Desde que a humanidade começou a expandir seu conhecimento sobre a física e o universo, um desejo surgiu nos entusiastas do cosmos. Partir do nosso planeta Terra para viagens exploratórias pelo universo, conhecendo de perto os planetas de nosso sistema solar, sondando o que há de fato ao redor das estrelas de nossa galáxia, bem como nas galáxias distantes de nós. E porque não, poder pousar em um planeta extra solar confirmando de fato sua composição e ambiente.
No entanto, as gigantescas distâncias são os maiores desafios para esse feito. Mas, e se eu disser que mesmo que conseguíssemos viajar na velocidade da luz pelo universo, ainda assim haveria um grande problema que quase ninguém toca no assunto. Sejam bem-vindos ao canal ASTROOM, o seu lugar para a astronomia.
Se você gosta de temas relacionados ao universo, e após assistir a esse conteúdo e gostar, considere inscrever-se aqui no canal caso não for inscrito. Já não é novidade o conhecimento de que a luz viaja através do vácuo do universo a uma velocidade de cerca de 300,000 km por segundo, e é uma constante universal. De acordo com a teoria da relatividade de Albert Einstein, na qual se baseia grande parte da física moderna, nada no universo pode viajar mais rápido que a luz.
Portanto, objetos com massa nunca podem atingir essa velocidade. A teoria afirma que, se um objeto atingisse a velocidade da luz, sua massa se tornaria infinita. Consequentemente, a energia necessária para mover esse objeto também precisaria ser infinita, ou seja, algo impossível.
Embora a velocidade da luz seja muitas vezes referida como o limite de velocidade no universo, o próprio universo na verdade se expande ainda mais rápido, para objetos que estão muito distantes de nós e não para objetos e regiões mais próximas, mas esse é um assunto para próximos vídeos. Porém, apesar da reputação da velocidade da luz ser uma constante universal, cientistas e escritores de ficção científica passam o tempo contemplando viagens mais rápidas que a luz. Até agora, ninguém foi capaz de demonstrar algo sólido quanto a isso, um verdadeiro motor de dobra espacial por exemplo, entretanto, isso não diminuiu nosso avanço coletivo em direção a novas histórias, novas invenções e novos domínios da física.
E aqui, entramos em um campo pouco comentado quando falamos em viagens pelo universo na velocidade da luz, algo que pode ser decepcionante para a humanidade, mesmo atingindo esse feito. Para que possamos compreender melhor esse pensamento, vamos analisar alguns contextos. Uma das maneiras mais usadas para medir as imensas distâncias no universo, é o ano-luz.
Um ano-luz é a distância que a luz pode percorrer em um período de um ano, o que é o equivalente a 10 trilhões de quilômetros. Para se ter uma ideia do tamanho de um ano-luz, pegue a circunferência da Terra (40. 075 km), coloque-a em uma linha reta, multiplique o comprimento dessa linha por 7,5 vezes, o resultado correspondente é apenas um segundo-luz.
Tudo que os astrônomos "veem" no universo distante é literalmente história. Quando os astrônomos estudam objetos que estão distantes, eles estão vendo uma luz que mostra os objetos como eles existiam no momento em que a luz os deixou. A luz viaja da lua até nossos olhos em cerca de 1 segundo, o que significa que a lua está a cerca de 1 segundo-luz de distância, 8 minutos-luz de distância para o Sol e cerca de 4 minutos-luz da Terra até Marte.
Inclusive tenho um vídeo aqui no canal abordando a velocidade da luz no sistema solar, quais são as distâncias e quais são os atrasos na imagem quando observamos cada objeto no nosso sistema solar. Confira no primeiro link na descrição e também no comentário fixado aqui abaixo do vídeo. Agora imagine que chegássemos ao domínio de viagens na velocidade da luz pelo universo.
Aqui, muitas coisas interessantes começam a acontecer. Uma das leis universais como dito é que a velocidade da luz é uma constante, no entanto espaço e tempo não são e podem ser distorcidos. Quanto mais rápido um viajante se move no espaço, mais dilatação temporal ele experimenta, e quando esse viajante atinge a velocidade da luz a taxa de tempo chega a zero, ou seja, segundo a teoria da relatividade de Albert Einstein, para um viajante na velocidade da luz, o tempo para.
E para esse viajante próximo da velocidade da luz, não faria diferença uma viagem para a lua ou para a galáxia de Andrômeda em sua perspectiva sobre o tempo entre sua partida até a chegada ao destino. O que acontece é que o tempo está passando muito mais lento do que tudo ao seu redor, como resultado é como se as distâncias do espaço fossem encurtadas. Isso significa que o viajante chegou ao seu destino muito mais rápido em sua perspectiva.
Mas isso não acontece para quem ficou na Terra e o mesmo para o seu lugar de destino. Digamos que partimos da Terra na velocidade da luz para a Grande Nuvem de Magalhães que está a cerca de 160 mil anos-luz de nós. Para nós ocupantes dessa espaçonave chegamos ao destino instantaneamente, mas para quem ficou na Terra 160 mil anos se passaram desde a partida.
E a partir desse ponto, começaremos a entender a decepcionante realidade das viagens pelo universo na velocidade da luz. Supondo que conseguimos domínio nas pesquisas para confirmações de planetas que oferecem condições de vida semelhantes às daqui da Terra, e partimos para uma viagem de exploração em um planeta situado na região central de nossa galáxia que está a cerca de 25 mil anos-luz de nós. Considerando 2 situações que já vimos anteriormente nesse vídeo, a primeira, é que a luz com as informações que vimos desse exoplaneta habitável é uma história de 25 mil anos atrás, considerando a distância da região central de nossa galáxia, e ao chegar neste planeta, as condições atuais poderiam ser bem diferentes do que foi visto da Terra.
Aliás, 50 mil anos se passaram no total, considerando o tempo que levou para a Terra receber essa informação mais o tempo que se passou nesse exoplaneta após a partida dos viajantes da Terra. Pois o tempo continua passando normalmente em ambos os planetas, parando somente para a luz que saiu do exoplaneta em direção a Terra e para os viajantes que partiram da Terra. E você pode estar se perguntando, o que em um período de 50 mil anos pode mudar tanto um planeta.
Bem, de acordo com alguns estudos, o grande asteróide que caiu na terra e desencadeou a extinção dos dinossauros, devastou a vida em nosso planeta em apenas 9 meses. Eventos dessa natureza não precisam de muito tempo para modificar um planeta inteiro. A segunda situação, é que se os viajantes voltassem para a Terra imediatamente, encontrariam um planeta Terra 50 mil anos mais velho desde quando o deixaram.
E isso se torna mais assustador quando pensamos em viagens para a maior galáxia vizinha da Via Láctea, a galáxia de Andrômeda. A galáxia de Andrômeda está a uma distância de 2,5 milhões de anos-luz de nós. Em uma viagem de ida e volta, seria uma diferença de 5 milhões de anos passados na Terra.
A teoria da relatividade de Albert Einstein nos ensina dentre muitas coisas, que viagens pelo universo na velocidade da luz, na prática podem ser decepcionantes quanto ao nosso lado humano, ligado a familiares, amigos, lugares marcantes em nossa vida, que estão todos aqui, em nosso planeta Terra, e que uma hipotética simples viagem exploratória pela nossa galáxia pode levar de nós o mundo que conhecemos um dia. Qual a sua opinião Pessoal, muito obrigado por assistir, se você gostou desse conteúdo, envie esse vídeo para um amigo que gosta de astronomia e universo e ajude o canal com seu like. Meu muito obrigado, e até a próxima.