Er Er Er prezados eh prezadas, boa tarde. Eh, o Ministério da Saúde no Dia Mundial de Prevenção de Quedas eh promove esse binário para trazer informações, né, sobre o cuidado, a prevenção, orientação à população idosa, cuidadores e familiares sobre o cuidado integral de saúde da Pessoa idosa, com foco na prevenção de quedas. Nesse primeiro momento, nós vamos fazer eh uma pequena mesa de abertura. Então vou convidar a senora Valquiria Cristina Batista Alves Barbosa, representando o Conselho Nacional de Saúde, para fazer a sua saudação. Boa tarde a todos e a todas e a todes. Conselho Nacional
de Saúde, eh se sente muito honrado em participar desse webinário de prevenção de quedas Dia 24 de junho, né, que é que foi instituído esse dia de prevenção. E normalmente assim, uma grande parte de pessoas que têm esse tipo de incidente são pessoas idosas. Então nós, enquanto Conselho Nacional de Saúde, representando aqui a nossa presidenta Fernando Magano, nós temos essa preocupação de trabalhar nessa perspectiva da prevenção. Eh, estamos vivendo a revolução da longividade. Nunca na história do mundo As pessoas viveram mais, mas nem sempre com qualidade de vida. Então, às vezes com a capacidade funcional
comprometida. com a mobilidade também reduzida, que favorece bastante a questão de quedas. Então, é importantíssimo essa iniciativa do Ministério da Saúde, através da Coordenação Nacional da Saúde da Pessoa Idosa, em levar essa discussão para os os profissionais da atenção primária à saúde, que é a porta de entrada, eh Levar essa discussão para todos os profissionais por conta que a questão de queda é uma questão de saúde pública e precisa ser divulgada. E também acho super importante a professora Marizete, professora de educação física, do professora do curso de graduação de educação física da UnB, esteja aqui
também, porque nós temos que trabalhar na perspectiva da prevenção e a prática da atividade física é importantíssima Nesse processo, na prevenção de quedas. E eu assim também vou bater palmas aqui paraa nossa eh garota propaganda, Ana Castro, porque também nós temos que dar protagonismo paraa pessoa idosa, mostrar não só as questões científicas e técnicas, mas da questão do poder de voz da pessoa idosa que tá vivenciando esse processo, está se cuidando, fazendo atividade física nessa perspectiva de prevenção das quedas. Obrigada e uma ótima um ótimo webinário. Agradeço, senhora Valquíria pela sua colocação, pelas suas falas.
Passo então a palavra pro professor Dr. Edgar Nunes Moraes aqui nesse ato representando o CONAS. Então, boa tarde. Boa tarde para todo mundo. É muito prazeroso estar aqui nesse evento tão importante, promovido pelo Ministério da Saúde. E aqui parabenizo a coordenadora da Atenção Nacional eh a saúde da Pessoa e Dora, Dra. Lígia e sua equipe e todos e todo o Grupo do Ministério da Saúde que tá realmente envolvido em melhorar a vida, vamos dizer assim, da população idosa brasileira. E eu fico muito feliz também de ver os outros entes representados aqui nesse evento, como o
Conselho Nacional de Secretários de Saúde, reafirmando a importância da gente ter todas as instituições envolvidas em políticas públicas no Brasil de forma harmônica, de forma sintonizada. E hoje eu não tenho dúvida dessa harmonia, né, Dessa integração que há entre o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional do Secretário de Saúde, que aqui eu represento enquanto eh eh geriatra, eh professor de geriatria aqui da UFMG. E esse tema é um tema muito muito relevante, né? é um tema tão relevante quanto a a a festa junina. Por por coincidência, hoje é o dia de São João. Eu
até pesquisei para ver se alguma relação entre o São João de Quedas, mas eu não vi nenhuma relação, Não sei se tem, porque no Brasil, principalmente no Nordeste, é uma festa muito importante, né? E eu acho que é uma forma de chamar atenção para essa para essa para esse fenômeno, né, essa complicação, essa condição de saúde, que são as quedas, particularmente as quedas de repetição. E é muito interessante, né, a gente vê a perspectiva. Enquanto na criança a queda faz parte da infância, é normal na infância, tá? Logo que a criança começa a andar, é
Normal ela cair. Isso faz parte do processo de desenvolvimento. Mas na velice não é normal, não é normal o idoso cair. Eu acho que com esse evento, Francisco, se a gente conseguir mostrar para vocês que queda não é normal do idoso, não é normal na velhice, já vai ser uma revolução. Por quê? Porque queda é considerado um fenômeno normal da velice e não é. A queda ela representa um problema de saúde e que nós temos que avaliar, nós Temos que avaliar esse indivíduo na sua plenitude. E hoje nós temos no Ministério da Saúde, no prontuário
eletrônico do cidadão, um instrumento que é o índice de vulnerabilidade clínico funcional, o IBSF20, que tem uma pergunta exatamente sobre essa questão. se a pessoa teve duas ou mais quedas no último ano. Então, na presença desse problema de saúde, você tem que se preocupar, você tem que avaliar esse indivíduo para ver O que tá acontecendo. Então, volto a insistir, cair é normal na infância lá aos 2 anos, mas a partir dos 60 não é mais normal. até 60 anos eu posso até admitir que seja normal, né? Mas acima de 60 não. Até porque as complicações
associadas às quedas são inúmeras. Agora, um recado importante. Da mesma forma que a gente gostaria que os profissionais de saúde, que os familiares, que as pessoas idosas entendam que queda não é normal da Idade, também achamos muito importante não culpabilizar a pessoa que cai. Esse é o outro grande problema que a gente vê. Quando o idoso cai, ele é acusado de um crime ediondo, que é cair, sendo que a responsabilidade não é dele. Não tem nada mais atrogênico para uma pessoa idosa que cai do que chamar a atenção dela afirmando que ela não deve cair,
que ela não pode cair porque queda é perigoso. Ela sabe disso. Ela sabe disso. Não precisa falar. Por Quê? Quando você acusa o idoso de ter caído, ele se sente culpado e ele não tem culpa. É um problema de saúde. É igual culpar o hipertenso por ser hipertenso, culpar o diabético por ser diabético. Queda é uma condição de saúde que tem que ser avaliada e tratada. E obviamente o melhor tratamento é a prevenção desse fenômeno que tá presente em 1/3 dos indivíduos acima de 60 anos. Então é muito frequente. Então além de ficar claro para
você que queda não é Normal, você não deve culpar o idoso porque senão você vai piorar o risco de queda. Por quê? O único jeito que ele vai que ele sabe de não cair é não mais andar. é não mais fazer atividade que aumenta, que pode estar associada com queda. E aí é um problema maior ainda, a falta de atividade física. Então, acho que esses dois recados eh eh devem estar muito claros para você. E nós do Conselho Nacional de Secretários de Saúde lançamos recentemente um material Também sobre quedas, sobre prevenção de quedas. O CONAS
é só entrar no site do www.con.org. br que você vai ver um material que ficou muito muito bonito, né, de algumas orientações com relação à queda e que nós inclusive agora estamos traduzindo esse material para a linguagem brasileira de Sinastro, para que a gente possa fazer a inclusão, para que possa chegar a todas as pessoas de todas as idades, para que a gente possa enfrentar Esse problema, dando evidência, dando visibilidade e deixando bem claro que é possível prevenir e é possível evitar as complicações desse fenômeno, dessa condição de saúde, que são as quebras. Então eu
agradeço muito o convite, né, de estar aqui presente, contribuindo para engrandecer esse esse esse encontro e espero que você saia daqui com uma visão modificada desse problema que são as quedas. Obrigado. Agradeço o professor Dr. Edgar pelas Suas palavras, eh, contribuir significativamente aí paraa saúde da pessoa idosa no Brasil. Eh, vou passar a palavra então agora pro Dr. Artur de Almeida Medeiros, que é da SA, né, Secretaria de Atenção Especializada, eh, do Departamento de Atenção Especializada em Temática para fazer aí a sua fala e a sua saudação. Boa tarde a todas e todos. Obrigado, Francisco.
Obrigado, Líia, pelo convite. Eh, é uma satisfação, uma honra estar aqui, mas sobretudo um momento extremamente importante da gente reforçar a necessidade da gente articular as ações e reforçar a concepção sobre o a interseccionalidade em saúde, né? Eu sou Ortomedeiros, como o Francisco colocou, estou atualmente na Coordenação Geral de Saúde da Pessoa com deficiência. E esse tema transversaliza, né? É extremamente importante a gente lembrar Que a gente precisa cuidar de todas as pessoas em todos os ciclos de vida, eh, as pessoas com todas as condições de saúde. A gente precisa ter um olhar especial pro
envelhecimento das pessoas com deficiência, mas sobretudo também precisamos lembrar das pessoas idosas que porventura se tornam pessoas com deficiência na velice. Então são duas nuances distintas, mas que precisamos estar atentos e preparados para acolher e dar o melhor seguimento possível no Cuidado dessas pessoas. E quando a gente entra no tema de hoje, né, do webinário, que é a prevenção de quedas, a gente sabe que a queda é uma das principais causas que pode levar ao impedimento físico dessa pessoa e ela então ser considerada eh pessoa com deficiência. Só relembrando, né, a Lei Brasileira de Inclusão,
o Estatuto da Pessoa com Deficiência, que traz pra pessoa com Deficiência que ela tem um impedimento de longo prazo, seja físico, Intelectual, mental ou sensorial, que quando encontra alguma barreira, essa barreira eh impede o seu exercício de cidadania. Portanto, uma pessoa idosa que que cai e, porventura tem uma fratura ou alguma outra eh comorbidade e porventura tem algum impedimento, ela vai ser considerada como pessoa com deficiência. Então, a gente tem a intersecccionalidade. Aí a gente tem uma pessoa idosa, com deficiência, às vezes com outros Agravos, com outras condições e que precisa ser olhada na sua
individualidade, na sua singularidade. Então, eh, quando recebi o convite para estar aqui hoje, não tinha como não dizer da satisfação e da alegria da gente trabalhar isso conjuntamente, né? é a gente trabalhar o cuidado na atenção primária, o segmento do cuidado na atenção especializada e também o retorno depois paraa atenção primária, a indução da prática esportiva como um recurso eh Terapêutico, mas sobretudo um recurso de gestão do cuidado para essas pessoas, para que a gente possa de fato eh trabalhar na prevenção desse agravo que pode, né, eh ter diversas consequências. A queda, ela tem questões
que precedem o momento da queda, mas também tem questões que são posterior à queda, que precisam ser analisados. E todo esse esse essa tarde de hoje, eh, tenho certeza que servirá para isso, que a gente possa ter esses diferentes olhares Sobre essa condição, para que a gente possa ter esses diferentes olhares para essa população específica que a gente tá trabalhando aqui hoje, que é a população idosa, e que a gente reconheça essas necessidades e que as intervenções de saúde sejam adaptadas à realidade de cada pessoa e a necessidade de cada pessoa. Para isso é imprescindível
que a gente faça uma avaliação, um um um conhecimento da realidade dessa pessoa e que seja elaborado o projeto terapêutico Singular, que a gente consiga identificar dentro do território, dentro da casa dessa pessoa, dentro da rede de apoio dessa pessoa, quais são as suas necessidades que a gente possa trabalhar a partir disso, as intervenções para prevenir a queda, para promover o fortalecimento muscular, enfim, para que a gente consiga promover saúde, qualidade de vida, inclusão social dessa essa pessoa. Então, parabenizar a iniciativa, a oportunidade de tá aqui e Que a gente consiga ter uma tarde extremamente
rica. Obrigado. Agradeço eh senhor Artur pelas suas palavras. Eh, agradeço muito eh as pessoas, né, senhores que participaram dessa mesa de abertura. Então, agora nós vamos eh começar as palestras com as nossas palestrantes que estão aqui e vamos ter também um relato de experiência. Então, para fazer a primeira palestra, vou chamar então a Dra. Elíia Yasmine Pereira dos Santos com Alberto, que ela é a nossa coordenadora aqui, né, da atenção à saúde à pessoa idosa, e ela vai falar sobre envelhecimento saudável e atenção primária chamado à ação. Chamada à ação. Olá, boa tarde. Eh, independente
do horário, né, que vocês estão assistindo aí, essa live vai ficar gravada. Eh, agradeço a participação de todos e todas que, eh, né, atenderam o nosso chamado de estar aqui hoje para falar desse Tema. Hoje comemorado o Dia Mundial de Prevenção de Quedas e trazer essa temática para falar, né, especificamente sobre saúde da pessoa idosa, como já foi dito, né, é mais do que urgente, absolutamente necessário. tem sim um protagonismo da atenção primária nesse cuidado, nesse olhar, para que a gente possa de fato efetivar a prevenção, a promoção da saúde e dar a atenção, o
manejo, a intervenção necessária que a pessoa idosa necessita para evitar a Recorrência das quedas ou evitar complicações dessas quedas, né? Então, eh, espero hoje poder contribuir, né, e a gente poder explorar um pouquinho mais sobre isso para que as equipes se sintam à vontade, capacitadas para poder trazer esse olhar diretamente para a população idosa, né, eh, com a perspectiva de entender que é possível intervir, é possível promover qualidade de vida, a incapacidade, né, ou os desfechos negativos que são comuns à medida, né, Quanto eh maior a idade acaba sendo um pouco mais prevalente, né? Como
as quedas, eles podem ser evitados, né? Então não é algo comum, natural da idade especificamente, como bem ressaltou Dr. Edgar. Então vou apresentar para vocês, fazer um Vocês estão acompanhando aí a minha tela? Conseguem ver bem? Sim. Então, desde o censo de 2022, né? eh mais de 32 milhões de pessoas idosas, a grande maioria são pessoas independentes para atividades de vida Diária. Isso significa que aquele estigma, né, de que a idade a gente tem eh aquele símbolo, né, do idoso com a bengala, do idoso com necessidades de eh tecnologias assistivas, né, de apoio com algum
tipo de incapacidade, eh representa uma parcela só, né, da população idosa. grande maioria são idosos independentes, autônomos e a gente precisa garantir e promover que essa autonomia, essa independência prevaleça e permaneça pelo máximo de Tempo possível, né? Então, garantir o acesso e as intervenções adequadas para permitir que essa eh independência e essa autonomia seja promovida ao longo de todo o curso de vida. A nossa política nacional de saúde da pessoa idosa, ela traz a responsabilidade, né, a finalidade de manter, recuperar e promover autonomia, independência do indivíduo idoso, entendendo o envelhecimento, né, como curso de vida,
né, a gente não fica velho aos 60 anos e Não adianta também as intervenções só a partir dos 60 anos, e sim uma construção ao longo de todo o curso de vida. Eh, também é importante incluir a funcionalidade nesse olhar, né? Então, as intervenções que a gente oferta no cuidado em saúde com as equipes de saúde da família, no cuidado também no serviço de urgência, emergência, serviço hospitalar, a gente precisa olhar para a funcionalidade, quem é essa pessoa no dia a dia, como que ela funciona na sua Rotina, no seu dia a dia, porque uma
fratura de fêmor em uma pessoa idosa, que é independente para atividade de vida diária, que trabalha, que eh, né, tem, ainda que ela tenha 90 anos, né, eh, 96 anos, a idade que for uma fratura de fêmor numa pessoa que tem a a sua autonomia, independência preservada, ela é catastrófica, né? Eh, então as intervenções para que a gente possa reabilitar no momento oportuno, garantir acesso rápido, né, a todas as Intervenções necessárias para que essa pessoa possa recuperar a sua funcionalidade, né? Então, identificar essa funcionalidade inicial, basal, é essencial. Eh, vou passar aqui o os slides.
Então, as quedas elas podem ser evitadas, né? E esse indicador da prevalência de quedas é algo importante para que a gente possa monitorar e acompanhar numa população. Eh, tem uma prevalência de, né, mais de 25%, está entre as 10 condições de saúde Que mais levam à incapacidade, aos anos vividos com incapacidade. Então, a gente tem vivido cada vez mais, mas infelizmente ainda vivemos com bastante eh limitação, com bastante incapacidade. Então, a gente precisa ampliar os anos vividos saudáveis, né, com boa qualidade de vida. Esse é uma eh essa é uma necessidade importante. Também tem alguns
fatores de risco, né? doenças crônicas como hipertensão, diabetes, artrite, depressão. Eh, as pessoas do Sexo feminino têm um fator de risco maior e idade também acima de 75 anos também é um fator significativo. pessoas que já caíram, né, e que t medo de cair também tem um um risco aumentado e outras questões relacionadas também a renda, aspectos sociais, território, como o Artur disse, né, a interseccionalidade, trazendo aí um um peso, né, um papel muito relevante também para esse risco. Pesquisa Nacional de Saúde traz, mais de 15% das pessoas idosas sofreram pelo menos uma queda nos
últimos 12 meses, né, anteriores à pesquisa e na atenção primária já foram mais de 13.39 1394 atendimentos de janeiro a abril de 2025 só relacionados às quedas, né? A Naía vai trazer dados mais aprofundados sobre essa questão, né? Os dados epidemiológicos. Não vou me ater muito nesse aspecto, né? Mas é importante ressaltar que existem fatores intrínsecos, né, próprios da própria Pessoa, né, da sua história de vida, aspectos biológicos, físicos e também extrínsecos, né, quando a gente pensa também num ambiente em que essa pessoa tá inserida, seja na cidade, né, os ambientes inseguros, pessoas idosas que
vivem só, que têm eh alguma insuficiência sociofamiliar, né, eh fatores intrínsecos a gente tem, né, como destaque o histórico de quedas, aspectos relacionados ados à mobilidade reduzida, eh alterações também Cognitivas de força muscular, do equilíbrio, eh problemas visuais e auditivos, né, que também colocam a pessoa em maior risco, como já foi dito. Então, na OMS, né, eh trazida a ideia, né, das cidades amigas, da pessoa idosa, a gente entender que ambientes e comunidades, territórios que acolhem e que são pensados, voltados paraa população idosa, também vão promover qualidade de vida ao longo de todo o curso
de vida, né? são ambientes bons, Ambientes saudáveis para todas as idades. Eh, trazer eh ambientes que são seguros, não só do ponto de vista físico, mas também no campo do respeito, da cultura, do cuidado, né, da gente, eh, garantir que essa pessoa idosa se sinta incluída, que participe, que se sinta bem, né, no ambiente em que vive, também tem impacto direto na sua força física. A gente tem estudos do ELS e Brasil que trazem isso diretamente, né? ambientes, pessoas idosas que vivem em Ambientes que elas se sentem incluídas, que elas se sentem seguras, respeitadas, elas
têm melhor eh índices, né, de prensão palmar, força na capacidade de prensão palmar, que é um importante indicador de força física, de eh eh, né, de de vitalidade. Então, eh, falar, né, de conduzir e cuidar de ambientes e vizinhanças saudáveis vai muito além só do aspecto cultural, né, ou filosófico, mas também tem impacto direto na saúde física e biológica. E atenção primária, então, é o elo importante, né, de toda a rede de atenção à saúde, no cuidado da pessoa idosa, a estratégia de saúde da família sendo o carro chefe dessa coordenação do cuidado junto com
o importantíssimo papel, os agentes comunitários de saúde que vão olhar essa pessoa onde ela vive, no seu território, né, dentro da casa, pode ajudar a fazer uma orientação, olha esse tapete, né, eh, identificar os riscos, avaliar também os riscos, não só De quedas, mas também outros riscos que estão envolvidos ali naquele de território, como a violência, como outros agravos que vão impactar diretamente também a qualidade de vida dessa pessoa idosa. E aí a gente incorporou no prontuário eletrônico do cidadão índice de vulnerabilidade clínico funcional, como foi citado pelo professor Edgar, que avalia eh importantes aspectos
relacionados também às quedas, não só o Histórico de quedas, mas também aspectos cognitivos, que a gente sabe que tá diretamente relacionado também ao maior risco de quedas, e também eh outras métricas, né, como circunferência da panturrilha, velocidade da marcha. a gente sabe que eh uma pessoa idosa que começa a ter uma redução na sua velocidade da marcha, ela também tem um risco aumentado de quedas. Continência finteriana, que é muito eh eh relatada também, né, tá também muito associada às Quedas. Muitas vezes a pessoa idosa acorda de madrugada, né, para ir ao banheiro, não consegue segurar
bem, pode acabar se molhando, escorrega, né? Então isso é relativamente comum, é algo que precisa ser dito e prevenido e cuidado, né? Então, deixar sempre uma luz na no quarto acesa, na soleira, né, nesse caminho do quarto pro banheiro para evitar esse risco de quedas à noite, que é muito comum. Eh, e também aspectos relacionados à nutrição, ao Fortalecimento muscular, né, à mobilidade em si. Eh, nessa live hoje a gente vai trazer, né, a professora Marizete vai falar sobre eh exercícios, né, formas de treinamento para que a gente possa melhorar e como que isso, né,
tem evidências também na literatura, né, não somente fortalecimento muscular, mas também o equilíbrio, eh, a atenção, né, aspectos cognitivos, como que tudo isso trabalhando em conjunto faz com que a Gente consiga prevenir as quedas. Então essa inovação no prontuário eletrônico, ela tende a induzir que os profissionais façam perguntas relacionadas a aspectos que são praticamente invisíveis, né? No dia a dia, a gente costuma muito na nossa prática medir a pressão rapidamente, avaliar os exames daquela pessoa idosa, se tem diabetes, se não tem. Mas quantas vezes a gente pergunta rotineiramente para toda pessoa idosa que a gente
atende: "O senhor caiu Alguma vez nesse último ano, né? eh como está eh eh a urina, consegue segurar a urina, né, ou tem alguma perda urinária? são aspectos importantes que a gente precisa eh sempre perguntar ativamente, porque dificilmente a pessoa idosa vai relatar, né, de maneira espontânea. Então esse relato, né, como ele não é espontâneo, a gente precisa induzir, incentivar que a pessoa, né, que o trabalhador de saúde possa perguntar Ativamente, porque se a gente não pergunta, a gente não fica sabendo, então a gente não trata adequadamente. E aí na nossa cultura prevalece, né, aquela
ideia de que cair é normal da idade, o que é um erro, né, e é um problema, prevalece, perpetua esse problema de saúde pública de pensar que eh cair é normal da idade, né, e não é. Precisamos urgentemente combater essa ideia errada. Então, no prontuário eletrônico, como eu Disse, né, tem esses campos específicos para registrar, traz um um uma métrica, né, um índice de risco, mas esse não é o aspecto central, né, o mais importante é a gente identificar quais são as dimensões alteradas para atuar ali no momento certo, promovendo a melhoria daquele aspecto, né?
Então, se o problema às vezes daquele indivíduo idoso é relacionado a um medicamento para pressão, que é um diurético e que às vezes faz com que essa pessoa eh Tenha problemas cominência urinária e a gente consegue alterar, trocar essa medicação, né, fazer algum tipo de mudança e assim melhorar a qualidade de vida e reduzir esse risco, né, de quedas. Às vezes essa pessoa tá com polifarmácia usando mais de cinco medicamentos sem um acompanhamento adequado, usando medicamento sem prescrição adequada, não é o número específico de medicamentos só que importa, mas sim se A precisão é adequada
ou não, né? Então, ter esse olhar qualificado e que, né, a atenção primária tem um papel central de coordenar esse cuidado, isso tudo é essencial. Então, isso que a gente quer promover. Como eu disse, né, as perguntas vêm com sim ou não, bem direcionadas e assim a gente consegue pontuar também métricas importantes de acompanhamento da própria política pública, né? a gente consegue gerar indicadores de acompanhamento e promover As ações necessárias paraa qualificação do do sistema como um todo. Eh, aqui em fase de testes, né, também eh estratégias para melhorar a coordenação do cuidado dessas equipes,
gerando relatórios individualizados com os aspectos que a gente quer, né, filtrar e selecionar para fazer ações específicas, como grupos, por exemplo, de prevenção de queda. Então essa é uma questão bastante importante, né? A gente conseguir filtrar quem são esses idosos Do meu território que tiveram histórico de quedas recente. Então eu consigo ver o CPF, ver o CEP, né, onde essa pessoa mora para assim ir atrás e promover essas atividades coletivas, uma avaliação mais aprofundada também para identificar o que que tá causando essas quedas, né? Será que é algum problema na visão? Será que eu tenho
que garantir acesso rápido a uma cirurgia de catarata, né? Então assim, a gente atuar no momento oportuno para garantir que Essa pessoa eh tenha a intervenção que precisa, certo? Então, como eu disse, né, eh, a avaliação ela é multifatorial, vários aspectos eh são bastante relevantes pra gente fazer uma abordagem centrada na pessoa e adequada à suas necessidades. O protocolo de prevenção de quedas, né, existe uma política nacional de segurança do paciente. A prevenção de quedas é um aspecto central, né, coordenada aí pela SAE, o Artur já Mencionou, né, representando aí a Secretaria de Atenção Especializada.
queria chamar o destaque paraa caderneta de saúde da pessoa idosa, que é um instrumento também de promoção da cidadania, de promoção do autocuidado e que tá passando agora em fases finais de revisão, né? A gente espera poder disponibilizar em breve para poder ajudar os territórios a qualificar esse cuidado na promoção da saúde, incluindo a prevenção de quedas. Outras Publicações relacionadas às demências que estão diretamente relacionadas também às quedas. a gente sabe que o risco de quedas na população idosa com demência ela é maior, né? Então, quando o paciente ele é diagnosticado com demência, qualquer alteração
cognitiva, né, a gente precisa também acessar esse risco de quedas. É importantíssimo que as equipes atuem de maneira coordenada e de maneira oportuna, né, para reduzir esse risco imediatamente. Então, gostaria de trazer ainda essas outras publicações que a gente tem recentemente, o guia de cuidados paraa pessoa idosa, um material linguagem simples, pra própria pessoa idosa, seus familiares, né, essa nota informativa pros trabalhadores, orientando aí o a inovação no prontuário eletrônico. essa live, esse webinário, a gente fez o lançamento da inovação do IVCF20 no sistema, né? E estamos fazendo também oficinas virtuais de eh validação do
Conteúdo da cadeta digital da pessoa idosa, que é outra entrega também prevista aí pros próximos meses. Então, muito agradecida a todo mundo que tá aí presente, um grande abraço. Agradeço a Dra. Alíia, né, pela sua apresentação e quero passar a palavra agora paraa senora Ana de Castro, que trará um relato de experiência relacionadas às quedas e à sua prevenção. Obrigada. Olá, pessoal. Vocês não têm Ideia de como eu tô feliz de ver que este Ministério da Saúde deste governo esteja levando tão a sério uma questão que o professor Edgar falou. Eh, quando a gente cai
além do custo da dor, da dependência, da perda de autonomia, bate uma culpa, bate uma vergonha. E eu vejo isso não só nas minhas quedas, que eu já tive algumas, assim como de amigas, né? Eh, e mesmo pessoas que fazem atividade física. O ano passado, uma amiga querida a caminho da atividade física, levou uma Queda boba em casa que chamavam de queda da própria altura e eu não entendi quando famavam disso. E acabou em óbito por consequência da cirurgia, de uma embolia e tal. Eh, as primeiras quedas que eu tive, eu não atribuí a questão
da idade ou da falta de autocuidado. Eu virei cuidadora da minha mãe com Alzheimer por 14 anos e descuidei de mim, da atividade física, da alimentação, eh, da interação social. e me envolvi muito na questão do do Alzheimer, entrei pra Associação Brasileira de Alzheimer, entrei para o Conselho do Idoso e nessa jornada eu me aproximei muito do CESC, que é quem na ausência das políticas públicas acabou assumindo muita, muitas coisas na questão do idoso. Num desses eventos, eu vi a professora Marizete, a professora Juliana Bren falando das quedas do risco. disse: "Ah, foi bom, eu
acho que nós perdemos aqui o contato com A sobre o relato de experiência, né, dona Ana Castro. Então, nós vamos passar a palavra paraa doutora Naía Naila Bandeira. Deixa eu ver se ela conseguiu retornar. Olá, conseguiu retornar. Eu acho que seu microfone tá desligado. Desculpe, eu precisei reengressar, não sei porque caiu. Bom, quando eu vi a professora Marizete num evento para Idosos do CESC e a professora Juliana explicando sobre o risco de quedas em idosos, é que eu compreendi que isso que tinha acontecido comigo era uma questão eh que não era individual. E foram duas
quedas que eu atribuí ao calçado, à pressa. As duas de casa eu atribuí a desatenção, a sandália vaiaiana, que é um risco para idoso. Eh, os ortopedistas falam direto. E quando falaram no circuito de equilíbrio que eles estavam testando para prevenção de quedas, eu Fui e me inscrevi. Era uma atividade gratuita que a minha aposentadoria de INSS permitia. E foi a primeira experiência que eu tive com idosos. Eu nunca tinha feito nada junto com idosos. Porque jornalista que eu tinha sido, a gente sempre tinha, não tinha muito essa questão etária. E foi muito bom. Eu
me desafiei, eu tomei mais consciência do meu corpo, do sentido, da postura e principalmente coisas que eu achava que eu jamais faria, como o tal do Aviãozinho, eu fiz com consciência corporal. A partir daí, eu virei a coroa propaganda da atividade física e da prevenção de quedas. Eu já perdi a conta de quantas pessoas eu levei pro GEPAF, pro Cesc, para Academias. Muita gente fala: "Eu tô gostando de musculação por sua causa. Eu não faço tudo que eu deveria. E eu não faço porque eh não é uma questão só eh da consciência e da saúde,
é uma agenda que é também da habitação, do planejamento urbano, do Acesso. Na época que eu fiz o NB, eu morava no Plano Piloto de Brasília e eu gastava de carro 45 minutos para ir, 45 para voltar para uma aula de 50 minutos. Se eu fosse de ônibus, eu gastaria 2 horas para ir, 2 horas para voltar. Atualmente eu me mudei pro Ceará sozinha e eu tô em todas as riscos que vocês mencionam, Dra. Lígia, eu tenho comprometimento cognitivo leve, eu tenho diabetes, polifarmácia, pressão alta, eh já tive, tenho sequelas de quedas que eu Tive
mais na juventude, artroses. E eu não consigo fazer tudo que eu quero por questão financeira, mas também questão do acesso. Eu moro na cidade de Aquirais, eh, no Ceará, e lá eu não encontrei atividade física gratuita, nem acessível, eh, até por proximidade, eu pego dois ônibus e gasto quase 2 horas para uma aula de 50 minutos para ir e mais quase 2 horas para voltar. Se eu tivesse cuidando de alguém ou se eu tivesse tendo que trabalhar, eu não Conseguiria fazer. E nesse meu grupo é uma ONG chamada ITEVA, que é maravilhosa, tem mais de
20 anos, tem 300 idosos que fazem atividade física para idosos. Eh, nessa atividade, todos os dias de CO a 10 pessoas faltam porque estão com alguma restrição de saúde e quase todo mundo relata uma queda. No grupo do CESC, que eu eu tô há 3 meses no Ceará, mas eu já tô em tudo quanto é atividade que existe para idosos, tô no Conselho da Mulher, enfim, uma questão De sobrevivência. Eu quero um envelhecimento digno, não só para mim, mas para outras pessoas que ainda não são velhas. Eh, eu conheço gente todo dia que caiu, que
tem uma redução de movimento, porque andar nas cidades brasileiras, gente, é um desafio. Subir, descer do ônibus é um desafio. Eh, as calçadas, eu tô aqui por dois meses no Canadá, eh, dando uma força aqui pros meus netos de férias ir para o aniversário deles. E é uma tranquilidade Andar, porque tudo é plano, porque a cidade foi pensada para ser boa para todos. E nas cidades que a gente tem eh desníveis, as calçadas, os bueiros, eh não é legal nem normal. É, aliás, devia ser crime, né? A gente cair como a gente cai em São
Paulo, no Rio, em Brasília, mesmo o plano de piloto de Brasília, que é um lugar eh muito privilegiado, as pessoas caem. Eu às vezes fotografava e filmava os buracos na descida do ônibus. E aí eu, como é que eu entrei no GEPAF? O, eu já tava frequentando. O professor Marcelo disse que faria uma cartilha sobre a atividade dele de o TCC dele ou de mestrado, agora não me lembro bem, e precisava que alguém desse uma revisada se a linguagem tava adequada a idosos. Quando eu olhei, eu disse: "Mas você é muito garotão para fazer as
fotos". Ele falou: "Ah, é muito difícil fazer cuidoso". Falei: "Se quiser eu faço". E a partir daí eu virei a coroa propaganda do GEPAF com muito orgulho. Eu queria Que tivesse GEPAF e SESC e academias ao ar livre para todos os idosos, porque a gente não precisa só eh da saúde que é necessária, indispensável, levo gente para se vacinar, mas a gente precisa também de às vezes um incentivo, uma mão, alguém que diz: "Vamos comigo". uma amiga, o vizinho, o familiar. E essa essa interação social é tão rica quanto a própria atividade física. Hoje em
dia eu sei a importância da panturrilha pro sistema circulatório, eh, das endorfinas Para o humor, para saúde mental, mas a convivência social substitui. Então eu sonho que essa política se torne pública, não só do lado da saúde, mas do lado eh com foco em todas as outras áreas, principalmente do urbanismo e principalmente da convivência, porque a gente quando convive, quando é velho, gente, é muito bom. Solidão, isolamento são ruins para saúde física, mental, para baixa estima. envelhecer, que é uma conquista, tem que Ser com autonomia, com respeito e com propósito. Meu propósito atualmente é viver
muito, porque eu tenho três netos que eu quero ver crescer, mas contribuir para que outras mulheres e homens envelheçam com qualidade. Então viva a velice, que é uma conquista muito importante. Parabéns, principalmente, professora Dra. Alíia, que eu virei fã vendo em várias palestras, uma jovem médica que tá preocupada com a nossa qualidade de vida, com os nossos Direitos. Obrigado, dona Ana, pelo seu eh brilhante depoimento, por compartilhar conosco a sua história, né, eh, dessa experiência muito rica que eu acho também a experiência de vários outros idosos no país. Eh, quero agora passar a palavra paraa
Dra. Ana Naila Bandeira de Sá. Ela é coordenadora geral de vigilância e prevenção eh de violências e acidente e promoção da cultura de pais. Muito obrigada, Francisco. Boa tarde a todos e todas. Primeiro, eu queria agradecer o convite da Líia, coordenadora da saúde do idoso. Muito obrigada, Líja, por nos convidar para fazer parte desse momento, né? A prevenção ela é de quedas e a vigilância também de quedas, ela é muito importante. E eu queria agradecer também a Ana por esse depoimento. É até difícil falar depois dela, né? Então, obrigada, Ana, por compartilhar todo esse Aprendizado
com a gente. Eh, já aprendi muito e ten aprendido muito aqui com com esse momento, né? Só compartilhar aqui. Pronto. Vocês já estão vendo a minha tela cheia, gente? Sim. Tá. Obrigada. Eh, queria agradecer e dizer pra gente, né, eh, para agradecer também as referências técnicas da saúde do idoso, as referências técnicas da vigilância de Dante e de violências e acidentes que eu já vi que estão aqui nos assistindo. E agradecer Também, né, a equipe aqui da CG Viva que preparou um condensado de dados eh epidemiológicos e algumas ações que a gente tem feito no
âmbito da vigilância para que a gente pudesse conversar hoje. Eh, ali já trouxe alguns dados sobre a situação da população idosa no Brasil. Eh, não vou ser repetitiva, mas para mostrar, né, que os dados do IBGE eh, apontam o crescimento da população idosa no Brasil, né? Então, a gente saiu lá na década de 80 de 6,1% da população total Eh que era idoso. E em 2022 a gente tem 15,8% da de população idosa no Brasil. Eh, no âmbito mundial a gente tem cerca de 13,5% da população mundial composta por pessoas com 60 anos ou mais,
né? Eh, as projeções mostram da Organização Mundial da Saúde que em 2030 em cada seis pessoas será idosas. Então, todos nós, com certeza, hoje convivemos com alguma pessoa eh idosa. E no Brasil, em 2022, a população idosa, com 60 ou mais anos de idade eh chegou a 15,8% do total da população, um aumento de 56% em relação a 2010. Eh, aqui eu falo da vigilância, né, na Secretaria de Vigilância eh em Saúde e Ambiente e a gente fala da coordenação de vigilância de vigilância e prevenção de violências e acidentes e promoção da cultura de pais.
Então, no âmbito das causas externas que tá dentro da nossa coordenação, que é o que hoje a gente Trabalha, a gente considera essa classificação, né, do que que a gente o que que o que que são essas lesões, né, essas causas externas para o Ministério da Saúde. Então, a gente classifica como intencional e não intencional. Então, a causa externa intencional são as agressões, os homicídios, os suicídios, são as violências, eh, de uma forma geral, tem a intenção de, né, tem a intencionalidade de e as não intencionais são as causas acidentais. E Aí entram as quedas,
os acidentes de trânsito, acidente, né, afogamento, queimadura e envenenamento. Então, a gente faz a vigilância dessas causas externas aqui também no Ministério da Saúde, tá? E o que que são os acidentes, né? Então, é um todo evento entendido como não intencional e evitável. Então, todos os acidentes eles são evitáveis, causadores de lesões físicas ou emocionais no âmbito doméstico ou nos outros ambientes Sociais, como trabalho, trânsito, a escola, o esporte e o lazer. E as quedas acidentais, segundo a Organização Mundial da Saúde, são os eventos que levam uma pessoa a se posicionar de forma não intencional
no chão, no piso ou em outro nível inferior. Eh, Francisca, eu vou te pedir só se eu demorar muito aqui na minha apresentação, tu controla meu tempo, porque eu falo um pouquinho demais, tá? Então, fica à vontade para me cortar. Eh as quadas, né, em relação quando a gente tem aí aqui no mundo, olhando pros dados aí eh de todos os países, né, a gente tem eh uma estimativa aí da Organização Mundial da Saúde, 684.000 óbitos por quedas, né, a cada ano, tornando eh tornando-se a segunda principal causa de morte por causas acidentais. Então, dentre
todas as causas externas, eh, as quedas elas se configuram no mundo como a segunda principal causa de óbito. Cerca de 172 Milhões de pessoas apresentam uma incapacidade de curto ou de longo prazo em decorrência dessas quedas. Eh, ocorre ocorrem cerca de 37,3 milhões de quedas graves o suficiente para exigir atenção à saúde a cada ano. Além disso, cerca de 28 a 35% das pessoas com 65 ou mais anos sofrem ao menos um episódio de queda por ano. Eh, e em pessoas acima dos 70 anos, essa estimativa pode variar entre 32 e 42%. Então aqui, né,
com esses dados para Considerando os países do mundo que a UMS conseguiu copilar, a gente já vê que as quedas elas são sim um problema de saúde pública. Quando a gente olha pros dados do Brasil e aí olhando aqui nesse a gente tem aqui o ranking, somente considerando todas as causas externas que incluem os acidentes e as violências, a gente observa que as quedas elas são a primeira causa de óbito na faixa etária de 70 anos a 80 mais, né? Então primeira causa de óbito A partir dos 70 anos de idade, quando a gente faz
um ranking só considerando as causas externas. Eh, e a segunda causa de óbito na faixa etária de 60 a 69 anos. Eh, olhando o total, né, eh, a gente observa que a queda, dentre todas as causas externas são a terceira causa de óbito na eh entre a população, né, eh do Brasil, tá? dados de 2023 do sistema de informação sobre mortalidade. Eh, olhando para as taxas de mortalidade por queda em pessoas idosas, né, a gente Também eh observa que entre 2010 a 2023 a gente registrou 204.108 óbitos por quedas ocidentais, o que representa 74, dos
óbitos por quedas em pessoas idosos, tá? Então, a gente observa, eh, a gente saiu ali em 2010, quando a gente olha aqui nessa linha azul, que é 60 anos ou mais. Então, a gente sai de uma taxa de 10,6 em 2010 e passa passa para uma taxa aí de 14,3 em 2023, né? E também a gente observa eh Esse aumento quando a gente compara eh 70 anos e mais e no total eh a taxa de mortalidade por queda de pessoas idosas segundo o sexo, né? Então aqui a gente observa que o azul é população feminina,
o laranja a população masculina. Então, a gente também observa eh um aumento quando a gente compara em relação a 2010 eh tanto no total no masculino e no feminino. E eh a gente observa aí, né, que a os a taxa de óbito por queda em homens, pessoas do sexo masculino, é Maior do que as pessoas do sexo feminino. Quando a gente compara essas taxas, olhando para as taxas de mortalidade de queda, quando aí por região do Brasil, eh, a gente observa esse azul mais claro, né, sendo o Centro-Oeste, eh, muito maior, né, Centro-Oeste e o
Lilás, que é o Sul, tendo médias superiores aí eh em número em taxas de óbito, né, quando a gente compara com o Brasil, que é esse verdinho aí que tá no Meio. Eh, quando a gente olha por unidade da federação, né, taxa de óbito, eh, em 2023 por 100.000 habitantes. Então, a gente vê aqui o Brasil com uma taxa de 45 óbitos por 100.000 1000 habitantes, né, aqui no meio. Eh, e aí a gente tem os estados, né, o maior estado em que essa taxa, a taxa é mais elevada, foi mais elevada em 2023 foi
o Espírito Santo com 79,2 óbitos, né, por quedas ocidentais, Seguido aí de Goiás e do Paraná. Eh, e aí quando a gente olha aqui, segundo eh o estado civil, a gente observa, né, aqui na na eu não consigo apontar, eu acho. Deixa eu ver aqui. É, aqui no estado civil a gente observa, né, que entre os homens essa taxa de de óbitos, né, por quedas acidentais, ela foi maior entre os homens causados, 48,4 a taxa, eh, por percentual, na verdade, né, 48,4% dos óbitos aconteceu entre os Homens casados. Já entre as mulheres, 55% foi entre
as mulheres viúvas, né? Eh, a gente também observa que essa taxa que foi mais frequente, 57,8%, né, tanto nos homens quanto nas mulheres e no total em população, né, que se auto de se autoreferenciou como cor de pele branca. E o principal local de ocorrência desses óbitos, esses óbitos foram mais frequentes no hospital, né, tanto masculino, feminino, eh, e total. A gente tem eh no Ministério da Saúde o sistema de vigilância de violências e acidentes, né, que fica dentro aí da vigilância em saúde, um trabalho eh articulado junto com a atenção primária, com atenção especializada,
eh o sistema de vigilância de violências e acidentes que foi instituído em 2006. E a gente tem dois componentes. O primeiro componente que é a ficha de Viva SINAN, né, que é a ficha de notificação de violência que tem coleta Contínua eh em todos os serviços públicos e privados do Brasil, né? Os casos de violência eh que são de notificação compulsória, como por exemplo, a violência contra a pessoa idosa é notificação compulsória, eh devem ser notificados. E a gente tem o segundo componente, né, que se trata do Viva Inquérito, que é uma pesquisa que acontece
eh periodicamente, coordenada pelo Ministério da Saúde, acontece nas unidades de urgência e emergência do País. Então, no Viva Inquérito, a gente teve em 2024, ano passado, a coleta, pela primeira vez a gente vai ter a representatividade dos serviços de urgência e emergência do país. E dentre as variáveis que são investigadas, uma delas é a queda, né? Então, se a pessoa eh chegou é numa unidade de urgência e emergência buscando atendimento em virtude de uma queda, a gente vai conseguir também, a gente consegue captar esse tipo de informação. Inclusive, a gente capta nesse inquérito todas as
causas externas, né, que chegam eh solicitando atendimento em uma em uma unidade de urgência e emergência. Eh, os dados de 2024 vão ser publicados agora no segundo semestre de 2025. Eh, e aí o Vivo inquérito, ele tem como objetivo traçar o perfil das vítimas atendidas em unidades de urgência e emergência. Então a gente pega todos os tipos de acidente, todos os tipos de violências, todas as causas externas que Chegam procurando atendimento nessas unidades. Identificamos também os fatores de risco e de proteção com o objetivo de propor medidas de prevenção. Eh, já é a sexta edição,
né? Foram realizadas seis edições e a sétima edição que aconteceu em 2024. Em 2024, a gente expandiu aí para uma amra representativa de todas as unidades de urgência e emergência do Brasil, representando aí capitais, região metropolitana, eh, e conjunto de Municípios do interior do país. Eh, os o último vivo inquérito que a gente tem publicado é de 2017. E aqui a gente trouxe só para mostrar eh o quais são os tipos de dados que a gente consegue captar nesse nesse inquérito, né? Então, quando a gente falou, por exemplo, de queda acidental dos atendimentos, né, que
foram feitos eh nas 23 capitais que participaram em 2017 e no Distrito Federal, a gente teve, né, 57, quas aconteceram no mesmo nível, né? Ah, O segundo tipo mais frequente foi queda de escada ou degrau, 18,3%. Quando a gente olha paraa faixa etária das pessoas que referiram ter eh caído, né, 18,5% eram pessoas com 60 ou mais anos de idade, né? A frequência foi muito foi mais comum na faixa etária de 20 a 39 anos. Eh, e o principal local em que essa queda aconteceu foi na residência, né? 57,3% eh das quedas aconteceram na residência.
Eh, 59,3% das quedas eh causaram uma contusão, em torse ou luxação e a parte do corpo, a principal parte do corpo atingida foram os membros inferiores, né? Então, a gente consegue fazer esse recorte eh aqui, né, para quedas e também para pessoas idosos. Eh, percentual de atendimentos por quedas acidentais na residência, né? Então, que levaram, que demandaram algum atendimento de urgência e emergência e Que aconteceram na residência, a faixa etária mais comum foi de 0 a 9 anos. Aí a gente pega as crianças, mas é com 71,6% e as pessoas idosas, né? Então 71,8% mostrando
aí provavelmente, né, as quedas eh de entre pessoas idosas na residência. Eh, a gente também tem aqui no âmbito da vigilância fatores de risco e proteção, eh, e aí paraa DCNT, mas que a gente pode também considerar aí paraa prevenção de quedas e idosos, né, como Já foi falado, alimentação, a prática de atividade física, a mobilidade urbana, né? Então a gente tem aí alguns indicadores também que podem ser considerados fatores de risco ou de proteção para essa população. Então a gente tem a Pesquisa Nacional de Saúde, que é uma pesquisa de base domiciliar que aconteceu,
né, em 2013 a 2019, tem uma prevista eh para acontecer no próximo ano. Eh, produz dados sobre condições de saúde da população, sobre o Acesso, é uma pesquisa que vai eh nos domicílios aí da população. Então a gente eh resultados da última edição que é de 2019, a gente tá com uma edição agora para ir para campo, é uma pesquisa que é realizada Ministério da Saúde e IBGE, né? Então a gente tem eh alguns fatores, né, de risco ou de proteção que a gente vai conversar aqui. Então, eh proporção de pessoas com 18 ou mais
anos de idade que avaliaram o seu estado de saúde como boa ou ruim. Então A gente observa aqui que 47% das pessoas com 65 a 74 anos avaliaram a sua saúde como boa ou muito boa, né? Eh, aí a gente também em relação ao consumo recomendado de hortaliças e frutas, a gente tem que é o consumo aí recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Só 17,9% dos eh das pessoas idosas com 60 ou mais anos referiram ter esse consumo recomendado, que são as cinco porções diárias de frutas, verduras e legumes. É, quando a gente fala aqui,
né, dos grupos de alimentos, pessoas que consumiram é cinco ou mais grupos de alimentos eh não processados ou minimamente processados, que são os alimentos em natura, 28,5% eh dos idosos entrevistados referiram consumir alimentos eh minimamente processados. Eh, proporção de pessoas que costumavam consumir bebida alcoólica uma vez por semana, uma ou mais vezes por semana, 17% dos idosos entrevistados referiram a esse consumo de bebida alcoólica uma ou mais vezes por semana. Eh, insuficientemente ativos, 59,7% das pessoas com 60 ou mais anos eh foram classificados como insuficientemente ativos, né? Ou seja, não tem prática regular e recomendada
de atividade física. Eh, e aqueles que aqueles idosos que praticavam atividade física eh recomendada, né, no lazer foi 19,8%, né, de pessoas com 60 ou mais anos de Idade. Então aqui a gente tem alguns fatores importantes quando a gente fala de alimentação, prática de atividade física e consumo de bebida alcoólica que estão eh direta ou indiretamente também relacionados aí a essas quedas. eh proporção de pessoas de 60 ou mais anos de idade com limitação funcional para realizar atividade física de atividade de vida diária, né, as atividades funcionais de vida. Então, a gente tem eh 18,5%
Eh de pessoas de 75 ou mais, né, anos de idade, eh aqueles com 16%, né, sem eh instruição, tá? E aí a gente tem aqui no âmbito da política eh nacional de redução de moralidade por acidentes e violências, que essa política é a política que a gente tem dentro da nossa coordenação, que nos ajuda, que não que nos direciona, na verdade, para fazer todo esse monitoramento, né, em relação aos acidentes e as violências, incluindo aí As quedas. Então, a gente tem seis eixos, é uma política de 2001 do Ministério da Saúde que tem como objetivo
reduzir a morba e mortalidade por acidentes e violências, incluindo aqui eh as quedas. A gente também tem a política nacional de promoção da saúde, que tem como objetivo promover a equidade, a melhoria das condições e dos modos de viver, né? Acho que a Jéssica vai falar um pouco mais sobre isso. Eh, mas dentro dos eixos dessa política, a Gente também tem eh alguns eixos importantes, como prática corporal e atividade física, alimentação adequada e saudável, promoção da mobilidade segura. Então, foi uma coisa que já foi colocado aqui. Eh, e dentro da nossa coordenação aqui no da
eh, do departamento, a gente também trata dos sinistros de trânsito, né? E aí, pensando no trânsito, com a questão das cidades saudáveis e sustentáveis, calçadas, que sejam adequadas pros ciclistas, eh, pros Pedestres, eh, tempo adequado para atravessar na faixa de pedestre. A gente observa também, eh, quedas aí nessa faixa de pedestre, né? A gente observa calçados inadequados. Então, a gente pensa que o trânsito de uma forma também eh pensando todo esse conceito de mobilidade segura dentro de cidades saudáveis e sustentáveis. E aí considerando também essas outras eh perspectivas, né? E aí a gente tem o
projeto, o programa Vida no Trânsito, o Projeto Vida no Trânsito, que trata especificamente aí eh desses eixos, né, e dessa dessas prioridades. A Política Nacional de Vigilância em Saúde de que é a de 12 de julho de 2018, né, que diz que a vigilância ela é um processo contínuo e sistemático. Então, a gente eh consegue observar aqui o quanto que a vigilância, o conhecimento desses fatores de risco, de proteção, ter essas informações sistematizadas e para queda. E aqui eu queria eh agradecer muito a a Líia, né, e a todos da Coordenação da Saúde da Pessoa
Idosa na atenção primária e saúde por esse espaço, porque é importante, esses dados são muito importantes pro subsídio de políticas públicas paraa tomada de decisão e o quanto que dentro da vigilância, no âmbito local, a gente precisa ainda eh sistematizar essas informações, olhar com cuidado, investigar, né, porque nem eh eh investigar melhor, né, essas causas e trazer isso paraa discussão Mesmo aí eh alinhado com a atenção primária saúde e atenção eh especializada, né? Então, a vigilância ela é um papel importante tem considerando aqui a promoção e a proteção da saúde pra gente ter eh dados,
né? eh eh tomad decisões baseadas em evidências, eh prevenção e controle das doenças e agravos à saúde e uma análise da situação de saúde daquela população. Já me encaminhando pro final, a gente Também tem aqui o plano de ações estratégicas de enfrentamento de doenças e agravos não transmissíveis. Então a gente inclui aqui as doenças crônicas e as causas externas. também é um plano aí eh que envolve diferentes setores e diferentes áreas dentro do Ministério da Saúde, que é coordenado aqui pela Secretaria de Vigilância eh de Saúde e Ambiente. Eh, e como meta, né, a gente
tem uma meta que foi colocada nesse plano, que é de deterosos Por quedas acidentais. Então, a gente já viu eh nos dados de mortalidade que existe um aumento, né, quando a gente compara aí os 10 últimos anos, por exemplo, eh, e que a gente não ia conseguir ter uma redução desses óbitos. Eh, as projeções, né, nos mostram que mesmo que com as intervenções a gente não ia conseguir ter uma redução desse desse número de óbitos, né, dessa taxa de óbitos. Então, a meta que foi proposta foi deter. Se a gente parar, Parar de crescer, né,
já é um passo eh importante, considerando aí a saúde das pessoas idosas. Então, essa é a meta que a gente tem até 2030, né, para para alcançar. E claro que para alcançar essa meta, a gente precisa de ações eh intersetoriais que somente a saúde não vai conseguir eh alcançar, né? Mas a gente precisa aí olhar tanto para pra nossa rede eh dentro da própria saúde quanto para outros setores, como por exemplo, a mobilidade eh urbana, né, Enfim, outros fatores aí que são importantes. Então, é importante eh os eixos de ações estratégicas, considerar a promoção da
saúde, a atenção integral em saúde, a vigilância em saúde e a prevenção de doenças e agravos não transmissíveis. Aqui são alguns documentos que a Lídia também já pontuou. Muito bem, né? A caderneta eh da saúde de saúde da pessoa idosa, a política nacional de saúde da pessoa idosa, os as diretrizes por cuidados, Né, da pessoa idosa no SUS. Então são alguns documentos técnicos orientadores. Eh, a gente também tem disponível, vocês podem acessar por esse QR code, né, os dados eh epidemiológicos aqui que a gente tem da ficha de violência interpessoal e autoprovocada. Então que vocês
conseguem fazer o filtro das violências de uma forma geral, né, paraa população eh idosa. Eh, prevenir quedas de idosos é promover vida com dignidade, né? Então, as quedas são exig eh são Evitáveis, exigem uma abordagem multiprofissional, intra e intersetorial integrada, então são necessárias ações integradas. Aí a importância da gente ter aqui nesse webinário eh Secretaria de Vigilância em Saúde, Secretaria de atenção Especializada e Secretaria de atenção primária saúde, né, mostrando eh que esse trabalho ele precisa ser integrado dentro da saúde de fato, pra gente trazer eh essa intervenção. Eh, também a gente consegue eh evidenciar
a Urgência da prevenção e do cuidado no envelhecimento. Então, eh ter todas essas ações estratégicas e definidas aí no âmbito das políticas públicas e das políticas públicas de saúde, porque sim as quedas são um problema de saúde pública, né? E essas ações de intervenção, elas precisam levar em consideração eh vários fatores. E aqui algumas das referências que eh foi utilizado aqui por essa apresentação. Agradeço a Raniele, né, Que é a nossa técnica aqui que preparou e o nosso e-mail a gente fica aqui à disposição. Muito obrigada pela atenção. Bom, eu agradeço Dr. Daía, pela sua
apresentação muito rica, né? traz vários dados e informações aí que contribui muito para olhar esse cuidado em saúde da pessoa idosa em relação a prevenção de quedas e a questão da violência também. Bom, eu quero passar então a palavra agora paraa Dra. Jéssica Meri Vasconcelos Barbosa. Ela é do Departamento de prevenção e promoção eh de saúde aqui da Secretaria de Atenção Primária em Saúde para fazer a sua fala. Ela vai falar sobre a importância da atividade física na promoção da saúde. Obrigada, Francisco. Eu tô aqui compartilhando a minha apresentação com vocês. Vocês conseguem visualizar? Sim,
precisa colocar no modo de exibição. Só Jéssica, acho que congelou a sua imagem. Consegue ouvir? Bom, eh, acho que a Jéssica deve ter caído. Travou aqui. Então, vou passar palavra paraa Dra. Marizete Peralta Safon da Faculdade de Educação Física da Universidade de Brasília, né, eh, para fazer a sua fala sobre práticas baseadas em evidência na prevenção de quedas. Então, Dra. Marizete, a palavra está com a senhora. Obrigado, Francisco. Boa tarde, Francisco. Boa tarde, Dra. Lígia, demais Colegas aqui da mesa e boa tarde a todos que nos assistem. pelo YouTube. Eh, a Jéssica voltou, não sei
se quer retomar com ela, Francisco, que a gente tá numa sequência boa de conversa, né? Jéssica consegue colocar sua apresentação agora? Conseguiu voltar? OK, agora estamos vendo. Acho que seu microfone está desligado. Então, obrigada, Francisco. Eh, e obrigada, Lígia. Obrigada, Dra. Lígia, por essa organização desse evento, né, extremamente importante. Pegou? Voltou. Estamos falando, sim, estamos ouvindo. Pode falar, tá? Eh, então, dando continuidade, queria primeiro agradecer tanto a Dra. Líia, quanto ao professor Edgar, também a Ana pela fala dela, a Marizete que virá logo em sequência, né, mas nós já reconhecemos a importância dos estudos que
ela vem desenvolvendo paraa área e Também a Ana Castro pela sua fala, né, muito rica aqui pra gente, pra gente poder eh ter essas experiências e perspectivas que estão sendo desenvolvidas no território e que o o usuário vem vem vivenciando, né? Então, eu vou falar um pouco sobre esse local de onde a gente tá hoje. Eu tô como técnica referência aqui do núcleo de promoção da atividade física no departamento de atenção, no departamento de prevenção e promoção à saúde aqui na Secretaria de atenção primária. E antes de iniciar a minha fala, especificamente com o tema
da atividade física, eh eu queria fazer um destaque para um conceito, né, trazendo um pouco da fala do professor Edgar, que fala sobre como que a gente tá nesse momento vivenciando São João e essas práticas corporais, né? Então, a atividade física, ela é tida como qualquer movimento que vai produzir, que vai ser produzido pelos, pela musculatura Esquelética, que vai resultar em algum gasto energético, né? Mas esse movimento, ele pode ser compreendido também a partir dos seus sentidos e significados que eles vêm eh dessa cultura corporal de movimentos. Só só um minutinho, a sua tela ficou
totalmente preta. Não sei se aconteceu alguma coisa aí. Você pode tentar eh novamente compartilhar, por favor. Obrigado. Posso? Sim. Voltou. Não. Agora a gente tá vendo a sua tela cheia. Pronto. Agora sim. Não preciso. Voltou sim. Obrigada pessoal pelo aviso. Então, como eu tava falando, a gente tem esses dois conceitos dentro da nossa área em que nós trabalhamos, né, tanto da atividade física como das práticas corporais. Então, é importante a gente trazer eh esse conceito das práticas corporais como esse modo de expressão da cultura Corporal de movimento, né, que a partir dele a gente vai
ter esses sentidos e significados do movimento humano, né? E aí quando a gente fala de algumas práticas eh culturais, como acontecem as danças, né, eh tanto folclóricas como tradicionais no nosso país, elas são importantes até para que esses eh essas pessoas elas se sintam integradas, pertencentes, aumente o acesso à prática de atividade física de uma forma geral. Então, queria fazer esse destaque Inicial, eh, mas seguindo, eh, para um caminho onde a gente vê há muitos anos já sendo apresentadas evidências sobre as recomendações das práticas de atividade física para essa população idosa, né? E a gente
tem eh recentemente uma revisão de escopo onde mostra várias referências internacionais trazendo essas recomendações por meio de de guias. né, de uma forma geral, paraa promoção De atividade física na população idosa. E no Brasil, especificamente, nós desenvolvemos em 2021 o guia de atividade física pra população brasileira, onde ele vai trazer esses benefícios da atividade física em idosos, né, além de outros ciclos de vida, mas focando especificamente no ciclo de vida da pessoa idosa, a gente tem muitos benefícios, tanto de bem-estar, né, para essa população, melhorias nas habilidades de Sociabilização, que foi trazido muito na fala
da Ana de Castro. eh aumento de energia, disposição, redução de cansaço, eh redução de dores nas articulações e costas. Outros aspectos clínicos podem ser vivenciados a partir da prática de atividade física, como redução de colesterol, melhoras no nível de glicose, controle depressão arterial e, né, destaque com destaque aqui paraa redução do risco de quedas e lesões, que é o tema que a gente vem tratando Especificamente nesse momento. E quando a gente fala, né, da prática de atividade física, ela vai vir como extremamente importante para que a gente melhore aspectos como a marcha desses sujeitos, aspectos
como equilíbrio e força muscular, principalmente dos membros inferiores, para que a gente possa reduzir esses riscos de quedas e lesões em idosos. No nosso guia também a gente traz alguns componentes importantes para pensar a Atividade física que a gente gostaria de destacar aqui enquanto área técnica. É importante quando a gente pensa em atividade física, pensar em que atividade, em que intensidade nós estamos falando, qual é a duração dessa atividade, qual é a frequência que eu realizo essa atividade e qual é o tipo de atividade que eu tô realizando. Então, em termos de intensidade, é importante
reconhecer essa intensidade a partir da percepção subjetiva de esforço Dos usuários, né? Então, como é que eles percebem esse esse esforço? a gente tem um esforço que ele pode ser compreendido como leve, moderado e vigoroso. E essa percepção de esforço indo de escola, por escala de zero a 10, a gente vai reconhecer esse esforço como leve quando você tá realizando uma atividade física que você considera que tá realizando um esforço que vai de um a número quatro, né? Então você consegue conversar, você consegue realizar atividade física sem Eh despender muita energia. Quando você vai para
uma atividade mais moderada, você começa a ter um pouco de dificuldade para falar na fala, aumenta a frequência cardíaca. E quando você vai para uma atividade mais vigorosa, que vai tá ali numa percepção de esforço entre 7 e oito, nessa escala de 10, a gente já começa a ter aí uma dificuldade, não consegue conversar direito, né? Então, aumenta muito a nossa frequência cardíaca. Então, a Intensidade ela tem a ver com esse gasto energético durante a nossa atividade. A frequência ela vai no sentido da gente entender que no nosso guia de atividade física, nós recomendamos que
quanto mais atividade física você puder desempenhar, né, ao longo da semana, melhor. Então, se você puder realizar atividades físicas diariamente, vai trazer mais benefícios à saúde. Mas a gente também tem recomenda, a gente também recomenda que seja realizado pelo menos três vezes Por semana. Então, quanto que você, quantas vezes você realiza na sua semana essa atividade física hoje? E claro que essa duração ela vai dessa frequência, ela vai depender também do tipo e objetivo da atividade e depender também da intensidade que a gente tá falando e duração de cada prática. Quanto a duração, ela tem
a ver com o volume de atividade que é realizada por semana, mas também eh em cada momento que que você realiza, né? A as nossas Recomendações elas falam que o mínimo deveria nós deveríamos realizar um mínimo de pelo menos 10 minutos de atividade física em cada momento que nós realizamos, mas eh reforçando que cada atividade que nós desenvolvemos, ela é assim importante, né? todo toda a atividade que nós realizamos, principalmente pensando naquelas atividades que são utilizadas para quebrar o que a gente chama de comportamento sedentário, que é Aquele momento que a gente passa ou sentado
ou ou deitado durante muito tempo ao longo do dia. Então, é importante que a gente realize pequenos momentos de atividade física também para quebrar esses intervalos, esses comportamentos sedentários. Então, por exemplo, se nós passarmos mais de uma hora sentado, né, que é o que tá acontecendo conosco agora, então eu recomendo que quando nós finalizarmos esse momento de hoje, a gente possa se Levantar por 2, 3 minutos para quebrar esse comportamento e diminuir alguns riscos também que podem ser afetados por conta desse comportamento prolongado, sentado ou em atividades com baixa eh com baixo esforço, né? Eh,
e o tipo de atividade quando a gente fala especialmente paraa população idosa ou para as pessoas que e paraas pessoas e especialmente quando a gente fala para diminuição de risco de quedas, é importante que a gente pense em Atividades que nós consideramos como multicomponentes. E essas atividades multicomponentes, elas vão ser atividades relacionadas à capacidades físicas, né? Então, a gente vai ter que pensar não somente na aptidão cardiorrespiratória com uma caminhada, por exemplo, mas também em atividades que fortaleçam a musculatura esquelética, atividades que a gente possa pensar na melhoria da flexibilidade desse sujeito e também Atividades
de equilíbrio. Então, atividades multicomponentes são aquelas que a gente pode tanto realizar diversas atividades que possam, né, englobar essa todas e eh a maior parte dessas capacidades físicas e em especial quando a gente fala eh da prevenção de quedas, é importante a gente focar nessas atividades de equilíbrio e força, né? A gente tem no nosso card de orientação do guia de atividade física, que é Recomendado paraa população idosa pelo menos 150 minutos de atividade física por semana. Ah, sendo consideradas essas atividades moderadas. Atividades vigorosas, elas são recomendadas pelo menos 75 minutos por semana ou uma
combinação de atividades moderadas e vigorosas, tendo em vista que é importante paraa redução de risco, a gente poder também ter ou um acompanhamento do profissional, isso é importante, a gente vem tendo isso na Atenção primária, mas que as atividades físicas, de uma forma geral, quando não apresenta riscos paraa saúde dessa população, elas eh podem ser realizadas de forma autônoma por esses sujeitos. Ah, incluindo também, como importante a gente realizar pelo menos de dois a três vezes por semana, eh, em dias alternados, atividades de fortalecimento muscular e equilíbrio, como eu havia mencionado anteriormente, e a redução
desse tempo sentado ou deitado ou em Tela, né, como nós nós mencionamos anteriormente. É, eu vou passar rapidamente, né, a já foi trazido pela Anaísa a os dados do Vigitel, mas a gente tem maior parte da população idosa no Brasil hoje ah não atingindo as recomendações de atividade físicas que foram mencionadas e que são trazidas pelo nosso guia. Enquanto políticas, documentos e incentivos financeiros que apoiam, né, a implementação de promoção de atividade Física no território brasileiro. A gente vai ter esses documentos relacionados ao guia de atividade física que foram mencionados. A gente vai ter a
nossa política nacional de atenção básica como ordenadora do cuidado, né, ali a partir da estratégia de saúde da família, mas também tendo como porta de entrada o nosso programa Academia da Saúde e na estratégia de saúde da família. Na nas unidades de saúde da família, a gente também tem o incentivo de atividade Física na atenção primária, que a partir dele a gente vai ter a inserção do profissional de educação física paraa promoção da atividade física nessas unidades de saúde. articulado, né, a esses programas, na verdade, eles vão estar inseridos na atenção primária por meio não
só da política nacional de atenção básica, mas também tendo como orientadora a política nacional de promoção da saúde, que é quando a gente institucionaliza as práticas corporais e Atividade física no SUS a partir de 2006, com a sua publicação. Temos também aí a política nacional de alimentação e nutrição, pensar também a partir das políticas de equidade, como a política da saúde integral da população negra. E importante destacar também as a política nacional de práticas integrativas e complementares, onde a gente vai ter um rol de atividades que elas são extremamente importantes e recomendadas para fortalecimento De
equilíbrio e força muscular que vão est relacionadas à prevenção de quedas em idosos, eh, como é o caso do taxichuan, como é o caso da yoga, né, e dentre tantas outras práticas que podem estar sendo incorporadas aí na atenção primária. Então, enquanto programas para promoção da atividade física na atenção primária, nós vamos ter o programa Academia da Saúde, que promove que tem como objetivo promover a saúde e produção do cuidado e Modos de vida saudável na população a partir da implementação de polos com infraestrutura e profissionais qualificados. E como eixos desse programa, além das das
práticas corporais e atividade física, a gente vai ter também aqui as práticas integrativas e complementares, dentre outras práticas também, como as práticas artísticas e culturais, mobilização da comunidade, produção do cuidado e modos de vida saudável, Planejamento e gestão e educação em saúde, sendo pensadas integralmente para que a gente possa ter a saúde integral desse sujeito. Então aqui são alguns exemplos de de atividades que são desenvolvidas no polo do programa Academia da Saúde. A gente tem aqui ah uma prática integrativa sendo realizada por meio de uma atividade de taxichuã. Nós temos algumas outras atividades coletivas e
aqui, como o professor Edgar tinha trazido como Exemplo, né, a gente acaba trazendo um exemplo também de práticas culturais e artísticas que são práticas corporais incorporadas dentro das ações e e atividades do programa Academia da Saúde. Além disso, a gente tem também um incentivo financeiro de atividade física, né, para implementar essas ações de atividade física na PS. por meio da contratação de profissionais de educação física, aquisição de materiais de Consumo e qualificação desses ambientes, assim como melhorar o cuidado de pessoas com doenças crônicas não não transmissíveis. E por fim, a gente queria destacar que nós
estamos com um curso em aberto na UNAN SUS de promoção da atividade física na atenção primária à saúde e sua inserção nos instrumentos de planejamento e gestão no SUS. Eh, esse curso está aberto até 30 de agosto de 2025, então nós recomendamos fortemente Quem puder acessar, né, para ter mais orientações relacionados ao tema. Obrigada. E é isso, Césa, nós agradecemos a sua apresentação. Eh, são informações muito importantes, né, eh, paraa população como um todo e principalmente paraa população idosa. e contribui e vai ao encontro muito também do que a Ana trouxe ao seu relato, né?
Eh, o quanto que é a atividade física é importante, contribui, né, pra funcionalidade eh eh da do dia a dia da pessoa idosa, né? Vou passar então agora a palavra para a professora Marizete, né, Peralta Sofon da Faculdade de Educação Física eh da Universidade de Brasília aqui, né, da FEF da UnB, né, vai falar sobre prática baseada em evidência na prevenção de quedas. Boa tarde novamente a todos eh as pessoas que estão nos assistindo, os colegas da banca, dizer que é um prazer imenso poder estar aqui participando desse webinário. Então, como dito pelo Francisco, eu
sou professora da Faculdade de Educação Física da Universidade de Brasília, coordeno um grupo de exercício físico, eh, de atividade física para pessoas idosas há há 28 anos e e trabalhamos nessa área, temos Desenvolvido pesquisas na área do treinamento de equilíbrio já 17 anos, né, treinando para equilibrar. é o nome do nossa das nossas pesquisas, né? Eh, então em 2008 a gente já sabia, né, quais eram que a quedas, quedas já era uma ameaça à saúde das pessoas e um desafio público, né? A gente já sabia em 2008 que as quedas são multifatoriais e que estão,
né, estavam e continuam estando entre as principais causas de morte e morbidade Em pessoas idosas. E o treinamento professora Marizete, só um minutinho. Será que sen ela conseguiria colocar no modo de exibição para ficar mais amplo a tela? Ô, perdão, perdão. Tá bom, obrigado. Foi sim. Obrigado. Tá legal. Desculpem. E a gente já sabia, como acabou de de falar que me antecedeu, né, que o treinamento multimodal e multicomponente apresentava segurança e eficácia na prevenção de Quedas. Então, eram as evidências científicas que a gente tinha na época. Porém, havia uma carência de protocolos específicos que integrassem,
né, os sistemas sensoriais, visual, somato sensorial e vestibular para melhorar o controle postural e prevenir quedas. Então, o que que nós poderíamos fazer como como universidade pública, né? Eh, aí nós pensamos em desenvolver um programa de treinamento físico para prevenção de quedas em pessoas idosas. Porém, por ser universidade, ele tinha que ser de baixo custo, de fácil implantação e utilizando materiais alternativos e que fosse sustentável. E assim foi feito, né? Eh, o circuito de equilíbrio, ele ele ele surge de uma dissertação de de mestrado da professora Juliana Costa. E foi a própria professora Juliana Costa
que colocou a mão na tinta e junto com os colegas do GEPAF construíram um circuito de equilíbrio baseado, obviamente no que a Literatura da época apresentava, né? Então, as referências que nós tínhamos na época mostravam que os exercícios mais, os mais efetivos pro treinamento do equilíbrio de pessoas idosas deveriam envolver, né, o sistema visual, o sistema vestibular e o sistema somato sensorial. Então, de toda a literatura consultada, nós resumimos, né, em 13 estações, formando assim um circuito, né, o objetivo era que fosse um um projeto que fosse de fácil acesso Para pra comunidade, para as
pessoas idosas pudessem participar. Então, nós montamos um circuito com três estações, com passadas laterais, com exercício unipodal, que é mais conhecido como avião, também um um trabalho de marcha sensibilizada de costas caminhando no calcanhar, marcha de costas com apoio total dos pés, acertar o alvo de costas, ou seja, né, eh, alterando o centro de gravidade, a marcha sobre superfície instável, a marcha sensibilizada Na ponta dos pés, eh, marcha com pernas afastadas, alcance multidirecional, marcha com pernas cruzadas, o deslocamento do centro de gravidade à frente, que é mais conhecido como bola na sexta, eh a 12ª
estação, uma marcha em trajeto circunferencial, que é a gente chama de oito, e a marcha tande, né? Então nós montamos assim um circuito onde todas essas estações com esses exercícios que as que as evidências científicas mostravam apenas num num num Tudo concentrado num circuito que a gente passou a chamar de circuito de equilíbrio. Eh, essa intervenção, essa pesquisa, ela tem uma intervenção pedagógica também. Então, todas as aulas elas foram eh relatadas em planos de aula com nível de dificuldade, com objetivo geral e específicos, os conteúdos daquela aula. E é, e tudo isso foi compilado em
um manual com todas as aulas do circuito de Equilíbrio. E é de fundamental importância que a a o plano de aula siga os princípios do método, mas os planos eles são flexíveis para as devidas adequações. Ou seja, dependendo da região, do da comunidade onde esse plano vai ser aplicado, ele pode ser adequado às condições daquele grupo específico. A metodologia, ou seja, as aulas, elas têm uma duração de 50 minutos, duas práticas semanais e tem que ter uma duração mínima de de 3 meses. E é uma Aula clássica de de educação física, né, com a preparação
paraa aula para o momento principal da aula, através de alongamentos e aquecimentos específicos. os exercícios sensórios motores, a aula propriamente dita, eh, em torno de 30 minutos e mais 10 minutos de volta calma e de avaliação da atividade. Os exercícios também foram distribuídos de acordo com o nível de dificuldade, né? Então, eh, há um período de adaptação, de ambientação, de conhecer o circuito De equilíbrio, como como executá-lo. Depois, nós temos o nível um, que é sem restrição visual, ou seja, os exercícios são feitos com olhos abertos. Num segundo nível, os exercícios são feitos com restrição
visual. Eh, no terceiro nível, sem restrição visual, ou seja, olhos abertos, mais com ultrapassando obstáculos que são colocados ao longo das estações. E o nível quatro com restrição visual, ultrapassando obstáculos e ainda com Implemento da velocidade. Também a gente produziu alguns artigos científicos divulgando os o o trabalho do circuito de equilíbrio, que também já foi bastante aceito tanto nacional quanto internacionalmente. Posteriormente, mais adiante, em 2018, quando a professora Juliana retoma para fazer o mestrado, ela continua ainda eh investigando, né, eh os momentos e as atividades do circuito de exercícios sensoriais. Então, quais eram os Melhores
exercícios para aquecimento, né, para paraa parte principal da aula, para volta calma. Então, começamos a estudar, ver o que que a literatura científica mais atualizada, né, de mostrava a respeito da da evolução do treinamento de equilíbrio. Então, os exercícios são caracterizados por treinarem reações antecipatórias e compensatórias, mudanças de direção do passo, aumento e diminuição da base de apoio, restrição Visual, estimulação própceptiva, mudança da posição do centro de gravidade, o treino de agilidade, de tomadas de decisão, o tempo de reação, a ultrapassagem de obstáculos e a a precisão da tarefa. Esse circuito de equilíbrio, ele também
acabou sendo em 2016 num estudo de um outro estudo de mestrado lá no hospital Sara Cubcheque do Lago Norte aqui em Brasília. Foi um estudo sobre o efeito do circuito de equilíbrio em pacientes com artroplastia Total de quadril ou joelho, né? Então ele foi ele, o esse circuito ele foi construído, né, lá no no Hospital Sara Cubque, foi adequado a um a um espaço no hospital para desenvolvimento dessa pesquisa. E o que a gente verificou que a intervenção foi muito bem tolerada, né, por pacientes com mais de um ano de eh artroplastia total de quadril
e joelho ou joelho, com benefícios pro equilíbrio, melhora nos testes de desempenho funcional e diminuição dos Fatores de risco para as quedas. Atualmente o circuito ainda se encontra lá no no Hospital Sara e é utilizado por todas as faixas etárias lá do hospital, porque também é uma atividade bastante lúdica. Em 2 anos depois, em 2018, o circuito de equilíbrio foi implantado no SESC de Itaguatinga Sul, né, num projeto do Sesc de Preve quedas. Então, também o o projeto foi implantado lá, foi feita a capacitação dos profissionais do CESC para trabalharem no circuito de Equilíbrio. Depois
nós tivemos no período de pandemia, né, com o recolhimento das pessoas dentro de casa, a gente manteve o circuito de forma online, com aulas síncronas e aulas assíncronas, com vídeos, tutoriais, com palestras, com acompanhamento de grupos em plataformas de rede social, né? E nós construímos para o treinamento online, nós foi construída uma trilha de treinamento, né? Então, os profissionais do GEPAF iam Até a casa das pessoas idosas e construíam essa trilha para que eles pudessem fazer o treinamento. E também tínhamos orientações eh dos materiais necessários para as aulas. Então aqui eu trago uma linha do
tempo do circuito 2008, a criação, a defesa de mestrado da professora Juliana em 2010, 2013 teve uma outra outra outra defesa eh de mestrado da professora Bruna Velar, né, onde ela viu os efeitos do circuito de equilíbrio, de exercícios sensorais na Força, no equilíbrio e no desempenho funcional. E aqui foi quando nos nós descobrimos que para além do treinamento apenas do equilíbrio, ou seja, dos sistemas que estav são diretamente envolvidos com equilíbrio, nós percebemos que a que as pessoas também melhoraram a força. E essa força a época foi avaliada num dinamômetro isocinético, então um padrão
ouro de avaliação da força. em 2016, a implementação no Sara e mais um estudo Com pacientes com artroplastia total de quadril ao joelho. Depois a tese de doutorado da professora Juliana em 2018, eh, a implantação do do circuito de equilíbrio no CESC. E tivemos também mais uma defesa de dissertação ainda eh estudando o perfil dos praticantes de treinamento de treinamento de musculação e treinamento de do circuito de equilíbrio. E depois em 2020 aí a gente Ficou pensando, né, eh, como que a gente faz esse conteúdo que é tão importante, que traz tanto resultado pras pessoas
que têm oportunidade de de vivenciar essa experiência paraa grande população, né? E as pessoas que não têm acesso ao circuito de equilíbrio na Universidade de Brasília ou no Sesc ou no Saracobche, como é que E aí a gente resolveu elaborar e validar uma cartilha educativa com exercícios específicos para prevenção de queda em idosos da Comunidade. Foi uma dissertação de mestrado do professor Marcelo Brito de Lima sob minha orientação. Então, por que que a gente pensou na cartilha? porque eh as quedas é continuavam sendo um problema no nosso país, né? As fraturas eh em decorrência da
da o medo de cair, a perda da autonomia, né? a diminuição da qualidade de vida do indivíduo que cai, eh, muitas vezes o tempo de hospitalização e muitas vezes eh a pessoa vem eh acaba falecendo Em função daquela daquela queda. Então, e a gente via na literatura também que que da importância dos materiais educativos, né, multidisciplinares, que é o caso das quedas, que é multifatorial, né? Então, a gente via que era necessário a gente usar a tecnologia educativa, materiais impressos, cartilhas, etc., para eh sensibilizar a população e promovendo assim a a saúde das pessoas, né,
através de de material educativo. Então, nós começamos a desenvolver essa cartilha fazendo uma busca aberta na na na web, né? A temática era prevenção de quedas, nós procuramos e eh materiais, cartilhas gratuitas, né? e na íntegra material nacional, né, em língua portuguesa daqui do Brasil e a publicação tivesse entre 1eo de outubro de 2003, que foi o período da coleta, né, da da busca dos cartilhas até 31 de de outubro de 2019. Então, nessa linha do tempo de 2013 a 2019, buscando cartilhas e analisando essas cartilhas quanto a linguagem, ilustração, layout, o design da cartilha,
adaptação cultural e obviamente o conteúdo. Então, nós, nessa busca nós identificamos eh cartilhas sobre prevenção de quedas eh começaram a ser produzidas, na verdade nós buscamos 2003 4 e 5 não não encontramos nenhuma produção que se encaixasse nos nossos critérios de inclusão. 2006, uma cartilha. Eh, 2013, Quatro cartilhas, 2016, quatro cartilhas. Mas vejam que bastante espaçado ao longo do tempo. No total nós encontramos 31 cartilhas, eh, sendo que dessas 31, quatro foram excluídas, três porque não tinham, não conham o ano de publicação, uma excluída por não estar disponível gratuitamente. Então, um total de 26 cartilhas
foram incluídas na revisão e foram avaliadas, né? Então, nas análise do resultado das cartilhas, aí nós fomos analisar com Relação às cartilhas eh sobre com relação à acessibilidade, se havia diário de quedas, se as cartilhas tinham contatos úteis, né? Se, por exemplo, se tinham exercícios específicos pro treinamento de equilíbrio, por exemplo, das das 20 e seis cartilhas, 23 não contemplavam eh eh esse item de exercícios eh específicos, né? E fomos analisando uma a uma, né, para verificar eh a validade de conteúdo. Muito bem. E o que a gente eh nós chegamos à conclusão de que
esse processo de construção de cartilhas educativas eh revelou-se inadequado em aspectos importantes para prevenção de quedas, como por exemplo, o conteúdo, que foi o que apresentou menor índice de adequação. Então nós começamos a pensar, então nós precisamos construir uma cartilha que traga então informações sobre Envelhecimento e sobre quedas, que traga exercícios específicos pro treinamento de equilíbrio, que traga dicas e desafios para as pessoas e que traga também, pensamos em alguns jogos que pudessem reforçar o conhecimento aprendido e também gerar aí uma estimulação cognitiva. E continuávamos, obviamente, eh, na literatura científica investigando sobre sobre quedas, né,
quem eram os estudiosos da época que e quais eram os Exercícios mais recomendados. Aqui é uma capa interna da cartilha, onde a gente separou por dia, né, o que que as pessoas precisariam, eh, o que que elas iam precisar para fazer as atividades no primeiro dia, no segundo, né, no quarto dia, por exemplo, tem até aqui grãos de feijão, semente de girassol ou grãos de feijão, né? Então, tudo aqui tem um motivo e vai ser utilizado ao longo da cartilha. A cartilha foi dividida em cinco tipos de Treino, né? Fala sobre a importância da marcha
para independência e para autonomia, a importância de ter uma equipe multidisciplinar. Também tem informações sobre a casa, sobre a casa segura e tem todos os exercícios que seguem uma sequência, uma progressão e uma evolução do treinamento para a prevenção de quedas. Também fizemos uma combinação aqui, o que a gente chama na na área da educação física, uma periodização do treinamento, Né? Eh, com cada semana um e dois, quais são os treinos de cada semana, certo? e quais os objetivos de cada semana de treinamento. Então, eh, o estudo como um todo teve todo o levantamento bibliográfico,
levantamento das cartilhas, passou para a submissão do projeto no comitê de ética. Eh, a cartilha foi elaborada considerando as evidências científicas e esse material depois de construído, passou por uma Avaliação dos juízes eh de cada área para validar o conteúdo desse material. Então ele foi analisado por 22 juízes especialistas em diversas áreas da saúde, como médico, fisioterapeuta, educador físic psicólogo e comunicação social para nos dar um feedback com relação a à layout e da cartilha. Enfim, a cartilha eh depois de feita toda a análise eh eh da cartilha, né, pelos juízes, a Gente fez uma
análise estatística e a cartilha obteve, né, excelentes índices de concordância, mostrando o quanto esse conteúdo e essa cartilha, na forma como foi pensada, ela é capaz de contribuir como uma intervenção paraa prevenção de queda. de pessoas idosas. Agora tá sendo eh eh discutido junto com a Dra. Lídia Líia, depois ela pode eh falar um pouquinho sobre talvez a implantação da cartilha no Sistema Único de Saúde, que é uma Negociação que tá sendo feita junto ao Ministério da Saúde. É isso e muito obrigada. Ah, quero agradecer a sua apresentação, eh, essa explanação sobre como, né, a
cartilha foi produzida a partir de evidências. Acho que isso é muito importante. Eh, e o quanto que ela contribui para população idosa, para cuidadores e familiares também, né? Eh, passo agora então a palavra paraa Dra. Alí Gberto, a nossa coordenadora Aqui de saúde eh da pessoa idosa, para fazer a sua fala encaminhamentos eh finais aqui desse webinário. Queria muito agradecer a todos eh vocês que falaram aqui nessa tarde. Agradecida, Francisco, e a todos os participantes, colegas que toparam estar aqui hoje conosco nessa tarde, né? esse tema de altíssima relevância, como a gente já eh frisou,
né, diversas vezes. Agradecer essa última palestra também da professora Marizete, né, o trabalho aí Incansável junto com o grupo da UnB, reforçar o compromisso do Ministério da Saúde de est junto da ciência, né, das universidades, valorizar o conhecimento científico e trazer as ações relevantes pro pro cotidiano, para melhorar a vida das pessoas de uma maneira prática, né? Então essa cartilha ela é bastante relevante para esse tema que a gente considera como central no cuidado na promoção da saúde da população idosa. A gente ir além das informações já eh Tradicionalmente disponíveis, né? Só a gente a
gente fala muito sobre questões ambientais, sobre as cidades, né? Eh, mas há muito que pode ser ainda há muito a ser feito e temos muito eh o que fazer, especialmente no âmbito da atenção primária, né? Então, aliar a estratégia de saúde da família, as equipes multiprofissionais, a mulut nesse cuidado coordenado, mas guiado por intervenções específicas, centradas, né, com objetivos específicos, guiados pela Ciência. Tudo isso é essencial, que a gente possa avançar de fato numa saúde pública mais efetiva, um SUS eh consistente, né, com ações de qualidade que vão promover a saúde de todas as pessoas,
né, em todo o curso de vida. Agradecer especialmente a minha equipe, né, Francisco, que tá aqui como moderador, Raiane, todo mundo que tá participando aqui na elaboração dessa web, mas também um agradecimento especial à Dra. Juliana Nunes, que eu Tenho o prazer, a honra de contar com o trabalho dela aqui, né? Nós, todos nós temos o prazer de contar com o trabalho dela aqui no Ministério da Saúde, na coordenação de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa também. Então, hoje, infelizmente, ela não poôde estar presente, mas eh quero agradecer e enviar esse carinho aí especial para
ela, que tá passando por um momento difícil, pessoal, mas que, eh, certamente sinta-se abraçada e valorizada também. a professora Marizete Apresentou, né, sua trajetória, como que o trabalho de valor, desmestrado, doutorado e diariamente nessa luta aí da promoção da saúde das pessoas idosas, eh, tem grande valor. Queria apresentar um vídeo no finalzinho agora, né, vou pedir o Francisco para apresentar o vídeo. Professor Edgar queria apresentar uma uma cartilha, né, professor que o CONAS publicou ainda esse esse ano, ele vai divulgar aí para todos vocês no chat. Eh, uma cartilha bem interessante Também que traz orientações
sobre ambiente. Professor, se quiser falar brevemente, a gente vai passar o vídeo, em seguida a gente encerra a nossa live. Agradecer aí novamente todos e todas que participaram. Vamos pedir auxílio aqui da Rane. Ela vai produzir o vídeo aí, reproduzir. Professor Edgar quiser falar um pouquinho antes de apresentar a cartilha. Tem uns minutinhos, professor. É um Minutinho. Pode muitos não. 30 segundos. Mentira. Melhor deixar o vídeo então, né? Eu já eu já divulguei, né? Vamos ver. Vamos ver o vídeo então. Tá bem. Tá sem áudio, Rai. quedas foram foram assim me jogando corpo para trás,
entendeu? A a maioria a a maioria das minhas quedas foram foram assim me jogando corpo para trás, entendeu? Eu ia assim, de repente meu Corpo sem mais, sem menos ele pá no chão. Foi meio assim, assustador, porque começou a ser a a ser uma queda por semana, às vezes duas, e ela se machucava, ficava roxa. A última vez que eu quebrei o braço, eu não consegui levantar, menina. Fiquei estirada lá toda com o braço machucado e não podendo me levantar. No Brasil, estima-se que de cada 10 idosos, três sofrem quedas em um período de 12
meses. Esse número ainda maior para quem tem mais de 70 anos, Chegando a 40% de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde. Ela não fica um segundo sem ter alguém do lado dela. Ela não anda sozinha dentro de casa com medo, uma insegurança muito grande dela levar um tombo e e se machucar assim, porque eu sei que eu vejo, né, a incidência de idosos que morrem por conta de queda da própria altura. Aí afetou porque eu fiquei com medo de Cair, né? Mas muitas vezes assim, né? Andar em casa mesmo. Agora eu tô tentando
botar meu corpo mais ero e e andar no corredor da casa que é grande para poder fazer alguma coisa que que eu que eu me sinta mais equilibrada. Como dicas gerais, nós vamos para o ambiente doméstico. Então, pense num ambiente onde vai ter uma luz à noite de forma estratégica no caminho ao banheiro. Se puder, coloque barras de apoio em corredores, escadas, no próprio Banheiro. o chão, apesar da gente ter posto uns uns tapetezinhos que seguram, mas sempre dá uma uma escorregada no porque o pé fica meio assim ensaboado, tal, né? E e aí eu
fico com medo, eu ando sempre segurando naquelas barras. Sobre exercícios físicos, existem exercícios específicos para redução das quedas. São treinos circuitados que associam força, equilíbrio, flexibilidade, coordenação, agilidade, simulando Atividades parecidas com as quais fazemos no dia a dia. E se não tem uma modalidade assim perto de você, não se preocupe. O mais efetivo é aquele que você começa e não para. Ela tá tendo duas vezes por semana aula com com um rapaz que vem, educador físico também. Fora que ela faz dois dias e fisioterapia também. Não, eu só isso. Só quero melar mais nada, voltar
a ter meu equilíbrio que eu tinha antes, que era tão bom. Lembrem-se sempre, seja a parte Ativa do cuidado. Prevenção se faz junto e o SU caminha com você. [Música] Obrigada, Rayane, pela transmissão aí do vídeo. Obrigada a todo mundo aí da assessoria, né, da comunicação, do editorial, da SAPS, da, enfim, de todo o ministério, trabalhou aí junto para esse vídeo também ficar bem bonito. A Ju, que também participou aí, né, do vídeo. Eh, pessoal, acho que a gente eh alcançou aí o objetivo, né, Do nosso webinário. Agradeço novamente participação de todos e todas. Professor
vai querer mandar aqui o link do cartilha. Eu já encaminhei o link, então quem tiver interesse, eu acho que ficou bem ilustrativo, aborda mais o ambiente. E eu reitero a a mensagem final, não culpabilizar quem cai. Vamos parar de transformar a queda num crime, não é? Crime é uma a queda é uma condição de saúde que tem que ser avariada por profissionais Devidamente habilitados. e que agora com as iniciativas do Ministério da Saúde, né, da Coordenação do Idoso, nós temos instrumentos capazes de avaliar o porquino. Nós temos que saber o porquê, não podemos atribuir ao
envelhecimento. Não é normal da idade. Fazendo isso, né, Lja? Eu acho que a gente já cumpriu o nosso objetivo, não culpar quem cai e tratar a queda como um problema de saúde. E como eu já falei e a gente viu Aqui muito a prevenção através da atividade física, mas a atividade física não é suficiente para alguns idosos. Nós temos que buscar outras causas para aquele indivíduo tá caindo muito, doenças, medicamentos em excesso que podem realmente, que sem dúvida são os grandes responsáveis eh eh pelo risco de queda, principalmente os medicamentos usados para dormir. Então, muito
cuidado, muito cuidado com essas questões. Acho que o evento cumpriu seu Papel, né, L? acho que trouxe uma série de informações importantes e a gente aguarda essa cartilha. Eu acho que vai ajudar muito a orientar os profissionais a a a atividade física, porque fica realmente uma coisa muito vaga, né? Então, temos que eh, como foi dito aqui, a atividade física tem que ser prescrita. Não é só tem que fazer atividade física, né, Jéssica? Tem que ter uma prescrição igual ao medicamento. Tem que ter o tipo de exercício, a dose, A quantidade, o horário, isso que
a gente chama de autocuidado apoiado. E como que essa atividade física vai entrar na vida das pessoas, não é tão simples assim. Então, agradeço o convite, a oportunidade, tá liamos dar continuidade nesse trabalho tão bacana da coordenação da pessoa idosa do Ministério da Saúde. Parabéns. Então, obrigada, professor. Essa cartilha que a professora Marizete apresentou, né, a gente pretende, a gente tá em fase Final, né, de revisão aqui interna pro ministério para poder disponibilizar amplamente aí para todos e todos no país. a gente espera contribuir tanto paraa prática dos profissionais de, né, da atenção primária principalmente,
mas também paraa vida, eh, no dia a dia, né, junto com as famílias e com as próximas pessoas idosas, eh, se empoderarem e a gente conseguir expandir esse conhecimento. Grande abraço, pessoal, até mais. Obrigada, Naía, Jéssica, Também pela disponibilidade, professora Marizete e toda a equipe. Até mais.