A nossa percepção de emoção, ela se dá numa somatória de coisas. Quando você tá falando na construção de uma leitura emocional, [música] você tem uma informação que vem do corpo. O próprio batimento cardíaco você sente no peito. A informação sensorial do coração pro cérebro não é direto. Ela se dá através da pele. Quando o ser humano não recua diante da complexidade, ele se beneficia muito. Porque se você Pudesse tomar atitudes para resolver o teu problema, você não ficaria em estado de [música] ansiedade. Se tivesse algo a ser feito, você não estaria ansioso. Mas você se
enfiou em situações inescapáveis, de perdas incomensuráveis. O que nós pensamos e que a gente [música] afirma e assume que pensamos é o que a gente vive na mente consciente. Nada garante que, de fato, você saiba o que você pensa inconscientemente. Entenda [música] que mesmo que você não Tenha consciência sobre eles, eles aconteceram. Porque a mente não pensa só baseado na consciência. A consciência depende muito da linguagem, [música] mas o inconsciente pode trabalhar apenas com sentidos. O que seria o pensamento? Seria um Estamos começando mais um Lots Podcast. Eu tenho a honra de receber One More
Time Catie Tiepo. >> Já passei da da música no Fantástico, agora já tô esnobando. >> Acho que é a quarta vez que você vem aí. Muito obrigado por aceito convit de novo, cara. >> Um prazer, sempre um prazer. Desde a primeira vez eu te digo que venho e volto. >> Que bom, velho. Fico, fico muito feliz. A galera também, nosso público te adora. Eu te adoro. >> É, você é muito didática. Eu sempre falo, você é muito didática e é um amor de pessoa. Então, muito, muito obrigado Por ter vindo. Agradeço de verdade o carinho
e a recepção. >> Então, pra galera que ainda não te conhece, você é neurocientista, né? Mas você tem aí, você dá palestras também, escreve livros e tudo mais. Recentemente entrou numa nova aventura, né? Conta aí pra gente o que que é isso. E é algo bem legal, interessante aí. >> Inusitado, no mínimo inusitado, mas de fato eu eu acreditava. Era um inusitado que eu acreditava, era uma coisa na qual Eu botava fé. Eh, existem cargos em empresas, né, que são ocupados por pessoas que estão lá para trazer, para arejar, para inovar, para ter uma visão
específica, eh, ou até mesmo apoiar o CEO em tomadas de decisão complexas que envolvam a necessidade de um pouco mais de experiência em algum, tema, né, em alguma vertical do conhecimento humano. E aí acabou acontecendo de eu ser indicada para ocupar uma posição dessa. Quer dizer, fui reconhecida aí por essa Carreira de mergulho no comportamento humano, no desenvolvimento humano, nas prerrogativas inclusive do universo organizacional, né? E acabei sendo indicada para um cargo de no Conselho Consultivo de uma grande seguradora brasileira, uma das histórias mais bonitas aí do do empreendedorismo no Brasil, porque é uma empresa
lá atrás ela servia como eh pagava pecúnios, né? É a Mão Geral, o pessoal do Rio conhece muito bem, uma marca muito conhecida no Rio de Janeiro, porque >> quantos anos você falou que ela tinha? >> Caraca, amigo, o ano passado ela, esse ano, né, no começo desse ano ela completou 190 anos de existência >> e o ano agora no começo do ano faz 191 e já tá rumo aos 200 anos, né? Já tá querendo realmente emplacar aí um uma uma e e se modernizando, veja, absolutamente inovadora, né? Porque que a gente tem notícia, é
a primeira vez que o Maneiro Cientista é indicado a um conselho consultivo de uma grande companhia por ser o maneiro cientista, né? Porque é possível que tenha ali algum herdeira, alguém que que migrou, né? Começou ali como neurocientista, mas depois foi para uma carreira completamente de executiva numa farma em alguma coisa assim e terminou no conselho. Isso, mas não por ser neurocientista, né? Então, eh eh isso é uma coisa no mínimo curiosa e obviamente que a responsabilidade Aumenta horrores, né? Porque como pioneira, mais uma vez eu me considero pioneira, né? Eu eu eu alardeio que
eu sou pioneira em divulgar neurociência pro público leigo, né? E e >> cursos e as pós-graduações voltadas paraa educação, as pós-graduações voltadas para ambiente corporativo. Acho que eu tenho tentado [risadas] pode ser um novel seeking behavior, né? aquele comportamento de busca pela novidade o tempo inteiro, mas >> sempre tá criando coisas novas, né? Fazendo coisas novas. >> Eu não consigo ver um treco que eu acho que poderia dar bom e e não olhar para ele com carinho. >> E faz total sentido, né, você ter eh esse tipo de dire você poder dar esse tipo de
direcionamento para uma empresa, porque até pouco tempo atrás a gente eh não imaginava assim que daria para mapear tudo que um ser humano faz a partir do cérebro, né? >> É. a gente só olhava de uma forma muito de cima assim, meio ah o comportamento que ele tem, mas tá tudo lá, tá tudo no cé, né? >> É, é, eu acho assim, eh, as ciências humanas verticalizaram fortemente nesse conhecimento. Elas realmente conseguiram chegar em lugares em que, eh, a dúvida só poderia ser resolvida com outro tipo de sonda e que a gente não tinha disponível.
Então, não foi incompetência, entendeu? Elas foram até Onde era realmente possível navegar. Em alguns campos ainda estão mais longe do que as ciências naturais puderam chegar. O ponto é que as ciências naturais, né, e aí a neurociência se apresenta como originária das ciências naturais, mas com um namoro ali na transdisciplinaridade, que é o que mais me encanta, né, que é o poder dialogar com a filosofia, poder dialogar com a psicologia livremente, assim, sem achar que eu tenho que defender algum tipo de Dogma, né? Acho que esse é a coisa mais interessante da transdisciplinaridade. Você não
nasceu de nenhum dogma com o qual você tem que morrer abraçado, né? Então essa perspectiva da neurociência, ela permite que a gente eh busque as correlações entre os fenômenos que a gente tá observando, que não estão observando sozinho. Mas daí a gente vai lá e vê uma ressonância magnética um padrão que é muito interessante e que revela mecanismos de gênese de algumas Coisas. fala: "Puta, mas é é isso. Você vai somando dados que aumentam obviamente o labirinto, mas que permitem que você busque a saída por uma por uma uma via que não seja apenas a
sorte. Você tem alguma estratégia para buscar essa saída porque no fundo você tá vendo alguns mecanismos acontecendo. Aí vão se somando coisas incríveis, né? Porque aí é muito gostoso. Eu tô sentada na janelinha dessa viagem há 30 anos, >> né? E aí você vê, tipo, as teorias que Que vieram do Damáziio. Isso para mim já, eu já estava na janelinha quando o Damáio publ 95 o erro de Decart e todos os estudos sobre o impacto das emoções no comportamento humano. Então ali tem um insight, pô, esse negócio desse córtex préfrontal aqui tem tá fazendo alguma
coisa. E aí que começa também ao mesmo tempo a via paralela que é as pessoas não tm a menor ideia de qual quão sério é isso que ele tá falando e começam a repetir Feito umas maritacas enlouquecidas, né? Ah, o cótex prontal, a o CPF, aí fica íntimo, ah, o CPF [risadas] e tal, >> né? Que é uma coisa que você desmonta numa única pergunta qual parte do cótex préfrontal você tá falando? Porque lá no livro do Damas, tá claro, ele vai te diferenciar as áreas do córtex parafrontal, o ventro medial, as áreas que são
mais emocionais. Ele vai botar em cima da mesa, só que você vai pular os parágrafos, Porque é impossível de entender se você não estiver com um livro de anatomia do lado. >> Olha aí. >> Então são leituras que mesmo Oliver Versax, você pode fazer uma leitura do Oliver Versax que é aqui, e você pode descer quatro camadas, você pode ir até o fundo do mundo com o Oliver Sax dando a mão para você. É, eu tô lendo um dele agora. >> Qual que você tá lendo? >> Da aquele de música. É alucinações. Muito [ __
] >> Alinais. >> Muito maneiro. >> É ali, se você não se perguntar, poxa, quais são as músicas que vivem em mim, que eu já nem sei mais, se você não conseguir se perceber profundamente envolvido com uma teia muito maior do que você, né? Porque a gente faz a leitura do ego, mas quantas coisas não estão plantadas em mim, que são da minha Cultura, que são da das coisas que eu vivi que p É muito lindo isso, né? Quando, só pr as pessoas que estão acompanhando a gente, que não tiveram oportunidade de ler, tem coisas
do tipo, ah, eu vou fazer, vou ter uma alucinação musical por conta de uma perda auditiva aos 70 anos de idade, cuja alucinação é uma música que eu ouvia na minha infância quando eu tava no colo da minha mãe, que minha mãe morreu quando eu tinha um ano e meio, entendeu? [risadas] Só ela cantava essa música para mim. Tipo, se você não olhar para isso e falar: "Nossa, que que é isso?", né? Então, é esse encantamento, né? Ah, é logo no início que o cara ele acho que ele era atingido por um raio, daí ele
tem que E aí ele é um cara que assim viveu uma vida normal, nunca teve nenhum contato com música, nunca tocou um instrumento e depois disso >> do nada >> do nada ele se encontra completamente Obsecado pelo piano. >> É. E aí ele ele ele conta que a o relado dele é: "Eu eu ouço uma música na minha cabeça o tempo inteiro e ela precisa sair para fora, mas eu ainda não ten habilidade para isso". E aí ele fica eh completamente motivado em trazer o que tá na cabeça dele para para fora, sabe? Em dois
anos assim, a gente já tá tocando conserto e assim, um cara de 40 e poucos anos. >> Então é muito bom. >> O que quebra uma porrada de de coisas que a gente, né, vê as pessoas adotarem como crenças absolutas. Então é isso também tem tudo isso, a quantidade de dogmas que a gente teve que ir deixando no meio do caminho, né? Tipo, a gente teve muitos neuromitos, porque quem conseguia botar a cabecinha assim minimamente para fora da caverna e conseguia enxergar uma coisinha, voltava lá para dentro muito entusiasmado, tipo, ah, olha só, tipo, só
usa 10% ou nossa, Gasta muita energia ou nossa, entendeu? maravilhados com uma mínima coisa que conseguiam observar ali. E cara, quem tá um direito é criativo, mais lógico, é, entendeu? Tipo, porque vem ali uma informação, mas que você ainda não consegue colocar num contexto complexo e você acaba acreditando numa opção de coisas, né? Eu acho que a maior problema hoje da da falta de educação científica que a população tem eh não é nenhuma nenhum tipo de aristocracia, sabe? Porque às vezes as pessoas acham igual uma vez que eu vim aqui, acho que foi no primeiro
episódio, eu já comentei isso no segundo porque eu tô traumatizada com esses nomes. E aí eu fui falar assim, toda bonitinha, toda achando que tudo bem, que eu tava estudando sobre meus antepassados que eram do Veneto, que eu gostava de mergulhar nas coisas, que eu sou meio nerd, né? E as pessoas, ah, tá se gabando, né? Vê se você não pega os Cotes que me deixa nessa situação, entendeu? [risadas] >> Porque senão o povo vem muito firme, né? Mas a ideia é essa, tipo, o quanto que eh ao mergulhar nas coisas você consegue, você de
fato descobre que você não sabe quase nada, tipo, ah, que clichê, né, que clichê, mas mais do que isso, quanto você vai se encantando cada vez mais com a complexidade. Então, quando o ser humano não recua diante da complexidade, ele se beneficia muito. E Aí quando alguém consegue ter uma iniciação científica e entender como é que a ciência realmente opera e por isso que quem faz divulgação científica tem um baita de um valor, né, que é o seu caso, né, e também o meu, entendeu, que a gente fica tentando pôr a coisa de um jeito
que as pessoas vão consumir e vão conseguir modificar alguma coisa no pensamento delas. Eu acho que a gente tá fazendo uma abertura de mentes, entendeu? Para as pessoas entenderem que Não tem resposta. >> Acho engraçado, ah, é para comer ovo ou não é para comer ovo? Então você entendeu o tamanho do problema? >> Total. >> Não é que não tem uma resposta, é que isso é um baita de problema mesmo. Tem gente que vai achar uma coisa e outra coisa por campos de vista distintos. E a ciência o o chique é isso, porque a gente
não tem a resposta justamente porque a gente não enfrentou aquela Fronteira do conhecimento. E tudo bem, é lá mesmo que a gente está nesse momento colocando todos os esforços, né? Mas a ideia de entender que existe uma mecânica para isso, que você não pode dar saltos quantitativos, entendeu? Nem qualitativos, muito menos qualitativos no conhecimento, é muito importante. Então você vai tá teando, entendeu? Então é isso, é a gente sabe isso, a gente sabe aquilo, a gente sabe aquilo outro. Isso vai dando um panorama. E eu Acho que aí esses últimos 30 anos, esse panorama foi
ficando muito robusto, ao ponto de você ter uma certa e tranquilidade e dizer assim: "Não, mas então aí agora a gente pegou o fio da meado". Entendeu? Te dá essa sensação de que a gente tá com o fio da meada na mão. Pena que o pessoal das ciências humanas briga contra isso, entendeu? Se eles não brigassem tanto, se ficassem, ah, qual é o fio da meada? Pera aí, me conta aqui. Ia ser também muito benéfico Para eles, entendeu? Porque há níveis de complexidade que encaixam muito completamente nessa história toda. >> Antes da gente continuar, deixa
eu só te dar um presentinho, mais um mensagem. >> Olha só, tem um monte. Então, tá tudo ótimo. Pode mandar o restante da coleção, tá tudo tranquilo entre nós, >> cara. E é boa, né mesmo? É boa para >> boa. Não, [risadas] tipo, não tão, não tão me remunerando para falar isso, mas É tipo uma das melhores. >> É, com certeza, cara, >> que eu já usei. >> Uma coisa interessante. >> Fácil, fácil. Adoro de verdade, de coração. >> Esse episódio na data que ele sai, >> hum, >> é uma sexta-feira, vai sair amanhã. Aí
a gente tá gravando isso numa quinta. É o último dia da Black da Insider, então tem peças lá que estão chegando até 70% De desconto, >> principalmente as peças femininas estão lá, é a que tá com mais desconto. Então pra galera que sempre quis experimentar ou quer aumentar a coleção, hoje é a melhor, o melhor momento para você fazer isso. >> Utilizando o nosso cupom, chega aí até 70% de desconto em algumas peças, tá? Então todas as clássicas da Insider estão em promoção, mas tem algumas especificamente que estão muito bom, tá Valendo muito a pena
mesmo, não é só propaganda, é o melhor momento para você adquirir o Insider. Então aí na descrição site da Insider, vocês vão vocês já vão entrar na telinha lá de de promoções da Black e aproveitem e coloca o nosso cupom loots para poder somar ainda os descontos e ficar ainda melhor. Beleza? Primeiramente na descrição que recode na tela também. >> Hum. >> Beleza. >> Qual que é o cupom? Fala para mim já que eu já lu TZ. >> Só loots. >> Só loots. >> Massa. Fac >> facinho. >> Vou fazer umas compritas. >> Compra. Aproveita.
Vou fazer. E usa o cupom >> agora. Vou. Eu tô meio monotemática. >> Como assim? Eu só falo do meu conselho, do meu trabalho no meu conselho, mas é Porque tem um contexto. Eu fui provocada lá no no conselho sobre esses dados de que o uso de inteligência artificial eh o dado do MRT, né, que foi bastante divulgado, eh fazia com que as pessoas tivessem uma performance pior. Você viu esse dado? Dividiu em três para viu, né? >> E aí tinha um grupo lá que usava muito e aí ele não lembrava das palavraschaves, não lembrava
do que tinha acontecido. Muito bom. Aí isso é óbvio, todo mundo joga pedra na Iá imediatamente, né? Tipo, e aí eu argumentei que a gente tinha que tomar um pouco de cuidado porque no fundo e a gente dependia muito de qual tarefa cognitiva a gente queria que a IA substituísse, entendeu? E que nesse aspecto a gente estava oferecendo paraas pessoas que elas fizessem todo o trabalho com a IA, quando no fundo elas deveriam ter a opção de jogar um jogo de passes com a IA, porque tem partes do trabalho que são chatinhos mesmo, que são
de compilações, que são De busca, que são de achar padrão e ela vai fazer melhor. Agora daí você dizer que você não prestou atenção no jogo para que você não tirasse dali um outro, é porque você tava emismado na tarefa. Eu já disse, ó, você tem que ir até ali. Então, para ir até ali é aqui com isso aqui dá. Agora você tem que ir até o fim, entendeu? Qual foi o melhor texto, a melhor entrega, a melhor coisa que vocês fizeram. Aí pode ser que mude o jogo. Você não é premiado por entregar, Mas
você é premiado por fazer o melhor produto. >> E aí, óbvio, quem tá usando IA ganha vantagens, mas quem tá usando bem, a IA ganha vantagens. Então, a consígnia tem que ser considerada. Você tem uma opção de coisas aqui que você precisa realmente calibrar, mas é fato que vai ter impacto e aí provavelmente a gente vai ter um grupo de pessoas que vão meio como Valorari tem alardeado, se tornar aí pessoas que vão ficar a à margem da Sociedade, né? Isso é muito perigoso. Eu acho esse um cenário que a gente precisa brigar contra, né?
Mas a lógica de você trazer as ciências naturais com as ciências humanas é muito interessante, porque imediatamente a hora que eu apresento ali meus dados de de como se usa i e tal, um outro conselheiro traz a fala de um filósofo italiano, ele, esse conselheiro inclusive é natural da Itália e ele traz um filósofo italiano que eh fala sobre o impacto de não Desenvolver linguagem para o desenvolvimento cerebral. Quer dizer, não é só o problema da Iá, é o quanto a sua linguagem vai ficar apequenada, entendeu? E essas coisas têm absoluta eh eh convergência, tem
nada de divergente nesses dois elementos. Então, por que que essas ciências querem degladiar-se diante da da dessa busca infinita dessas perspectivas do funcionamento humano, da cognição humana, da memória e tudo mais? Eu acho que tem muito daquela discussão De que, ah, por exemplo, a psicologia da a psicologia do lado das pessoas que são mais eh que da psicanálise e tudo mais e a psicologia mais neurocientífica e tal, tem eles eles brigam muito porque o lado de cá, o lado da psicanálise, tudo mais, vai achar que a a da a neurocientífica é mais reducionista e que
ela não vai olhar para o profundo do ser humano. >> Mas Lu, deixa eu te falar uma coisa para Você saber que tá velha. Essa briga tá velha, essa briga tá chata. >> Sim. >> Essa briga, entendeu? Já não leva mais a lugar nenhum. Quem tá nessa briga, quem tá nesse debate não entendeu ainda uma parte da história, né? Porque é óbvio, é óbvio que a gente tá olhando uma coisa mecanísmica, OK? Não tô falando de uma coisa mecânica, vamos um pouquinho de cuidado Com os termos, porque mecânico seria uma propositura cartesiana para qualquer sistema
biológico fechado. Inclusive quando ele descreve, quando Decarte descreve o ato reflexo, o arco reflexo, né, que é você estimular, por exemplo, Domiscão e você tira ou ele usava o o correlato da chama, né, uma vela com a chama, você se aproxima a mão da chama e você vai tirar instantaneamente quando quando esquentar. Ele estudou o arcorreflexo, Ele dis, isso aqui é mecânico e ó, e isso e todo o resto que os animais fazem é mecânico. Então ele botou todos os animais nesse buraco, >> tá? >> Falou: "Ó, animais não vem com essa graça, vocês são
tudo mecânicos". O ser humano não. Aí que ele vem com o dualismo. É por isso que ele tem que propor o dualismo, porque ele tá querendo diferenciar o ser humano dos animais. Mas por que ele tá querendo Diferenciar o ser humano dos animais em 1650? Se ele chegasse na igreja e dissesse assim: "Ó, nós os animais, tipo, a mesma coisa, não tem diferença nenhuma, é tudo mecanismo, não perturba. Corta minha cabeça. Vai lá conversar, vai sentar no cantinho com com Copérnico, [risadas] vai sentar ali com, né, a galera que resolveu questionar a igreja, a criação
de Deus, a coisa toda. Então, eh, ele vai, apresenta o dualismo como uma saída Honrosa, inclusive, porque, de fato, a gente tem uma experiência mental que justifica o dualismo. Você tem uma experiência mental? >> Sim. você consegue reconhecer em você uma mente, uma alma. Isso aí tá na filosofia. Desde que o homem abriu o olho, ele falou: "Ah, acho que eu tenho uma alma". Entendeu? Tipo, deve ter sido no dia seguinte, né? É muito fácil da gente perceber essa expressão, essa emergência. A única questão é falar: "Mas cara, você não acredita nisso?" Deixa eu te
explicar uma coisa. Cientistas não acreditam >> nas coisas. Sim, [risadas] >> simplesmente não acreditam. uma coisa que a crença da Carla, vou fazer uma brincadeira aqui e tal, mas inclusive desrespeitando a cientista, entendeu? A cientista vai ficar incomodada de eu usar esse corpo aqui para fazer isso, entendeu? Mas eu faço eu brinco de botar minhas crenças em cima da mesa, falar Das minhas opiniões sobre a criação, sobre Deus, sobre isso, sobre aquilo. Mas não tem nada a ver com a minha ciência isso. E a minha ciência que estudou do cérebro humano não está nem próximo
de descobrir se Deus existe ou não. Nem próximo. E desculpa, inter, é que esse negócio da da mente é um conceito que facilita às vezes a gente falar alguma coisa ou outra assim, o conceito linguístico, um símbolo linguístico bom, mas ele não traz muita Coisa além disso, >> não, porque ele não tá falando do mecanismo. E é aí que entra o papo do mecanismico em em diferença ao mecânico. Porque o que que é o mecanísmico? Existe um mecanismo básico, esse e aí a gente pode aplicar filosofia, podemos aplicar uma um princípio da filosofia que vai
dizer: "Não ache razões demais para uma coisa que pode ter uma razão só". Na vale de Ocanã é um princípio Filosófico, tá? não inventa. Se você conseguir achar um mecanismo que explique tudo, é nesse aí que você tem que investir. Então, quando a gente investiga o funcionamento neuronal, os circuitos, a lógica elétrica, a comunicação química, a gente tá procurando o mecanismo. Quando o Nicolelles escreve o verdadeiro criador de tudo, eh, e depois, né, e, e apresenta toda a teoria dele em relação a como que os campos magnéticos Elétricos formam informação, como que essa informação tá
inserida na biologia, é lógico que a teoria dele é viajante, especialmente para quem não tem condição de ler aquilo, porque vai ter gente que não que não tem a informação necessária para ler. Eu mesmo tenho passagens da física ali que eu tenho que pedir ajuda aos universitários porque ele realmente pega pesado, entendeu? Mas ok, algum sentido faz, ainda que pra grande parte das pessoas seja uma grande viagem. Eu Acho o seguinte, eu tava pensando nisso hoje, ele tá, Nicoleles tá descendo a boca o tempo inteiro na IA, que a IA é bolha, que a IA
não é inteligência, não é nem artificial, o argumento é bom, tá tudo certo, né? Não, não tá tão equivocado. Outro dia eu respondi sobre isso, até no e é inteligência artificial, tal, você tem que comentar porque as pessoas querem que você se posicione. Mas é, eu acho que ele tá jogando como azarão. >> Como assim? >> Sabe que tipo, ele tá jogando assim, isso vai dar ruim, isso aqui é uma porcaria, a minha teoria é essa, porque assim, se der certo, possivelmente vão esquecer. Quem sabe tira ensarro dele mais umas duas semanas, igual vão tirar
agora que o Palmeiras perdeu o campeonato brasileiro. Eu também tô nessa, né? Também sou uma palmeirense sentida, mas vai passar, >> vai passar. >> Agora se ele me acerta, ele tá sozinho, né? Ele meia dúzia ali que resolveram comprar a história, entendeu? Então é é são apostas interessantes na ciência até. Eu sempre vejo ele, mas ele vai ficar bem bravo se ele ouvir, mas ele não vai ouvir. [risadas] Mas ele vai ficar bem bravo porque me deu essa coisa. Falei, será que ele tá correndo de azarão nessa história, né? Será que ele tá querendo? Porque
é possível o que Ele tá falando. É mesmo, ainda mais se a gente considerar uma bolha financeira. Hum. Aí eu acho que ele tá muito certo. >> Não, com certeza. >> Aí acho que ele tá bem perto do negócio. Agora, dizer que tudo isso que nunca vai ter uma inteligência geral ou que não tenha uma inteligência geral que não seja realmente o todo, mas que o ser humano aceite como sendo, que já é suficiente. É >> porque o que importa é a nossa percepção Sobre as coisas, não >> é? E o que a gente faz,
a percepção que eu tenho aqui, o que a gente faz quando a gente tá falando aqui, por exemplo, eu tô falando essas frases aqui, daqui a pouco eu vou te fazer uma pergunta, tal, é muito parecido com o que a IA faz, assim, de ficar tentando prever qual que vai ser a próxima token. >> Então eu eu acho ela inteligente por conta disso, no mesmo sentido que >> que é um um dos nossos tá muito distante De um animal, ela não tá muito distante da gente. >> Então esse é o ponto, esse é um dos
nossos mecanismos. Se você conseguir entender isso como mecanismos distintos, esse ela pegou. >> Esse ela pegou, >> entendeu? Que é o jogo da consistência que a gente usa. Por que a gente usa o jogo da consistência? As vias neurais que são mais usadas ficam mais fáceis de ser usadas depois. Acho muito estranho isso. E que bom, né? Porque isso implica que a gente vai conseguir construir frases com muito mais facilidade. Até a movimentação de boca precisa de automatismos, certo? Então, eh, pô, tem tanta coisa que dá pra gente falar nisso, até quando as pessoas criticam
a letra cursiva, eu sou obrigada a defender a letra cursiva. >> Como assim? >> É por causa da velocidade. Mas tem gente que critica letra cursiva Dramaticamente, que não precisa mais, que ninguém mais vai escrever, que é muito difícil pras crianças, que judia das crianças. >> Nossa Senhora. >> Entendeu? Só que meu, quando você tem a letra cursiva, você um pedaço de folia e um carvão faz miséria. Você perde a dependência de tudo isso que a gente construiu, que na verdade estão dizendo para você, você precisa disso sempre, a qualquer tempo, a Qualquer minuto. Então
você vai ter que consumir n coisas para poder estar sempre a qualquer minuto com celular carregado num lugar hábil, com iPod, com só caneta do não sei o que lá, porque as pessoas começam fal vai ter isso, vai ter aquilo, vai ter aquilo. OK, mas e você com você mesmo tem o quê? Porque eu sempre a minha crítica ao Google. Então assim, eu tô na mesma linha crítica o tempo inteiro. O que que você tem seu? >> Sim. >> Que que você se você sair daqui agora pelado, for assaltado, te deixarem sem nada, o que
que resta? Sua pergunta tem que ser, você tem que se fazer essa pergunta algum momento na vida. Você sabe o telefone para ligar para alguém? Você sabe o caminho para ir pra casa ser a? Sabe? Tipo, >> não. [risadas] >> Pois é. você vai cutucar alguém e começar a pedir socorro, porque pelo Menos até para arrumar uma cueca, que eu acho que mais bem importante, mas brincadeira à parte, provavelmente você vai ficar muito numa situação muito ruim, né? Porque muitas das coisas que o seu cérebro faria, sem problema nenhum, sem sofrer, porque esse que é
o ponto que me pega, tá doendo o quê? O que que tá doendo? Você se desenvolver, você aprender, você entender, você mergulhar. Tá doendo o quê? as horas de tédio que você reclama que Tá em tédio, tipo que coisa louca, estranho para mim, entendeu? Por isso que quando eu defendo, não, eu gosto de ver as coisas, eu gosto de estudar, eu acho que isso vai me manter viva. Quando tudo é ruindo, isso vai me manter viva, né? Eh, tipo madeira até tetraplégica, um bom livro te resolve a vida. Vai ser uma porcaria, né? Por favor,
que ninguém discute que eu tenha que provar isso com a língua. Mas isso, essa Capacidade de ler, a capacidade de pensar, a capacidade de entender, a capacidade de questionar, ia faltar toda a tua emocionalidade, né? Porque a questão uma das questões importantes do tetraplégico é uma certa certo embotamento emocional. >> Bom, pessoal, de nada adianta a gente eh entender teoricamente como o nosso cérebro funciona se a gente não tiver colocando de fato quais são os nutrientes, as vitaminas, os minerais Que eles que ele precisa para funcionar bem. Então, uma das coisas que a gente tem
muito orgulho de fazer parte hoje é ter de ter uma parceria com a Vita, que é uma dentro desse desse ramo de suplementação, é uma das mais únicas que a gente conheceu. Eles tm fórmulas únicas, diferente de tudo que vocês já viram em outras empresas de suplemento. Aí esse aqui, por exemplo, é o ômega3 em um. É um produto que ali ele tem, ele pede para você tomar duas cápsulas por Dia e você vai aí com e já já ter certeza que você vai estar suprindo a sua deficiência de ômega-3 com enzima Q10, vitamina D
e vitamina E. E para quem não sabe, às vezes só o fato de você ter um ômega-3 e abaixo do que deveria, o vitamina D abaixo do que deveria, hoje 50% da população brasileira tem isso abaixo do que deveria, já afetaria o seu, a sua, a qualidade da sua cognição, já afetaria o quão Disposto você tá, né? Então, afetaria os seus níveis de energia. Então, para quem tá se sentindo cansado, para quem tá não sabe se realmente eh tá com alguma falta dessas, vale muito a pena vocês darem uma olhada no site da vida e
conferir os diversos produtos que eles têm lá para poder suprir essas necessidades. Esse aqui é o ômega3 em um. Tem também o de vitamina B, que é bem interessante, que muitas pessoas estão e com essa deficiência também. Você vale a pena Pegar e testar. O site da vita é vitaa.com.br. Tá na descrição também. Quer recorde aí na tela. >> Nossa percepção de emoção, ela se dá numa somatória de coisas. Uma das coisas mais complicadas sobre a biologia e não é só sobre o sistema nervoso, é que nós sempre vamos trabalhar com sistemas redundantes. >> Hum.
>> Como assim, Carla? Por exemplo, eu Preciso regular a pressão arterial, porque isso é uma coisa muito importante. A pressão arterial, baixa ou alta impede o funcionamento adequado do sistema, certo? Ele vai ter um lastro ali que ele dá conta, mas não é bom. É bem importante que isso seja regulado e que seja regulado pela função. Tipo, se eu levantar daqui correndo, sair correndo, é para subir a pressão, entendeu? Agora, se eu deitar ali e ficar calminha, pá, pá, com a respiração Lenta, é para ficar com uma pressão bem bonitinha, bem baixinha, né? É isso,
é adequado. Mas as pessoas chutam o pau da barraca, né? Comem mais sal do que deveria, não fazem atividade física, se estressam loucamente e compram todas as brigas, né? Então, tendem a ter um desequilíbrio desse sistema, certo? Mas é uma somatória de coisas que vão acontecendo. Da mesma forma, você tem toda a tua informação biológica. Ela precisa dessa somatória De eventos para que ela se complete. Porque no caso da pressão arterial, você tem três sistemas cuidando da mesma coisa. Então você precisa derrubar os três sistemas para dar ruim, entendeu? Porque eles estão se contrapondo ali
tentando fazer o melhor. Só que eles são fruto de uma complexidade. Você começa com sistema simples, entre um segundo sistema mais complexo, entre um terceiro sistema mais complexo ainda para dar conta de mais coisa, né? Não vou entrar No mérito que é uma conversa chata de fisiologista aqui, mas a lógica é essa. Quando você tá falando na construção de uma leitura emocional, por exemplo, você tem uma informação que vem do corpo, bem como do corpo. O próprio batimento cardíaco você sente no peito, entendeu? Porque o que que acontece? A informação sensorial do coração pro cérebro
não é direta, ela se dá através da pele. >> Caraca, Isso que as pessoas têm muita dificuldade de compreender. Mas eu não tenho uma informação saindo do cérebro, saindo, desculpa, do coração, coração, >> indo pro cérebro para avisar o cérebro de que eu tô nervoso. A maior parte disso eu sinto aqui, ó, tudo tudo aqui, ó, tudo tudo a ponto de que quando eu tô ouvindo uma música, não sei o que tal, e aquele baixo da música bate no peito, a depender de como ele vem, pelo fato, olha como é bonitinha Essa história, pelo fato
de você tá sentindo aqueleum tudum no peito e ao mesmo tempo nada de ruim está acontecendo, você sente o quê? >> Estou excitado, >> tá legal, é, isso aqui é ótimo, entendeu? Mas pode nem ser o seu coração que esteja fazendo aquilo. Pode ser o baixo da música. E geralmente o que acaba acontecendo é que por uma retroalimentação você acaba também se Excitando e o coração também responde. Mas inicialmente aquele tutu do do baixo ali da música tá provocando uma informação sensorial no seu corpo e de forma grande, de forma robusta, entendeu? Porque você toda
hora tem o teu coração batendo aí. Por que que tem hora que você sente, tem hora que você não sente? E qual é o teu nível de sensibilidade? Porque aí vem a história do mindfulness, aí vem a história de você ter atenção no seu corpo, papi, Porque assim você consegue amplificar a sua percepção de emoção, você sente melhor o corpo. Então dá frio na barriga. Se for um friozico você não vai sentir, mas se você sentisse um frio zico, isso podia ser muito bom para você, entendeu? Porque você estaria tendo uma detecção mais sutil das
tuas variações emocionais. Então isso é uma das coisas que a gente preconiza para quem precisa melhorar a ansiedade, para quem precisa ficar eh eh numa condição De estress menor, porque você consegue ter o alerta, mas precocemente. Mas nesse caso, dá para saber quem vem primeiro. Por exemplo, tem tal situação, eu percebo essa situação. É no meu, é no meu, é, é, eu percebi, então é no meu cérebro que ativa alguma emoção que aquilo dá a resposta fisiológica. Isso é mais louco. É mais louco. É mais louco. É mais bem mais louco. Pelo seguinte, eh, primeiro
que a gente tá falando desse sistema que foi montado tipo um um Lego louco, um Lego que não tinha um plano original, OK? Não tinha um plano original. Eu fui cutucando as peças lá e eu precisava fazer sei que, ah, eu peguei uma peça que era mais ou menos, botei ali, tá? Porque é um processo evolutivo, então as coisas que vão se adaptando vão achando espaço para se repetir, certo? E nem sempre elas vêm com um plano de engenharia, né? Elas vão se somando ali num condições bem estranhas até em algumas situações, né? Mas evolução
é outro assunto desses bem malucos que dá pra gente ficar um dia inteiro. O negócio é que nesse processo evolutivo, o que vai incorporando de função, ela tende a aumentar a complexidade. Então vamos lá. Você viu uma situação que tem uma memória que pode significar uma antecipação de uma circunstância, certo? Então, nossa, amanhã, amanhã eu preciso falar em público, mas hoje eu já tô aqui que eu tô com Esse negócio de falar em público tal, só que que acontece, só que coisa mais bonitinha e ao mesmo tempo eh eh elucidativa, porque te dá uma ferramenta,
tá? O cérebro vai vai sofrer essa ativação sensorial. E essa informação sensorial vai ser percebida pela consciência caso ela seja robusta o suficiente para isso, porque ela pode ficar subliminar. >> Hum. >> Ela pode não atingir um limar que você Consiga criar uma visão consciente do que tá acontecendo. Então, ai, nossa, tô com frio na barriga. Ai, nossa, que malestar, ih, meu peito apertou, tal. Você pode chegar essa consciência, mas pode não chegar. E ainda assim o fenômeno está acontecendo, certo? E aí os núcleos ali, especialmente da amida, do complexo amidaloide, eles produzem uma resposta
orquestrada de todo o sistema autonômico. De tal sorte que essa resposta que agora Vai ser hormonal, que agora vai ter o coração aumentando o disparo e tal, retroage ao cérebro e amplifica a percepção emocional. Agora, onde? em áreas emocionais, tipo hipocampo, tipo córtex pré-frontal, emocional, e daí subindo até que os sentidos se dão conta. Via ínsula, que é a área que percebe o corpo, começa a te contar, olha, não tem uns negócios acontecendo mesmo, olha, olha, ol, friou na barriga mesmo, começou a Apertar o peito. Isso vai amplificando porque você começa a dar vazão para
aqu fala: "Eí é mesmo, hein? E eu tô precisando de alguma coisa aqui e tal, vai acontecer alguma coisa, talvez você vai alimentando. E esse é o comecinho do ataque de pânico. >> A hora que ele vai, ele escala, escala, escala, escala, escala. Daqui a pouco você já tá quase morrendo, porque afinal de contas uma pessoa que tá com o coração batendo como eu tô agora, só Pode estar tendo um infarto, entendeu? Você você já tá em outro lugar, né? Porque você escalou demais aquela resposta emocional. E como ela é um ciclo vicioso, eu diria
virtuoso, né? Mas ele acaba se tornando vicioso porque o ambiente no qual a gente se enfiou não é muito saudável, né? Então o que seria virtuoso no sentido de me elucidar para que eu o mais breve possível pudesse sair daquela situação, como a gente se enfiou num Monte de coisas inescapáveis, não adianta o sistema emocional ficar avisando a gente que vai dar ruim, porque a gente não tem o que fazer. E aí que entra mesmo estado de ansiedade. Porque se você pudesse tomar atitudes para resolver o teu problema, você não ficaria em estado de ansiedade.
Se tivesse algo a ser feito, você não estaria ansioso. Mas você se enfiou em situações inescapáveis, de perdas incomensuráveis. O seu, ó, né, a gente já falou sobre isso da outra vez, das pequenas mortes. >> Sim, >> né? fica pensar que desdo que repete a mesma coisa 200 vezes. Mas é isso no final é isso. Eu tô com muito, eu tô com tanto medo de perder aquilo que me é tão caro que eu começo a criar uma situação que eu já perdi para quem entendeu? E aí eu sofro toda a perda porque afinal de contas
é melhor sofrer logo. E não é uma coisa pensada, é o corpo quem tá te Levando a esse lugar, porque ele tá percebendo que é inescapável. Então ele entra num estado agudo de estress. No estado agudo de estress acontece tudo aquilo, cortisol, adrenalina, pá, pá, né? E aí o sistema emocional tá todo sequestrado nisso, o tal do sequestro da mídala. Tudo bem? Agora, qual seria o caminho? Porque depois que a mídala ela já tá gritando, porque tudo isso é analógico, começa em zero, vai até 1000, entendeu? Então se você quando tivesse Nível 10, nível 20,
você pensasse: "Poxa, mas o que que tá acontecendo? Por que que eu tô assim? Não, pera um pouquinho. Tem isso, tem aquilo, vou falar com fulano. E você estaria com melhores condições de pensar em saídas. O negócio é que você só se dá conta de que a casa caiu na hora que você já tá enfiado no meio do surto de ansiedade. Porque essa fase aqui do comecinho tá sendo atropelada por ou por uma desesperança, ou por uma incapacidade de Percepção, ou porque fica tentando pôr culpa nos outros e tal. Mas tudo bem, as pessoas têm
culpa mesmo. O negócio é que não adianta, não adianta você descobrir quem é o culpado. Você precisa resolver a parada para você. Isso é o mais importante. O culpado. Daí depois, OK, a gente vai descobrir se a gente quer torcer pela pela prisão, pelas entendas torcidas todas aí para resolver como é que você resolve os seus culpados. Mas o fato é Que a solução do teu problema emerge de uma relação sua com o problema. Portanto, se você tiver mais elementos, mais instrumentos, mais recursos, possivelmente você vai conseguir interferir mais rápido, não deixar as coisas acumularem.
Quando a gente fala do processo terapêutico, a defesa é no sentido de, cara, trabalha as coisas no momento em que são pequenos monstrinhos com uma pessoa que tá preparada para fazer isso. A hora que Virar um dinossauro morando embaixo da sua cama, que não deixa você sair, que não deixa você, sabe, ligar pros amigos, né? Tem aquela uma imagem super bonita do monstro, como é que o demônio da meia-noite, né, do meio-dia, naquele livro falando sobre depressão. É isso, cara. Você tá com o demônio da tua cama, acabou. Desculpa, você vai precisar de ajuda médica,
nós vamos precisar tirar você daí quimicamente e tudo bem, não tem problema, tá? Não Tem problema. Dá para tirar, mas não é a melhor saída. teria sido muito melhor se a gente tivesse achado o recurso no momento propício para te instrumentalizar, pra gente pelo menos minimizar a expressão da doença. Não tô garantindo que você não vai ter depressão, mas que puxa, vai ser uma briga boa, vai. Se a depressão tiver brigando com alguém que tá querendo mudar o jogo, né? A briga é boa. Caso contrário, você entrar Rendido. Se você entrar acreditando que meu cérebro
aqui nasceu quebrado, então >> aí praticamente a briga tá perdida. >> Pessoal, agora uma dica muito legal que inclusive eu conheci aqui no podcast com a Ana Cláudia Zani, neurocientista. a gente tava conversando, ela apresentou eh uma IA que ela fez, um agente de IA que ela fez, você conversa no WhatsApp e ela te ajuda ali como se fosse uma amiga, ela é uma mentora virtual, ela te ajuda a tomar decisões, a entender seu Comportamento, a lidar com as suas emoções. A ideia não é ser um psicólogo ou substituir teu psicólogo ou psicóloga, mas justamente
ser uma amiga, uma melhor amiga, uma mentora mesmo, eh, pr as coisas da vida. Então, eh, se eu se eu mandar um áudio para ela aqui sobre algum assunto, sobre alguma dificuldade que eu tenho, eu já vou demonstrar para vocês, ela vai me responder em áudio também. alguma maneira de lidar com isso. To toda Baseada em evidência, toda baseado no método da Ana. Então aqui mais em off eu tava mostrando para pra Carla, que foi a convidada desse episódio. E aí eu para para mostrar para ela, eu mandei esse áudio aqui pr pra Eita. >>
Eita. Eh, eu vou final de semana pr praia com uns amigos assim, são conhecidos. Na verdade, eu não sei se eu sou são conhecidos ten muito contato, mas tô com medo que eles vão pensar, vão falar do do meu corpo e o que que como é Que vai ser a situação. Então se escutar isso. O que que você me diz? >> E aí? E aí a foi lá e me respondeu em áudio também. Olha que legal. Então, com o que os outros vão pensar do seu corpo é super comum, especialmente com pessoas que não são
tão próximas. Seu cérebro tá querendo te proteger de possíveis julgamentos, mas geralmente a gente exagera na cabeça o quanto isso realmente importa pr os outros no sabe uma estratégia legal. Antes de encontrar O pessoal, lembra de uma característica sua que vai além da aparência, tipo seu humor, seu jeito de conversar, sua criatividade. Leva isso como seu ponto forte para esse encontro. Se surgir aquela ansiedade, respira fundo e tenta focar numa conversa ou numa sensação boa na praia. Me conta de zer a 10 quanto esse medo já te impediu de curtir momentos assim antes. >> E
aí eu poderia mandar uma mensagem agora para ela falando sobre como que Seria, como que esse medo me afeta e tudo mais. Então você pode conversar o dia inteiro com a ET e eles prepararam e uma oferta especial que você tem um dia de graça para testar. Então aí na descrição tem um link, vocês abra abram esse link, ele vai abrir o WhatsApp da ET, você salva o contato, conversa com ela, começa a falar sobre as coisas que você tem dificuldade, depois me diz se você gostou. Eh, e se você gostar, assina aí que vale
muito a pena. Beleza? Tá aí na descrição que é recode na tela também. >> Como é que as nossas crenças, as coisas que a gente acredita? Então vou te dar um exemplo. Eu nunca vou ser bom na guitarra. Eu não tenho talento, essas essas coisas, sabe assim? Eu não nasci para isso, não sei o quê. O quanto isso afeta a minha capacidade de aprender e afeta? >> Olha só, primeira coisa é que o princípio do aprendizado, daquelas Coisas que nós precisamos automatizar, que que é essas coisas que a gente precisa automatizar? São coisas impossíveis de
serem feitas com o controle cognitivo, com controle executivo. Impossível. Possível, né? Você não precisa ir longe. Provavelmente o teu público joga muito videogame. Não se joga videogame sem automatizar um monte de comportamento. >> Eu não vou pensar em subir o analógico, vou apertar o X, >> já era. Se você tiver que fazer isso, você não joga. Certo? Então acaba acontecendo, inclusive tem dados demonstrando isso, que instrumentos tipo ferramenta, uma telo e um console de videogame adaptam o cérebro como se aquilo fizesse parte do seu corpo. Ele admite que aquilo é parte do seu corpo. Portanto,
o comportamento daquele agente depende exclusivamente da sua performance. E o cérebro tá tá sabendo disso. Ele tá tomando conta, ele assumiu A pedreira como a guitarra. né? Todo mundo que toca instrumento musical sabe o instrumento musical é um negócio que você pega nele que ele já encaixou no seu corpo. Quando você vê que uma pessoa não sabe tocar, ela pega um instrumento esquisito. >> Sim. >> O instrumento não veste nela, certo? Porque ela não sabe nem como é que senta naquele lugar. Ela não tem e eh intimidade com aquele lugar. O carro, Uma pessoa que
vai dirigir, ela fica muito incomodada, fica querendo que que é isso, gente? Você um espelho do outro espelho, a direção, isso, aquilo, tal. E ainda tem que arrumar o banc incomodada, fala: "Como é que vocês fazem isso?" Aos poucos a gente simplesmente faz e nem questiona mais. Esses são os comportamentos que a gente precisa automatizar para poder realizar, né? Por isso que eu fico bem brava quando reclamam dos comportamentos automáticos, Porque eles viabilizam um monte de coisa, tá cuspindo no prato que come, né? Mas a perspectiva aqui é que esse aprendizado, Luts, depende muito do
modelo. >> Hum. >> Como assim depende do modelo? Eu preciso me projetar fazendo aquilo. Então eu tô olhando um guitarrista sensacional, eu não fico assim: "Nossa, eu nunca vou conseguir fazer isso. Caramba, é louco, hein? Nossa, o cara é Muito bom". Outra coisa, tá? O outro tá olhando falando assim: "Ah, ele faz assim. Ah, ah, eu acho que dá. Não, eu vou tentar." E faz e [ __ ] ainda não é, mas vou olhar um pouco mais e aí eu vou treinar agora. Agora vou treinar até não errar mais. E outro pensamento, ah, nunca vou
fazer isso. Tipo, é óbvio que vai influenciar, mas não é porque a a palavra tem poder, que que muita gente quer, [risadas] a história que muita gente quer contar, Né? Eh, é porque de fato você pode modelar as coisas. E essa semana eu li um resultado, eu vou correr o risco de cair na maior lorota da paróquia e abrir aqui essa ideia que eu li lá, que se for verdade é muito louca. Ainda não tive chance de chegar. >> Tem problema. A gente tem que arriscar mesmo. >> Tem que arriscar. Mas cara, olha que louco.
Se você pensa muito em um determinado parente seu, Um avô, um tio, não sei o que lá, você ativa epigeneticamente a carga genética desse ascendente, que isso não pode ser verdade. É muito louco. É muito louco. Por isso que eu eu falei, mas assim, correndo muito risco. >> Não tem problema. Você não tá afirmando nada. Uma curiosidade que é. Então eu fui lá ver, agora eu tenho que checar, né? Mas se for verdade, e se for verdade? E se essa carga genética faz você inclusive ter percepções emocionais? Porque a gente tem alguma alguma dúvida de
que na carga genética você tem emoções que são tem uma dúvida sobre isso. A gente não sabe com que profundidade, mas tem uma dúvida aqui. Por quê? A gente tem umas uns aprendizados de roedores com cheiros e emoções que são meio esquisitos. Ah, >> a fêmea Da a fêmea rata, se ela pode ter tido uma experiência aversiva a um cheiro quando ela ainda era assim solteira, né? E daí ela vai para uma caixa moradia, ela tem os filhotes dela, ela nunca mais tem contato com esse cheiro. Desde que ela engravida, ela nunca mais teve contato.
E os filhotes têm medo do cheiro. Esquisitão, certo? Porque veja bem, o óvulo que deu origem à aquele feto, aquele nenezito, já estava formado Quando ela viveu a experiência. É diferente do espermatozó, >> tá? >> Que será formado depois, certo? Tá, >> os óvulos femininos já estão todos lá no ovário. >> Mas o DNA não muda da, não sei, >> da da célula que já tá formada, não >> é? >> Só se for epigenética, que é isso que eu tô falando aqui. Mas provocada pelo quê? Essa epigenética, né? Muda como muda de que forma? Mas
essa é a loucura. Se isso é verdade, sabe o que que a gente valida? Olha a piração, as tais das constelações familiares, entendeu? Quer dizer, por isso que eles fal acredita, eu não acredito em nada bonito. Deixa eu te explicar uma coisa. Eu não sou maluca de acreditar em alguma coisa, entendeu? Porque tá caminhos para quase toda qualquer comprovação. Não há Caminhos para algumas besteiras que a gente ouve por aí, tipo, ó, o campo magnético do vai formar um pensamento, tal. Isso de fato exagera um pouco a história, entendeu? Mas no ponto de vista da
relação, campos químicos, campos elétricos, gens, códigos e linguagem, tome cuidado com as afirmações que você faz, porque é um campo muito aberto, tem Muita coisa que é possível aí. >> Para mim, que sou leigo assim, faz todo o sentido pelas coisas que eu já ouvi, sabe? Mas é isso, não adianta fazer todo sentido, pode ser que não seja real, mas para mim faz algum sentido, sabe? De sei lá, a pessoa vive um pai, uma mãe, vive uma experiência aversiva e aquilo fica impresso nele, nos gênes de alguma forma, não? E depois, então esse é o
ponto, isso tá aberto. Isso tá aberto. Entendi. >> Como eu te disse, porque se aquilo for uma experiência que talvez leve o a a próxima a prolha a ter mais chance de sobreviver. >> Então, olha que coisa mais maluca do mundo. Eh, não seria estranho se nós encontrássemos na vida emocional, no sistema emocional, o maior grau de transmissão genética de informação? não seria esquisito, porque de verdade o próprio sistema emocional vem com uma função muito Protetora paraa adaptação. Então, o que poderia ter acelerado, inclusive o processo adaptativo, seria o sistema emocional ter feito escolhas comportamentais
do ponto de vista genético, inclusive. Isso seria uma grande aceleração no próprio desenvolvimento evolutivo das espécies e obviamente da nossa. Percebe que começa a pintar um certo direcionamento numa coisa que a gente sempre falou, é caótica, aleatória, não Tem nenhum tipo de tendência, você vai achar uma tendência. Então assim, pode ser que daqui 5 anos a eu escute assim áudio falando: "Carla do céu, você se deu direito mesmo, né?" Mas acho que eu me dou hoje hoje em dia, mais do que eu me dava no passado de fazer elocubrações a respeito das coisas. E essa
é uma que eu acho que, pô, não vai desencaixar, porque a gente escuta muita coisa que faz referência a esse tipo de experiência, entendeu? Ah, experiências de sonhos, por exemplo. Quanto é que os pensamentos não influenciariam uma mudança epigenética que deixaria ali uma tendência de pensamento emocional? que influenciaria uma aí. >> Uhum. >> É a complexidade do sistema, né? >> O que que dá pra gente falar sobre o que o que é um pensamento assim, olhando pro jeito neurocientífico de olhar isso? >> Bom, eh, eu tô nesse exato momento, nesse exato momento eu tô tocando
uma série lá na minha comunidade que você falou que ia me visitar e não foi até hoje. Cobrança ao vivo. >> Calma, calma aí, calma aí. >> [risadas] >> Mas a comunidade tá lá batendo firme e eu tenho aquele meu quadro que eu já contei para você que chama-se Leia Comigo, né? Então eu pego um livro e vou Te secando o livro com as pessoas que me acompanham lá e é pouca gente, 30 pessoas. Tem um negócio que assim bem intimista, porque tem que ter uma paciência, tem que ler. E eu que eu o que
a minha promessa pr as pessoas é que eu vou ler junto com elas. Então, tipo assim, entre uma semana e outra que a gente discute, eu vou ler aquele capítulo, eu não sei o fim do livro, então eu corro o risco de, né, escorregar como qualquer outro leitor Escorregaria. Tipo, lá no fim ele explica tudo e eu tô aqui também sem entender nada, entendeu? Então, não tô me vulnerabilizando porque, afinal de contas, qualquer professor só entraria para jogar esse jogo tendo o livro, lendo o livro sete vezes, né? Então, é, é bem um risco do
meu assim mesmo de me lançar na aventura. para que eles percebam, inclusive eu construindo os os raciocínios ali, entendeu, da interface com esse com esse Autor, né? Então, eu tô lendo The Hein, The Hein é o mesmo autor que que descobriu os neurônios da leitura. Ele tá uns 15 anos ainda fazendo coisas muito legais. >> Muito legal. >> Ele discutiu muito fortemente como é que a gente aprendia a ler, né? Então, ele ajudou bastante nesses processos de desenvolvimento das dos novos métodos de alfabetização. E depois ele escreveu um livro Como Aprendemos. É assim que aprendemos
uma coisa sem o título. Muito bom, porque ele discute bem neurociência aplicada educação. A gente usa ele como referência na na pós assim fortemente. Eh, e agora eu tô lendo um mais recente dele, que eu já devia ter lido, mas não tô não consegui porque eu tô nesse par e passo com o meu meu povo lá. É um livro relativamente grande, então acho a gente tá quase o ano todo debruçado sobre ele, Mas é um livro que chama-se Assim que Pensamos. Então eu tô fresquíssima nessa discussão das últimas teorias sobre a formação do pensamento, né?
>> Legal. >> É muito legal. >> Mas ali no livro ele traz um paralelo bem interessante entre o que é consciente e o que não é consciente, né? Ele todo o paralelo dele diz assim: "O que nós pensamos e que a gente afirma e assume que pensamos é o que a gente vive Na mente consciente, >> tá >> certo? >> Uhum. é o universo da mente consciente. >> Ainda que você teoricamente saiba que você pensa inconscientemente, porque você é um menino esclarecido sobre o tema, não é isso? Nada garante que de fato eh você saiba
o que você pensa inconscientemente, certo? >> Uhum. Aí Freud vai nos propor os Insightes do ato falho. Aí não sei quem vai propor que a gente faça uma uma regressão. Aí o outro vai propor que a gente faça uma hipnose, né? Mas nós não temos acesso direto àquilo que a gente pensa que não é consciente. Porém, a gente estuda isso. Então, criando o método científico, aí que tá a elegância da ciência, você consegue desafiar o dado, você consegue cercar as hipóteses. Então, ele vai contar muitos experimentos, né, para demonstrar que, De fato, a gente tem
um conjunto de processamentos que acontecem no universo inconsciente, mas que eh interferem inclusive na nossa tomada de decisão. Ele vai mostrar vários desses elementos, mas o que a gente sente que a gente é enquanto ser pensante é o nosso ser consciente. Então, a primeira coisa que ele quer derrubar no livro é: assuma todos os seus pensamentos, entendeu? Tipo, entenda que mesmo que você não tenha consciência sobre eles, eles Aconteceram. Porque a mente não pensa só baseado na consciência, né? Ela pensa, por exemplo, a consciência depende muito da linguagem, mas o inconsciente pode trabalhar apenas com
sentidos. Você pode ter imagens, você pode ter sons, você pode coligar imagens com sons, mas não obrigatoriamente você precisa ter uma história. Eu tenho consciente, não precisa contar histórias. Já a consciência pede uma história com uma Narrativa e ela se garante nisso. Inclusive, ele vai explicar que a gente faz isso um pouco para sustentar a consciência. Esse fluxo de tempo, esse fluxo que a gente vai mantendo, é a percepção de que a gente tá vivo, acordado e e acontecendo no mundo. E essa é é nesse lugar que a nossa atenção oscila. Então, a gente tem
essa base de consciência, que não é um lugar no cérebro, é um processo, só que nesse processo oscilam coisas que a nossa Atenção se debruça. Só que tá, o que a gente não tá prestando atenção continua sendo processado, >> tá >> certo? Uhum. >> em outro nível, com menos força, com menos intensidade, com pouca linguagem, com linguagens mais diretas, né? Menos elaboradas, menos abstratas, mas continua acontecendo. E quanto abstrato ou menos abstrata é Difícil de saber. Não consegui ainda me esclarecer, quem sabe até o fim do livro, [risadas] ele eu descubra, mas até agora ele
não foi categórico dizer, tá? Qual é o processo que garante que uma coisa então vai ser consciente ou não, entendeu? Mas ele vem tatiando muito bem, explicando o que que faz manter esse esse esse processamento consciente. Então, o que seria o pensamento? Seria um tipo de ativação Em circuitos que foram formados por experiências, certo? Essa experiência, ela pode ser genuína, por exemplo, uma pessoa enxergar uma cor ou uma pessoa que é privada da visão, ouvir falar sobre uma cor. As duas coisas geram elementos. Eu não preciso ter visto a cor. >> Sim. >> Basta que
eu tenha construído um conceito sobre aquilo. Então ela já Passa a fazer parte de um arsenal. >> Sim. Se a pessoa falar que o mar é azul, aquela pessoa já tem experienciado o mar, ela vai ter uma um conceito daquilo, né? >> Certo? E o céu também, entendeu? E aí a gente vai construindo no imaginário da pessoa o que seria isso, certo? >> E a gente pode fazer eh eh descrições dessa cor. Ela é mais fria, ela existe essa descrição, você entendeu? Ela é mais profunda, ela não grita tanto aos Olhos, ela tem você, no
escuro é mais difícil de perceber, é, no escuro é mais difícil de perceber. Você vai oferecendo pra pessoa elementos para ela construir um conceito. >> Joia? >> Você não garante o conceito que ela construiu, mas ela sabe que esse conceito se aplica aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui. Legal. Esse é o arsenal de coisas que você tem para pensar. O que seria o pensamento? é a Consciência passeando em essas coisas, fazendo correlações entre elas, brincando de ativar na ausência do objeto, que isso é uma coisa muito própria a nossa. Eu posso não só pensar
em alguma coisa que não está no ambiente, como eu posso comunicar isso para você e você vê uma coisa muito parecida com o que eu estou imaginando. Ou imaginar é uma coisa muito parecida com o que eu tô imaginando por causa dos conceitos que a Gente compartilha. A mente consciente é o passeio dessa desse mecanismo da consciência por esses repertórios que você guardou em circuitos que é guardar a palavra péssima, mas todo mundo usa porque é o que melhor melhor casa com a a lógica das pessoas, mas não é guardar, é se aquele circuito for
ativado daquela forma trará aquela ideia. Hum. Chato, né? Eu tenho lá 1000 neurônios e se eles forem ativados numa Dada sequência com uma dada frequência de um dado jeito, trará ideia de X. >> Mas isso é muito louco. >> Isso é o mais louco. >> Isso é muito louco. >> E aí é a ativação do cérebro que vai criando a experiência subjetiva. É muito difícil das pessoas aceitarem isso. Portanto, o conceito de mente é muito mais legal. >> Sim. >> Não é >> total. >> Resolve muito melhor, né? >> Total. Aí fica o chato do
neurocientista, tipo, fica o chato do Miguel Nicolelles escrevendo um livro de 800 páginas para te dizer: "Não, olha só, são campos e tal". Fala: "Não, querido, eu prefiro ficar com a minha teoria, né? [risadas] Sim, >> do espírito plasmado. Não sei tá tudo bem que a gente não sabe mesmo qual que É". E no final, olha só, pode ser que seja tudo, né? Pode ser que esses campos sejam, na verdade, os campos energéticos que formam a mente de um ser supremo. Pronto, eu falei que eu não ia falar sobre isso, mas falei. Ah, >> é
isso, não tem, >> mas para pensar tudo são choquinhos que estão acontecendo ali. Esses choquinhos são que são elétrons. >> É que aí que tá, quando você minimiza, é Que você corre o risco de perder a complexidade. Na hora que você manda assim, são choquinhos, é aí que você, aí que você escorregou, porque não são choquinhos. Porque não é uma coisa aleatória numa frequência eh única, básica, é uma oscilação das mais malucas do mundo em termos de frequência, de ativação, porque ela é química, ela não é elétrica, >> mas não vira elétrica depois, >> não.
Ela é, veja bem, a a o trânsito da Informação no sistema é elétrico. O trânsito, o processamento é químico. Então, onde, como, de que forma isso vai ser ativado, com que intensidade, aonde, não é elétrico, não, não segue as regras da eletricidade apenas. Ela tem que passar por interfaces químicas violentamente complexas, com conjunto de substâncias químicas que a gente mal consegue descrever. Então, a hora que você mergulha nesse nível de complexidade, cara, eu entendo As pessoas ficarem na beirada olhando lá para baixo, falando: "Ih, esses cientistas se jogaram de cabeça nesse fosso, sem fim, que
é o que é o que acontece, né?" Aí emerge um Nicoléus com uma teoria como aquela, emerge um Damage com uma teoria super importante do papel da emoção, emerge um cândel com trazendo os papéis dos dos mecanismos químicos, emerge um outro cientista trazendo o hipocampo e sua função praticamente GPS. Esse é o nosso problema. O problema da Ciência natural é que a gente tem que esperar emergir um maluco lá do buraco que o cientista se joga. qualcuma coisa que elucide e que deixa a gente avançar o próximo passo. Caso contrário, a gente é obrigado a
ficar nessa fronteira aqui, ó, e vai e volta e vai e volta e vai e volta, vai para Congresso, volta no Congresso, discute, debate, reclama, publica, despublica, porque não tem um autor que pode dizer assim: "Bate no peito e falar: "Vem Comigo que eu sei tudo". As ciências humanas têm isso. Você compra ideias, você faz: "Puta, filósofo é Niet". Quer dizer, você comprou a ideia do cara. Cara, é maravilhoso. O cara é maravilhoso. Longe de mim questionar isso, mas você comprou a ideia de uma pessoa, você tá ligada, cara? É incrível. Então tá bom. Mas
é, foi isso que aconteceu, tá bom? Então, na hora que a gente questionar, você lembra, dá para você lembrar que foi só a ideia de Um cara, você diminuir um pouco seu apego pra gente poder avançar o próximo passo, porque esse é o problema. Não tem problema nenhum os autores das ciências humanas terem indicado caminhos pra gente. Indicaram muitos, muitos, muitos caminhos que hoje são trilhados pela neurociência são provocados pela filosofia. Pega o Damasio. Damasio não consegue escrever um livro sem citar um filósofo. Pega o Nicoléis, não consegue escrever. pega o todos o cara do
o milov do subliminar o Sox, tipo, não tem, é difícil você falar sobre comportamento humano você sem você falar: "Olha, teve um filósofo que já falou isso". Senão você fica pagando mico. O outro que se se arvora a fazer isso sem fazer a translação, né? sem realmente abrir a transdisciplinaridade, paga mico, Porque fala um negócio assim, tipo, olha o que eu descobri, meu amigo, deixa eu falar um filósofo em 122 já falava isso, entendeu? Então, ou você realmente faz a interface, se aproxima, estuda e conhece toda a genialidade humana naquele naquele campo do conhecimento, ou
você vai ficar realmente e eh fazendo o que acusam os neurocientistas de fazerem, serem reducionistas. você vai vestir a camisa, aí já faz uma camiseta mesmo, aí já, entendeu, encara, porque é isso que Você tá fazendo, entendeu? Então é muito importante você ter essa essa visão de que é complexo e por isso mesmo é magnífico, porque se fosse simples, eu teria que dar mal paraatória todo mundo que diz que é um absurdo querer explicar a natureza complexa do ser humano através do cérebro. Teria que dar uma proatória. Fala: "Vocês tão, eu sou uma idiota". Então,
só o sistema sendo complexo como Ele é que valida a minha investigação pessoal. Caso contrário, eu seria uma idiota no século XX querendo botar o ovo de Colômbia em pé. E não é isso que o neurocientista faz, ainda que os pseudo, os falsos neurocientistas façam, né? que não tem como não falar sobre isso. Você está cheio de aventureiro falando porcaria por aí na rede social, mas não é pouco, é muito. É muito. E é uma pior que a outra. >> Negócio rentável, né? Virou um negócio Rentável você falar sobre neurociência. >> É, mas olha só,
vamos lá. Pransgal no século XIX, né, nos anos 1800 e desenvolveu uma ciência chamada frenologia. Durante 100 anos ele ensinou a frenologia e a frenologia consistia em palpar a calota craniana de um cidadão e com esta palpação definir propriedades, faculdades mentais e propriedades cognitivas desse cidadão. Isso foi ensinado durante 100 anos. Quer Dizer, esses falsos qualquer coisa que estão por aí não inventaram a roda, entendeu? Já faz tempo que se faz isso. Mas qual é o ambiente propício? Um conhecimento que pouquíssimos têm e que todos querem. Essa é a interface maluca que empurra as pessoas
para essa aventura de falar sobre quem não conhece. Porque aí eu acho que eu sou um dos poucos que sabe, porque aí, né, Dan Keger cai como parecendo aquela que, Como é que chama aquele negócio que caía bigorna que caía na cabeça do Bibi lá do do lobinho. Isso não é do seu tempo, né? Não, >> não. Papal léguas não é do seu tempo. >> Não, eu sei o que é. >> Ok. Então, historicamente, eu tô fazendo uma uma citação histórica. >> A bigorna caía na cabeça do papa do do Papalguas. Do Papalgua não, do
coyote que perseguia o Papaléguas. É isso que eu vejo acontecer com esses caras na na Praça pública. Eu vejo as bigornas caindo na cabeça falando: "Nossa, tomou agora". Porque é umas coisas boba, umas coisas nível de ingenuidade hard de quem definitivamente nunca estudou sobre isso profundamente. Mas a gente também teve os vendilhões do templo, né? Porque eh essa história de fórmula de lançamento, curso, especialista, autoridade, isso migrou lá pro ensino superior, né? E se construíram pós-graduações com Verdadeiras bandeiros panteões de especialistas, não, que nunca te dariam aula. Eu acho pessoas num nível de ingenuidade brutal,
né? Porque elas compram curso que o Golem é professor com a com a expectativa de que vão ter aula com o Golem, aula mesmo. Eles vão sentar eles, o Golem bater papo com o Golem. É isso. Não, né? Aí o que que eles compram? pagou uma um bom dinheiro para assistir um vídeo do Goleman que tem 200 na internet, sem nenhuma Curadoria, porque não tem ninguém ali para amarrar essas coisas e te contando com uma história que no final você saia realmente um especialista. E o pior te diz é que você sai lá na ponta
neurocientista. Então é um prato cheio, né, para um Draning Krugeger vendido. Você comprou o seu efeito Daning Krueger, né? Tipo, para quem não lembra, é, eu não sei, mas eu não sei que eu não sei, né? Porque Vocês me disseram que eu sou especialista pela PUC, por exemplo, certo? Ou você me disseram que eu sou e a PUC tem eh a de São Paulo nunca vai fazer isso, espero eu, né? Porque a gente tem uma crença de que existem templos que não que nunca serão tocados, né? Mas vários centros universitários fizeram isso de comprar essa
ideia de que existe uma especialização que seja uma um compilado de vídeos. Enquanto, né, uma especialização, na verdade, é alguém tornar você especialista em algo pela profundidade que vai te dar no conhecimento e não pelo pupu entendeu? Porque é um pi. Vem um, fala meia hora de negócio, vem outro fala. Mas aí eu tive aula com o Pozec. Deixa eu te explicar. Se eu tivesse lido o livro do PEC, teria sido melhor. [risadas] >> Deixa eu te explicar. Você teria ido Mais profundamente. Você ti os dois livros do Paulz, que são os mais importantes pra
área da tomada de decisão, da imersão, do do papel da ocitocina, né? Ah, mas eu tive aula com o Caneman. você tivesse lido os dois livros do Cânima, você tinha saído melhor mesmo, porque o canema reduz para dar aula. Aonde ele realmente parou e escreveu foi no livro. Agora você tem vai ter a chance de perguntar, de Conversar. Ele vai ter montado uma aula para caber dentro do curso que você tá fazendo, no momento, no conteúdo, naquilo que você está estudando. Aí você vai ser aluna do Caneman. Você sabe quanto isso custa? Não é o
que você tá pagando. Então, em algum momento, a pessoa tem que se tocar, né, da equação que não pode, não pode fechar a conta, porque para que a quantidade de aluno suficiente pague a aula dele, ele vai Ter que vender essa aula para 1000 alunos, né? Qual o melhor caminho hoje para para aprender sobre neurociência ou para ou se eu quiser falar assim agora eu quero >> bo com que idade para quem você tá perguntando >> isso muda muito >> muito dramaticamente. >> Então me explica o porquê disso. E aí a gente vai ness >>
Vamos lá. Vamos lá. Se eu tivesse Falando com um jovem que tá saindo do ensino médio, tá? Eu diria: "Faça uma faculdade de neurociência". já tem momento para isso. A gente já tem mercado de trabalho se constituindo. Então, daqui 5 anos a gente já vai ter bem estruturado o que vai ser a função de um neurocientista na sociedade, tá? >> Tem poucas graduações de neurociência, >> duas no Brasil até hoje. >> Aqui na ABC. >> É, e eu tô doida para montar a terceira. >> Legal. >> Se der certo, tudo certo, em 27 a gente
tem na Santa Casa também. >> Aí, >> aí, garoto. Aí vai. Aí a gente põe as coisas do jeito que a gente gosta mesmo. Mas isso é uma coisa que que eu quero muito fazer. E a Marília Buquerk, que é uma parceiraça minha, uma das melhores professoras de neurociência também do país, não é muito conhecida porque ela não é muito das câmeras, ela é da sala De aula, mas ela que tá tocando o projeto lá e vai rodar, vai funcionar isso aí. Já pedimos assim, já tá acontecendo, né? Eu não gosto de falar muito porque
as pessoas vão querer saber como. Sim, sim. >> E aí o que acontece? A concorrência chega chega chegando, né? Mas a gente tá realmente acreditando nisso. E por que que não tem outras? Porque ninguém consegue realmente prever que vai ter um mercado de trabalho para esse Profissional. Só quem tá lá na ponta consegue ver isso, né? E aí o lugar que eu tô, porque eu realmente tô formando pessoas para entregar serviço neurocurciência. A gente tá construindo o mercado, né? Parece que tem o mercado já, mas não tem, né? Porque esse mercado ele é mal atendido,
os profissionais não são bons. Então melhorar a qualidade dos profissionais vai realmente estabelecer esse mercado. E aí o que tá acontecendo agora. Então, se fosse um jovem, disesse Para mim: "Ah, eu quero: "Ah, mas minha orientadora vocacional falou para fazer primeiro psicologia." Não, não é mais isso, tá? Isso é um conselho de 5 anos atrás. Por que não é mais isso? Porque você pode fazer psicologia, só que se você gosta mesmo de neuro, de cérebro, você vai passar 80% do tempo vendo outra coisa. >> Sim. E aí você vai reclamando ainda que você queria psicologia
baseada em evidências, Que você não queria ver psicanálise, tal. Desculpa, a psicologia é tudo isso, entendeu? Então você vai passar pela faculdade de psicologia, você vai passar por tudo isso, não vai ter só a parte que você gosta. Depois você pode se especializar, mas o profissional de psicologia tem que ter um conhecimento genérico sobre tudo, generalista sobretudo, não é genérico, né? A palavra melhor é generalista. Então não tem Jeito. Agora, se você for paraa neurociência, o que você vai fazer? na graduação, estudar cérebro vezes cérebro vezes cérebro vezes cérebro com ciência, física, biologia, química, biofísica,
entendeu? Então, é mais isso que você gosta ou é mais psicologia? Você quer isso mais para discutir o comportamento humano ou você quer isso mais para entender o mecanismo cerebral? Entendeu? Essa é uma escolha que dá para ser feita. Outro curso possível, uma Biomedicina que é mais rápida. Sim. >> Eh, e depois você faz um mestrado, um doutorado em neurociência, né? Porque mesmo que você seja bacharel em neurociência, você não vai ser um neurocientista, você vai ser um baixarel em neurociência. Para você ser um neurocientista, você tem que ser um cientista. A gente já falou
sobre isso, né? O neuro é prefixo. O substantivo aqui é cientista, certo? Então você tem que ser um cientista para Ser um neurocientista, mas você pode ser um bacharel em neurociência, né? Eh, você pode ser um especialista em neurociência aplicado a alguma coisa, pode tudo isso você pode, né? E tudo bem. É isso que que a gente tá formando, né? Quando forma para educação, quando forma pro marketing, quando forma pra gestão de pessoas, a gente tá formando isso. Agora, não, Carl, eu já sou formado, eh, e eu já trabalho com alguma coisa. Então, me conta
o que que é que Você trabalha. Sou pedagogo, então uma especialização em neurociência aplica educação. Eu sou do ambiente organizacional, uma especialização neurociência aplicada à gestão de pessoas. A gente tem agora, a minha inclusive tá virando MBA pro ano que vem. A gente conseguiu transformar ela num MBA >> que é bem business mesmo, é pra gente de business entender neurociência, entendeu? É um mastering business Administration com ênfase em neurociência e gestão de pessoas. >> Legal. tipo isso. Eh, então esse é um caminho. Ah, eu não tenho possibilidade, tenho que fazer uma coisa online. Aí tem
uns cursos neurocência do comportamento, tal, mas não entra nessa história de que você vai ter aula com grandes nomes, porque você não vai ter. Então, procura um curso que você tem professor de verdade, que o cara tá lá, que o cara vai te dar aula, entendeu? E aí quando As pessoas me perguntam, onde é que você dá aula? Na Santa Casa. Ah, mas não, não dou aula em outro lugar. No outro lugar tem vídeos meus, entendeu? A pessoa fui sua aluna em tal lugar. Desculpa. Não foi, porque os meus alunos vivem outra experiência comigo, né?
É isso. Eles sentam comigo. Eu vou dar aula esse final de semana lá para pra turma chama-se neurociência e futuro sustentado de pessoas e organizações. Tem 20 alunos, eu vou sentar com eles, a gente vai debater o que eu faço lá na ponta entregando workshop, o que que eu faço na palestra, o que que eu provoco na na consultoria, entendeu? Tô ensinando eles a operar nesse mercado. >> Uhum. >> Então isso é uma coisa. Outra coisa é você ter um conjunto de vídeos, tipo, por causa do saber, não tem problema. Não tem problema. Só que
entenda o que é Que tá acontecendo. Você está fazendo um streaming educacional, entendeu? Aí, aí você vai pra casa do Saber, tem 7.000 vídeos. É isso, é um streaming de educação, tá tudo bem. É um mercado, as pessoas podem querer mesmo pagar recorrentemente por isso. E é exatamente por isso que eu tenho a comunidade também. Tá tudo bem, não tem erro nenhum. Só que me conta, você quer o quê? Por isso que eu te perguntei. Ah, não, mas eu quero ser cientista, cara. Eu quero ser um neurocientista. Beleza? Então vamos achar aí o caminho. É
um bacharel em alguma coisa, neurociência de preferência, porque aí você já tá no miolo. Aí você faz uma iniciação científica durante a faculdade, já escolhe uma linha de pesquisa, já emenda num mestrado. Se der certo, faz o doutoramento direto que é possível, porque você não quer ser professor, você quer ser cientista. Então você pode pedir para fazer o doutorado direto. Se A tua capacidade de pesquisa for boa, se realmente tiver talento, eles te jogam pro doutoramento direto, porque a gente precisa acelerar a formação de cientistas e aí você vai procurar um lugar para você fazer
sua ciência. Não é simples. Pode ser que você tenha que sair do país. A China parece tem sido uma boa opção, mas também tem políticas para manter as pessoas aqui. Isso vai melhorando de acordo com o orçamento para ciência. Na hora que as pessoas Falam que o orçamento de ciência foi cortado, ninguém pensa que a gente tá falando sobre exatamente isso, né? Que que eu faço com um doutor em neurociência formado aqui dentro? Precisa ter um alguma coisa para fazer com ele, certo? Em geral, eu preciso botar ele num laboratório de pesquisa, preciso torná-lo um
cientista, né? Então é por isso que depende. >> Ah, não, Carl, eu quero fazer o que você faz na consultoria organizacional. Faz Uma especialização e vai pra rua. >> Uhum. Porque mais na rua que você vai aprender do que do que efetivamente dentro do laboratório, entendeu? Mas é legal entender o mecanismo cerebral, porque é por isso que você tá fazendo neurociência. Não é para você falar de coisa da psicologia mais fácil, entendeu? [risadas] Não é? Aí é isso que você vai ver muito. A pessoa tá trazendo conceito da psicologia e não tá te explicando o
Mecanismo neural porque ela nem ela entendeu. Quantas e quantas vezes eu tô vendo palestra da pessoa que tá falando que vai falar sobre neurociência e tal, a hora que basta um slide com cérebro, ela fala rapidinho e passa o próximo, porque ela não sabe falar sobre aquilo, ela não sabe, simplesmente não sabe porque é muito difícil. Agora, o meu orgulho é que quando o meu aluno passa pelo pelos cursos de pós, Ele fala que ele sabe e aí ele sabe mesmo. E tem alguns que gostam tanto que aí ficam melhores até do que a gente
mesmo. [risadas] >> É porque a pessoa mergulha muito, ela tem o material. Aí tem a biblioteca da Santa Casa que é tipo, imagina, estão falando uma faculdade que tem eh agora eu vou capotar, né? Porque acho que tem 60 e poucos anos a faculdade, mas o hospital tem 200. >> Que maneira. Então a biblioteca vem de De quando os médicos estavam lá sem mesmo ter uma faculdade, porque já foi um ambiente de estudo, já foi um hospital escola desde que o mundo é mundo. Foi hospital escola da da faculdade de medicina da USP, da própria
UNIFESP, né? Era o único hospital que tinha. Então a história ela é, né, de muito tempo e a gente acredita muito no trabalho que a gente faz, mas infelizmente a grande maioria das Formações não tem essa qualidade. >> Então você acaba encontrando aí com um monte de aventureiro que de fato atrapalha o negócio, viu? De fato atrapalha o negócio, porque aí é óbvio, ele vai para uma palestra ou vai para uma organização e não fala nada de novo, não transforma nada. Repete as velhas coisas da psicologia com agora com uma roupagem de cérebro. Então, aonde
falava mente, fala cérebro, aonde falava eh sei lá, pensamento, fala neurônio, entendeu? Aonde falava memória, fala amídala, entendeu? E aí, pronto, já tô falando de neurociência e é isso que acontece. Só que aí o CEO da companhia, né, o gestor de pessoas lá da companhia, olha, fala: "Osse cara tá de palhaçada comigo". E aí quem perde o mercado, né? que tá se formando, que tá se estruturando e que tem boas contribuições mesmo. Tem mesmo, não é, não é falácia, infelizmente fica parecendo falácia, né? Uma das coisas Que vem borbulhando a minha mente nos últimos tempos
e é uma coisa que para mim é muito interessante, por exemplo, você quando eu quando eu vejo você falar, quando eu vejo você comunicar sobre neurociência, eh eu eu nunca assisti uma aula tua numa sala de aula para saber como é que é sua a sua aula, mas assim, quando eu vejo a tua comunicação, as coisas que você escreve, as coisas que você fala, para mim você é uma uma Mestra nisso que você faz. Quando eu ouço um guitarrista que eu gosto muito, quando eu ouço um saxofonista que eu gosto muito, ou eu vejo um
esportista que eu falo: "Caramba, esse cara parece tá em outro nível". Eles são mestres no que eles fazem. E aí isso tá bobando na minha cabeça porque tem várias habilidades que eu quero desenvolver em mim. E eu queria entender um pouco da parte eh neurocientífica desse aprendizado, desse desenvolvimento. O Que que leva uma pessoa a se tornar boa numa coisa? Quando a gente vê um Ronaldinho jogando bola, ele ter chego naquele nível, o que que levou? ele a a chegar lá, como é que o dia a dia, a prática entra nisso e o que que
tá rolando no cérebro para desenvolver essas coisas, porque chega um ponto que é automático para essas pessoas, né? >> Sim. Não, e é muito interessante a pergunta porque a vontade da gente que a gente tem é que tem uma resposta única, Que a gente diga assim, não, por causa disso acontece tal coisa e aí a gente investe todas as nossas fichas no aquilo, né? Mas o fato, cada uma dessas coisas que você mencionou podem ter sido provocadas por uma tempestade perfeita num determinado jeito, tá? Então, por exemplo, você falou da minha capacidade oratória. Outro dia
a gente estava fazendo um vídeo no dia dos professores lá que ficou muito bonitinho. E e eu contei uma história, quando eu tinha 4 Anos de idade, eu aprendi a ler, né? Meus avós, que eu fui criado pelos meus bisavós, né? Eles tinham mais de 70 anos quando eu tinha dois, entendeu? Então, o que que eles iam fazer com uma criança? Eles perceberam que eu tinha interesse e me ensinaram a ler. Então, com 4 anos de idade, eu lia. Quando eu tinha seis, eu já lia muito bem, certo? E aí eu tava na sala com
os meus coleguinhas aprendendo a ler. Então, a professora me fazia levantar e ler em voz alta pros meus Coleguinhas se inspirarem e todo mundo achava aquilo incrível. E aí, naquele momento eu ganhava o quê? Notoriedade, certo? Que é uma que é uma criança socialmente busca. Então, ler para mim se transformou num elemento fundamental da minha vida. Só que aí entra o outro ponto, eu começo a ler e como eu tenho fluência, eu entendo muito bem. Então, a leitura passa a ser uma fonte de prazer, porque eu leio rápido, porque eu não sofro, porque eu entendo
rápido. Então, Cada vez eu leio mais e a gente começa a entrar no chamado ciclos exponenciais que vão levar a alta performance, né? O que que se diz? Ah, precisa de 10.000 horas de prática e tal. Inclusive, essa semana eh saíram dados que questionam essa afirmação, né? E eu nunca gostei muito dela, porque para mim não é só uma coisa, óbvio, 10.000 horas de prática você vai desenvolver. A questão é quem desenvolve com menos. Aconteceu o quê, né? Porque nem todo mundo tem a Paciência das 10.000 horas de prática. Eu posso estar falando uma bobagem,
mas se a gente compara Cristiano Ronaldo com o Neymar, falando em termos de tenacidade, do treino, do isso, aquilo tal, você pode dizer, Cristiano Ronaldo ficou 10.000 horas fazendo e o Neymar ficou, mas ainda assim ele com 14 anos de idade fazia o que ele fazia com a bola, né? E então agora se o Neymar tendo todo o talento que ele tem tivesse sido Absolutamente disciplinado como Cristiano Ronaldo, que todo mundo sabe que não é verdade, né? Não, porque não é porque o Neymar é ruim, mas é porque o Cristiano Ronaldo é muito disciplinado. >>
E o talento faz isso com as pessoas, elas ficam mais soltas assim, nunca treina corre esse risco, corre esse risco ainda. Esse é um grande problema, né? Então a a somatória de todas essas coisas é Que vai produzir esse movimento. Mas você me fez uma pergunta muito específica que tem uma resposta relativamente direta, que é o seguinte: como que o que que tá acontecendo no cérebro para isso acontecer? tá acontecendo duas coisas. A primeira delas que todo o teu sistema emocional, teu sistema de desejos, a tua capacidade de tenacidade, a tua luta pelas adversidades, o
desejo em alcançar aquilo tá num ponto muito bom. Pode ser Até o ponto ótimo, entendeu? Pode estar num ponto máximo. E aí você vai gastar muito tempo fazendo aquilo. Você vai dedicar muito tempo da tua atenção, do teu pensamento, porque não é só você tá fazendo, é o que você pensa quando você não tá fazendo, que também é um tempo que você tá dedicando aquilo, né? Então tem, pô, eu tô muito aim, então esse é um elemento e depois eu preciso ter bons modelos e bons coachs. Por quê? Ah, mas eu preciso pagar por Esse
coach. Não, eu pode ser meu pai, pode ser minha mãe, pode ser uma tia, pode ser alguém que tá muito perto, mas que é muito excelente naquilo. Porque isso vai me inspirar a ver o processo, a perguntar coisas que poderiam travar minha performance. E essa pessoa poderá também ser um bombalizador de erro, porque aqui tem um truque muito interessante. A excelência de uma performance é alcançada porque eu consegui eliminar a maior Quantidade de possibilidades de erro. Não é porque eu sei fazer, é porque à medida que eu vou praticando, eu vou conseguindo fazer cada vez
melhor e os circuitos que ao serem ativados produziriam erro, vão ficando enfraquecidos. Então a performance tende a melhorar. E aí a gente pode entrar numa curva exponencial, porque esse é o truque que ninguém Compreende. Não é uma curva eh não é uma uma progressão aritmética de que a cada hora treinada acrescenta a mesma quantidade de performance. Você pode tendo, à medida que você mergulha naquilo, maiores ganhos com menos tempo. Isso deixa o sistemas daí o sistema do desejo, o sistema da intencionalidade bastante ativado. A dopamina sobe rápido, entendeu? Você consegue entrar em flow porque você
vai reconhecendo sua potência naquilo. Então entra num ciclo Virtuoso que exponencializa aquela habilidade, entendeu? Soma-se a isso, vamos dizer que até por uma condição que provavelmente tá totalmente interligada uma na outra. Você gosta de música porque você tem um bom ouvido. Se você não tivesse um bom ouvido, você não saberia diferenciar uma música ruim de uma música boa. Tô falando do ponto de vista melódico, não tô falando ai, porque o funk longe de mim isso, certo? Eu eu inclusive gosto de música Eletrônica para uma determinado momento. Uma coisa eu curto, eu sei entrar naquela loucurinha
da música eletrônica, tá ótimo, entendeu? Mas eu também gosto da qualidade de uma de um violino no verão de Vivalde. Ai vou querer não, cara. Se eu ouvir, você vai gostar também porque não tem como não gostar. Eu não tô falando da sinfonia em lá menor de não, porque eu nem conheço. Mas essas coisas que são mesmo assim gritantes, né? Todo mundo se Encanta. Não tem como não se encantar, né? Mas se você tem um bom ouvido, você vai se encantar com mais coisas. Você vai ter a capacidade de discriminar melhor as coisas. Você vai
perceber sutilezas. Isso aumenta a tua vontade de de mergulhar, entendeu? Agora não, [ __ ] eu sou um desafinado, nunca peguei num instrumento musical, você tá me mostrando uma música que eu não conheço, não entendo, sai ti isso da minha frente e tudo bem, mas não vai desenvolver, né? O que que a gente tem falado muito hoje de dois dois esportes que estão em voga, né? O tal do Pickle Ball e o e o Bit Tênis, né? É, porque eles são democráticos. >> Total, [risadas] total. Você não precisa ser um ótimo na raquete. Se você
for lá e fizer uma figuração ali e tal, já tá bom. Tá, posso jogar um campeonato? Pode, mas não precisa. Você vai se divertir, entendeu? Que é completamente diferente você pegar Uma raquete de tênis e parar num raquete de tênis, você não consegue jogar a bola para outro lado. Se você não souber, você não passa a bola, você não não devolve um saque. Então, entendeu? Não se mete, né? Agora tem outras coisas. Vou jogar queimada com as crianças. pode, todo mundo pode, entendeu? Funciona, né? Então essa democracia das coisas que são mais fáceis também acabam
levando parte das pessoas para uma performance mediana e As pessoas se contentam com isso também, porque também faz parte, funciona também. Agora, o desejo de ser um um virtuoso em qualquer coisa, eu acho que tá intrínseco no ser humano. Ele vai se decepcionando com isso à medida que ele acha que não é para ele. E aí pode estar inclusive, né, casado até mesmo com eh elementos que podem ajudar a a botar uma depressão ali nesse nessa história, porque vem um tédio, Porque eu também tô na medicridade, né? Eu fico numa mesmice, que eu acho legal
o tempo que a gente vive hoje nesse sentido, Ludes, porque no passado, e isso eu vivi muito quando eu tinha lá 15, 16 anos, tal, se eu ficasse deprimida, e eu fiquei algumas vezes na adolescência, eu ia pra frente da TV, cara, e era assim, tipo, tinha três canais e é isso que você tem para assistir. Então, você não aguentava ficar muito Ali, entendeu? [risadas] E você não ia muito longe ali. Ali realmente era o fundo do poço. Agora hoje você com o seu controle remoto no final de semana sozinha em casa, não é tão
ruim assim. Nível de coisas que você pode fazer. Então a gente até se permite uma certa mediocridade hoje em dia, até com mais espaço, porque não é só eh porque eu não quero me aprofundar, porque realmente tem um mar de coisas muito interessantes Que eu posso fazer, ver, >> coisas bem prazerosas, né? É. e e e coisas que inclusive podem me levar a outros universos. Eu posso assistir uma série de de ficção científica que me provoca pensar nos campos magnéticos da Terra, tudo pode. Mas de verdade, eh, essas opções de coisas que já estão prontas
para que eu vou lá consumir tem o impacto de eu também não lutar muito para para edificar isso dentro de mim de uma forma mais profunda, né? Porque tem Uma coisa que começou a acontecer na escola e que eu dou muita risada quando eu penso onde isso tá nos levando, mas eu criticava se pegar a palestra minha antiga que tem na internet, aí você vai ver eu falando disso. Eu criticava o professor que dizia o que que ia cair na prova, que sublinhava o livro pro aluno. Isso aqui que é importante, porque eu tô apontando
para ele que sempre vai ter alguém dizendo para ele o que que ele tem que fazer, quando no Fundo eu queria que ele se interessasse, que ele mergulhasse, >> que ele entendesse aquilo, não que ele, ah, isso aqui vai cair na prova, então vou aprender isso aqui. Ele não tá tentando entender o conceito geral de como é que uma coisa corta com a outra. Ele não vai tentar entender isso. >> Você concorda comigo que de uma certa forma a gente foi levando isso à exaustão? Porque na internet hoje se se você chamar um cara, um
produtor de Vídeo para trabalhar com você em conteúdo, cara, eu aposto que a primeira coisa vai ser assim: "O que que você pode falar assim de simples e rápido [risadas] que a pessoa entenda fácil?" Então, tipo, entendeu? de uma certa forma é um ciclo vicioso, porque eu quero consumir um conteúdo fácil e superficial, que é o que me prende ali os dois Minutos que o cidadão precisa para dar visibilidade pro pro perfil dele, para ele poder vender daí o TikTok do book, do não sei o que lá, entendeu? E aí a gente vai ficar nesse
lugar porque é aí que tá a economia do conteúdo. >> Sim. Se você pensar hoje onde é que tá a economia do conteúdo, não está na produção do professor catedrático lá na universidade. Não é lá que a gente tá Depositando a maior receita na compra de conteúdo, entendeu? A gente tá apoiando nesse lugar que é um vídeo de um minuto e tal. Tô achando interessante que agora estão propondo vídeos mais longos, né? Teve um movimento aí inclusive em em uma rede, acho que foi o Instagram que que liberou os mais longos. Agora aconteceu isso, né?
E a gente tem essa história das novelas verticais que querem que querem ter. Eu comecei a ver que no fundo era assim, Parte um, parte dois, parte três, de uma coisinha qualquer, né, que pegou muito. Aí agora, pô, vamos usar isso aí, porque as pessoas vão atrás, as pessoas clicam no assista o próximo vídeo. Então eles entenderam isso e vão investir nisso. Mas onde tá a economia do conteúdo? Na superficialidade, no entretenimento. Então, e por que que você vai aprender? O que que você vai aprender, quão profundamente você vai aprender aquilo. Se você não entender,
não tem outra Palavra, o tesão que tem nisso, você vai ficar lá mesmo vendendo o almoço para comprar janta do teu cérebro, entendeu? Consumindo a mesma coisa e a se achando muito sagaz quando você consegue perceber a nova onda, saca? Porque você tá ali assistindo, olha, agora essa é a tendência. Você fica feliz da vida que você detecta tendências. Quando você detectou a tendência, já estão usando aquela tendência para te prender naquela tela, Você já caiu, entendeu? Você já caiu, já tá lá, né? O objetivo foi cumprido, que é deixar você enfiado com a cara
naquele lugar lá para você ver todo tipo de conteúdo que vai passar aqui, os pagos, os, né, os orgânicos e por aí vamos. E não vamos ser nós como cuspir no prato que a gente come, né, outros? Mas a ideia é que seria muito bom que a gente pudesse cada vez mais ter conteúdos profundos. Você você arrisca nesse lugar, né? Vamos fazer a conversa Profunda do tamanho que for, depois eu ver o que, né? Depois nós Exato. >> distribui aí, vê quem quer o quê, né? E é isso. >> Eu meio que jogo pr pras
pessoas que não querem a parte rasa ali, que não vão, tipo, que elas têm uma hora do dia delas, por exemplo, para ver alguma coisa, elas não, eu confio que elas não vão passar só uma hora no real, sabe? >> É, seria muito bom para elas que elas fizessem. >> Seria muito bom para elas. [risadas] Verdade. >> Seria muito bom que elas conseguissem, né? E isso estimula a atenção, né? Porque outro dia me perguntaram, mas por que que a atenção hoje em dia é tão curta? Falei: "Porque a atenção é como se fosse, é um
mecanismo que a gente treina. Você vai ter que ter uma quantidade X de neurotransmissor disponível para manter a sua tensão sustentada por muito tempo. E caso, obviamente, você tenha um tipo de engajamento especial, você vai ter uma liberação extra, que é uma catecolamina muito importante, que é a dopamina. Mas se você tiver que manter a sua tensão só na base da noradrenalina e da adrenalina, ela vai ser muito curta. Agora você tem dopamina para para jogar nesse caldo químico aí, ó, que legal, você vai conseguir manter mais tempo de atenção. Então, tem tudo a ver
com o interesse Das pessoas, tem tudo a ver com o que elas estão buscando. E aí, ah, porque a dopamina é a vilã, não é a vilã, ela é a mocinha, só que você precisa ser amiga dela, não ser aliada dela e não ficar apresentando para ela só porcaria, né? Tá. >> Esse é o ponto. Quais as experiências que você fornece pro teu sistema reconhecer, qualificar e buscar? É isso. Você que tá fazendo isso, não é outra pessoa. Quais as experiências? >> Perfeito, cara. Muito obrigado. >> Ah, meu querido. É um prazer sempre. >> Mais
uma vez. É bom demais conversar com você. >> Muito bom. Com quando a gente vem 10 vezes tem um selinho, não é? Que garimba nove na 10ma. [risadas] Então, vou buscar, vou buscar, >> vamos buscar. Obrigado por ter aceito o convite mais uma vez. >> Espero que não esteja chado para você. Não, eu adoro você. Eu adoro você. A Primeira vez que eu vim, eu falei que que achava você simpático, na segunda que a gente era amigo. Eu sou agora já te adoro. Já tá, estamos em casa. >> Então é isso, cara. Vou deixar todos
os seus links aí na descrição, mas tem algo especificamente você quer jogar pra galera? >> Ah, a gente tá agora com Black Friday também, né? Então, com o livro na na no descontão lá. E como ele atingiu a marca de bestseller, a gente não vai mais Imprimir nesse formato. Agora ele deve eh assumir um formato acadêmico. Vai ficar um livro um pouco mais robusto, né, em ilustrações, em texto, porque ele foi recomendado pela pela sociedade da ciência de como um livro de divulgação científica que atende critérios acadêmicos, né? >> Então ele vai poder também realmente
é um livro muito completo, cara. Eu não li ele ainda, mas quando você olha pro pros capítulos ali e tal, é perfeito. Assim, Tem uma uma construção, você começa aprendendo sobre o descobrimento do cérebro, mapeamento, depois tem o nervoso e aí vai até você chegar no corprontar. É maravilhoso. >> Eu dei aula sobre isso a vida toda. O livro é um compilado das aulas, né? Onde eu peguei tudo, todos os exemplos, todas as construções que eu fiz para explicar a neurociência e coloquei lá. Então, por isso ele tá sendo reconhecido aí como uma potência para
se tornar um livro Acadêmico. E essa versão vai mais pocket, assim, mais acessível. A gente atingiu aí 16.000, a gente tem mais uns 500 lá, então vai chegar 16500 essa tiragem e a gente não vai mais imprimir ele. São se anos, né? São se anos. Então agora ele tá na Black Friday. A expectativa que a gente tem é que ele que ele acabe agora. >> É, tá bem barato, se eu não me engano, a Amazon tá R$ 27. Que livro que você comprou por R$ 27? Vale muito, muito, muito a pena. mesmo é que as
pessoas tenham o livro, né? Que as queiram, que elas queiram ter o livro físico também para poder divulgar para outras pessoas, porque é um livro é uma coisa legal, >> o livro físico é uma coisa legal, porque você acabou de ler, você pode dar na mão de outra pessoa, estimular essa pessoa a ler. Então é também um contramovimento, vamos dizer assim, para essa coisa da extensa digitalização, né, que é bem Legal sentar na beira da praia com o livro aberto no verão aí e mergulhar num universo mais complexo e mais interessante. >> Então essa é
a proposta. Então vou deixar aí na descrição o link do livro, link de todos seus perfis também e tudo mais. >> Muito obrigado mais uma vez. Obrigado pela sua atenção, pessoal, que está muito fragmentado ultimamente. Então, obrigado. Até a próxima e tchau.