[Música] c'était un Matin de ma lorsque l'on s'est [Música] croisé j'ai voulu te rattraper mais Toi tu t'es envolé [Música] [Música] Beauté c'est ainsi que j'ai [Música] rêvé queim ET ET [Música] [Música] é sou Anila eu sou francesa é descendente de senegalês eu nasci numa cidadezinha na franç que chama evion e eu cheguei aqui para fazer mestrado na história e eu continuei na música Sou cantora eentão essa mistura [Música] toda [Música] asse tous ces gens toutes passant [Música] ET me voilà impatiente à ré de nous des à s'embrasser à s'en Sans seer dénudé [Música] à
sasser à S Sans seer Ah eu querci num ambiente bem bem maravilhoso porque essa cidade nas montanhas né com aloa essa fronteira com a Suíça na casa do meu avô paternal né o pai do meu pai tenho duas irmãs Então foi uma infância bem bem tranquila assim bem bem gostosa [Música] acho que agora no final talvez o que que a gente faz faz aquela comeno não volta pra mesma levada talvez acho que eu fui pra [Música] outra você acha isso bom ou meio triste assim ó não porque aí é só tem dois versos [Música] meu
avô paternal ele morou um tempo na África com meu pai minha tia meu tio minha avó ele trabalhava como Engenheiro na Costa do Marim na República centroafricana [Música] Car Enfim então meu pai nasceu na África na verdade Ele nasceu na Costa do Marfim é meu avô Maternal Ele nasceu no Senegal S Lui no norte do Senegal então meu avô ele foi morar na Suíça nos anos 70 não lembro quando foi porque ele foi estudar medicina chinesa E aí ele comprou uma casa na Suíça italiana ele meu avô tem uma história bem especial assim ele foi
meio que recriar uma África na Suíça mesmo porque ele tem cinco mulheres e na você entra na casa dele você tá na África mesmo é é é outro mundo é um mundo bem paralelo a esse Vilarejo que é minúsculo é na Suíça E aí eu ia para lá sempre assim eu passava férias na casa dele e E aí era assim a gente comia como no Senegal a comida senegalesa comia no mesmo pratos e meu avô sempre foi bem em preservar essas tradições mas aí eu conheci a África na casa dele na Suíça Talvez meu pai
Por mais que meu pai era descendente de de brancos né ele tinha uma relação muito mais forte com a África por ter nascido lá e e meu pai Viajou muito pelo trabalho ele ele morou um tempo no Quênia também então e a gente também foi morar com ele e então meu pai tinha essa relação mais natural talvez que a minha mãe que minha mãe ela ela viveu lá mas ela acabou conviv muito mais com com a família francesa eu acho que é que com a senegalesa mas ao mesmo tempo era isso minha mãe era tinha
essa relação com a música que era forte com com a dança ela fazia muito dança afro enfim não era preto ou branco né e acho que mais essa ambiguidade dela ser metade francesa metade africana também essa primeira geração que não foi não é tão Óbvio acho que na França essa Miss geração começou e é muito recente Então acho que inconscientemente ela tem um pouco isso de uma dificuldade dentitas talvez que fala pra gente que a gente era também negras mas que tinha isso tudo essa construção de agora de uma identidade que ainda não existe tanto
ainda mais na cidade que eu cresci né que é uma cidade pequena aí tinha vários comunidade mais marroquinas da argelinos né tunisiano que aí é outra história porque já tem uma consolidação no meu caso na as minhas irmãs a gente tia essa mistura que não era muito claro nem pra gente nem PR pras pessoas que que conhecia a gente porque é difíc difícil de definir de onde a gente vem eu acho que tinha um pouco disso si tu savais comment Je t'aime Toi ai tu do mimer si tu savais combien Je t'aime Toi aussi tu
dois m'aimer s- mooi dans tes Bras je chante eu gostava de história mesmo tinha um essa contradição dentro de mim histórica né tinha um avô paternal que foi Colono na África e um outro que nasceu colonizado né então acho que eu tinha um pouco essa esse não entendimento que era muito diferente de várias pessoas que eu conhecia e quando sei lá quando era adolescente isso que eu falei que era descendente de marroquino descendente de á era muito Claro na cabeça deles eles era descendente não que era mais claro mas pelo menos sabia que eles descendia
dessa colonização e enfim para mim acho que tinha um pouco disso de ficar um pouco perdida com essas duas [Música] histórias gig eu tô pensando agora usar pro disco assim tava conversando até com a fotógrafa da gente pensaram fazer um talvez colagem enfim pensando como a gente ia usar esse material porque eles são bonitos mas eu usei não peguei porque tava perdido na minha casa eu falei pro meu pai que eu ia pegar para usar um dia assim para fazer alguma coisa que tava veramente jogada numa num armário assim aqui que o senegal deixa eu
ver Z isso aqui o Sul do Senegal E aí aqui é da cá porque Senegal é bem na frente de CAB né tanto que eu tem chamava ver nessa região aqui aí aqui é Dakar me avô ele é de S Lu aqui é essa África idealizada acho que é um pouco de do Olhar dos outros talvez também porque acho que tinha um pouco de como as pessoas me via né como descendente afrodescendente né E como eu não tinha muito essa esse conhecimento sonhava muito né eu sonhava muito de conhecer eu acho que eu sonhava muito
de pertencer também a esse ao a o senegal né de uma certa forma e acho que isso que eu falei do meu avô também dele mesmo ter reconstruído essa pequena África na casa dele né Então tinha as roupas tinha a comida que para mim era muito louco né de ter isso sem nem conhecer o o o senegal né acho que então era bem era bem idealizado eu acho papou quando fui pro Senegal eu eu ao mesmo tempo me encantei na mesma idealização que acho que eu tinha né mas ao mesmo tempo falei ah eu foi
indo pro Senegal que realmente eu entendi que eu era já chegando no Brasil eu entendi que eu era francês é de cidadania de nascimento e quando fui pro Senegal Também entendi porque lá também eles falavam eles brincavam eles falava senegas e aí essa brincadeira tipo Senegal seneg já essa mistura dos dois né da França com Senegal quando você estrangeira Você sempre tem esse dilema de ah eu não tô no meu país não tô nas minhas raízes Será que eu volto mas ao mesmo tempo né Sempre que eu volto para lá que para passar um mês
dois meses eu falo Ah quero voltar pro Brasil então é é complicado é é um é uma vida meio estranha mesmo de ser estrangeiro né porque você eh fica num dilema de não se do lugar e ao mesmo tempo virar do lugar né você vira também numa certa forma o país que você vive né então eu eu eu vi eu virei o na não brasileira ou uma não francesa às vezes eu tenho um pouco essa sensação né savá oi Toi ça va tu me vois bien c'est Clair là ouais c'est parfait c'est parfait tu es
o Du coup là Je suis Encore dans le cabinet mais j'ai Fini ET S Louis quao quand est-ce que tu retournes du coup ah je retourne certainement si à cause Du covid on attend l'autorisation de pouvoir y aller nov ah ah ça va en novembre Ok Nouveau [Aplausos] cas rmr en France ouais tu es beau pap donc qu'on s'est pas vu depuis le début de la on s'est pas vu en vidéo depuis le début de la quarantaine mais tu es en formei ouioui va on s'est juste par téléphone mais Sans se voir en vidéo j'essaierai
de venir au sénégal aussi quand quand les vols seront libérés si enfin quand les choses seront Plus calmes absolument absolent comme ça on se verra là-bas ça Marche Merci papi gros [Aplausos] bisous sou nasci numa cidade que era tão pequena assim eu lembro que eu eu ficava um pouco sufocando na minha cidade uma hora queria ver o mundo e quando eu cheguei em Paris Eu lembro que Nossa fiquei bem encantada com toda a mistura que tinha Conheci um outro mundo e as pessoas que eu coné dentro da Universidade fora da Universidade foram pessoas super importantes
até para esse processo da música A minha irmã também é cantora então era 8 anos mais velha a minha mãe estudava canto e ela enfim colocou a gente muito cedo na música e então com meus irmãs a gente tipo cantava juntas a gente era bem na brincadeira na verdade com minhas irmãs E então sempre foi muito presente assim o canto eu cogitava mas eu não admitia que eu cogitava porque eu eu me envolvia muito com com canto até na escola eu lembra que eu cantei sei lá no no espetáculo da Escola E E aí eu
eu amava mesmo mas na época eu era muito tímida Então acho que eu não não assumia tanto acho que na faculdade que eu comecei a a a sentir que eu que eu gostava mesmo que eu começar a compor também que acho que o lugar de compor também me chegou nessa [Música] época e aí foi de fato aqui que eu que eu me abri que eu tive umas composições também mais elaboradas que eu me reconhecia nelas que eu comecei a mostrar E aí foi um pouco Tardivo né Foi com 26 foi alguma coisa [Música] assim retour
[Música] touch [Música] retour D retour [Música] non toucher [Música] salve salve a sessão não abre Cara essa sessão é é essa daqui porque tem dois tracks e uns uns efeitos de t e a gente essa fez eu gravei na sala é fez ao vivo essa foi ao vivo isso que a gente fez sem efeito do no violão né o o o sim acho que não né a fez 100 também é mas que super funcionou também por isso que talvez seja o caso da gente só Vas texturas que a gente sente falta enfim Sabe aquele dis
com África Negra manja você me mostrou lind menos né [Música] uma é isso é bem bonito uh uh eu tô gravando assim meu primeiro disco e com cae hofen que a gente se conheceu com meu IP na verdade né Ele é super amigo do th então o thó tava produzindo ele mostrou para ele e aí o k escutou a faixa do Bush buch e gostou muito e aí a gente também se conhecia de de amigos enfim e aí ele falou que gostou e aí eu falei meu vamos fazer coisa vamos tocar juntos na verdade eu
lembro até hoje essa coisa de você falar não então eu comecei a compor aqui ó ó ó essa música e tal daí o Tom mostrou falei Caraca música linda ela tá cantando PR Caramba como é que a gente não sabia que ela cantava e tal e aí a gente começou a se encontrar toda sexta-feira isso PR tocar e a gente viajava era muito legal na época não tinha nem nem ainda a ideia tanto de de disco eu acho mas a gente ficava tocando e agora a gente tá preparando o disco juntos n é esse disco
ele acho que ele resume um pouco isso que você falou do do Brasil de uma francesa africana no Brasil porque eh ele vem desse repertório que eu tô tocando a há uns anos agora é Há dois anos do IEP mas também das composições que eu tava escrevendo ao longo desses desses [Música] anos então a música da na ela tem uma conexão muito forte com muita coisa que que eu gosto de escutar também que tem a ver com a música da diáspora Africana e E no caso dela a música do Caribe a música dessa diáspora paraas
colônias de língua francesa e eu sempre gostei muito de escutar né totô bizant são influências que eu tinha e que ela tinha também eu entendo que a que a sonoridade eh dessa primeira leva de composições eh e desse disco assim da Naí é uma comunicação entre os os continentes que estão que que fazem Face ao Atlântico sabe é uma comunicação comum entre esses lugares aí voltaria [Música] ououou des chasseurs à tous les coins de ah des regards menac en cette qui sont-ils ses hes en fu qui sont-elles femmes au S qui sont-ils ces hes en
fu qui sont [Música] FT f sontes [Música] todo mundo que ouve ela cantando falou nossa como ela canta Bonito essa é a expressão que que tem sabe a primeira coisa que chama atenção eu fala que voz gostosa de ouvir não é uma coisa de ser super treinada e cheia de vibr uma voz natural naturalmente gostosa de de se ouvir eu nunca tive muito ã receio de nada porque quando você tá gravando uma canção Você sempre tem que descobrir esse som da voz a cada gravação e e o dela tá descoberto por por ela mesmo assim
Claro que ela pode expandir Mas então isso é uma coisa que dá uma confiança o mais importante de dizer assim é que a Anaí é uma baita musicista ela tem uma uma cabeça de compositora é maravilhosa assim que me me toca muito assim ela é muito musical muito melódica muito criativa e inventiva E então acho que o meu papel é é ajudar a ela a a encontrar essa voz e como trazer isso enquanto uma sonoridade para um disco quando euv eu logo percebi alguma coisa de apesar de ser um brasileiro tocando violão de nylon tá
alguma coisa meio de Male assim no jeito da das linhas da e e ao mesmo tempo achei que parecia bastante música brasileira mas daí você canta em francês sei lá dá para sentir várias coisas assim ouvindo de cara o que vocês isso já O que vocês estão fazendo né era vocês e o Thomas me pareceu uma música que é poderia acreditar que é de um brasileiro ou seja tem uma Musicalidade brasileira ali talvez também porque você esteja esteja com os músicos aqui e tal mas ao mesmo tempo senti essas linhas melódicas que me me lembraram
de ali far catur de Mali e como a gente já é um país de misturas né acho que talvez por isso até para mim já pareça Bras algum tipo de música Brasileira né então eu queria te perguntar que que você se sente fazendo assim que que é é e e agora que estava falando do Maranhão no começo foi uma coisa que eu refleti muito também eh quando que eu refleti depois talvez de cantar porque as músicas nasceram e depois eu fui reouvir eu falei nossa mas será que que que essa Melodia veio dessa maneira né
e acho que já na na França tinha muito essa influência marroquina argelina na Musicalidade nos anos 90 era muito forte rachit Red aí o alifar catur e acho que aqui foi meio natural também de fazer essa música que era francesa porque eu cantava em francês mas ao mesmo tempo não sei na veia tinha uma outra melodia que não era essas melodias tão música francesa [Música] isso vai ficar numa num lugar longe assim totalo eu gosto muito quase essa camada PR música isso a saudade né também de de sentir que você tá longe do seu país
e e a coragem também porque você não tem todas as referências que você foi construir nesse outro país mas acho que a saudade foi muito importante para para compor em francês também porque acho que eu tava com com de repente acho que quando você dist vai se distanciar do seu país que você vê seu país né que você se que você conhece tive um pouco essa impressão tem um pouco essa impressão né É então acho que o fato de de estar no Brasil participou bastante e sem falar CL que o Brasil também esse país é
musicalmente muito rico né nossa ess gosta [Música] muito não fic [Música] b a voz da Ana é uma coisa que me toca cara o que ela cantar em a língua que ela cantar é uma voz que me toca assim ela tem uma maturidade assim e intuitiva uma maturidade intuitiva em fazer em compor em cantar e é curioso isso né E essa questão da língua né e para mim me remete a questão uma questão anterior que é a música instrumental que é a melodia pega as pessoas e é interessante isso porque você vai formando um público
NS né Tem várias pessoas que a gente vê recorrentemente nos no nos shows e tal e as pessoas estão cantando meio que e vem dizer tipo meu tô cantando essa letra nem sei o que eu tô cantando mas eu pego a sonoridade então tem antes de tudo Acho que tem isso Anaí tem melodia e a melodia dela é boa é bonita e é é universal [Música] [Música] se [Música] cer la [Música] se Ma Che se le com B come [Música] o Brasil eu vim assim me mudar mesmo foi 2015 mas aí eu já tinha tido
essa experiência de intercâmbio né em 2012 2013 E aí a decisão foi bem quando eu entrei no assim no fim da graduação e quando entrei no mestrado Principalmente quando eu entrei no mestrado que eu falei que eu queria conhecer o Brasil queria ir para lá e entender que que era [Música] se [Música] Lemar se [Aplausos] [Música] marar seand [Música] E aí de música eu conhecia coisas mas eu eu nunca conhecia tudo que fui descobrir depois que que deu um choque assim eu conhecia os básicos Milton o Gil O Lu Borges assim que eu escutava lá
em Paris e aí quando cheguei aqui eu vi o também eu lembro em Paris na época e mas quando eu cheguei aqui que eu que eu descobri um mundo gigante assim que eu não fazia a ideia então foi um pouco essas Idas e Voltas essa decisão não foi Ah agora eu vou pro Brasil eu fico não foi eu fui voltei fui e voltei foi um pouco assim e aí 2015 eu falei agora vou ficar a pesquisa aqui assim o que que me motivou foi isso que eu cont do do me orientador já em Paris e
e de ser Atlântico negro de entender esse fluxo que tinha já entre o Brasil e a África mas aí quando cheguei aqui eu me eu me reentender vez nessa crise racial que eu tinha e perceber que aqui tinha essa crise racial muito forte Então eu fui muito me interessar pela antropologia também Francesa e dessa construção de raça e dessa construção de superioridade inferioridade Então me interessei muito no século X e no momento da abolição e também de novo essa fase de pesquisa foi muito rica para para minhas composições também porque eu eu acho que entrava
num mério dentro de mim de ficar tão sozinha de de de tentar entender muitas coisas que na verdade além da minha pesquisa eu tava tentando acho que me entender e aí acho que a Musicalidade entrou um pouco Nisso porque aí eu fui pesquisar eu fui conhecer também outros historiadores que no caso tinha uma pesquisa muito ligada à música e e à escravidão E aí eu comecei a me interessar muito mais pro Haiti pros Caribes então foi tudo sempre muito interligado acho nesse nesse mundo acadêmico e e a música foi muito conectado até falar agora eu
vou pra música e academia não vou [Música] continuar minha irmã me falava assim não tenha medo do que vai vir minha irmã me falava assim Não tenha medo do que vai vir leva o que a vida te deu através de tantas gerações levar o que a vida te deu através de tanta geração qual será a lua seguinte uma luz ou uma decepção qual será a cor deste dia [Música] escuro qual será a lua seguinte uma luz ou uma decepção qual será a cor desse dia [Música] escuro tã tarã tã ta tarã [Música] [Música] T sem
[Aplausos] [Música] [Música] eu acho que veio de uma vontade também de sentir de novo o canto porque acho que quando você canta umas composições que você vai se juntar com uma banda você acaba e está numa zona de conforto não de conforto porque sempre V monte de desafios muitas questões Mas você acaba ir repetindo umas coisas você criou juntos e vai se reproduzindo né e eu tava querendo sair dessa zona de conforte e ver como que era improvisada também também com com esse outro lado que é a dança com por mais que eu não dancei
mas de interagir com o movimento da pessoa e e sentir o que que eu ia cantar acho que explorar um outro lado também da minha voz que eu que eu senti que eu gostava E aí na voz na hora que eles foram me desafiar dis não Agora solta porque tinha esse lado um pouco mais caótica né da história do do processo todo e da história que a gente estava construindo e é isso de gritar de de de inventar de improvisar também nossa Naí canta muito lindo eu ten uma voz super doce tal mas a gente
queria ver ela ah gritando assim perdendo o controle mesmo né eu já tinha assistido um show da Anaí nem sab depois que eu liguei uma pessoa a outra e aí a gente foi trabalhando nisso de tentar quebrar de tentar achar um lugar assim onde ela conseguisse desistir desafinar se [Música] [Música] [Música] desmontar de toda coisa foi a ideia de Vênus e e da possível existência de vida em Vênus e tentando brincar com essa ideia de criação Gênesis de um novo mundo na criação e e o fim de um de um mundo assim também de alguma
maneira veiculado ao sentimento pandêmico que a gente estava ali fim de um mundo e início de um novo o que seria esse novo mundo e aí aos poucos a gente foi desenvolvendo isso tudo junto meio que sem pensar muito numa cronologia ou numa coisa muito racional assim e a an acabou virando essa figura que que fazia essa cena da criação do mundo e a Anaí foi super importante nesse processo acabou virando a nossa Vênus né nossa Vênus de personificou assim [Música] [Música] [Música] meu filho mi [Música] umco Celo finalzinho eu tenho que ver com acho
que cai no tempo já [Música] C quando gente te perseguir Mas você fo embora hora que eu entendi a letra Ontem foi um momento que eu passei por uma dúvida que eu já tava passando que se aquele arranjo tava condizendo com o clima que ela tava dizendo ali porque eu tava com dúvida se eu tava o arranjo tava fazendo ficar triste e eu perguntei isso para ela e ela falou Talvez um pouco mas aí quando eu li a letra eu percebi que tem uma melancolia que cabe no no na primeira parte do poema e quando
ele ela explode só em imagem do que é mesmo uma coisa mais física a música dá uma uma andada isso eu não se eu fiz sem saber era só pela melodia pelo pelo campo que a melodia sugeria então Funcionou quando eu li ela também sacou isso isso direciona a gente pro que a gente for colocar lá [Música] c'était un ma de ma lque l'on s'est [Música] croisé j'ai voulu te rattraper mais toi tu' [Música] nesse momento que a gente tá vivendo no Brasil mas eu falaria at que no mundo né que é porque mundialmente a
gente atravessa essa crise essas crises éticas muito forte humanas né e o que eu sinto de mais forte com a arte é trazer essa humanização de novo de volta né porque o que que a gente tá vendo também é muito desumanização Muitas pessoas perdendo o contato com os outros né e acho que a arte ela ela vem criar esses novos imaginários né criar essas utopias que na verdade não são umas viagens inatingível né elas elas ao contrário dá uma poss uma possibilidade de de de viver com uns com os outros eu sinto muito isso que
ela vem trazer essas essas pazes né [Música] ficar [Música] mais a música ela ela provoca isso em mim a literatura provoca isso em mim o cinema provoca isso em mim e se questionar também acho que nunca parar de se questionar porque pode ter uma tendência nesse mundo que a gente vive a falar Ah tá tudo chato e acho que a arte ela tem esse papel de de mostrar que não tem muitas muitas coisas para para observ vári pode tentar subir um pouco o microfone põ ele um pouquinho Tira um pouquinho do bojo Pou po vou
desvirar ele um pouquinho ele Define um pouco mais bonito também é mas não muito porque realmente tira tá muito vazio é legal até ser um pouco Grand mas é um pouco de [Música] fico muito satisfeito quando eu passo 7 horas dentro do estúdio e eu sinto minha cabeça extremamente conectada com o que tá acontecendo durante o tempo todo eu eu sei eu imagino para vocês muitas horas ali olhando a gente repetindo o décimo take da sono às vezes eu tô num estúdio que todo mundo sabe o que fazer eu eu fico assim também porque eu
não tenho muito o que interferir mas ali eu tinha tudo para entrar com nada e sair com alguma coisa que vai levar para um caminho bonito Ah eu sonho de poder continuar né a a receber a cantar a e a viajar né porque também tudo isso Começou com uma viagem né e eu quero continuar até esse movimento de viajar de tocar em outros lugares de me conectar com outras pessoas de transformar transformando também minha Musicalidade de não deixar num lugar confortável também e e tocar na minha é n minhas terras também tocar na França tocar
no Senegal conhecer outros lugares do Brasil também viajar no Brasil para tocar isso é um desejo muito forte e continu a pesquisar acho que eu tenho um pouco isso dentro de mim pesquisar [Música] c'était un Matin de ma s'est croiser j'ai voulu te rattraper mais toi t'es envolé tu éis Beauté presque été c'est ainsi que j'ai vais que l'on simer ET s'embrasser ET long danser tout cor collé que l'on sim ET sass dans tout cor [Música] [Música] [Música] ET te voilà bien Assis sur le Ban Du Past [Música] tu regardes tous ces gens toutes ces
passantes ET me voilà impatiente ré de [Música] nous dénudé à s'embrasser à s'en lasser Sans seer dén à s'embrasser à sasser Sans seer [Música] [Música] [Música] [Música] k m