Se você acha que a disputa mais importante da eleição de 2026 é a que vai decidir o próximo ocupante do Palácio do Planalto, é melhor você repensar, pois o verdadeiro campo de batalha vai estar no Senado. Em jogo, estão 54 cadeiras o suficiente para virar completamente o equilíbrio de poder no país. De um lado, o governo Lula tentando construir maioria.
Do outro, a oposição precisando de muito menos vitórias para assumir o controle da casa. Neste vídeo, você vai entender como estão as pesquisas para o Senado em cada estado, quem larga na frente, onde a disputa está aberta e, principalmente, como esses resultados podem redesenhar o poder político no Brasil a partir de 2027. Antes de avançarmos para a conclusão, vale fazer uma leitura estratégica da atual bancada do Senado, porque esses dados vão te ajudar a entender porque a eleição de 2026 será decisiva, como poucas vezes na história recente.
Hoje, em janeiro de 2026, a composição do Senado está distribuída da seguinte forma: 28 senadores governistas, 33 senadores de oposição e 20 senadores classificados como flutuantes, ou seja, que não atuam de forma sistemática nem com o governo Lula, nem com a oposição. Esse dado inicial já revela um Senado fragmentado, sem maioria automática para nenhum dos lados. O ponto central, porém, está no que acontece com a renovação.
Dos 81 assenadores, 54 terão seus mandatos encerrados em 2026, o que representa 2/3 da casa. Quando observamos quem sai, vemos que o governo Lula perde 21 senadores governistas, os flutuantes perdem 17 e a oposição perde 16, sendo que permanecem por mais 4 anos apenas sete governistas, três flutuantes e 17 oposicionistas. Esse recorte é fundamental porque ele mostra que a base de largada da oposição é muito mais sólida.
Mesmo antes da eleição, a oposição já garante um núcleo duro maior entre os senadores, que não estarão em disputa, enquanto o governo entra em 2026, com uma bancada reduzida e altamente dependente do desempenho nas urnas. Isso torna a meta de cada lado bastante clara. Para alcançar a maioria absoluta de 41 senadores, o campo governista precisaria eleger 34 aliados entre as 54 vagas em disputa, enquanto a oposição precisa eleger apenas 24 senadores.
A diferença de exigência entre os dois lados é enorme. Na prática, isso significa que o governo Lula terá de vencer cerca de 2/3 das cadeiras em disputa. um desafio historicamente muito difícil, especialmente em um cenário de pesquisas que mostram forte competitividade da oposição em várias regiões do país.
Já a oposição pode conquistar a maioria mesmo sem uma vitória avaçaladora, desde que consiga converter seus bons desempenhos regionais em vitórias consistentes. E começamos nossa análise da corrida pelas vagas ao Senado pela região norte, onde no Acre o governador Gladson Camelli do PP lidera com 27%, seguido pelo senador oposicionista Márcio Bitar do PL com 17%. Logo atrás aparece Jorge Viana do PT com 14% configurando um cenário em que a disputa pelas vagas segue aberta, mas com clara vantagem do campo alinhado à oposição ao governo federal.
No Amapá, a primeira dama da capital, Raça Furlan, do Podemos aparece na frente com 30%. Enquanto o senador Randolf Rodriguez do PT surge com 22% com oposição e governo dividindo as vagas do Estado. No Amazonas, o senador Eduardo Braga do MDB tenta manter espaço, ocupando a segunda colocação com 20% das intenções de votos, enquanto o deputado federal capitão Alberto Neto, do PL aparece com 22%, dividindo mais uma vez as vagas entre oposição e governistas.
No Pará, o atual governador Hélder Barbalho do MDB lidera com 40%, enquanto o deputado federal delegado Éder do PL aparece com 14%, empatado com o ex-governador Simão Jateni, que também é do PL, garantindo mais uma vez uma vaga para cada lado. Em Rondônia, o governador Marcos Rogério do PL aparece com 24%. Enquanto a deputada federal Silvia Cristina do PP, que integra a lista dos senadores de centro, registra 21%.
Em Roraima, a ex-prefeita de Boa Vista, Teresa Surita, do MDB, lidera com 27%, seguida de perto pelo governador Antônio Denarum, do PP, com 24%. garantindo uma cadeira para a oposição e uma vaga para o centro. Por fim, no Tocantins, o senador Eduardo Gomes do PL aparece no centro da disputa.
Enquanto o governador Vanderlei Barbosa do Republicanos lidera com 24%, o senador da oposição surge com 19%, garantindo mais uma vez uma vaga para a direita e outra para o centro. Se no norte o cenário já se mostra fragmentado, no Nordeste a disputa pelo Senado em 2026 é ainda mais estratégica, porque envolve lideranças tradicionais, máquinas estaduais fortes e um embate direto entre base do governo Lula e oposição. Começamos por Alagoas, onde o levantamento mostra o senador Renan Calheiros do MDB, liderando com 26%, seguido pelo ex-deputado estadual Davi Davino do Republicanos com 21%, e pelo deputado federal Alfredo Gaspar do União Brasil, que registra 18%, configurando um cenário embolado para a segunda vaga, garantindo uma vaga para a esquerda e outra para a direita.
Na Bahia, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, do PT, lidera com 28%. Enquanto o senador de centro, Ângelo Coronel, do PSD surge com 16%. Enquanto o ex-ministro do governo Bolsonaro, João Roma, do PL, aparece com 14%, assim, na Bahia, esquerda e centro saem na dianteira, enquanto a direita está bem posicionada para surpreender e alcançar a segunda cadeira.
No Ceará, o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, do União Brasil, aparece na frente com 18%, seguido de perto pelo deputado federal Júnior Mano do PSB, com 16%. Na sequência, vem o ex-deputado estadual André Fernandes, do PL com 15%, enquanto o ex-senador Chiquinho Feitosa do Republicanos registra 12%. Dessa forma, por hora, o Ceará divide suas vagas entre direita e esquerda.
No Maranhão, o senador Weeverton Rocha, do PDT lidera com 25%, seguido pelo ministro dos esportes, André Fufuca, do PP, com 17%, e pelo ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Larrez e o Bonfim, do Novo, com 15%. Assim, o Maranhão é o primeiro estado até agora a garantir as duas vagas à esquerda. Na Paraíba, o governador João Azevedo, do PSB lidera com 30%, enquanto o senador veneziano vital do rego do MDB aparece com 22%, também garantindo duas vagas à esquerda.
Em Pernambuco, o senador Humberto Costa, do PT lidera com 23%, seguido pelo ministro Silvio Costa, filho do Republicanos, com 20%. Enquanto o deputado federal André Ferreira do PL aparece com 18%. No Piauí, o senador Marcelo Castro do MDB lidera com 29%, seguido pelo deputado federal Júlio César do PSD com 20%.
Enquanto o também senador Ciro Nogueira do PP aparece com 19%. No Rio Grande do Norte, o senador Stevenson Valentim do PSDB aparece na frente com 22%, seguido pela governadora Fátima Bezerra do PT com 15%. Logo atrás surgem o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, do Republicanos, com 14%, e a senadora Zenaide Maia, do PSD, que registra 13%.
Por fim, em Sergipe, o deputado federal Rodrigo Valadares do União Brasil aparece com 14%, empatado com o ex-prefeito de Aracaju, Edivaldo Nogueira, do PDT. Na sequência, vem o ex-senador Eduardo Amorim. do Republicanos com 12%.
Enquanto o ex-deputado federal André Moura do PSD fecha a lista com 11%. Esses números colocam Sergipe como o estado mais à direita no Nordeste. Como vimos, a base governista larga na frente no Nordeste, sendo a favorita para ocupar 13 vagas, enquanto a oposição alcança quatro vagas e o centro fecha com uma vaga.
Isso faz do Nordeste uma região decisiva para o tamanho da bancada governista no Senado em 2026. E agora eu quero saber de você, em qual estado do Nordeste a disputa parece mais imprevisível? Acha que a oposição consegue virar o jogo em algum deles?
Deixe sua opinião nos comentários. Chegando no Centro-Oeste, a disputa pelo Senado em 2026 apresenta um padrão distinto das demais regiões, já que nomes ligados à direita despontam como favoritos para ocupar as oito vagas da região no Senado, garantindo vantagem expressiva da oposição ao governo federal. E começamos pelo Distrito Federal, onde a ex-primeira dama Michele Bolsonaro do PL aparece na liderança com 28% das intenções de voto.
Enquanto o governador Ibanês Rocha do MDB e que é aliado família Bolsonaro, surge com 21%, configurando uma disputa competitiva, mas com vantagem clara para o campo bolsonarista. Em Goiás, a primeira dama Gracinha Caiado do União Brasil lidera com 30%, enquanto o deputado federal Gustavo Ger, do PL aparece com 18%, garantindo mais duas cadeiras no Senado à direita. No Mato Grosso, o governador Mauro Mendes, do União Brasil lidera com 34%, enquanto a deputada estadual Janaína Riva do MDB aparece com 19%.
No Mato Grosso do Sul, o ex-governador Reinaldo Azambuja, do PSDB aparece na frente com 31%, enquanto o ex-deputado estadual capitão contar do PL surge com 18%. Após tomar conhecimento desses cenários, fica claro que o Centro-Oeste é o principal reduto da oposição ao governo federal, com líderes bem posicionados e margens relativamente confortáveis em vários estados. Se no Centro-Oeste quem lidera é a direita, no Sudeste, que é a região mais populosa do país, os cenários mostram disputas mais duras, empates técnicos e um elemento comum.
Nenhuma vaga está garantida sem campanha pesada e alianças bem costuradas. Começando pelo Espírito Santo, quem lidera é o governador Renato Casagrande do PSB, com 30% das intenções de voto. Bem atrás aparecem o deputado estadual Sérgio Meneguelli do Republicanos com 12%, seguido pela senadora Rose de Freitas do MDB com 11%.
Enquanto a filha do senador Magno Malta, Maguinha Malta do PL, fecha a lista com 9%. Em Minas Gerais, o levantamento mostra a prefeita de Contagem, Marília Campos, do PT, na liderança com 17%, seguida pelo ministro Alexandre Silveira do PSD, com 13%. Logo atrás aparecem o senador Carlos Viana do Podemos e o ex-deputado estadual Marcelo Aro do PP, ambos com 12%, configurando um empate técnico ampliado.
No Rio de Janeiro, a liderança aparece com o senador Flávio Bolsonaro do PL, que registra 27% das intenções de voto, empatado tecnicamente com o governador Cláudio Castro, que também é do PL. Esse dado chama a atenção porque Flávio Bolsonaro também é citado como pré-candidato à presidência da República. Assim, caso essa candidatura seja confirmada na Convenção Nacional do PL, o cenário muda e o senador Carlos Portinho do PL desponta como o principal nome do partido para herdar esse eleitorado e assumir a dianteira na disputa pelo Senado no estado.
Por fim, em São Paulo, o ministro da Fazenda, Fernando Hadad, do PT, lidera com 19%. seguido de perto pelo deputado federal Guilherme de Rit PP com 18%, caracterizando um empate técnico. No Sudeste, o retrato geral é claro.
A região não entrega vitórias fáceis para nenhum campo político. Em quase todos os estados, há empates técnicos, fragmentação de candidaturas e forte influência do cenário nacional. E neste momento, suas oito vagas são distribuídas da seguinte forma: quatro cadeiras para a esquerda, três para a direita e uma para o centro, refletindo o equilíbrio da região.
E agora, antes de partirmos para o Sul, eu quero saber de você em qual estado do Sudeste a disputa parece mais aberta? E para você, a direita consegue consolidar vantagem no Rio e avançar em São Paulo? ou a esquerda mantém sua força na região.
Deixe sua opinião nos comentários, porque na próxima parte vamos para o sul. Fechando nosso giro pelo país, chegamos ao sul do Brasil, onde os números mostram um padrão bastante claro, vantagem consistente da oposição ao governo federal, mas com disputas internas que podem ser decisivas para definir quem de fato ficará com as vagas em 2026. Começando pelo Paraná, quem lidera é o governador Ratinho Júnior do PSD, que aparece isolado na liderança com 31% das intenções de voto.
Bem atrás, surge a jornalista Cristina Graamel, do União Brasil, com 14%, seguida pelo ex-deputado federal Deltan Dalanol do Novo, com 13%, e pelo deputado federal Felipe Barros do PL, também com 13%, configurando um empate técnico pela segunda vaga. No Rio Grande do Sul, o governador Eduardo Leite do PSD lidera o cenário com 19%, seguido pela ex-deputada federal Manuela Dávila, que aparece com 16%. Logo atrás surgem os deputados federais Paulo Pimenta do PT e Marcel Van do Novo, ambos com 15%, mostrando que nenhuma candidatura obtém vantagem relevante.
Por fim, em Santa Catarina, o vereador Carlos Bolsonaro do PL aparece com 27%. Enquanto o senador Esperdião Amim do PP surge com 21%, configurando ampla vantagem dos nomes da direita. Após observar os dados da região, o panorama geral aponta para a ampla vantagem da oposição ao governo federal, com liderança clara em praticamente todos os estados.
Ainda assim, os números deixam um alerta importante. A principal ameaça à direita no Sul não vem da esquerda. mas das divisões internas que podem transformar favoritismo em risco real se não houver articulação estratégica.
Ao reunir todos esses cenários regionais, o que se desenha para 2026 é um Senado amplamente favorável à direita. Hoje, esse campo já conta com 17 cadeiras garantidas para a legislatura de 2027. E caso as pesquisas se confirmem, pode eleger até 29 novos senadores, alcançando um total de 46 cadeiras.
Esse número seria suficiente para controlar a presidência do Senado e formar maioria em votações sensíveis, como pedidos de impeachment de ministros do STF, funcionando como um contrapeso institucional em um eventual segundo governo Lula, ou como uma base sólida, caso um nome da direita vença a eleição presidencial. A esquerda, por sua vez, parte de uma base mais restrita. Com sete cadeiras já asseguradas, as pesquisas indicam potencial para eleger cerca de 21 senadores em 2026, o que manteria o bloco em torno das 28 cadeiras, número semelhante ao que ocupa atualmente.
Isso mostra que, apesar de competitiva em alguns estados, a esquerda enfrenta dificuldades para ampliar sua presença na casa. Quem tende a perder mais espaço é o chamado campo intermediário, formado por senadores que hoje flutuam entre governo e oposição. Caso os números se confirmem, esse grupo pode encolher de 20 cadeiras para apenas sete, reforçando a tendência de um Senado cada vez mais polarizado e ideologicamente definido.
Agora eu quero saber a sua opinião. Quem você acredita que chega mais perto de formar maioria no Senado? Em 2026, o governo ou a oposição.
Deixe sua análise nos comentários, curta o vídeo, se inscreva no canal e compartilhe este conteúdo com quem acompanha de perto os bastidores do poder. Ja.