Caros Amigos bem-vindos a mais um episódio de hoje no mundo militar Neste vídeo falaremos sobre as bases militares russas na Síria e do por Putin está tão preocupado com o destino dessas instalações e se ainda não está inscrito no canal inscreva-se já e acione o sino das notificações para não perder nenhuma novidade para entender a ância estratégica das bases russas de tartus e camein na precisamos voltar algumas décadas à época da Guerra Fria foi nesse contexto que a União Soviética firmou um acordo com a Síria em 1971 para estabelecer um ponto de apoio Logístico em
tartus o objetivo era Claro oferecer suporte à quinta esquadra operacional Soviética que patrulhava o mediterrâneo como um contraponto à sexta frota dos Estados Unidos baseada na Itália esse acordo firmado com hafes Al Assad logo após o golpe de estado na Síria também visava estreitar as relações entre Moscou e a nova ditadura árabe e por isso tartus não era visto apenas como um Porto mas uma peça no grande jogo de xadrez da Guerra Fria ela simbolizava a presença Soviética no Mediterrâneo permitindo a União Soviética reabastecer os seus navios e manter uma Frota constante na região nos
anos 80 aquele ponto de apoio foi elevado a uma base de suporte técnico material consolidando a sua importância estratégica décadas depois em 2015 já so o governo de Vladimir Putin a Rússia estabeleceu a base aérea de kimin próxima a latakia em plena escalada da guerra civil Síria diferente de tartus que começou como uma instalação discreta kimin foi Projetada como uma base operacional de larga escala simbolizando a entrada direta da Rússia no conflito Sírio ao lado do ditador baixar ao Assad agora que conhecemos as origens dessas bases vamos entender porque elas são tão cruciais para Moscou
para a União Soviética tartus era uma ferramenta de projeção de poder Durante a Guerra Fria ter uma base no Mediterrâneo significava desafiar diretamente a supremacia naval da otan na região e por isso com o colapso da União Soviética em 1991 tartus perdeu grande parte da sua no entanto Putin percebeu o seu potencial estratégico quando começou a reconstruir o poderio militar e geopolítico Russo assinando um acordo em 2017 que permitiu a Rússia expandir a base e manter até 11 navios de guerra incluindo submarinos nucleares transformando tartus no único ponto de apoio da Marinha russa fora do
antigo espaço soviético kimin por sua vez foi concebido desde o início para ser um grande centro operacional de combate em poucos meses a base recebeu infraestrutura moderna como pistas capazes de suportar aviões de grande porte sistemas avançados de defesa aérea incluindo os famosos s400 e uma variedade de aeronaves de ataque e reconhecimento Além disso ela permitiu a Rússia controlar boa parte do espaço aéreo sobre a Síria e o mediterrâneo oriental em termos práticos essas bases representam a capacidade da Rússia de atuar militarmente muito além das suas fronteiras com A Escalada da guerra civil Síria que
começou em 2011 as bases russas se tornaram fundamentais para sustentar o regime de bachar a Assad em 2015 quando o governo Sírio Estava à beira do colapso a Rússia interveio militarmente de forma mais direta principalmente a partir de kimim de onde os aviões Russos lançaram uma campanha aérea devastadora focada em destruir as forças Rebeldes essa intervenção russa mudou o curso da guerra com o apoio Russo Assad conseguiu reverter grandes perdas territoriais recuperando cidades importantes como alepo e Holmes tartus por sua vez funcionava como um ponto de abastecimento para o fluxo de armamentos e suprimentos o
conhecido Expresso Sírio no entanto o custo humano dessa campanha russa foi altíssimo com os bombardeios Aéreos Russos atingindo civis e causando uma crise humanitária que gerou críticas internacionais apesar disso Putin consolidou a sua posição como um ator indispensável no oriente médio e agora para entender o impacto da queda do regime de bachar al Assad precisamos observar como a guerra civil Síria evoluiu nos últimos anos desde 2015 o regime é sustentado pelo apoio direto de Aliados como a Rússia e o Irã no entanto os longos anos de conflito desgastaram tanto as forças sírias quanto as forças
aliadas russas que acabaram obrigadas a redirecionar recursos para outros teatros de guerra principalmente para a Ucrânia em 2024 o regime de Assad sofreu um colapso súbito pegando Moscou de surpresa com uma coalizão de forças anti Assad incluindo grupos apoiados por potências ais como a Turquia lançando uma ofensiva Relâmpago que resultou na tomada de latakia e tartus as cidades Onde estão localizadas as bases russas o colapso foi agravado pela limitada capacidade de resposta da Rússia com a guerra na Ucrânia sugando boa parte dos recursos que de outra forma poderiam ter sido utilizados para reforçar as defesas
sírias aviões e sistemas de defesa aérea que outrora protegiam kimin foram deslocados para a Ucrânia deixando essas bases vulneráveis o impacto foi imediato com alguns relatórios indicando que diante da ameaça iminente a Rússia pode estar se preparando para evacuar equipamentos das suas bases se uma retirada completa ocorrer as implicações poderão ser muito Profundas perder tartus e kimin significa não apenas abandonar posições físicas mas também sacrificar décadas de influência acumulada no Mediterrâneo e no Oriente Médio Além disso há um elemento simbólico nessa retirada para Vladimir Putin kimin e tartus são demonstrações de que a Rússia havia
retornado ao palco Global como uma potência Militar de peso essas bases serviram como pontos de apoio para projeções de força que iam além do Oriente Médio estendendo-se ao norte da África e até ao Oeste da Ásia mas agora a Rússia enfrenta uma reavaliação dolorosa da sua posição na região mas efetivamente O que acontecerá se a Rússia não conseguir manter as suas bases na Síria as consequências irão muito além do Oriente Médio começando pelo Impacto imediato no Mediterrâneo tartus é a única instalação naval russa fora do antigo espaço soviético e sem ela a Marinha russa perde
um ponto estratégico de apoio para operações na região em enfraquecendo a capacidade russa de projetar poder não apenas no Mediterrâneo mas também no norte da África e no Atlântico oriental já kimin é uma Peça Central na estrutura de defesa russa na região a perda dessa base pode significar que Moscou não conseguirá mais sustentar campanhas aéreas no Oriente Médio diminuindo drasticamente a sua capacidade de influenciar conflitos locais Além disso as forças russas terão dificuldades em responder rapidamente a crises futuras enfraquecendo a sua posição em negociações diplomáticas com outros atores regionais Como Israel Irã e Turquia Outro
ponto importante é a questão da reputação a Rússia se posicionou nos últimos anos como um aliado confiável para regimes sob ameaça oferecendo apoio militar direto como fez na Síria e anteriormente na Venezuela a eventual perda das suas bases na Síria colocará essa narrativa em cheque como Putin pode convencer outros países a confiar na proteção russa se ele não conseguir manter as suas posições estratégicas na Síria esse golpe de reputação pode ter ramificações Profundas para a diplomacia russa em todo o mundo e não podemos nos esquecer do aspecto econômico já que manter uma presença no Oriente
Médio não é apenas uma questão militar Mas também de controle sobre rotas energéticas e influência sobre mercados regionais Sem essas bases a Rússia perde força em negociações de gás e petróleo setores fundamentais para sua economia por fim o impacto mais amplo é o geopolítico se a Rússia realmente perder tartus e kimin Moscou perderá a sua última cabeça de ponte no Oriente Médio deixando o caminho livre para potências regionais como Turquia e Arábia Saudita competirem por ainda mais na região e é claro abre mais espaço para os Estados Unidos também presentes na Síria que poderão aproveitar
essa oportunidade para fortalecer ainda mais a sua presença no Mediterrâneo oriental em um contexto de rivalidade Global isso marcaria uma derrota para as ambições de Putin de reafirmar a Rússia como uma superpotência global e se ainda não está inscrito no canal inscreva-se já e acione o sino das notificações para não perder nenhuma novidade [Música]