e aí e aí e ouça calado meu astuto plano vou chamar o seu deus de demônio reprimir oprimir silenciar coisa tua não quero nada nem o ritmo de duas cantigas batuques danças versus por isso mesmo os seus deuses não deixa o que é no meio todos um por um o diabo e o seu séquito de demônios no meio para renomear deslegitimar e jamais me canso porque o meu plano tem a sua gênese no meu âmago é sentimento baixo é sentimento de um reles intolerante quando elas não tem o momento elas têm o preconceito né quando
as pessoas nos procuram muitas entende que nós estamos aqui para qualquer coisa qualquer preço e que a gente vende macumba que a gente vende um feitiço que a gente vai ali para o caldeirão coloca né asa de morcego asa de borboleta e mais três gotas disso mas daquele prepare uma poção e vai fazer uma mágica para aquele consulente porque quando ele ele ele está em total dos equilíbrios muito buscam axé com a a nítida impressão que nós somos esse esse esse bruxo né essa pessoa que vai e vai manipular e sempre entendendo que nós vamos
manipular uma energia demoníaca para conseguir o objetivo horas então eu te falo eu não sou eu não sou essa bruxa mas eu sou um alquimista ah sim mas é o que mia não depende de manipular uma energia demoníaca é ser um alquimista é conhecer os elementos da natureza e saber o que que misturado com que vai dar certo e vai te fazer bem para que para aquela sua necessidade né é a questão eles acharam na umbanda essa questão para legitimar a fala deles oi e aí usaram o culto afro principalmente os guardiões e as pomba-giras
usaram como sendo esse judas para legitimar fala deles olha você tá assim assim é porque alguém está fazendo algum trabalho contra você você tá passando por dificuldade é porque o seu colega do seu trabalho não quer ver você e aí eles e eu vou falar com toda propriedade eles fantasiam é porque pegaram terra de cemitério é porque pegaram isso pegar um aquilo para fazer mal para você então assim a uma apropriação dessa dessa dessa sala desse simbolismo exatamente e usam contra a gente mas eles por ignorância não sabe que o exu guardião preto velho caboclo
eles estão aqui para trabalhar para o equilíbrio para paz na tranquilidade é mas eu sempre fiz questão de falar olha não eu não sou macumbeiro não macumbeiro é uma pessoa que toca um instrumento africano que tá aqui no brasil que foi ressignificado e é assim e é assim é assado então eu sempre fazia essa questão desde muito pequena é tirar essas associações que faziam então eu nunca aceitei me chamar de macumbeiro de macumbeira eu nunca eu nunca aceitei falar que a minha mãe era feiticeira então quer dizer a gente viveu uma outra época e assim
como o meu filho vive uma outra época também que hoje é muito mais debatido é muito mais é revelado as coisas os procedimentos e pode ser muito mais dito hoje em dia quando eu era esse é o achei era tocado com a porta fechada nós temos horário para chegar né então você chegava até 7:50 depois 7:50 a porta fechada e podia você podia esmurrar bater tocar a campainha fazer o que você quiser que essa porta não não era aberta no momento algum porque é existiu e medo da polícia existe o medo escondido os aliban é
porque em ouro base fala lisbon aliban é chegariam e bateria em todo mundo então nós tínhamos nós temos medo e esse medo era passado pelo passado por todas para todas as pessoas muito muito novo ainda primeiro me conta se lá no ilê de santos você já foi surpreendido a senhora já foi surpreendida e por uma batida sim sim como é que foi isso sim quando teve uma época que eles que eles chegaram mas o toque ainda não havia começado e eles adentraram e assim ajustes nós temos uma mesa maior que essa que era pintado de
branco e aí o o seu marinho colocou todo mundo em volta da mesa é todo mundo sentado e aí elas eles adentraram seu marido foi para um canto conversar com eles porque o seu marido era atracador de navio no porto de santos então tinha um relacionamento bom um oi e esse relacionamento é que fazia com que é a casa dele não fosse incomodado pelo relacionamento que ele tinha no cais do porto de santos se fosse alguém não que não fosse bem relacionado sim com certeza sofreria alguma tac alguma alguma alguma ação mas mais agressivo e
o que já tenha ouvido falar de alguém próximo de você de intolerância religiosa que você possa me contar eu já vivi eu já senti na minha pele um dia nós aqui dentro da tenda coração de jesus esse nosso vizinho ele chamou a polícia era numa data importante para nós era num trabalho que nós fazemos na sexta-feira da paixão que os trabalhos começam às seis da manhã e terminam as por volta de 9 horas da noite nós estávamos por volta de 6 horas da tarde um policial chegou lá fora mandou chamar o representante eu fui e
e o policial também pensando que ia chegar aqui aí encontra um monte de bocó de bobo assim perdão da palavra um monte de pessoas ignorantes e a primeira coisa que ele me disse ele me disse assim mirele se você não parar de tocar o seu tambor eu tava todos vocês presos eu falei não senhor o senhor está aqui para me defender para mim da liberdade deu culto a os meus orixás os meus pretos-velhos os meus caboclos então assim na hora eu fiquei muito doída pela maneira que ele falou a violência da forma que ele falou
eu vim aqui para levar não se vocês não parar eu vou levar vocês e os seus tambores falei no meu tambor ninguém toca porque o meu tambor é sagrado o meu tambor tem alguém que é responsável por ele o que que nós podemos fazer porque nós não somos pessoas ignorantes nos podemos abaixar um pouco o tom do tambor para poder ficar bom para nós e bom para ele mas no nosso tambor e nem mim o senhor não toca então assim as pessoas também tem essa ideia que nós somos bobos que a gente não tem o
cimento que a gente não tem estudo que vai encontrar aqui um monte de pessoa é assim de boca aberta entendeu desinformada mas não é e assim o tambor eu vou falar uma expressão que eu aprendi há poucos anos né que eu o xangô tocado baixo né porque a questão da intolerância que aconteceu lá no nordeste mas lá em santos no litoral paulista a gente já fazia o tambor de toque baixo né porque muita muitas vezes e não se usava os três tambores se usava apenas um é para trás ficar baixo e ele era um dos
índices parcialmente escondido para não ele e no subsolo de uma casa nas casas em santos elas são sobrados antigos e geralmente elas temporão né então as portas são gigantescos são portas às vezes de 3m de altura de madeira que você tem uma escadaria para assumir é um modelo clássico de arquitetura em santos tem um sobrado que você adentra por essa porta que tem um bloco na escadaria e sempre ou à direita ou à esquerda vai ter uma porta que vai ser a parte a parte do subsolo da casa que antigamente era usada para para os
empregados por serviçais e até mesmo por escravos e hoje a minha casa é muito mais visível e tem visibilidade muito maior até mesmo entre os vizinhos do que o lugar que eu frequentava o e ela assim só sabia mesmo porque aqui é a que passa pessoas aqui da porta que às vezes mora no outro bairro mas ela percebe o que é né até porque a gente vai marido na porta vira e mexe tem alguma coisa na porta que se percebe que é uma casa de axé mas é lá em santos não era uma coisa bem
bem assim invisível vende civilizada na no espaço geográfico urbano e e aí [Música] e aí e aí e aí e aí e aí e aí e aí e sendo que hoje nós já temos a compra consciente usamos as nossas crianças de não deixar a cera ter um bule né hoje é normal infelizmente essa palavra de não é brigar mas conscientiza eles de estar explicando o que que é religião deles o que que ela faz qual que é a essência dela o pau é o lema da nossa religião por exemplo atenda coração de jesus trabalha em
cima de três palavras fé esperança e caridade então dentro dessas três palavras não tem nada de maldade a saber dar a resposta quando eles são atacados às vezes na escola qualquer lugar onde eles estiverem ensina eles falar sobre o orixá deles que que o orixá deles faz o quê que o preto velho faz o quê que o caboco faz bom então hoje a visão é outra tão tudo dentro da nossa casa tem um fundamento tem uma mironga existe um porquê de ser feito por quê que nós entramos descalços por quê que nós saudamos o chão
porque que nós cantamos porque que nós rodamos porque quem sabe então assim tudo tem um porquê porque eu não sei como que são os rituais católicos eu não sei como que é o ritual budista mas eu respeito eu não vou falar nada para ofender o meu irmão sendo que eu não conheço só só porque eu não conheço não quer dizer para mim que não presta então eu passei eu tô passando na porta da igreja estão todos louvando eu passo um silêncio e sigo meu caminho aí quem não conhece passa na frente do nosso terreiro aí
é um terreiro de macumba faz o mal então se eu acho que o que falta é um é o que falta é uma leitura o que falta é uma vivência e aí e aí e aí e aí e aí e aí e aí e aí [Música]