Olá, moçada! Tudo bem? Sejam bem-vindos de volta!
Excelente dia para vocês! Que seja um dia de paz, um dia de boas escolhas. Tô aqui pra falar bom dia pros meus amigos.
O pessoal gosta de você aparecer, meu cachorrinho maluco! Como é que você tá? Tudo bem?
A gente ainda tá matando saudades, né? A gente ficou alguns dias longe, e aí? Tudo em paz?
Dormiu bem? Mimiu gostoso? Peto, que coisa gostosa!
Pai, o nosso mascotinho das meditações históricas vai lá, pretinho. Obrigado, viu? Espero que vocês estejam todos bem.
Hoje é. . .
que dia? Nem sei. Como eu tenho trabalhado igual a um cavalo!
Eu resolvi fechar um contrato com a editora para entregar um livro até o final de abril, e eu vou dizer a vocês que a coisa tá feia pro meu lado. Mas hoje são 17 de março, 17 de março, com a meditação intitulada "A Beleza da Escolha". De vez em quando, eu falo, né?
Tanto que essas meditações históricas são legais. Tem uma meditação aqui pra trás que me impactou muito, que é assim: quando você tiver que fazer alguma coisa, não fica de chiliquinho, não fica de conversinha fiada, vá lá e faça! Oi, GAT!
Vai lá e faz essa merda desse negócio! Oi, amor! Tudo bem?
Eu acho isso muito legal, porque às vezes me bate uma preguiça de fazer alguma coisa, eu quero procrastinar. Aí eu lembro dessa meditação: "Cara, já que você decidiu fazer, levanta essa merda dessa bunda, vai lá e faz! " Então, eu me comprometi a escrever tantas páginas por dia.
Só levanta a bunda da cadeira, na hora que tiver o tanto de páginas que você combinou com você mesmo. Ninguém não desceu Satanás aqui, você não escreveu e desenhou um pentagrama no chão. Você combinou com você mesmo, né?
Então, pelo menos essa vergonha na cara a gente tem que ter! 7 de março, "A Beleza da Escolha", uma meditação de Epicteto: "Tu não és teu corpo e teu penteado, mas tua capacidade de escolher bem". Prohairesis!
Lembra desse termo grego que eu usei lá atrás com vocês? Prohairesis, fazer boas escolhas, fazer escolhas racionais. Abandonar as emoções e os sentimentos, ou, se não abandonar, mas colocá-los nos seus devidos lugares, submetidos a uma investigação racional de entendimento lógico da realidade.
Se todo mundo fizesse um pouco isso, nós teríamos um mundo de gente muito melhor, muito melhor! O nosso mundo é composto majoritariamente por pessoas estúpidas, emocionais, sentimentais. .
. numa palavra, irracionais. Isso é o que ferra com o mundo!
O mundo é composto majoritariamente de pessoas irracionais. Se você consegue ser racional nesse mundo, primeiro você vai sofrer um pouquinho, no sentido de ver a quantidade de quadrúpedes que te cerca. E depois você vai entender como os seus resultados podem ser melhores.
Porque as pessoas não estão dispostas a compreender a realidade; elas querem moldar a realidade, colorir a realidade, independentemente da realidade como é. Tu não és teu corpo, tu não és teu penteado, mas tua capacidade de escolher bem. Se tuas escolhas forem belas, tu também serás.
Me lembrei de um caso agora, nesse minuto, de um cara que ele não era meu amigo, era um colega de piscina. Eu fui na dador durante muitos anos; esse cara não era outra coisa a não ser o físico dele. Era um homem que treinava muito a natação, era um homem que vivia na academia, que corria na avenida e era um homem que tinha um verdadeiro tesão nele mesmo.
Existe algo de freudiano nisso, mas era um homem que se via. Se ele pudesse, ele se lamberia do começo ao fim. E um dia, desgraçadamente, esse cara.
. . Essas coisas acontecem na vida.
Ele estava na garagem da casa dele; um carro invadiu a garagem da casa dele e o atropelou de maneira que arrebentou o cara, cortou o cara no meio. Se arrebentou com ele. Esse cara teve que se reconstruir, porque até então ele era o penteado dele, ele era cada fibra muscular dele, né?
Mas se você é. . .
É isso, você é pouca coisa! Não tô dizendo que você não tenha que ter saúde, que você não possa fazer o seu esporte, tudo, mas não confunda isso com você. Isso é só uma dimensão da sua existência e sequer é a mais importante.
Mas agora, o modo como você compreende o mundo, o valor naquilo que está para além do que é perecível, do que apodrece, do que é fugaz, do que é efêmero, do que é exterior. . .
Ah, se você não exercita o seu interior, que é aquilo que persiste mesmo quando o exterior está destruído, não é que você seja exatamente muita coisa. No comentário dos nossos autores, é aquela fala do filme "Clube da Luta". Eu assisti já há muitos anos, não me lembro muito bem desse filme.
É com o Brad Pitt, né? Você não é o seu emprego. Quantas pessoas aqui são o seu emprego?
Quem é você? Eu sou o fulano de tal, aí diz o cargo. Você é o seu cargo?
Quer dizer, então que se você for demitido da sua empresa, você não é ninguém mais, acabou! Você não é quanto você ganha ou quanto dinheiro tem no banco. Isso tudo pode ser tirado de você, assim.
. . ó!
Você não é o carro que dirige, nem o que tem na sua carteira. Obviamente, nosso amigo Epicteto nunca viu esse filme ou leu o livro, mas o que parece, o consumismo dos anos 90 existia na Roma antiga também, não é? Essa frase de.
. . né?
Que as prisões elas. . .
como que é? Eu não me lembro exatamente a frase, mas elas são conformadas por mármore e ouro, não é isso? Os maiores servos são aqueles.
. . Que vivem em palácios de mármore e ouro.
Eles não são escravos daquilo; eles vão fazer o que for necessário, mesmo se quebrarem inteiro no que há de pior, para não perderem a ostentação do "má amia" do ouro, que deixou de ser motivo de felicidade e passou a ser motivo só de angústia, dor e de um exercício, né, de quem tá com um carvão quente na mão, assim, mas não pode soltar. Porque o que vão pensar de mim, quando a solução poderia ser simplesmente fazer assim, ó, e viver muito melhor? É fácil confundir a imagem que apresentamos ao mundo com o que realmente somos, em especial quando as mensagens ditas pela mídia deturpam deliberadamente essa distinção.
Já comentei aqui com vocês: você olha as redes sociais, que povo maravilhoso! Ninguém recebe não, na vida. Todo mundo, aos 18 anos, era milionário.
Ninguém tem problemas psicológicos, é todo mundo lindo, todo mundo na sauna em Paris, tomando sorvete debaixo da Torre Eiffel ou não sei onde, nas Maldivas. Aí você vai conversar com a pessoa; é uma pessoa alquebrada, cheia de problemas emocionais. Ah, mas é melhor sofrer problemas emocionais lá do que aqui.
Pois não, sofra problemas emocionais? Essa solução tá dentro. Você pode parecer bonito hoje, mas se isso foi o resultado de uma vaidade obsessiva diante do espelho, esta manhã, os estoicos perguntariam: "Você é realmente bonito?
" Um corpo moldado por um trabalho árduo é admirável. Um corpo moldado para impressionar ratos de academia, não. Hoje em dia, você encontra uma pessoa na rua, começa a namorar com ela, aí você tem um filho com ela.
Aí, na hora que nasce a criança, você fala assim: "Ué, deve ter sido trocada na maternidade. " Aí você volta lá no bercinho, você olha a fichinha, tá com o nome do seu filho mesmo, e você fala assim: "Não, mas essa pessoa aqui, ela é bonita! Olha lá, nasceu parecendo o filho do Conan.
" E aquilo ali é o filho do Conan? Não pode ter vindo daquela pessoa ali, não. É porque é tanta transformação que fez na cara, que você já não reconhece mais a pessoa.
A pessoa não é bonita, ela é feia. Só que ela fez tanta coisa na cara dela que a genética não mudou. Ela continua horrorosa lá dentro.
Ela continua horrorosa. Essa foi boa, não foi? Essa foi maravilhosa!
Assim, "Que filho feio! " Não, calma, é porque ainda tem muita injeção na cara para dar. É isso que os estoicos nos encorajam a considerar: não como as coisas parecem, mas de que esforço, atividade e escolhas elas resultam.
Brincadeiras à parte, é claro que todos nós temos que nos cuidar, cuidar da nossa saúde. Nenhum estoico vai dizer pra nós sermos pessoas doentes, para nós sermos pessoas que desconsideram a saúde física. Só cuidado para não se confundir com isso, porque a nossa saúde física, por mais que nos esforcemos, ela se esvai.
O nosso viço da idade, por mais que nos esforcemos, ele se esvai. Então, o colágeno, né? O colágeno vai embora, a vista vai embora, e aí as coisas começam a dar uma despenada.
Então, sim, nos cuidemos, mas nos cuidemos com parcimônia, sem nos identificarmos inteiramente com isso. Nós precisamos ser mais do que isso. O que significa dizer, na visão do estoico?
Nós precisamos ser aquelas pessoas que têm o seu momento de reflexão a respeito da vida; de que essas coisas exteriores são legais, mas que nós não devemos ser dominados por elas. O ponto é esse: nós não devemos ser dominados por elas. De novo, brincadeiras à parte, o que a gente vê por aí é muito exagero, né?
Então, a pessoa, com o argumento de que está se cuidando, ela está se deformando. Ela está se deformando para tentar ser alguma coisa que ela não é, e é muito triste viver dessa maneira, porque isso é uma máscara. E se tem algo que os estoicos nos ensinam a fazer, é a retirarmos todas as máscaras para termos uma vida de acordo com aquilo que nós de fato podemos ser de melhor.
Beleza? Tenha um excelente dia! A gente se encontra aqui amanhã.
Beijão para vocês! Não se esqueçam de que nós estamos no mês de aniversário da Sociedade da Lanterna. Ah, ofereçam para vocês essa possibilidade de frequentar mais a fundo, de maneira sempre muito didática, as coisas da filosofia.
Vocês vão gostar bastante; é um investimento nesse melhor projeto que nós temos, que somos nós mesmos. Vocês podem ter certeza disso. Beijão para vocês!
Até amanhã!