dinossauro avião Pororoca ão histórias vou saber saber quem sou eu um jeito de aprender conhecendo museus o Brasil viajar sem sair do lugar cfus ou mameluco saber quem sou eu vou logo resolver conhecendo museus conhecendo museus capivara pala samba aqui entender de Minas saber quem sou eu como posso descobrir conhecendo seus conhecendo seus conhecendo seus nesse mundo vou entrar universo Conhecer conhecer a mim saber que sou eu já sei como fazer conhecendo museus conhecendo museus conhecendo museus como se constrói a identidade de uma comunidade O que faz os habitantes de um determinado lugar se sentirem
parte dele para responder a essas perguntas vamos conhecer histórias de pessoas que foram viver em uma região alagada e sem infraestrutura mínima e Lutaram e ainda lutam bravamente por seu espaço na grande metrópole do Rio de Janeiro pessoas que fizeram do seu percurso uma história a ser contada com orgulho e que mereceu ser o tempo de um museu não como uma visão sentimentalista nem como um passado distante e desconectado do hoje mas como o registro de uma trajetória viva que se faz a cada dia vamos descobrir como é possível dialogar com a diversidade sem reforçar
preconceitos e desigualdades conhecendo um museu único o museu da Maré Museu da maré nos anos de 1940 a região da Leopoldina no Rio de Janeiro havia se transformado num núcleo Industrial como as terras do subúrbio ficaram mais caras e nem todos tinham dinheiro para comprar restou para a camada mais pobre da população a ocupação das áreas alagadiças de manguezal que ficavam no entorno da Baí de Guanabara ocupados por barracos e palafitas os manguezais foram ganhando cada vez mais habitantes que ajudavam uns aos outros em mutirão a construir suas moradias com madeiras lata e sobras de
materiais de outras construções até que na década de 60 teve o primeiro também Impacto outro grande impacto na Maré que foi a política de remoções da cidade patrocinada pelo governo Carlos Lacerda né que que originou o CP o centro de habilitação provisória que foi instalado aqui na Maré que hoje chamamos de Nova Holanda Então se criou uma outra outro espaço de moradia de habitação na Maré tendo em vista que esse centro de habitação provisória que era para ser provisória virou permanente com o tempo a área foi sendo progressivamente aterrada pelo poder público e pelos próprios
habitantes que pediam aos caminhões de entulho que passavam pela Avenida Brasil que despejasse sua carga no mang e mais e mais casas foram surgindo os moradores começaram então a se organizar para juntos buscarem melhores condições de vida para todos e na década de 80 início da década de 80 o grande projeto Rio né que é um projeto de aterramento de uma boa parte né da da s de Mangue da maré é que serviu de propósito paraa erradicação das palafitas e na década de 90 as construções de conjuntos habitacionais mais recentes na Maré justamente um deles
foi construído e onde foi Aterrado né os lugares da palafita até a Vila Olímpica e foi ali construído o conjunto Nova Maré assim formou-se o lugar conhecido pelos cariocas como Complexo da Maré ou Favela da Maré em 1994 o local conquistou junto à Prefeitura do Rio de Janeiro o status de bairro passando a se chamar bairro Maré e a maré hoje ela continua e como qualquer outra favela num processo de intensas modificações né de hoje a maré ela tá mais verticalizada mas não só verticalizada ela continua ainda na sua expansão horizontal o bairro se espalha
por 800.000 m qu próximos à Avenida Brasil e a margem da Bahia cortado pela linha vermelha e pela linha amarela vias expressas construídas para diminuir os grandes engarrafamentos tem aproximadamente 132.000 habitantes e é formado por diversos microb ou Comunidades a favela é a cidade favela pertence à cidade o morador que mora na Maré ele o morador da PIS né ele não tem que se sentir marginalizado ou fora da da cidade então a gente entende que o processo de memória é efetivamente crucial para esse desenvolvimento do morador a partir de que ele conhece a sua história
conhece Como foi o processo de ocupação aqui da Maré como os pais deles né construíram a maré enfim todo de ocupação tem uma dinâmica uma dinâmica de pertencimento de de de resistência que tem que ser valorizada assim pela pessoa pelo jovem que não conhece efetivamente esse essa história o museu da Maré foi criado em 2006 pela organização de moradores com o apoio de uma equipe do Instituto Brasileiro de museus ibran o projeto rede memória da Maré desenvolvido pelo ceasm Centro de Estudos e ações solidárias da Maré já reunia um farto material de resgate da memória
histórica cultural e religiosa do bairro esse material composto por doações dos próprios moradores se tornou o acervo inicial do museu são fotos documentos objetos pessoais e de uso cotidiano e também relatos de moradores que transmitem oralmente as tradições e a cultura local o contato com os moradores mediando conversando n esse diálogo que é interessante o fic aend um pouco mais da Maré E aí você vê tda uma história de resistência de luta pera a maré realmente tem história né é um baú de memória e tem que ser aberto tem que ser eh dá pro coletivo
tem tem que divulgar isso né então eu falo que eu criei minha identidade de mariense né em 2006 a partir de 2006 eu comecei a ter uma história comecei a criar uma a minha história de vida com a maré ele conhecendo essa história ele se apropriando disso ele passa até uma relação diferenciada de de identidade de pertencimento de valorização desse espaço pera aí realmente né Isso é atitude política é um projeto político o museu da maré é um espaço de convivência que simultaneamente reflete o cidadão e o instiga a refletir sobre a sua história e
da sua comunidade seu acervo em construção permanente está organizado em espaços denominados tempos Nos quais as transformações que ocorreram na Maré estão separadas por acontecimentos marcantes na vida dos moradores e não em ordem cronológica nas paredes textos poéticos estimulam lembranças e resgatam Emoções o primeiro tempo é o tempo da água porque foi onde tudo começou no meio de um território alargado que vai sofrendo mudanças com os aterros feitos pelo governo e pela população são fotos que mostram diferentes épocas desde o Marco Zero com a chegada dos primeiros moradores na década de 1940 comunidades foram se
formando novos espaços sendo aterrados e a maré foi se transformando mangues Ilhas biodiversidade Marinha piquinique Areal banho de mar redes barcos pesca sustento festa de São Pedro Nossa Senhora dos Navegantes procissão balanças d'água rola rola bacias latas na cabeça varais aterros fábricas poluição e o futuro o tempo da casa traz uma réplica de uma casa feita de palafitas que mostra como eram as primeiras moradias da Maré os objetos doados pelos moradores dão a dimensão real de como viviam no começo da maré não havia luz nem água encanada por isso usavam o chamado rola rola uma
estrutura de Ferro para trazer a água rolando num barril lampiões lamparinas e um fogareiro Jacarezinho a querozene prateleiras cobertas com toalhinhas de papel recortado no fogão um quente usado para alisar os cabelos o armário guarda-roupas sapatos e malas que contam muitas histórias sobre seus antigos proprietários pelas janelas foi recriada a paisagem enxergada pelos antigos moradores tempo da casa do Aconchego e da segurança para muitos que chegaram depois só restaram o mar e o mang antes da casa foi necessário construir o chão casa de madeira sobre palafitas Depois vieram o Aterro o tijolo e a laje
em mutirão vão surgindo novas casas outras o governo construiu centro de habitação provisória casas coloridas telhas de amanto apartamentos duplex de tijolinhos vermelhos tempo da casa do Aconchego e a segurança o tempo do trabalho mostra a labuta dos moradores ao chegarem em casa são fotos que mostram os mutirões para erguer as casas dos novos vizinhos a construção das Bicas comunitárias e o empenho da comunidade com Tod trabal ases de vida na Maré chegar em casa à noite depois do trabalho mas ainda não dá para descansar tem que ir pra fila daágua encher as latas Ou
esperar o caminhão com concreto para espalhar no chão no domingo tem mu tirão para erguer a casa colocar a laje o trabalho transforma o lugar recria o espaço gera novas relações é do trabalho que nasce a maré para enfrentar as batalhas diárias da vida os habitantes da Maré dispõe de outras armas além do trabalho da garra e da Solidariedade a festa a feira a fé e a alegria das brincadeiras são elementos marcantes da identidade dos moradores e também se tornaram tempos aqui no museu é o que a gente vai ver daqui a pouco logo depois
do intervalo até já sabemos que os tempos são infinitos tempos sabemos que não são não são os tempos da Maré efetivamente são os tempos de qualquer pessoa os tempo o tempo da do ser humano mas a gente Pensou em fazer isso contextualizando a maré E aí pensamos em vários tempos aí os tempos iniciais são esses que estão estão estão postos hoje aí no museu que pode sair amanhã dependendo se um morador chega aqui com objeto que marque um tempo efetivamente daquele exploda numa criação de fotos de desenhos de outros objetos pode construir um novo tempo
não existe nada amarrado n sentido o tempo da Resistência mostra a luta diária travada pelos moradores para resistir em todos os sentidos resistir às ações da polícia aos itos resistir ao desânimo ao sofrimento às privações e as duras condições de vida enfrentadas por todos aqui resistir sempre foi preciso resistir à força da Maré a ação da polícia as ameaças de remoção os moradores se organizaram em associações lideranças surgiram muitas conquistas foram alcançadas mas o tempo da Resistência não acabou é preciso continuar Resistindo violência preconceito discriminação aqui resistir sempre é preciso mas resistir sozinho é impossível
o tempo da Feira mostra uma forte tradição na Maré que persiste até os dias de hoje feiras enormes que vendem de tudo e são verdadeiros centros de tradição nordestina tempo de sons sabores cores e cheiros um dia aqui outro ali Cada dia uma feira cada dia um lugar diferente tempo de acordar Antes do Sol trabalhar duro para ganhar o pão caixotes barracas lotes balanças e aquele jeito especial de cativar Ei freguesa tá bom e barato vai levar este é Sobretudo o tempo da negociação como falar de feira sem lembrar de uma boa pincha tempo da
festa fotos e objetos resgatam a tradição festeira do lugar com grupos de bumba meu boi e Folia de Reis blocos carnavalescos e a escola de samba gatos de Bom Sucesso o bairro da Maré tem também grupos de teatro Dança e capoeira tempo da festa música Alegria paixão tempos da jinga e da dança tempos de expressar Nossa cultura feita de mistura e troca carregada de paixão e vida esse é o tempo do dia a dia da rotina tempo de planejar a vida e as mudanças que se deseja conquistar tempo do dia a dia da rotina tempo
da escola da brincadeira do futebol do bate-papo da Paquera do namoro do Samba do funk do rock do Forró tempo da casa da criança do homem e da mulher tempo do trabalho das preocupações tempo que voa e nos consome mas também é tempo da reflexão tempo de rever o passado tempo da vida que se faz agora tempo de planejar um futuro melhor a fé é muito importante para os moradores da Maré independentemente da religião praticada ela que lhes dá força para encarar o dia a dia e acreditar que ele pode ser transformado para melhor tempo
da Fé tempo da devoção do silêncio e da oração tempo de encontrar o transcendente o outro e a si mesmo o tempo da criança resgata brinquedos e brincadeiras populares entre a garotada bola de good Bat bag Bambolê peão amarelinha caracol garrafão pipa roda Corda Rua Cabra cega esconde esconde Passa Anel também passa o tempo mesmo contra a nossa vontade agora criança na rua é ruim e a brincadeira Onde fica esse espaço é chamado de tempo do medo e mostra dos moradores de enfrentar e lidar com seus temores mais profundos resgata medos antigos como o risco
de andar nas tábuas podres das passarelas entre as palafitas e o medo atual da violência representado por essa vitrine com cápsulas de balas de diferentes calibres coletadas no bairro e por fotos que mostram as marcas dos tiroteios nas paredes das casas Quais são os nossos medos no tempo do Medo havia tábua podre criança caindo na água ventanias tempestades ratos remoções no tempo do Medo existe a bala perdida a violência a morte bruta os medos que nos assombram podem nos paralisar tanto quanto nos motivar a lutar pela transformação da realidade transformação é a palavra-chave para o
tempo do Futuro e suas perspectivas essa maquete retrata A Primeira ideia de como seria o museu da Maré concebido pelo cenógrafo Marcelo Vieira e essa outra foi feita pelos alunos de uma escola do bairro tem o traçado e os espaços idealizados mostrando como os alunos desejam que seja o bairro da maré no futuro passado presente e futuro esses três tempos aqui se misturam o que ainda não é um dia será será a partir do ontem das lutas e conquistas das memórias que resistem ao esquecimento será atir do hoje do trabalho daag do engajamento do Diogo
e da tocia será a partir de políticas públicas políticas comprometidas aformação será a partir da prática da Cidadania tempo do Futuro um tempo que já começou os projetos do Museu da Maré são sempre frutos de parcerias aqui na galeria o museu apresenta neste momento a exposição temporária parágrafo zero habitação feita em parceria com o Museu da República e patrocinada pela fundação ford nessa primeira sala podemos ver e manusear todas as constituições do Brasil nas quais se destacam os trechos relativos à habitação e nesta sala anexa documento mostram e contam a história da Maré e nesse
último espaço da galeria artistas contemporâneos expõem suas obras sobre o tema habitação o museu da mared des envolve outros projetos de memória arquivo Don orosina Vieira biblioteca Elias José contadores de histórias e Exposições itinerantes oferece também oficinas culturais nas áreas de dança música teatro artesanato e Informática com acesso à internet para a comunidade o livro de contos deas da Maré ele surge a partir de uma oficina de contadores de história e a partir de depoimentos de mod moradores locais e foram surgindo essas histórias como car na pala fita por cara de gente o bloco matar
o gato depois ele foi editado no livro contos da Maré e esse livro ele é trabalhado hoje pelo grupo Maré de histórias que também fizeram parte desta oficina de Formação Então as crianças visitante né chega no museu visita o espaço e há também a parte de contação de história há muito tempo atrás teve assim um casamento numa casa como esta um grande casamento aí tinha o Juvenal que era o noivo do cas E aí tinha noiva tinha noiva do Juvenal E aí eles convidaram muita mas muita gente muita Nordeste Paraíba Natal Fluminense aí no meio
da festa apare qu oo com o disco debaixo do braço dizendo que ia abalar a festa mas sabe onde que era o disco de uma cantora chamada GR ele colocou o disco da GR na vitrola vitrola tempo né e começou a dançar aí de repente a ponte da Casa balançou quebrou e foi todo mundo trando é um circuito pelo museu você vai visitando no museu você vai eh T as histórias né pelos 12 tempos da Maré tudo isso faz do Museu da Maré um museu único surpreendente um espaço em permanente construção construção de novas formas
de apreensão interpretação e inserção na realidade social que fortalecem o sentimento de pertencimento e identidade popular e novas surpresas nos aguardam nos próximos programas da série conhecendo museus até lá dinossauro avião poroca mão histórias vou saber saber quem sou eu um jeito de aprender conendo museus o Brasil viajar sem sair do lugar cfus ou mameluco saber quem sou eu vou logo resolver conhecendo museus conhecendo museus pal samb entender de Minas saber quem sou eu como posso descobrir conhecendo museus conhecendo museus conhecendo museus n mundo vou entrar universo Conhecer conhecer a mim saber que sou eu
já sei como fazer conhecendo museus conhecer seus