[Música] Muito bem, meus caros, sejam todos bem-vindos. Vamos novamente iniciar os nossos estudos, baseados no catecismo tradicional, sempre lembrando que todo estudo que a gente faz aqui é em referência ao catecismo de São Pio X, o catecismo de sempre, o catecismo tradicional da Igreja. E agora, finalmente, chegamos à parte final do nosso tema de liturgia, esse longo tema que já vem trazendo as várias manifestações litúrgicas da Igreja.
Para nós compreendermos bem como, na prática, essa liturgia vai chegar até nós, é preciso entender o tempo do culto, o tempo da liturgia, em que tempo isso vai ser realizado, de que maneira e em que momentos a Igreja trará para nós a liturgia. Uma das coisas que é fundamental em qualquer civilização, em qualquer sociedade, é a contagem do tempo. Todos os povos se orientavam pelos astros, pelos fenômenos da natureza, pelas estações, e a partir delas se montava um calendário, vamos dizer assim, se montava um trajeto de dias, sempre levando em consideração os astros e os acontecimentos da vida cotidiana que as pessoas observavam de tempo em tempo.
Isso nunca foi diferente em nenhuma civilização. Logo, na civilização cristã, na civilização que nasceu da doutrina de Cristo, da mensagem do Evangelho, não poderia ser diferente. Então, conforme o mundo ia saindo do paganismo, que já tinha dado ao tempo a sua tônica, a Igreja vai gradativamente transformar esse calendário no calendário cristão.
Por que a Igreja faz isso? Porque nós sabemos que nosso Senhor Jesus Cristo é o centro de todas as coisas: do tempo, da história, dos acontecimentos do cotidiano. Então era natural que a Igreja, o reino de Nosso Senhor Jesus Cristo na Terra, trouxesse para a vivência temporal dos homens essa mensagem divina.
Também, nosso Senhor vai elevar as coisas naturais a um grau sobrenatural. A Igreja vai fazer isso porque a Igreja é o corpo de Nosso Senhor; ele é a cabeça da Igreja. Então, todas as ações da Igreja são para elevar a condição sobrenatural às coisas naturais.
Nessa esteira, nós podemos entender que era necessário que a Igreja aproveitasse o que naturalmente o homem realizou, o que naturalmente o desenvolvimento das civilizações foi capaz de realizar, e elevar isso a uma condição sobrenatural. Daí nasce o ano litúrgico. É um ano que, hoje, por causa dessa neopaganização do mundo, ficou meio paralelo ao ano civil, mas nem sempre foi assim.
Em alguns momentos, e até hoje, ainda existem alguns reflexos disso, que eu acho que nunca serão tirados, ainda que a revolução pretenda, de alguma maneira, retirar essas características. Então, apesar de todo o neopaganismo do mundo, nós ainda comemoramos a Páscoa. Reparem, há uma transformação do sentido da Páscoa, há uma transformação do sentido do Natal, há uma transformação de todas essas coisas.
Mas essas coisas não saem da vivência da sociedade; elas estão mergulhadas nisso. A única saída é mudar o sentido dessas coisas. O nosso estudo, esse estudo que nós vamos começar agora, vai trazer para nós o verdadeiro sentido desses tempos, para que nós tenhamos uma noção do que é a vivência da nossa vida durante todo o ano, seguindo os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo.
É como se nós vivêssemos durante o ano inteiro seguindo o caminho que ele seguiu, lembrando-se, em todos os momentos da nossa vida, que deveriam estar voltados para Deus. A Igreja traz esse calendário, traz esse ano litúrgico para facilitar isso para nós. Então, o ano litúrgico é essa caminhada de um ano, durante todo o ano, que a Igreja nos propõe para a nossa santificação.
Assim, a Igreja vai cristianizar o que os pagãos fizeram de bom, vai aproveitar muitas coisas que os hebreus já realizavam. Nós vamos ver isso durante o nosso estudo e vai formatar um calendário, vai formatar um ano litúrgico, ou seja, o que a Igreja vai celebrar durante todo aquele ano. Esse é o nosso tema agora.
Isso vai ser muito bom para nós entendermos como que, hoje em dia, se pretende mudar o Natal, se pretende maquiar a Páscoa, como que se pretende, por exemplo, esconder a quaresma, e há certos tempos que já são até desconhecidos dos católicos, porque alguns deles já não fazem nem mais parte do calendário. Tudo isso nós vamos verificar no nosso estudo. A primeira coisa que a gente tem que lembrar nessa aula inicial sobre o calendário litúrgico, sobre o ano litúrgico, é que é natural dos seres humanos festejarem.
Existem vários tipos de festas, senhores. A festa não é uma novidade dos nossos tempos; os seres humanos sempre festejaram. Todos os momentos em que eles consideram gloriosos, dignos, elevados, tudo isso era motivo de festa.
A festa não é uma mera diversão; a festa, na verdade, é uma maneira de honrar aquele momento com alegria, descanso e dedicação. Então, toda a história da humanidade – vocês podem estudar a história de todos os povos – mostra que muitas festas foram realizadas, primeiramente as festas populares. Todo povo tem festa popular.
O que é a festa popular? É a festa que alguém se digna a realizar por algo muito bom que aconteceu. Outro tipo de festa são as festas nacionais, que são próprias de certos países.
Tudo isso sempre existiu. É claro que essa noção de nacionalidade é uma noção moderna, mas, quando eu falo de festas nacionais, foram festas realizadas em certos grupos da humanidade que se identificavam, como, por exemplo, festas no Império Egípcio da antiguidade, festas na Mesopotâmia, festas da vitória de um general que venceu em uma batalha muito grande. Tudo isso já era festejado por todos os povos.
Também existem as chamadas festas patrióticas. O que são festas patrióticas? Hoje, parece que o nome patriotismo se confunde um pouco com nacionalismo, mas são coisas diferentes.
As festas patrióticas eram aquelas que honravam a terra. dos nossos pais não necessariamente. Claro, se a minha família é de origem de uma certa região, eu vou comemorar conforme aquela nacionalidade.
Mas é uma festa patriótica, é uma festa daquele grupo, daquele povo, grupo de pessoas que se originam de uma certa região, tá? Então, existe isso como forma natural de festejar e há também festividades religiosas que os pagãos realizam. Temos sempre que lembrar que, na história da humanidade, lá no início, os hominídeos não eram politeístas.
A forma mais antiga de culto que a gente sabe que existiu era o culto dos antepassados. Era o culto dos mortos. Isso sempre existiu em todos os povos.
Depois, com o passar dos séculos, esses seres da natureza começaram a se divinizar também, por conta do esquecimento que o homem teve do verdadeiro Deus, depois da sua expulsão do Paraíso. Então, o povo hebreu, como nós já vimos nas aulas lá do início, foi um povo escolhido por Deus para que o conhecimento do verdadeiro Deus não se perdesse nessa confusão histórica. Deus escolheu um povo, formou esse povo a partir de Arão, né?
Abraão, então, dá início ao povo hebreu para guardar o conhecimento e o culto do verdadeiro Deus, que estava sendo completamente esquecido. Tudo isso, senhores, envolvia festas. Então, é natural que essas festas marcassem o calendário: quando que elas vão ser feitas, mês tal, com a lua tal, no terceiro dia de tal acontecimento.
Ou seja, essas festas marcavam a vida das pessoas durante o ano. A Igreja naturalmente vai elevar essas coisas naturais a situações sobrenaturais que nós devemos viver durante o ano. É isso que nós vamos começar a ver.
Perfeito. Muito bem, em sentido litúrgico, aqui já falo de festa litúrgica. Em sentido litúrgico, uma festa nada mais é do que uma função religiosa.
Isso é importante a gente saber, né? E é claro que, associada à função religiosa, existe uma comemoração humana, mas sempre voltada para o sobrenatural. Se festeja aquilo que é da ordem da graça, se festeja aquilo que é da ordem da vida sobrenatural.
Mas a festa litúrgica é uma função religiosa instituída pela Igreja, já realizada pelo povo hebreu, para honrar a Deus, nosso Senhor. E a Igreja, entendendo na comunhão dos Santos e na economia da salvação, essa festa deveria se estender também à Santíssima Virgem, aos anjos e aos santos, tá? Porque a gente sabe que Deus, nosso Senhor, é o centro da liturgia.
Nós vamos ver, é o centro de tudo, mas Nossa Senhora, a Virgem Santíssima, os anjos e os santos são aqueles que, diante de Deus, têm méritos e também devem ser exaltados e festejados como tal. E a Igreja entendeu isso e colocou isso durante o seu ano litúrgico, tá? Então, esse tipo de festa que eu me refiro não é meramente uma comemoração humana, é um festejo, é uma função religiosa solene onde nosso Senhor Jesus Cristo, a Santíssima Virgem, os anjos ou os santos serão honrados nessas festividades.
Perfeitamente, senhores. Muito bem, esse é o sentido das festas, né? Essas festas, nós começamos a entender isso quanto ao critério delas, quanto à obrigação.
Por que que eu estou falando de obrigação? Porque a Igreja vai marcar essas festas durante o ano inteiro. Será que eu tenho que participar de todas?
Será que eu necessariamente devo estar presente em todas elas? Não, mas existem algumas das quais eu obrigatoriamente devo participar. E aí a gente já está falando de festas de preceito e festas de devoção.
Qual a diferença de uma para outra? A festa de devoção é aquela que nós fazemos particularmente a um determinado santo, à Virgem Santíssima, aos anjos e a nosso Senhor Jesus Cristo. As festas de preceito são aquelas que a Igreja institui como dia santo de guarda.
Repare, é uma festa, mas é uma festa que se remete a uma função religiosa. Em um tipo delas, eu devo obrigatoriamente participar, em outra, não. Depende muito da devoção pessoal.
Então, elas se dividem em festas de preceito e festas de devoção. Quanto aos dias das festas, nós podemos também subdividir esse tipo de festas, o que vai facilitar um pouco o nosso estudo do ano litúrgico. Essas festas são móveis ou são fixas.
O que significa isso? A festa móvel é aquela que varia a sua data de acordo com o ano. Ela se move: no ano tal, ela cai, sei lá, 22 de julho; no outro ano, vai cair dia 18 de julho.
É a mesma festa, só que ela se move conforme o ano. As festas fixas são aquelas que estão presentes naquele momento exato. Por exemplo, 25 de dezembro, Natal.
Não importa se o 25 de dezembro cai numa segunda, numa terça, numa quarta ou numa quinta, 25 de dezembro é a solenidade do Natal. Agora, por exemplo, a festa de uma festividade que pode mudar, que não traz muita importância quanto à data. Você vai ter, por exemplo, algumas festividades relacionadas ao Espírito Santo, algumas festividades para a ascensão.
Por exemplo, a ascensão de Nosso Senhor não cai exatamente na mesma data, ela vai variar. Então, esses dois tipos de festa: festa móvel e a festa fixa, tá? É importante a gente ter esse parâmetro para continuar quanto à solenidade.
Existem festas que são mais importantes e festas que são menos importantes: festas de primeiro grau, festas de segundo grau. Ué, mas como é atribuído isso à festa? É pela dignidade que ela tem.
Por exemplo, a festa de São Sebastião e São Fabiano é importante, mas comparada, por exemplo, com a festa da Ascensão, o que vai ser mais digno aí na comemoração? O que estará mais elevado? É a Ascensão, tá?
É mais importante. Então, existe essa dignidade entre festas. Então, existem algumas festas da Igreja que têm uma.
. . Dignidade tal que nós, como fiéis, não podemos deixar de participar.
Há outras que vão depender um pouco da nossa devoção pessoal, da região aonde a gente vive, né? Que, por exemplo, quem vive aqui no Rio de Janeiro, a festa do Padroeiro da cidade tem um peso muito grande, mas, por exemplo, lá em Portugal também se comemora São Sebastião, mas não vai ter o peso da festa que é feita aqui no Rio de Janeiro, porque ele é padroeiro da cidade. Tá?
Então, esses graus de festa – de primeira classe, festa de segunda classe, né, festa duplex – são festas que têm um valor elevado pra Igreja, e a Igreja foi, com o decorrer dos séculos, santificando e preparando a sociedade para essas festividades litúrgicas. Ok, pois muito bem, né? Eh diante dessas informações, a gente já pode chegar a uma mais geral do ano litúrgico.
De uma maneira geral, senhores, eu poderia dividir o ano litúrgico em duas partes. No quadro, não está dividido em duas partes, tá? Está dividido em cinco partes, com a sexta parte que eu coloquei aqui, porque tem também grande importância durante o ano litúrgico.
Mas eu poderia dividir tudo isso aqui em dois períodos, mas isso dificultaria um pouco o nosso estudo. Quais são esses dois períodos? Os chamados dois ciclos, né?
É o ciclo do Tempo e o ciclo dos Santos. Por que que eu divido dessa forma? Né, o ciclo do Tempo é aquele que vai englobar, como centro de marcação, os episódios principais da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo.
O ciclo dos Santos é aquele que também vai correr durante o ano, mas em festas que serão colocadas dentro desse ciclo. Tá? Então, os Santos, a Virgem Santíssima, os Anjos, essas comemorações do ciclo chamado ciclo santoral, eles fazem parte do calendário.
Eu poderia dividir dessas duas formas, mas só que o ciclo do Tempo tem uma importância tão grande que eu achei melhor fazer essa divisão aqui para nós compreendermos bem o que é o ano litúrgico. Tá? Isso é muito importante, eh nesse decorrer das grandes festas da Igreja.
Essas festas podem se encontrar. Como assim? Por exemplo, uma festa móvel cair exatamente junto de um dia de uma festa fixa.
E aí, o que que a gente vai festejar, né? Uma ou outra? A Igreja vai ter seu critério.
Né? Então, por exemplo, existem dois tipos de encontros de festas litúrgicas que são bem interessantes: a ocorrência e a concorrência. Tá?
As festas de ocorrência são aquelas que acontecem no mesmo dia. Às vezes, por exemplo, cai a festa de Nossa Senhora Aparecida com um outro Santo qualquer daquele dia mesmo. Então, houve uma ocorrência, ou seja, as festas se encontraram.
Quando isso acontece, a Igreja normalmente vai avaliar o peso das duas festas e vai ou colocar as duas orações nas funções litúrgicas ou vai suprimir uma e falar só da outra. Vai depender muito da importância das festas que se encontraram. Agora, as festas de concorrência são aquelas que se encontram como que num esbarrão, sem se misturarem.
Por exemplo, na vida litúrgica da Igreja, você tem as chamadas vésperas, né? As vésperas da festa e depois as vésperas do fim da festa, vamos dizer assim. Aí, às vezes acontece de, nessas vésperas do final daquela festa, se encontrar com as vésperas da festa do dia seguinte.
Isso não é uma ocorrência, mas uma concorrência de festas. Quando isso acontece, o critério é também pesar a dignidade e a grandeza de cada festa que a Igreja vai estabelecer. Por que eu lancei, logo no início, essas regrinhas?
Porque isso vai contar muito para a vida de piedade que nós vamos ter que viver dentro desse calendário. O que que vai ser o obrigatório para nós e o que que não será obrigatório. Tá?
É claro que todos esses detalhes a Igreja foi desenvolvendo e explicitando durante os séculos. Que a gente sabe historicamente que a primeira grande festa que a Igreja comemorou lá na antiguidade foi a Páscoa. Tá?
É a primeira delas e é um dos polos centrais do calendário litúrgico. O outro polo do calendário litúrgico nós vamos ver no decorrer da aula. Então, essas festas podem se encontrar, mas a Igreja já tem critérios para dizer: “Olha, vamos fazer duas funções religiosas ou uma função religiosa vai suprimir a outra.
” Tá? Aí, os critérios disso são bem mais detalhados. Por exemplo, existem algumas missas, eh da semana ou mesmo do domingo, que quando o padre faz a oração coleta – lembra da oração coleta, que é aquela primeira oração do sacerdote que o padre faz na missa, quando ele faz a coleta da missa daquele dia – ele vai ter que, logo em seguida, fazer uma segunda oração, que é de outra festa que está acontecendo naquele dia, entendeu?
Então, isso é uma festa de ocorrência. Então, a Igreja manda: “Não, pera aí, vai fazer as duas orações. ” Aí, às vezes acontece de uma festa daquele dia estar tão mais digna do que a outra que uma das orações é suprimida para dar lugar à principal.
É a Igreja que vai dar esse critério. Né? Aos fiéis, é claro, a gente não é obrigado a saber totalmente, plenamente, qual vai ser.
Mas se o fiel tiver o seu Missal, o Missal vai dar todas as informações necessárias para você saber o que que o padre tá celebrando naquele dia. Daí a importância do Missal! Missal esse que está diretamente ligado com o ano litúrgico.
Quem tem o Missal, seu missinho, claro que o Missal não é nada obrigatório, senhores, mas quem tem o Missalzinho, você segue o ano sempre completamente integrado com o calendário litúrgico. Isso facilita muito a vida espiritual e nós vamos ver como isso facilita a vida espiritual se nós. .
. Tivermos essa possibilidade de acompanhar os festejos da igreja, né? Acompanhar aquilo que a igreja coloca como festa, como participação dos fiéis ou não.
Perfeito, muito bem! Esse tempo de culto que envolve o ano não se refere somente ao ano; ele pode também ter suas divisões em meses e dias, tá? Dias, mais ainda, dias, semanas, meses, anos, né?
Quanto ao dia, nós não vamos nem falar muito dele, por quê? Porque nós já falamos. Se lembra que nós tivemos uma aula sobre o Ofício Divino, sobre as horas litúrgicas, que em determinadas horas do dia os religiosos se reúnem para dirigirem as suas orações a Deus?
Ora, nós sabemos que todos os momentos da nossa vida pertencem a Deus, mas é possível que nós fiquemos dedicados ao serviço divino 24 horas? Não é possível! Mas, então, Deus não vai receber de volta tudo aquilo que ele deu pra gente?
Para que Deus não deixe de receber essa honra, a igreja vai direcionar os religiosos. Aí, esses sim, os religiosos, os que vivem a vida religiosa, eles estão obrigados a, todos os dias, em vários momentos daquele dia, direcionar suas orações para Deus, consagrando todas aquelas 24 horas ao Criador de todas as coisas. Nós, que não somos religiosos, nós não temos essa obrigação e nem seria possível realizá-la juntamente com os compromissos que nós temos da nossa vida.
Então, a igreja destinou isso a um grupo seleto. Quem é esse grupo seleto? Os religiosos.
Então, eles vão dar a Deus 24 horas a sua festividade, vão dar a Deus 24 horas de funções litúrgicas. É claro que nem os próprios religiosos rezam 24 horas, tá? Existem os momentos em que eles vão trabalhar, que eles vão descansar, mas eles estão obrigados, em todos aqueles momentos que nós vimos do Ofício Divino, a voltar-se para Deus, para dar glórias, louvores, honras, agradecimentos àquele que criou todas as coisas.
Então, o dia, de alguma maneira, por conta dos religiosos, já está completamente voltado para Deus. Mas, passando do dia, vêm as semanas, né? Claro, cada dia desse vai estar dentro de uma semana, né?
A semana sempre foi também tida pelos hebreus e pelos romanos como um trecho do ano, um pequeno trecho do ano. Você tem o dia, você tem a semana. A palavra "septim" vem do latim, que significa "sete manhãs", né?
Então, essas sete manhãs que nós vivemos também na nossa vida, a igreja também vai santificar e dar a nós certas exigências para viver. As semanas, entre os hebreus, por exemplo, se nós lembrarmos a passagem do evangelho que nosso Senhor fala do fariseu e do publicano, vocês lembram, né? Um tinha uma oração sobrada e o outro era humilde, não é?
Você lembra que um deles fala assim: "Jejuo duas vezes por semana"? Isso era o fariseu falando. Por que ele jejuava duas vezes por semana?
O dia dos hebreus não era o sábado, porque os hebreus, que eram mais piedosos, eles santificavam também a segunda e a quinta-feira. Eram os dias em que os judeus faziam o seu jejum. O cristianismo, quando vem e se instala na sociedade, vai dedicar também alguns dias da semana para esse jejum, só que eles mudam os dias.
A igreja muda os dias, vai passar a não ser mais segundas e quintas, mas quartas e sextas. Por quê? A quarta?
O que a igreja pede? Que a quarta-feira seja um dia. .
. Pedia, né? Que essa regra hoje já mudou um pouco, mas quarta-feira, originalmente, era um dia de jejum, era um dia de penitência, porque é o dia da traição de Judas.
E a sexta-feira, porque era a morte de nosso Senhor Jesus Cristo. Então, segunda, terça e quinta a igreja não pedia nenhum tipo de jejum ou ato de aflição, mas quartas e sextas, se estendendo para o sábado, sim. Atualmente, principalmente depois de Pio XII, até antes de Pio XII isso foi assim, de alguma maneira, mudado, né?
Que a igreja pede agora é a abstinência, né? Nas sextas-feiras e jejum e abstinência nas sextas-feiras da Quaresma também, nos dias como a quarta-feira de cinzas, né? E nos domingos e dias santos de guarda, para que nós nos dediquemos a trabalhos que não sejam serviços, ao descanso e ao culto divino.
Então veja, era uma prática já judaica que tinha o seu centro no sábado. Por quê? Sábado, né?
Porque o sábado era santificado, porque foi o dia que nosso Senhor descansou na criação, né? Então, primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto, sexto dia, você trabalhava; no sábado você tinha que suspender tudo em honra de Deus nosso Senhor, porque Deus descansou no sétimo dia. O sétimo dia da semana é o sábado, né?
Como nosso Senhor Jesus Cristo ressuscita num domingo, a igreja entendeu por bem que o dia santo aonde os cristãos deveriam honrar a Deus não seria mais no sábado, mas no domingo, porque é o dia da Ressurreição de Cristo, né? Que foi o centro de todo o ano litúrgico. Então, dessa maneira, a semana do católico também tem um quê de santificação, tá?
Atualmente não há muitas dessas exigências, mas na antiguidade havia. Quando é que nós observamos, historicamente, essa presença de marcação de dias semanais para jejum e abstinência? Final do século I, tá?
São os registros mais antigos dessa prática. Isso não significa que eles tenham começado no século VI, tá? Século IV marca o final do século IV, início do século V.
É ali que a igreja vai começar a aparecer para nós essa vivência prática. Com o tempo, isso foi sendo mudado conforme a necessidade, né? As coisas que são meramente eclesiásticas, a igreja pode fazer determinados ajustes durante a história.
que se se enquadre, Mel, melhor na vida da sociedade. O que não pode ser mudado são as coisas que vêm de origem divina; as coisas que foram reveladas, né? As coisas reveladas não podem ser mudadas em época nenhuma.
Agora, essas coisas de prática do dia a dia, a Igreja pode adaptar conforme os séculos. Então, no final do século 4, nós já vemos essas práticas sendo realizadas pela Igreja para santificar a semana, e não somente o domingo, mas também a quarta-feira e a sexta-feira. É importante essas datas; tanto é que a Igreja atualmente não obriga mais isso, né?
Mas, quando chega a quaresma, de alguma maneira, há uma orientação para que nós, espontaneamente, façamos alguns atos de sacrifício nesses dias, por obrigação não, mas por devoção, né? Então, por exemplo, a gente entra na Quaresma. Quaresma, vocês sabem que a Quaresma.
. . a gente vai ver a Quaresma ainda.
A Quaresma é uma aula separada sobre ela, mas eu vou adiantar um pouquinho: a Quaresma é o adestramento militar dos cristãos. Gente, né? Todo mundo que.
. . é como se nós tivéssemos entrado por uma tropa e a gente precisa aprender a lutar.
E você só aprende a lutar com disciplina, dedicação e sacrifício, não é verdade? Nós pegarmos aí qualquer arte marcial. Ah, eu quero aprender jiu-jitsu.
Né? Você vai ter que se dedicar, você vai se machucar, você vai sofrer, mas você vai se desenvolver como tal. A Quaresma, para o cristão, é isso; é um treinamento militar.
Então, quando chega na Quaresma, não é bom que nós vivamos esses dias como se fosse qualquer época do ano, porque ali é o momento do nosso adestramento, da nossa luta, do nosso fortalecimento. Então, se pede: ó, quarta-feira não é obrigado jejum, mas eu posso, por exemplo, numa quarta-feira, não comer um doce que eu gosto de comer no meu almoço. Vamos dizer que eu gosto muito de comer um doce assim depois do almoço; na quarta-feira, eu não vou comer.
Está vendo? Já é um pequeno sacrifício que eu posso fazer na Quaresma. Sexta-feira da Quaresma, poxa, sexta-feira é o dia da morte de Nosso Senhor, então, abstinência de carne, né?
Procurar trazer algumas realidades aflitivas, tomar um banho frio. Estou trazendo coisas assim, pequenas, tá? Só como exemplo de como a gente pode vivenciar essas coisas, né?
E o sábado é, de alguma maneira, uma pequena extensão da sexta-feira, sem que seja tão duro, né? E aí, claro, quando chegar no domingo, aí o domingo não pode ter nada aflitivo, porque o domingo é dia de festa, de alegria e de dedicação e descanso voltados para Deus, né? Então, é importante nós entendermos.
Quer ver só, nesse pedacinho da hora, quantas realidades práticas com uma certa consequência espiritual eu posso trazer para nós. Não é mais obrigação, mas lá na antiguidade era. Ainda, por exemplo, os cristãos do Oriente.
Daqui a pouco nós vamos falar deles, né? Porque, quando nós falarmos da Páscoa, a gente vai falar um pouquinho deles. Há ainda alguns cristãos no Oriente, por exemplo, que durante a Quaresma passam a Quaresma inteira sem consumir nada de origem animal.
No Ocidente, isso nunca houve, tá? Mas no Oriente, existem alguns locais que são assim. Aí, quando passa a Quaresma e entra a Páscoa, eles matam não sei quantos bois e aí vamos comer carne à vontade, mas depois da Quaresma.
Isso por quê? São hábitos do Oriente que vinham da antiguidade, porque esses hábitos, de acordo com o ano litúrgico, eram muito bem marcados na antiguidade. Por quê?
Porque era um momento ainda de você vencer as práticas pagãs para que o cristianismo entrasse no convívio e na estrutura da sociedade. O paganismo tinha que ser abandonado, e não existe maneira melhor de nós mudarmos de hábitos do que praticando novos hábitos. A Igreja, entendendo essa natureza humana, sabe que é assim que funciona.
Daqui a uma quantidade de aulas, a gente vai começar a entrar no estudo da vida moral da Igreja, né? E a gente vai ver que praticar virtude é realizar atos para vencer os vícios. É um fortalecimento, é um adestramento, guardando, claro, as devidas proporções.
É como se fosse um exercício físico espiritual: quanto mais eu fizer, mais forte eu fico. Então, caminhar e vivenciar o ano litúrgico com o que a Igreja aponta como sendo cada uma dessas coisas é importantíssimo para a nossa vida espiritual. Hoje, as pessoas não dão muita bola para isso, né?
Chega na Páscoa, o pessoal dá ovo, né? De chocolate. Natal é Papai Noel.
Papai Noel é São Nicolau. Tem até uma origem católica, mas não é Papai Noel, né? Então, a coisa já está completamente levada para um lado onde o sentido verdadeiro de cada tempo desse foi completamente suprimido, e a gente vai ver que sentido é esse, tá?
Pois muito bem. [Música] Diante disso, nós temos também em relação a essas festas o que a Igreja chama de oitavas. Importante a gente guardar isso.
O que são as oitavas? São oito dias que se seguem a tal festa. Então, uma determinada festa aconteceu, sei lá, no dia 2 de fevereiro, né?
Está chegando agora, dia de Nossa Senhora das Candeias. É apresentação de Nossa Senhora no templo, festa de Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Luz, Nossa Senhora da Lampadosa, Nossa Senhora da Guia, se eu não me engano, Nossa Senhora do Bom Sucesso. Todas essas invocações da Virgem Maria são festejadas na festa da Candelária, ou Nossa Senhora das Candeias.
No dia 2 para frente, você vai ter oito dias. Nesses oito dias, tanto como exemplo, estariam dentro dessa festa, no caso da festa da Nossa Senhora da Candelária, Nossa Senhora da Luz, apresentação de Nossa Senhora. Essas oitavas não ficam marcadas, mas por.
. . Exemplo: o Natal tem as oitavas do Natal, né?
Você tem os oito dias de Finados. Você tem o Dia dos Finados e a oitava dos Finados, que dura oito dias; você está dentro daquela festa. E, no oitavo dia, ou seja, na oitava propriamente do Natal, a igreja dá um destaque.
Na oitava dos Finados, a igreja dá um destaque maior; é como se tivesse, assim, uma abertura principal, um corredor e a porta de saída. Então, nessa entrada e nessa saída, existe um destaque e a igreja leva nossas almas, na prática, a dar esses destaques durante essas festas, tá? Isso tudo a gente vai entender para que tudo no calendário e no ano litúrgico fique mais claro, né?
Existe também, durante o ano litúrgico, vocês vão se deparar com isso, os dias chamados de féria. Férias, né? Essas férias, o que é isso?
Essas férias são dias que não têm nenhuma celebração litúrgica marcada, seriam dias livres. Na liturgia, a igreja celebra alguma coisa nesses dias? Sim, mas acaba ficando livre; ou você repete a missa de um outro dia que passou, ou você faz uma missa de devoção pessoal a um determinado santo.
Nos dias da féria, onde não há uma festividade litúrgica determinada, tá? Não confundir féria com dia feriado. O que é um dia feriado?
Um dia feriado são os dias Santos de guarda; sendo os dias Santos de guarda, você tem que ir à missa. A féria não; a féria são aqueles dias onde não há uma festividade litúrgica determinada. Daí nasceu o nome dos dias da semana: segunda féria, terça féria, quarta féria, quinta féria, sexta féria.
E só, graças a Deus, só Portugal guardou isso, os países de língua lusa, porque no restante do mundo eles voltaram para os planetas, né? Segunda-feira se refere a um planeta, terça, a outro planeta, quarta, a outro planeta. Portugal manteve a linguagem litúrgica na semana: segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira, né?
Esse nome "feira" não é a feira de venda de coisas que a pessoa imagina, mas é a féria; ou seja, é aquele dia na liturgia onde não há uma celebração litúrgica específica, tá? Tudo isso que nós vimos é para preparar o entendimento do calendário litúrgico, para preparar o ano litúrgico. Então, quando a gente abrir nosso Missal, a gente vai ver lá: segunda-feira da féria.
O que é isso? Você já sabe; é o dia que não tem uma celebração específica. Mas existem momentos do calendário litúrgico onde a igreja não vai deixar passar um diazinho sequer; todos os dias terão uma comemoração especial feita, colocada.
Quando isso? Quaresma: a quaresma existe uma missa especial para cada dia da quaresma. Segunda-feira da quaresma, terça-feira da quaresma, quarta-feira da quaresma, quinta-feira da quaresma, sexta-feira da quaresma, sábado da quaresma; e por aí afora.
Nos outros dias, a liturgia fica em aberto. Mesmo a missa que vai ser celebrada naquele dia, ou vai repetir a missa do domingo, ou vai colocar um santo lá da devoção particular de alguém que encomendou uma missa, por exemplo, né? Tradicionalmente, a segunda-feira é dedicada às almas do purgatório, não é isso?
Tem outro dia da semana que é dedicado a São José, tem outro dia da semana que é dedicado à Nossa Senhora. Então, você pode, nesses dias abertos, ou então pedir uma missa: "Olha, eu quero uma missa em honra de São José". Aí você marca lá a data da missa para um dia de féria, né?
Ou seja, um dia que não tenha liturgia específica para que aconteça a celebração, tá bom? E, com isso, a gente tem essa visão completa de certos conhecimentos que a gente precisa saber antes de estudar o calendário. Tá?
Então, diante disso, a gente se depara agora com a divisão. Essa é a divisão que nós vamos usar daqui para frente: aquela do ciclo do tempo e ciclo dos santos, nós não vamos usar aqui; nós vamos trabalhar sempre com essa divisão aqui. Então, diante disso, não é difícil nós percebermos que o calendário litúrgico vai começar no Advento e terminar quando voltar novamente o Advento.
Então, o Advento é que marca o calendário; ele começa no primeiro domingo do Advento e vai seguir até o final do Tempo de Pentecostes, tá? E aí vai voltar novamente para o Advento. É um calendário mesmo que, em outros tempos, seguia passo a passo com o calendário civil.
Os reinos católicos poderiam ter seu próprio calendário, mas se espelhavam no calendário da igreja. Hoje você ainda tem um pouco disso, mas a cada momento que nossa sociedade volta a um paganismo novo, neopaganismo, isso vai se distanciando, né? Isso vai se afastando, né?
Por exemplo, os mais antigos sabiam, por exemplo, quando é festa de São José? Quando que é a festa de São João? Ih, festa junina!
Chegou o tempo da festa junina; você já sabia que festa junina era para comemorar Santo Antônio, São João, São Pedro, né? Isso já está desaparecendo. Ah, tá chegando agora o mês de Nossa Senhora.
Qual é o mês de Nossa Senhora? Os católicos, em geral, sabem. Então, outros já talvez não saibam, né?
Ah, agora vem o mês do Rosário! Qual é o mês do Rosário? Né?
Agora vem o mês do Sagrado Coração de Jesus! Qual é o mês do Sagrado Coração de Jesus? Então, antigamente, as pessoas viviam o seu ciclo temporal, viviam as suas vidas sempre espelhadas nesse calendário, sempre espelhados nesses momentos em que a igreja cristianizou.
Por quê? Para facilitar a vida interior, né? Dia 2 de novembro, agora!
Senhora Apresentação de Nossa Senhora. Você tem a bênção das velas, que vão preencher as igrejas na missa durante todo o ano. Hum, 2 de fevereiro!
2 de fevereiro, Nossa Senhora das Candeias. Então, a igreja vai benzer as velas. Que serão usadas durante o ano na liturgia específica.
Tem uma benção específica nesse dia e as pessoas, num passado não muito remoto, levavam as suas velas de casa para o padre benzê-las, para levar para casa. E as pessoas tinham bem nítida essa noção: “Olha, isso aqui é uma vela benta que eu vou ter dentro da minha casa. ” E aí a devoção pessoal usava aquela vela para as mais determinadas coisas.
Por exemplo, as pessoas, em tempestades, por exemplo, nas tempestades terríveis de verão, tinham um certo receio de catástrofes naturais. Aí, o que acontece: elas acendiam a vela benta. Se um ente querido saía de casa e não voltava, sumia, desaparecia, não dava notícias, numa época que não tinha celular, não tinha telefone, não tinha nada disso.
O que aconteceu com a pessoa? Você acendia a vela benta, que só se apagava quando a pessoa voltava. Então, veja, a vida era toda direcionada por esses fatos litúrgicos, que estão desaparecendo completamente.
Então, senhores, a partir de agora, vamos analisar mais profundamente esse ano litúrgico e cada um desses tempos, como devemos nos posicionar em cada um deles e o que eles significam pelo nome. Assim, é claro, todo mundo sabe: o advento é uma espera. Espera de quê?
O tempo do Natal é um nascimento. Nascimento de quem? O tempo da Quaresma é um adestramento militar.
Para quê? A Páscoa é a festividade das festividades, mas festeja-se como? E Pentecoste.
. . eu diria que poderia chamar o tempo de Pentecoste de tempo onde se dá a história da Igreja.
Tudo isso vamos ver em cada um dos tempos, em cada um dos momentos, faremos uma análise mais profunda disso para entendermos todo o calendário, tudo aquilo que a Igreja segue durante o ano. Perfeito, meus caros. Alguma dúvida?
Agora, se alguém tiver alguma pergunta para fazer, a hora é agora para encerrarmos essa nossa aula, sobre essa primeira aula sobre o calendário. [ Música ] O próprio dos Santos. Bem lembrado!
O próprio dos Santos é um calendário que vai correr no meio desses tempos todos, porque no meio de cada um deles, você vai ter a festividade dos Santos. Por exemplo, se pegarmos o Natal, durante o tempo do Natal você vai ter ali a festa de São Nicolau, a festa dos Santos Inocentes, a festa de Santo Estevão, a festa de São João Evangelista. .
. todos esses Santos do ciclo santo, o ciclo dos Santos dentro do tempo de Natal. Esse eu coloquei aqui separado, porque ele corre juntamente com o ano litúrgico.
Então, você está lá nas suas semanas e, de repente, aparece um dia, dia de São Francisco de Assis, 4 de outubro. Então, aja o que houver em 4 de outubro, São Francisco vai ser comemorado. E, de fato, isso deve ser levado em consideração, porque existem festas de Santos maiores, com dignidade maior, e com dignidade menor.
Por exemplo, a festa de São Gonçalo do Amarante é uma festa muito importante, onde em Portugal, no Brasil, não é tanto. Então, se no mesmo dia de São Gonçalo do Amarante tiver a festa de um outro santo que for mais importante aqui para o Brasil, a festa desse santo prevalece sobre a de São Gonçalo, ainda que São Gonçalo seja comemorado. Entendeu?
Então, é importante a Igreja dar o grau da festa, para sabermos em que altitude aquela festa tem que ser entendida. Uma festa de primeira classe: Sagrado Coração de Jesus. Sagrado Coração de Jesus é uma festa de primeira classe, então ela vai engolir todas as festividades daquele dia, vai engolir todas as comemorações daquele dia.
Porque, olhando o calendário, existe um calendário, o calendário litúrgico, que aparece lá no Missal. Vocês vão perceber que tem aqueles dias da féria, mas se nos debruçarmos sobre o martirológio, sobre o livro que traz o nome dos Santos inscritos pela Igreja, existem mais de cinco, seis Santos comemorados todos os dias do ano, mas alguns não vão aparecer ali no ano litúrgico, porque agora são somente em locais ou regiões onde aquele determinado Santo tem muita importância. Então, existe o próprio do Brasil, o próprio de Portugal, o próprio de cada país, por causa da importância de alguns nomes, de alguns Santos que nesses países são de maior importância do que no Brasil.
Por exemplo, se você for lá na festa de São Patrício, ele aparece também aqui. Deixa eu pensar em um santo. .
. por exemplo, São Olav, dos nórdicos. Aqui no Brasil ele nem aparece no calendário, mas lá na Suécia, na Noruega, na Dinamarca, vai aparecer.
Então, existe toda essa questão. Por isso que eu falo que esse próprio dos Santos está inserido nessas fases, mas as fases principais são essas, aqui acrescidas dessa sexta que seria a própria dos Santos. Perfeito, senhores?
Até aqui, tudo bem? Então, por hoje, podemos encerrar. Vamos fazer uma oração: nosso auxílio está no nome do Senhor, céu e terra.
Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Gostou dessa aula?
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