogava muito com com o luí Inácio então assim o primeiro governo não foi muito bom sobre a questão da população indígena tivemos problemas terríveis na demarcação de raposa Serra do sol a fragilidade Jurídica no processo demarcatório que gerou Marco temporal são problemáticas então eh não é uma crítica de que estou só descontente é lembrar que a gente tem problemas que a gente tem que ser propositivos temos que resolver isso entender que o próximo governo a gente não sabe quem é que vai
ser então como o ministério dos povos indígenas não é um ministério que ele ele não faz parte da estrutura da Constituição ele pode ser perdido no próximo governo se não Continuar esse governo que também não tem uma sucessão forte se não for o atual presidente que a gente não sabe se ele tem saúde suficiente e não tem ninguém no partido dele para poder estar ou os partidos que vierem teria que ter um compromisso muito grande para fazer a manutenção desse ministério e também ter investimentos e além de fazer a mesma manutenção na Fundação Nacional dos
povos indígenas e fazer a manutenção de uma gestão de pessoas indígenas nesse Local Ah e ter o servidores indígenas principalmente lá a gente tem entender que esse o Esse concurso que teve teve alguns indígenas que passaram mas a gente precisa ter num alto Escalão eh principalmente da Fundação Nacional dos povos indígenas do ministério servidores indígenas que estejam lá não dá para ser terceirizados Não dá para ser só indicados eh a a coordenação presidência direções porque também existe essa fragilidade então pensar a política Nacional pensar a política dos movimentos nacionais pensar os a políticas de base
indígena do país base falo dos territórios é ter essa compreensão que a gente está dentro de um sistema muito frágil hoje mudaria essa composição olha agora em fevereiro vai vai haver a alteração dos Ministérios né existe uma probabilidade muito grande dessas mudanças eh eu pessoalmente né O problema é que a gente não tem muitas Pessoas eh qualificada para poder estar lá mas temos pessoas possíveis e eu pensaria assim em mudanças acho que tá na hora de mudar a cadeira mudar as posições botar novos ingredientes para gerar porque assim o bolo fazer um bolo receita de
bolo são ingredientes básicos mas o recheio a cobertura são outras eu acho que tá na hora da gente mudar essas cadeiras mudar esse cenário tanto no ministério quanto na Fundação e traz os indígenas que passaram nos concursos Para representação mais acima e da formação de gestão pros demais que estão aí pra gente poder no mínimo não só testar porque a gente tá andando e trocando o pneu tá andando e botando gasolina no carro então o sistema da política pública Nacional indígena tá nessa forma mas também as políticas de bases organizações de letras né as apbs
da vida as coiab as arpu e muitas outras organizações precisam também fazer uma qualificação de política entender Política partidária entender política pública e passar ter representações nesses locais senão a gente vai ficar com as mesmas pessoas de algumas décadas eh que não estão fazendo as suas entregas e as suas competências para gestão e resultado não é só ficar viajando pelo mundo e ficar com discurso de demarcação já eu penso muito no retomada já e tem tem outros debates tanto que o questionamento dos mais velhos no país hoje é por que que vocês Mais jovens que
foram pra faculdade que são doutores Mestres O que que vocês fizeram nesses anos todos para garantir a demarcação da terra de verdade sendo que os mais velhos com 60 70 80 90 anos é que garantir a maior parte das terras indígenas que nós temos hoje então existe esse questionamento então assim a a a política prática não tá funcionando muito bem academia não tá funcionando muito bem os indígenas da academia tem que entregar muito mais é cobrar Escrever mais artigo facilitar o trabalho de quem faz trabalhar as antropologia as políticas nós que trabalhamos com políticas partidárias
e políticas públicas Precisamos de mais ferramentas eh acadêmicas para que nos dê suporte jurisprudências a pessoal da a quantidade que nós temos de indígenas advogados de poder realmente trabalhar isso um não vou dizer uma OAB indígena mas ter essa força de construir uma grande Bancada para poder fazer essa defesa a e pensar né Muito mais pensar fora da caixa né não é pensar Ah que não é nós índio só é nós povos indígenas quanto a gente tem que lutar e repensar todo esse cenário e quando você pensa na na política partidária na organização política do
dos indígenas há algum tempo atrás eh se falava da criação de um partido né que representasse melhor ah os interesses dos povos indígenas pensando inclusive em criar mesmo uma Uma agremiação partidária você é é partidário disso também acha que isso é inter pode ser interessante para pra articulação do movimento indígena sim mas não para agora ainda continuo pensando não no agora Eu sempre falei e sempre fui muito franco com com essa minha opinião indígena tem que tá em todos os partidos de esquerda direita centro porque quando você tá na na direita e aí quando a
gente coloca o indígena de direita e existe uma crítica Sobre isso eu também critico mas a gente também passa a olhar o cenário do da do controverso e repensar isso né não é porque o indígena tá na esquerda que ele o partido dele vai ser a favor dele e é fato mesmo a gente pode olhar que os mesmos partidos de esquerda não tem espaço para a população indígena construir mas eu sempre penso sempre pensei que s nó tem que ocupar todos os partidos em todas as posições não só ser um filiado mas concorrer botar seu
nome Sacar a Tapa e se candidatar e fazer o cenário do município Estadual do Federal depois desse ciclo de politização a gente precisa uma politização da do cidadão indígena brasileiro Aí sim Vale sim construir um partido a partir desse lugar de pessoas que estão partidarizada não dá para pegar um cidadão que não ten uma compreensão do que é uma Emenda Municipal que uma Emenda parlamentar que não não entende o processo isso não quer dizer que ele não não não vai ter a Capacidade mas existe a possibilidade dele ser eh usado como ferramenta Então quando você
é usado pelo outro Isso é um problema então assim o partido sim em algum momento em algum futuro é possível mas para isso a gente tem que politizar a nossa população brasileira é partidarização já é dividido mas eh a gente tem que compreender eh eu eu lembro de de algumas falas de alguns Alguns políticos brasileiros que Me ensinaram sobre Entenda como o o opositor funciona né no caso assim eu sempre serei de esquerda radical canhota apesar de estar num partido hoje que não é esquerda eh canhota mas é um lugar que eu consigo questionar coisas
mas eu tive que aprender muito sobre a oposição entender muito sobre o que a direita que a Extrema direita compreender que a Extrema esquerda também faz ah e aí onde é que a gente se encaixa como cidadão indígena e aí você tem que ter essa Compreensão que nós somos Nações dentro de outra nação são 305 Nações com forma social política legítima jurídica social Econômica eh e bem estruturada com 274 línguas quando a gente lembra sobre esses dados essa informação de 1.7 milhões de brasileiros indígenas em crescimento A gente pode constituir sim um partido mas a
gente tem que compreensão ter essa compreensão da politização de como o país funciona quais são as regras e quais as regras Que nós queremos para nosso país e para as nossas sociedades e muito bem an poaca ó eh eu vou abrir aqui para paraas suas palavras de encerramento eh porque eh acho acho importante você dizer inclusive aí o que que você sonha sabe o que que você sonha pro Brasil para esse Brasil como você lembrou que é o nosso país que é a nossa casa né Nós estamos Nós nós não somos simplesmente filhos do Brasil
né Nós somos as mães do Brasil né Eh os nossos povos são são a a A as mães do que veio a ser esse país portanto a gente tem um compromisso com essa terra mais do que um compromisso econômico ou até político a gente tem um um compromisso de nascimento de sangue né de que é que é que é que tem a ver com a ancestralidade e eu perguntaria pro pro anapa eh qual qual quais os seus sonhos para esse para esse Brasil tão diverso tão rico mas tão desigual eu tenho uma frase para ela
que eh todo mundo já conhece você também já comentou É tipo seja um bom ancestral hoje porque o que nos faz realmente garantir o futuro eh essa futuro ficcional é a nossa ancestralidade é o nosso presente eh eu amo o Brasil mesmo não é papo de nacionalista é papo de eh de um indivíduo Tupinambá da Nação Tupinambá né que vive tupinambo por aí como você vive m cano eh que a gente circula fora do país procura mas eu amo esse país né eu conheço todos os estados eh eu tive o privilégio na vida de crescer
no Movimento indígena eh de base política social Cultural comunicacional de conhecer esse país eu amo ele muito então não espere que eu vou passar por essa vida como turista vai ficar legado do Tupinambá vai ficar legado da J Anapu aca e e mantenho seja um bom ancestral hoje é algo que você faz e muitos outros fazem e eu sou feliz por isso maravilha então fica aí o recado do do nosso Anapu aca seja um bom ancestral hoje e significa dizer também que a gente Precisa se comprometer com o agora com hoje com o presente para
que a gente possa aos poucos ir oferecendo possibilidades de mudança de transformação para esse nosso país anap poaca muito obrigado meu irmão pela sua presença aqui no nosso mund orquest de hoje para mim um dia muito especial o dia de São Sebastião né o dia de de rezar né um dia de nos eh nos colocarmos no coração Desse nosso país que é tão diverso nas suas crenças no Seu jeito de de olhar pro mundo e dar respostas criativas para pro que o mundo é e e é para falar um pouco disso que eu vou chamar
daqui a pouquinho os nossos próximos Mas antes a gente vai ter um intervalinho para tomar uma água né E daqui a pouquinho eu vou trazer para vocês dois grandiosos convidados aqui da cidade de Lorena para bater um papo para contar pra gente também sobre cultura popular sobre história sobre a Nossa cidade aqui de Lorena e fiqu Atento que a gente já volta das coisas que o povo diz no fio da navalha você já ouviu essa expressão você já ficou no fio da navalha melhor dizendo quem nunca não ficar no fio da navalha quer dizer que
ficamos em algo de muito risco algo extremamente perigoso algo que nos causa extrema preocupação é aquele momento que parece por exemplo que você seria demitido E aí a coisa não acontece se você ficou no Fio da navalha você recebe aquela mensagem do namorado da namorada que viu alguma coisa que não deveria Sabe aquele momento que você pega o celular faz assim assim ó aí ele olha tá escondendo o quê naquele momento a sensação é de estar no fio da naval essa expressão ela é muito clara no seu sentido quem o os meninos né os homens
Aí talvez entendam mais por conta da barba que a navalha ela ajuda a deixar a barba mais bem definida mais bem alinhada o corte é Extremamente preciso e essa precisão do corte da Navalha é também o espaço de risco que eu corro quando o US essa expressão Lembrando que expressões elas estão associadas às coisas do nosso dia a dia as analogias que fazemos com os objetos os animais os momentos Enfim tudo aquilo que enriquece o nosso vocabulário Lembrando que uma palavra pode não dizer nada mas nesta palavra existe todo um sentido um sentimento e uma
forma de se expressar Quando se Sentir no fio da navalha não corre essa emoção também é muito importante às vezes precisamos dela para tomar decisões mais assertivas para essa e outras expressões curte aí o nosso canal das coisas que o povo diz no fio da navalha aqui a montão é para não esquecer o que ele tá ensinando pra gente sobre o fio da navalha Ó você isso aí ajuda a gente a a a a a gravar você sabe que uma das características da da oralidade é Exatamente a repetição constante permanente das coisas das histórias dos
ditos populares porque isso vai entranhando dentro das pessoas sabe e vai fazendo com que as pessoas aprendam o significado da das palavras e dos ditos populares né Para que elas usem isso também depois na sua própria vida Afinal de contas se são ditos populares se são sabedorias populares é porque elas foram experimentadas né embora elas não sejam tratadas como ciência ainda Assim é a ciência na prática né porque é assim que a ciência se faz pela experiência e eu tô falando isso porque justamente quem está aqui com a gente hoje é o nosso querido Historiador
Diego Amaro e o nosso muito mais querido não porque o Diego não o seja mas muito mais querido ainda o nosso mestre Bira né esse esse grande Avatar da nossa cultura popular de Lorena esse grande l esse grande eh guia guia espiritual né Que Que Leva a Lorena para todos os cantos Eu queria agradecer muitíssimo a presença de vocês dois aqui no nosso mundur cast de hoje né dizendo que eh falar de de cultura popular falar de Lorena falar das nossas tradições é uma forma que a gente tem também de alimentar nas pessoas o pertencimento
Né o o pertencer a esse lugar a esse território a esse chão tão carregado de histórias tão carregados de movimentos Tão carregados de de de coisas boas e de coisas ruins não é e que vai formando a Nossa própria identidade então falar disso é a minha paixão eu gosto muito de de pensar na cultura popular A partir dessa ideia de pertencer de pertencer no sentido até eh um tanto eh eh alheio à ortografia né porque eu eu coloco um pertencer com s ao invés de pertencer com c que é o normal coloco um s ali
para mostrar que é um pertencer né Nós somos né Nós somos e então é muito bom estar com vocês ter vocês aqui presentes para falar sobre Cultura popular é claro que eu não podia deixar de falar também desse fato inusitado um tanto estranho que aconteceu em São Luís do Paraitinga em que um sacerdote católico Negou um grupo de Moçambique um grupo né de de cultura popular eh adentrar dentro de uma festividade que já é tradicional e tudo mais eu quero que vocês falem sobre tudo isso né mas eh antes de mais nada eu queria eh
perguntar pro pro Diego pro professor Diego né eh como é o O que vem A ser de fato assim essa tal cultura popular Daniel Eh boa noite primeiro dizer que é uma satisfação poder estar aqui conversando com vocês e estando numa mesa junto com o mestre Bira Daniel muruku me enche me alegra porque vocês são parte dessa cultura quando a gente fala da cultura cultura eu acho que assim a gente tem que começar entendendo que tudo é cultura né vé tudo é cultura mas passou-se a chamar cultura popular aquilo que vem do Povo aquilo que
tava Afastado da Elite mas no final tudo é cultura Então a gente tem essa separação não podemos abrir mão da cultura popular Mas falando em cultura eh e quando a gente fala da cultura popular também a gente tá regionalizando a gente tá trazendo pro nosso lugar pro nosso espaço aquilo que é nosso que faz com que uma região se identifique que um grupo se identifique eh que o que cada cidade é né né porque senão a gente começa a entrar naquela onda de uma Homogeneização de uma globalização em que a gente acaba perdendo nossas raízes
isso é um perigo é um risco então toda vez que a gente vai retomar essa cultura popular abrir esse espaço para que todos possam se posicionar para que todos possam trazer suas ideias fazer com que a gente tome consciência das diferentes culturas nós eh nos apelamos a ela mas eu acho que a gente tem que começar a falar Cultura é de todos é para nós todos mas é claro Que existe também até pela força de um discurso hegemônico elitista e tudo mal tudo mais é uma separação ou um entendimento que foi feito né de uma
forma acho que indevida até em que realmente se colocou uma cultura erudita ou uma cultura dita erudita e uma cultura dita Popular até para reforçar a a separação entre as classes não é eh e existe uma repetição dessa dessa equação ainda hoje a gente ainda Escuta as pessoas fazendo essa separação Você Acredita que isso é culpa também de uma educação que sem dúvida a gente não sem dúvida educação Daniel Por que que vou bater nessa tecla toda vez que a gente fala de lugar de fala lugar da fala da onde ela tá partindo quando uma
escola Tá ensinando ela parte do ponto daquele que domina e aquele que domina define as regras então nós fomos ensinados eu não vou dizer que foi de forma equivocada foi de forma errada mas foi a partir de um ponto de vista um ponto de vista que Entendia aquela estrutura né a cultura erudita como uma cultura maior mais integrada de elementos e a cultura popular como se ela fosse vazia isso partiu do quê de grupos dominantes que determinaram que nós iríamos conhecer a consciência que nós acabávamos tendo Então isso é difícil de ser removido hoje nós
já trabalhamos de uma maneira diferente nas salas de aula não como deveríamos de fato mas já abrimos muito mais tudo isso porque quando a gente Conta uma história ou vai falar de alguma coisa a gente tá falando com base na visão de um lugar com base na visão de um grupo com base na visão de uma pessoa eu posso contar a história do achamento do Brasil né de várias maneiras então a mesma coisa com relação ao termo cultura erudita cultura popular foi nos ensinado a gente aprendeu isso nas escolas mas por qu Nós aprendemos com
base em uma cultura dominante essa cultura dominante entendia que o dela Era melhor erudito e aquilo que era menor era Popular Quando na realidade não tudo é uma coisa é uma um tipo de cultura é a questão do espaço Qual o espaço que a cultura popular tinha Até recentemente ela era reconhecida como cultura não porque existia uma consciência de uma condição civilizatória europeia Então o que era cultural era aquilo que o europeu ditava que era cultural depois o que o americano ditava Até que a gente Realmente começasse a perceber que não eu existem diferentes processos
de formação existem diferentes processos de cultura e esses processos de Cultura Não tem melhor que o outro é seu processo é é daquele grupo é daquela região é daquela geografia Então tudo só que demorou pra gente entender isso e tem e também isso tem muito a ver com com o modo de fazer a tal Cultura né porque você por exemplo é um Historiador que que se importa Muito com com com a questão arquitetônica também né eh e essa questão arquitetônica ela ela Ela traz consigo também ela revela muito de um tipo de sociedade que até
então se se constituía inclusive como como modelo né Eh mas as pessoas normalmente elas não têm esse mesmo olhar de valoração para para um prédio muitas vezes consideram a cultura por exemplo muito mais o fazer ação em si o movimento a dança o canto Não é do que provavelmente os prédios que foram construídos num determinado momento histórico eh como é que você tem visto ou tem tem acompanhado em Lorena ah as políticas públicas de preservação desses desses prédios históricos dessa memória histórica essa é a pergunta de 1 milhão de reais eu tenho a resposta de
cinco é uma pergunta difícil Daniel eh o patrimônio arquitetônico ele é como uma tudo que a mão humana vai lá e encosta né sua forma de trabalhar tudo isso vai Ser cultura Mas vamos imaginar que os prédios são como esculturas de um tempo eles revelam o que cada tempo fez como cada tempo pensava mesmo um cemitério é carregado de história pela forma que os túmulos né acontecem quando er aqueles túmulos de mármore gigante que a pessoa queria encost tá no céu ou quando hoje é a r do chão quando a gente já não se preocupa
tanto mais com a morte dentro desse processo cultural mas assim os prédios né eles são parte de um tempo Eles são um legado de um tempo já faz muito tempo que eu tô estou preocupado com Lorena Lorena diferente de algumas cidades vizinhas sempre teve um cuidado maior com o seu patrimônio material no entanto de uns tempos para cá cá isso tem caído meio que deixado de lado eu fiquei 8 anos no compac que é o conselho do patrimônio do município de Lorena Lorena tem muitos Imóveis né e muitas eh culturas também registradas porém eu sinto
uma falta de Olhar eh agora recentemente acabamos de receber nosso novo secretário que se mostrou já né uma tentativa só que nó Nós já estamos amargando algum tempo esta perda e vamos lá o solar Conde Moreira Lima que é um grande exemplar desse município por o conde né Deve falar ah mas um bagão do café tal ok a gente tem que fazer a crítica também ao Conde no entanto foi um homem que dedicou a vida Realmente ao município toda vez que nós vamos procurar material sobre ele inclusive educação se não fosse a ação desse Conde
nós não teríamos o hoje Lorena como uma cidade universitária porque ele se preocupou com isso quando vai trazer Salesianos para Lorena então tem a santa casa e por aí vai enfim ah ele poderia ter pegado o dinheiro dele passear em Paris viajar paraa Europa não ele não se moveu um dia dessa cidade e a única coisa que ele pede né que ele fala Assim aqui para que não esqueçam dele e ele deixa aquele prédio meio que memória para a educação também eu acho um descuido uma falta de zelo com a história de pessoas não foi
só o conde que passou por ali né Depois que ele sai vira escola de meninas depois vai virar Casa de Cultura a a o lugar de memória vai mudando também mas em todo caso aquela arquitetura ela é representativa para o município ela faz parte da história do município ela é um legado de Nós todos daqueles que construíram daqueles que viveram então assim a gente tem que aprender novamente a respeitar as pessoas respeitar o que elas fizeram respeitar aquilo que foi deixado para nós Eu acho que isso também é respeitar os nossos ancestrais porque quando a
gente fala parece que é algo que nós tomamos para negros indígenas mas não eh todos aqueles que passaram por aqui em algum momento são também nossos ancestrais e também de alguma forma Permitiram que nós alcançássemos certas coisas e como o importante legado D idade eu acho que a gente precisa cuidar Ah mas ele representa um tempo horrível não vou discordar mas e ainda mais por isso ele deve ser mantido lá para que a gente não se esqueça porque o dia que a gente começar a pôr abaixo tudo aquilo que representa um tempo que a nós
causa desgosto as pessoas vão esquecer aí virá o perigo enquanto eu tiver resquícios de Memória eu ainda consigo me manter firme lutando e impedindo que coisas nefastas como foi a escravidão aconteçam novamente nosso Brasil na nossa região perfeito depois eu vou perguntar para você fica pensando aí que eu vou conversar com Seu Bira um pouquinho agora e daqui a pouquinho eu vou perguntar para você o que você faria se você fosse o secretário de cultura do município nessa direção e Vai Pensando e eu tô aqui com o seu que fez aniversário esses dias passados Parabéns
Seu Bira quantos anos 64 Eita olha aí 64 anos de muita história nessa nessas costas né muita história muita teimosia Pois é então parabéns parabéns em meu nome parabéns em nome de toda a cidade de Lorena porque você é um patrimônio dessa cidade e você todo o movimento que você faz toda o trabalho que você faz pela manutenção dessa memória toda sabe Eh conte para nós um pouco essa sua história essa história de construir o movimento de manter o movimento porque ele já vem né já é uma tradição de família como como é que foi
isso eu dou um boa noite a todos e é um prazer estar aqui com o senhor para poder responder então vamos falar do Bira o Bira começou com o meu pai e tinha os antepassado também só que na época a gente era moço não tinha tanto assim interesse em aprender e é e a ensinar como se diz Aprender ensinando também Uhum mas a minha história é uma história até bonita eu minha esposa nós se conhecemos no grupo nós namoramos no grupo nós noivamos e casamos introduzimos também três filhos que faz parte do grupo um foi
morar com Deus e NS temos dois mas interessante manter um grupo eu Eu acho assim igual minha mulher fala e eu também penso a mesma coisa quando nós saímos para apresentar nossa cidade em cidades Vizinhas também ou pro lado sul de Minas Nós esquecemos até da vida que nós tem conta para pagar nós o o intuito nosso é manter a tradição e manter a tradição é cativar o jovem para nós é um um momento muito bom que enquanto nós tiver ensinando nessa tradição de Moçambique nós passamos a tirar essas criançadas do pensamento ruim uma coisa
que eu tenho muito medo do mundo das drogas então nós passamos a ensinar o ensinamento do Moçambique para mim é uma Coisa grandiosa que a gente ficou muito reconhecido pelo esse ensinamento Então para mim Moçambique é minha vida igual eu já falei em muitos lugar né Tem pessoa que olha na de meio travessado eu falou assim ó enquanto o Bira viver eu vou perturbar Hum então é isso Moçambique é é uma cultura uma cultura que eu amo bastante e e faço meus companheiros amar também que é assim quem não ama o que faz o que
faz não ama nada primeiramente é amar Deus respeitar Todos os orixá então é um negócio muito importante que legal ah o Moçambique ele também tem um um um pouco claro uma origem nas nas tradições católicas sobretudo né ah eh E essas tradições ela Claro se confunde com toda essa esses eh eh esse sincretismo que existe nas religiões católicas e religião afro brasileira e até mesmo inspirado um pouco na no no nos saberes da tradição indígena e tudo mais isso Tem uma junção aí que é o que na verdade eu sempre acho que é o que
torna o Brasil o país bonito né esse capacidade de de fazer sincretismo Eh agora eh e a Igreja Católica ela sempre foi muito Ah muito tolerante eu diria assim muito respeitosa tolerante não no sentido de que tá suportando não mas no sentido também de respeitar que faz parte de um movimento né um movimento da própria Cultura né do próprio jeito da cultura se movimentar e e se Organizar você bom viu aí que aconteceu em São luí do Paraitinga né do padre é recusar a entrada do do Moçambique Taubaté né na na igreja e tudo mais
como é que você como parte de um movimento desse como é que você se sentiu olhe em si eu senti me senti ofendido que é um ser religioso que traz os ensinamentos de Deus se ele parar para analisar o tanto de estudo que um senhor tem ele devia ser ter respeito à tradição e à memória dos antepassados que os Antepassados que ensinou esse povo de agora como tô eu na falta do meu pai tá eu tocando mas eu acho eu acharia que sei lá eu acho que a própria população e o povo devia chegar nele
e dá como se diz não é dará um esculacho é o poder público as autoridades Se bem que merecia merecia afastar uma vou nem vou falar um padre afastar esse cidadão que não tem respeito ele não tem respeito que uma tradição é igual Nós nós saímos o senhor precisa de ver não que nós Vamos como nós somos respeitados nós somos muito respeitado e outra coisa que nós carregamos de bom que eles esse grupo que entrou lá leva a imagem de São Benedito na bandeira não importa que seja São Benedito Nossa Senhora do Rosário eh muitos
Santos que tem muitos grupos de vários tipos de Santo Uhum Então para falar em em santidade ele caminhou para um lug um lugar Santíssimo que era para ter respeito ao à nossa tradição eu acho Muito desrespeitoso e outra coisa é quee não enfrentou Bira se enfrentar eu eu chegava na barba dele ia falar com ele falar assim olha que quantos anos o senhor tem eu imagino que aquele Padre lá tem menos idade do que eu deve ter uns 50 e poucos anos Sei lá eu fal eu tenho 64 anos de Sabedoria o que eu aprendi
nessa vida é respeito é respeitar muito bom ô ô Amara E você o que que me diz disso Olha é lamentável né esper que nem o próprio mestre Bira Colocou essa questão é um homem que tem conhecimento não é um leigo Daniel ele se exaltou né expulsou eu eu até vou deixar uma pergunta pro Mestre bir aqui se alguma vez ele foi expulso ou impedido de entrar vou deixar essa pergunta pro senhor responder daqui a pouco mas assim eh algo tem que ser feito porque isso está sendo contínuo a gente viu em São luí mas
são luí é um caso tem outras situações semelhantes também eh o Sincretismo no Brasil sempre foi de alguma forma respeitado e como você bem colocou o convívio sempre aceito vamos pegar esscadaria do Bom Fim na Bahia e Outros tantos elementos e históricos que foram aceitos porque querendo ou não você vai ver em Roma e o Moçambique tocar a Congada não mas também vai ver alguém pegar pão para São benido pedir casamento para Santo Antônio também não isso é nosso é da nossa cultura então a igreja sempre soube trabalhar bem essas Coisas não sei o que
está acontecendo ou até imagino nos últimos tempos que tá fazendo com que as coisas ultrapassem certos Limites Tá ninguém entrou ali para desrespeitar a igreja ninguém entrou ali para desrespeitar o padre L entrou para levar a sua devoção a sua forma de fé de uma fé que até pura é uma fé diferente é uma fé que respeita realmente é uma fé que é ele salta no escuro são quase 10 anos que eu acompanho os grupos e eu eu falo É distinto eu vejo uma fé neles que eu não vejo muitas vezes dentro da igreja então
eu achei que foi uma falta de Tato ele podia ter conversado de um outro jeito talvez não sei lá se é o horário da missa ele sei sabe chegar num outro tipo de consenso agora aquele tipo de atitude que é violenta é de uma ignorância foi assustador aquilo lá foi assustador me preocupa o que isso vai gerar como isso vai ecoar se nós vamos ter repetições disso aí pelo nosso Vale Do Paraíba é isso também mostra de uma certa maneira penso eu que a Igreja Católica ela tem mudado muito a sua o seu próprio modos
operand eh dos últimos tempos né aceitado inclusive ser mais intolerante do que sempre foi né a Igreja Católica Claro não é exemplo de nada para nada mas eh ao menos durante um bom tempo ela soube conviver com esse sincretismo né soube pregar esse sincretismo e soube também Eh conservar preservar de uma certa maneira porque é uma maneira de manter os fiéis próximo dela então é uma estratégia também de eh e é de manutenção do seu do dos seus fiéis né porque é isso a igreja católica Vem de uma uma tradição milenar ela foi aos pouquinhos
descobrindo que existe Mil Formas de a gente acreditar né e que cada lugar tem a sua a sua maneira né vai ser assim na Índia vai ser assim na China se é possível ter igreja na China Eh vai ser assim em todos os cantos né entre os indígenas é de um jeito também também eh que leva em consideração o fato do indígena poder cantar na língua poder rezar na língua dele né fazer a a a a a a a oculto de acordo com com a realidade local sempre foi assim né E apesar de ser uma
imposição o a a religião católica é uma imposição como a religião cristã é uma imposição em todo quanto é canto Mas ela sempre também primou por essa por essa delicadeza né Uma delicadeza não sei se falsa ou não se oportunista ou não mas o fato é que sempre Houve essa essa tentativa de aproximação para manter os seus fiéis ali dentro do circuito da crença católica e um um fato como esse eh que é muito visto ser cometido às vezes pelos Evangélicos os cristãos evangélicos sobretudo pro culto de origem de matriz africana eh a gente se
assusta um pouco se espanta um pouco e vê que talvez de fato como você lembrou Pode ser a influência mesmo de um discurso que que tem proliferado na sociedade e que acaba clamando violência que acaba trazendo para esse lado Sim e posso Claro mestre b ó vou fazer uma quebrar o protocolo aqui Daniel eh o senhor Em algum momento foi expulso ou foi impedido de entrar eu vou falar de coração no princípio tempo do meu pai e meu sogro que foi os fundador nós viramos vários anos sem proibido entrar na Igreja de Nossa Senhora da
Piedade e nunca tocamos dentro da igreja de São Benedito a igreja de São Benedito é a igreja dos pobre dos Pretos dos Pretos Então passou na nossa vida de e o dougas Rodrigue e Diego Amaro esses dois Caboco incentivou NS empe tamos e entramos na igreja tocando então agora já quebramos o Tabu agora NS toca mas nunca fomos convidados para tocar na Igreja São bendito e nem na Nossa Senhora da Piedade Uhum Então eu me lembro e esse fato que ocorreu com Nós E hoje nós teve vários Padres na igreja S bendito esse ano achei
muito estranho Nós quase não conseguimos tocar no pátio da Igreja São Benedita ah c o padre atual hoje não tô falando mentira não tô falando para me gravar mas o senhor pode procurar a saber sobre o os grupos de Moçambique que todo ano tem a festa monito vem convidada a a Congada de Guaratinguetá um uma Congada de São São José dos Campos e a nós esse ano Infelizmente eu percebi que o padre não É muito favorável a tocar uhum tocar no pátio já foi difícil dentro da da da igreja jamais tocamos na quadra na quadra
NS tocamos e rapidinho tempo determinado entrou tocou saiu fora então eu acho muito triste eu ter que falar isso minha época é verdade não tem que falar ó Isso tá acontecendo e isso suscita em mim uma outra pergunta que como é que você tem visto vocês dois né mas você Bira como é que você tem visto o movimento Eh esses movimentos de de cultura popular não é eh como é que você tem visto e tem aumentado tem diminuído a Adesão das pessoas as pessoas estão com mais vergonha ou estão querendo participar mais como é que
você vê eu vejo assim Falta de incentivo assim igual vai ter uma apresentação vai ter um evento é espar amar como se diz spamar é divulgar divulgar divulgação é mínimo então eu acho dessa forma agora Temos bastante Vereador vereadora mas só que nós continuamos a perturbar né então agora o único sonho do Bira quea foi o sonho do meu pai e do meu sogro é ter um lugarzinho especial onde não ocorra Perigo Para nós ensaiar as criançadas nós queria fazer um um tipo de uma escola de most Moçambique podemos P capoeira nós tem integrante dentro
do nosso grupo que é mestre de capoeira Uhum Então tudo isso dá para nós ensinar enquanto nós trazer as criançadas para Aquele convívio de paz e harmonia quantas crianças não vão egar do mundo das drogas no mundo da do do álcool alcoolismo então meu sonho hoje antes de eu partir meu pai meu sogro partiu sem ter esse sonho eu queria pelo menos deixar não meu nome o nome do grupo em terra para poder ensinar esse povo essas crianças esses adolescentes domingo agora nós fizemos nós fizemos fora do do dia da data certa 11 de janeiro
de 1981 que saiu os papéis do grupo de Formação do grupo mas domingo agora nós fizemos 44 anos de existência então desde quando eu me aproximei do meu pai ensinando as coisas que eu sei tudo hoje Então faz muitos anos faz muitos anos e até hoje a não tem um lugarzinho adequado pra gente P as crianças com segurança ter um banheirinho exclusivo ter um vestiário exclusivo para homem e mulheres Então esse é meu sonho hoje eu tô aqui com satisfação que o senhor como se diz né Eu acho que o Senhor tem o mesmo linguado
do Bira nó nós somos positivos n fala positiva somos resistência e teimoso também exatamente e e nesse sentido Amaro eh aproveitando a deixa como é que você tem visto as políticas públicas isso tem isso tudo que nós falamos antes inclusive com relação aos prédios históricos a memória histórica da cidade como é que você tem visto e nos últimos anos as políticas públicas pra cultura de em Lorena eh Daniel isso Foi muito importante a lei Paulo Gustavo e a política nacional de Blanc ela abriu portas que aind er muito difícil de você conseguir abrir né você
conseguir acessar ambas leis elas permitiram que muitos grupos pudessem aparecer acontecer eh que culturas pudessem ser demonstradas porque sempre foi um trabalho hercúleo né eu vejo mestre Bira fazia Moçambique numa época que o máximo que eles conseguiram um caminhão para levar o pessoal em cima do caminhão Então assim imagina a dificuldade hoje ess essas trilhas de alguma forma foram abertas por esses Pioneiros e com essas Políticas de incentivo está sendo possível a crítica que eu ainda tenho um pouco à política é o seguinte são grupos culturais que às vezes têm dificuldade de acesso a certos
documentos eh eu acredito que os a secretaria de cultura ou as prefeituras o próprio estado poderia ter alguém que desse uma assessoria contábil dentro desse espaço Para que ajudasse os grupos a formatar da maneira correta e assim ampliar ainda mais esse acesso e também poder fazer sua prestação de conta de forma correta no entanto hoje esses dois projetos inicialmente eh Já deram um respiro PR cultura que eu não tinha visto e ó que eu acompanho aí via iev e tal já tem uns 20 anos também mas pelo menos aí nesse período que essas duas leis
foram criadas eu vi Lorena aparecer de uma outra maneira eh Permitindo que grupos como pessoal do Vale resistir quilombo do hip hop e outros movimentos culturais companhias de teatro tivessem assim respiro e pudessem assim produzir e apresentar sua arte sua cultura é mas para Além disso O que que você acha que falta fazer que é a pergunta que eu te fiz ainda H pouco né Eh Aqui é aqui é um exercício de imaginação então não se sinta C Oprimido pela Pergunta mas fosse dado a você a caneta de Secretário de Cultura do município de Lorena
tendo você o conhecimento que tem e e com a cidade e tudo mais o que você acha que precisa ser feito para que a cultura ganhasse pelo menos um status diferente dentro da atual realidade você tá com umas perguntas boa hoje assim n afin afinado afinado eh Daniel assim o o ser Secretário de Cultura em Lorena eu vejo como um um grande desafio para quem for ocupar essa cadeira por Dos municípios que eu conheço eu sou filho de Guaratinguetá mas eu não vejo uma cidade com tantos movimentos culturais diversos como Lorena assim Lorena tem uma
riqueza e uma diversidade cultural muito grande o que torna a vida do secretário um pouco complexa porque ele precisa compreender todos esses segmentos para poder trazer soluções que de alguma forma possa alcançar a todos eu acho que o primeiro passo nesse sentido é sentar E dialogar com cada um não não dá para fazer sem o diálogo na sequência eu preciso de um plano de Cultura muito bem traçado muito bem desenhado para que aí possa sim iniciar políticas que possam favorecer Eu gosto da ideia da Secretaria de Cultura Mas eu acredito na concepção de uma Fundação
Cultural eu acho que seria Eh vamos dizer assim mais interessante porque ela permanece a cultura muda Prefeito muda o secretário Então assim por mais que ele tenha Boa Vontade há uma dific facade uma Fundação Cultural eu tenho uma perenidade e como a cultura ela possui poucos recursos e eu acho que em Lorena é 0.7 do orçamento né até a gente ficou sab acho que é isso mesmo e também eu vamos dizer precisa de um esforço se tornando-se uma Fundação acho que o exercício seria mais interessante na condição de secretário se isso ocorresse eu procuraria uma
forma de solidificar e fazer Tercer uma Fundação Cultural Mas isso não enfraquece a figura do enfraquece a figura do secretário mas a gente tem que pensar na sociedade na comunidade então pensando na comunidade pensando na sociedade eu acho que esse enfraquecimento também é importante Daniel mas mas isso é o o Diego Amaro tá eh em se tratando da da conjuntura política de uma maneira geral em que eh o secretário nesse caso específico aqui ele é um indicado político não é um Indicado técnico efetivamente Pô mais artista que seja ou não ainda assim ele é um
cargo de confiança e é um nesse caso especificamente como em Tod em muitos outros eh é é um é um escolhido político para fazer política na cidade eh você considera que eh é possível tocar um projeto de de criação de uma Fundação que também é a minha sempre foi a minha já quando eu fui candidato a prefeito eu defendia essa ideia de sim de ter a secretaria uma uma Fundação que Trabalharia com autonomia exatamente para lém para além do secretariado eh você acha que nessa conjuntura que nós temos isso é viável eu eu eu não
acredito que seja impossível não acredito que seja impossível eu ainda tenho um crer assim forte das coisas eu eu eu acho que e podee haver um um diálogo para isso por mais que o Prefeito Não vai ser eterno o secretário não vai ser eterno então ele vai pensar numa coisa longeva quando o Nelson pco tá lá atrás propis Secretaria de Cultura que nós não tínhamos e pensou em algo que duraria mas ainda não tinha essa opção da fundação então a gente começa a ver esse exercício não foi para ele foi para nós eu acredito que
isso ainda é possível só que como você bem colocou é um cargo político dificilmente o político abr a mão do Poder A não ser que ele entenda a longevidade dessas questões eh hoje eu não vejo isso sendo possível De acontecer por tratativas de partidos por uma série de coisas que a gente sabe também que o secretário não pode acordar de manhã e decidir fazer ele vai ter que dialogar não só com o prefeito mas com partidos e tudo eh os vereadores e assim sucessivamente como a democracia exige mas que seria um caminho interessante para um
lugar que é tão multifacetado como Lorena seria mas eu não acredito também que seria possível agora ô ô Bira e essa coisa de você precisar de um Espaço você certamente já fez apelos pra própria Câmara dos Vereadores e tudo mais qual quais foram as respostas que você mais recebeu então Eh o senhor certamente conheceu o al luí Vieira ele deu um local para nós um terreno ele deu um terreno pra gente e nós sonhamos em montar um galpão fazer uma sede só que na época meu pai não pode est mexendo para fazer esse galpão que
que aconteceu quando nós chamos um um canto para nós fazer esse galpão nós Descobrimos que o terreno não era foi vendido e nós já vem lutando Paulo Neme é esse que saiu Marcondes o Marcondes eh qual outro o Silvio Silvio é só que agora eu eu tô muito assim confiante que ele falou assim na próxima eleição se eu for candidato eu vou dar um lugar adequado para vocês tocarem Então já chegou a época até o agora não fui ainda atrás dele mas garantiu que vai dar um espaço pra gente dá não locado nesse Espaço eu
falei assim eu não quero espaço pro Bira eu não quero esse lugar pro Bira Eu quero pro Moçambique sim então eu tô esperançoso que nós consiga esse ano ter esse espaço Mas o que o senhor falou é verdade mesmo eh hoje em dia eu tô assim meio descrente você entendeu de tanta luta o Diego agora Ajuda nós secretário primeiro secretário do grupo da gente nós pagamos contato nós pagamos papelada nós pagamos Alvará hoje eu acredito que ainda agora não tá saindo no bolso mas antigamente era tudo bolso do Bira uhum precisava de um sapato o
Bira tinha sair se virar e comprar uma pele de instrumento igual agora n reformamos dois duas acordeão dois fle que meu pai deixou dois para nós então tava muito danificado NS Teve que trocar o fle dela para nós poder se manter mas esse ano eu tô confiante Tô confiante que palavra dada é palavra empenhada eu falei torno a falar não é Um local pro B sim eu eu vou est lá atuando Enquanto Deus me D vida e saúde o dia que eu me for tá lá locado lá Associação Moçambique de São Benedito e quem ficar
vai tocar eu já penso nos meus filhos um Deus levou tem dois em terra que eles tomem conta e aí aí vem os familiar já tem dois netos então quer dizer a tradição não tá se acabando tá evoluindo tá aumentando e eu conto muito com os companheiros igual domingo domingo eu fiquei até meio assim Emocionado do que eu falei tá ocorrendo da da mesma forma que ocorreu no tempo do meu pai eu falei assim ó eu agradeço a todos os companheiros a vizinhança que suporta o nosso barulho quando nós faz ensaio né e falei assim
um dia o Bira não vai est mais um dia guilmar que é minha esposa não vai estar mais então vai ficar vocês meus filhos e os demais que tiver na época e eu não quero que Esso morra eu quero que continue então a gente faz Esse pedido e espero em Deus que esse grupo Nosso já passou por vários estágios de se acabar ó um responsável teve um um dia que passou por casa ele e o doga nós sem condições Sem Meio para ir a à frente ele falou não vocês não vão pagar não vamos uhum
vamos tocar então e esse caboclinho aqui tem a mesmo idade do meu filho então não é por C tá perder que eu vou falar mas eu tenho como um filho que ele me motivou a continuar então eu devo muito respeito a Ele e pela motivação de nós tá até hoje só que agora ele me deixou mais valente ele falou assim mestre Bira vamos lá vamos tocar t nevão e outra coisa que eu achei ele muito legal esse homem fez uma divulgação tão grande a gente que nós tocamos no estado de Minas todo estado de São
Paulo aqui no na região do Vale Paraíba então nós estamos muito reconhecido só que naquele tempo igual eu casei não tinha esses vídeos esses negócio Para comprovar que eu casei né Hoje em dia tem muitos meios Sim foi nesse Face nesse eh Instagram Instagram o Zap Zap de T Parr Que coisa linda eh a gente espera muito e isso que o Diego falou é uma verdade Lorena tem uma diversidade de grupos Grand de grupos de cultura que é extremamente importante inclusive foi o único grupo social organizado que de fato se manifestou né nas mudanças todas
que foram acontecendo aí ao longo do tempo mostrando exatamente que é que é Um grupo que tem a sua diversidade mas ao mesmo tempo tem seus interesses em comum formando de fato um grupo né porque o grupo não é pensar igual né o grupo é ter uma diversidade Mas tem uma unidade dentro da diversidade dentro das Diferenças de pensamento dentro do jeito de abordar determinados elementos da cultura isso é uma coisa bonita que Lorena tem de fato eh que eu considero ser um grande patrimônio da eh do movimento cultural da cidade porque tem A cultura
muito muito rica enfim assim como tem o Moçambique tem lá o grupo de teatro né tem a cultura digamos erudita tem as academias tem a dança puxa realmente é um é um lugar é um celeiro né de de cultura que precisa ser super valorizado porque isso e e e o o gestor público precisa pensar nisso isso gera recurso ISO isso gera Tur né isso gera presença de pessoas na cidade isso gera economia portanto Mobiliza movimenta traz né o movimento turístico a gente tem aqui uma uma tradição literária rica que não é aproveitada não é e
que precisa ser aproveitada porque os nomes de pessoas que passaram por aqui são extremamente sólidos PES potentes pesados e que precisa se transformar aqui num num núcleo né no no no numa no centro de referência mesmo da literatura do Moçambique enfim todos esses movimentos aqui seria um grande lugar para fazer um Um um um grande festival de cultura popular de Fato né em todos os sentidos da da palavra cultura e nós temos e nós temos o o mês da das conada Ah tem uma lei aprovada do dia 19 de Novembro há muito tempo 2006 foi
aprovado tempo que é o dia da congar do Moçambique em L em loução de câ fo aprovado aado vamos vamos trazer isso e Daniel nessa perspectiva que você falou até gostaria de colocar um ponto e o vale parece que espera a volta do café até hoje e deixa Passar a coisa que poderia ter transformado O Vale em um lugar ainda mais rico do que o café um dia o fez que é o turismo Tem lugares que tem um atrativo e faz com que o município todo viva em torno de um atrativo quantos atrativos nós não
temos quantas rotas nós não temos quantas histórias nós não temos o que tá faltando também é olhar para tudo isso eh as pessoas fala ah o turista que vai fazer o lugar sem dúvida mas o turista vai atrás do que é Diferente ele não quer ver a mesma coisa igual última até as festinhas né que tinha aquelas festinhas antigas de igreja cada lugar queesta era de um jeito hoje não é tudo igual Então por que que você vai sair para ir naquela se a outra é igual não eu quero ver o diferente o que que
nós temos de diferencial olha quantos diferenciais Lorena tem quantos diferenciais o Vale do Paraíba tem mas não tem um trabalho de turismo adequado algumas cidades por Exemplo Guaratinguetá eh até hoje tem dificuldades para receber turistas religiosos no fe Galvão por exemplo Então assim tá tentando Tá mas ainda é passos lentos Então tá faltando uma política no Vale que consiga coligar Turismo cultura história e a partir daí fazer um movimento que Sem dúvida nenhuma vai trazer muito recurso muito emprego e a relação de identidade aí eu não preciso mais pedir para preservar as pessoas vão preservar
sim verdade isso Vale também para turismo eh Ecológico né que aqui também Serra da Mantiqueira Serra da Bocaina Sim e se e e e aqui é so subaproveitado tudo eh precisa realmente ter um olhar um olhar macro pra região né para gente pensar no micro pensar em cada em cada lugar em cada território mas muito bom eu fico muito feliz aqui de de compartilhar com você essas ideias porque acho que é é no compartilhar de ideias que a gente de fato vai também inclusive alimentando Novas perspectivas novas possibilidad pensando novos projetos né eu aqui também
como hoje uma figur política né Eu também fico pensando o que que eu posso levar pra Câmara Como projeto como proposta para fazer com que Lorena abra os olhos para isso tudo Eu tenho muito claro juro mesmo tenho na minha cabeça muito claro assim que a gente tem condições de organizar organizar todo esse universo sabe da cultura e transformar isso de fato num num ganho Num ganho em que todo mundo possa viver da sua arte cada um o cara do hip hop viver da sua arte o cara da eh sabe enfim das várias expressões cada
um Viver viver da literatura viver da dança viver do teatro viver da arte plástica aliás nós temos muito Artist muitos artistas plásticos n a Lorena sempre foi um celeiro de artistas plásticos e nó não vemos uma exposição mantida pelo poder público a gente não tem um um um um um teatro decente né Para fazer Os espetáculos a gente não tem um museu Como como é que a gente pode achar que a cidade vá receber pessoas receber turistas e e e e faturar com isso se a gente não tem estrutura estrutura não tem os elementos para
is isso O senhor falou nessa reunião da Cultura eu achei muito importante também verdadeira mesmo Lorena é uma cidade histórica que passou Conde e Barões então o por que que nós não tem um um Museu o museu é muito importante que conta a história de loena conta a vida dos pov grande que passou nela conta a história até de escravo que trabalhou nessa terra então é muito importante isso mesmo e a própria cidade podia ser um grande Museu a céu aberto ela já já seria umas plaquinhas resolveriam isso com muita facil eu mesmo já faço
parte desse Museu que eu já sou velho histórico boa muito boa que conversa boa Eu queria agradecer liberar a palavra para vocês se despedirem do nosso do nosso público né E já dizer que é uma satisfação muito grande ter vocês aqui sempre Daniel eu quero agradecer a oportunidade de estar aqui conversando com você com m Bira foi ótimo eh agradecer aos ouvintes eu também fui acompanhando aqui o pessoal F perguntando acompanhando a gente então agradecer Quem estava aí assistindo eh falar que nós Precisamos ter este olhar o olhar que saber que a história acontece no
quintal das nossas casas aprendis que o professor sodero e acho que a gente precisa continuar batendo nessa tecla que a história acontece no quintal das nossas casas e esse bate-papo acho que revela isso mostra também caminhos que a gente pode começar a percorrer e parabéns pela iniciativa Daniel do podcast porque nós precisamos de programas que Tragam esse conteúdo para Nos tornar cada vez mais conscientes muito obrigado eu só tenho agradecer o senhor principalmente que hoje hoje para mim é um dia histórico que eu posso estar aqui junto com meu fião forte aqui e ao Senhor
e agradecer também a todos a gente agradece principalmente eh o povo que interage junto com a gente que vê nosso trabalho Eu ofereço uma gratidão ao poder público todos os Vereador Mas é com aquele respeito que nós temos agora Eu falo de coração eu respeito a todos eu confio em todos mas a gente tem que saber eh pedir e esperar ser atendido E hoje é um dia especial que NS foi atendido pelo senhor tivemos que batendo um papo gostoso né não conheci essa outra pessoa aqui mas vi que é gente boa que o senhor só
anda com gente boa mesmo né m e outra coisa e ver o trabalho do senhor que o senhor na na candidatura no trabalho de de vereador Quando o senhor se Candidatou a prefeito é o homem do Povo anda na feira nos local S entendeu outra coisa que eu vou falar o negócio pro senhor Senor vai dar razão para mim meu pai sempre ensinou meu filho você confia naquela pessoa que faz como o senhor Ó vai para um no outro aquela pessoa que desvia olhar assim ó P meu filho não confie confie em pessoas que é
olho com olho Então são pessoas sinceras e eu só tenho agradecer ao Senhor e a todos que escutou nós que nos ouviu e agradecer Principalmente Esse moço aqui ó que tanto nos ajuda ele só é ele só é meio assim muito ocupado mas dando tempinho já atend nós com conversa com a gente papelar sorte na mão dele que ele desenvolve Desenrola mas muito obrigado de est aqui com o senhor Ó a honra é minha eu de fato confesso para vocês que criar esse espaço e eu quero mantê-lo por longo tempo eh manter esse espaço é
um é um sonho também que vai se realizando aos Pouquinhos eu já fazia isso eh sozinho em casa né fazendo as minhas lives de de um canto de conversando com meus companheiros que que são de muitos outros lugares né Eh até encontrar aqui esse espaço também do William Brasil esse esse estúdio que ele criou né que até para ser também um um um um um um local para receber as pessoas para que as pessoas possam desenvolver seus sonhos às vezes de se comunicar com as pessoas as pessoas têm muitas ideias e Às vezes não tem
local para fazer isso né Aqui tem um lugar bacana viu pessoal fica a dica aí o o estúdio do William Brasil tá aqui à disposição para quem quiser eh planejar né planejar um sonho de que fazer uma série fazer 10 capítulos fazer uma simples transmissão né fazer aqui gravar coisas esse aqui é um lugar gostoso bonito agradável fresco que lá fora tá quente para Raia né E então tá tudo certinho tá tudo no no nos trinques como Se diz então esse Son que eu alimento já faz algum tempo ele vem se realizando inclusive dando a
oportunidade de encontrar pessoas que T essa mesma esse mesmo sonho essa mesma Esperança sabe a gente tem vivido um país muito difícil de muita muita negação né de gente que fica criticando as políticas culturais fica falando que artista é tudo gente gente ou pior que isso né e e que acaba criando uma uma Sensação de que o que a gente faz não é positivo mas uma das coisas certas e eu escrevi isso tava escrevendo isso um pouco hoje n que a arte a política por exemplo é uma arte mas as pessoas sempre acham que política
tá ligado a uma a coisa ruim e a arte tá sempre ligada a coisa boa então às vezes ela elas fazem essa diferença que separa a política da arte porque parece que uma coisa nega a outra é e na verdade Nós aprendemos Infelizmente a pensar de uma maneira muito muito separada muito dividida de modo que a gente acha que acreditar em algo eh nega a a vivência cotidiana Nossa de outras coisas sabe e e a gente precisa mostrar para as pessoas que a vida toda ela é uma arte se a gente se você souber viver
essa vida com a arte necessária você vai entender que o que o outro faz é arte também então existe o belo em mim e existe o belo no outro foi o que o o texto que eu li do Ruben Alves Aqui conta né que a beleza eu não sou mais bonito que o outro né posso me achar mais bonito mas necessariamente não preciso ser mais bonito porque no outro há a beleza que completa a beleza que existe em mim de modo que a gente vai construindo um modo de andar no mundo que vai eh eh
vai vai sendo lado a lado né vai fazendo com que as pessoas que eu não veja eh o que há de ruim no Seu Bira porque talvez ele não tenha formação Universitária que não tem não Porque eu vejo a essência do que tem nesse ser humano que é o que me interessa não é é o título que Ele carrega mas é a essência é a alma é o espírito que te eleva que me que me interessa e eu procuro fazer isso na minha vida no meu cotidiano no meu dia a dia então olhar nos seus
olhos para mim não é uma não é uma caridade é o jeito que eu sou É verdade o jeito de você olhar para mim é o jeito que você é é isso que nos revela isso que revela um Ao outro isso que é bonito isso que é grandioso sabe então o exercício que eu faço aqui de convidar as pessoas é para tentar extrair dela o que elas têm de melhor é a maneira de ser E aí não eu preciso dizer que isso é um pouquinho também de egoísmo meu né porque eu quero aprender eu quero
tirar para eu poder também ir formalizando o meu jeito de ser um humano melhor o seu feedo lembrar de um verso n canta lá em casa por favor n conversando n fersa cultura é vida o Pass é história o folclore verdadeiro Tá gravado na memória aí n sair lá de então quer dizer nós mostra a nossa nossa trajetória o nosso jeito de ser igual fale eu não sou eh pessoa de muito estudo mas eu eu procurei aprender e poder explicar a ver verdadeira arte do Moçambique até o nosso amigo aqui trou tem um folheto e
ele escreveu assim que eu adorei isso não é Congada é Moçambique que Aliás na reportagem falava essa coisa né essa diferença Muito lindo Ó gente fica aqui o recado do Seu Bira então muito obrigado tá certo não é Congada é Moçambique e ó semana que vem a gente tá de volta aqui com novos convidados falando assuntos que é de interesse de todos nós não porque estamos aqui só nesse território chamado Lorena Ness essa Aldeia chamada Lorena mas porque sendo humanos tudo que é humano tem que nos interessar Tá bom então fiquem bem aguardo vocês na
próxima Segunda-feira tchau mundurucu eu sou mundurucu sou eu mundurucu sempre serei ao lado dos meus pais junto dos meus ancestrais estarei conhecimento eu sei na folha ver da floresta leio a lei mundurucu estou mundurucu eu vou mundo rucu é ser feliz na pele e na memória Conheço Minha História na raiz meu povo minha arte mundurucu também faz parte do [Música] país povo de outra gente também é é parente e parente a gente trata como irmão ou irmãos Todos precisamos uns dos outros sempre com a brisa precisa da luz do sol do céu da manhã [Música]