Que o cigarro faz mal pra saúde você já deve estar cansado de saber. Mas, nos últimos anos, pintou uma novidade por aí, o cigarro eletrônico. Ele tem um design moderno, é prático na hora de usar e, ao invés daquela fumaça desagradável do cigarro comum, ele pode até soltar cheiro de frutas.
A impressão que dá é que o cigarro comum tá com os seus dias contados. Parece até que o vídeo é propaganda paga da indústria do cigarro né. Mas não….
será que o cigarro eletrônico é seguro? No vídeo de hoje você vai ficar por dentro de tudo o que a ciência já descobriu sobre os cigarros eletrônicos, incluindo como eles funcionam, se eles podem trazer riscos pra saúde e se eles são realmente mais seguros que o cigarro comum. Se você se preocupa com a sua saúde e gosta de ficar bem informado sobre as novas descobertas da ciência, esse é o lugar certo pra você.
Então não perde tempo, já se inscreve aqui no canal e bora começar! Em 1880, o americano James Duke teve uma ideia brilhante que fez com que ele passasse de um simples comerciante de cigarros para o maior empresário do ramo. Com a ajuda de um mecânico, ele criou uma máquina capaz de aumentar a produção de cigarros em 600 vezes.
Só que esse avanço tecnológico gerou um problema. Com uma produção tão alta, James Duke teve que criar uma demanda por cigarros que não existia naquela época. E adivinha o que ele fez?
Pegou pesado em publicidade e propaganda. Foi assim que todo o mundo se convenceu de que os cigarros, os tubinhos de papel enrolados com tabaco, eram mais práticos e até mais seguros que os concorrentes da época, os cachimbos e charutos. Hoje a gente já sabe que os cigarros são tudo, menos seguros.
Mas será que os cigarros eletrônicos vão resolver esse problema? A queima do tabaco, que é o principal ingrediente do cigarro comum, gera uma fumaça que carrega mais de 250 substâncias tóxicas. Tudo isso entra no organismo através da inalação da fumaça e pode causar cerca de 50 doenças que vão desde danos pulmonares e hipertensão, até câncer.
Eu já até falei sobre isso galera num outro vídeo aqui do canal. Os primeiros estudos que mostravam os perigos do cigarro comum começaram a ser divulgados lá na década de 60. E vendo esses resultados preocupantes, um americano chamado Herbert Gilbert, que não por acaso era fumante, procurou uma solução pra esse problema.
Através do pensamento inovador, ele imaginou que se as substâncias tóxicas do cigarro são liberadas pela queima do tabaco, talvez existisse um jeito de manter o hábito do fumo sem usar tabaco e sem necessariamente queimar alguma coisa. Ou seja, esse novo cigarro teria que funcionar de um jeito um pouco diferente do cigarro tradicional. Pensa aquele cheirinho irresistível de café que você sente de manhã, por exemplo.
Esse cheiro vem do vapor liberado da infusão de água quente e pó de café. Foi pensando nisso que Herbert Gilbert projetou o primeiro cigarro eletrônico em 1963. Um cigarro que, ao invés de soltar fumaça, libera ar umedecido por uma infusão ou mistura escolhida pela pessoa.
Essa ideia que deu vida aos cigarros eletrônicos, há quase 60 anos, era bem clara: oferecer um jeito seguro e sem riscos de fumar. Justamente a mesma promessa dos cigarros comuns lá no fim do século 19. Mas será que dessa vez, a promessa é real?
Os cigarros eletrônicos que a gente vê por aí, também chamados de vapes ou pods, são abastecidos com um líquido específico, feito de água, glicerina vegetal e propilenoglicol. Essa é a receita básica tá? Que pode ser complementada ou não com a nicotina, a substância que causa o vício pelo cigarro.
Algumas marcas também acabaram criando líquidos com aromas e sabores variados, de menta, manga, uva, e por aí vai. Independente da composição, esse líquido é aquecido por uma peça metálica do aparelho, formando um aerossol que vai ser inalado. O aerossol nada mais é que uma suspensão de gotículas minúsculas, que muita gente acha que é vapor de água, já que ele forma aquela névoa branca.
Você já viu alguém soltando essa falsa fumaça do cigarro eletrônico? Comenta aí embaixo. O fato é que a moda dos cigarros eletrônicos galera já pegou.
E o que inicialmente foi pensado para reduzir os riscos de quem já fumava cigarro comum, agora está sendo usado por não fumantes. Será que o cigarro eletrônico pode trazer algum risco pra saúde de quem nunca fumou? O pulmão é responsável por fazer o contato entre o ar que a gente respira e o nosso sangue, mandando oxigênio pra dentro da circulação e retirando o gás carbônico.
Por isso, o pulmão recebe milhares de vasos sanguíneos que precisam ser delicados o suficiente pra permitir a passagem desses gases. O problema é que quando o ar que entra nos pulmões tá cheio de partículas suspensas, como é o caso do ar poluído de uma cidade grande, essas partículas podem se acumular não só nas células do pulmão, mas também nesses minúsculos vasos sanguíneos. Na tentativa de eliminar essas partículas estranhas, as células passam a produzir moléculas inflamatórias que até ajudam a resolver o problema, mas em troca acabam danificando os pulmões e vasos sanguíneos.
Se isso acontece todo dia durante um período longo, você vai ter um maior risco de doenças respiratórias e cardiovasculares. Isso também acontece quando alguém inala a fumaça de um cigarro comum. Mas ainda faltava descobrir se as partículas que estão no aerossol do cigarro eletrônico também têm esse mesmo efeito.
Pra avaliar isso, um grupo de cientistas expôs ratos a um ambiente que recebia fumaça do cigarro comum (1) ou (2) aerossol sem nicotina de um cigarro eletrônico. O resultado foi impressionante. Nas duas situações, em 5 semanas, todos os ratos tiveram uma parte das células pulmonares destruídas e uma menor quantidade de vasos sanguíneos chegando até o pulmão.
Alguns vasos sanguíneos foram destruídos. Essas são as principais características de uma doença chamada enfisema pulmonar, que é muito comum entre pessoas fumantes. Em outro estudo, com mais de 705 mil pessoas, o uso do cigarro eletrônico foi associado com um risco 75% maior de ter enfisema ou bronquite crônica.
A gente tem que avaliar esses dados com cuidado porque essas e outras doenças crônicas, como o câncer, demoram décadas pra se desenvolver e são provocadas por vários fatores, não só pelo fumo. Provavelmente a gente vai ter estudos definitivos sobre isso nos próximos anos. Mas mesmo assim, já dá pra entender que mesmo sem usar tabaco ou nicotina, os cigarros eletrônicos não são necessariamente livre de riscos, como eles prometem ser.
Na verdade, o que os estudos estão mostrando é que, ao contrário do que se imaginava, os cigarros eletrônicos podem sim liberar substâncias tóxicas. Dois exemplos são formaldeído e acetaldeído, que também são liberadas pelo cigarro comum. Quando essas duas substâncias são inaladas, elas podem danificar as células da parte interna da garganta e do pulmão, causando irritação.
Elas também têm a capacidade de entrar nas células e danificar o DNA, aumentando o risco de câncer. Por incrível que pareça, o formaldeído e o acetaldeído não fazem parte da composição dos líquidos do cigarro eletrônico. Mas de onde eles vem então?
Antes de te contar, já deixa o seu like aqui embaixo se você assim como eu tá descobrindo um monte de novidades que nunca te contaram sobre o cigarro eletrônico. O que acontece é que, dependendo das especificações técnicas, o aparelho pode gerar mais calor que o necessário. A mesma coisa pode acontecer se o cigarro estiver com um nível baixo de líquido no reservatório.
Esse superaquecimento provoca reações químicas entre as moléculas do líquido, criando substâncias potencialmente perigosas. Um outro fator importante é a pureza do líquido que vai ser colocado dentro do dispositivo e ser aquecido. Olha que bizarro.
Um estudo de 2019 analisou 10 líquidos de cigarro eletrônico sem nicotina e detectou 16 substâncias químicas que não deveriam estar ali. Uma delas foi o 2-clorofenol, uma substância tóxica usada em inseticidas e desinfetantes e que estava presente em todos os líquidos analisados. E adivinha quantos rótulos tinham essa informação?
Nenhum. Pra piorar, mais da metade dos líquidos sem nicotina na verdade tinham nicotina na composição. Isso é muito preocupante porque a nicotina é uma substância altamente viciante e que pode causar dependência.
E esses produtos que são vendidos como livres de nicotina geralmente são consumidos por pessoas que nunca fumaram, incluindo adolescentes. Em 2019, aproximadamente 18% dos brasileiros de 13 a 17 anos disseram já terem experimentado cigarros eletrônicos pelo menos uma vez. Cuidado com seu filho aí hein?
E antes que você me critique dizendo que cada um sabe o que quer, o problema é que nessa idade, o cérebro ainda está em desenvolvimento e a nicotina pode causar alterações irreversíveis, afetando tanto o aprendizado quanto o comportamento. Tentando proteger esse grupo mais vulnerável, muitos países proíbem a venda de produtos relacionados ao cigarro eletrônico para menores de idade. Outros, como a Jamaica, Japão e Suíça, proíbem totalmente a venda dos líquidos que tenham nicotina na fórmula.
A posição da OMS e de outros órgãos de saúde é que, independente de ter nicotina ou não, esses produtos não devem ser usados por adolescentes. E o que a ciência mostra é que os cigarros eletrônicos, da maneira como eles são hoje, podem trazer riscos sérios à saúde. Então.
. . Esse é um assunto que gera muito debate porque essas proibições podem proteger uma parcela da população, mas ela se esquece de um outro grupo, o dos fumantes.
Mas a gente não esqueceu de vocês não, tá? Pra quem já fuma, o cigarro eletrônico é a melhor opção? Pras pessoas que já fumam, as estratégias disponíveis pra largar o cigarro, como os adesivos de nicotina, não funcionam pra todo mundo.
E muita gente fala que só conseguiu se ver livre dos problemas do tabaco usando o cigarro eletrônico como substituto. Realmente, galera, o cigarro eletrônico pode ser menos perigoso pra quem já fuma, já que ele libera teoricamente menos substâncias tóxicas que o cigarro comum. Mas isso é pensando no médio prazo.
Nós ainda não temos evidências suficientes pra dizer que ele é um método eficaz pra parar de fumar ou até mais seguro no longo prazo. Nós não temos estudos suficientes pra prever os efeitos que ele pode ter na saúde se for usado por muitos anos. É por isso que o Brasil e outros 31 países proíbem a fabricação e a venda dos cigarros eletrônicos.
A gente sabe que eles estão circulando por aí, né mesmo sem regulamentação. Então, meu querido amigo fumante, saiba que é difícil de verdade garantir a qualidade e a pureza dos produtos que estão sendo usados. E por falar em qualidade de produtos, você já ouviu falar que usar vasilha de plástico no micro-ondas pode causar câncer?
Assiste esse vídeo aqui pra descobrir se isso é verdade ou um mito. Ou se você quiser saber de outro assunto, assiste esse outro vídeo que o YouTube te recomendou. Clica no gostei se esse vídeo foi útil pra você, considere se tornar um membro apoiador do nosso trabalho por aqui e se inscreve no canal.
Um grande abraço e eu te vejo no próximo vídeo. Tchau.