[Música] Olá! Depois de termos visto nos temas anteriores o patrimônio e o plano de contas a sequência do conteúdo nos traz a escrituração, que é uma técnica que consiste em registar livros próprios o diário, o razão, o caixa, todos os fatos contábeis que altere o patrimônio das entidades. Os principais livros utilizados para escriturar os fatos contábeis são: livro diário, o livro razão, livro caixa, livro diário auxiliar entre outros.
Nessa temática trabalharemos com os mais habituais nas entidades o livro diário e o livro razão. O diário é um livro obrigatório pela legislação comercial, sendo que, o livro diário tem como característica de reunir todas as contas de forma conjunta não estabelecendo separação entre elas, mas seguindo a ordem cronológica dos fatos contábeis, ou seja, tendo apenas um livro diário sendo utilizado na empresa, pois todas as contas são registradas no mesmo livro diário. O razão é um livro de grande utilidade para contabilidade na empresa, porque registra um movimento de todas as contas de forma separada, nos mostrando a movimentação individual de cada uma delas, mas sempre obedecendo à ordem cronológica dos fatos, ou seja, cada conta previsto no plano de contas tem o seu livro razão.
Dessa maneira, individualizamos os lançamentos por conta e podemos extrair o saldo de cada uma das contas. O exercício social é o período em que as empresas apresentam seus resultados de forma oficial, sendo que esse período normalmente é de um ano e coincidirá com o ano civil, de janeiro a dezembro. A cada novo período, as contas de receita, custos e despesas, são abertas com saldo zero e os recursos dos 12 meses seguintes recebe o registros de todos os gastos e ganhos até o fechamento do exercício.
Quando se encerra o exercício o resultado, a diferença entre receita menos custos e despesas, que podem ser lucro ou prejuízo, é incorporado ao patrimônio líquido, ou seja, podemos encerrar essas contas pois já produzimos o resultado que foi incorporado ao balanço patrimonial. Vale salientar que as contas do ativo, bens e direitos, e do passivo, obrigações, não são zerados. Se no fim do exercício tem um valor a receber ou um valor a pagar não é porque esse exercício terminou que não teremos mais os valores a receber ou a pagar.
O direito de receber permanece, bem como a dívida também permanece. No procedimento chamado regime de caixa as contas de receita, custos e despesas, são lançadas somente quando ocorre o fato do recebimento o pagamento das mesmas. Isto é, registra tão somente a movimentação financeira com as entradas e saídas com os numerários.
A contabilidade não é feita por esse regime, pois fere o princípio de competência que rege com os registros contábeis. Esse regime pode ser aplicado apenas entidades sem fins lucrativos. O regime de competência é a forma de se registar contabilmente as alterações do património ocorridos na entidade, pois nesse procedimento as receitas, custos e despesas são lançados independentemente do seu pagamento ou recebimento, ou seja, são registrados quando elas efetivamente ocorrem.
Se fizermos nessa data uma venda de mercadorias a prazo, mesmo sem a entrada de dinheiro na transação devemos registrar porque houve uma alteração do patrimônio, a venda é uma receita e os valores a receber são aumento do ativo. O regime de competência é obrigatório para as empresas com fins lucrativos. O método para escrituração dos fatos contábeis é um método das partidas dobradas, onde cada débito corresponde a um crédito de igual valor e vice-versa.
Nessa convenção contabil, a partir da representação gráfica das contas teremos do lado esquerdo da igualdade, encontraremos o ativo, os bens e direitos e os cursos despesa, com seus saldos devedores e no lado direito encontramos o passivo, as obrigações para com terceiros, o patrimônio líquido que são as obrigações para com os sócios e as receitas com seus saldos credores em suas contas. A soma dos valores a débito, ativo com as despesas sempre deve ser igual a soma dos valores a crédito passivo, patrimônio líquido e receitas. Portanto, para procedermos débito e credito precisamos considerar três aspectos fundamentais primeiro a que grupo pertence a conta em causa que vai receber lançamento contábil, se é uma conta do ativo, passivo, custos, despesas ou uma receita.
O plano de contas é um instrumento importante na hora de verificar que grupo de contas pertence a conta, pois temos no plano de contas todas separadas por grupos, subgrupos e contas. Se o fato contábil aumenta ou diminui o valor conta, do caixa é uma conta do ativo, quando entra dinheiro na conta teremos um aumento quando sai dinheiro da conta temos uma diminuição. Devemos considerar que o débito é usado nas contas onde são aplicados recurso, enquanto o crédito utilizado nas contas que dão origem aos recursos, por exemplo na venda de mercadorias à vista emdinheiro, para onde foi o dinheiro?
O dinheiro vai para a conta caixa que é um ativo, ou seja, estamos aplicando no caixa o valor recebido na venda. Vamos registrar esse valor a debito a conta caixa porque houve um aumento nessa conta do ativo, mas qual foi a origem desse valor? A origem foi a venda de mercadorias, que é uma receita e como temos mais vendas vão registrar a crédito esse aumento das receitas.
Para sistematizar os registros há débito e crédito fizemos um quadro resumo de quando e por que fazer um lançamento a débito ou crédito. Observação receitas são debitadas e custos e despespesas são creditadas somente no encerramento do exercício, lançamento de contas redutoras ou para ajustes para corrigir erros ocorridos, os estornos. Concluímos então essa etapa do conteúdo onde fizemos uma grande revisão teórica da contabilidade, passando pelos aspectos da contabilidade, patrimônio, plano de contas e escrituração.
Na sequência das temáticas teremos estudos mais práticos da contabilidade com lançamentos contábeis, fechamento das demonstrações contábeis, se ficarem com dúvidas é aconselhável rever os conteúdos para estar mais habilitado a desenvolver as práticas que virão a seguir. Bons estudos e até a próxima temática.