Hebreus 13, de 10 a 17, diz assim: "Possuímos um altar do qual não têm direito de comer os que ministram no Tabernáculo; pois aqueles animais, cujo sangue é trazido para dentro do Santo dos Santos pelo Sumo Sacerdote como oblação pelo pecado, têm os seus corpos queimados fora do acampamento. Por isso, foi que também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, sofreu fora da porta. Saiamos, pois, a ele fora do Arraial, levando o seu vitupério.
Na verdade, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir. Por meio de Jesus, pois, ofereçamos sempre a Deus sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam seu nome. Não negligencie igualmente a prática do bem e a mútua cooperação; pois com tais sacrifícios Deus se agrada.
Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles, pois velam por vossas almas, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo, porque isto não aproveita a vós outros. " Podem assentar-se. Se você puder, mantenha a sua Bíblia aberta nesse texto e leia comigo o verso 13.
Todos nós vamos ler juntos: "Saiamos, pois, a ele fora do Arraial, levando seu vitupério. " Mais uma vez: "Saiamos, pois, a ele fora do Arraial, levando seu vitupério. " Com a Bíblia aberta, eu me impressiono na fé cristã, mais do que qualquer outra coisa, com esse convite para que a experiência de Deus não seja confinada, não seja encastelada, não seja aprisionada, não seja delimitada por fronteiras religiosas.
Aliás, desde o início da minha caminhada de fé, isso ficou muito claro para mim, a tal ponto que, quando fui escrever a minha tese para a ordenação ao Ministério Sagrado, no ano de 1976, em Manaus, o texto que escrevi foi sobre a salvação dos pagãos no Velho Testamento. O que Deus sempre fez e sempre fará é fora das instituições religiosas. O livro de Hebreus tem essa tecla insistente: Deus não cabe dentro da religião.
Jesus não cabe dentro da religião. Religião é estreita demais, é pequena demais, é medíocre demais, é diminutiva demais para o Deus criador do cosmos caber dentro dela. Quando a gente vê todas as ações de Deus no Velho Testamento, afirma-se esse fato: Deus não é oficial.
Deus não tem patente. Deus está frequentemente fazendo opção para fora da oficialidade. Os homens tentam domesticar a fé, aí Deus levanta um profeta, sacode o tapete de todo mundo e diz que Deus continua Deus e continua livre.
A gente vê Jesus vivendo assim: 90% da vida de Jesus se dá em outdoors, é do lado de fora, é fora do portão, é sem confinamento. É na praia onde ele passou a maior parte do ministério dele, na praia, no mar da Galileia, em banquetes, onde ele estava quase todas as noites, na presença de gente, nem sempre com muito pedigree religioso. Frequentemente, nós o vemos transitar nas geografias mais inconcebíveis, como em Marcos 5, onde ele transita do cemitério pagão em Gadara, onde libertou aquele homem possuído por uma legião de demônios.
Ele, como judeu, chega perto de porcos, o que seria uma contaminação para a religião judaica; Jesus não está nem aí para isso. Para ele, é muito mais importante libertar um ser humano tomado por uma legião de forças espirituais malignas do que levar em consideração cerimônias pequenas da religião judaica. E ele trafega dessa geografia de profanidade para a casa do chefe da sinagoga de Cafarnaum no mesmo dia, sem se lavar, sem se purificar, sem apresentar passaporte religioso.
Ele é livre para transitar pelo mundo e para fincar a bandeira da libertação do evangelho onde quer que ele queira. Quando ele começa a ser trazido para dentro da religião, ele começa a se aproximar da morte. Em Jerusalém, onde as controvérsias aparecem, é onde os papas da religiosidade se enciumam com a liberdade desse Rabi inadministrável, de 33 anos de idade, chamado Jesus de Nazaré.
É em Jerusalém que as grandes controvérsias sobre o dia do sábado acontecem. É em Jerusalém que ele cura sem pedir licença a sacerdotes e onde eles começam a conspirar sobre como tirar-lhe a vida de maneira discretamente religiosa e camuflada. É em Jerusalém que ele confronta aqueles que querem ser os patronos e os donos de Deus e de sua revelação, e Jesus se insurge contra isso e vira as mesas.
É em Jerusalém que ele denuncia a comercialização do sagrado no templo, que diz que os sacrifícios e os rituais litúrgicos tinham sido empacotados em pacotinhos fetichistas que eram vendidos à porta. As rolinhas, as ovelhas e os sacrifícios eram do templo. E ele simplesmente faz um azorrague e bota essa cambada de vendilhões para o lado de fora e diz: "Porque a casa de meu Pai será conhecida de todos os povos como Casa de Oração.
" Então, Jesus não cabe nisso; por isso, matam. Mas ele também não cabe na tumba; por isso, ele ressuscita de entre os mortos. Louvado seja o nome do Senhor Jesus!
Aleluia! [Aplausos] E o escritor de Hebreus está escrevendo uma carta para um grupo de cristãos que estavam se tornando religiosos. Eles eram hebreus, judeus, tinham conhecido a graça de Deus, tinham sido libertos, descobriram uma coisa nova e linda no evangelho, mas agora, alguns anos depois, eles estão se tornando casca grossa outra vez.
Eles estão retrocedendo para o religiosismo aprisionante, diminutivo e medíocre. Aí o escritor de Hebreus escreve essa carta e diz: "Chega, gente, não é nada disso! " Ele começa a usar exemplos comparativos.
Ele diz, por exemplo: "Tomem a Moisés. Quem é maior, Moisés ou Jesus? Se Jesus é maior do que Moisés, pensem em Arão, o sacerdote.
Qual é o sacerdócio maior, o da descendência levítica ou o de Jesus, que é da descendência de Melquisedeque, que não tem pai, não tem mãe, não tem uma genealogia? Estudai, porque é uma genealogia eterna. " Qual é o… Sacrifício mais importante das ovelhinhas dos altares judaicos ou do cordeiro de Deus da cruz, que tira o pecado do mundo, começa a dizer: "gente, esqueminha é abandonar a graça.
" Ele conclui, nesse capítulo 13, com uma veemência enorme, dizendo: "nós fomos chamados para viver a nossa fé com todas as implicações do lado de fora do portão, não é do lado de dentro do portão. Não é com a luzinha de penumbra, não é com a velinha acesa, não é com a lâmpada vermelha que denuncia a presença de Deus no lugar; não, debaixo do sol, da lua. É na rua, na esquina, na praia, na favela.
É na cama com a esposa, na mesa com os filhos, na praça; é onde a vida está acontecendo, escorrendo. É aí que Deus tem que ser vivido, tem que ser amado, tem que ser experimentado, tem que ser internalizado, tem que ser absorvido, tem que virar o suor da gente, a chama da gente, o brilho da gente, a paixão da gente, a vida da gente. " E aí, olhem só, ele nos apresenta quatro razões básicas pelas quais a vida com Jesus acontece do lado de fora do arraial, do lado de fora do portão.
Primeira razão: ele diz que é porque o sacrifício que eu faço dentro é autenticado do lado de fora. É o que ele diz nos versos 10 e 11: "nós temos um altar do qual não podem participar os que ministram dentro no tabernáculo. " O nosso é do lado de fora.
Quem está dentro no tabernáculo, zinho da religião, não tem altar, não tem acesso a este altar nosso que foi erguido do lado de fora. Aí ele diz que o que é autêntico, o que acontece dentro, é aquilo que é realizado fora; pois aqueles animais, verso 11, cujo sangue é trazido para dentro do Santo dos Santos no templo judaico, aquele lugar, mas em terra, onde o sacrifício era feito, porque os animais cujo sangue é trazido para dentro dos Santos os Santos pelo Sumo Sacerdote, como obra pelo pecado, têm os seus corpos queimados fora do acampamento. Veja um contraste entre o dentro e o fora.
O que ele está dizendo é que o sacrifício de dentro começa. Ora, tem muita gente pensando que a fé cristã se limita a essas manifestações de adoração que eu faço dentro. Quando eu bato palmas, quando eu pulo, quando eu dou um sorriso piedoso, quando eu venho a um lugar como esse, cérebro que a gente diz: "vai começar o louvor".
E eu não sei que louvor é esse que vai começar. O louvor teoricamente não termina; justamente por isso, louvor não começa. Louvor é vida; se sacrifício aqui dentro só é legitimado, só é autenticado, só é validado se ele for simplesmente a extensão do que eu fiz do lado de fora.
É o fora que dá legitimidade para aquilo que acontece dentro. Nós temos invertido, desgraçadamente, essa ordem. A gente acha que o que valida aquilo que talvez eu faça fora é a minha postura aqui dentro, mas é o contrário: é o que acontece do lado de fora que legitima a minha vida aqui do lado de dentro.
É por isso que a palavra de Deus diz: "gente, vamos viver a Jesus do lado de fora do portão. " A segunda razão que a palavra de Deus dá para essa experiência de Deus do lado de fora do portão é que a verdadeira santidade começa do lado de fora do portão. Vejam o verso 12: "por isso foi que também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, sofreu aonde?
Fora da porta. " Santidade é do lado de fora. Aqui, do lado de dentro, não é santidade; é cacoete de santo.
Aqui, do lado de dentro, é tique nervoso de piedade. Às vezes eu vejo umas pessoas; você não pode nem passar perto dele, ele diz: "ô glória! " Onde é que está a glória?
Que glória é essa aqui lá de dentro, nesse ambiente com antisséptico religioso, super protegido, essa câmara de proteção espiritual, nessa base espacial lunar? Não! É aqui, do lado de fora do portão, com todas as seduções, com todas as implicações, com todas as tentações, com todas as possibilidades, com todas as miragens, com todos os desejos exacerbados.
É do lado de fora do portão. Por isso que a palavra de Deus diz que Jesus, para santificar seu povo, não morreu do lado de dentro; morreu aonde? Do lado de fora.
A verdadeira santidade a gente tem que aprender a experimentar do lado de fora do portão. E não é santidade apenas individual desse tipo, não: "olhe para aqui, não olhe para lá, não pegue nisso ou não toque naquilo. " É santidade plena, holística: santidade social, santidade fiscal, santidade ética, santidade política, santidade relacional, santidade da sua cidadania, santidade na vida familiar, na vida conjugal.
Santidade ampla que não é apenas restrita ao individualismo moralista da existência de um crente presunçoso, mas, ao contrário, é um projeto que cobre a vida toda, que vai da urna onde você vota até o altar onde você se ajoelha. Cobre tudo, passa pelo jogo de futebol de salão, pelo vôlei, pelo basquete, passa por isso tudo do lado de fora do portão. Terceiro lugar: nós somos convidados a viver Jesus em plenitude do lado de fora do portão, porque o verdadeiro encontro com Jesus acontece do lado de fora do portão.
Olhe só o que diz a palavra no verso 13: você pode ler comigo? Tudo está acontecendo do lado de fora; o altar está do lado de fora, o sacrifício é validado do lado de fora, a santidade é vivida do lado de fora. E o que é que diz o verso 13?
"Saiamos, pois, a ele, aonde? Fora do arraial, levando o seu vitupério. " Quem é ele, hein?
Quem é ele? E onde é que ele está? Quem é que está dizendo isso?
Quem? Quem sou eu? Você tem certeza que a palavra sou eu?
Se for, eu esqueço. Agora, cara, o que o verso 13 está dizendo? Quem é ele?
Onde é que ele está? Lá de fora, de quê? Raal, lá de fora do portão.
O portão aqui é Jerusalém. Religiosa, o arraial é esse círculo da religiosidade imediata que confina a fé. Está do lado de fora.
Saiamos, pois, a Ele. Que coisa interessante! Fora do arraial, outro dia eu estava conversando com um repórter.
Aí acabou a entrevista, fechou o caderninho dele e virou assim para mim: "Fí, escuta aqui, Reverendo, é uma impressão minha ou você está dizendo isso de que Deus. . .
" Eu não estava falando com ele só sobre Deus; estava falando sobre a vida. "É impressão minha, eu estou sentindo isso. Você está dizendo que Deus, que Jesus, pode ser encontrado?
De repente, se eu virar aquela esquina, eu acabo dando de cara com ele? É isso mesmo? " Falei: "É isso mesmo, meu filho.
Se cuide, porque isso está para acontecer com você. " Não, é isso mesmo. É do lado de fora do portão.
Você, no Rio de Janeiro, não tem nada talvez mais maluco nesse sentido do que a história do Lilico da Mangueira. Não é? Vocês conhecem a história do Lilico?
O que o Lilico era? O que? Porta estandarte?
É isso, mestre sala. A mulher que é porta-estandarte. .
. Mestre sala. .
. Eu estou ruim de carnaval, né? Mestre sala preparando para entrar na Sapucaí.
Tinha acabado de ler alguns textos da Bíblia. Está na Marques de Sapucaí, a Mangueira começa a bater o bumbo, agitar. Vem a Globo e pergunta: "E aí, Lilico, pronto para esse carnaval?
" Ele disse que saiu aquela coisa de dentro dele. Ele falou: "O Lilico está pronto, a Mangueira também. Vamos entrar nessa Pucaí.
" Agora, tem o seguinte: é o último carnaval do Lilico. Quando chegar no fim dessa Avenida, Lilico está dando a vida dele para Jesus. Sabe o que aconteceu com o Lilico?
Lilico disse que não ouviu mais a Mangueira. Começou a ouvir um coral de anjos, um som celestial. Ele saiu bêbado pela Marques de Saucai, cheio do Espírito Santo, chorando.
Chegou do lado de lá. Deus não esperou nem ele atravessar. Sapucaí: onde é que ele está?
Onde é que ele está do lado de fora do portão? Uma das grandes desgraças da igreja foi ter acreditado que Jesus só se encontra do lado de dentro do portão. Mas Ele quer ser encontrado é do lado de fora.
Todo dia, ao ar livre! Saiamos, pois, a Ele, fora do arraial, porque Ele está me esperando para encher meu peito, aonde quer que eu esteja, querendo andar com Ele. E a última razão para viver do lado de fora do portão sabe qual é?
É porque o padecimento por Jesus, isso é válido. Mesmo é do lado de fora do portão. Muita gente sofrendo por Jesus.
Sofrimentos bobos, idiotas, do lado de dentro do portão. Se se veste essa saia desse tamanho, se não veste daquele tamanho, o tamanho do cabelo, se o batom é incolor ou é vermelho. .
. E aí ficam nesses problemas seríssimos, né, que ocupam tanto tempo de Deus. Só um Deus pagão, tamanhos de ídolos dos povos, é que tem tempo para essa meticulosidade.
A moda que você usa, o Criador do universo tem mais o que fazer. Aí a gente fica aí, sofrimento, angústia, não dorme à noite: "Meu Deus, o que vou fazer da minha vida? " Sofre, luta, confronta, briga, ora, jejua.
. . Sua energia tremenda jogada nessa briguinha, esse "vit pézinho" com essa fita métrica, essas questões de economia interna só interessam a quem tem muito pouca coisa para fazer.
Quanto mais a Deus, eu que não sou coisa alguma, não tenho tempo para isso. Quanto mais aquele que está interessado na vida! E aí a gente acha que essas são as grandes dores.
Eu vejo um bocado de gente arrasada por causa disso e não briga as boas brigas, não combate os bons combates, não sofre pelas grandes causas, não chora pelos grandes objetivos, não vive pelos grandes ideais e nem morre pelas coisas que valem a pena. Passa a vida todinha cheirando a vela religiosa, com esse cheiro de beatis improdutivo, gasta a vida de maneira improdutiva e não realiza nada. Ocupa a agenda dos sacerdotes, destrói o projeto da sua vida com essa agendinha de formiga, de inseto, de gafanhoto, mas não de gente que tem sonho, que tem utilidade, que é adulta, que é madura, que diz "eu sou humano, tem sangue correndo na minha veia, eu fui feito à imagem e semelhança de Deus, e eu vou emprestar a minha vida o melhor sentido e o melhor propósito para ela, e vou viver pelas coisas que Jesus viveu, e vou morrer pelas coisas que Jesus morreu, e vou me alegrar na presença de Deus com as coisas que alegram a Deus, e vou chorar com as coisas que pelas quais Deus chora, e vou quebrantar meu coração pelas coisas que quebrantam o coração de Deus e por nenhuma outra coisa.
" Saiamos, pois, a Ele, fora do arraial, levando o seu vitupério, o vitupério, o sofrimento para ser carregar do lado de fora pelas grandes coisas, pelas grandes causas e não pela ninharia de uma religiosidade que não tem o que fazer. Olha aqui para mim: a gente já sabe por viver do lado de fora do portão. Agora, nós precisamos aprender a viver.
Precisamos aprender a como viver do lado de fora do portão. Já sei que é do lado de fora, mas tem muita gente que não sabe como. Não sabe como viver com saúde do lado de fora do portão.
E aqui o escritor de Hebreus nos diz quatro coisas que eu preciso aprender para viver com integridade do lado de fora do portão. Primeiro lugar, eu só vivo do lado de fora do portão com segurança se eu tiver aprendido que a. .
. Vida é transitória. Do lado de fora do quão é para eu viver lá, mas não é para eu viver e morrer pelas coisas pequenas que também alimentam a existência das pessoas.
Do lado de fora do portão, eu vivo do lado de fora do portão, mas eu não me enbo e eu não me deixo seduzir pelas coisas que estão lá. Veja só o que diz o verso 14: "Na verdade, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir. " Grande contraste é entre o que passa e o que é permanente, e o que nós temos aqui é passageiro, não é permanente, e aquilo que é permanente é o que há de vir.
Por isso, eu posso estar do lado de fora do portão porque eu não vou ser seduzido. Minha mente está em outra direção, minha cidade é outra cidade, minha glória é outra glória, meus ânimos são outros ânimos, minhas referências são outras referências. Eu não estou vivendo lá de fora do portão para conquistar o que existe lá de fora do portão; eu estou vivendo lá de fora do portão com intensidade para que Deus tenha a glória na minha vida.
Mas o meu sonho está para além do imediato, para além do horizonte. Aqui e agora, eu almejo pelo que há de vir, em nome de Jesus. Segundo lugar: para viver do lado de fora do portão, só com a boca cheia de confissão.
Veja só o que diz o verso 15: "Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus sempre sacrifício de louvor, que é o quê? O fruto de lábios que confessam seu nome. " A gente pensa que esse fruto de louvor aqui é viver cantando.
Não é isso! Não é viver confessando. Pode ser cantando, mas na maioria das vezes é confessando do lado de fora do portão.
Gente, só confessando toda hora. A quem que você pertence? Eu me lembro que quando eu me converti, há 22 anos mais ou menos, falei: "Papai, olha, para de fumar maconha, vai ser facinho; cheirar pó também vai ser duro.
Vai ser a mulherada, papai! O que eu vou fazer com isso, pai? Isso é pior que pó, é um vício desgraçado!
Eu tô viciado até não poder mais! O que eu faço? Eu não sei como é que eu vou viver.
" Aí só ficar aqui na clausura. Rai falou: "Não, meu, você vai ver. Do lado de fora, vai ser um testemunho no mundo.
" Agora, tem o seguinte: a melhor defesa é um bom ataque. Seleção de 70, né? Pode até ter o Félix no gol, mas faz mal: a bola não chega lá, todo mundo chutando pra frente mesmo.
A melhor defesa é um bom ataque. E aí ele disse: "Olha, em vez de você ficar na passividade, antes de você receber uma cantada, faça confissão de quem é o Senhor da sua vida. Antes da coisa ficar preta, jogue logo luz.
Vá logo dizendo quem é o seu dono, para quem que você vive, quem é o seu Senhor. Qual é a mensagem que entrou no seu coração? Com quem é que você tem compromisso?
Confesse o nome dele com alegria. " Santo conselho! Aleluia!
Gente, do lado de fora do portão, você tem que chegar confessando, confissão dos lábios que diz a quem você pertence, que confessa o nome dele. Não dá para ficar anônimo do lado de fora do portão, não dá para ser agente secreto do Reino de Deus do lado de fora, um 007 espiritual! Não deixa disso!
Você tem que chegar com confissão explícita. Você não é X9 do Reino de Deus do lado de fora do portão. Você não é ninja.
Você põe a cara de fora, abre o peito para levar chumbo, mas você diz quem é o seu Senhor. Do lado de fora do portão, terceiro lugar: a gente só vive com a possibilidade de prevalecer se a gente vive praticando bem. O que é que se a gente está do lado de fora do portão?
A gente vê o evangelho sendo acusado todo dia, e a gente fica dizendo que isso é acusação do diabo. Às vezes é do diabo, mas às vezes é safadeza mesmo de um bocado de gente que não vive a bondade de Deus do lado de fora do portão, que não tem integridade de vida e bota culpa no diabo. Coitado do diabo!
Leva as que ele apronta e leva ao que um bocado de gente responsável apronta e diz que a culpa é dele. É hora de parar de culpar o diabo e começar a dizer que há um bocado de gente disfarçada de evangélico, mas que não tem o evangelho no coração, nem no peito, e nem na vida, e que não é gente boa, que não anda praticando boas obras. Tem que ser dito: chega desse negócio de dizer como lá no Éden.
Adão, Adão, onde estás? Senhor, foi a mulher que tu me deste; me deu do fruto, eu comi. Aí vai Deus com a mulher: mulher, mulher, que negócio é esse?
Ela diz assim: "Foi a serpente! " É o diabo. Aí Deus vai lá com o diabo, e o diabo olha para trás: não tem ninguém, eu assumo!
Eu assumo! Chega disso! Olha só como é que a gente vive do lado de fora do portão.
O verso 16 diz o quê? "Não negligencie igualmente a prática do bem e a mútua cooperação, pois com tais sacrifícios Deus se agrada. " O altar é do lado de fora.
O sacrifício é do lado de fora. Parte do sacrifício é confessar o nome de Jesus, e a outra parte é praticar boas obras, é ser gente boa, é ser generoso, é ser compassivo, é ser misericordioso, é ser mais humano do que. .
. A melhor humanidade pode produzir. Esse é cheio de Deus e, por último, para viver fora do portal, só tendo profunda consciência de que você não é um cavaleiro solitário, você não é uma ilha; você pertence ao continente do amor fraternal.
Para viver do lado de fora do portão, só tendo consciência de que você é membro do corpo de Cristo, veja o que diz o verso 17. Quer ler comigo? Olha só, o fluxo é todo empurrando: sai daqui, vai para fora, vai com coragem, vai com vontade, aguenta a pancada, vive a Deus no mundo.
Você, santo lá, prega a palavra, confessa Jesus, seja gente boa. E aí, o que diz o verso 17? Muda a ênfase: até aqui a independência empurrando.
Vai! Vá! Mas tenha vínculos; obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles, pois velam por vossas almas como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria, não gemendo, porque isso não aproveita a vocês.
Vá! Mas você não é um solitário no mundo; você tem que ter pastor, você tem que ter um guia espiritual, você tem que se submeter aos irmãos. Você não é dono e administrador da sua vida; você experimenta relações mútuas no corpo de Cristo, junto ao povo de Deus.
Você ouve, você aprende, você se aconselha, você se submete. Você tem raízes em algum lugar, você aprende em algum lugar, você aceita disciplina em algum lugar. Você não é dono da sua vida, você não é independente; tanto quanto você não é dependente, você é interdependente.
Em nome do Senhor Jesus, é isso que a palavra de Deus diz e era isso que eu queria dizer a vocês hoje à noite. Em nome do Senhor Jesus, amém.