[Música] sempre que a gente pensa em uma gravidez imaginamos o bebê ali dentro do útero que é o único lugar onde ele pode crescer e se desenvolver com saúde mas o que muita gente não sabe é que a gestação pode acontecer também fora do útero materno esse problema quando ocorre é chamado de gravidez ectópica e pode trazer sérios riscos pra vida da gestante se não for identificado Logo no início por isso hoje você vai entender Quais são os sinais de que a gravidez está acontecendo fora do útero Quem são as mulheres que têm mais chance
de ter esse tipo de gestação e como deve ser o atendimento dado a elas é a agora o ligado em saúde já está no [Música] ar Olá sou Guilherme de Jesus eu sou obstetra do Instituto Fernandes Figueira e sou membro da Diretoria da sociedade de ginecologia obstetrcia do Rio de Janeiro estou aqui para falar hoje sobre gestação óp tudo bem Dr Guilherme seja bem-vindo aqui ao ligado em saúde Tudo bom Marcelo Então vamos começar entendendo como é que seria um processo de gravidez normal como é que esse embrião faz para chegar até o ú útero
em quanto tempo isso acontece então o espermatozoide encontra o óvulo para fazer a fecundação na trompa é lá que ocorre a fecundação em quatro dias a cinco dias ele vai até o útero percorrendo a trompa onde ele vai se implantar lá pro sexto dia mais ou menos sexto sétimo dia se por algum motivo esse processo for parado a trompa tá obstruída ou tem algum processo inflamatório nessa trompa ele não consegue passar a fazer esse caminho e o embrião o o embrião vai se implantar em qualquer lugar que ele encosta então ele Encosta na trompa por
causa dessa obstrução e começa a crescer no local inadequado que a gestação e tópica que tá fora do útero a dentro do útero é a gestação tópica o ectópico então quer dizer fora do ú no lugar errado isso certo que a gente tem uma ilustração Vamos colocar a ilustração que aí fica mais fácil da gente compreender Olha lá essa gestação essa gravidez acontecendo na trompa né que é aquela parte que a gente vê mas não necessariamente ela acontece ali quando é uma gravidez ectópica né exatamente a gestação ectópica nas trompas que é gestação tubária ocorre
98% das vezes das gestações óp a maioria mas ela também pode ocorrer no ovário ou então até na cavidade abdominal o bebezinho fica solto na cavidade abdominal fora do ú al solto Exatamente é então mas assim aí a gente acaba misturando gestação e tópica com tubária Porque 98% das vezes vai est ali na trompa é a forma mais comum justamente porque é o local onde tem a fecundação então é a forma mais comum aí até próprios médicos confundem o termo ectópica com tubária justamente pela frequência mas podemos ter também gestações no ovário e na cavidade
abdominal e já se tem uma ideia de quanto por cento da das gestações que ocorrem são ectópicas a gente não sabe o certo porque isso muda com a população estudada paciente que tem muita infecção genital que tem doença inflamatória pélvica que é um fator de risco eh paciente que tem mais doença inflamatória pélvica tem mais Chan De ter gestação e tópica então gestação eh paciente que tem baixo nível socioeconômico tem um risco maior mas a gente sabe que os pacientes que vão paraa emergência um quadro de dor abdominal e sangramento 5 a 15% vão ter
uma gestação óp então assim não é raro é relativamente comum principalmente quem trabalha no setor de emergência é bem comum esse diagnóstico não é raro não agora então você tá dizendo que essa gravidez ela pode ser interrompida naturalmente essa mulher pode sofrer um aborto espontâneo e nem saber que teve uma gravidez equit topica pode pode sim porque como a trompa ela não foi feita para desenvolver o embrião ela não consegue dar o nutriente suficiente ele às vezes ele acaba até morrendo e o próprio organismo expulsa esse material se por acaso ele conseguir crescer Aí sim
vamos ter os problemas da digestação óp porque ele vai continuar crescendo e a trompa é muito pequena então corre o risco dela romper nesse processo de crescimento e isso é sério essa mulher corre risco de vida né grave grave é uma das principais causas de morte principalmente países desenvolvido porque eles conseguem controlar as outras causas mais eh infecção que a gente acaba tendo um pouco mais aqui mas P desenvolvido umaas principais causas de morte no primeiro trimestre da gravidez no iniciozinho porque é relativamente rápido e é grave né é Logo no início da gestação se
a paciente não fizer o diagnóstico em que fase da gestação que esse embrião ele vai se fixar nessa parte errada né nesse local que não é o adequado ele se fixa muito rápido mais ou menos 5co dias depois da fecundação mas é mas o processo que vai levar a ruptura da da trompa é demorado geralmente em torno a sexta ou sétima semana de gestação que e depende da posição da trompa que que ocorre plantação quando ela é mais próxima do útero que ela é mais fininha tem mais risco de romper do que na parte mais
perto do ovário que é mais larga então tem menor risco de ruptura na parte ampular que é onde tem a fecundação então Eh isso depende da área mas a implantação é cedo e demora um pouquinho por isso que a gente tem um certo tempo diagnóstico porque é em torno da sexta ou sétima semana de gestação que ela vai acabar rompendo bem a gente vê gente que é um problema sério por isso é tão importante né como o Dr Guilherme tá trazendo pra gente sabe quanto antes ter esse diagnóstico quanto antes e esse problema tem traz
sintomas por isso a gente vai destacá-los aqui na nossa tela e Guilherme vou pedir para que você vai ali um a um comentando porque é muito muito muito importante que essa mulher esteja atenta a eles também né e possa relatar o seu médico vamos dar uma olhadinha temos o sangramento anormal e também a ausência de menstruação então uma coisa ou outra pode ser esse a paciente que tem um atraso menstrual que depois tem um sangramento normal e principalmente com dor na região pélvica dor abdominal ela tem que procurar o serviço de emergência pelo menos para
fazer um diagnóstico de gravidez ou afastar esse diagnóstico e justamente para afastar a gestação óp então é muito importante sangramento anormal numa paciente teve um atraso menstrual e ela evolui com dor ela tem que ser avaliada pelo menos afastar o diagnóstico de gestação Pode até ser teste de farmácia mas pelo menos alguma investigação paraa gestação ela tem que ter e avaliar se essa gestação tá evoluindo adequadamente ou não eo se os dois principais né seria sangramento normal com essa dor numa paciente com a traso menstrual ali tá também dor lombar essa dor também tá envolvido
Então nesse quadro isso exatamente essa dor a dor que a gente tem no abdômen a gente chama que uma dor visceral ela não é bem localizada então eh a ela pode ser no local e o organismo refere em outro então a dor acaba sendo lombar não que ten um acometimento lombar Mas a inação essa parte aqui atrás né É bom a gente mostrar essa parte atrás das costas aqui né que vai ficar examente Então essa dor pélvica dor é uma dor muito inespecífica eh por isso que a gente não consegue focar muito bem no diagnóstico
a gente entra no diagnóstico diferencial principalmente com apendicite em paciente jovem porque é um quadro eh muito amplo então a gente não consegue focar muito bem diagnóstico mas é mais ou menos esse tipo de dor pélvica com dor lombar numa paciente com esse sangramento importante também que o sangramento não é obrigatório ela pode ter esse quadro de dor e atraso menstrual sem o sangramento Então tem que continuar a gente tem que continuar com essa hipótese diagnóstica é diferente de uma dor de cólica porque ela pode também se confundir um dia achando que a menstruação tá
vindo e aquil é uma dor normal exatamente de um modo geral é diferente ela é mais prolongada porque geralmente da menstruação a cólica é pior no início do período menstrual com uma tendência a melhorar essa é uma dor que não melhora vai às vezes até piorando de uma forma e ela não responde a medicação de um modo geral eh oral que as pessoas tomam em casa normalmente então uma dor mais prolongada e a gente chama de refratar isso também chama atenção eu vou trazer agora Guilherme um outro grupo de sintomas que são sintomas que já
indicam uma situação mais séria que é quando há a o rompimento dessa trompa vamos dar uma olhadinha que isso também chama bastante atenção que são a piora da dor a pressão baixa pressão no reto dor nos ombros e até palpitação fala de cada um deles para mim é esse processo da trompa do embrião crescendo na trompa se a gente não corrigir esse processo e continuar crescendo a trompa acaba rompendo é um quadro grave paciente Sangre de uma forma importante então com isso ela tem uma piora da dor e uma piora muito importante é um quadro
que a gente chama de abdômen agudo muita dor mesmo com irritação na barriga da paciente a pressão baixa a paciente tem palidez importante que ela tem pressão baixa que a gente chama de choque ela tem palpitação taquicardia é o organismo tentando compensar essa perda sanguínea e ela precisa muitas vezes de hemotransfusão que é um sangramento importante que é isso que coloca ela em risco de vida essa pressão no reto essa pressão são na parte pélvica é o sangramento que o sangue irrita o abdômen então a paciente começa a ter muitos sintomas eh também um pouco
inespecíficos mas que vão piorando muito rapidamente e essa dor nos ombros o sangue irrita o diafragma que é o músculo da respiração e dá uma dor irradiada pro ombro que é um sinal clássico de sangue dentro da cavidade abdominal eh parece que é longe mas é é bem característico então quando a paciente tem esse quadro principalmente paciente pode ter desmaio pode ter eh perda da consciência a gente tem que sempre pensar nesse quadro de gravidez ectópica nesse caso que a gente chama de gestação ectópica rota que ela vai romper essa trompa e é o quadro
mais grave que esse que coloca paciente em risco de vida é porque se ela identificar o seu médico antes você tem certos procedimentos que a gente vai trazer daqui a pouquinho no segundo bloco mas nesse caso aqui é procurar uma emergência não é emergência mesmo até de cara muitas vezes até quem faz esse diagnóstico com um cirurgião geral eh numa emergência aberta que não chega nem ser um ginecologista que às vezes a paciente não sabe tá grávida trompa rompe ela lados pros familiares eh para uma emergência e o cirurgião geral acaba fazendo esse diagnóstico mas
quando a paciente a gente consegue fazer um diagnóstico antes a gente tem possibilidade de tratamento e tanto medicamentoso quanto cirúrgico mas o cirúrgico menos agressivo Esse daí é uma cirurgia de emergência que a paciente sangra muito pode precisar de H transfusão e essa trompa ela é perdida ela rompe então ela não tem mais essa trompa enquanto na parte quando el tá com trompa íntegra eu consigo salvar eu consigo fazer uma cirurgia conservadora que a gente chama para retirar o material e a trompa continua tentando preservar a fertilidade dessa paciente tem alguma chance de se salvar
essa gestação nenum não nenhuma chance essa gestação ela tá perdida e a gente tem que só eh Minimizar os danos na paciente Esse é o é a parte mais importante do tratamento minimizar o dano para que ela não chegue nesse quadro de de gestação ectópica rota que é o mais grave então a gente tem que tentar evitar que a gente chegue nesse ponto a partir de um diagnóstico precoce e o tratamento instituído também de forma relativamente rápido Claro a gente vai então fazer um rápido intervalo Guilherme porque a gente vai deixar para falar de tratamento
no próximo bloco vamos falar de tratamento vamos falar também dos grupos né de mulheres que estão mais sujeitas a ter esse problema não sai daí vale a pena assistir é daqui a [Música] pouquinho o ligado em saúde está de volta e o assunto de hoje é grave des ectópica e quem explica tudo pra gente sobre esse assunto é o ginecologista e obstetra Guilherme de Jesus Guilherme a gente entendeu bastante coisas já no primeiro bloco mas agora fiquei com uma dúvida essa gravidez ectópica ela pode ser diagnosticada antes mesmo dos sintomas Pode sim logo quando a
paciente faz o diagnóstico de gravidez ou pisame de farmácia ou B HCG é importante fazer ultrassonografia para identificar a posição do saco gestacional é a ultra que vai trazer essa informação Exatamente é é um exame rápido fácil de ser feito tem um acesso relativamente grande na população então a gente vê onde tá o saco gestacional então podemos identificar o saco posicionado fora do útero então a ultrasonografia vai dar esse diagnóstico ela não é 100% de certeza algumas vezes pode ter um um quadro duvidoso mas ela vai ajudar sim o diagnóstico principalmente associado ao B HCG
a gente tem que acompanhar o crescimento do Bet HCG que é o o hormônio que sobe na gravidez que a gente faz o diagnóstico Laboratorial de gravidez associado a ultrassonografia f e a partir disso a gente já consegue fazer um diagnóstico precoce antes da paciente ter qualquer tipo de sintoma às vezes os pacientes só tem é o atraso menstrual faz o exame de de sangue faz o diagnóstico e a gente já faz diagnóstico de gestação eó bem bem precoce permitindo um tratamento adequado para essa paciente Pois é que tratamento é esse o médico descobrindo que
é uma gravidez fora do útero o que que ele pode fazer por essa paciente é o tratamento se divide basicamente na paciente que tem a trompa íntegra ainda e a trompa que já rompeu a paciente que tem a trompa íntegra nós temos algumas possibilidades de tratamento primeiro é o medicamentoso é tratamento relativamente novo nós fazemos uma injeção que até um quimioterápica chama metotrexate e a gente utiliza essa medicação para que esse saco gestacional evolua ele seja reabsorvido pelo próprio organismo então a gente faz a medicação e acompanha essa reabsorção desse saco gestacional a gente não
faz nenhum tipo de cirurgia um tratamento clínico e é muito interessante por causa disso não tem processo cirúrgico envolvido é bem conservador digamos exatamente ele mas ele é o tratamento conservador nós temos tratamento cirúrgico Aí temos a víde laparoscopia que é cirurgia por vídeo colocamos uma câmera que ela é pouco invasiva para retirar ou retirar a trompa inteira ou fazemos um corte na trompa para retirar o material sem retirar a trompa inteira então a gente preserva essa trompa ou caso não seja possível a retira a trompa inteira geralmente paciente que já tem número de filhos
eh adequado que ela já decidiu parar a sua pró a gente pode tirar essa trompa ou na tentativa de manter a fertilidade da paciente a gente só retira o conteúdo e deixa essa trompa lá e temos temos também a cirurgia aberta né que a cirurgia tradicional que seria uma incisão Aparecida com a da cesariana que podemos também fazer o mesmo procedimento ou limpamos a trompa se f com uma abertura ou retiramos a trompa inteira mas isso para um caso mais sério né porque é possível se é possível fazer por vídeo eud é porque a gente
não tem acesso a víde laparoscopia em todo o sistema de saúde sistema público a gente não tem com facilidade principalmente serviço de emergência que é justamente quem vai receber essa paciente se ela tiver Claro numa emergência num problema sério se justifica essa esse esse procedimento exatamente então assim a gente não tem um acesso fácil quando a paciente tem condição ou tem um hospital que tem videolaparoscopia numa trumpa íntegra e a gente opta pelo processo cirúrgico Essa é a via de escolha no caso da trompa que rompeu a gente tem que fazer assim a cirurgia aberta
porque ela Tecnicamente é mais difícil esse essa cirurgia é mais difícil a gente precisa também ter um campo cirúrgico maior aí esse quadro É mais grave a gente não tem como salvar trompo ela tem que ser retirada Então ela perde essa trompa isso diminui a fertilidade da paciente e tem que avaliar se ela tem a outra trompa também caso ela tem a gente vê algumas vezes a paciente teve gestação ectópica nas duas e acaba perdendo as duas trompas a gente tem que fazer fertilização em vitro para que ela consiga engravidar caso ela deseje é ainda
tem essa opção né ela tem essa opção no caso do tratamento medicamentoso ou cirúrgico conservador que a gente não retira a trompa a gente não diminui o risco dela ter novo caso ela pode ter de novo uma gestação ectópica mas ela tem uma chance de gestação ela continua com aquela trompa que está danificada essa essa gestação ectópica que ela teve demonstra que ela já teve um dano nessa trompa essa nova estação vai ser mais um pouquinho dano um dano um pouquinho maior a mais nessa trompa com isso ela tem o risco de fazer um novo
quadro ectópica Mas pode engravidar espontaneamente É mas o que toda mulher quer saber é isso também né É mesmo com essas intervenções ela pode se manter fértil ou essa fertilidade pode ficar abalada em algum sentido Claro tô falando quando a trompa não é retirada quando é retirada ok É claro que isso vai ter um impacto aí nessa fertilidade mas essas outras intervenções também podem de alguma forma abalar essa fertilidade prejudicar sim sim prejudica porque houve um processo inflamatório naquela trompa que já estava danificada portanto ela tem um risco de refazer então é uma paciente que
a gente sempre orienta assim que ela tiver um atrase menstrual procurar um fazer o diagnóstico de gestação mais rápido porque ela tem um risco maior do que as outras pacientes fazer um novo quadro exação óp então a gente faz tratamento para ela manter a fertilidade Mas sabendo que ela tem esse risco sim aumentado de ter uma nova gestação quitó ou do mesmo lado ou do lado do contr contralateral que ela pode ter também então ela a gente mant a fertilidade com esse risco a paciente tem que ser orientado sobre isso eu vou trazer aqui também
agora mais uma uma tela com informações sobre as mulheres os grupos que têm mais chance de repetir esse quadro A gente já entendeu que pessoas né com casos anteriores de gravidez ectópica sofrem tem esse risco aumentado tá até ali também vamos ver quais são os outros grupos doença inflamatória pélvica endometriose cirurgias de abdômen E ali a gravidez ectópica anterior como a gente já havia falado essas doenças inflamatórias pélvicas seriam o quê Guil é uma infecção uma doença sexualmente transmissível que muitas vezes a paciente não sente nada sente um quadro gripal uma dor pélvica inespecífica uma
febre baixa que muitas vezes se trata sozinho ou ela procura atendimento faz o tratamento mas ela tem uma sequela importante que é obstrução da trompa ela faz as bactérias que causam essa doena inflamatória pélvica elas lesam os cílios que jogam o embrião para dentro da cavidade uterina Então como cílios ficam parado ele não consegue jogar o embrião para dentro da cavidade uterina ele fica na trompa com isso ele cresce ali é uma lesão crônica dessa doença e a gente consegue fazer um diagnóstico até através de estir pingografia a gente coloca um contraste no útero e
a gente vai ver se a trompa tá obstruída Mas como que essa mulher pode saber que ela está com essa doença inflamatória os os preventivos seriam uma forma disso não não na verdade é um quadro relativamente Agudo É uma paciente com dor pélvica pode ter dor na relação menstrual Quad febre baixa na relação sexual ou ou na menstruação relação seual é um quadro de febre baixa e além disso ela pode ter corrimento vaginal uma paciente com corrimento com quadro de dor no abdômen dor na pelv e dor na relação sexual tem que pensar nesse diagnóstico
mas muitas vezes ele Ele é tratado sozinho a paciente não precisa fazer medicação mas causa sequela importante exatamente ela pode ter um abcesso nessa trompa e pode ter nada disso e só descobrir que teve na verdade de uma forma retrospectiva ela faz uma gestação ectópica ou então ela tem uma infertilidade faz esse exame da exoc ang ografia vê que a trompa tá obstruída é a principal causa essa obstrução essa doença então a gente faz um diagnóstico relativamente retrospectivo então o paciente com corrimento dor pélvico e dor na relação sexual ela tem que pensar nesse diagnóstico
ginecologista vai pensar nesse diagnóstico e vai tratar mas o nosso tratamento não garante que a gente vai salvar essa trompa a gente pode tratar de forma adequada até relativamente rápido e ela apresentar essa sequela na doença inflamatória pélvica e é relativamente comum é uma doença comum é uma DST comum um então por isso é tão importante a ida frequente ao ginecologista para que ele ele é a pessoa indicada né esse profissional para fazer essa avaliação exatamente E no caso a endometriose também que é um problema já mais conhecido né Exatamente é paciente que tem dor
pélvica também que tem infertilidade é o quadro clínico também tem dor na relação mas é um quadro mais arrastado essas dores vão piorando e a endometriose faz aderências na cavidade abdominal por isso que facilita exatamente ela se ela F ter uma aderência na trompa a trompa fica retorcida que é comum nessas pacientes isso vai dificultar a passagem do embrião e a implantação dele vai ocorrer no lugar errado que é o mesmo raciocínio da cirurgia de abdômen paciente faz muitas cirurgias abdominais também faz faz muita aderência o organismo vai tentando consertar o nosso procedimento cirúrgico e
vai fazendo áreas de fibrose uma dessas áreas de fibrose pode fazer um comprimir a trompa e impedir que passe o embrião de forma adequada ele vai acabar se instalando ali e Guilherme tem alguma forma algum tratamento que seja preventivo alguma forma de prevenir que isso aconteça já que são conhecidos os fatores de risco não tem não não tem o que a gente pode fazer nos casos por exemplo de cirurgia de abdômen ou de endometriose a gente pode acabar tratando tentando fazer uma cirurgia para soltar essas aderências mas nas pacientes por exemplo que tiveram já doença
inflamatória pélvica a gente só tem que avaliar se ela teve ou não essa sequela através desses exames da estop ografia a ultrassonografia pode ver uma trompa que é um com a hidrossalpinge com líquido dentro da trompa que demonstra que tem uma inflamação nós só conseguimos fazer o diagnóstico dessa trompa lesada mas eu não consigo prevenir a paciente que tem esses fatores de risco é um fator de já tá instalado eu só tenho que fazer o diagnóstico precoce isso é o mais importante para ela é e o médico sabendo desse desses fatores né e sabendo se
ela tem até algum histórico desse problema ele vai fazer um acompanhamento diferenciado também né com certeza como como eu falei a paciente que do teve gestação ectópica anterior uma gestação tubária anterior essa paciente tem que fazer um diagnóstico de gestação mais rápido e uma trografia mais rápido para ver o posicionamento porque ela é uma paciente com grupo de risco essa informação que ela teve uma gestação eó diz pra gente que ela não tem uma trompa totalmente pérvia algum processo tá acontecendo ali que dificulta a passagem do embrião para dentro da cavidade uterina Então essa paciente
tem que ser vista de uma forma diferente sim ela tem que fazer um diagnóstico precoce e a ultrassonografia principal ente para saber o posicionamento adequado desse saco gestacional Mas então Guilherme qual fica sendo essa essa essa orientação mais geral essa mensagem final que você possa deixar aqui pra gente já nesse término de programa acho que as mulheres que T atraso menstrual e ter algum tipo de sangramento irregular tem dor na pelv dor abdominal tem que procurar o atendimento paciente que tem atraso menstrual com sangramento mesmo sem dor ela tem que pelo menos afastar a gravidez
nem que seja com teste de farmácia fazer um diagnóstico precoce posse de gravidez pra gente saber se tem algum tipo de complicação não só gestação ectópica ou mesmo abortamento algum tipo de complicação que possa acontecer então teve atraso menstrual sempre considerar a hipótese de gestação nunca descartar Ah mas eu uso preservativo uso anticoncepcional mesmo assim a gente tem que sempre pensar nessa hipótese diagnóstica é porque como a gente viu É um risco de vida essa mulher pode morrer por conta desse problema se ele não for identificado o quanto antes então procure seu médico a acompanha
essa situação caso você tenha um atraso menstrual como bem colocou aqui o nosso dror Guilherme muito obrigado pela sua participação viu obg até uma próxima hoje a gente falou então sobre gravidez e tópica Mas se você tiver uma outra sugestão de tema ou até uma dúvida de saúde Você pode escrever pra gente além dos contatos que estão aí na sua tela agora você também pode falar com a equipe do programa pela nossa página no Facebook é só curtir e participar a gente se encontra no próximo ligado em saúde ciao [Música]