Tá gravando aí né já tá ok Ok estão gravando e as pessoas estão entrando É uma longa história porque a gente nem tinha previsto está aqui agora meu marido passou para uma cirurgia e tava com problema e o Neto dele terminou me ensina aqui agora e aí nós não sabia se viria ou não Por isso que eu não tinha me programado para estar aqui hoje entendeu Atualmente eu tenho uma prima que mora em Colônia mas nunca fui lá ver como visitar ela não Agora você tem mais um motivo [Música] tem né um convite para conhecer
colônia E se começar direitinho até um dois dias na moradia aí né De qualquer forma e se as professoras quiserem já ir Começando as pessoas vão entrar tudo ok para mim também então eu vou terminar as pessoas e o tempo né de fala para cada uma pronto É como hoje a gente quer conhecer a história das duas que em média pouco tempo de falar só para ter ideia aqui olha eu acho assim talvez fosse melhor cada um fala por meia hora um pedaço da história né para não ficar muito Monótono né uma pessoa só a
sugestão né não falaria meia hora né aí depois eu falaria mais meia hora né para não ficar muito cansativo a história de uma pessoa só tô cansado de ouvir história Eu sugiro isso e deixar o tempo para discussões né claro claro então podemos começar eu eu e a sugerir começar com Mendes porque enfim e depois né ou então pessoa que a pessoa começar E aí então 30 minutos antes como eu falei né fazer uma breve apresentação aqui ela provavelmente vai falar melhor da vida dela sobre do que eu mas ela colaboradora da gente a enfermeira
formada em São Paulo é paulista né Professor essa dúvida doutorado na USP né mestrado também São Paulo professora da UFBA já ensinou em alguns lugares tem uma longa experiência com criança né com recém-nascidos e tem Trabalhos maravilhosos né Principalmente aquele lá de Maré colaborar uma iniciativa muito muito importante muito valorosa então será uma palavra eu quis fazer um breve e depois eu falo sobre Irene para mim é sempre um prazer estar aqui e quando eu isso quando eu digo isso não tô falando assim por praxe né eu tô falando porque realmente eu me sinto agraciada
em participar Dessa proposta e desse desses projetos que eu vivo querendo estar junto da Rosane do Léo não só como pesquisadores que eu considero muito mas como pessoas que são pessoas maravilhosas e quando eu quando eu penso na minha história tem dois lados tem um lado como me sinto profundamente orgulhosa e tem um lado vou falar ai meu Deus porque eu queria voltar para Recomeçar o que eu faria Diferente então quem eu sou eu sou eu sou uma pessoa filha eu sou resultante de um casal muito interessante o meu pai o meu pai era professor
numa época eu tenho 67 anos tá se meu pai fosse vivo hoje ele estaria beirando quase 100 anos meu pai era um professor inteligentíssimo é muito considerado Dentro da cidade onde nós nascemos onde eu nasci que era Araraquara no Estado de São Paulo e meu pai fez direito aos 51 anos Olha que trajetória né ele era professor de violino meu pai era um sonhador que acreditava que nós teríamos uma vida melhor do que a dele que acreditava que a população negra seria empoderada um dia meu pai acreditava nisso meu pai era alcoólatra E ele é
e ele se casou com a minha mãe uma mulher uma mulher que o sonho dela era casar com professor porque ela só fez o quarto ano do curso primário na época uma mulher muito forte muito forte uma mulher que tudo que ela queria ela dizia que ela conseguia pela força pela garra pela vontade tá e eu sempre perguntava para ela mãe você gostava do meu pai falava não gostava muito não mas ele ele era professor e eu Queria tanto casar um professor que eu casei e ela casa totalmente iludida totalmente iludida eles moravam em cidades
Muito pequenas muito próximas uma da outra e eles namoravam a distância e ela não sabia que ele era alcoólatra e ele monta para ela uma casa belíssima porque eu tenho certeza que meu pai amava profundamente minha mãe E aí ela vai para essa casa Lindíssima e depois de três dias vieram recolher tudo porque ele não tinha pago nenhum dos móveis e foi nessa família assim que eu nasci eu nasci eu sou uma mistura dos sonhos do meu pai com a força da minha mãe tá eles tiveram duas filhas o meu nome quando eu pergunto para
ela mas por que você me pois o nome de climenes ela fala eu não sei eu tinha Uma na minha cidade tinha uma filha de um médico que chamava climene e admirava tanto essa crime que eu queria que você chamasse aquele menino que seguisse a vida dela olha só ela não sabia o que representava o meu nome mas ela sabia o que ela queria para mim e o que ela queria para mim que eu fosse alguém de projeção e o que o meu pai quis para mim meu pai Sempre falou eu chamo climene Laura Laura
é o nome da mãe dele né que ele queria que eu fosse amada que nem ele amou a mãe dele Então essa é a minha história né Eu e a minha irmã a gente vem dessa família assim muito muito interessante e que fez realmente duas mulheres fortes e sonhadoras eu acabei fazendo enfermagem porque eu não passei em medicina eu fui ser enfermeira prestei três anos Vestibular para para medicina dois anos e eu e eu e meu pai falava continua prestando você vai ser médico se é isso que você quer minha mãe falava não já prestou
o vestibular demais vai ou vai trabalhar ou entra em alguma coisa aí porque já não dá mais e eu entrei em enfermagem a minha entrada na universidade não foi não era o curso que eu almejava mas eu não sei se eu queria ser médica porque minha mãe sonhava em que eu fosse médica E meu pai achava que eu deveria ser o que eu quisesse era sempre uma mistura na minha cabeça eu entrei para enfermagem e me identifiquei muito concurso eu gosto de cuidar eu me identifiquei com o curso e eu terminei a enfermagem né Na
época o curso de enfermagem eram três anos então eu entrei com 18 anos mas com 21 anos já tava formada eu já ganhava na época em primeiro ganhava muito bem eu ganhava muito bem Eu Fiz habilitação eu fiz Licenciatura eu eu me preparei tudo que eu podia eu fazia porque eu queria ser uma boa enfermeira a gente faz um plano A vida tem outro plano sabe nem sempre os nossos planos caminho a vida vai trazendo coisas e coisas que parecem ser negativas naquele momento mais tarde você olha e você vai ver que aquilo foi maravilhoso
sabe a primeira a primeira a primeira grande queda profissional que eu tive Foi com eu trabalhava no Senac eu era gerente de saúde do Senac eu sempre trabalhei muito sempre trabalhei em dois empregos Sempre trabalhei muito no Senac pagava muito bem numa cidade pequenininha em janeiro fui considerada a enfermeira do ano eu saí na capa do jornal de uma cidade pequena chamada Catanduva como enfermeira do ano em Fevereiro eu fui sem saber porque eu eu Houve uma troca de direção já fazia 10 anos que eu trabalhava no Senac eu vi uma troca de direção na
Instituição veio um veio era foi a primeira vez que eu tive um chefe preto e eu fiquei toda contente que eu falei meu Deus eu vou ter um diretor do Senac hoje é preto um homem negro que maravilha aí ele me chama e fala assim você Tá demitida porque eu quero eu nunca soube até hoje porque eu fui demitida Na época na época aquilo para mim foi um nó Eu tinha vergonha das pessoas eu tinha vergonha por ter sido escolhida a enfermeira do ano sabe e de repente ter sido demitida de um local eu tinha
vergonha e eu lembro que eu tinha nessa época eu tava fazendo uma terapia e eu liguei para o terapeuta falei meu Deus Olha você não sabe o que aconteceu eu fui demitido ele falou que maravilha porque você não precisa ficar aqui em Catanduva Nessa cidade porque ela vai embora tenta tomar ela vai embora eu peguei minha mala e fui embora e mas embora para onde na casa dos meus pais você não queria mais ficar eu queria eu queria eu queria um emprego na época não era como hoje que vocês vê tudo pela internet a gente
tinha que entregar o currículo de porta em porta e eu saí entregando o meu currículo de Catanduva até São Paulo eu parava pegava o trem peguei o trem e ia descendo na Cidade entregava os currículos nos grandes hospitais daquela cidadezinha ia para o outro entregava aí rapidamente eu fui chamada para trabalhar em Campinas mas com isso com essa saída de interpestuosa do Senac onde eu achava que eu era a sabe onde eu era muito considerada em Catanduva com essa saída eu aprendi uma coisa eu não queria mais trabalhar em um local que alguém pudesse me
demitir Eu queria um local público onde eu prestasse um concurso onde aquele local fosse meu onde ninguém me demitir sem falar para mim o porquê que eu estava sendo demitida e foi trabalhar eles me chamaram para trabalhar numa maternidade a maternidade de Campinas como coordenadora do serviço de enfermagem eu sabia Eu precisava do emprego e fui para lá que eu fui mas eu sabia que eu não ia ficar ali que eu Queria um emprego público em Campinas Eu também trabalhei como eu sempre trabalhei em dois três lugares eu tinha a maternidade e eu já comecei
a dar aula como professor colaborador na PUC de Campinas e eu fiquei ali né por quase um ano quando eu descobri que na Universidade de Maringá na Universidade Estadual de Maringá estava tendo um concurso para professores universitários eu Imediatamente liguei para o meu pai porque para o meu pai porque meu pai era essa pessoa essa pessoa amorosa que eu contei para vocês aí eu falei tá tendo um concurso em Maringá e eu acho que o que que o senhor acha ele falou Olha eu não conheço Maringá Eu sei que uma cidade do interior do Paraná
é uma cidade que eu saiba muito promissora mas para saber isso filha teria que ir até lá é difícil saber algo sobre uma cidade sobre um emprego tão distante Depois que eu falei com meu pai eu falei com a minha mãe mãe eu soube que tá tendo um concurso em Maringá minha mãe falou assim para mim fica aí mesmo vai trabalhar você não fica andando para um lado para o outro procurando outras coisas não fica mas naquela mesmo dia eu comprei minha passagem eu desliguei o telefone fui até a rodoviária comprei a passagem e me
mandei para Maringá eram 10 horas de viagem de Campinas né E quando eu cheguei lá era tudo muito pequenininho a cidade tinha 43 anos E eu estava com 30 anos a cidade tinha quase a mesma idade e eu entrei como professora colaboradora e depois de seis meses teve o concurso e eu me tornei efetiva em Maringá uma cidade de pessoas brancas Paraná uma cidade onde as pessoas eram muito jovens que estavam entrando na universidade era sempre pessoas de fora E muito jovem e eu eu achei que ali era o meu lugar as pessoas eram tão
todas nós né foi formando meu círculo de amizade todos nós éramos estrangeiros nós éramos de fora de Maringá eu era a única pessoa negra daquele grupo naquela Universidade existiam dois professores negros eu e um outro o outro eu acho que ele não sabe que ele É negro até hoje e na época Eu fingia que eu não era Negra tá E por que que eu fingia que não era Negra não era esse o meu centro de estudo apesar de ter vindo de um pai que era que atuava no movimento negro mas não era esse o meu
centro de preocupação o meu centro de preocupação era me tornar chegar no ápice da minha carreira e eu não sabia muito bem como qualquer o Ápice da minha carreira eu tava procurando o quê eu sabia que não queria mais trabalhar no local particular mas eu tava procurando o quê eu trabalhei em Maringá por 10 anos foi em Maringá que eu que eu descobri que um professor entra mas ele faz mestrado ele tem que fazer uma estrada ele tem que seguir ele tem que seguir estudando e eu saí para fazer mestrado no Rio de Janeiro Voltei
para Maringá fiquei mais dois anos e sair para um doutorado em São Paulo nesse doutorado em São Paulo no último ano eu resolvo passar um carnaval no Rio eu estava com a passar um carnaval em salvador eu estava com 37 anos até aí a minha vida amorosa Era zero eu era quase como freira sabe Era eu tava tão eu tava tão centrada em crescer profissionalmente e viver no meio de pessoas brancas Eu quase não namorava para não dizer que eu não namorava eu tive um namorado quando eu tava ainda em Araraquara que me deixou falando
sozinho foi embora para Alemanha e depois disso Passou eu era centrada na minha vida profissional E fazia coisas que hoje eu acho muito interessante sempre fazendo sempre trabalhando com criança e adolescente sempre sempre me especializando na área de saúde da Criança e do Adolescente eu eu fazia coisas que poucos professores faziam em Maringá Eu fui a primeira professora que foi trabalhar em escola levando a universidade para as escolas em atividade de extensão atividade Extensionistas eu tinha um trabalho diferenciado mas essa parte amorosa também me protegeu eu cheguei aos 38 anos né solteira livre para crescer
profissionalmente e quando eu tava no último ano do doutorado eu venho passar um Salvador esse carnaval em [Música] na Bahia enlouqueci pela Bahia e me apaixonei por Um baiano E aí minha vida virou minha vida virou de perna para o alto de novo já tinha virado uma vez quando eu sou demitida e virou nesse carnaval da Bahia eu tinha em Maringá eu era novamente eu era eu tava estabilizada eu era considerada eu estava feliz eu tava realizada eu larguei tudo larguei tudo voltei para Maringá fechei a porta num apartamento que eu tinha Feito para fechei
tudo falei vou embora para Salvador e vim embora para Salvador a minha mãe nessa época meu pai já tinha falecido Então eu tinha como meu norte a minha mãe a minha mãe chorava eu nunca vi tanto minha mãe fala pelo amor que você vai fazer em Salvador não larga tudo isso e vai embora fica aqui e fica namorando lá mas não eu larguei tudo e a vida sempre dá sempre nos dá Oportunidades incríveis sabe eu larguei tudo e vim para uma universidade extremamente ela parece um elefante branco eu tinha perdido Aquela aquele frescor da Juventude
e dos meus amigos jovens Aqui as pessoas eram mais velhas mais rígidas extremamente eu eu sofria determinadas ações de racismo mas que eram tão Tão mais tão mais acho que era mais subjetiva sabe ou eu não queria enxergar aqui em Salvador eu fui obrigada a enxergar isso de frente porque era tudo muito forte e muito direto e uma coisa impressionante o meu nome é climene Laura de Camargo eles quando apareceu concurso aqui eles receberam o meu o meu currículo como doutoranda eu era a única doutoranda da área de saúde da criança Aqui na uva foi
a primeira Doutora na nessa área na UFBA mas quando eles recebem meu currículo para fazer o concurso tá lá aquele mini Laura de Camargo trabalhou 10 anos na Universidade do Paraná a representação dessas pessoas era que eu era uma mulher negra alta linda tá E aí quando eu chego para o concurso eles falava cadê quem que aquele menino sou eu sou era aquele era aquele cara Assim sabe você via aquilo concurso concurso independente da tua cor independente do raio que for tem que contar a pontuação curricular você passa por uma entrevista você faz uma prova
escrita eu passei no concurso bem o mal bonita feia preta mais ou menos eu passei no concurso tá E fui começar a trabalhar dentro da Escola de Enfermagem da USP entendeu Meus 30 minutos posso continuar tá E foi começar na UFBA faltam 10 minutos mais ou menos ok foi começar a minha vida na UFBA E aí eu soube o que é ser o que é o racismo institucional nessa época eu estava casada e grávida da minha primeira filha e também soube o que é viver um casamento O que é você buscar crescer Profissionalmente e em
paralelo viver um casamento tá eu fui entender o meu marido inteligentíssimo tatatá uma das coisas que ele mais admirava em mim era era minha garra para me fortalecer profissionalmente mas também era um fato que mais o agredia sabe porque você chegar cedo para você chegar cedo Doutor para você formar sua Carreira profissional você precisa estar nos congressos você precisa estar estudando você não tem as 24 horas para cuidar de casa e cuidar de filho não tem apesar da gente ter uma vida financeiramente economicamente que poucos casais negros têm poucos eu tinha uma vida Econômica que
pouquíssimos casais negros têm eu tinha babá eu tinha empregado eu Tinha quem cuidava da empregada e da babá eu tinha não sei quantas pessoas para me auxiliar mesmo assim existe uma coisa estranha sabe que mais tarde nós poderemos até conversar cai numa rivalidade entre os próprios o próprio casal uma coisa doida uma coisa sofrida eu consegui quando eu estava com 10 quando minha filha estava com 10 anos né eu naquela naquela luta para mim firmar dentro da UFBA é claro que era um local público ninguém me mandava embora mas eu nunca eu fui entendendo também
que não era isso que não era só o fato da segurança eu queria o meu lugar mas eu queria ser alguém nesse meu lugar eu queria deixar uma marca no meu lugar eu queria ser forte sabe era isso que me impulsionava sempre que sempre me impulsionou na minha carreira E aí eu saio e a minha menina tinha 10 anos Eu tinha feito todo o possível acho que não só eu mas o meu parceiro também todo possível para tentar para a gente tentar viver juntos mas não deu não deu e quando eu resolvi para o pós-doc
pós-doutorado que o meu marido queria muito que eu fosse com ele ele vai a minha bolsa não saiu eu fico e quando a minha bolsa sai a dele já tava quase para terminar e aí ele disse não você não vai Eu vou não vai não vai eu ganhei a bolsa essa bolsa em Janeiro e até setembro eu continuava naquela avó no vovô não vou não vou vou não vou vou não vou vou não vou eu resolvi e depois e a menina que tinha 10 anos naquela época naquela época não toda criança de 10 anos já
ele pode escolher com quem ela fica se acompanha a minha menina escolheu diante do juiz Ficar com o pai e eu fui para o pós doc eu fui para a França e eu tinha a sensação que eu ia morrer que cada dia que passava que eu falava eu não eu não vou sobreviver é uma saudade tão grande como é que eu como é como que eu deixei tudo né E como que eu faço e eu não sabia o francês fluentemente eu saía seis horas da manhã para fazer um curso de francês e depois eu entrava
Para aula que eu tinha que assistir e sair da aula eu ia para uma conversação e eu chegava em casa na casa onde eu fiquei quase 10 horas da noite e com uma saudade que me acabava assim que me doía e a minha mãe essa mulher que eu conto para vocês nesse período quando eu resolvo ir ela fala vai você fez tudo que você pode fazer para Ficar com a tua filha e não conseguiu vai eu vou te dar toda a força possível que eu puder dar E aí eu entendi quem era a minha mãe
de verdade né a força garra que sem o meu pai com meu pai ela não precisava mostrar o acolhimento porque meu pai me dava isso e quando meu pai sai né Desse plano isso também passa a ser um papel da minha mãe e eu fui E eu cheguei no outono na França do Outono chegou o inverno eu falava não dá agora agora não vai dar mesmo agora não dá agora não dá é muito frio é muito frio e eu longe e aí vem as maldades né dos casais eu não podia falar com a menina eu
não podia ver a minha filha chegou o inverno e quando eu falava não vai dar mais um dia eu abri a janela e as florzinhas estavam todas aparecendo as folhinhas Estavam aparecendo e tinha chegado a primavera e eu consegui passar pela Primavera e consegui entrar no verão e consegui terminar o meu pós-doutorado consegui fazer meu projeto consegui mostrar o que eu tinha feito e eu pude retornar o Brasil numa reconstrução pessoal numa reconstrução como mãe numa reconstrução da minha vida Econômica e descobri que de todas as coisas ruins Que a vida às vezes nos coloca
descobri não tive a certeza que eu já tinha percebido isso eu vinha percebendo ela também nos dá grandes presentes sabe hoje a minha filha tem 26 anos hoje minha filha mora comigo por opção acabou a arquitetura o ano passado e a música que ela escolheu para receber o diploma foi uma música do Emicida que diz nós é nós Eu nunca chorei tanto na minha vida de tanta emoção de tanta alegria de tanta eu consegui sabe e Depois dessa fala eu vou mostrar para vocês as minhas principais pesquisas como eu pesquiso hoje tá Hoje eu tenho
certeza que eu sou uma mulher negra batalhadora feliz Contente com a vida adoro adoro adoro trabalhar com pessoas que me mostram caminhos novos porque a velhice às vezes não deixa a gente ver caminhos novos então por isso que eu gosto tanto da Rosenildo Léo sabe de todo de todo de todas as pessoas do Instituto mancala quando eu vejo olho para eles eu falo eles vão passar por caminhos que eu já passei e mas eu tenho um pouquinho de inveja que eu queria estar na idade deles para passar por esses caminhos com A sabedoria que eu
tenho hoje acho que eu não teria sofrido tanto por isso que eu acho muito importante é esses momentos de mostrar caminhos de pesquisadores muito semelhantes a vocês sabe e não é conselho que eu tô dando não é certeza toda vez que a gente cai a gente se levanta mais forte um caminho de um pesquisador um caminho um caminho profissional Ele é cheio de altos e baixos Mas toda vez que a gente levanta nós somos mais fortes então levanta eu levante vamos caminhar de novo e daqui a pouco eu vou mostrar o restante Obrigada pelo pela
atenção por sua caminho obrigado obrigado assim muito emocionante esse relato teve gente fechando a câmera aí para não mostrar as lágrimas certo e assim eu acho muito importante Esse formato e mostrar a trajetória porque é um bom pesquisador não é feito só de parte técnica né a parte da família é importante então vai entender que se nós temos nossos problemas e é possível superá-los como você bem mostrou né eu tenho várias perguntas várias conversas Mas eu acho melhor também ouvir a professora Irene que eu só fechei o seu microfone porque por questão de aí se
quiser abrir na hora que você Quiser então enfim aí vamos meio que apresentar ela que é caminho inverso ela é baiana Salvador e foi para o Sudeste e do sudeste para o mundo eu acho que ela também vai poder falar para o mundo né Se puder Abrir é porque eu tinha tá fechado o microfone aí Agora abriu Mas pode terminar depois eu faço aqui chegando no Rio de Janeiro na UFRJ micro introdução interessante aquela Que gostaria que a senhora falasse também a passagem e que você conversando com diretor acho que dá homem enfim deu uma
instituição que o senhor passou e que chamava todo mundo de Doutor e você não né Tem várias assim então né então aproveitando ele que é baiano e fui para outro lugar para o mundo para Alemanha etc é a palavra é sua nem depois desse relato muito emocionante que abalou a estrutura de muita gente aqui viu Boa tarde mais uma vez que não estava ainda como [Música] sou baiana soteropolitana nascida em Salvador no Largo da Fonte Nova né mas a minha história não é tão pesada ela teve muito apoio de família né eu tive exatamente o
contrário né A minha mãe eu tenho que segurar um pouco E muita emoção nessa história aí eu perdi mãe com um ano e meio foi criada por uma tia meu pai me levou a minha mãe a irmã da minha mãe E aí foi muito bravo né eu só tinha um ano e meio minha irmã tinha dois anos e meio mas meu pai viajava muito porque ele era uma tinha obras no interior do Sergipe interior da Bahia passava meses Durante algum tempo não né ela mesmo dia durante 15 dias já dava banho na gente que dava
comida depois de 15 dias ela resolveu mas Deus sabe como é que ela resolveu cuidar de nós bom então história mais de qualquer forma a vida foi passando a estudar não era prioridade lá em casa né nunca foi né mas de qualquer forma a gente frequentava uma escolinha lá uma senhora que dava Dava aula lá essas coisas mas eu acho que quando eu fui para lá eu já sabia ler porque eu ficava pegando o jornal e ficava Fazendo de Conta que tá valendo mas acho que eu ia mesmo achei que com isso eu terminei em
algumas passagens quando eu tinha quatro anos né tinha quatro anos uma senhora que passou para visitar minha irmã minha mãe na cozinha ela passou por mim eu tava com jornal Sentada e ela passou por mim esta é muito metida besta tinha quatro anos eu tinha literalmente quatro anos aí ela voltou aí ela tava entrando na cozinha voltou e chegou que que você quer ser menina quando crescer vai ser professora esse não você doutora na época Doutora era ser médico né não tem eu não tinha Noção de Doutor o phds com quatro anos inclusive imagina aquele
meio né ainda menos né Não você é doutora e ela passou eu fiquei com aquela primeira vez eu acho que já deveria ter ouvido várias vezes esse metida deixa mas foi a primeira vez que realmente me acendeu a luz assim metida besta e a partir daí eu só ouvi essa é muito metida besta [Música] mas até chegar lá com quatro cinco anos até chegar aos 20 anos tinha muito tempo né e aquelas escolinha que o meu pai me botava ali né e Teve uma época que ele disse assim eu não quero mais eu quero estudar
na escola Getúlio Vargas que era escola ligado e tinha o curso de formação de professores de Fui para o Barbalho acho que é primeiro bonde aí eu era muito magrela né e elas perguntaram Cadê seu pai sua mãe eu não tenho pai nem mãe e cadê seu responsável também não tenho mas eu quero estudar e foi uma dificuldade enorme delas matricularem porque tinha que ter um responsável E eu chorei lá e eu ia sair levantou foi lá conversou no quarto ano mas tem que fazer uma prova para saber se você passava e sim podia ficar
na guerra toda mas isso é passado mesmo e não entrava e a gente passava e era rebaixar algum ano ou ficava no mesmo ano eu fiz a prova as provas que tinha que fazer fiz as provas passei e fiquei um ano né e fiz o quarto ano primário né só que peguei uma professora bem racista Bom eu também nem do colégio todo que tinha umas 900 crianças eu acho tinha duas crianças negras eu e a Inês e fazemos parte da mesma turma olha só participar de uma festa de Primavera né porque as aulas de educação
física eram separados né então a gente ia para educação física e neste dia educação física foi preparada foi perguntado que queria participar e essa e essa apresentação era No teatro do Instituto educações aquele a Vitória enorme eu fui lá né [Música] acabou a apresentação do nosso grupo saiu eu voltei para meu lugar na auditório e a professora muito tirada perguntou quem nos deixou participar eu decidi eu e a igreja decidimos E aí eu comecei a entender porque que nego me chamava porque eu tinha a posição já eu já sabia me defender Eu já sabia Dizer
o que eu era e o que não era que a minha cor não era nenhum limite porque eu quisesse aí eu comecei naquele momento eu já comecei a entender ah é por isso que ela me chamou não sei se mereci perdeu ou não mas repeti o quarto ano e terminei o primário com 12 anos né aí fui a prova de ginásio né para fazer Duque de Caxias na Liberdade Alguém conhece aí a liberdade mas o bairro que Eu morei né passei e mais uma vez cheguei no primeiro ano que ele não na prova exame de
admissão que não existe mais hoje na época tinha se para passar do ginásio que era uma barbaridade uma criança de 10 anos 11 anos enfrentava bancas de história consigo professores cristianismo banca de matemática os professores eram bem sacanas eu peguei o professor de matemática e Eu tinha um problema sério todo o meu problema quando eu tô muito nervosa qualquer coisa assim minha garganta e ouvido né e eu tava doente eu tive um problema de dente enorme eu tava com uma cara toda inchada até hoje fechava assim e esse professor de matemática você tá pensando que
por estar com essa cara inchada aí você vai ter vez aqui pode tirar o cavalo da China mas eu fui também em todos eles E eu fui aprovado entrei para ginásio então peguei esse professor de Clóvis como meu professor o que que aconteceu ele não pode me aprovar ali mas me provou mas também ser reprovado às vezes quando alguma coisa eu vou conseguir fazer mesmo não vou fazer assim vou repetir vou dar bom Acabei o ginásio E aí fui querer fazer científico quando eu fui fazer científico e queria O que eu queria fazer medicina porque
antigamente tinha científico para quem ia fazer letras histórias sociais e tipo era para mim fazer engenharia Medicina né porque ninguém queria que eu fizesse né meu pai disse assim você já é formada em bacharelhi não faz mais nada já chega não eu vou fazer medicina Pobre não tem não tem QI né não tem você não vai passar nunca E olha vizinhos os parentes os conhecidos que nunca me deu nada por nada meu Deus detalhe né não tinha não tinha nem o apoio para nada né para escola né eu tinha que trabalhar Fazer coisas até já
foi muitas vezes na escola todos resolveram a dar opinião e dizer que eu não deveria fazer isso se você quer realmente minha filha vai fazer um curso normal porque aí você em 3 anos já é formada aí você vai dar aula Depois eu paro e não vou continuar eu quero fazer medicina eu vou matricular no ginásio no Duque de Caxias tinha terminado científico não ia ter mais sentido eu tive que ir lá para o Central E aí eu tinha que ter dinheiro de transporte né último ano temos um anúncio no jornal que eu ia sempre
jornal aí eu vi bolsa de estudo para alunos Aí eu peguei aquele jornal e procure procure a secretaria de seu colégio e pertudei eles não tinha informação nenhuma eu era primeiro que tava chegando lá com a informação e perto dele durante uma semana duas semanas até acho que eles ligaram fizeram alguma coisa eu achei que chegou a papelada lá e Eu distribui com a turma toda lá com todo o colégio Olha tem bolsa aqui Graças a Deus até porque acho que eu não tenho medo de concorrência parece que não né Eu poderia até ter escondido
só para mim não espalhar todo mundo né porque as carreiras as matérias são idênticas né mas aí depois desse bolo tinha algum problema com veterinário que eu terminei que eu não escrevi mas química era não tinha para medicina não tinha não tinha só tinha não tinha bolsa Para medicina tinha para engenharia geologias biologia mas não tinha prometido aí eu tentei escrever mas algum problema teve que eu terminei veterinária que seria realmente uma segunda opção eu digo não eu quero só fazer eu quero as cadeiras para passar no vestibular aí quando eu tô me escrevendo Alguém
disse assim não esse curso não vai ser aqui quando eu passei na prova nas provas eu Fui vai dizer olha eu sou a Irene aleluia Ah não a gente da passagem o acidente da passagem né da passagem da ajuda de custo e uma bolsa de um salário mínimo Então você se manter lá na hora eu não tive nem saber nem perguntar para ninguém né para papai nem para mamãe sai dali já saí dali ele me fizeram o Bosque pegar a passagem peguei a Passagem peguei Aí disseram pegaria ajuda de fora não faz falar de mim
lá em Recife e eu peguei aquilo ali já passei na vara e peguei a passagem já cheguei já comprei minha mala já cheguei em casa algumas coisas né porque minha mãe tava só com duas crianças pequenas é filha do meu irmão que tinha mulher que tinha morrido né mãe tinha Morrido tinha deixado com 20 dias nascido e eu queria até cinco anos e a filha da minha irmã e tinha que era filha que tinha se mandado eu tava criando Então ela sozinha com duas crianças que não tinha água que botava água todo dia 40 latas
de água né para sobreviver ficava carregando tá cheio de roupa para lá e para cá para mim foi difícil mas ou eu saio daqui agora para dar uma vida melhor para ele dizer para mim Mesmo ou a gente vai viver eu tenho que fechar o olho esquecer que eles vão passar alguma coisa vai acontecer e eu me perguntava a gente eu passei o tempo inteiro achando que eu vou e eu sou todo baiano Independente de você querer e parar em Recife lá eu fiz química Ai eu não tinha terminado ainda na metade dois dias para
fazer toda papelada e Transferência no sábado eu fui lá Central eu falei que eu tava precisando urgente daquela papelada Mas eles conseguiram me dar papelada só quando chegar em Recife não havia colégio público porque Aliás foi concentrado vários cursos e muita gente também não tinha acabado não tinha terminado o científico E aí o que que aconteceu sem colégio público eu tinha que pagar mais da Metade do que eu ganhava de do colégio que foi arranjador isso porque os coordenadores dos cursos se removeram para criar os cursos extras só para os pessoal desse trem entendeu conseguimos
fazer o curso conseguir acabar o curso durante o dia de fazer o curso do acidente né era 8 horas por dia travado e à noite eu fazia o resto científico em dezembro de Janeiro descobri que a Universidade Federal não Tinha antes de baixar ela não tinha o curso de só tinha Industrial eu não podia fazer a transferência eu quis fazer e assim não autorizou Então vamos lá o que que tem que fazer católica que era antes mas eu não tinha dinheiro para pagar católica era muito dinheiro não tinha dinheiro aí você se inscreve numa bolsa
para ganhar bolsa entendeu correndo atrás dos detalhes E mais durante o curso eu já fui me identificando com o trabalho de pesquisa né já fazia estágio o tempo inteiro na institutos Eu já trabalhei já no primeiro ano de faculdade já trabalhei em alguns projetos bem interessantes hoje por exemplo na época não existia nenhum tratamento existe alguns ministros de substâncias e uma das substâncias que estava era lá paixão Lá na em Recife né Isso é tratado e trabalhamos Só que essa substância apesar de ser extremamente ativo tem ter dado conta do recado muitos tumores né ele
tinha um lado muito tóxico Então qual foi o meu trabalho era fazer com que essa substância se tornasse menos menos essa parte da molécula é você fazer E aí foi eu comecei nessa parte mas depois fui para outros projetos e fiz vários projetos no Instituto mas eu queria realmente fazer alguma coisa que um dia tivesse a medicina em paralela né e eu comecei por isso aí e eu fui procurar trabalhar com produtos naturais onde esses produtos naturais pudessem ser também aplicadas na medicina só que eu fui trabalhar com o cara que ele não tava muito
preocupado com isso não ele tava preocupado em fazer taxonomia né de Plantas que preocupava ele não era biólogo não era Botânico era realmente para fazer dessa maneira que era o único caminho para te continuar então o que que eu fazia todo ano na época das férias tinham férias ali eu passava Natal em Salvador eu ia para antibiótico e deixar todas as minhas substâncias eu tinha também a sorte de isolar uma substância novíssima né que ninguém tinha se isolada levava tudo lá então eu me identifiquei Quer dizer eu não tinha feito na esquina mas eu tava
nota da Medicina né tentando levar o meu conhecimento para a área da medicina só que eu e o meu é esse orientador nós tem problemas sérios e eu tive que sair da Universidade também né Cai fora porque eu também não leva desaforo para casa não adianta não adianta não leva não leva eu sair sair da universidade só que eu queria continuar nesse nesse mesmo nessa Área E quem disse que alguém me aceitava porque todos eram amigos deles Ninguém queria pegar briga ele era conselheira do CNPQ era que determinava Bolsas Ninguém queria briga com ele então
quem perdeu essa chance na área de analítica né porque tinha 65 candidatos E aí eu fiz mais um concurso mas aí foi para da indústria não tem nada da indústrias né Essas substância que hoje Faz LED tem um monte de coisa aí que são usadas né e o senhor orientador que era alemão e ele achava que eu ia casar e que eu não ia continuar minha vida profissional né você tem que ir para Alemanha porque você vai casar e vai não vai poder mais fazer nada não se preocupe eu não vou casar eu vou meu
foco é minha vida profissional Eu não quero casar eu não posso me casar não pelo menos agora não e ele ficava assistindo assistindo mas realmente eu não tinha nem ideia de que eu ganharia essa bolsa porque eu achava que eu não tinha ainda currículo é publicado vários trabalhos na Rural já tinha publicado trabalho lá em Recife tinha feito alguma coisa eu já tinha feito algumas coisas já tinha um currículo mais ou menos e além do mais eu tinha feito concurso nessa época da fiz concurso na UFF né Professor auxiliar de ensino E aí eu passei
da aula quando eu fiz esse concurso também outra coisa também quando eu dizia assim eu vou fazer concurso na ufm Então mas você tem você tem como é que é pistolão Você conhece o mentor Você conhece não sei quem lá mas não é concurso público já tem gente lá que nós tudo bem então eu vou fazer para saber como é que eu Estou diante dos meus pais candidatos eu passei em primeiro lugar eu não tinha pretensão de dar aula mas na hora que eu passei eu tinha ainda algumas cadeiras lá na frente eu já tá
fazendo a minha tese e dava 12 horas de aula por semana isso aí na Gávea e Niterói fica do outro lado da Bahia de Guanabara e carro eu não tinha claro né Mas não vou vencer em abril de 1975 terminava Minha tese pedir meu contrato fosse não encerrado mas se você parado ali interrompido mas quando eu voltei já nem quis mais voltar para lá eu já tinha ofertas melhores porque a gente quer fazer um segundo momento né para reversário também mostrar Mais da trajetória a gente vai até 11:30 E também o pessoal quer interagir provavelmente
já tá se segurando para falar para conversar então acho que pode fazer já um bate-bola não sei o que que a professora deseja também o cara Queria passar um vídeo se não der tempo de eu passar porque acho que é importante a gente discutir mais algumas coisas aí deixa o link com Os alunos Eles assistem se não der tempo se der tempo tudo bem se não der tempo não tem problema eu acho que dá deixa eu ver aqui ele deixa ele abrir aqui porque ele está bem de 40 minutos eu não consegui a versão mais
curta mas não tem problema os quem tiver interesse a gente põe no chat Eles Eles assistem eu acho é 40 minutos é e a gente Descobriu um Pouquinho essa questão da trajetória que eu acho que tem pontos ainda que eu acho importante ressaltar botar aqui no link e depois eu vou reforçar eu botei o link aqui no chat e também lá no grupo que a gente tem do do certo e eu queria enfim só cortei mais por causa do tempo mas com sua câmera colocou tem outros pontos que tem ambas provavelmente quem está levantar abordar
e vai ser uma boa conexão entre as duas histórias somente Na questão amorosa da relação de carreira Eu acho que pelo menos ela ela no início ela comentou isso com a gente queria falar sobre isso né também essa questão de como a mulher negra também tem que abdicar vários momentos da vida amorosa da vida social entretenimento da sua carreira né falar a gente acho que não tem mulher negra que chega Um certo patamar profissional que não passa pelas mesmas coisas e essa é e assim me chama atenção isso sabe porque é uma coisa muito sofrida
hoje nós somos nós somos mais velhas mas o que mudou nessa sociedade da de 19670 80 para agora os homens são são mais compreensíveis são entre aspas mas a responsabilidade ainda da mulher de criar os filhos de paparicar ontem ontem foi muito interessante ontem Eu me chamaram para ir numa festa e eu tava lá e eu tava olhando a senhora Quem cuidava era a maioria das mulheres essa festa era tinha muitas pessoas com mais idade mas as poucas pessoas que estavam acompanhadas quem cuidava dos homens eram as mulheres quem servia a cerveja para eles eram
as mulheres ela sai as mulheres negras elas saíam comprava Cerveja trazia para servir ela saiu e eu tava parado olhando falei uma coisa interessante isso né o tempo passa o tempo muda a gente discute tanto a gente fala tanto na questão do feminismo na questão mas a realidade ainda é quase a mesma a realidade é coisa mesmo e aí a gente é cobrado a gente é cobrado pela família pela sociedade Nossa mas você vai sair você vai deixar teu filho Nossa mas você vai sair você A gente é cobrado a todo momento isso acaba nos
isso acaba também nos enfraquecendo enquanto que um homem negro ele sai para fazer um pós-dog para fazer uma pesquisa fora para fazer tatatá ele se ele tiver uma parceira essa parceira vai estar falando vai Fique tranquilo que eu seguro as pontas e o inverso é mas não sei se vai dar uma coisa meia dúbia sabe e também queria falar assim hoje eu adoro ouvir os jovens falarem porque Eu tô muito em dúvida na minha questão profissional hoje eu ouço falar na questão da questão do da de colonização de saberes e não afrocentrismo quando eu penso
na cabeça e nós somos tô falando para que os pesquisadores aqui no Brasil nós somos classificadas dentro dos conceitos da CAPES que não tem nada nada absolutamente nada que valorize tá o Saber tanto da América Latina Quanto da África quanto de alguns países da Ásia nós temos que saber em inglês francês o raio que o parta mas não adianta falar tupi-guarani não adianta falar outro outros idiomas que não sejam o que o que é exigido nessa nesse eurocentrismo do dos nossos órgãos de fomento não adianta pesquisar fora Das listas né dos temas que são prioritários
nas nossas agendas nacionais e ali tá ali está escrito saúde da população negra saúde da população indígena você Você estuda esses temas Quando você vai publicar a maioria das revistas que são consideradas de peso e que vai fortalecer nosso currículo não aceita não aceita um trabalho são poucos trabalhos feito com comunidade Quilombola feito com a população carcerária que são publicados Pode reparar então que de colonização de saber nós fazemos de verdade sabe isso tem me questionado muito eu vejo hoje as pessoas discutirem isso com muita propriedade mas tem tem me perturbado hoje tá aberto o
edital Abdias Nascimento para um dinheiro imenso mas de cinco milhões e seiscentos Para o programa de mobilização acadêmica São 26 bolsas para mestrado sanduíche e 26 bolsas para doutorado sanduíche para negros indígenas e e pessoas com problemas [Música] negros indígenas e deficientes físicos é muito dinheiro quando você leu o edital Eles escolheram um país para três com três universidades do mesmo país Quando Nós escolhemos os países da Europa ou Estados Unidos e Canadá porque é isso que acaba prioriza muitos alunos ainda não não tem não tem o idioma vão ter dificuldade para fazer o toffo
vão ter dificuldade ah mas ela caiu pode cair para onde quiser Sabe vão ter dificuldade mas como a gente a tendência a própria Ufba quer espera que a gente Mande esse projetos Para as Universidades Americanas porque isso mais pontuado e quando a gente faz isso nós também não estamos contribuindo para a colonização de saber então isso tem mim me como pesquisadora tem me sabe eu ando muito em dúvida outra coisa que a gente fala muito na questão né da afrocentricidade e a pouco tempo tive pela primeira vez a oportunidade de conhecer um país africano E
para mim foi um choque um choque de um choque na minha vida profissional um choque na minha vida pessoal pela minha e causado pela minha ignorância porque nunca tinha ido e quando conheci o sistema de saúde do país que eu conheci que foi Moçambique pela primeira vez eu chorei que nem criança que nem bebezinho porque aquilo eu só vi em filme de horror em filme de guerra no século 21 no século 21 as Pessoas sendo internadas no chão ou Em camas com de ferro sem colchão com um balde embaixo as pessoas com cólera eu nunca
tinha eu já tinha assistido em filme Mas vê a realidade é diferente e aí eu também fico me questionando nós negros da diáspora a gente fala tanto a nossa África nossa mãe África que África nós estamos falando hein a África real ou a África e como Contribuir para o fortalecimento dos países subdesenvolvido principalmente os países da África eu tô eu não sei eu não sei eu tenho trabalhado com Comunidades Quilombolas que tem uma semelhança muito grande de se viver africano mas mesmo assim em condições diferentes sabe E se tivermos oportunidade eu Também gostaria de saber
de vocês como é que vocês estão vendo isso para quem vocês querem trabalhar como é que vocês vão trabalhar o que vocês estão porque a gente começa a virar papagaio a gente fica no repetindo o que o outro falou e mas sem refletir aí eu como professora de enfermagem lá na escola na UFBA eu eu parei de falar de colonização e a flor E o saber porque eu tô muito mexida ainda mas gostaria muito de saber a opinião de vocês principalmente da Rosane que eu sei que já que conhece muito de alguns países da África
e de outras pessoas que tiverem [Música] sabe que passou por essas reflexões Irene assalto também queria contribuir nesse momento porque a pessoa que puxa um debate um pouco a contribuir eu tenho muito Pouco experiência com África o único país que eu conheço é África do Sul e foi por muito pouco tempo eu tive também Madagascar di nem pode considerar um país de terceiro mundo né porque né Tem lá tem seus problemas sociais ela tem muito pouco experiência com arte agora voltando só um pouquinho na história as nossas diferenças São enormes quando se fala em termos
de por exemplo De adesão de família né ela tem toda uma família que realmente puxou por ela deu apoio na minha casa era assim a minha chegada em casa chorando porque tinha tirado uma nota ruim do colégio minha mãe minha filha já disse para você que esse negócio da fé eu ia na casa do meu pai pedir dinheiro para comprar o livro fazer a matrícula do colégio esqueci esse negócio de estudar minha filha nele para cozinha do Branco Isso eu via 24 horas por dia todos os dias né Não só dela faz muita diferença talvez
talvez até por conta disso não mas vou mostrar que eu posso né Talvez até por isso não sei mas tem uma diferença se eu tivesse lá tivesse um apoio talvez até fosse mais fácil para mim mas estudar na minha casa só podia fazer depois que eu tinha serviço de casa Pois é entendeu depois que eu desse conta da casa inteira lá pensei que era da noite Eu ia na sexta-feira chegando em casa ia passar roupa da casa inteira e a roupa que a minha mãe lavava para fora eu passava sexta-feira à noite toda Passando roupa
sábado de manhã eu já saía deixava o ferro ia fazer as comprinhas né que tinha que fazer e tal e me dava o dia na cara não dormia não porque estudar não era não era Se não fez durante o dia que tava estudando então eu ia fazer a noite Nunca disse né estamos aí e o que eu mais digo para esse pessoal novo De vez em quando eu tenho a chance de encontrar pessoas primária não consigo fazer isso a coisa mais importante é não deixar a sua ser Detonado nunca deixe que ninguém se detônio bota
a cabeça talvez seja por isso também metida besta Para frente né Eu acho que essa coisa da autoestima é muito importante você não pode deixar que ninguém te derrube você não pode deixar não importa que o nego digo que faça e tal fica na sua Gente o que mais ouvir assim você é a única baiana que trabalha Você é a única nordestina inteligente eu deixo o tempo inteiro eu tive em São Paulo passei pelo Paraná essa coisa do Chefe o chefe chama eu era Chefe de uma divisão e o chefe do Instituto e a Dona
Irene aí teve um dia que eu passei um dia essa história passou falar com o Coronel ele era Coronel eu posso falar com o Coronel Amorim aí ela bateu lá eu cheguei para ele disse assim Coronel se eu não preciso me chamar de Doutor Você não está Obrigada extremamente negativo eu não sou obrigada a chamar Doutora Até porque eu tô aqui é muita gente não fez nem doutorado a gente tem dinheiro Agora digo para você eu vivo na Europa viajei praticamente muito não conheço o mundo inteiro mas viajei muito pelo mundo pelo Japão Austrália Nova
Zelândia Estados Unidos Canadá Europa Praticamente tudo da Europa verdade verdadeira Não existe país mais racista do que o Brasil só que ela é velada que agora nem mais é isso não já foi né agora não não já foi velada agora ela tá realmente encarada as pessoas falam abertamente expõem pessoas do governo né até agora do governo Lula eu vejo é o bucho dizendo que o sonho do nordestino é ser pobre é ser pobre né É muito é muito preconceito Entendeu agora você eu não conheço mas preconceituoso eu vou dizer que eu vim para Alemanha com
muito medo de preconceito e eu vou dizer para você eu não sinto até perto do meu marido você percebe assim alguma Não sou casada com cara Branco porque o ambiente eu vivo não foi por escolha Eu sempre quando fui era adolescente nunca tinha namorar onde eu morava digo assim eu não vou namorar com esses caras não quer nada com ela no Brasil não quer estudar não quer nada e depois você nada aqui não quero namorar com ninguém aqui quando alguém minha mãe não deixa não ela vai brigar comigo ela não vai deixar eu tinha muito
medo de engravidar e não sei mais aquilo ali entendeu Agora nunca tive nada contra casamento e depois que eu terminei doutorado eu já tinha uma vida boa aí eu viajava muito quente internacionais tinha várias viagens internacionais então e nacionais também eu vou deixar meu filho com quem não tinha nenhum apoio no Rio de Janeiro não tem família do Rio de Janeiro vou confiar na empregada entendeu só que eu queria pontuar também uma coisa aqui professora me agradecendo esse relato né E também reforçando a Provocação crime fez antes e é importante queria abrir para as pessoas
que estão aqui ouvindo também interagir perguntar para conversar interagir né provavelmente tem muita gente querendo falar e de preferência Abrir a câmera e falar pessoalmente com as professoras É sobre esse relato Rosane você também que tá passando aqui pelo WhatsApp emocionada com a fala de primeiro que Rosane tá na situação similar aqui vocês Duas tiveram né tá fora etc né e tem a filhinha dela aqui em Salvador e passar por esse processo aí de seria importante né para o nosso e para as pessoas quiserem falar por favor acende ela está aqui falando bastante né falou
se a gente ficou com várias falas as professoras por favor abra sua câmera e vamos interagir essa experiência e só reforçando também aqui o livro da professora Irene eu vou falar no final Espera aí vou ter que tirar a Câmera para também mais informações sobre deixa eu ver aqui o livro da professora Irene também é interessante e ouvir essas histórias né de uma baiana lutadora eu vou começar aqui mas Lembrando que o espaço é dos pesquisadores né dos participantes do mukeng então aproveitem aí são duas pesquisadoras eu senti que elas se sentiram mais à vontade
em Falarem da sua trajetória profissional até do que da da trajetória se sentiram mais à vontade de falar da trajetória pessoal do que da trajetória profissional até porque a gente não tem muito esse espaço na academia de falar dos nossos percalços pessoais que enquanto negros é muito diferente das pessoas brancas a gente não tem esse espaço a gente não tem esse acolhimento e eu fico muito feliz Do Instituto mancala esse espaço que a gente pode sabe Olha foi muito difícil mas eu tava lá foi muito difícil foram violências né que a gente vai vai começando
a aprender a a endurecer mas enfim eu quero agradecer muito é um prazer conhecer a Irene foi uma uma indicação de Leonardo Realmente eu não conhecia E desde a primeira vez que a gente começou a conversar assim foi identificação direta agradeço a climene assim nem sei O que o que dizer é isso mesmo assim é uma referência profissional e agora uma amiga mesmo é uma colaboradora do mancala e dizer que é assim eu não tenho muita resposta para essa para essa para essa provocação da professora Cilene quanto a uma educação mais decolonial né como quanto
esse conhecimento mais afrontado porque é uma angústia que a gente também tem eu acho que uma cala ele é um pouco de uma Consequência dessa angústia né entre eu e o Leonardo Igor Bruna como é que pode a gente a gente tem outros a gente tem outras perspectivas a gente tem outras visões para a gente os números talvez eles não são tão importantes quanto academia entende né a importância dessa competitividade a importância desse desses números os impactos presentes são diferentes e aí quando a gente convida a Professora crimena é muito porque ela tem uma experiência
dessa vivência de sair de dentro da academia e impactar a comunidade com todo um conhecimento e com toda uma bagagem científica que precisa ser traduzida numa linguagem que a comunidade absorva né E que esse Impacto seja visível eu não tenho muito essa resposta mas assim eu só acho que a gente não pode existir né Jefferson falou muito bem que é uma retroalimentação de um Sistema muito perverso você tem que produzir você tem que estar o tempo todo falando a linguagem deles e abaixando a cabeça para esse para esse conhecimento mas em algum momento no sentido
assim só tem só tem as Universidades dos Estados Unidos da Europa é aonde você tem que mandar seus alunos então no final das contas na cabeça porque você não pode dizer não eu quero mandar Tá lá dentro do da papelada aonde é que você vai mandar o seu aluno o que é que ele vai aprender Então mas eu acho que a nossa presença dentro desse espaço ela já já incomoda a nossa a nossa perspectiva ela já é outra então o que a gente está fazendo é tentar é tentar quebrar um pouco esse status ficou né
digamos assim então eu não tenho realmente resposta para isso eu tô num turbilhão mesmo me emocionei bastante porque É esse Mix né da nossa vida profissional com a nossa vida pessoal e chega uma hora que você quer desistir chega uma hora você fala gente eu não posso desistir meu povo também precisa de mim a minha fala ela só vai ser aqui nesse ponto eu queria muito escutar os pesquisadores que também estão aí então ativos e eu tô muito feliz da gente tá com uma equipe bastante é potente aqui no Instituto com uma cara eu não
sei eu mandei para para vocês Duas como é né Qual é o nosso objetivo aqui no projeto desse ano que é a gente vai fazer essa primeira etapa com esse ciclo de capacitação conhecendo pesquisadores negros mais experientes discutindo um pouco de conteúdo mas também um pouco dessa vivência que é importante que a gente não vê na academia e numa segunda etapa a gente vai fazer pesquisa aplicada para desenvolver aí algum momentos para monitoramento e Insegurança alimentar o Real então A ideia é a gente consiga monitorar em segurança alimentar e como é que a fome comportadas
que comunidade Enfim então é a mesma que a gente escute esses pensadores que também tem suas experiências eu queria muito que você as doutoras porque a gente tem muito aprender nós temos também muito que aprender com Vocês mais jovens e como [Risadas] isso reforçando a falar de Rosane também a questão pessoa que meme que ela levanta a questão da educação a concentrada e educação que não retroa alimente esse colonialismo recente né moderno de assim por exemplo e a existe instituições em todos os continentes é capaz de receber profissionais e contribuir os chineses por exemplo não
vejo muita conexão com quase do Brasil Enfim expandir para além de outros conhecimentos de fazer ciência é importante lugares que Estão dispostos a contribuir melhor com a sociedade melhor sei lá com técnicas com temas e que afeta de forma mais efetiva na nossa qualidade de vida aqui no Brasil né a nossa ideia de me trazer pessoas aqui para trabalhar aqui no Brasil né e é isso aí e essa a inscrição do Instituto mancala né de juntar cientistas pesquisadores de toda de todo Tipo de qualidade aqui né para trabalhar com a gente para pensar soluções para
além do que já é posto na no sistema vamos dizer assim e também né agradecer essa fala de Irene essa questão da cabeça né Para Sempre levantando a cabeça que isso é muito importante para a gente é muito é muito à vontade eu acho que o Instituto tem esse poder vocês podem fazer um documento o presidente eu tô aprendendo da cápsula De Brasília né da Caps é um pesquisador de São Paulo da USP e foi diretor da eu acho que eles estariam essa proposta né de abrir mais para os países de ter mais de fazer
porque isso é um processo que demora mesmo que Eles escutam isso e consigam ter uma Valência do ministério de tecnologia e de educação Esses são processos que duram muito tempo né então a gente não sabe como é que vai estar o Próximo governo tem um problema existe um problema muito grande quando você quer mandar por exemplo esses estudantes para fora e a maioria eles não querem porque eles têm medo de da Solidão eles têm é proventual a língua e sem problema com frio Olha foram muitos poucos estudantes que conseguiram eu tinha um programa direto com
a Alemanha onde eu podia mandar estudantes Assim sem muitas burocracias eu tinha inclusive recursos aqui na Alemanha mas foi difícil as pessoas têm muito muita gente muito medo de sair entendeu não tem não sei qual o problema você não tem medo de nada em qualquer lugar você tem que entender tem que ter coragem mas esse é um problema mas eu acho que esse documento mandando sem ter que entender Bem elaborado né Eu acho que talvez o cara sempre tem um cara muito aberto Com certeza ele vai boa sugestão eu anotei aqui sabe sobre isso não
mas boa sugestão sou aquele mesmo que você queria falar alguma coisa eu quero mas eu vou esperar as meninas a Evelyn e a Mariana Depois eu falo tá bom Evelyn por favor e depois a Mariana Oi gente bom dia Desculpa que talvez passe um gato aqui na tela porque ela gosta de participar Das chamadas eu assim vou dividir impressões né aí provocada pelas histórias da Irene da clínica em primeiro agradecer muito é sempre uma oportunidade muito incrível e única quando a gente pode ouvir com e eu vi assim não é só né a gente vai
para eventos palestras discussões e a gente escuta a trajetória acadêmica da pessoa né mas para uma pessoa branca a trajetória acadêmica Não lógico a gente sabe que não todas enfim Isso não importa muito aqui mas é uma beleza a trajetória dela se explica Ali pela academia só mas a nossa nunca é só pela academia né então saber todo o contexto então agradeço muito vocês terem tido essa sensibilidade de dividir né E que dividir a história muitas vezes acessa esses lugares que são Dolorosos né de lembrar tudo que teve que ser feito e acho que às
vezes até uma pode dar até uma raiva né Na minha pequena história às vezes eu fico Com raiva de algumas partes que eu falo que droga que eu tive que passar por isso e Mas é isso né então passei estou aqui e aí eu fiquei pensando um pouco nisso que vocês estavam falando sobre os papéis que a gente pode cumprir desempenhar e eu tive uma trajetória militância política partidária e também Legislativa né Assessoria e eu fiquei Uns 10 anos mais intensamente nisso né E aí mudou bastante né o debate sobre o debate atual sobre os
últimos 10 anos e no começo falava muito eu escutava muito e acreditava bastante nisso fica assim ah eu não quero ter que fazer coisas e afirma e me afirmar o tempo inteiro enquanto mulher enquanto mulher negra e também enquanto LGBT né eu poder fazer qualquer outra coisa tipo eu quero falar sobre outras coisas não quero Falar só sobre isso né E isso era muito estimulado tudo bem eu acho que isso é uma forma não vou avaliar certo ou errado porque eu acho que depende do contexto que você está inserido e do momento histórico também mas
eu acho que talvez ouvindo que as experiências internacionais de vocês talvez eu fiquei com essa impressão né aí também comentar que isso é mais é mais fácil de fazer quando você vive num lugar que que já te permite um pouco Mais isso mesmo né então falar que o Brasil na experiência dela o Brasil é um país mais assistida que ela conheceu então talvez fora daqui seja mais fácil mesmo você ser entre aspas só mais um fazendo mais alguma coisa né estudando mais alguma coisa falando sobre mais alguma coisa só que aqui eu vejo hoje que
não dá tipo a gente vai ter que ainda por muito tempo estudar para produzir conteúdo sobre as nossas coisas de marcar a posição sim nos lugares que A gente for vamos ter que falar assim e essa identificação de como indígena sou uma pessoa LGBT vai ter que se importar porque é verdade é essa a gente não foi aceito entendeu E a gente não vai ser né a gente vai ter que se impor então isso vai ser E aí eu acho que em todas de todas as formas seja isso fazendo produzindo conhecimento produzindo tecnologia direcionada né
para os nossos assuntos mas também nas outras áreas É digo isso porque também às vezes hoje Tem um debate né a gente debate de colonização afrocentrismo não sei o que que às vezes entre nós também tem esse debate né dá não então se você não quer debater isso não quer produzir conteúdo sobre isso então você é menos Preto né e acho que não é por aí pensa nos Espaços ela já é muito significativa É lógico que nem né Pode ser que tem um professor lá que ela conhecia que até hoje não saiba que ele É
negro né mas lá né então contribuindo ou não ele tá lá e às vezes mesmo a contribuição entre aspas negativa que a gente vai ler com uma negativa ela é parte da história né ela tá lá também a gente com pesquisadora a gente fala que erro né quando o experimento dá errado é resultado e às vezes ele é um resultado mais importante ainda para a gente pensar né então acho que isso também faz parte mas enfim era isso Mariana Bom dia gente tava tentando aqui tirar do mundo queria agradecer demais também até oportunidade de conhecer
o trabalho das doutoras que me emocionei em diversos momentos essa semana Particularmente eu me orientadora do exterior veio ao Brasil está aqui onde estou agora eu tô fazendo meu terminando meu doutorado na Universidade de São Paulo biólogo e trabalho com o tema de transição nutricional e insegurança alimentar em Comunidades aqui ribeirinhas da Amazônia então tem uma parceria também com fpa aqui em Belém que é onde eu tô agora e e trago tudo isso só para dizer que na minha área é como bióloga Acho que sempre foi uma batalha para mim entender como Como de fato
humanizar sabe a minha pesquisa não serem só números não serem soldados quantitativos não ser só quantidades de nutrientes de quilocalorias [Música] E conhecer a abordagem mais antropológica né hoje eu falo que eu tô me formando mais envio antropologia acabou acaba que tá me permitindo abordar esses outros essas outras demandas que também me são recentes né então acho que todo esse conhecimento sobre colonialidade e ter uma pesquisa mais afrontada Talvez as próximas gerações têm mais facilidade do que a nossa inclusive mesmo a gente Né já sendo 34 anos agora mas ainda assim Acho que a gente
ainda tá abrindo caminhos que ainda assim de vocês terem aberto ainda mais né para gente terem sido as pioneiras mas ainda assim tá difícil acho que a gente também tá descobrindo como fazer isso e e ter esse momento assim onde a gente ouve outras trajetórias que apesar de terem sido Décadas atrás cruzam com as nossas sabe então essa semana mesmo né Minha orientadora do interior é uma mulher branca e segunda-feira eu me senti extremamente atravessada sabe de novo e apesar de eu já tá velha aqui na academia então 34 anos eu tenho sei lá 15
experiências entre iniciação mestrado agora doutorado e outros aspectos e outros e outros trabalhos não acadêmicos Ainda assim eu fiquei muito frustrada de perceber como o mãe da minha afeta um julgamento externo de uma realidade que É completamente diferente da minha mas que ainda mexe com autoestima sabe que é tão inspiradora Doutora Irene nesse lugar de ter que trabalhar ainda sabe quais são os meus valores o que importa na minha pesquisa sem precisar de uma validação externa que é completamente diferente dos meus valores e ainda esse questionamento Como eu posso imprimir isso na Minha tese né
então acho que agradeço também esse espaço Rosane porque ele tem me permitido acho que aprofundar nessa minha vontade sabe de realmente produzir um trabalho que me permita ser reconhecida como cientista que acho que essa é o questionamento também por trás né como a gente consegue estar dentro dessas instituições mas produzir algo novo e que faça sentido para gente Para nossa comunidade Enfim acho que até me perdi aqui na Emoção muito obrigada Prazer conhecê-los sem emoção não existe nada faz parte Olá Muito obrigado pela pelos relatos de todos eu acho que isso é sempre uma inspiração
ver que todo mundo passa por algo muito similar independente da gerações né então acho que continua difícil tem muito caminho para a gente abrir pela frente eu queria fazer uma provocação apenas em relação a expansão né Eu acho que nós temos de uma hora Maneira começar a olhar muito mais para o sul global e aumentar os vínculos uma parte científica também só que é sempre bom lembrar que a imigração brasileira ela na sua grande maioria branca então assim toda vez que você chega lá na universidade Pode ser na Europa eu já tive na Europa nos
Estados Unidos praticamente esses professores já receberam brasileiros eles sempre recebem brasileiros brancos então assim agora que tá começando você Ter alguma um intercâmbio maior Então você tem alguns brasileiros negros indo para as Universidades aqui na Europa ou indo para os Estados Unidos então assim eu acho toda a iniciativa de manter esse vínculo ótima acho que é válida mas tem sempre lembrar também que a gente nunca ocupou espaço então é sempre uma surpresa quando chega no laboratório e professores depara com brasileiro é preto eles nunca sabem basicamente que o Brasil eles não ouviram não sabem que
o Brasil é composto mais na metade da população sendo Negra então assim eu acho que é legal a gente manter assim mas só que a gente tem que esquecer também que a gente tem que pegar aqui a gente invadir esses espaços exclusivamente brancos que são europeus e nos Estados Unidos eu acho que é sempre válido também eu não sei o que que vocês acham se conformam comigo ou que ai eu quero comentar Fala começando pela fala da Evelyn que eu concordo plenamente com você Evelyn que os pretos não precisa só falar de preto tá mas
até negro que faz uma pesquisa ele na minha cabeça ele tem por obrigação mostrar ele mostrar esses dados também analisando a questão raça cor sabe seja em pesquisas quantitativas sejam pesquisas qualitativas ele tem que mostrar isso ele o nosso o nosso mundo de pesquisa é tão Grande quanto das pessoas brancas sabe mas essa mostrar como Nós pensamos e como nós somos só só consegue mostrar nós nós que somos negros ou Ficamos muito voltados com essa questão tá quando A Mariana tá aí toda toda preocupada com a questão dela se posicionar enquanto enquanto pesquisadora meu amor
é só se dá tempo ao tempo você vai ser não tem não tem outro caminho nós vamos ser Sempre fortes nos nossos locais mesmo que a nossa pesquisa em algum momento não bugue naquela hora sabe mas nós estamos em locais que eu chamo de ônibus não tem não tem não tem como a gente não ser não tem essas duas experiências minha enquanto coordenadora do projeto Abdias Em 2014 eu tive certeza de na UFBA sua burra ganharam o projeto quem conseguiu implantar o projeto uma era branca e eu quem conseguiu implantar O projeto fui eu porque
eu corri tanto eu corri tanto eu queria tanto eu queria tanto eu queria tanto implantar o projeto em 15 dias eu consegui por toda documentação necessária porque quem pensou no projeto do dias foi Preto Quem elaborou fica claro que nem agora em 2022 quem pensou na proposta foi preto elabora o edital é bom E aí ele não Analisa as coisas importantes que o Alex está dizendo Quem foi para sempre foi estudar fora foram Pessoas brancas agora que nós temos começando aí com os nossos medos sim quem nunca viajou porque nunca eu tinha aluno que nunca
pegou um avião foi que um aluno que não tinha passaporte Então eu tinha que dar um jeito dele Teve aluno que depois de arrumar o passaporte tudo direitinho na porta do aeroporto [Aplausos] sabe porque nós somos e isso Irene nós Somos sim mas medrosa a vida nos deixou assim eu sou bem sabe uns mais outros menos mas nós somos eu fiquei Gaga um mês um mês quando a Maria Luiza nasceu que a minha filha eu sou enfermeira hein quando ela nasceu Preto feito tá ela era uma bolinha preta bem Pretinha bem pretinha ela pegou Toda
Toda pretona da noite Deus que deu todo depois nela é uma criança linda mas Azul Ela chega ela chegava a ser azul marinho assim tão escura e eu falava e fiquei assim tá pensando que ela vai sofrer né exatamente as coisas que ela vai ter que passar e é bem isso porque esse medo assim ó e a Maria Luiza ela começou a viajar desde pequenininha desde pequenininha desde pequenininha Onde ela sofreu mais preconceito foi no Brasil ela chegou em Curitiba e vai perguntar onde que é uma rua uma loja a pessoa fala então foi aqui
mesmo mas nós não podemos esquecer que nos outros países nós estamos nessa desgraça que nós estamos por ação dos outros países eu nem retido isso mas aquela história que ele dizia não que o pai o Brasil é um país lá é um país assim História entendeu amigos meus dias para mim não o Brasil não tem preconceito e digo para você que é branco olha para mim e hoje eu ainda eu tô com esse com esse abacaxi na minha garganta né então hoje eu tenho eu estou no posto que eu posso fazer alguma coisa mesmo que
ninguém enxergue pela minha raça eu posso fazer com o meu com o meu saber com o meu eu posso Quando nós chegamos em Moçambique nós fomos com uma visita técnica eu e uma Professora Branca quem arrumou tudo para ir para Moçambique tá vamos eu e uma Professora Branca nós fomos para Universidade de unilurio fombro para para um Instituto de Ciências Instituto Superior de Ciências da Saúde e quando a Professora Branca abria a boca para falar qualquer coisa Todos eles todos eles paravam para ouvir com a maior admiração do mundo tá ela detestou Moçambique eu tinha
mais e mais facilidade para andar nas ruas para aquele monte de mosca que tem para tudo quanto é lugar para viver porque eu trabalho nos quilombos então isso para mim não é problema não ter água no banheiro não tem água para lavar a mão isso para mim não é problema nenhum e Para ela é Ela é uma mulher branca e rica tá Mas quem quem é aquelas pessoas admiravam era mulher branca um curso quem tá montando isso fazendo isso aqui outras coisas acontecer sou eu uma mulher negra mas não tem a mesma o mesmo peso
para eles do que quando quando ela quando a gente nós fazemos reuniões online todo quase mensal quando ela não está eles ficam tão frustrados Fica na cara é impressionante e isso Mas isso é aquela coisa do da falta de eu considero Isso é uma falta de estima de autoestima Eles foram colonizados até 1975 né mas eles têm eles têm o branco como o padrão desejado de ser isso aí fica complicado viu Exatamente isso é difícil para quem quer trabalhar com as questões Promover saúde nesses Passos tá não é diferente não é muito diferente porque a
gente vive nos quilombos mas é extremamente frustrante para pessoas negras que querem contribuir para o mundo melhor para o mundo sem racismo Quando você vê né você se depara com essa realidade então por isso que eu estou trazendo para vocês me ajudarem a pensar e é questão de autoestima Sem dúvida nenhuma mas vai eu acho que vai bem vai além Disso né mas é o que eu digo na minha própria casa negro eu sou negro sou pobre eu tenho que ser trabalhar para o branco eu tenho que lavar o banheiro do Branco entendeu isso para
você botar isso na minha família foi difícil eu eu que era mais jovem que tinha que colocar isso não é bem assim todo mundo tem que estudar todo mundo tem que fazer mas você você é única formiguinha que Ninguém dá bola para criança nem adolescente entendeu mas eu já tinha né de que não era assim entendeu não tinha no dia de ninguém mas eu sabia que não era por ali que ia fazer isso mas para minha família era Branca preto e Pobre tem que ir para cozinha do banco tem que ser babá tem que ser
carregar a malagou né do patrão Entendeu essa conscientização ele tem que acabar com ela né e fazer com que essa geração Mais nova seja um pouco diferente pense diferente porque aqui eu vivi foi terrível se eu não tivesse eu furei a bolo de coisas boas né Eu quero lembrar outra coisa também que além do problema do negro tem problema mulher se vocês pensaram que eu fui a primeira Negra aqui na universidade de Caju na Alemanha e a primeira mulher orientadora do meu orientador e a primeira mulher a Trabalhar aqui com Polônia então você pode imaginar
o que é que eu passei mulher também ser mulher outra terrível terrível que a gente juntamos todos os problemas né negro mulher entendeu isso inclusive antes de passar a palavra para sempre que tá querendo a tua mão aqui é isso que ele pontuar né que os pescadores que nós convidamos hoje tanto é climenes quanto a Irene elas foram a primeira e quase tudo que passaram né então foram pessoas pioneiras e que elas São provavelmente das melhores pessoas a falar que é passar por pelo que passou e também então é por isso que eu acho interessante
e por você pode pode falar que tem que falar agora né Queria primeiramente agradecer né mais uma vez um instituto essas informações que a gente sempre tem nos sábados as professoras eu acabei não assistindo desde o início da professora Limeira mas eu acho que eu peguei uma frase que eu tava precisando muito ouvir a gente cai mas a gente vai voltar recentemente eu tive uma queda que eu fiquei muito fiquei muito meu Deus era para ser agora e não foi sabe quando você chegar ali assim faltando um cabelo de sapo uma um limite tem dentro
da Zero sabe quando o limite e não deu certo que você cai ali naquele não deu certo essa não vai dar mais Certo nada e a primeira coisa que a gente pensa é desistir mas é mas é isso foi tipo Nossa eu entrei eu entrei na hora assim ainda bem ainda bem não infelizmente infelizmente não sei eu não sou uma pessoa religiosa Mas eu sou uma pessoa que gosta muito de matemática então eu leio muito sobre questões de acaso coincidência probabilidade eu achei isso incrível Caraca a probabilidade é muito ter entrado agora eu vi essa
frase que eu precisava Eu atualmente eu voltei a realizar terapia Porque durante a minha vida eu acabei é formando em mim um quadro de ansiedade no quadro de síndrome do pânico que eu acho que juntou um pouco disso que vocês falaram do Medo E aí durante a terapia eu tenho entendido que não é do nada não é do além não é só uma agente químico do meu cérebro que talvez esteja ali não fornecendo que deveria fornecer mas também uma resposta do social em que eu Convivo né como eu fui socializada nos ambientes em que eu
estava que era um ambientes majoritariamente brancos masculinos em que eu me peguei repetindo diversas vezes até hoje Eu repito até hoje eu vejo como algo legal quando um cara fala eu acho ele falou é muito legal quando a menina fala eu não acho tão legal quando o cara faz uma conta Nossa quando eu vejo uma mulher fazendo uma conta ah que fácil agora quando é o Cara que faz Nossa então eu ainda tenho isso ainda tenho que quebrar muito isso e eu tento sabe eu tento de poder a Consciente e às vezes você é pelo
menos eu me sinto um pouco pressionada porque eu tenho tudo demonstrar isso de que quando eu vejo uma mulher eu parabenizo quando eu Tenta aí as pessoas percebem e as pessoas falam Ah porque você só fala isso quando é uma mulher Ah porque você só convida na minha banca de doutorado eu defendia No passado eu fiz de tudo para a maioria ser mulher eu fiz eu saí procurando assim como eu já falei outras vezes aqui né Eu sempre perco tempo como eles dizem tentando trazer as nossas tentando trazer os nossos procurei uma mulher negra e
aí foi a professora Daniela Assunção aqui da ufalto da química fiz questão que ela tivesse tanto na qualificação como na defesa final então e aí as pessoas assim ah mas você mas desde o tempo mas você tá não Tá escolhendo pela capacidade intelectual da pessoa e sim sabe e você sempre é pressionado sempre é pressionado em uma outra coisa que tanto Professor Irene acho que ele também falou é a questão de nós mulheres a gente e que eu trago e às vezes eu sinto que as pessoas se sentem incomodadas que a questão de nós mulheres
não temos o mesmo apoio apesar de a maioria aqui a gente tem homens negros e mulheres Negras Mas a gente não tem a mesma coisa dos homens negros e às vezes parece que os nossos pares Eles não aceitam ouvir isso e dói e aí as pessoas às vezes Ah mas você tá tanto na luta pelas mulheres Mas você quer estar na luta das pessoas negras e aí eu já fico nesse espaço e um deles Inclusive eu passei por uma situação muito ruim então eu preferi sair e vindo de um homem negro que a gente quer
confiar então é muito colorido isso E às vezes as pessoas pensam só não ela quer aparecer ou você sempre incomodado porque não todos aqui somos iguais eu quero que queria trazer essa mensagem né especialmente provavelmente negros estão aqui Infelizmente não infelizmente nós mulheres negras ainda carregamos O maior peso carregamos o maior medo tudo fica mais a gente não tem apoio eu fui mãe logo cedo eu entendo muito Namoro e Acabei engravidando super cedo e aí as pessoas e a trajetória de cada uma né hoje em dia eu não quero não todo mundo fica ai uma
irmã eu não fui feita para isso não é muito mas o que eu quero dizer é isso que infelizmente durante a nossa caminhada a gente tem que às vezes parar um pouco quando eu tiver essa queda né que eu falei recentemente que eu fiquei gente eu tava tão perto de conseguir o que eu Mais queria na vida e vai conseguir melhor mas eu penso assim Isso foi um pouco da terapia né então que é o apoio eu fui mãe solo depois de um tempo eu tive que sair de casa por questões de falta de apoio
da família mesmo professora Irene eu me vi muito na sua fala de não ter se apoiar essa mulher só quer saber de estudar não vai dar em nada e tal e às vezes quando eu ainda escuto mas acho que esse apoio nos falta muito e faz Inevitavelmente a gente cair mas eu queria agradecer muito porque eu vou tentar seguir essa frase mas a gente vai voltar Espero continuar tendo forças para levantar porque não é só o saúde mental respalda também na nossa saúde física muitas vezes eu atualmente também passando por um processo de cura né
de cuidado aí com aspectos Físicos mas eu entendo hoje através da Terapia do acompanhamento que foi todo um processo não é só porque aí eu sou fraca porque eu não sou boa o suficiente é todo um processo né e eu entendo muito viu Mariana eu já conhecia a Mariana Antes quando eu vi ela aqui no curso e assim é uma pessoa maravilhosa sua jornada também inspira muito Mariana e espero que a gente continua aí um dia se encontra pessoalmente que a gente nunca se viu pessoalmente enfim queria Agradecer a todos e a todos muito obrigada
Professora desculpa a emoção também e ela deve existir sem emoção eu acho que nada funciona não tem que ter o controle dela é bem importante obrigado senhor também obrigado as palavras acho que vocês mesmo já falaram o suficiente né porque são problemas que um homem como eu que não tem filho enfim sempre teve Uma família bem estruturada não passa e não passou então realmente serve como um acolhimento aqui para além de é isso que é importante entender que além das questões técnicas a questão de acolhimento também seria um lugar ideal no Instituto né saber que
nós não somos a máquina nenhum programa de computador né Nós somos mais do que isso somos seres humanos e queremos merecemos acolhimento então por isso que eu vi sem sangue sangue e Mariana falar E se emocionar e ao mesmo tempo que ele menos irem também se emocionar com as próprias palavras em uma tocar no outro assim é muito importante para a gente ouvir e ver se essa esse momento eu acho muito muito muito assim enfim engrandecedor para todos né Estamos indo para o caminho nós tínhamos marcado para 11:30 eu não sei se as pessoas que
tem aí mais algumas palavras finais Antes também de Rosane quiser falar alguma coisa ou Alguém que querer contribuir mais com com a posição esse vídeo que já tá aqui no quando você estiver em tempo vocês assistam que vocês vão eu gosto muito porque mostra muitos questionamentos com trabalho com Comunidades Quilombolas tá comunidades vulnerável vulnerabilidade e gostaria que vocês assistissem o filme O Show do Emicida Eu sou fã eu não é no meu tempo não agora eu sou fã dele Amarelo amar Elo e prestasse bem atenção nas músicas dele que são incríveis são incríveis tá E
eles é da geração de vocês sabe foi com ele que eu que que eu escutei essa música quando a gente quer a gente levanta viu e se eu puder deixar uma mensagem não tenho medo da vida a vida leva a gente para o caminho que o melhor caminho que tem que levar então se agora não deu Certo é porque daqui a pouco vai aparecer uma coisa bem melhor sabe bem melhor continue se preparando tendo fé a vida de vocês vai ser maravilhosa melhor ainda do que da Professora Helena que eu tô aqui morrendo de inveja
por ela ser uma pesquisadora de renome internacional em reunião até 11:30 da noite e chegar em casa ele não acreditar que não sabe reunião entendeu E não teve disputa né não teve disputa porque homem e mulher tem disputa né e muita que você falou tem muita por mais que eles sejam modernos a realidade é muito outra mas vocês vão saber vocês mais jovens vão saber que esse Jogo de Cintura sabe foi mais difícil para gente eu acho sei lá de casa disse que eu não ia para Recife cara Quando eu cheguei lá desemprego você não
vai não autoriza meu pai já tem 19 anos eu vou eu não preciso mais de sua autorização Mas eu saí você já é considerada na família dos amigos você saiu porque que você quer ter vida livre e eu fazia cara você tentar isso não é para qualquer um mesmo não entendeu você saber que você está sendo olhado e meu pai no Dia de Natal no dia de Natal Primeiro Natal foi iniciante De duas cores você precisa saber o que que ele escreveu lá eu só chorei eu tranquei passei Natal de 1964 trancado no quarto de
hotel chorando porque o pai que escreve aquilo ali se seu pai já pensa que você Aquilo ali tudo imagina o resto entendeu lindas lindas nós já temos nós não temos muitas barreiras muitas portas né Eu acho que eu dei a minha contribuição Não assim diretamente assim como negro a consciência de negro vem depois porque na época eu nem me via como negro como você vê porque entendeu E vocês disseram que você achava que não era dele mas achava que nenhuma barreira podia existir eu não tinha que ter barreira não tinha que ter é porque isso
aqui é lugar de negro aqui esse lugar de branca que você não gosta não tinha isso não eu vou sair em qualquer lugar eu não Deixo preto não deixa ele branco eu para mim tudo não eu acho que é visão é por questão de visão mas tem que ter coragem e tem que dizer vou conseguir Mas obrigado obrigado e muito obrigado Rosana Rosane pode abrir a câmera pode falar se quiser mas minha câmera aberta já estamos caminhando aqui para o final eu só queria mesmo agradecer Irene falou agora que tem que ter Coragem eu me
lembrei da música Léo que vai poder me ajudar aí que eu acho que é de Lázaro tem que ter coragem para ter na pele a cor da noite então não é fácil para gente a gente leva né a cor da noite na pele mas a gente tem referências e o que a gente quis fazer hoje foi trazer essas referências para vocês não sei se eu posso aqui compartilhar os contatos De preferenciamento de todos vocês viu eu quero colher quero aprender muito com todos vocês vou compartilhar os contatos estejam próximos que são as microvilos depois que
eu aprendi essa palavra eu só falo isso porque não são violências direta Ninguém chega te dando murro na cara mas são microviências que vai matando a gente aos pouquinhos corre para quem já passou por isso e Compartilho Isso a gente não deve se deixar entendeu a gente não pode nos permitir a isso exato E aí eu acho que a gente faz bem tá nesse aqui lombamento né isso aqui nada mais é do que um quilombo um quilombo intelectual um quilombo acolhedor um quilombo que vai dar ainda muitos resultados positivos e de grandes impactos na comunidade
eu tenho certeza disso se eu não tivesse certeza disso eu já teria ido para outra coisa eu tô aqui é porque Eu tenho certeza muito obrigada muito obrigada exatamente nesse horário mas o que der para ser você mas eu vejo os vídeos depois eu queria reforçar o livro da professora Irene para quem tiver interessado em saber mais sua história né é muito interessante e merece um livro um filme assim como perguntar aqui Professor Clemente também que dia sai seu filme também sua história certo Eu não terminei de escrever eu tenho é para esse esse eu
já tenho eu já dei autorização de direitos já dei direitos autorais numa empresa só que nesse período aí bolsonaro foi difícil foi complicada e tem que ver agora mas deverá sair um filme de sair provavelmente já conhecia e é muito assim impressionante essa coisa eu sempre ficava perguntando quando a gente Conversou sobre a questão de era vindo de São Paulo para Salvador também essa esse choque quando chegou aqui que se apaixonou de primeira e tradições de Salvador enfim são histórias que se cruzam em algum momento de tanto psorvente quando o professor de climene certo rima
também então é isso muito obrigado muito obrigado as duas Muito obrigado a responsabilidade né é obrigado a confiança também obrigado por tudo certo eu espero que todo mundo Tenha gostado porque se não é um amanhã muito interessante muito é assim que não tem muita o que falar assim tipo ponto de vista negativo só positivo então eu agradeço muito né a pessoa tá lá em Praga e Pimenta também Em Salvador né também então assim uma manhã de sábado que podia estar aí sei lá passear na praia com a família mas tá chegando a atenção muito obrigado
também se quiser também conhecer o trabalho de primeiro de Maré além de Entrar em contato por favor bom é interessante é definitivo e tá na ponta tá na frente pode falar professora não é exatamente quem quiser é só me procurar na Escola de Enfermagem o pessoal vai passar acho que meu e-mail para vocês tá [Música] Rosane eu tô aqui no meu conexão tá todo mundo aqui fechado para mim A conexão aqui então a minha professora aqui vou tirar aqui agora por favor Ah meu Deus não está indo Alguém tem que conseguir esse negócio eu não
entendo desse computador aqui que eu tô não o Alex eu tirei um print e mandei na coisa eu vou mandar para as professoras também obrigada gente bom final de semana [Música] obrigada