E aí a one.com O olá boa noite a todos bem vindos a quarta sessão do colóquio cultura política e as artes de governar e hoje agora nesse final de tarde teremos a honra e alegria de ter a conferência do professor João Adolfo Hansen nosso grande mestre com qual enfim nos formamos desde os inícios dos anos 90 ele o professor João Adolfo Hansen para Quem não conhece enfim sobretudo os colegas e estudando recém-chegado ele foi fez a carreira dele no departamento de letras clássicas e vernáculas da Faculdade de Filosofia letras e ciências humanas defendeu o seu
mestrado sobre a linguagem e são na na obra de Guimarães Rosa e fez um doutorado que de certa maneira marcou um ponto de inflexão na análise das práticas letradas do mundo Colonial doutorado do professor João Adolfo Intitula-se A Safira MG em e é um estudo sobre a obra de Gregório de Matos que também depois foi objeto de publicações que o professor fez junto com o professor Marcelo Moreira vocês o também é um dos principais especialistas na obra do Padre António Vieira e recentemente também a professora cilaine Alves Cunha EA senhora Mayra laudanna publicaram uma coletânea
pela edusp E nada agudeza seiscentistas e outros ensaios que receberam fusível um prêmio Importante eu queria então agora passar a palavra o professor João Adolfo agradecer a sua presença e também agradecer aos colegas a professora Ana Paula megiani a Marcela Miranda EA todos os membros do Gee por esta grata satisfação de coordenar a mesa de conferência do professor João Adolfo muito obrigada e bem-vindo professor e eu eu agradeço mas ainda não visitar do convite para falar neste evento porque eu sei que muitos outros deveriam Ocupar esse lugar a com mais vantagens para vocês que me
ouvem aí sabendo disso meu agradecimento só aumenta com a Íris lembrou eu fui e sou um professor de Literatura e sempre acreditei que a literatura tinha e ainda tem o grande valor político de nos liberar pelo menos parcialmente a do que nos oprime a num tempo de estupidez fascista como do Brasil de hoje em que a halleluhu tem associada a militares patrocinados pela direita do riqueza governa é fundamental Lembrar sempre a inteligência e a crítica aqui eu vou a diferenças aqui eu recorri muitos anos atrás quando eu ia ficar chato ser moderno mas eu não
queria ser pós-moderno então resolvi estudar a poesia satírica que se atribui a esse poeta luso brasileiro que é Gregório de Mattos e guerra e viveu na Bahia na segunda metade do século 17 e eu começo Lembrando aqui que no século 16 as monarquias ocidentais elas formularam e Fundamentaram princípios teológicos políticos e definiram irregular o absoluto do Poder delas EA perenidade da soberania que elas pretendiam ser nas doutrinas sobre o poder e então foram seitas elas são extremamente sutis e ao mesmo tempo elas são muito pesadona o número de São a teológica uma erudição filosófica e
retórico nessas doutrinas me parece que sempre foi Central ao estabelecimento de uma ligação necessária entre o Estado ao soberano e Uma relação que além de necessária ela foi também a firmada com uma relação Sacra uma relação sacralizada e nesse sentido com a reforma protestante de Lutero Calvino e as várias religiões derivadas protestantismo a gente sabe que a unidade da cristandade estava dissolvida e muitos temas Live começar então aparecer e ele simultaneamente eles convergiam necessitando do que então ele chamava uma ao históricas em latim uma autoridade um princípio Eu ficasse e dotando o poder temporal o
regulava dos atributos da transcendência a gente sabe então aqui as principais monarquias da Europa nesse tempo eu penso aqui a Espanha a França EA Inglaterra elas então disputam o Papa em Roma a palavra do Pai e deu e que é classificado como a potência absoluta deusa potência absoluta a ao mesmo tempo a gente sabe que o alargamento dos horizontes geográficos e o encontro de raças estranhas admitiu que ainda não se Sabe muito bem Esses são humanos são animais opção na Ásia e principalmente na América a passar alguma transformar uma concepção muito tradicional de natureza humana
a de sentido também a questão da moral era extremamente de batida e ela incluir a descrição dos costumes e os dessas Esses povos encontrados na Ásia e na América de sentido aqui a gente encontrava como numa espécie de uma pré-história da antropologia Pergunta assim tão Evaristo muito espessos se o índio eu termo do do Cristóvão Colombo pelo arquivo não pensou que tava chegando na Índia Então se o índio é homem e as respostas eram capturadas de uma teologia que era reciclada então quer dizer vários textos Então são publicados de um gênero que é o espelho
do Príncipe o texto de aconselhamento de regras a aos princípios governantes e eu acho que são exemplares aqui dois e tiver uma Importância gigantesca um deles é o Príncipe de Maquiavel e outro é da Razão disso e do Geovane Bottero aqui circularam muito e nesses tensos Então se discute Já no século 16 se o poder é um artifício ou se o poder da natureza seu poder sujo da força e da astúcia como seguirem os maquiavélicos ou serviço sujo de um pacto de sujeição uma firma os católicos oceano e Surgiu da vontade imediata de Deus como
pregar um Então os Luteranos e os anglicanos e uma questão que era sempre discutida nesse extenso cesse O Príncipe para cima da força coercitiva da Lei e se a força coercitiva da Lei ela tem legalidade E se ela tem também uma força de legitimidade e se a política prescinde da moral e esse tudo se subordina à vontade absoluta de um só o que é a vontade o que é a liberdade O que são os privilégios dos súditos então a gente Encontra e inumeráveis conflitos de deveres e conflitos de poderes e evidenciou para gente hoje o
conceito de estado em todo lugar e no mínimo Como escreve um autor francês que é o Hobbit e no mínimo eram um conceito atormentado o conserto atormentado de estado e nesse sentido também a questão da Razão de estado e disciplinava essas questões todas como lembrou Hobby né tinhas do ansys Opostas que cirurgião a a razão agora eu acho que eu lembro queria Lembrar aqui para falar pa e o ensaio que sempre me pareceu decisivo é o que eles ainda acho que tem em francês não sei se tem produção da nossa língua e se chama lei
irritans Escolástica dão da problemática teológico-político de Lage Classique quer dizer a herança Escolástica na problemática teológica Bíblica da era clássica é do João francês a cutina ele nesse ensaio curtinho de moça que no século 16 e ainda no 17 a instituição do Político EA fundamentação da sentença da soberania e eles permaneceram essencialmente uma questão de herança e que a disputa pela verdade sobre a natureza do Poder então era como diz o porquê no fazendo um trocadilho era príncipe ao não era principal mas era príncipe ao pois sempre se tratava em todas as disputas de determinar
o princípio e fundamentava a autoridade do Príncipe especificando-se a com essa definição Autoridade desde o seu princípio quanto à autoridade e por outras palavras do João Afonso a curtindo lembra a discussão do poder ela sempre preço punha e também sempre produzia um princípio fundador e garantia e a legitimidade bom então eu A parte disso eu gostaria de lembrar aqui na Constituição desse tema da Razão do estado que nuclear em todas as doutrinas políticas que então são produzidas os sempre decisivo o Recurso a teologia gemas ou seja unidades de referências teóricas mas que são referências de
fundamentos teológicos religioso aqui era um Neo testamentário buscados Principalmente nos novos no Novo Testamento e que conhece com esses teologia Mas então foram reinterpretados as doutrinas políticas tradicionais e agora passavam a ser apropriadas no século 16 pelos novos interesses de Príncipes católicos Príncipes luteranos Príncipes Calvinistas princípios que não eram religiosos e maquiavélicos e príncipes franceses galican anos e príncipes que eram grandes seguidores e um Romano que o tá sido príncipe está cientistas quer dizer havia várias possibilidades de orientação política e nessa situação os estudiosos lembro o que os conflitos políticos dessas várias tendências a eles
postulavam sempre uma Instância autônoma e uma Distância transcendente e fundamentar e o poder e legitimaria autoridade real a priori antes de tudo ela já estaria legitimada assim como lembrou muito bem eu já faço a cutina os conflitos políticos então eles eram formulados como o posições e conflitos entre teologias quer dizer a a discussão política era político teológica o teológico política e nesse sentido obras como a república de Platão o deu fixes Ou sobre os ofícios do Cícero os Análises os anais do Tácito a assim o Deus de Santo Agostinho o o livro etimologias do Isidoro
de Sevilha os textos todos do Direito Romano que eram realizados pelo viés de obras ditas medievais como o poli clássico de um inglês que o João de salisbury ou então as obras do Santo Tomás de Aquino como o de regno e todas incorporam a tradução Latina em 1260 foi feita da política do Aristóteles todos esses textos então foram entre muitos outros as principais Referências das gotas do Poder monárquico absolutista e em todas essas doutrinas a a fórmula razão de estado era é usada para significar uma regra para significar é imperativo em nome do Qual o
poder absoluto transgride o direito alegando o interesse público a essas são a gente sabe ela sempre era acompanhada de três alegações o três condições ou seja as medidas excepcionais eram necessários o UFC superior justificavam os meios Empregados e o segredo da decisão o das razões da decisão envia ser mantido e de sentido essa fórmula a razão de estado uma técnica de conquista e Conservação e de ampliação do poder ela avisava de tudo a manutenção da unidade interna dos vários reinos e entendido sempre esses Reis com um corpo político o corpo de ordens sociais e de
estamentos fortemente hierarquizado e que garantiu quer sair aqui a sua soberania contra inimigos externos Então nesse sentido a Fórmula razão de estado ela era entendida também como uma entidade que era extrínseca bom e até superior é o poder o que era o bem público ou bem comum e nome do Qual o poder absoluto agia eu quando eu fui estudar essas coisas eu fui ler muitos tratados do século 17 e e são tratados que retomam uma síntese de obras de Maquiavel o Big Tarde me e bodão e do tá sido aqui foi uma síntese feita por
um Jesuíta o Giovani Bottero no seu livro dela radion status sobre a razão estado é um livro de 1.588 em que se discute a natureza da hierarquia o conselho externo dos privados dos protegidos do Príncipe e o conselho interno da Prudência e ainda de biscoito a fama dos grandes e a murmuração dos vulgares as ocasiões as medidas e os meios as todos e virtuosos de controle de ministros e de magistrados de senhores e de Servos e os modos de manter a Plebe o povão que Obedece hoje sempre o LED o trabalhos com divertimentos com castigos
com festas e mesmo com guerras a agora do outro lado as versoes Neres plásticas que são versões geralmente religiosas e as versões do Poder católica e elas são del escolares porque no século 16 elas estão retomando as obras principalmente do Santo Tomás de Aquino de 1.200 ethans então simples Mel novamente Escolástica na verdade elas permanece Escolástica mas fala-se de uma Novidade da reativação do Santo Tomás ali na nessa circunstância do 16 era sempre são seduzidos pelo Realismo político da obra inimiga delas da obra ateia numa cama então e ela se propõe contra uma cadela ela
se propõe o que elas chamam a verdadeira razão de estado e que se Funda sempre nas virtudes cristãs constituindo outras codificações rivais do Poder como irracionalidade excepcionalidade imoralidade falsidade heresia é por Exemplo que no século 16 da Igreja Católica fala da obra de uma Campbell ele é ereto ele é falso ele é imoral ele é excepcional irei racional eu lembro aqui um texto que eu li em Portugal uma vez que as uma política e1650 o autor Sebastião César de Menezes que era Bispo de Coimbra Ele ofereceu ao príncipe Dom Teodósio de Portugal e onde ele
define razão estado e e e politicamente ele define a razão de estado é uma arte virtuosa e arte no Sentido grego lá cedo de técnico é uma técnica a técnica e governo das coisas públicas e como os coelhos e ele diferencia essa arte da Razão estado da ética e da econômica e ele disse que a ética EA Econômica ela se ocupa de coisas particulares e domésticas e ele afirma ser bastante César e as três artes a ética a Econômica EA arte da Razão estado ela se subordina entre si de modo que a ética é requerida
para a Econômica EA Econômica o economia gente Dia hoje é requerida para a política que as inclui e nesse sentido a política é e três técnicas das três artes a mais nobre de todas elas e nesse sentido eu lembro aqui um livro moderno é o livro de um Historiador teórico português que é o Marcinho de Albuquerque ele tem um livro muito bonito chamado à sombra de Maquiavel EA ética tradicional portuguesa ele faz um estudo exemplares tudo magnificamente bem feito dessa constituição católica em Portugal no Século 17 e Maquiavel como político mais termo que então significa
também posso ele é um político ou seja ele é falso falso como Maquiavel é falta e agora o autor germânico que eu mainique o mágico ele informa que essa expressão razão de estado ela foi usada pela primeira vez em 1547 Rua sentido moderno e excepcionalidade e a gente encontra sua expressão na obra de um italiano que o Giovani dela caça agora já no início do Século 16 a noção do Giovani dela caça ela foi sistematizada pelo Maquiavel EA obra de uma queda do céu que recorreu a ideia da Razão de estado ela se tornou então
o divisor de águas das doutrinas sobre o poder e sobre a razão de estado e quer dizer ainda que ele não tem usado a própria fórmula a partir da obra dele o príncipe a noção de razão de estado a sua ser entendida como uma regra permanente do Estado cuja única lei seria a lei do Estado a necessidade da Sua auto conservação antes de tudo o estado teria como finalidade a sua auto conservação agora a gente sabe que ao contrário de Maquiavel e se baseou para escrever na experiência imediatamente empírica da luta política entre as cidades
italianas a gente sabe que as versões católicas elas se caracterizaram 11 tudo por discutir Igor um princípio transcendente aqui Funda fundamenta conserva e amplia a ação política é o caso aqui de uma outra obra influente Cima e do Giovani Bottero a que retomou a expressão medieval rádio status razão o estado E latim tradicionalmente a rádio status E latim mediação no significava o princípio de a sessão maquiavélico que é combatido pelos católicos como imoral mas nomeado um princípio permanente de ação do poder que Teoricamente se conformava sempre a justiça e que era definir de modo Cristão
uma paz dos vários interesses da sociedade unificados em torno da noção De bem comum e a aqui eu tirei umas notas em pó discutir depois de como o grande Jesuíta que a Francisco Soares Num grande livro dele que o de Legos e 1612 ele justamente vai fazer o conserto de três leis a lei eterna de Deus depois a lei natural do mundo e depois a lei positiva o a lei humana relacionando as três horas para definir justamente aquilo que deve ser a ordenação política Justa e correta da sociedade e que acaba sendo o Elemento essa
Doutrina do Soares divulgado por exemplo na colonização portuguesa da América e a gente vai encontrar esses conceitos debatidos a por exemplo pelo menos até os Oi 19 até Independência aqui no Brasil organizando as práticas né agora a gente sabe que a tradicionalmente a ideia então de que na antiguidade a o Santo Agostinho a gente lembra já tinha escrito na Cidade de Deus e onde não há Justiça não a República é uma coisa para Gente pensar bem hoje é que sou de agosto está muito atual nesse tempo dessa ralé bolsonaro lista quer dizer onde não há
Justiça não a república agora para o próprio Finney A então o poder absolutista como monopólio da violência Militar da violência jurídica e da violência fiscal o Giovanni Bottero ele inventa E propõe o modelo de Uma Corte a como diesel o leque Oi a corte é o lugar geométrico das hierarquias é um lugar que Centralizou o poder e que é simultaneamente difundido para todas as ordens sociais e as ordens políticas do reino como padrão da Excelência humana e aí a gente sabe que desde o fim do século 15 preço responde já no século 16 ao matriz
de uma Trindade a cortesã ti descrição prudência e paciência que já se tinha sido desse é muito debatido pelo castilhone no livro de livro dele cortegiano o livro do cortesão e que se tornou fundamental na política do século 17 na política que hoje a gente chama com um grande anacronismo romântico positivista de Barro pênis nesse tempo tu conhece esse conselho e se tornou fundamentam a porque essa Tríade descrição prudência paciência ela é aquilo que define o príncipe perfeito e o Bottero no Tratado dele ele sempre fica quando vários nomes entre eles o Rei Dom João
segundo de Portugal o Afonso de Aragão e o Francisco primeiro agora esses textos eles fazem distinções Extremamente particulares minuciosos extremamente eruditas entre o sagrado eo profano puro e impuro bastardo ilegítimo e sempre a eles propõem exemplos de ação e boa são política mas propondo virtude E aí eles são reciclados vir e na ética aristotélica a realidade por um Santo Agostinho regida por um São Tomás de Aquino como modelos do príncipe e ser pressupondo também a noções cortesãs e conveniência de de couro e padrões de Educação de refinamento de Maneiras etc agora a gente sabe que
de modo geral nas versões católicas e nas versões luteranas protestantes esse tema da Razão de estado tantas luteranas quantas católicas Opostas a Maquiavel Maquiavel é ateu Há sempre um conceito e deve haver em qualquer sociedade uma unidade de integração das várias partes do corpo político a cabeça mandante então quer dizer o o modelo é orgânico é um modelo organicista o modelo é o corpo humano EA Ideia é que assim como todos os membros do nosso corpo obedece a nossa cabeça que é racional um bom reino para ser bem governado ele tem que ter todas as
partes desde os pés camponês passando pelos braços Guerreiro até chegar a cabeça é álcool governa ele tem que ter unidade e essa unidade é uma unidade de integração as partes devem estar todas Integradas e nesse sentido que a gente sempre encontra um conjunto grande de meu Os organismos então sempre propondo a ideia do corpo político e sempre a ideia de que a sociedade é um corpo de ordens e um corpo de incitamentos ordens de subvenções dentro das ordens sociais a subordinadas a um só que o rei e sempre o modelo do corpo humano definido escolasticamente
via São Tomás de Aquino em que o tronco e o mesmo que os mesmos se subordinam a cabeça e outra alegoria que a gente encontra na representação da política católica é a de um navio que tá Sempre conduzido por um piloto firme e o bom governo o rei através de um mar tempestuoso e são as dificuldades políticas as crises econômicas e senta Ah até um Porto Seguro onde encontra a paz e e o tempo em que luta contra os perigos que ameaçam o barco o estado afundar o bom piloto sempre o conduzam porto seguro e
é sempre uma alegoria e uma alegoria muito óbvia é muito transparente a ideia de que o bom Governante ele atravessa as crises visando sempre a finalidade superior do governo agora a gente encontra essa metáfora do corpo como metáfora do Estado substância analisada em textos vamos dizer Neo escolásticos a do século 16 e 17 no caso de Portugal que eu mais próximo de nós a essa metáfora do corpo ela foi apropriada e usada na doutrina do pacto de sujeição ou do corpo e do Estado chip pelo grande o jurista pelo grande filósofo Jesuíta EA Francisco Soares
no de Legos o grande texto dele Latino de 1.612 Oi Diana se torno essa Doutrina do Soares um dos fundamentos do direito absoluto e do direito ordinário também do estado do Brasil ah e também no estado do Maranhão e Grão Pará onde ela Regia o exclusivo monopolista e ela regulava a ação jesuítica por exemplo na catequese de índio agora o um colega nosso que é o Alcir pécora da Unicamp Ele demonstrou Por exemplo que quando a gente lê a obra de um grande Jesuíta também do 17 que é o Antônio Vieira aqui o Antônio Vieira
sempre na ação dele ele é muito ortodoxo e quero sempre leva ideia mas coisa que ele vai buscar no Soares e a ideia de uma hierarquia do pacto de sujeição quando ele trata dos negócios de índios e de cristãos novos os negócios de holandeses e do quinto Império fazendo sempre com que a noção de razão de estado dependa da ocasião mas sempre de Eu dou casião católica mente como um conjunto de concursos um conjunto de fatores e quando nós vamos agir nós desejarmos examinar porque eles favorecem o nosso Lívia vidro de uma causa que é
livre e também demonstram que a capacidade de aplicação de medidas exatas no momento oportuno quando a gente é governasse Depende por vezes é muito infelizmente Depende das circunstâncias das pessoas com quem a gente trata e dos meios históricos e dos Instrumentos objetivos que nós dispomos Então nesse sentido que quer dizer o conhecimento das finalidades do governo é inútil como lembrou a Soares e como lembra sempre Vieira quando falta os meios a e os ministros de estado que são excessivamente astutos espertos sempre inventando medidas e Meios quase nunca aplicam esses meios para o fim coletivo do
bem comum porque na medida mesmo em que eles são Aços eles desprezam O que é Honesto e só querem o último quando o útil é o próprio Quando é o próprio bolso inclusive e nesse sentido quer dizer a gente vai encontrar nesses doutrinas que circulam no século 16 e no 17 no mundo protestante no mundo católico linha em regiões onde o catolicismo eo protestantismo aparentemente tão ausente porque o governante é maquiavélico a ideia de que há uma doutrina e que é uma doutrina médica dos quatro humores Que constitui o nosso corpo e da receita para
um governante escolher os seus ministros quer dizer a ideia de que os quatro humores e dos quatro temperamentos que os homens podem ter e o moderado é o que mais convém ao poder pois a mistura do humor sanguinario e com o melancólico ela tem pera o excesso de agitação do sangue e que é a moderação que marca a presença senhorio a presença do Senhor e que inclina o Governante a justiça a magnanimidade Ea Clemência daí desde então essa ideia de que o bom governante não é para usado moderado magnânimo e Clemente agora quando o governante
é fleumático ele é mais para servir do que para mandar Porque o fleumático ele sempre tem o entendimento outras mado por suspeitas e que um temperamento moderadamente colérico ele mistura bens Imóveis ele está sujeito às alterações do humor e mas ele é variável e sempre menos grave Do que perde a majestade é um príncipe e quanto ao melancólico imagine o rabanete o cheiro Spears usou essa Doutrina do ramo leite eu não faz o príncipe majestoso e nem vi ânimo grande como a gente necessita mais torna o príncipe engenhoso muito Agudo mas ao mesmo tempo caladão
parcimonioso agora agora esse a gente tem um ministro que é desse tipo excessivamente Agudo ele nunca vai fazer o que é mais fácil e conveniente porque ele tá sempre Procurando novidades e resoluções termino sendo imprudente agora o ministro de grandes a parte homem disso muito Nobre demais muito aristocrata demais ele ficou sentido de obedecer a um homem inferior a ele embora seja mandante quem capaz e grandezas e a ideia então que o conselho de Ministro não deve ultrapassar a inteligência do princípio como hoje no Brasil quer dizer os ministros de estado não ultrapasso a inteligência
do Bolsonaro agora no comentário à a ideia de que a Constituição do reino com o corpo político feita pelo Tomás de Aquino sempre se relacionava ao terceiro modo da Unidade dos corpos é uma concepção que propõe assim que a perfeição do nosso corpo o nosso corpo orgânico biológico ela resulta da Integração harmônica dos diversos membros dele que são instrumentos por um princípio superior que a nossa alma então é de que a unidade do nosso corpo Ela pressupõe duas coisas básicas a pluralidade de membros que nós temos no nosso corpo EA diversidade das funções de cada
membro numa integração de todas as partes que é forno é ordem ordem e nesse sentido a ideia aqui por analogia disso São Tomás de Aquino o corpo os homens naturally o corpo natural do homem e ele é o termo de comparação com outros corpos como a sociedade que é um corpo político e nesse sentido o santo Tomás Fez a comparação por meio do termo caput a cabeça propondo que a cabeça é a sede da razão e que então a gente estabelece uma analogia de proporção o santo mas faz Deus está para o mundo assim como
a cabeça está para o corpo e quando ele transfere essa proporção para a sociedade o Santos Tomás diz a cabeça está para o corpo assim como o rei está para o reino então é ideia de que como princípio Regente da sociedade e analogicamente um corpo de membros Partes ordens estamentos o rei a cabeça Correia a razão suprema do reino a ideia de que como cabeça e o rei dirijo reino racionalmente assim como a cabeça racionalmente dirige o nosso corpo assim a ideia que se ação da cabeça tem por ser a harmonia EA ordem Racionais do
corpo ação do rei tem por fim a harmonia EA ordem do corpo político que a sua sociedade táxi e se a função de cada parte do corpo é servir de instrumento para o todo do nosso Corpo do mesmo modo cada súbito individual ou cada ordem social de um reino eles deve se integrar hierarquicamente como obediência então quer dizer Esse modelo orgânico esse modelo organicista do corpo servindo do corpo humano servido de modelo um corpo político de órgãos sociais Testamento e subordinados a um só o rei cabeça a gente vai encontrar ainda no terreno um o
preço do Santo Tomás de Aquino o de regno na parte 2 ele e no capítulo 2 da Parte 2 do de reggae no sobre o reino o São Tomás afirma o seguinte que o beijo de qualquer ação que se faça preço foi uma adequação dela ao sim para qual ela é feita como ação O interno vai dizer que quando a gente governam ser a gente deve conduzi-lo como convém aos a finalidade que a requerida pela natureza desse ser e aquilo aparece nesses tratados nesses textos mas também na pintura de época Anahí desenhos e gravuras e
também Textos de poesia e prosa e nos próprios tratados aparece antiga tópica política e retórica do peso do piloto e do barco parece assim que o navio tá governado quando habilidade do piloto o conduz sem danos ao Porto por um caminho reto e mantendo analogia A ideia é que assim como uma coisa Qualquer tá ordenada a uma finalidade extrínseca como navio que deve atingir o porto o modo o Ofício daquele que governa consiste não só em conservar e nata a Coisa nela mesma Mas além disso em conduzi-la a seu fim quer dizer a a gente
está no mundo e que divido e ao cristianismo é o mundo pensado inicialmente como o mundo criado equipos por ser criado ou no centro superior com Deus ele tem necessariamente uma ordem ele tem uma ordem e relaciona ser sócia parte seus membros e que os íntegra segundo um princípio de subordinação a um órgão superior que é uma cabeça orientada racionalmente por uma alma que Que existe um homem e nesse sentido quer dizer a sempre proposta nessas doutrinas nesse tempo a questão da finalidade da ação e sempre a ideia de que é preciso afirmar que o
fim de toda multidão E o fim do indivíduo E ir vai dizer o santo Tomás novamente reciclado sempre nesses tratados se o fim do homem fosse um bem Qualquer que existisse nele mesmo E do mesmo modo o fim o último da multidão que vai ser governada fosse de adquirir um bem em se Manter dele e ainda se esse fim o último consistisse na vida e na saúde isso seria encargo de um metro e se o fim último da da multidão fosse a saúde isso é tarefa de um médico mais liso Santo mas o fim da
multidão agrupado e sociedade eu de viver de acordo com a virtude Oi e a ideia então que vem eu só tô mas que os homens se reúne para levarem juntos uma vida boa que a vida virtuosa e que é o fim de toda a sociedade humana Agora se o homem vive segundo a virtude está ordenado por um fim posterior que vai consistir no gozo de Deus depois da morte logo a ideia que vem é de que é preciso que a multidão humana tenha a mesma finalidade que o indivíduo então a ideia de que o fim
último de qualquer sociedade não é viver segundo a virtude Mas pela vida virtuosa atingir o gozo de Deus e é esse conceito que é o pressuposto do Giovani gotero que ensina o príncipe a boa navegação capa E pelos Mares da heresia Protestante e pelos Mares do ateísmo maquiavélico a gente sabe que logo depois da publicação dela em italiano em 1588 obra do Giovani roteiro ela teve dezenas de traduções em várias línguas da Europa principalmente espanhol e ela circulou na península ibérica durante todo século 17 e ela se tornou um dos fundamentos principais da doutrina da
política Católica do estado português a esquematicamente Eu acredito que a gente pode dizer que a política Católica defendida pelo roteiro é aquela que já havia sido fundamentada nas doutrinas jusnaturalistas e juristas dominicanos e de juristas jesuítas taxa a Escolástica do século 16 eu lembro aqui alguns deles como o Molina o Belarmino o ribadeneyra e que seria esse juristas e essa doutrina escolas ainda retomada pelo grande Francisco Soares na primeira década do século 17 quer dizer quando ele escreve os seus tratados de política a gente sabe que esses textos Todos eles são a defesa Ultra Montana
O poder espiritual do papo então estava ameaçado pelas pretensões de Reis europeus era um adepto da teoria Luterana do direito divino ah e também ameaçado por outros aparelhos católicos e disputar uma jurisdição em assuntos espirituais e que até então tinha sido o atributo de Roma quer dizer esse tratado do Giovani Botero e os tratados católicos que o seguem eles são caracterizados pelo anti Maquiavelismo pelo anti luteranismo e genericamente por uma luta de fosse contra a heresia como lembrou o explorador português o torgal o Luís Reis torgal e em Portugal a política se afastava da Perspectiva
da tolerância e da conciliação EA moda do galicanismo francês ela era definida e praticada com sentido de cruzada o sentido de defesa integral do catolicismo e da monarquia absolutista e foi do e nada como tendo uma origem Divina Indireta e resultado de uma mediação Popular segundo um pacto de sujeição Ea decorrente hierarquia dos privilégios desde os grandes marquises até lá embaixo os fidalgos puxando o saco dos países na cor agora a obra do gotero ela faz Apologia desses princípios teológicos políticos que foram reciclados numa jurisprudência católica que sacralizou o estado monárquico É principalmente em Portugal
e Espanha na medida que a gente sabe que no século 16 E 17 muitas regiões do que hoje é a Itália e estavam sob o domínio da Espanha e Portugal também fazia parte desse tempo do que outorgaram chamou de bloco católico europeu era muito rotineiro a troca entre cidades italianas EA Península Ibérica durante a chamada união Ibérica entre 1580 e 1640 quando Portugal foi espanhol foi dominado pela Espanha e se Estendeu essa relação para as colônias americanas a nova Espanha o Peru e o estado do Brasil e nesse sentido quer dizer os conceitos do Giovani
potero eles se encontram presentes em vários autores espanhóis e Luz brasileiros do século 17 mesmo quando a obra dele não é diretamente cipava é quase como o ar que eles a respirar ou e eles tavam citando Geovane Botelho até mesmo sem saber ele formava uma espécie de biologia e isso talvez ocorresse porque a obra dele foi antes de tudo uma espécie de compêndio uma Jurisprudência fazer um conjunto de bons usos quase uma praia de mar a de casos exemplares e também a gente encontra em vários outros discursos contemporâneos então eram ensinados nos cursos de direito
canônico na Universidade de Salamanca e na universidade de Coimbra formando justamente esses homens o E participar Il do do governo português ou do governo espanhol e Quinzinho para as Américas América espanhola e América portuguesa as Exercendo várias funções de administração de governo e trazendo também pelas ordens religiosas principalmente Jesuítas mas também outros como franciscanos e dominicanos até a essas leis E essas regras quero reproduzidos na América e nesse sentido quer dizer a gente percebe que há um conjunto de esquemas exemplares que são propósitos para que o príncipe sempre vá na direção de coisas que são
úteis e se afaste do que é prejudicial ouvindo a Voz da razão iluminada pela luz natural da Graça em nada e a Graça inata católica a mente ela tá sempre lá que ele é um grilo falante na nossa nem te dizer isso é pecado você é pecado Não faça isso Faça aquilo papai e lembrando um exemplo de um santo de uma santa de um Márcio que fez aquela boa só para nós é quando nós somos católicos né quer dizer que faz distinguir o bem eo mal nas ocasiões do nosso Bieber visita Então nesse sentido esse
texto do Bottero tá razão estado inicialmente dela rádio Onde está mas agora em português da Razão de estado ajeitar Ele tem 10 livros eles são divididos em capítulos de extensão e Distribuição muito irregular por exemplo o livro 9 ele tem 23 capítulos o livro três tem só quatro e ele formula conselhos e ele e no gênero que a gente sabe que provavelmente surgiu um nas cidades da toscana e que no século 13 Otávio lutas contra o Imperador ou em luta contra o Papa aqui é um livro chamado speculum Príncipes espelho de príncipe ou Leal Conselheiro
e que durou até a ilustração até o Iluminismo até o século 18 esse livro foi feito refeito reeditado e milhares de títulos exemplares e esse gênero ele é sempre isso ele é um conjunto de aconselhamento ético-políticos que Visa a educação do bom príncipe perfeito O que é o príncipe católico e que definido sempre como um tipo de virtudes Que são ao mesmo tempo guerreiras ele é um guerreiro é um homem do cavalo da lança da espada ele conhece estratégia ele conhece lutas mas também letrados ou seja ele vê latim ele conhece os bons autores católicos
e ele é um homem a cultura no sentido de cultivado agora no primeiro capítulo não sei se se eu chateio muito falando disso no primeiro Capítulo do da Razão de estado e o Botero ele define o tema ele define o que é razão de estado eu tenho aqui a Tradução eles assim estado é um domínio firme sobre povos e razão de estado é o conhecimento de meios adequados afundar conservar e ampliar um domínio desse gênero e ele reconhece que para falar de modo absoluto a noção de razão estado ela está sempre referida a três partes
da definição que ele deu dela fundar conservar e aumenta ou seja a dominação e ele também reconhece que quando a gente funda e a gente conserva e a gente amplia o nosso poder a gente também está Dominando a e ele reconhece que para fazer isso a gente tem que aprender as técnicas de o arquiza politicamente as medidas e nós tomamos com o nosso poder assim a ideia que a gente vai encontrar nesses esses todos os jogos século 16 mas no século 17 até o 18 e a ideia de que a razão de estado Ela implica
mais estreitamente a ideia de conservação do que as outras funções de fundação e aumento do poder quer dizer quase tudo como eu conservo o Que eu já tenho bom e depois a ideia principal de que a conservação é mais importante porque quando eu conservo o poder que eu tenho um quarto concordância hoje e sempre liga também medidas que são associadas a um grande conservadorismo a político eu não gosto das novidades Eu devo evitar as inovações eu que a gente encontra esse Grande conservadorismo até chamada política católica e das outras duas quer Dizer ampliação do poder
é a mais importante do que a fundação do poder e logo depois os botão justamente vai para o corpo que na exposição sobre a razão de estado que ele faz a então em ordem decrescente as técnicas de conservação depois as técnicas de ampliação e só no final as técnicas de fundação do Poder agora eles sempre vai propor que a razão de estado supõe que o Príncipe e o o homem o tipo que governa e ele é um artesão e que o estado é a Matéria do Poder então assim como um artesão pego um pedaço de
madeira e com a sua faquinha eu sou a goiva o seu buril ele esculpiu uma imagem o o Estado também é uma matéria onde o príncipe aplica a sua arte de governar a para conservar o que ele já tem então quer dizer essas técnicas de conservar a são mais importantes do que o meio de fundaram de aumentar o hotel vai dizer assim os meios com que o fundo a minha propriedade o meu estado e os meios com Que eu o aumento são a mesma coisa e ele escreve reproduzir aqui o começo e os lugares são
da mesma natureza e outra distinção básica e que também aparece a doutrina do direito português antigo regime do antigo estado é a que divide o poder em poder absoluto e poder ordinário então a gente encontra nessas definições jurídicas é aquilo que aquilo que se faz por razão de estado São coisas que não podem ser reduzidas a razão ordinária a razão comum porque Elas são coisas que estão acima da do direito comum e no caso é a ideia de que a razão do Estado é uma entidade sempre muito mais Ampla e que ela se corporificam um
tema que é central nos papéis quando a gente ver a documentação porque esse tempo que a ideia de bem comum quer dizer na ideia de bem comum a ideia de que o interesse particular um dos indivíduos e o interesse coletivo o interesse Geral do todo social Teoricamente estão fundidos juntos como Harmonia então a ideia de que as medidas que o príncipe toma em nome da Razão de estado elas não tem uma finalidade diferente diversa da finalidade do interesse dos particulares mas a manutenção da harmonia dos particulares dos interesses particulares entre eles o interesse superior da
comunidade então a ideia de que cada macaco no seu galho e que cada um cumpra aquilo que é próprio do seu estamento ou do seu está tudo o da sua ordem social no todo para aqui Ele e faça o seu papel visando sempre o interesse superior da comunidade como um grande corpo político que é um corpo Místico mas Místico no sentido não necessariamente metafísico mais Místico num sentido que o termo Místico tem que é unido unido em paz agora desse modo a doutrina da Razão de estado implicava a imediatamente questões teóricas e questões filosóficas e
questões metafísicas mas eram questões sobre a Natureza do poder e a pessoa do Príncipe Aí vem uma pergunta o príncipe alegremos a ligados ou seja o príncipe está Obrigado pelas leis do reino William alegremos solutos ele está livre o acima da E aí e o botão ele vai buscar numa noção do Aristóteles e numa noção Cristã e releu Aristóteles ao se definir virtude para responder à questão ele disse que o príncipe não está livre das leis e o Príncipe não está acima das vezes e que o príncipe ele vai dizer não que o príncipe deve
fazer mas ele me tratado vai dizer o que o príncipe deve saber Ah e por isso ele vai formula temas muito tradicionais sobre a prudência política ir acaba então propondo Giovani Bottero uma equivalência de política e de razão de estado Oi e aí a ideia de que o príncipe e deve saber é o que o príncipe deve saber ela é Feita segundo o jurista medieval a inglês que é sério espere e assim é uma perna elástico Rex e literatos asinus coronato quer dizer o rei e letrado é um Asus no Coroado e o rei electrado
é um azul do Coroado EA ideia do roteiro e do Sesi Berry e outros o saber do letrado do Príncipe Antigamente ele se reduziram só o conhecimento das escrituras bastava ele conhecer o velho eo Novo Testamento mas agora a ideia a partir do século 16 é Que na educação do príncipe ele deve aprender além das Letras nas letras ele deve saber história poesia filosofia moral e conhecimentos técnicos do BNDES Para administração e da guerra e nesse sentido a ideia de que era preciso então formar o Príncipe por meio de saberes que formavam o bom soberano
e aí então a ideia se o Príncipe de reserva deseja manter o estado obtendo honra fama e glória ele deve nem a área mente acima de tudo ir o elenco Completo das virtudes cristãs as virtudes cardeais e as virtudes teologais de preferência e nesse sentido a gente vai encontrar no potreiro e nessas nesses centenas de textos que retoma o Botero e que sai editados e que estão sempre discutindo a questão do Poder do príncipe e do bom príncipe católico no caso de Portugal é sempre uma oposição forte cima a Maquiavel e que propõe sempre que
o objetivo do Príncipe é efetivamente a honra a forma EA Glória a mais que a honra a fama EA Glória não precisa necessariamente ser Virtuoso é o que diz o o Maquiavel e aqui eu tenho um texto aqui do Maquiavel que é muito interessante isso que é criticar discimo pelo Cristão eles assim o príncipe é necessário que possua ânimo disposto a voltar-se para a direção à que os ventos e as variações da sorte o impedirem e não partir do bem mas podendo saber entrar para o mal se a isso estiver Obrigado o príncipe deve no
entanto ter muito cuidado e não deixar escapar da sua boca expressões que não revelem as cinco qualidades mencionadas Devendo aparentar à vista e ao ouvido ser todo a fé integridade humanidade religião casou uma garota propondo técnicas da hipocrisia do fingimento mais que é útil para manter o nosso poder e a nossa situação segura no poder né E nesse sentido eu tenho mais coisa eu não sei se eu tenho tempo ainda para falar sobre Seu João é professor já deu uma hora então talvez se você quiser a gente faz uma rodada de questões nesse fica à
vontade eu vou acabar aqui então eu tava levando essa discussão toda para gente levar pensar o seguinte se a gente isso põe a determinação teológica nesse tempo da metáfora do Estado como o corpo o corpo político de ordens sociais a razão só é o rei e se a gente também. Pensa numa noção geral da reação católica é que o governante Necessariamente deve se subordinar ao poder espiritual quero representado de modo absoluto pelo Papa em Roma a agência vai ver que nas doutrinas o rei como cabeça do corpo político do Estado ele não tem nenhum superior
como se diz e lateral alegremos solutos legítimos absolutos ele é livre das leis pois na pessoa dele que a pessoa de um homem que uma pessoa física mortal pecadora falível se encarna a pessoa pública do Povo esse alienou do Poder num pacto de Sujeição num pacto de bom e que Justamente por isso faz com que a pessoa pública do Rei ela seja e mortão e infalível sempre foi um equívoco que eu sempre diverti muito quando a gente ouve aqui quando o Luís 14 dizer ele tá celular e ele estava se referindo a pessoa particular individual
dele como se ele fosse um déspota asiático porque a fala dele quando eu dois 14 seletas é boa ele tava sem preferido Justamente a instituição da Sua pessoa pública eu como monarca absolutista investido do poder e governava a comunidade subordinada e súbita ele não pacto de sujeição então quer dizer a ideia que a gente encontra nesses tratados todos aqui o r' a cabeça do corpo político do Estado ele mantém a justiça ele mantém a paz eo bem comum o reino e que Teoricamente a paz do bem comum mundo mesmo é a finalidade da Razão de
estado agora no caso é de novo Aristóteles a política agora História que permite distinguir entre uma forma correta de governo interessado no bem comum e tudo e formas viçosas formas piranhas e que domina o interesse particular do rei ou de um grupo do reino um dos principais há argumentos nacionalista da guerra da restauração de Portugal no século 17 contra a Espanha é que ela era uma guerra justa pois os reis espanhóis eram tiramos e governaram Portugal sem que a população portuguesa tivesse com E esse alienado poder um pacto de sujeição a eles Então nesse sentido
quer dizer e a gente ele aqui discutindo não dá tempo mas outra coisa também que os juristas da contra-reforma católica e terminar o tempo todo isso foi ensinado no curso de Direito em Coimbra e também é Salamanca era sempre a ideia de que o poder ele pertence a priori e por direito natural ao povo e que o povo ele sempre ele é um estado de natureza Anterior ao momento em que ele transfere o poder que está nele ao rei que é um só que o governo então é de que o povo nesse estado de natureza
antes de transferir o poder a um só que é o rei o povo era o único corpo Místico o único corpo Místico no sentido do Soares quero uma única vontade unida é uma única vontade unificada o momento mítico em que o povo diz nós não queremos o poder que nós temos e nós vamos transferir a um só que vai nos Representar então a ideia aqui vai ser defendida pelo Soares é que nesse momento mítico em que os homens abandonam praticamente um estado de natureza e ele se transfere o poder constituído uma sociedade política para um
só que é um rei também se constitue constitui a lei positiva que reflete na seu ordenamento jurídico a lei natural que reflete na sua moralidade explícita e implícita a lei eterna de Deus então gente vai encontrar também se tiver mais Elementos para discutir e quem faz isso é justamente o Francisco o modelo é que a relação dessas três meses Alexa eterna de Deus a a Lex naturae o a lei do mundo e da natureza e aí a Alex humana o a lei positiva que os homens fazem para se governar a relação das três leis a
lei positiva a lei natural e a Lei eterna fundamento essa relação a natureza do poder e as medidas justas ou injustas corretas e incorretas Morais ou imorais violentas ou pacíficas Que o poder lança mão para se manter para se ampliar e para continuar dominando quer dizer a gente teria que discutir não dá tempo mas por exemplo as respostas proteção Oi Yasmim invenções pro festancia luteranos calvinistas a essa a esse regramento católico do poder absoluto dos Reis e a gente aqui também que pensa o que propõe bate às vezes e o que propõe o outro seguidores
do táxi e quando eles enfrentam católicos vezes em Frente Professor mas infelizmente e o seria matéria para a gente fazer um curso e durante muito tempo discutindo essas velharia suas eu espero ter podido falar alguma coisa que tem um soninho aqui para você é professor eu deixo muito cachorro e eu causa império e fala fala fala eu agradeço a atenção e espero que maneira vou ver se meu muito obrigado abençoe que me convidaria você escreveu aquilo fui da paciência É muito obrigada Professor continuar esplêndido bom né incursão com só o senhor sabe fazer por esse
texto zação em que forma o realmente uma cadeia de conhecimentos e de saberes ligados as artes de governar nós temos várias perguntas aqui eu eu queria lhe propor fazer dois blocos na de três eu pulei as questões dos colegas e dos Estudantes e daí a gente só responde faz mais uma rodada tudo bem muito obrigado eu queria lembrar uma coisa que eu perguntava para Ele curtir você construiu para escrever é preciso estar muito triste para reconstruir Cartago e agora ele quando foi estudar essas velharias eu não estava triste ao contrário e é legal eu pudesse
as verdadeiras todas para uma coisa que eu acho que em é um professor intelectual brasileiro ele deve fazer tuas coisas hoje demais e nunca fundamentais ele deve ter orisa teorizar a teorizar e destruir destruir destruir Principalmente o que está aí é um dever um dever político que o dever patriótico destruir o que está aí o quanto antes no passaram a ter que pensar isso apasionado aquela a gente vai morrer na Espanha ultrapasse e nesse sentido que deve ter algum valor estudar suas velhas débito o valor da firma há uma resistência uma coisa por aí né
eu tô vendo eu não vou durar não mas eu penso que quanto eu tô por aqui se você é importante dizer também os nossos Assistência das dessa conferência que o professor vai receber o título de professor emérito da Faculdade de Filosofia letras e ciências humanas em breve a cerimônia ainda não foi marcada mas acho que para todos nós né isso será Enfim uma honra e uma grandeza que isso explicado equivocadamente muito generosa e me Mas enfim vamos lá eu queria Então agradecer cultas o nosso colega Eduardo sinkevicius que fez nos comentários ele disse tudo de
Portugal é elogiado no Breve com pente narração de rocha pitta que estou estudando como um bom governante entre outras coisas o seguir os princípios da Razão de estado e essa pergunta do do Eduardo se combina com o comentário e a questão feita pelo Francisco Isaac de Oliveira Ele pergunta Boa noite ele tem uns a gente pode comparar o Tratado político de Sebastião da Rocha Pita com o príncipe com príncipe e também aqui vou ler mais uma questão E a pergunta é do Tomás membro aqui do Gee ele ele diz o seguinte se tomarmos da Razão
de estado do Bottero como um espelho cabe dizer que ela opera uma inflexão pragmática um distanciamento em relação ao caráter mais filosófico e moral dos espelhos Então por hora eu diria inicialmente da pergunta que relaciona Maquiavel é que é bom ser no a pergunta é que o Botero pressupõe Um fundamento absoluto trazia de humana e para a ação humana e que fundamenta as Sociedades humanas organizando-as segundo uma moral na moral política uma política e moral que se fundamenta na noção Cristã Milena natural da Graça se você já ideia de que nós somos pecadores mas que
Deus não nos abandonou totalmente e que na nossa consciência existe ainda uma presença da luz divina e nos aconselho bem e pronto que a gente que a gente existe o mal então quer dizer o dia é uma doutrina ou substância A Lista ela preço ônibus fundamento Metafísico e o fundamento metafísico absoluto Ah e por isso também regula uma moral como um Dever Ser quer dizer eu acho bem quando eu sou o príncipe português o aristocrata português um plebeu português ou o índio subordinado o império Português mas eu ajo de acordo com a legalidade EA legitimidade
das leis portuguesas eu tô seguindo a lei natural da Graça eu tô seguindo a revelação de vida do tempo agora o outro Não o Maquiavel ele é radicalmente nome na lista e não substância a lista e ele é seu então a ideia dele do Poder o poderão um arbitrário e o poder se impor pela força o fundamento do Poder EA força quer dizer quem quem pode mais fala mais quem pode menos Cala a boca e é assim ah o mundo de Maquiavel é a realidade política e vivemos até hoje a guerra de todos contra todos
eles não existe cada um por si e todos contra todos essa ideia do Material então o que a gente pode comparar a esses tratados mas sempre levando em conta essa coisa fundamental consubstancia abismo e o nominalismo é o fundamento absoluto metafísico no caso cristão católico protestante e nenhum fundamento metafísico nenhum fundamento absoluto a pura arbitrariedade das relações sociais e do poder que a gente encontra numa queda nesse sentido Maquiavel muito moderno Maquiavel tá aí até hoje A clara agora essa política católica muitas vezes ela ficou uma coisa também hipócrita porque os reis também portuguesa estava
interessados que poderão ampliar o estado ouro imagina que faz um Bandeirantes católico quando ele encontra ouro nas terras de índios É verdade ele sabe o que é isso não sei se o Facebook eu penso nisso agora é de uma outra pergunta né Ele deu a minha vida quando a fita e o uso da tendo dos tecidos moles razão ele tá pensando Todas as determinações do Concílio de Trento ele tá repetindo o turista na conta com forma ele jamais teve uma ideia ereto ele é um conservador católico ele tá ligado à igreja a doutrina do direito
católica agora a gente pode comprar e quanto medidas públicas enquanto o ações sociais encontro decisões políticas de governo nessa generalidade mas Um fundamento é radicalmente em agosto a fita não tem nada a ver com Maquiavel Maquiavel não tem nada menos do que o Rocha aqui ó muito ele é moderno também são modernos mas são modernos a moda dos de Aquino Talvez o Eduardo pensou no Bottero né a moda do banqueiro é católico não dá para a gente pode comparar Fazenda as distinções a gente compara estabelecendo a diferença no caso a diferença é fundamento a diferença
fundamental dos olhos agora tem a questão da Fernanda deminicis ela pergunta Professor Vinicius Panorama de Conhecimento que o príncipe deve manejar alguma referência importante também conferida as artes visuais por exemplo a terra a ideia sempre defendida foi assim que tiver iletrado é isso bizarro Charles Barry não preço dele 1101 policraticus mil cento e tantos é o peso é o preço do que hoje a gente chama Idade Média ele disse para ele e literatos asilos coronatus fazer um rei e letrado é um asno Coroado bom então por exemplo a gente tem vários Tratados de Educação de
Príncipes em que a gente aprende que o que que o rei a portuguesa o francês o espanhol um dos filipes um dos luíses o que que ele aprende desde que ele é menininho desde que ele tem três anos de idade como que ele aprende até os 18 até chegar aquilo que os franceses chamavam de mundo apresentação dele é a cor Então a gente tem desde cedo o padre o padre Jesuíta que vai ensinar latim latim latim latim cima assim e vai ficar ressuscitando e Lendo Bíblia viver a vida e fazendo composições lendo Quintiliano Cícero aprendendo
assim e aprendendo a escrever e lendo os bons poetas mas já o livro limpados das indecências o Ovídio mo O que é hoje de hoje mas tente as indecências romanas do ouvido então a gente fica um homem culto hoje de 18 anos a gente já leu tudo que aprender de padres da igreja de terços lativos e preços gregos moralizados pra ter exemplos de uma boa ação política a Ideia de que a experiência passada fornece exemplos de virtudes e boas ações que nós como um bom governante Cristão a gente também é maquiavélico não importa mas como
um bom governante a gente deve sempre ter na ponta da língua para saber agir para fazer quer dizer a ideia de que o rei e letrado é um asno Coroado eles nunca votaram no bolsonaro Oi Oi Irís eu não tô te ouvindo foi a uma da das pessoas aqui que não estou acompanhando direito o chat mas comentou Exatamente esse provérbio que você mencionou o Marcos Arthur Vianna é pergunta fez uma pergunta da interessante ao pensar Os Sermões né e alguns escritos coloniais é possível né imaginar que eles funcionariam como espelhos de governadores né mas a
exemplo do espelho de Príncipes e mais na questão vou aproveitar a deixa fazer a questão não tem essa questão do sermões não é como um gênero que eventualmente poderia ser a próxima aos Espelhos de príncipe e os instruções políticas relacionadas com espelhos de governadores lembra que das instruções na dos governadores as aos irmã um parente que também vinham para Colônia e e o Marcelo Loureiro aqui faz uma pergunta além de cumprimentá-lo obviamente como o senhor avalia a recepção do escutismo EA disseminação é feita pelo recepção do escotismo feita pelo Justus lipsius em Portugal Então essa
de circulação da obra do Justus Litros e mais uma última questão nos Ramos com essa do Iago Rangel Fernandes como o senhor me cega até a fazer secção a contribuição dos trabalhos historiográficos de António Manuel hespanha de um Hélio coala de rir e a ideia não é de estados modernos santurini sinodais naqueles compostas né É e eu eu estou respondendo pela primeira posso a primeira questão que relacionava o que é mesmo eles por favor E é da do Marcos Arthur Vianna sobre os escritos dos sermões e como relacionar com espelhos de governadores não ah pára
né tica Tem uma função também de moralização política eu acredito que esses governadores que vinham pro Brasil ou então ir para o Maranhão e para o Grão Pará eles evidentemente tinha estudado já na universidade de Coimbra e Alice tinham adquirido quase sempre uma erudição nas letras latinas na filosofia Escolástica e no direito canônico isso Fazia deles homens aptos para enfrentar as questões do pisco as criações da jurisdição das ordens sociais as questões que Eles veem enfrentar aqui no no Brasil e agora numa sociedade em que a imprensa é proibida e que é uma sociedade praticamente
ágrafa ela é analfabeta por definição e tudo se vai pela audição por via oral era fundamental essa prática da oratória Sacra o seu irmão da igreja em que os Jesuítas principalmente todo Domingo mas está com em todo dia Santo em vários dias da semana que pregam um sermão agora esse sermões eles são extremamente culto hoje inclusive às vezes ele tem dificuldade de Lelo porque eles são carregados disse modelo de São Latina de situação de teólogos e situação de poetas e escritores latinos Cícero por exemplo Como faz um Vieira e eles são difíceis inclusive de seguir
Então nesse sentido me parece que a ser Mônica oratória Sacra ela tinha além dessa função ele dente de reproduzir a religião católica para seus fiéis tá ela também tinha essa função com Tina de pesar e ensinar a gente sabe que muitas pessoas iam à igreja para ouvir provérbios ou para aves em peças latinas que elas decoravam então a gente ia que pensar também as e da oratória na igreja uma prática educativa provavelmente ela das únicas instituições culturais que as populações podiam conhecer a na medida que o livro Em geral era censurado era proibido e ele
era um objeto caríssimo Não era todo mundo que tinha livro A Portugal nunca se interessou especialmente em fundação bibliotecas nada a colonização como qualquer colonização ela é predatória não é exigente tira Siri leva embora foi pouco aqui então nesse sentido eu acho que o seu irmão tinha essa função além de uma recuperação da Verdade do dogma católico contra o protestantismo contra o maquiavelismo contra as heresias e Contra a Bárbara de negros e índios também eu acho que conhece a função educativa Lembrando que de modo geral Companhia de Jesus é uma ordem intelectual intelecto ali cima
e que eles tinham acesso a toda um grande corpo de referência que começa dos gregos antigos latão Platinum Aristóteles Pois é e depois tem toda a patrística e toda Escolástica na cabeça todos extenso desafios e que eles conhecem conheci e ele se reproduzem no Seu irmão assistir então não era Esperança em Cristo mas podia ser no espelho de Governador mesmo o like a questão mais coreográfica sofrer como é que você recebeu e incorporou as análises no António Vitor António Manuel hespanha do Hélio e do cola de rir e agora eu sou extremamente agradecido ao trabalho
deles porque Antes de tudo eu aprendi muito com ele e eu aprendi no nível da informação que eu não tinha depois eu aprendi também Com eles métodos e relacionar coisas é fundamental como pensar com esse material quando você entra no arquivo e se acha um monte de papel escrito velho qual que é que você faz com isso e eu aprendi com eles lá de hoje muita coisa de como voce relaciona Vamos ser Pensa e depois eu aprendi com eles diretamente um trabalho que eu pessoalmente nem tive que fazer porque eles me ofereceram já um léxico
me oferecer um vocabulário e um conjunto de categorias um conjunto de Conceitos e mostraram para mim como operar então quando eu cheguei numa velharia que era uma poesia Colonial ou uma oratória Colonial ou um discurso Colonial sobre catequese de índio matando e eu tinha os meios de filé e por isso a minha relação com eles é antes de tudo uma grande admiração intelectual e também não grande Agradecimento eu sou muito agradecido a existência de Deus porque o que eu fiz é não é nada é pouco Pequeno mas eu agradeço muito porque eu aprendi muito e
sempre prendendo né filha não pode retomar ele e para a nossa não tinha visto e é sempre isso a gente tá sempre aprendendo há mais ou menos eu posso fazer mais duas perguntas aqui e elas estão na verdade eu acho que estão um pouco relacionadas uma do nosso colega diretor da Fatec filosofia do Paulo Martins ele pediu para você falar sobre a nau de orar se a sua aplicação no século 17 e e Aqui é Marcela Miranda e ainda tô mas a Marcela pergunta diz o seguinte que ela leu e um dos seus artigos não
e Deus morre no século 17 tendo em vista sua fala de hoje eu gostaria de perguntar porque e finalmente ao Nosso a derradeira do Tomás abate Bottero Além de cristianizar a razão de estado maquiavélica os ensinamentos tirânicos extraídos de trás em casa algo de fundamentalmente novo original tá perguntando abraço sobre a Originalidade de Botero e o Horácio e a questão da Marcela sobre a morte de Deus não sei se a noção de novidade originalidade estava no horizonte da produção intelectual do mosteiro e parece que ele tava antes de tudo tentando reaplicar o santo Tomás de
Aquino e réplica os padres da patrística Santo Agostinho e com isso relé Cícero o e reler a política EA ética do Aristóteles a essa nova circunstância em que a cristandade está dividida pelo Protestantismo e pelo maquiavelismo quer dizer a gente tem a opção a pega a gente é o opção Ortodoxa da nossa Santa Madre igreja mas a gente tem também as religiões que vem do norte da Europa a gente tem esperando protestante calvinista protestante Ana Batista protestante Batista Protestante e tudo uma guerra de fosse então recebido me parece que nele você não tem propriamente uma
ideia de uma novidade mais uma ideia de adaptação católica a De instrumentos e de Daisy modos de governar a uma circunstância política que era nova uma circunstância política de uma divisão o frio eu sociais e emprego a guerra de entre os cristãos e a guerra de estados uns contra os outros e a disputa desses estados pelas possessões coloniais então eu não penso numa novidade eu penso numa espécie de adaptação da das referências como meios a táticos e meios estratégicos e aplicação imediata ou de Aplicação de longo prazo a para enfrentar essas questões eu pensaria assim
e eu acho que não sei que eu te respondo também a outra pessoa é sobre a nau do Horácio né ah o nove na redução mais novos vendo conectar com duração de uma ideia sabe e esse pública Romana do Estado Romano como o Brasil e um piloto Córregos por um mar tempestuoso nesse mar tempestuoso sentiment as guerras e as guerras que eu ponho patrícios plebeus e 10 por fazer Autoritários do Imperador e esse modelo da e navio que é conduzido por um piloto algum Porto que a gente já encontra lá da poesia humana ignorância a
gente sabe que esse modelo essa referência ela foi retomada por esses autores do século 16 queria vender o Horácio mais uma chave política então proposta que o bom Ei quantos o navio do Estado ao bom Porto E que esse bom Porto r Olá tudo a salvação das almas os únicos porque nós somos por exemplo católico ou Então é a salvação da alma do subsídio poderá um luterano agora os meios que a gente utiliza para conduzir a nau no mar tempestuoso aí a gente tem que pensar com a obra de Maquiavel quer dizer a gente usa
os meios úteis ao fim sem pensar na moralidade deles ou a utilidade se subordina necessariamente a moral EA virtudes cristãs e esse é o Grande Debate é claro quer dizer todos estão levando o seu naviozinho por um mar tempestuoso de muitas dificuldades Políticas Oi gente bom ciladas Abismo Recifes da da Tempestade por um bom curto mas o meio que conduziu navio ao Porto é que Maria E aí é uma briga de força porque o maquiavélico ou vai dizer que um católico vai dizer que o protestante vai ser quando esperando vai dizer que um ateu e
aí veio toda sempre blablablá os pacifistas pois que são aristotélicos escritos que segue o que o santo Tomás de Aquino propõe os que seguem Santo Agostinho aí e as dominam a gente tem uma espécie de musculação impede de unificar é isso a gente tá sempre na contradição Oi e a história isso né Eu não sou Historiador Mas eu sempre pensei que a história é um bom a conclusão a contradição a uma única conclusão todos morrem cedo bom e com a mãe e talvez é esse sentido que você deu a morte de Deus no século 17
não esse certeza que eu dei a morte Do Peso Certo 17 quer dizer a Deus continua com uma referência fundante e o maestro de uma ética cristã mas muitas vezes os católicos que se fundamento na época questão eles são mais maquiavélicos que o Grande até o que é bastante dela é claro eles vão atrás do que do que ele se interessa é que bom e é divertido é uma piada a um livro bonito do piano bolsa adversário pela não sei se você conhece ele fala do que aconteceu quando o rei dos 14 e ele a
Recebeu embaixador da sublime porta do império otomano ele tava estabelecendo relações e Comércio com Os turcos e então o embaixador turco chegou em Marselha no sul da França e os 14 deu ordem que ele fosse recebido com toda compra e honras em toda a França enquanto ele subir até chegar no Norte dentro aversário onde tá a Paris e ele foi seu do meu recebido assim e o Luís 14 mandou bordar para si mesmo uma roupa de botões de ouro com fios de ouro e Toda Dourada minhas damas da corte fizer os melhores vestido e ele
contratou não sei mais de mil atores e no Jardim Cível saio ele se vestir de faunos ninfas e foram representar peças de teatro e dança balé para receber o embaixador na véspera da recepção quando Embaixador Turbo chegou em Paris chegou a notícia ele não era Embaixador turco ele era um vendedor de tapetes tinha chegado e Marcelo é o vestido à moda turca e os franceses não conheciam a moda confundir As roupas de Pedrosa 5:26 de seda asiáticas brilhantes como Embaixador o que fez o Rei Luís 14 e ele recebeu o embaixador tu é é porque
ele disse assim como ele tá celular o reino da Síria admitir-se que ele tinha se equivocado ele daria uma prova para toda população francesa ele é raiva então não ele deu uma festa então ouviu Grande Banquete o grande Pajé a grande 3 mil atores representando a férias nos Jardins de Versalhes e eu Dois 14 quer dizer o rei não quer dizer aí a gente tem uma espécie de comédia esse autor ou o prazer do Felipe posição ele tem justamente um livrinho muito bonito sobre isso quer ver saio ou pena é de Versalhes ópera e quero
a ideia eu não posso lavar e eu tenho impressão que aí por razão de estado a gente fingir é necessário Não importa o que a gente seja católico ou protestante a série que eu sou eu a gente sim a polido queimar dimensão do espetáculo Agora o game fez volta sobre a morte de Deus é Marcela Marcela Miranda Olha em um dos seus artigos o senhor afirmou que no século 17 Deus morre tem dentista só fala de hoje eu gostaria de perguntar por quê Porque eu acho que ele não era mais necessário a fazer as sociedades
vai ficando cada vez mais largas depois procurando 17 se não estiver fazendo 18 a Revolução Francesa quer dizer quando a gente de Capítulos 16 a gente mata Deus quer Dizer a gente mostra que o poder não tem fundamento absoluto e que o poder é só uma convenção particular histórica e que por isso a miséria de hoje ela não é eterna e ela não é desejada por Deus porque Deus não existe e se existir ele está contra nós então a gente não precisa mesmo essa ideia que eu acredito que vou o século 18 800 sistematizada a
partir da prática histórica das várias sociedades e conhecidas sendo Sistematizado filosoficamente moralmente na grande discussão política e de repente chega um momento em que há uma cisão dos Estados com a igreja por exemplo a igreja vira uma igreja particular entre outras é isso e não se necessita mais de um fundamento absoluto para o poder e Ok do que é o que aconteceu desde a revolução francesa fazer a cortar a cabeça do rei é uma ação simbólica e a gente afirma a nossa Total autonomia Que é burguesa e que apenas parcial e particular agora é a
história que a seu Deus agora se chama história EA história é por o acidente a história é acaso a história não dá para prever nada nela ela é sempre destruição barbary violência e a gente não necessita de Deus e quer dizer a gente necessita quando a gente é um pastor de TV o grande desafio é isso mas olha isso e eu não sei o Marcelo também tinha Feito uma questão não sei se eu respondo Marcelo acho que você respondeu mas a pergunta do Marcelo era sublicius e Fala galera beleza aqui que ela pergunta do se
interessa sobre a difusão de litros na em Portugal e opção de você E se eu acho que o estoicismo justamente ele é muito disseminado principalmente pela leitura que eles fazem muito forte do Pacífico e o Tácito Autor da Vida dos imperadores de Roma mas eles o meio tá se vamos ver católica mente eles não é Romana vê-se como um Historiador mas existem o Tássio buscando nele há quase exemplo exemplo de ação de boa ação a moral eticamente ordenada ou de ação tirânica ação ditatorial da tá Por exemplo quando um passo fala de um Calígula E
é claro acordo Tácito fala do Augusto eu acho que é diferente a ação moral de um outro jogo e parece que queria essa essa questão agora o o estoicismo nesse sentido ele foi lido também como uma Filosofia da temperança e da moderação quer dizer as missões dos históricos elas foram muitas vezes adaptadas a uma ética cristã E propõe nada em excesso a moderação suporta C que os outros que suportaram essa ideia é que a controle seus escritos menino para ser um bom governo a ver sentido orifício evidentemente essa essa grande circulação na Avenida que eu
difícil recupero Tácito mais o líquido já é cristão O preço for também vai sair do controle pode balão cada um de vós o cristianismo que nós exame daí é uma moral também tu tá só é eu vou mandar teu dinheiro aqui também sobre as coisas acho que eu peguei um excelente eu agradeço a todos ainda presence assistência aos organizadores por essa oportunidade pelo mundo enfim agradeço sobretudo ao professor João Adolfo Hansen pela disponibilidade e cada vez que ele fala na várias portas Se abrem a gente tem vontade de correr 2 litros Então acho que já
é uma enfim homérico imenso e convido a todos amanhã nós temos várias sessões e boa noite fique bem Casa Saúde posso falar rapidamente agradecer a você que eles Ana Paula também o André que fez mediações e é por esse convite vocês para variar são extremamente generosos com esse velho aqui e eu sempre tenho muito prazer e muita satisfação de estar com vocês e eu Também aprendo quando eu falo e eu sempre faço o meu um provérbio do João Guimarães Rosa eu espero que vocês têm pensado nele hoje enquanto eu falava Rosa dizer assim é melhor
falar bobagens e calar besteiras e eu estou procurando a vocês que a ironia ainda pode nos salvar pelo menos parcialmente e que é preciso ter bastante nessa vida que nós estamos tendo hoje nesse país miserável que tá sendo o nosso nesse descontrole quem Sabe o clássico nos ensinar alguma coisa sobre Calígula e esse é o momento de heresia heterodoxias Muito obrigado Ele tem muito obrigado a todos vocês pessoal muito generosos é um abraço um abraço a todos Obrigado tudo bem tchau