[Música] Olá sejam muito bem-vindos a mais um vídeo e galera hoje eu trago para vocês a resenha de um livro que eu amei adorei médio Maria do Márcio Souza que foi relançado esse ano pela Record e gente pensem em um livro legal é esse aqui eu tenho certeza que vocês vão adorar a média Maria mas antes de falar deles vocês já sabem né tá chegando no canal agora Então aproveita se inscreve ativa o Sininho para você ficar sabendo assim que sair um vídeo novo e caso você queira comprar médio Maria eu vou deixar na descrição
do vídeo o meu link da Amazon tá vocês me ajudam muito quando vocês usam meu link da Amazon para comprar qualquer coisa você me ajuda com o que é o canal continue eu ganhei o que uma comissãozinha enfim quem quiser utilizar o link está na descrição do vídeo pede Maria foi publicado pela primeira vez em 1980 foi um grande sucesso ficou fora de catálogo aí Alguns anos e esse ano foi publicado novamente pela régua nessa edição belíssima Lindíssima aqui gente olha que Trabalho maravilhoso que a Record fez a edição tá realmente muito muito bonita e
Apesar dele ser uma história né um romance fictício ele traz alguns personagens verdadeiros e trata realmente aí de um momento histórico do Brasil de algo que realmente aconteceu na nossa Amazônia que foi a construção da ferrovia madeira Mamoré entre 1907 e 1912 o início na verdade desse projeto se deu por conta de uma briga entre o Brasil e a Bolívia pela região né pelo território que hoje é o estado do Acre o Brasil ficou então com os domínios desse território e ao mesmo tempo os dois países assinaram o Tratado conhecido como Tratado de Petrópolis em
que o Brasil se obrigava a construir uma ferrovia desde o porto de Santo Antônio no rio madeira no mato grosso até guaraná Mirim no Rio Mamoré com ramal que chegasse ali a Vila Bela na Bolívia essa ferrovia passaria por essa região muito rica em látex e que o Brasil era e a grande potência do mundo na fabricação de látex e desta forma a Bolívia conseguiria escoar a sua produção o projeto foi liderado pelo empresário do da madeira Mamoré railway Company que queria com isso também aproveitar para dar aquela competida com o canal do Panamá e
era um projeto assim completamente ousado que completamente sem sentido já que como eles mesmo diziam levava nada a lugar nenhum para Além disso é a região da floresta amazônica Onde esta revista estava sendo construída é extremamente úmida extremamente quente onde Chove muito com vários lugares que tem o solo bem pantanoso cheio de animais peçonhentos e a malária como resultado disso no final das obras em 1912 esse projeto contabilizou mais de 3.500 mortos 30 mil hospitalizados e uma fortuna desperdiçada em um projeto maluco no meio da floresta amazônica o livro ele é dividido em Cinco partes
e dentro dessas Cinco partes temos capítulos curtinhos aí pra quem gosta de Capítulos curtinhos #ficaadica né de Maria é uma opção e o livro narrado em terceira pessoa mas em cada capítulo a gente vai ter a visão né essa história contada a partir da visão de seis personagens que são eles Richard finnegan o médico estadunidense Stephen Coller um engenheiro em inglês sendo esses dois funcionários da Madeira mamoréway Company a boliviana Consuelo um índio caripuna o dono da empresa o preserval Far Cry e o então ministro da aviação e obras públicas JJ Ceabra e a história
do livro começa no verão de 1911 próximo ao Rio Abunã quase tudo neste livro bem podia ter acontecido como vai descrito no que se refere a construção da ferrovia há muito de verdadeiro quanto a política das altas esferas também e aquilo que o leitor julgar familiar não estará enganado o capitalismo não tem vergonha de se repetir mas este livro não passa de um romance então Richard era um jovem médico americano esperto mas que não tinha muita experiência ele tinha acabado de se formar e ele aceitou esse trabalho depois de assistir a uma palestra do Dr
Love Lace nos Estados Unidos que estava enganando os jovens médicos para trabalhar neste projeto na Amazônia o Dr Love Lace era um homem finíssimo parecia um Lord inglês e falava com jovialidade segurança e humor o que ferida não era que Love Lace estava visitando todas as escolas médicas do país sob o patrocínio de uma firma a madeira Mamoré Rei Away Company no intuito de atrair médicos recém-formados para trabalhar na América do Sul numa das mais inóspitas regiões da terra ele queria jovens médicos porque ainda não estavam viciados tinham naturalmente entusiasmo e eram mais baratos e
menos exigentes e o fígado que já estava ali muito abalado pela morte da sua irmã preferida resolve Então aceitar este trabalho e partir para os trópicos porém com apenas duas semanas no meio da floresta ele começa ali a pensar começa a se dar conta de que talvez ele tenha sido bem trouxa em aceitar esse trabalho a enfermaria em que ele trabalhava na verdade não passava de uma barraca ele tinha poucos recursos para medicar ele sofria muito com o calor com a umidade como os escorpiões que gente que aparecia de escorpião na barraca desse homem não
é brincadeira era escorpião para tudo quanto é lado e todos os dias ele precisava lidar com a morte dos trabalhadores seja por malária seja por briga mas ali a mais certa rotinas era a morte já o engenheiro britânico Stephen Coller era um homem assim fechado seco quase ríspido que lidava com todos os trabalhadores desse projeto ele estava ali um pouquinho mais acostumado com essa questão porque ele tinha trabalhado Na construção do Canal do Panamá então ele já tava ali habituado a um grande calor e as condições de trabalho eram mais do que terríveis dentre as
suas atribuições ele chefiava os 150 trabalhadores 40 alemães turbulentos 20 espanhóis cretinos 40 barba de anos idiotas 30 chineses imbecis além de português italianos e outras nacionalidades exóticas mas alguns poucos brasileiros todos estúpidos os mais graduados embora minoritários eram norte-americanos os manda-chuvas eram norte-americanos e aquele era um projeto norte-americano mas Cólera Cidadão em inglês um velho e obstinado Engenheiro em inglês todos os homens que se relacionavam diretamente com engenheiro eram norte-americanos como jovem médico o maquinista o folguista Os mecânicos cozinheiros e enfermeiros responsável por todos eles mas só quanto ao aproveitamento de cada homem no
Bom mandamento da obra Quanto ao resto cada um cuidava de seu pescoço os chineses trabalhavam no desmatamento e iam avançando pela Floresta os alemães cuidavam do serviço de deslocamento e da terraplanagem os barbadianos estavam no serviço de colocação no leito Ferroviário os espanhóis egressos do sistema repressivo colonial em Cuba faziam às vezes de capatazes e compunham a guarda de segurança cada homem tinha o seu trabalho definido e a jornada era de 11 horas por dia com direito a um intervalo para o almoço mas o aspecto de cada homem era igual Independente de sua nacionalidade Todos
estavam igualmente maltrapilhos abatidos esqueléticos decretos como condenados de um campo de trabalho esforçados os homens estão passando por condições de trabalho jamais imaginadas muitos morreram porque o trabalho é duro porque nunca estarão suficientemente adaptados para enfrentar o terreno tão adverso colher gostaria de estar longe de tudo aquilo não precisava mais se expor daquela maneira ele sabia que poderia adoecer e quem caísse do estaria condenado as condições de trabalho não eram o forte daquele projeto maluco Além disso como eu já falei anteriormente as brigas né gente muita briga entre os grupos e quem normalmente tinha que
resolver essas brigas era o engenheiro Além disso quando o médico chega né quando o Fini chega o Collie não vai muito com a cara dele porque ele acha que o médico era fraco meloso e Idealista romântico sabe e ele fica assim meio puto da vida e falar querido cai na real veja aonde você está e pare de Romantizar este inferno que é esse lugar já a boliviana Consuelo campeiro era casada com Alonso E vivia uma boa vida ali na floresta ela tinha uma relação muito intensa com a música ela dava aula de piano e por
isso tinha um sonho de ter em casa um piano de cauda assim como ela tinha na casa da Bolívia o marido Alonso fazia de tudo para ver a Consuelo feliz e a história dela aqui no livro começa exatamente no dia em que eles estão tentando mais uma vez fazer com que o piano de cauda chegue a casa deles na floresta amazônica Porém para isso era preciso que o Pia atravessasse algumas cachoeiras porém desta vez uma grande tragédia acontece quando a força das águas novamente vence o esforço dos homens para levar este piano para casa do
aluno e da Consuelo e o Alonso acaba morrendo afogado na noite em que ele morre a Consuelo entra em desespero ela tem um surto e ela sai correndo Floresta dentro chorando desesperada enfim realmente ela teve ela sutou com a morte do marido né E por se ver sozinha nessa vida ele tinha uma ligação muito forte e ela achava que ela não iria conseguir sobreviver Ela acaba tendo um colapso e os trabalhadores da ferrovia encontra uma Consuelo inconsciente no meio da floresta e a levam até a enfermaria do fígado um outro personagem bem misterioso é um
índio que não se aproxima dos homens ele só fica ali observando aqueles trabalhadores bem de longe esse índio não tinha mais família não tinha mais casa o seringueiros destruíram a sua Aldeia as suas casas mataram suas mulheres e esse índio vagava pela Floresta acabou vagando pela Floresta como mendigo a única coisa que ele a fome muita fome por isso apesar de não se aproximar do civilizados né como ele chamava esses trabalhadores da ferrovia assim que ele se distraiam ele aproveitava para ir lá e roubar alguma coisa deles porque ela forma que ele encontrou de sobreviver
já que ele não tinha mais ninguém estava sozinho até que um dia ele foi pego por esses trabalhadores apanhou muito teve suas mãos decepadas e também foi parar na enfermaria do fígado lá ele conheceu a Consuelo eles criaram um laço de amizade muito forte assim realmente eles eles viraram assim um dependia muito do outro e ele passou a ser chamado pelo médico de John caripuna uma outra personagem que também vive no meio da Mata é ela mede Maria que na verdade era a locomotiva que caminhava sobre os trilhos tendo como seu maquinista e mestre o
também americano Thomas eles o súditos de médio Maria a rainha de Ferro né de Maria foi o nome com que os homens decidiram batizar A locomotiva que estava ali trabalhando para ele havia alguma coisa de contraditório na escolha do nome Não Era exatamente um nome bastante apropriado para uma locomotiva nas línguas latinas que eram faladas na América do Sul locomotiva é uma palavra feminina e teria sido fácil identificar a eficiente máquina como uma mulher mas em inglês é uma palavra neutra e foram homens de língua inglesa que batizaram a locomotiva de início colhe eu chegou
a pensar que o nome poderia ser explicado pelo costume de os norte-americanos aplicar em nomes de mulheres em calamidades como furacões e tornados mas a locomotiva estava comprovando muitas vezes que não era nenhuma calamidade para uma louca A locomotiva Maria até que estava cumprindo o seu dever com fidelidade Ah para quem não fala inglês mede nesse sentido aqui de média Maria é Maria louca enquanto isso Percival Far Cry No Rio de Janeiro era um dos homens mais poderosos do Brasil ele vivia uma vida bem luxuosa e queria estreitar laços com o governo brasileiro precisava de
medidas mais imediatas necessitava urgentemente se tornar íntimo dos novos homens que estavam no poder e demonstra disposição para permanecer ali durante muito tempo depois de pensar por alguns minutos segurando uma taça de champanhe sugeriu que far para usasse para atrair as atenções do novo governo um dos seus mais arrojados Empreendimentos A Ferrovia que estava sendo construída na selvas amazonenses Far Cry tinha muitos negócios alguns grandes outros menores A Ferrovia era um desses negócios não maior nem o mais importante estava numa escala tão inferior Ele quase nunca pensava nela por isso não compreendeu quando o Rui
Ele despertou a atenção para o fato de aquela ferrovia servir para abrir um contato no governo sobretudo porque a ferrovia estava sendo construída num silêncio de certo modo planejado mas Rui explicou que conhecendo o interesse de Hermes pelas lasanhas da tecnologia moderna era bem possível que o Marechal Presidente aceitasse uma visita à frente de trabalho no rio madeira para além da pura admiração a intimidade de Hermes com os alemães representava a abertura dos mercados brasileiros para os capitalistas de Berlim A Ferrovia era uma Façanha a que Hermes não poderia resistir e assim farpa ganharia a
confiança do presidente como vocês puderam perceber neste trechinho o Márcio Souza além do Percival Far Cry realmente existiu introduz aí outras personagens que existiram na vida real Como o famoso advogado e político Rui Barbosa Clóvis Beviláqua o presidente Marechal Hermes da Fonseca e o ministro JJ Seabra que aqui no livro tá gente tinha aí umas questões umas rugas uns problemas com Percival Far Cry que eu não sei se essa história é verdadeira ou se Isso é invenção do Márcio Souza tá eu não sei até que ponto esses dois homens aí realmente se picaram aqui na
história Os dois têm interesses em comum e acham aí que um pode atrapalhar o outro então o que que o Rui Barbosa sugere sugere por principal Far Cry para que conseguisse ali tirar o JJ Seabra do seu caminho que ele usasse da amante Deixa então ministro para mexer os peões ali conforme o farpa precisasse e obviamente a história desses seis personagens como eu já dei até alguns exemplos aqui para vocês elas vão se cruzando né Elas vão emaranhando uma na outra conforme a história vai se desenvolvendo é um livro muito bom extremamente instigante e apesar
de ser uma ficção né gente o Márcio Souza trata dessa construção dessa ferrovia e de todos os problemas que envolveram a construção dessa ferrovia que são coisas reais coisas que realmente aconteceram né o Márcio Souza aqui está denunciando por exemplo a condição do trabalho dessas pessoas no meio da floresta amazônica isso é real isso realmente aconteceu aquelas pessoas trabalhavam em condições desumanas e ele também faz essa denúncia e essa crítica quando ele retrata por exemplo né enquanto aqueles trabalhadores viviam uma miséria no meio da floresta amazônica o dono da companhia e os políticos do Rio
de Janeiro viviam uma vida de completo luxo né o Percival Far Cry para limpar o escritório dele ele mandava trazer produtos dos Estados Unidos né então assim aquela desigualdade que nos na miséria e os donos no luxo Então as pessoas morrendo de inanição de fome é de doenças de exaustão no meio da floresta amazônica enquanto o dono da empresa e os políticos que estavam ali encarregados de fazer esse projeto funcionar Vivendo uma vida completamente luxuosa no Rio de Janeiro e ele traz também né como todas essas pessoas mesmo os norte-americanos os engenheiros os médicos como
essas pessoas foram completamente enganadas né porque elas acreditaram no discurso da prosperidade de Uma nova oportunidade é de aprendizado de dinheiro que esse trabalho traria E no fim elas começaram a perceber que elas tinham é caído numa armadilha logo no começo do livro tem um trabalhador que tá morrendo ele tá morrendo por conta da malária e ele fala para o ferida né Ele fala para o médico você também caiu na armadilha Então essas pessoas foram recrutadas com Promessa de dinheiro de prosperidade de progresso e na verdade elas caíram numa grande ilusão e far quarto se
orgulhava de representar o melhor da sociedade americana era um homem de ação que sabia ganhar dinheiro sabia fazer um bom negócio e trapacear de tal maneira que suas vítimas saiam agradecidas e às vezes ficavam até amigas em pensamento ele se considerava o maior vigarista de seu tempo e isso era como uma espécie de coroa de louros porque o valor de todo grande filho da era que todos concordassem que só era um filha da pelo bem de todos e a saúde da economia tão real né gente tão Brasil e para falar né para demonstrar o quanto
a condição desses trabalhadores era insalubre o Márcio Souza chama a segunda parte do livro de arbetfly que é a inscrição que sempre esteve nos portões dos tempos de concentração nazistas que quer dizer o trabalho liberta e exemplos dessa desumanização dessa insalubridade não faltam né é bom para começar os homens eram colocados todos juntos eles iam de diversas partes do mundo eram colocados para conviver ali todos juntos não respeitando seus costumes suas tradições suas línguas ele tinha uma dificuldade enorme de se comunicar o que faz também com que isso fosse virando um problema na convivência desses
homens então eles começaram a ter muitos conflitos começaram a ter muitas brigas essas brigas começaram a ter mortes eram sempre assim muito violento quando te quando tinha conflito entre os diversos grupos de trabalhadores as instalações onde esses homens ficavam eram precárias que a gente pode chamar de instalações né uma armação tosca sem teto construída de troncos servia para os trabalhadores atarem as redes ali Eles dormem Embora chamar aquilo de dormitório fosse mais do que um eufemismo cínico as redes estavam distribuídas paralelas umas as outras cada rede estava protegida por um mosquiteiro espécie de tenda feita
de fazenda leve e que envolvia completamente a rede mas o mosquiteiro só proteger dos mosquitos no caso de chuva os homens ficavam totalmente desabrigados e vamos combinar né no meio da floresta amazônica o que mais tem é Chuva Além disso tinha este grande problema da malária e o único medicamento que eles usavam era um comprimidos de quinino então o Fini grande distribuía todos os dias comprimidos de quinino para esse trabalhadores para que eles não pegassem malária ou se pegassem a doença passaria sem grandes feitos por eles até que um dia o filho grande descobre que
um grupo de alemães adoeceu da malária porque eles não estavam tomando o remédio eles não estavam tomando o quinino porque porque o salário deles era tão miserável era tão pouco eles eram tão pobre recebiam tão tão pouco que eles vendiam os comprimidos de quinino para aquelas pessoas que tinham mais medo de pegar a fim de juntar um dinheirinho a mais por mês e os parasitas da malária eles se instalavam ou no intestino ou no cérebro né E quando acontecia de se instalar no cérebro essas trabalhadores começavam a delirar né eles começavam eles entravam Insulto deliravam
então eles morriam deles nutrição e delirando e na minha opinião uma das passagens mais terríveis desse livro é essa aqui no cérebro o parasita provoca delírios logo entrarão em coma e morreram o tratamento desta forma de malária não é difícil mas aqui não tem o recursos o senhor sabe que todo meu trabalho aqui é preventivo quer dizer que eles vão ficar honrando Até entrar em coma sinto muito não posso fazer nada para ajudá-los poderão honrar a noite toda não é verdade não é possível precisar o tempo que resistirão delirando mas temos de ter pena de
nossos ouvidos e dos ouvidos dos outros homens Quando acontecem essas crises de alucinações não há quem possa dormir com os gritos nós precisamos dormir todos precisam dormir mas não tenho nada que possa acalmá-los eu sei Doutor mas podemos dar uma solução provisória para o problema cóler fez sinal para os guardas vocês aí é vocês mesmos Vamos amarrá-los nas redes Fini ganhou ouviu o engenheiro gritar a ordem e sentiu um golpe de vergonha e constrangimento como nada podia fazer com sua medicina abrir a caminho para secreta violência de Cólera Isso é uma barbaridade desse fígado não
se intrometa esbravejou colhe mostrava se ativo expelindo as ordens no refluir da competência do médico amarra em confirmeza para que eles não tenham chances de escapar antes de apertarem as dobras da rede em torno do corpo doente um guarda enfiava trapos na boca uivante e completava o amordaçamento por uma espécie de tira de pano enrolado com bridão sufocante Cuidado para não tirar a respiração do desgraçado podem morrer asfixiados em Engenheiro logo os doentes estavam matados em suas redes e na obscuridade da noite em Guará treinavam intradia A Fúria dos músculos em regelados pela febre estertores
incandeciam embora em silêncio não inteiramente no silêncio Porque afavam como cavalos à beira da morte após um louco galope no deserto cada movimento teimando contra as cordas e dobras da rede a moleza subitamente suplantada pelas cutiladas dos delírios os doentes nas redes pareciam larvas de algum inseto monstruoso crisálidas prestes a romper-se libertar alguma forma de pesadelo que poderia ser a projeção de cada um dos delírios que fluía e refluia como vagas de lama e vácuoidade o senhor queira me desculpar mas não posso deixar de dizer que uma das coisas mais repugnantes que já assisti olha
respondeu com fadiga repugnante ou não essa é a única maneira de evitarmos que gritem a noite inteira que passamos a noite em claro ouvindo noivos de jogos humanos e para que amanhã estarão mortos todos teremos de morrer como sem mordaça isso é assassinato é bem possível põe isso no seu relatório não pensei que o homem civilizado pudesse descer tão baixo bravos meu rapaz Isso me alegra é sinal de que ainda possa sobreviver a este inferno e quanto a você meu caro jovem acho bom começar a perder um pouco de sua mau cheirosa com postura e
começar a descer para colar e que agora está vivendo com o calor que faz aqui não fica bem andar arrotando com postura civilizadas os ombros de finigans se encolheram no gesto de desalento volte para enfermaria e procure dormir a sua aparência Doutora também não é nada boa uma outra questão que é completamente pavorosa é que esses homens tinham direito a tomar banho uma vez por semana sempre aos domingos por volta das 10 horas da manhã os trabalhadores apareciam despidos e arrumavam-se numa fila somente os doentes estavam dispensados um vagonete era improvisado em palanque onde quatro
a cinco homens subiam constrangidos para receber o jato de três Mangueiras sustentadas pelos guardas de segurança os homens em cima do vagonite deviam passar sabão Grosso no corpo e lavar a sujeira acumulada durante a semana os mais fracos tomavam-se melhores alvos e geralmente eram transportados nos ombros dos companheiros num bizarro Triunfo até o palanque ali permanecia um indefesos assustados escorregando sobre o forte Impacto dos jatos de água cada trabalhador já despido aguardava na fila a sua vez segurando a roupa suja sobre o braço antes de subir para enfrentar os jatos de água a roupa suja
e velha será colocada num grande cesto de vime nas roupas velhas seriam incineradas mais tarde quando algum trabalhador decidia que já acabaram seu banho e ia descendo recebia um pacote de roupas novas e limpas que era o imediatamente vestida sobre o corpo ainda molhado somente os calçados não eram trocados e o trabalhador colocava novamente o sapato ou a bota que estava usando em variavelmente em estado deplorável é claro que os mais graduados não participavam e tinham acesso a um conjunto de cinco duchas de campanha instaladas nas proximidades do conjunto de tendas os graduados podiam tomar
banho todos os dias se assim o desejassem eu li para fazer essa resenha né Eu li um trabalho excelente de TCC do César Augusto de Araújo Arrais e da Joana da Silva sobre médico Eles levantam um ponto muito interessante né que eu não tinha pensado nisso mas eles têm completa razão naquilo que eles escreveram nesse TCC que para além de grandes lucros né o objetivo de todo esse sistema o objetivo de todas essas condições Era exatamente fazer com que os homens ficassem dependentes desse sistema dependentes deste trabalho dependentes dessa companhia já que dessa forma eles
ficavam em defesos assustados vulneráveis E caso ele se revoltassem eles sabiam e eles falam disso aqui várias vezes no livro que eles sofreriam punições ou até mesmo seriam mortos Logo eles não tinham nenhuma possibilidade de escolha A não ser se sujeitar aquilo tem até uma passagem um dia que os alemães acabam se revoltando eles tentam ali fazer uma greve Mas eles são ameaçados com armas e tudo mais então ele logo Eles voltam ao trabalho eles não tinham escapatória gente era um presídio a céu aberto e a história desses terrores inimagináveis que aconteceram na época da
construção da madeira Mamoré né elas foram denunciadas na época mas por pouquíssimas pessoas tiveram quase nenhuma repercussão porque não interessava que que essas denúncias ganhassem É destaque né Ganhar sem voz e foi somente décadas depois que as pessoas começaram a falar mais abertamente sobre isso né que começaram a divulgar fotos é que alguns livros foram publicados entre eles o médi Maria que contavam né que falavam sobre que essas pessoas sofreram no meio da floresta tem também né algumas questões históricas né a cidade de Rondônia foi erguida em 19 onde era a antiga região de Santo
Antônio por conta da construção dessa ferrovia né então isso também é algo que que faz parte de um jeito ou de outro da história do Brasil com isso também o Márcio Souza em mais uma obra não só dele como de diversos autores tratam de toda essa questão do ciclo da borracha no Brasil né que foi extremamente lucrativo que trouxe muito dinheiro para o Brasil mas que tinha pessoas que trabalhavam em condições desumanas as pessoas eram escravizadas essas pessoas eram maltratadas essa elas não eram escravas elas recebiam muito pouco para isso né então assim como esse
sistema ao mesmo tempo foi tão rico tão bom para o Brasil mas a custo de vidas que foram tão maltratadas não havia preocupação com as necessidades básicas desses trabalhadores que trabalharam no ciclo da borracha havia somente a preocupação com o lucro porque construir uma estrada de ferro entre o nada porque porque isso era tão lucrativo quanto um ato de Deus gente e foi um livro assim que eu adorei muito assim a escrita do Márcio é muito gostosa ela te prende Assim você fica querendo Sabe aquele livro que você quer ler para saber o que que
vai acontecer onde isso que que vai acontecer com a vida e com a história dessas pessoas é muito interessante assim realmente é uma leitura que vale muito a pena que bom que está sendo lançado porque é uma pena que ficou tantos anos fora de catálogo né um livro que fala tanto da nossa história do Brasil é que precisa ser falado precisa ser lido Então realmente um livro que eu recomendo demais adorei ler de Maria e eu acho muito legal também que ele sempre conta o passado desses personagens né o que eles faziam de onde eles
vieram como era a vida deles antes de estar ali no meio da floresta Amazônica e é muito interessante Porque alguns personagens a gente sabe o que vai acontecer no depois então a gente tem o passado e o presente mas o futuro deles a gente tem um futuro de alguns personagens o resto a gente não sabe daqueles que efetivamente trabalhavam pra companhia né para a madeira Mamoré e Company a gente não sabe do Futuro dessas pessoas Será que elas vão sobreviver a esse inferno e tem algo que é uma impressão minha tá no lixo em lugar
nenhum não é uma verdade não é nada foi só uma impressão que eu tive lendo livro Principalmente quando eu cheguei no final dele que do mesmo jeito que essa ferrovia levava nada a lugar nenhum É parece que a narrativa da história está sempre no mesmo lugar mas isso é de forma positiva tá isso não é uma crítica escrita do Marcio Souza de jeito nenhum muito pelo contrário eu achei assim muito genial porque se eu não me engano a história se passa começa no verão de 1911 e ela se passa em três meses né temos aí
três meses da história dessas pessoas mas eu tive eu tive a impressão que essas pessoas vão estar para sempre presas ali na construção daquela ferrovia e mesmo que elas voltem para casa e mesmo que elas vão embora a alma delas vai ficar eternamente presa no meio da floresta amazônica Foi impressão que eu tive então por isso que eu falo que do mesmo jeito que de nada para lugar nenhum eu senti isso sabe também na narrativa que parece que todos os dias são sempre o mesmo dia e eu acho que a personificação do ambientes insalubres trabalhos
desumanos causam em uma pessoa a gente consegue ver no finigan porque ele chega lá como um médico Idealista super positivo super sonhador que achava que estava ali fazendo um trabalho super importante em um lugar magnífico né porque não tem como falar que a Floresta Amazônica é feia um lugar lindíssimo né gente de uma beleza de uma natureza uma coisa incrível e como aquele ambiente vai destruindo isso no fígado né como ele vai endurecendo como ele vai ficando uma pessoa fria uma pessoa calculista uma pessoa Vingativa ele vai Mudando completamente como ele acaba se desumanizando se
alguém procurava sanidade pensava filha aquele era certamente o último lugar da terra onde a sanidade poderia ser encontrada e apesar de tudo de coisas tão terríveis a escrita do Márcio Souza tem vários momentos cômicos tá gente é que a gente dá umas risadas e que enfim a gente consegue dar uma desopilada porque por exemplo o Collier pior coisas que ele tem um orácido que várias vezes a gente se pega rindo daquela das coisas que ele fala mesmo sendo absurdas e o Joe caripu né que é o índio também em diversos momentos acaba sendo um alívio
cômico dentro dessa história e infelizmente né gente é uma obra que trata de maneira muito fiel e muito realista sobre a política brasileira e como funciona a política no Brasil as propinas os escândalos o superfaturamento de obras a miséria dos trabalhadores como as pessoas vão sendo corrompidas mesmo quando elas têm a melhor das intenções o sistema vai corrompendo essas pessoas e é uma história de 1911 né que se passa em 1911 e 2023 não poderia ser mais atual e o livro do Márcio Souza ficou ainda mais conhecido em 2005 quando médio Maria ganhou uma adaptação
e foi transformada em minissérie pela Globo uma minissérie em 35 capítulos escrita por Benedito Ruy Barbosa e dirigida pelo Ricardo ódio então eu lembro quando passou a minissérie mas eu não assisti gente e aí depois que eu terminei de ler eu falei ah é agora mas ela não está na Google Play eu não sei onde eu posso assistir né de Maria se alguém souber por favor deixa uma mensagem aqui para mim eu sei que eu acho que em 2020 ela foi reprisada no Viva E tem alguns poucos trechos no YouTube mas não conseguia assistir Bad
Maria para fazer uma comparação aqui para vocês mas tem o elenco assim que pelo elenco eu acho que deve ser muito incrível Fábio Assunção no papel do médico Richard finigan o Juca de Oliveira no papel do engenheiro Collier o Tony Ramos no papel do Percival Fire o Antônio Fagundes no papel do ministro a Ana Paula Arósio como a Consuelo Otton Bastos como Marechal Hermes da Fonseca o Renato borg no papel do Rui Barbosa o Valmor Chagas no papel do doutor Love Lace entre Outros tantos Grandes Atores então assim gente deve ser muito legal mesmo eu
queria assistir Né de Maria eles inclusive gravaram na cidade de Porto Velho e Guarujá Mirim ali no estado de Rondônia né E algumas cenas foram gravadas na cidade de Passa Quatro em Minas Gerais e para esse projeto a Globo junto com o governo de Rondônia da época eles desenterraram uma parte Acho que uns 8 km da ferrovia eles investiram nessa recuperação para usar né nas gravações mesmo restauraram a média Maria então A locomotiva que aparece na minissérie é medi Maria ela mesma e ao todo uma equipe de mais de 400 pessoas participou dessas gravações em
Rondônia que durou aproximadamente 50 dias e Márcio Gonçalves dentes de Souza nasceu em Manaus no dia 4 de março de 1946 e ele é jornalista editor romancista roteirista e dramaturgo Ainda Bem Jovem ele começou a trabalhar como crítico de cinema no jornal O Trabalhista de Manaus que se eu não me engano era um jornal que pertencia a família dele na década de 70 Ele veio para São Paulo para estudar Ciências Sociais na USP foi perseguido pelo regime militar interrompeu os estudos em 69 e começou a sua carreira como crítico de cinema voltou a Manaus em
72 onde passou a integrar o núcleo do Teatro Experimental do SESC em 76 ele assumiu o cargo de diretor de planejamento da Fundação Cultural do Amazonas em 90 foi diretor do Departamento Nacional do livro e entre 95 e 2003 foi presidente da Funarte durante o Mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso foi professora assistente da Universidade de burkel e escritor residente nas universidades de Austin e Stanford em 1976 ele iniciou a sua carreira literária com a publicação de galvês imperador do Acre além de médio Maria ele escreveu outras obras que também se passam na Amazônia como
Plácido de Castro contra a boliviate zona franca meu amor e Silvino Santos o cineasta do ciclo da borracha em 1984 ele fundou a editora marco zero também escreveu a expressão amazonense em 1978 e o empate contra Chico Mendes em 1986 Além disso ele também publicou uma tetralogia intitulada Crônicas do Grão Pará e do Rio Negro que é composta pelos livros lealdade de 1997 desordem de 2001 revolta de 2005 e derrota de 2006 e essa obra gente apesar de ficção ela trata de momentos históricos muito importantes na história do Pará tanto que essa petralogia junto com
o tempo e o vento do Érico Veríssimo é uma das obras brasileiras consideradas mais importantes por fazer um grande painel de um momento Histórico Nacional em 2009 Ele publicou história da Amazônia do período pré-colombiano aos desafios do Século 21 Enfim gente o Márcio Souza tem uma vasta obra ali publicou mais de 30 livros Você já leu alguma outra coisa do Márcio Souza além de mar de Maria deixa um recado aqui para mim ai tem uma coisa que foi interessante numa entrevista dele ele disse que para escrever o livro né ele foi atrás de muitas informações
muitas fotos tá gente as fotos desses trabalhadores foi que levou que muitas pessoas falassem sobre o que acontecia no meio da floresta amazônica porque as fotos não conseguem mentir né naquela época não existia Photoshop Essas coisas essas fotos não poderiam ser inventadas e tava na cara o que estava acontecendo que tá que se passava ali naquele lugar através das fotos então ele teve acesso muitas fotos porém toda parte de documentação da madeira Mamoré Company foi destruída então Márcio Souza rodou o mundo atrás de informações dados documentos para poder escrever essa história que é simplesmente maravilhosa
e que vocês não podem deixar de ler no dia 7 de setembro de 1912 a revelia do governo brasileiro foi inaugurada a estrada de ferro madeira-mamoré em 1912 a borracha da Amazônia tinha perdido monopólio internacional para as plantações inglesas na Ásia em 1912 a estrada de ferro madeira Mamoré aparentemente começava a deixar de fazer sentido em 1966 por decisão do Ministro dos Transportes juaretávora a madeira Mamoré foi desativada e vendida como sucata a um empresário Paulista desconhece-se a soma pela qual foi vendida no dia 11 de julho de 1927 um poeta vestindo terno escuro chapéu
gravata camisa de Punhos e calças brancas sentou sobre um trilho da madeira na mulher e sorriu na foto o poeta sorri é uma fotografia cinzenta cinco contrastada o céu é uma pasta Gris e a mata um borrão horizontal o poeta sorri Porque tem uma razão muito forte para isso é um homem feliz na verdade apenas parte de seu rosto é visível naquela fotografia antiga Justamente a ponta do nariz e a boca abrindo num sorriso Em 1927 a estrada de ferro madeira-mamoré estava em perfeito funcionamento mas não era bem um lugar que atrai se visitantes muito
menos poetas na fotografia há mais duas manchas Claras no canto direito da imagem bem podiam ser borboletas amarelas mas somente o poeta poderia esclarecer esta dúvida infelizmente ele já está morto o poeta chamava-se Mário de Andrade e o Poeta perguntaria mais tarde em seu diálogo o que eu vim fazer aqui qual a razão de todos esses mortos internacionais que renascem na agulha da locomotiva e vem com seus olhinhos de portugueses bolivianos barbadianos italianos árabes gregos vindos a troco de libra tudo contra nariz e pele diferente por aqui deitando como uma febrinha na boca da noite
para amanhecer no nunca mais ah que Belo país é o nosso Brasil onde um escritor cheio de língua nela Latina pode fazer um romance inteirinho cheio de personagens com nome anglo-saxões e havia também uma locomotiva chamada Mad Mary Marie falling Maria Louca Maria Louca mede Maria bom Brasil é isso eu espero que vocês tenham gostado se já leu o médico Maria quer ler deixa um comentário aqui para mim se você chegou até aqui por favor me deixa um like que isso é muito muito muito importante gente isso faz com que outras pessoas conheçam meu trabalho
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