A educação respeituosa está acabando com a sua autoridade e seu filho tá ficando malcriado. O que mais temos hoje em dia são crianças que não obedecem ninguém, que questionam tudo, que ficam se impondo, que tudo tem que ser do jeito deles, que não tem capacidade de lidar com a frustração, que se não for como eles querem fazer um escândalo. O que mais temos hoje são crianças inadequadas para lidar com desafios da vida.
Crianças que não sabem abaixar as orelhas, vão discutir, bater boca com o professor dentro da sala de aula, porque o professor mandou ele fazer silêncio agora. E por que tem que fazer silêncio? Tudo tem que ser explicado, tudo tem que ser conversado, tudo tem que ser combinado, tudo.
A criança tem que concordar também. Você tem um filho com 5 anos de idade e você vai sair de casa, tá frio lá fora e você fala assim: "Ó, filho, tenho que vestir o casaco, a gente vai sair". O filho disse: "Não quero botar o casaco.
5 anos de idade, não quero botar o casaco. Por que que tem que botar casaco? " Aí você para, como você é uma mãe que que educar o seu filho com respeito, você para, abaixa e conversa com a criança.
Tem que botar o casaco, filho, porque lá fora tá frio. Se você não botar o casaco, fica dodói. Entendeu?
Aí a criança fala assim: "Eu entendi, mas eu não quero botar o casaco". Aí você disse assim: "Filho, então vamos fazer o seguinte, já que você não quer botar o casaco, então vamos fazer assim, ó, um combinado. Vamos combinar uma coisa com a mamãe e um negócio.
Vamos combinar com a mamãe e um negócio. Você vai ser em casaco e entra no carro. No carro você pode ser em casaco, mas assim que a gente descer do carro você coloca o casaco.
Tá bom, filho? " E o filho fala: "Tá bom. " Claro, porque a criança ela não tem criança pequena, ela não tem uma noção a longo prazo.
Para ela você resolver o problema dela agora, tá bom? Não vou precisar colocar o casaco nem no carro. Ótimo.
Mas lá pra frente nem consigo perceber o que que vai acontecer lá à frente. Mas combinado, mamãe. Combinado.
Chegando lá, vão descer do carro, você fala assim: "Chegamos, vamos botar o casaco como combinado, filho? " E ainda faz sent de pergunta, né? Tipo, vamos, filho, você vai cumprir com seu combinado?
E a criança que vive o momento presente e que não quer botar um casaco, vai falar: "Não quero botar o casaco, mãe, eu tô com calor. " Ai, filho, você tá com calor, não quer botar o casaco. Mas a gente combinou, a gente combinou que chegando aqui, antes de sair do carro, você colocava o casaco, filho.
Foi o combinado que você fez com a mamãe. Os combinados tem que cumprir. Aí a criança fala: "Não quero mais, eu não vou botar o casaco, eu não quero botar casaco.
" Aí ela começa a chorar. Aí você, mas filho, eu combinou com a mamãe e tem que botar o casaco lá fora, tá frio, você pode ficar doente. Ele fala: "Não vou ficar doente, eu não vou ficar doente.
Eu quero ir sem casaco. " Aí você já duvida, será que ele vai ficar doente ou não vai ficar doente? Porque você tá negociando, conversando com uma criança de 5 anos de idade, de igual a igual, a importância é colocar um casaco, mas você quer ser respeitosa.
Então, se a criança tá com calor, ela tá com calor. Será que é para ela colocar o casaco? Então você sai do papel do adulto, você coloca no mesmo nível da criança.
Aí ele fica firme, diz: "Não quero, não quero". começa a chorar, eu não quero botar o casaco. Aí todo o teu respeito, tua paciência, tua combinação, negociação, conversação, justificativas, todo o teu, todo o tempo que você dedicou vai pro ar e você explode.
Fala a verdade, você explode porque é insustentável esse processo todo. Você dedicou todo o teu melhor, conversou, combinou e só se frustrou porque chegando lá o teu filho não colocou o casaco e ele acabou chorando do mesmo jeito. Então você só se frustrou, você disse assim: "Mas filho, eu fui amorosa com você, tá prometido, prometeram aqui no livro para mim que se eu for amorosa com você, você vai concordar comigo, que se eu fizer um um acordo com você, você vai um combinado com você, você vai você vai concordar e você vai fazer, vai cumprir o combinado, filho.
Não tem como uma criança de 5 anos de idade cumprir um combinado com um adulto para daqui paraa frente, daqui paraa frente vamos fazer aquilo, filho. Não tenho uma criança de 5 anos de idade, cumpre um combinado com um amigo dele e o combinado é instantâneo. Eu sou o cachorro e você é o gato.
Tá bom. Tá, tá bom. Aí eles estão brincando, duas crianças de 5 anos brincando, elas cumplem combinados entre elas e são combinados que elas cumplem sem compromisso.
Porque uma criança de 5 anos de idade não tem compromisso com nada, não tem responsabilidade, ela não sabe, não consegue. Então ela tá brincando com coleguinha de zoológico e ela é um elefante e o amiguinho é a girafa. Eu sou o elefante, tá?
Tá. E eu era a girafa, tá? E aí quando v brincar, o outro vira um gato e o outro vira um cachorro e eles nem percebem que mudaram.
Viraram outra coisa só porque um viu um gato andando, então virou gato e o outro esqueceu que era um elefante e virou cachorro. Agora os dois sãoutra coisa e ninguém nem percebeu que mudaram para outra coisa, mas tá na cara que um gato e um cachorro e continua a brincadeira. A criança pequena, ela não tem uma organização racional como a gente tem.
Ela não tem a capacidade de se comprometer com algo num futuro, lá longe dela, muito menos se aquele compromisso que ela vai fazer para lá longe dela vai despertar outras emoções diferentes. Por exemplo, você fala pro teu filho: "Tá bom, filho, não vamos colocar o casaco agora". Pronto, liberou o teu filho do casaco.
Ele vai concordar com o que você falar, porque ele nessa hora tá se sentindo liberado, tá se sentindo aliviado. Então ele vai concordar com você. Mas lá quando a gente chegar no carro, descer do carro, você coloca o casaco, tá bom?
Ele não consegue visualizar chegando, se visualizar chegando lá e colocando casaco sem vontade de colocar casaco. Ele não consegue fazer isso. Aí você é uma mãe que fica frustrada, diz assim: "Ai, meu filho, por que que ele descumpre os combinados?
Porque teu filho simplesmente não tem capacidade de combinar, de sustentar um combinado, de de se responsabilizar pela palavra, de sustentar um combinado quando a emoção tá falando outra coisa, ele chega lá, vai descer do carro e ele não quer colocar o casaco. Ele viu as crianças brincando, ele quer descer do carro, ele não quer colocar um casaco, ele quer descer do carro. Aí vem você de novo combinado, vamos colocar o casaco.
Não quero, quero descer do carro. Mas você combinou comigo? Sim, mas agora mudou.
Mãe, porque o que o que eu combinei foi há meia hora lá atrás, quando eu estava me sentindo num cenário completamente diferente. Não tinha crianças brincando. E na verdade eu falei para você sim e há meia hora lá atrás, só porque a ideia de ir no carro sem casaco me aliviou, então vou concordar com você.
Assim funciona a mente de uma criança. Então não é um sinal de respeito você colocar o teu filho a combinar, a negociar, a conversar, a concordar, a opinar. Você tá pegando uma criança que depende de você e por algum motivo ela depende de você e você tá colocando ela num lugar de poder que ela não dá conta.
Isso é agressivo, isso é violento para a criança. Um adulto pegar uma criança e colocar ela num lugar, dar um poder a ela que ela não conquistou, que ela não tem estrutura para bancar, ela não sabe lidar com esse poder que você deu. Sabe o que acontece quando você dá poder pra criança que ela não dá conta?
Você tá dando um poder, você tá colocando teu filho em lugar de poder. Vou escutar tudo que ele fala, vou deixar ele opinar, argumentar. Vamos decidir juntos.
Você tem que fazer isso com teu marido, não com teu filho. Você tem que dar educação pronta para ele. O teu filho tá esperando que você eduque, não que você converse com ele e concorde com ele e elaborem juntos a educação que você vai lhe dar.
O teu filho tá esperando que você seja o adulto e que você eduque. Ele é o ele é o deseducado. Ele não tem educação.
Ele precisa receber de você. Ele não precisa batalhar junto com você, criar junto com você a educação dele, a própria educação dele. Ele vai ter oportunidade de educar quando ele tiver um filho.
Ele não pode ser o próprio educador, respeitando meu filho, pronto, coloco ele lá em cima num poder. E o que acontece quando uma criança tem poder a mais? tá num lugar de poder que não é o lugar que ele conquistou, porque nem tem experiência de vida, não tem estrutura, não tem ferramentas para usar esse poder.
Então é aquela criança chata, você deu o direito a ela de opinar sobre tudo. É aquela criança que não flui, que é chata, é incapaz de obedecer uma ordem, tá lá na sala de aula e o professor diz assim: "Ninguém pode mastigar chiclete". E ele tá com chiclete e pergunta: "Por quê?
" Tem que saber por quê. Tem que saber por quê? Porque ele quer conversar com o professor sobre o chiclete, ele quer discutir com o professor se a regra de mastigar chiclete ou não é válida ou não, dependendo do que ele pensa, ele vai ser, a criança vai participar da elaboração da regra.
Menina do céu, a criança tem que participar da elaboração de regra, das brincadeiras que ela tem com as outras crianças. Isso já é bastante pepino para ela, estar brincando lá com outras crianças e decidindo. Você é o chefe?
Não, eu não quero ser o chefe. Então você era o marido e eu era mãe. Não, eu não quero ser a mãe.
Eu quero ser a babá. Você é o cachorro. Não, eu quero ser um sapo.
Então você é um sapo e eu sou a mamãe sapo e ele o filho sapo. Não, eu não quero brincar. Mas então a mamãe e o papai sapo não tem filho.
Então a pedra era o filho sapo. Já com isso já tem muita coisa, muita coisa para argumentar, para discutir, para pensar, para negociar, para combinar, para concordar. Tudo isso que você coloca teu filho para fazer junto com você, ele tem que estar fazendo com as crianças da idade dele, não com você.
E você deveria estar fazendo isso com tua mãe, com teu marido, com tua irmã, não com teu filho de 5 anos de idade, 10 anos de idade, entende? Você coloca a criança num lugar de poder, você entrega para ela um poder que ela não dá conta. Então, ela é imatura, ela não dá conta.
Então o que acontece no dia a dia, você tem uma criança chata, por pequenas coisas, é tudo uma grande história, tudo uma grande, é insustentável. Você tem que se dedicar a ser uma mais lúgica, harmônica, paciente, conversadora, porque é puro blá blá blá blá blá blá, tudo, tudo explicação, tudo lógico, tudo entendimento com uma criança que tem um cérebro que nem começou a a despertar ainda, um cérebro que tá dando seus primeiros despertares lá, tudo bêbado de vida ainda, tudo confuso ainda. E você tá lá, ó, tudo na teoria, tudo argumentado, tudo como se fossem mágicas, fadinhas e coisinhas.
É um blá blá blerio que chega uma hora que não tem como você sustentar, porque aquilo te demanda tempo, energia, dedicação, bom humor, bem-estar, alegria, leveza, tão suave, sempre pedagógico, sempre cheio das didáticas. Vamos tomar banho, filho. Você já chega dando uma ordem então de pergunta.
Aí você já atrapalhou tudo. Vamos tomar banho, filho. Que você acha se a gente tomar banho agora?
E se a criança falar não? Ah, então vou argumentar. Eu vou ajudar ele a entender a importância dele tomar banho com 5 anos de idade, com 10 anos de idade, com 14 anos de idade.
Não vai entender. Não vai entender porque falta vida para ele. Isso é violento.
Você não não perceber que você tá exigindo da criança algo que ela não consegue, não dá conta. Não é porque ela não quer, não é porque ela é imatura, é porque ela acabou de nascer, ela não tem experiência, não tá desenvolvida ainda. Aí você quer que teu filho discuta com você de igual a igual, entenda.
Aí você disse assim, ó: "Vamos tomar banho. O que você acha? " Já então de pergunta já.
"Você já se sabotou no início". Aí o filho fala: "Não, aí você vai fazer o quê? " Tentar convencer o filho de que fale sim, de que mudeia, porque você é uma mãe legal e tudo em harmonia na tua casa.
Eu quero que você entenda, esse caminho te leva paraa desarmonia, porque que acontece? Chega uma hora que você não aguenta mais e se teu filho tiver temperamento forte e ele for teimoso, ele não vai querer tomar banho. Você vai perder a paciência porque você gastou um monte de energia, você fez tudo de todos os jeitos e todas as formas.
Foi amorosa com teu filho. Teu filho mesmo assim não aceitou tomar banho. Chega uma hora que você explode e você se torna aquela mãe que você não queria ser.
Uma mãe autoritária, violenta. Sai da mãe respeituosa, toda cheia dos piripipis. e vai para uma mais violenta, autoritária, que explode, que acaba batendo na criança e ainda se sente frustrada, diz assim: "Ó, com meu filho não funciona essa educação respeitosa, com meu filho não funciona, porque meu filho é muito forte.
" Ou então você se sente frustrada com você e disse assim: "Eu não dou conta, eu não dou conta, acabo explodindo, eu não consigo ser uma mais respeitosa. " É que isso que você tá aprendendo é uma meleca, não é respeito. Já parte do momento que você não tá entendendo como funciona a criança, como funciona o pensamento dela.
Você tá colocando teu filho de igual a igual, você tá se colocando de igual a igual, você tá querendo dividir um poder de decisão com teu filho que ele ainda não dá conta de assumir. Ele precisa que você decida por ele. Ele precisa que você fale, que você mande.
Não é falta de respeito você mandar o teu filho fazer as coisas. Não é falta de respeito. É falta de respeito você mandar o teu filho agredindo.
Você agredir o teu filho para ele fazer as coisas. Isso é falta de respeito. Mas o que você acaba fazendo depois que tentou todo o respeito não funcionou, pimba, explodiu, acabou gritando com a criança.
Aí o que acontece é que pequenas coisas que deveriam ser muito simples, como vai escovar o dente, tira o sapato, troca de roupa, desliga a luz, dá descarga, guarda o brinquedo. Pequenos comandos que deveriam de ser simples durante o dia viram uma história. É uma meleca aquele negócio é um negócio que você vai arrastando e é tudo e você tem que respirar fundo para ter paciência.
É tudo na teoria. Na prática não funciona. Por que que não funciona a prática?
Porque o teu filho não tá pronto para isso. Ele não tem capacidade de discutir com 6 anos de idade, 10 anos de idade sobre sua própria educação. A criança precisa poder se sentir injustiçada.
Ela precisa poder chorar porque a mãe obrigou ela a tomar banho, sendo que ela não acha sentido nenhum em tomar banho. Para que vai tomar banho se ela vai se suchar de novo? Esse é o pensamento da criança e esse é o pensamento que a criança deve ter, porque é um pensamento imediato, um pensamento concreto, não é um pens, a criança não consegue ir pro futuro e voltar pro passado, assim como a gente faz, para estruturar um pensamento lineal e complexo e cheio das possibilidades.
A criança, ela tem uma mente completamente aberta, sem estrutura nenhuma. Ela tá se estruturando na medida que vai crescendo. Ela tem uma mente sem estrutura nenhuma.
E é completamente, o pensamento dela é completamente relativo a como ela tá se sentindo. Ela é tomada pela emoção. Criança não consegue separar emoção de pensamento.
Ela não consegue separar como a gente, a gente consegue separar. Nossa, veio essa moça, me deu uma raiva, mas eu tô aqui. Oi, querida.
Muah. Eu consigo separar o que eu sento, o que eu faço e o que eu penso. A criança não.
Então você fala para ela vai tomar banho e ela tá desenhando e vem uma angústia, um desespero porque ela não quer parar de desenhar, então chora porque não quer tomar banho. Esse é um comportamento esperado para uma criança. Isso é uma criança saudável que chora porque a mãe mandou ela tomar banho quando para ela não faz sentido nenhum.
Deixa o teu filho viver a sua infância sem ter que se esforçar para encontrar o sentido de tudo. As crianças, eu vejo o esforço que elas fazem. Já tem meninas de 3, 4 anos de idade, já todas intelectualizadas tentando se esforçar para poder falar a linguagem que a mãe quer que ela fale.
Então fala assim: "Toma o remedinho, filha, tome remedinho. " Por que tomou remedinho? que faz bem pra saúde, tem que tomar remedinho.
Você vê que a menina se tá repetindo, tá se esforçando para repetir uma história que a Mai contou que na real com 3 anos de idade, ela não tem, não faz sentido nenhum para ela, não consegue conectar aquele negócio, tomar um remédio, que é a coisa mais horrorosa, com sua saúde, ela não consegue fazer essa conexão. Para ela tomar o remédio, é tomar o remédio, mais nada. Não tá conectado com mais nada, não tá conectado com sua saúde, com seu futuro, com a festa que amanhã ou as férias que vão fazer e se não tomar o remédio, não pode ir para as férias.
ela não consegue. Ela ela criança vive aqui agora presente. Então, no nome do respeito é uma grande confusão, porque tão colocando as crianças, está sendo exigido das crianças, uma maturidade, um entendimento que não cabe a elas.
As crianças têm que poder ser criança. Não há nada mais satisfatório. Não há nada mais confortável para uma criança do que chorar, porque a mãe injustamente mandou ele arrumar a cama.
Não tem sentido nenhum arrumar uma cama, daqui a pouco vou desarrumar de novo. Mandou tomar banho, não tem sentido nenhum, daqui a pouco vou me sujar de novo. Covar o dente não tem sentido nenhum, daqui a pouco eu como e o dente fica sujo de novo.
Isso a criança precisa, poder ser uma irresponsável, contando que sua mãe e seu pai são responsável por ela. E no momento em que ela conseguir assumir responsabilidades de si mesma, ela irá assumindo. Mas isso demora muito tempo.
Os adultos que não entendem como funciona uma criança, como funciona o pensamento de uma criança, são aqueles adultos que vão querer que o filho entenda. Ivana, como é que eu faço para que meu filho entenda que tem que escovar o dente? Como é que eu faço para que você entenda que teu filho não vai entender?
Você pode explicar em chinês, mas para ele não vai fazer sentido. Sabe quando você percebe que faz sentido para ele escovar o dente? Quando ele começa a escovar o dente sem que você mande.
Quando ele assume a responsabilidade de escovar o dente porque fez sentido para ele, 14, 15 anos de idade lá, porque no mínimo ela não quer ter bafo na frente dos amigos. Pronto, alguma coisa. Não quer ter os dentes amarelos.
Algum motivo ele teve para fazer sentido escovar o dente lá na frente, enquanto pequeno, genuíno dele, não entender o sentido das coisas, não ter que entender o sentido das coisas e não se responsabilizar por elas. Ivana, se eu não mandar, o meu filho não faz. É isso mesmo.
Se você não mandar, o teu filho não faz. É isso mesmo. Sim.
Então, no nome da educação respeituosa, a gente tá se confundindo, ai, a gente tá se confundindo tanto, meninos, tanto, tanto, tanto. E o resultado é um crianças totalmente desgovernadas. Elas não reconhecem a autoridade.
Elas olham para um adulto e elas não reconhecem a autoridade naquele adulto, porque aquele adulto vai se abaixar ao nível dela para conversar, combinar, negociar, concordar, discutir com ele sobre sua educação. Então, não tem adultos com autoridade. Um adulto que ocupa seu lugar de autoridade é aquele que não tem medo de mandar no filho.
Filho, tenho que escovar o dente. Não quero. Eu vi.
Você não quer matar na hora de escovar o dente. Não quero, mãe. Pois ser, filho.
Você não quer matar na hora de escovar o dente. E o filho chora e o filho faz todo um escândalo e a mãe tá ali firme e forte. É isso aí.
Eu entendo que ele chora, que faz um escândalo, que ele não queira. Eu entendo isso tudo. Mas ele precisa escovar o dente.
Não é uma dúvida. Não está em dúvida que quem sabe o que ele tem que fazer agora sou eu. Não é ele que sabe, sou eu que sei.
Nossa geração está passando por uma crise de autoridade absurda. Pise mais com medo de de assumir autoridade como se a autoridade fosse uma batata quente. Sabe por que isso acontece?
Porque a maior parte de nós é filho de pais e mais autoritários. Então a gente não quer ser autoritário com nosso filho, então quer ser respeituoso. Só que você quer ser respeitoso abrindo mão da estrutura da educação.
Regras, ordem, limites. Porque regras, ordem e limites para você soa como violência. Porque a tua mãe e teu pai autoritários colocaram regras ordem limites muito bem colocada, só que com agressividade, com violência, com repressão.
Você não se sentiu ouvido. Então é assim, minha mãe não me escutava, então eu vou escutar tudo que meu filho fala. A minha mãe não me deixava opinar, criança não tem querer.
Então eu vou deixar meu filho opinar tudo que ele quiser. Vou escutar todas as vontades do meu filho. Minha mãe não me deixava participar, então meu filho vai participar de tudo.
Minha mãe ficava impondo as coisas para mim. Então eu vou negociar, eu vou concordar, combinar tudo com o meu filho. Imagina se eu vou impor alguma coisa com meu filho, porque doía, então não vou fazer a mesma coisa com o meu filho.
Só que o que doía era a violência com a que tua mãe e teu pai te educavam. Depois tem outra parcela de algo que doía em você, que vai ter que doer no teu filho também, que é a injustiça de sentir que tua mãe te mandou escovar o dente, quando para você não faz sentido isso aí. Não tem criança que vai se escapar disso.
Você tem que ensinar o filho a viver para esse mundo, lidar com essa realidade. Na realidade não é assim. Responsabilidade e poder de decisão vão juntos.
Você só pode ter poder de decisão e naquilo que você é responsável. aquilo que você não tem a responsabilidade, você só tá tendo uma ilusão de que você tá tendo poder de decisão. Educar com respeito o teu filho não é colocar ele para participar da sua própria educação.
Isso é violento. Isso é quando você tem falta de compreensão, quando você não entende nada da criança, entende? A criança ela precisa que você eduque, ela precisa receber a educação que você tem pronta para ela.
Oou que você tá elaborando, que você tá aprontando na hora. Mas ela precisa receber aquilo. Não é o lugar dela ficar de igual a igual com você, discutindo sobre a educação que ela irá receber.
Isso você tem que fazer com teu marido, com tua sogra, com tua mãe ou com tua amiga, entende? Não com teu filho. O teu filho precisa.
Então o que ele não precisa é a violência, é a falta de respeito, é agressividade. Isso não precisa. Mas impor alguma coisa com o teu filho não é falta de respeito.
Colocar limites não é violento. Ser firme não é ser agressivo. A gente precisa desassociar uma coisa da outra.
Você pode ser firme, você pode impor coisas pro teu filho, você pode colocar regras, ordem, limites e não ser agressivo. Sem agressividade, com respeito, porém com firmeza. Yeah.