e a última prerrogativa né que o instrumento traz é do produto então que é o final né que é a parte Operativa da nossa entrevista né então eu preciso observar o que que ele produz ele desenhou depois ele escreveu posso ser um pouquinho mais específica que tipo de desenho ele fez né ele fez a família da escola da da espaçonave eh eu posso perceber alguns hiper focos nesse momento Ah ele só desenha eh coisa de planeta né a gente tem crianças aqui que t hiperfoco em planetas então é a produção dele e eu preciso observar
como que ele tá produzindo isso ele escreve né Eh que mais ele descreve a produção dele quando você pergunta ele se nega ele não quer falar sobre o assunto mto ele demonstra insatisfação ou prazer naquilo que ele produziu ele se sente capaz de executar né ou incapaz quando você olha os desenhos a gente tem que estudar dentro da nossa profissão né a evolução dos desenhos a gente pode ver esse desenho tem relação com a idade que essa criança tem né ela tá ela tem esse bom desenvolvimento eu posso ver também né Na avaliação pega do
lápis tônus muscular eh Tem algum tipo de agressividade Então tudo isso tem lá no meu checklist né Eh E mais uma vez nós vamos pensar então na produção no produto do nosso paciente atípico né porque essa produção do paciente atípico e eu tô falando desse atípico gente eh que tem mais dificuldade de produzir porque tem atípico que produ produz muita coisa né não é porque é atípico que não produz produz muitas coisas são muito criativos né Então aí é que aí eu acho que aí é mais fácil da gente ver a produção daquela criança que
parece que não produziu nada o que que eu vou observar né Então essa sutileza o que que eu posso observar eu posso observar uma produção de contato visual eu percebi que no início da minha avaliação ele não tinha contato visual mas até o final ele conseguiu ter contato visual Olha que legal né Eu tenho uma criança que ela não produziu nada ela não pegou em lápis mas ela conseguiu pegar uma bolinha e brincar funcionalmente com a bolinha conseguiu P prazer sentiu prazer nas partes sensoriais então eu é um tipo de produção Sutil muito Sutil Mas
eu posso descrever isso também né ah é uma criança que está desenvolvendo habilidades pré linguísticas né então eu posso ver a produção nas habilidades pré linguísticas Então os pacientes mais graves a gente precisa ter essa parte da produção a gente precisa ter muito cuidado para não deixar passar né tem criança que não vai produzir nada gente Sim nós vamos ter crianças que não vão produzir nada mas Esso é fantástico paraa nossa profissão porque a avaliação é só o início depois que nós fizermos avaliação nós não vamos fazer as intervenções então a avaliação serve para isso
o que que eu preciso intervir e depois a gente vai passar por aquele período de intervenção e quando nós reaplicar essa avaliação nós vamos verificar daquilo que foi como é que ela agora ela se ela se relaciona com os objetos de aprendizagem mudou e muda gente né a nossa intervenção faz diferença na vida das Crianças Então isso é muito legal mesmo que hoje ela não produziu nada dali 6 meses eu vou ver uma produção diferente na vida dele porque a nossa intervenção vai fazer diferença certo tudo bem até aqui então essa parte da avaliação eh
da parte descritiva do checklist tá a eoca também vai trazer eh dentro da avaliação deixa eu passar aqui o sistema de hipóteses né E nesse sistema de hipótese Nós também precisamos entender bem aquele aquela teoria do desenvolvimento cognitivo de Pag porque ela tá baseada nisso né então eh a gente tem uma criança dentro do nosso sistema de hipóteses que é hipo assimilativa que que significa uma criança desculpa aqui ó espero que vocês estejam me ouvindo ainda o que que é uma criança hipo assimilativa lembra que assimilação é quando eu trago algo novo e eu vejo
se ela consegue associar com algum esquema mental que ela já tinha né pré-estabelecido já tinha contato já tinha organizado na mente dela então quando a criança é hipo assimilativa significa que ela não tá recebendo nada novo então quando eu entro lá no meu diálogo na minha Vista com a criança com algo ó veja esse objeto Ela não ela não tem interesse por aquele objeto né isso eu posso posso dizer que é uma criança que pode ter rigidez sim porque ela ela não quer ter contato com algo novo ela quer se manter naquele mesmo esquema mental
que ela já tinha antes certo eh pode ser Nem só a rigidez posso ser uma criança que ainda não faz cont com o ambiente ela não tá contactuando com o ambiente a gente fala eh ela tá dentro do espectro né pras crianças autistas então ela não não tá observando ela não nem percebeu O algo novo que eu ofereci para ela então isso é uma criança hipo assimilativa e tem a criança hiper assimilativa né então é o contrário a criança que recebe então Ó você Já desenhou Você já brincou com a bola então o que mais
você pode fazer ela mesmo pode ter iniciativa de trocar ela não tem iniciativa de trocar mas quando eu trago novo ela pega esse interesse e demonstra o interesse para aquele objeto então é uma criança hiper assimilativa tá eh temos a criança hipo acomodativa né é a criança então que não vai fazer esforço para fazer mudança de estrutura mental Então não é só receber algo novo mas é receber algo que ela ainda não conhece e criar algo em cima né ela precisa ter essa e essa mudança de estrutura então uma criança que não não ela pode
aceitar algo novo sim mas ela não produz nada com aquele algo novo né ela se mantém naquele mesmo esquema mental então é uma criança hipo acomodativa e eu tenho a criança hiper acomodativa que além de receber algo novo eu tenho uma criança que se esforça para tentar fazer essa mudança de estrutura mental e produzir algo diferente tá então quando a gente for escrever o nosso relatório a gente vai usar essas palavras né do sistema de hipótese da onde a minha criança está E aí eu posso ter criança hipo assimilativa hipo acomodativa posso ter hiper assimilativa
Hiper acomodativa eh posso ter a criança hiper assimilativa com hipo acomodativa né então a gente vai usar esse sistema de hipóteses para descrever tá por isso que é tão importante o diálogo se eu não tiver esse diálogo com a criança de introduzir algo novo de ver como ela ela se relaciona com os objetos eu não tenho Como avaliar isso né porque s tá se ela ficar só no campo de segurança dela no conforto dela aí eu não consigo avaliar essas questões tá tá tudo bem então a gente vai passar agora eh pros nossos estudos de
caso nosso primeiro estudo de caso ele é um pouquinho longo Então vamos ler juntos tá bom pra gente conseguir entender como é que essa avaliação pode acontecer tá então eu tenho um caso um aqui eh que é uma criança foi coloquei o nome de Oliver e a gente vai ler e depois eu eu quero que vocês pensem aí eu não sei se a gente pode abrir o áudio no final para vocês tentarem me falar que tipo de sistema de hipóteses vocês colocariam para essa criança tá mas vamos ler primeiro ó eh dei início a avaliação
apresentando a caixa da eoca como uma caixa de recursos Ai desculpa só fazer aqui é uma criança mais velha esse meu caso eh e é uma criança com tea Tá bom mas é uma criança comia funcional é uma criança que sabe usar os materiais tá bom só para contextualizar um pouquinho vocês vamos lá de início a avaliação apresentando a caixa deoca como uma caixa de recursos explicando ao paciente que ele poderia explorar como quisesse e que gostaria de ver o que ele sabia fazer com aqueles recursos Oliver mostrou-se empolgado com a caixa e perguntou se
realmente poderia fazer o que quisesse sua primeira foi usar o papel sulfite e a canetinha preta para desenhar o menino depois preencheu o desenho com a cola colorida Verde ao perceber que a cola estava entupida abriu o frasco sozinho e utilizou o pincel para realizar a pintura derrubou Cola em seu joelho e na perna levantou de imediato lavou secou e depois limpou o chão onde estava a cola realizou todas essas sequências de ações sem apresentar comportamentos inadequados e sem ser mandado pela terapeuta podemos observar que Oliver é é capaz de planejar e organizar-se mentalmente quando
está altamente motivado e envolvido com a tarefa após finalizar o desenho escolheu o gibi para para ler deitou no chão e manteve-se focado nessa atividade por aproximadamente 10 minutos quando cansou escolheu algumas folhas quadriculadas e realizou novo desenho com lápis de cor desenhou alguns personagens desen o que ele gosta e depois inventou uma aranha de 10 patas três olhos e rabo de escorpião ao finalizar mostrou o desenho terapeuta com orgulho de sua produção durante a aplicação da eoca Oliver se expressou com facilidade interagindo e conversando com a terapeuta demonstrando uma fala lógica e consequência de
fatos ele também demonstrou Muita criatividade noção de esquema corporal boa coordenação motora fina e boa pega no lápis manteve-se calmo mesmo diante de uma situação conflitante resolvendo o problema após a finalização do tempo de avaliação Oliver organizou os materiais de volta na caixa eh eu vou sair um pouquinho da apresentação eu queria se pudesse eu gostaria que vocês participassem aqui comigo e me falassem que que vocês acham dentro do sistema de hipóteses Qual é o sistema de hipóteses para essa criança IP assimil hiper assimilativo hipo acomodativo ou hiper acomodativo então Ó esse nosso paciente ele
recebeu coisas novas e ele recebeu muito bem e mesmo no meio da dificuldade quando a cola caiu quando as coisas eram para dar tudo errado ele conseguiu resolver o problema nós podemos dizer que ente apresentou na nossa avaliação um comportamento uma né um sistema de hipóteses hiper assimilativo e hiper acomodativo certo