pai iniciou bem antes disso. Uhum. E costumo me considerar um outsider porque como muitos eu tive um um pai empresário contábil, sim, né?
E mas eu não queria tá lá, então eu só de fato iniciei o trabalho quando ele veio faltar. Uhum. Hum, entendi.
O que foi muito ruim, porque, né, eu não tinha experiência nenhuma, sim, para gerir um negócio, para para fazer as coisas, sabia contabilidade, estudei, mas por outro lado foi muito legal porque eu passei todo esse tempo, né, meu pai viu falecer, eu tinha 28 anos, eh, fazendo outras coisas e vendo outras referências. Então eu considero assim que um perfil que difere um pouco do empresário tradicional, contábil tradicional. Concordo com você.
São 17 anos desde 2008 para cá. 17 anos pelas nossas contas, se tudo der certo. É isso aí.
17 anos. Cara, pergunta para você, Álvaro. Faço a pergunta para todo mundo que vem aqui.
17 anos. Você que experimentou outras coisas, tem aí talvez um uma versatilidade maior, como você acabou de falar, o que que esses 17 anos como empresário de contabilidade te oferecer de aprendizado e conhecimento nessa cadeira de empresário contábil que você só teria nela? Se você tivesse em outra cadeira, em outro nicho, em outro mercado, você não teria, mas por estar na cadeira de empresário contábil, você teve tarará tarará tarará de aprendizados.
Eu não sei dizer se é de empresário contábil, certo? Mas naquela época eu tinha uma outra carreira. Uhum.
né? É, eu tinha uma carreira mais artística, tocava, né, toco bateria, legal. Eh, fotografava, design gráfico, um monte de coisa.
Sim. E eu tava muito frustrado na ocasião. Por quê?
Porque eu cheguei à conclusão de que na minha cabeça, nessas áreas você só conseguia ganhar dinheiro e, né, ter sucesso se você fosse uma pessoa muito política, se você fosse uma pessoa de muitos contatos e se você tivesse os contatos certos que de nada adiantava você ser o melhor músico do mundo, o melhor fotógrafo, porque eu conhecia e eu não tô nem me colocando nesse lugar, os melhores que eu conhecia Não conseguiam espaço. É, não conseguiam. Cara, o melhor que eu conheço, cara, tá aqui fazendo uma geek para ganhar um negocinho.
Cara, que complicado. Mas assim, agora que eu vou ter que encarar a contabilidade, agora vai ser muito bom, porque não tem balanço bonito. Uhum.
Entendeu? Não tem pô, pô, esse teu balanço aqui, que design. Não, ele tá certo ou ele está errado, entendeu?
ou ele tá certo ou ele tá errado. Não tem, não tem critério subjetivo. Esse era o meu problema na época.
Era tudo muito subjetivo. O trabalho que eu achava que, pô, esse aqui foi o melhor que eu já fiz, a pessoa olhava e falava: "Mas não gostei disso, mas não gostei daquilo, mas a corra não tá legal". Entendeu, cara?
Legal, cara. E o trabalho que às vezes eu achava medíocre, fazer um sucesso, pô, o pessoal gosta. E na contabilidade não ia ter isso.
Na contabilidade era só fazer o certo e tudo daria certo. Uhum. E aí 17 anos depois eu descobri que para um escritório de contabilidade ter sucesso, você precisa de muita política, conhecer as pessoas certas e tudo aquilo que eu achava que não precisaria em nenhum momento, que não precisaria.
E eu fico pensando que o o Álvaro de 2025 se resolvesse ser baterista daria certo hoje, entendeu? Porque a condição técnica modestia parte eu toco direito. Aham.
e fazer os contatos e tal. Eu consegui fazer no final você tem que fazer de me trouxe para sentar aqui contigo hoje, entendeu? Faz sentido.
Então assim, eh, a cadeira de empresário de contabilidade, ela me trouxe a oportunidade de conversar com muitos empresários. Nem todos os negócios te dão essa oportunidade. Acho que esse é o é é você conviver com o empresário, porque o nosso cliente ele é um CNPJ.
E numa empresa pequena média, o seu contato é direto com o dono. Sim. Porque muitas empresas trabalham para outras empresas, mas não tem acesso ao dono da empresa, né?
Sim. Ou até mesmo as informações eh as informações sensíveis do negócio. E é engraçado porque isso isso traz outra lente, né?
Porque às vezes a gente vê aquela empresa, nossa, essa empresa que é super legal, [ __ ] posicionamento e tal. Você que é o contador, você fala: "Puta, isso aqui tá tudo furado por dentro", cara. E acontece, né, cara?
Tipo assim, pô, olha a rede social da pessoal, cara, isso aqui é um paraíso. Só que quem sabe que tá lá dentro as finanças, o balanço, [ __ ] cara, tá dando [ __ ] prejuízo às vezes. Não.
E hoje para mim, por exemplo, assim, eh, já teve época que a pessoa sentava na minha frente e falava: "Não, porque eu vou abrir um negócio, juntei uma grana e aí eu vou fazer meu CNPJ, vou fazer isso, vou fazer aquilo". Ela tava lá com o planinho dela todo feito, né? Aí eu olhava, falava assim: "Olha, cara, eu já vi empresários o suficiente para saber que esse cara não dura um ano.
" Você vai começou ter um sensor aranha, né? Do que que funciona, do que que não funciona. Mais ou menos assim, ele começa a tá ali, cara, isso que ele quer fazer não vai dar certo.
Aí você pergunta, você fala? Não falo não. Acho que nem é o teu lugar, né?
Aconselhar a beleza, né? É. Eu eu talvez e eu talvez não, eu certamente nesses momentos eu muitas vezes eu tentava apontar, olha você talvez tenha problema com isso, você devia ter atenção aquilo, entendeu?
Sim, você precisaria disso. Tenta assim dar um direcionamento para ver se não vai tropeçar, né? Mas mas o perfil do empreendedor, ele é um perfil característico, né?
E é possível você moldar isso. Isso não precisa ser uma coisa que nasce com você. Uhum.
Eh, mas certamente se você não tá com perfil empreendedor legal, a sua empresa vai patinar muito. Sim. vai patinar muito até você conseguir pegar isso.
Cara, isso que você trouxe, gostaria de dar um um pouco de zoom, não o que você trouxe agora por último, mas eu queria entrar um pouquinho mais esses detalhes da sua construção como empresário. M.